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Dia 260: Ser Dura Comigo Mesma e Viver Sob o Estado de Zanga Iminente - Confissões


Esta semana tenho estado ciente da tendência de me zangar comigo própria quando não faço as coisas na perfeição ou quando cometo erros. Curiosamente, o conceito de perfeição é determinado por mim o que significa que o feitiço virou-se contra o feiticeiro porque acabo por ficar zangada quando não ajo de acordo com uma ideia que eu criei e impus para mim própria!
Esta rigidez mental ocorre automaticamente e foi preciso alguém perto de mim me ter alertado para o hábito de ser demasiado dura comigo mesma. Esta reação traduz-se em momentos em que eu crio e acumulo fúria dentro de mim, como uma forma de punição por algo que eu tenha dito ou feito e que me julgo como não sendo boa o suficiente.

Por trás disto, existe o factor da zanga, de estar chateada comigo, de me irritar, acumular esta raiva, projectá-la no meu mundo e suprimi-la dentro do meu corpo. Desde que comecei a investigar este ponto dentro de mim tenho visto como esta atitude para comigo mesma está presente em tantas coisas que eu faço no meu dia-a-dia: quando não concordo com algo que o meu parceiro faça, quando estou atrasada, quando algo não corre como planeado, quando começa a chuver, quando um motorista faz uma manobra, quando vou para a cama tarde, quando recebo um comentário negativo, quando vejo uma notícia sobre conflitos e injustiças, e muito mais. A lista é longa no entanto vejo agora que a minha reação para com aquilo que eu faço ou com o que está à minha volta é descenessária. Aliás, se eu parar de estar zangada é menos uma coisa a agravar o problema.

É interessante observar como a maioria destas reações não são exteriorizadas porque não quero passar uma imagem de ser exaltada, ou instável. No entanto, a energia da raiva continua a existir dentro de mim... Suprimida. Esta manifesta-se nas converas que existem dentro da minha mente, na minha visão de como eu vejo as coisas, nos julgamentos e na primeira reação que eu tenho, mesmo que seja por apenas alguns segundos. No passado deixava que estes julgamentos sobre os problemas alimentássem a ideia de impotência e actualmente sou capaz de não me deixar absorver pelo problema e olhar para a solução. No entanto, agora estou ciente que dentro de mim ainda participo na energia da reação baseada na fúria, na zanga, na irritação - a melhor maneira de identificar uma energia é ver como estas emoções duram apenas alguns momentos e, com o passar do tempo, acabam por desvanecer. Normalmente é depois da poeira acentar que se conseguem ver soluções e frequentemente acabamos por nos arrepender de algo que tenhamos dito ou feito sob o efeito da energia da raiva. Por isso pergunto-me: se eu vejo que esta reação não me ajuda e até cria consequências indesejadas, porque é que eu reajo em raiva e me zango? Quem é que eu sou sem participar nesta energia? O que é que eu penso ser quando estou sob o efeito da energia?

Se eu olhar para o passado, consigo identificar momentos na minha vida em que vi pessoas zangadas, de voz exaltada, com gestos largos e com atitudes bruscas. Embora isto me fizesse estremecer por dentro, poucos eram aqueles que desafiavam este estado de raiva e que faziam as coisas de maneira diferente. Portanto, a tendência de me zangar foi  aceite como normal. Está também associado à ideia de respeito e querer ser respeitada, à noção de autoridade, de controlo e de ter medo de ser inferior.

Em vez de me julgar por isso, estou a investigar e a comunicar este ponto - primeiro comigo própria e depois com as pessoas mais perto de mim - com o meu parceiro, com o meu buddy do Processo e amigos mais chegados. Agora chegou o momento de partilhar com o mundo. Tem sido importante expor esta minha tendência com o meu parceiro especialmente porque em momentos em que o João me vê a reagir comigo própria ou com alguma coisa, ele alerta-me e ajuda-me a ver quando me estou a zangar ou a ficar chateada. Este é o processo de lidar com uma energia que tem existido dentro de mim durante muito tempo e que estou agora a parar de participar nela através da respiração, do perdão-próprio e a corrigir-me em tempo real. 

Estou a tomar responsabilidade pelo que se passa em mim e a mudar a minha vida.
Sinto uma leveza dentro de mim desde que me permiti ver que não me tenho de zangar comigo, com nada nem com ninguém. Dá-me vontade de chorar por finalmente libertar este peso. É um peso carregado de moralidade, de ideias de como as coisas devem ser, do julgamento do certo e errado, do bom e do mau. É o peso de um Deus que eu criei dentro de mim própria e contra mim. É o peso de uma imagem de perfeição. É o peso de uma punição que imagino para mim própria quando não correspondo a estas ideias e que justifica os meus medos. É uma amarra à minha expressão e à minha honestidade própria.

Agora pergunto-me: quantos de nós tem vivido sob este estado de zanga iminente? Quantos de nós gritam nos sonhos, o único espaço em que as supressões vêm ao de cima? E quantos de nós se permite tirar o escudo de proteção chamado fúria, sem medo de sermos vulneráveis e gentis connosco mesmos, com os outros, e realizarmos que somos iguais?

Vejo então que a fúria é um mecanismo de defesa do ego. Nenhuma atitude com base na mente de superioridade e de controlo vai produzir resultados benéficos para mim ou para os outros à minha volta: vejo consequências nas minhas relações passadas e recentemente o meu corpo tem-me dado sinais de alerta. Estou grata por ter actualmente pessoas e ferramentas que me apoiam a olhar para dentro e a resolver este problema dentro de mim. Espero que este blog te ajude a lidar com este ponto caso também vejas a tendência para te zangares contigo e projectares essa raiva no mundo à tua volta.


Nos próximos blogues irei também publicar o perdão-próprio que tenho estado a viver em relação a coisas ou momentos que desencadeiam a energia da raiva, irritação, zanga.

Até lá, recomendo que oiças também estas entevistas (em Ingês):

Utiliza a secção de comentários caso tenhas perguntas em relação a este ponto (ou outro na tua vida!) ou sobre o processo de auto-investigação.



DIA 243: Não há desculpas!




Estou ciente que tenho a oportunidade de me conhecer em plena claridade e entendimento. Nunca antes, ao longo dos meus 26 anos de existência, tive tanto material de livros, artigos, entrevistas, chats e cursos através dos quais eu me ajudo a auto-conhecer-me e a abrir-me para mim própria. É cada vez mais óbvio perceber quando estou a evitar escrever sobre um tópico, evitar olhar para determinada memória ou evitar viver a decisão de ser assertiva na minha disciplina no meu processo de escrita diária.
Curiosamente, parece que das coisas mais fáceis nesta vida é decepcionarmo-nos a nós próprios, ignorar os nossos próprios princípios, mentirmos a nós mesmos e fazermos o oposto daquilo que é o melhor para nós. Qual é a desculpa para eu ser desonesta comigo própria? Qual é a desculpa para eu querer manter as minhas personalidades activas? Qual é a desculpa para fugir da minha mudança, fugir das minhas decisões, fugir da minha responsabilidade de clarificar a minha mente?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido estar a escrever separada de mim própria ao pensar no julgamento de quem lê o que eu escrevo.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que o julgamentos que eu projecto nos outros é de facto uma ajuda da minha mente a mostrar-me os auto-julgamentos que não estão resolvidos em mim.
[é fascinante que a palavra auto refere-se a um automatismo e, igualMENTE, refere-se ao eu-próprio]

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido querer ignorar a minha própria decisão de corrigir as desonestidades próprias e a decisão de andar este processo em honestidade própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido procurar "desculpas" e justificações para tudo aquilo que eu faço ou não faço, em vez de realmente investigar de onde é que as decisões vêm e quais são as consequências que eu crio para mim própria com base nessas decisões.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido fugir da minha posição de realmente aplicar-me no meu processo e de mudar a minha atitude comigo própria, auto-definições e auto-julgamentos, ao perceber de onde é que estes padrões vêm e me ajudar a resolvê-los através da minha escrita e entendimento. 

Quando e assim que eu me vejo a procurar justificações e desculpas para aquilo que eu faço e para aquilo que eu não faço, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que tenho as ferramentas necessárias para lidar com as resistências e ultrapassá-las por mim por mim e comigo própria, por isso qualquer desculpa não é real. Dou portanto tempo a mim própria para andar estes pontos em mim.

Quando e assim que eu me vejo separada de mim própria e dos outros, ao seguir aquilo que a minha mente me mostra em vez de ver e ouvir aquilo que eu vejo e oiço, eu páro e respiro. Ao estar na mente eu estou separada desta realidade física e isso traz consequências. Por isso, eu dedico-me a ser irresponsável a lidar com a minha mente, a compreender a minha mente, a perceber como é que eu funciono com os outros.

Quando e assim que eu vejo a minha mente a ir em modo "automático" de correria e ideias, eu páro e respiro. Com a respiração, eu dou-me a possibilidade de ver esse pensamento e padrão que existe em mim de me distrair daquilo que é fundamental para mim, e ajudo-me através da escrita a abrir esse ponto em mim própria, sem desculpas da "falta de tempo" ou de outra justificação da mente. Eu comprometo-me a expandir o meu vocabulário, a re-educar-me sobre as palavras, a comunicar em senso comum e me mantenha honesta para com aquilo que é o melhor para todos. 

Eu apercebo-me que tenho esta vida para dar e ser o meu melhor e é neste Processo que eu me foco, logo, sou responsável por cada pensamento que ocorre na minha mente e que potencialmente requer uma mudança para que eu evolua para ser honesta comigo própria. Eu apercebo-me que ao evitar ver os meus próprios padrões e ver os meus pensamentos é ser deliberadamente irresponsável para comigo própria e para com a Vida em mim pois implica que não estou disposta a corrigir-me, quando na realidade este mundo e os seres humanos só têm uma solução: mudarmos para o melhor de quem somos e para o melhor de todos.


Apercebo-me que escrever sobre este ponto me ajudou a abrir novos pontos em mim de auto-motivação para mudar determinadas atitudes e dar-me direção em algumas das minhas decisões que até agora eu havia mantido em stand-bye por não saber como lidar com elas. Não há desculpas para ficar calada dentro de mim. Não há desculpas para eu reagir dentro de mim. Não há desculpas para eu não mudar.


Recomendo:


Living Words - Part 2: Clarity
How do you live the word “clarity”?
What is clarity?
What does it mean to live the word “clarity”?
How can clarity support you in your process of self honesty?



DIA 231: Quando as gerações se copiam: os pecados de pais para filhos


Investiga este ponto em ti: quando te zangas com alguém ou reages com alguma coisa, pergunta-te onde é que já viste o mesmo tipo de comportamento noutra pessoa. Irás provavelmente até descobrir que tu já passaste por uma experiência semelhante embora nessa altura fosses tu a vítima da reação de outrem.

Hoje dei atenção a esta mímica do comportamento, especialmente quando copiamos os pais e as pessoas que nos são próximas, enquanto eu reagia com o Joao. Nesse momento, apercebi-me que tinha como justificação esta ideia de que "tinha" de reagir com ela, como se aquilo que ele estivesse a fazer tivesse de ser chamado a atenção. Não foi preciso muito tempo nem muita escrita para ver que eu estava a copiar o comportamento que a minha mãe tinha tido comigo no passado e que agora estava a ser eu a vestir "esse papel".
Escrevi sobre a minha reação e foi curioso chegar à conclusão que eu estava a fazer uma tempestade num copo de água, que estava a criar problemas onde eles não existiam e, ainda mais fascinante, estava a reagir contra uma coisa que eu própria faço. Ao escrever o perdão próprio sobre os pensamentos na minha mente que acumularam até à exaustão (reação), apercebi-me então de outra coisa: muito provavelmente, a reação da minha mãe na altura tinha sido copiada de uma reação da minha avó, que por sua vez tinha copiado o comportamento de alguém, etc. e este padrão tinha passado ao longo dos anos de mente em mente.
Como este Processo nos permite realizar, estas reações não são quem nós realmente somos  e tratam-se de padrões da mente sobre os quais não tomámos responsabilidade por perceber a origem e auto-corrigir. A consequência é óbvia: acabamos por fazer ao outro aquilo que inicialmente não gostámos que tivesse sido feito a nós próprios.

Solução

Por muito óbvio e simples que pareça, nunca é demais recordar a máxima de compaixão: "Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti". Isto significa que apesar de ter passado por uma situação em que tinha sido alvo da reação de alguém, eu não tinha necessariamente de reagir com o outro quando a situação semelhante surgiu. Aliás,  está nas minhas mãos "fazer história" na minha própria vida ao não seguir o programa automático da mente e não passar o testemunho da reação. Como? O meu primeiro passo foi escrever sobre a minha experiência para ver em honestidade própria a reação que eu tinha projectado na minha realidade e na realidade do outro; depois escrevi sobre a memória que eu tinha sobre este tipo de reação; escrevi o perdão-próprio por me ter aceite e permitido projectar o meu passado no presente e por me ter aceite e permitido reagir com o outro sem ver que toda aquela instabilidade existia apenas na minha mente de julgamentos, de "certos" e "errados", de regras adoptadas que provam não ser o melhor para todos; e finalmente escrevi o meu compromisso de correção para me estabilizar e me ajudar a acalmar a mente no momento, parar de justificar as reações e a parar o padrão de passar os pecados dos pais para os filhos.

Em momentos de reação, a mente humana parece ser mais forte do que qualquer princípio e vai requerer uma forte dedicação de cada um de nós para aprendermos a lidar com as nossas próprias mentes, lidar com os julgamentos, lidar com as influências, auto-corrigirmo-nos e finalmente mudarmos o nosso destino (que é o destino da humanidade). Realmente não temos escolha, se queremos que a nossa História deixe de ser a repetição de padrões e passemos à fase da verdadeira existência como UmaUnidade.


DIA 221: Mais vale Agora do que Nunca - já é altura de Acertar

A acumulação do processo é uma coisa fascinante - pôr em prática os meus próprios compromissos de ultrapassar as limitações que, ao longo do tempo, tenho imposto em mim própria. São coisas que já estão inconscientes e só as vejo quando puxo por mim para me questionar PORQUE é que eu penso, ajo ou não ajo de determinada maneira - ou seja, ao ir além da fase dos julgamentos próprios, estou agora a avançar para o nível de investigar COMO é que eu posso melhorar a minha experiência comigo própria.
Para quem está a começar o Processo de escrita diária, o Processo de se estar ciente da respiração e de se tomar responsabilidade pelos pensamentos que permitimos em nós próprios, provavelmente não irá ver efeitos imediatos porque não é uma questão de magia. Poderá haver momentos em que se parece voltar à estaca zero mas isso é uma sabotagem da mente: o Processo é mesmo real e, tal como em tudo, requer prática.

Hoje enfrentei um ponto que já tinha visitado no passado mas desta vez puxei ainda mais por mim para ultrapassar a resistência de  que eu estava a ter em relação a confiar no outro. Mais uma vez visitei também o ponto de querer fazer "à minha maneira" mas desta vez, no lugar de me agarrar à ideia e ao desejo de fazer à minha maneira, decidi fazê-lo. Mas ao fazer à minha maneira, foi como se não houvesse prazer e afinal esta era apenas uma imagem. Nesse momento foi como se risse comigo própria, do estilo: "que teimosia inconsciente que andava para aqui a incomodar-me! Não vale a pena manter este desejo. Vamos lá libertar esta imagem", e foi então que aceitei a maneira do outro de fazer a tarefa - e afinal assim fazia mais sentido. Apercebi-me então que era a minha responsabilidade participar também na maneira do outro e criar AQUELA ação em conjunto porque estávamos ambos a participar naquele momento em igualdade! 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manter em mim ideias e imagens de como as coisas "deviam ser" ou como é que eu faria "à minha maneira" quando afinal vejo que, se a minha maneira resultasse, então esta não seria mais uma ideia mas passava a ser a minha prática constante.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido distrair-me com os desejos/teorias/ideias da mente, em vez de realmente me ocupar em pôr as minha ideias e soluções em prática na minha vida, testar e ver se resulta; se não resultar, começo o processo de me corrigir. Eu apercebo-me que ficar na corda-bamba é desonesto comigo própria e é uma auto-sabotagem porque não me permito criar confiança em mim própria, na minha decisão de aplicar soluções na minha realidade e de me aperfeiçoar gradualmente na minha relação comigo própria e com os outros.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido continuar a fazer coisas "à minha maneira" apesar desta maneira nem sempre ser o melhor para mim e que, portanto, trata-se do ego e de uma resistência a mudar/a aprender/a praticar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido culpar o outro por não me ensinar como "devia ser" (de acordo com a minha ideia de como as coisas deviam ser).
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido tomar responsabilidade por mudar a minha atitude naquela ação e por aproveitar cada momento como uma oportunidade de me aplicar no meu processo e de criar estabilidade nas minhas ações. Eu apercebo-me que a imprevisibilidade sobre conseguir ou não conseguir é um reflexo da relação que eu estabeleci com essa ação (por exemplo a minha relação com a culinária e com o sexo).
Como é que eu corrijo a imprevisibilidade das minhas ações? Primeiro ao parar a mente das memórias, parar o medo de falhar, parar de pensar que ainda não consigo corrigir-me ou que não estou preparada. EU realizo que o meu Processo depende única e exclusivamente de mim, por isso em vez de confiar nos meus pensamentos, eu passo a confiar na minha respiração e a empenhar-me fisicamente para aperfeiçoar as minhas ações.

Eu comprometo-me a auto-ajudar-me com regularidade, compromisso e eficácia no meu Processo. EU apercebo-me que por muitas conversas que eu tenha com outras pessoas, no fundo tem a ver com a minha força de vontade, dedicação e persistência em aplicar a minha correção nas coisas que eu faço/digo.
Quando e assim que eu me vejo a desejar continuar a fazer as coisas à minha maneira embora eu veja não ser a mais eficaz, eu páro esta ideia de como as coisas deviam ser e respiro. Eu apercebo-me que ter ideias na mente é inútil e uma perda de tempo - eu comprometo-me a aplicar as soluções no meu dia-a-dia, a testar as soluções. Quando e assim que eu me vejo a interpretar os comentários de outra pessoa como sendo um sermão, eu páro e respiro. Eu permito-me a não levar a correção como sendo uma ofensa. Em vez disso, eu páro de participar no padrão da culpa e ajudo-me simplesmente a tomar responsabilidade por mudar a minha relação naquela circunstância. Até lá, apercebo-me que cada correção funciona como recompensa por parar e mudar.
Eu comprometo-me a ter paciência comigo própria e a praticar o ponto de confiar no meu processo de correção!

Quando e assim que eu me vejo a pensar que o processo de correção é demorado, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este ponto de partida define e limita logo à partida que eu sou demorada a corrigir-me. Por isso, quando e assim que eu me vejo a assumir as minhas ideias/julgamentos como sendo uma verdade inquestionável, eu páro e respiro e ajudo-me a trazer o ponto para mim própria e ver onde é que eu estou a definir/limitar a minha aplicação prática. Eu apercebo-me que depende somente de mim  estar focada no meu processo, estar disposta a ouvir soluções que eu posso aplicar na minha vida e passar para o "nível seguinte" da correção prática. Apercebo-me também que o Ego por trás da resistência para sair de um padrão só se mantém se eu continuar a alimentar o Ego da raão mesmo depois de perceber que é a mim que a resistência da mente prejudica. Finalmente, realizo que ser e fazer as coisas em honestidade própria é ser e fazer as coisas em senso comum, como aquilo que é o melhor para mim = todos.

Ilustração: Marlen De Vargas Del Razo, Day 258: Vampires in the Soul of Sacred Geometry - ADC - Part 105 http://creationsjourneytolife.blogspot.com/2012/12/day-258-vampires-in-soul-of-sacred.html

DIA 219: Lições do Candy Crush


Ultimamente tenho jogado um jogo do Facebook chamado Candy Crush que implica fazer combinações de doces para se marcar pontos e seguir-se para o nível seguinte. Têm havido uma série de jogadas que, para além de fazerem um fogo-de-artifício de pontos inesperados, têm também sido fonte de realizações interessantes que posso sem dúvida aplicar ao meu processo.
  1. O primeiro elemento fascinante é o aumento gradual da dificuldade e quanto mais pratico mais "fácil" parece ser avançar para o nível seguinte, embora a facilidade seja relativa, pois tem a ver com o aumento da confiança, em conhecer o jogo, perceber como funciona e aplicar tudo isto para se atingir a perfeição. Da mesma maneira, ao trabalhar pontos em mim/memórias/padrões de pensamentos, consigo tirar camadas da minha mente para descobrir novos pontos para resolver em mim.
  2. Para isto, vejo que praticar diariamente ajuda a conseguir ver novas estratégias de jogo e o mesmo posso dizer que escrever todos os dias me ajuda a ver novas perspectivas sobre pontos que eu enfrento. Tal como no jogo, às vezes  é preciso parar, respirar e recomeçar com uma nova atitude, procurar jogar com uma estratégia nova, aprender com alguém que já esteja num nível mais à frente e aplicar essas soluções no meu jogo/na minha vida.
  3. Outro elemento essencial que pode mesmo ser decisivo para se ganhar um nível é o pensamento a longo-prazo: ou seja, por vezes é mais eficaz ver combinações mais complexas do que fazer pequenos pontos rápidos - também no processo, apercebo-me que as reações do momento têm um valor relativo que pode ser substituído por uma atitude de perceber a origem da reação de modo a que a minha aprendizagem dure no tempo e o meu processo seja uma acumulação de boas práticas e de correção-própria a cada novo passo.
  4. Ao ter-se em conta jogadas sustentáveis, pratico o chamado "thinking ahead" para perceber as várias opções e para isso ajuda ver o quadro global em vez de me fechar sobre uma parte to jogo. No processo de se lidar com a mente, é importante pôr-se as cartas na mesa, ao escrever sobre as várias opções  que eu tenho quando estou perante uma decisão, perceber as vantagens e as desvantagens das decisões que eu tomo de modo a ser responsável pela minha direção.
  5. Focus! Dificilmente se ganha no Candy Crush se não se estiver concentrado no jogo! Isto é possível ao perceber-se a "missão" do nível e a não perder de vista esse objectivo de se quebrar o "jelly" ou de se libertar os frutos encurralados!  No processo, o foco é sobre mim própria, ao estar ciente de quem eu sou naquilo que eu faço, estar ciente da minha presença, estar ciente daquilo que eu faço e a ser eficaz com o meu tempo disponível, sem me distrair desnecessariamente.
  6. A compaixão do jogo é um ótimo exemplo de como nos podemos salvar uns aos outros, ao dar vidas e receber vidas.
  7. A disciplina de se querer jogar "só mais uma vez" para se passar ao nível seguinte. Vou então aplicar esta ambição no meu processo em garantir que vivo  o compromisso de escrever o perdão-próprio diariamente. É brutal criar a estabilidade em mim própria quando eu realmente aplico a disciplina no meu processo e me apercebo do meu potencial de resolver os meus próprios problemas da minha mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para escrever o perdão-próprio é real. Apercebo-me que a resistência tem a ver com o facto do perdão-próprio não ser tão popular como dizer que estou a jogar Candy Crunch.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar avançar para o nível seguinte sem primeiro estar confortável com os pontos que tenho à minha frente para lidar e resolver.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar o meu jogo/o meu processo com o jogo/processo dos outros, quando eu me apercebo que só eu posso andar o meu jogo/processo e que o meu jogo/processo depende inteiramente de mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manter uma atitude passiva no meu jogo baseada na ideia que basta o meu parceiro ganhar para eu ficar contente. No entanto, apercebo-me que esta ideia é uma forma de justificar a minha falta de disciplina em completar o que comecei. Eu apercebo-me que eu costumava ter esta atitude quando jogava o GameBoy e a minha irmã completava os níveis - era como se eu perdesse a vontade de ganhar porque ela já tinha ganho. Por isso, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver estes jogos como uma competição com as outras pessoas em vez de ser uma oportunidade para eu aperfeiçoar o meu jogo e fazê-lo por mim!

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência em falar do perdão-próprio, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que tenho tido tantas ou mais lições através do perdão próprio do que até mesmo a jogar Candy Crush, por isso em igualdade, se eu falo em Candy Crush, faz sentido também estar à vontade a falar do perdão-próprio.
Quando e assim que eu me vejo a comparar o meu jogo com o jogo de outra pessoa, eu páro e respiro. Eu foco-me naquilo que eu estou a fazer e apercebo-me que o meu jogo depende da minha aplicação ao pôr em prática  soluções no meu jogo/vida.
Comprometo-me, de igual modo, a aplicar-me  a cada momento da minha vida ao estar focada na minha respiração e na minha correção para avançar no processo de me libertar das "jellys" da mente que me bloqueiam a expressão de Vida. Nisto, apercebo-me que tal como no jogo, é essencial eu aplicar o senso comum no meu dia-a-dia, em não complicar passos que podem ser simples e eficazes, a estar confiante nas minhas decisões e a não ter vergonha de pedir ajuda aos outros quando é necessário.

Tal como na vida real, no Candy Crush estamos todos na mesma terra, a dar-nos a nós próprios a oportunidade de aperfeiçoar a nossa ação.


DIA 218: A mente secreta que se abre aos poucos: caixa de Pandora

É brutal conseguir finalmente ver certos eventos da minha vida com mais clareza. Muitos dos eventos eram de tal modo emocionais e sentimentais que nem sequer conseguia escrever sobre eles, como se houvesse um bloqueio de medo de abrir a "caixa da Pandora" que é o baú da mente. Ao trabalhar em mim os pontos da ansiedade e das emoções, é como se estivesse a tirar camadas de pó que me permitem ver o que está a surgir à superfície, mas desta vez com outros olhos. Tenho igualmente de treinar os meus olhos/mente para não ver as coisas com as lentes "sujas" das emoções, mas de  modo a conseguir ver realmente os padrões em mim e ver soluções.

2006 - Pandora Box for Rajasinga (Tremor)
Recentemente prometi a mim própria que a partir de agora, em cada artigo, irei incluir frases de perdão-próprio. Isto porque me apercebi como é fácil manipular um texto, mas que contrariamente não se consegue manipular o perdão-próprio. E claro que isto é para o meu/nosso próprio bem porque, mais do que manipular os "outros", eu estaria a enganar-me a mim própria.
Por isso hoje vou escrever o perdão-próprio sobre a minha participação na ansiedade, principalmente em momentos em que estou a fazer uma actividade nova e por isso não tenho uma referência para me "agarrar".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a ansiedade de fazer uma coisa pela primeira vez ou ir a um lugar novo é real, como se a minha experiência fosse maior quanto mais emoção eu associar a esse momento. Nisto eu vejo como facilmente me deixo controlar pelo ambiente à minha volta, como se devesse submeter à "falta de experiência" em vez de aplicar a cada momento o princípio de fazer aquilo que é o melhor para mim, aplicar-me a 100% e focar-me naquilo que eu faço independentemente de ser a primeira ou a última vez a fazê-lo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido confiar em mim e confiar naquilo que eu faço incondicionalmente. Ou seja, quando e assim que eu me vejo a justificar a ansiedade em mim com a ideia de "eu nunca estive neste sítio", "eu nunca fiz isto", eu páro e respiro. Independentemente do lugar ou tempo, eu sou sempre eu Aqui; eu posso ser a decisão de confiar em mim; eu posso e devo aplicar-me naquilo que eu faço para garantir que as minhas ações reflectem a estabilidade que eu crio em mim própria. Por isso, eu comprometo-me a parar a ansiedade da mente e as imagens da minha mente, e decido focar-me na ação real e naquilo que eu posso fazer para criar um ambiente que me apoie a ser/fazer o melhor que me é possível.

Quando e assim que eu me vejo a "prender-me" e "agarrar-me" a memórias ou a imagens na minha mente baseadas em eventos que ocorreram a outras pessoas, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este agarrar às memórias é baseado em medo de cair, como se as memórias fossem uma bóia  à volta da minha barriga que me salva de afogar. No entanto, vejo que este medo é baseado na ideia de que a mesma situação se vai repetir então eu acredito que tenho de me defender - ou seja, esta aparente solução não resolve o problema de facto, mas prolonga as ideias e os medos como se estes fossem reais!
Por isso, eu comprometo-me a escrever sobre as memórias que me possam surgir e comprometo-me a perceber, através do perdão-próprio e da escrita dedicada ao meu processo, de onde é que a memória surge e porquê neste momento. Comprometo-me a escrever o perdão-próprio regularmente e diariamente de modo a criar uma relação de plena confiança, abertura comigo própria e com o intuito de estar preparada para mudar da próxima vez que eu me depare com o mesmo padrão.
Eu apercebo-me que ter segredos comigo própria é uma estupidez ... Comprometo-me também a olhar para os pontos da minha vida sem qualquer julgamento de certo e errado, mas procura antes ver os pontos de honestidade e de desonestidade própria na relação comigo própria.
Comprometo-me também a aceitar os eventos do passado da minha vida como sendo aquilo que são: imagens da mente que por alguma razão eu dei uma valor/apego emocional que me prendeu a tal memória. Ao desvendar o mistério de medo/emoção por trás das memórias, eu comprometo-me a investigar os meus padrões e a recriar uma relação de cooperação e aperfeiçoamento comigo própria.

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência para estar concentrada, a respirar e a estar presente estável dentro de mim, eu páro e respiro - dou-me tempo para perceber o que me está a distrair e para onde é que eu estou a desejar ir, em vez de viver a minha decisão de fazer aquilo que eu estou a fazer. Neste sentido, realizo a importância e a ajuda que é a de planear o meu tempo de forma a dedicar-me às prioridades, assim como dar-me tempo para expandir noutras áreas de lazer/divertimento/criatividade sem participar na sabotagem da culpa, e a não desejar estar a fazer aquilo que eu não estou a fazer.

Mais uma vez, a mente serve de indicador sobre aquilo que está à tona para ser resolvido. Quanto mais me aplicar ao meu processo de auto-conhecimento e de auto-realização, mais eficaz serei a aplicar as soluções para mim própria.


DIA 211: Quisto na mama: e agora?



Recentemente comecei a sentir um caroço no peito direito e aproveitei uma viagem em trabalho para avaliar a minha situação médica. Foi confirmado ser um quisto na mama. Curiosamente, tive resistência a começar a escrever sobre os meus medos e sobre o backchat que assaltavam a minha mente!

Estas foram notas que eu escrevi quando viajava para Portugal. 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar a única informação que eu conheço (o tão falado cancro da mama) para tentar explicar o caroço que eu sinto, em vez de esperar por ser vista pela médica. Eu apercebo-me que a associação de informação na minha mente é manipulada pelos próprios medos e vícios da minha mente e que por isso não dá para confiar nestas associações.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que preciso de uma consequência na minha realidade para eu me movimentar por uma causa, quando afinal isto é uma manifestação do ego no qual quero ser vista como uma “lutadora”, “herói”, “especial”. Ao mesmo tempo, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido auto-julgar-me como uma “vítima” da mente, em vez de realizar que tudo o que me acontece é fruto da minha criação e que portanto sou responsável porr ser a minha própria solução para mudar a minha realidade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar a doença do cancro no meu corpo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido fazer desta dor e desconforto mais do que aquilo que é (por enquanto só uma dora quando toco na área do caroço).

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar-me a pessoas que eu conheço terem passado pela doença do cancro. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver este tipo de doenças como um castigo pessoal e pensar que eu (e essas pessoas) merecem passar por isto – eu apercebo-me então que eu não tenho de levar este quisto na mama como uma ofensa pessoal por isto é ainda mais separação! Em vez disso, apercebo-me que depende de mim lidar com a minha realidade passo a passo, respiração em respiração, ponto a ponto, um e igual com o quisto, um e igual com a minha mama, um e igual com o meu corpo, um e igual com a minha presença aqui, um e igual com as mulheres (e homens) que passam (ou passaram) por esta fase.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na curiosidade da mente de querer saber o que causou o cancro nas pessoas que eu conheço, como se isso explicásse a minha situação. Mais uma vez apercebo-me que é em mim que eu me tenho de focar agora e que devo PARAR de ver o problema fora de mim ou projectar a vida dos outros em mim. Apercebo-me que eu própria ainda não conheço os padrões todos da minha mente e por isso não vale a pena querer saber os padrões das mentes dos outros!

Quando e assim que eu me vejo a associar o meu quisto na mama com a ideia de ouvir um médico a confirmar que há células cancerigenas em mim, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta imagem não é real e que desta forma estou a criar ansiedade em mim desnecessariamente. Neste momento eu só posso lidar com a informação disponível que é a que eu tenho um quisto no peito. Ponto.

Quando e assim que eu me vejo a associar este caroço com as histórias de mulheres que eu conheço e que enfrentaram o cancro na mama, eu páro e respiro. Curiosamente, desde que comecei a abrir este tópico na minha realidade que ouvi falar de outros casos em que um caroço na mama não tinha tido nenhuma gravidade. Fui também informada de mulheres na minha família que tinham tendência para micro-quistos sem envolver o papão do cancro.

Quando e assim que eu me vejo a usar a informação dos media para pensar que qualquer problema na mama está relacionado com cancro, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a parar de filtrar a informação de modo a corresponder aos medos da minha mente, que é baseado em sobrevivência, em auto-vitimização, no julgamento de que não mereço viver e na ideia que algum acidente me vai acontecer para estragar o meu casamento e o meu processo de renascimento! Em vez disso, eu apercebo-me que quem eu me permito ser, enquanto Ser Estável e enquanto Vida, não estou condicionada ou limitada pela realidade à minha volta. Pelo contrário, dou-me esta oportunidade para abrir e tratar pontos em mim que eu ainda não tinha explorado intensamente para me auto-corrigir e aprender a confiar em mim em qualquer situação.

Quando e assim que eu me vejo a comparar as histórias dos filmes do estilo “Sweet November” em que o casal é perfeito mas que ela tem um cancro que os vai separar, eu páro esta memória e respiro. Eu apercebo-me que a minha realidade não é um filme e que não me posso basear numa história que eu vejo não ser o melhor para mim. Eu comprometo-me então a PARAR de sabotar a minha vida, o meu casamento, a minha carreira, e dedico-me a lidar com as coisas práticas que podem de facto fazer a diferença que são o cuidado com o meu corpo, ir aos médicos aconselhados, parar a ansiedade, limpar-me dos medos, comunicar as mudanças práticas que têm de se aplicar no meu emprego de modo a que não prejudique os clientes, e garantir que sou realista na minha gestão financeira ao longo desta fase.

Quando e assim que eu me vejo a culpar o stress do meu emprego como causa deste quisto, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que o padrão da culpa é maligno e que não cria nada de produtivo, antes pelo contrário, a culpa cria separação em relação a mim própria e aos outros. Em vez disso, eu comprometo-me a parar o stress em mim no meu trabalho e a garantir que não me esforço mais do que aquilo que é possível, de modo a evitar altos e baixos (emoções positivas e negativas) na minha realidade/carreira. Eu apercebo-me que a minha carreira profissional não está separada de mim.

Quando e assim que eu me vejo a ser/ter o medo de ler os resultados das análises a dizer que tenho cancro, EU PÁRO E RESPIRO. Eu realizo DE UMA VEZ POR TODAS que a mente não é real e que esta imagem é baseada em memórias e no passado. Eu comprometo-me a parar de criar estes cenários na minha mente assim que o pensamento surge em mim, de modo a dar-me direção e a focar a minha atenção na minha real realidade. Eu, a minha vida/corpo não somos uma bomba-relógio – Eu, o meu corpo/vida, temos o pontencial de ser estáveis, um e igual com a minha respiração. Por isso, eu comprometo-me a parar e a perdoar cada imagem/sistema da mente que criam ansiedade e desorientação em mim própria. Eu vejo e realizo que sou responsável por parar/limpar os medos do cancro. Dedico-me a parar de acumular imagens/ideias/experiências dos outros dentro de mim ao perdoar cada um destes pensamentos que são contra mim própria, e parar de projectar essas memórias na minha realidade/Vida. Eu apercebo-me que sou capaz de PARAR as paranoias da mente e de me passar a recriar um e igual com o meu corpo, em auto-disciplina a fazer aquilo que é o melhor para mim, em senso-comum, focada em auto-corrigir os padrões de medo e polaridade da minha mente, de modo a mudar a minha relação comigo própria e a parar de complicar a minha Vida/realidade.

Imagem: Sexologia Clinica, http://sexologia.clix.pt/?p=53043  


DIA 179: PERGUNTA-TE: Quem é que eu me permito e aceito ser?


Quem é que eu sou em honestidade própria?
Quem é que eu sou sem medo dos outros e sem medo daquilo que pensam ou dizem de mim?
Quem é que eu seu se eu não levar a peito aquilo que dizem ou pensam de mim?
Quem é que eu sou estável nas minhas decisões?
Quem é que eu sou sem a complicação da mente?
Quem é que eu sou sem os auto-julgamentos?
Quem é que eu sou sem o medo de me expressar?
Quem é que eu sou sem a pressão dos outros ou da mente?
Quem é que eu sou se eu não me permitir ser influenciada pelos outros?
Quem é que eu sou se aprender com os bons exemplos?
Quem é que eu sou sem o medo de acidentes?
Quem é que eu sou sem o medo da morte?
Quem é que eu sou sem o medo da dor?
Quem é que eu sou sem as imagens da mente?
Quem é que eu sou sem a imaginação?
Quem é que eu sou sem o medo de engordar?
Quem é que eu sou sem o medo de estar sozinha?
Quem é que eu sou ciente de cada respiração?
Quem é que eu sou sem as memórias da mente?
Quem é que eu sou sem vergonha de mim própria?
Quem é que eu sou sem inveja dos outros?
Quem é que eu sou sem me comparar aos outros?
Quem é que eu sou sem as projeções no futuro?
Quem é que eu sou sem as 'minhas' personalidades?
Quem é que eu sou em total confiança em mim própria?
Quem é que eu sou sem preocupações?
Quem é que eu sou sem me definir pelo passado?
Quem é que eu sou como a solução para mim própria?
Quem é que eu sou sem o ego?
Quem é que eu sou sem a energia da mente?
Quem é que eu sou sem ciúmes?
Quem é que eu sou sem o medo da perda?
Quem é que eu sou sem o medo da ruptura?
Quem é que eu sou sem desejo?
Quem é que eu sou com assertividade?
Quem é que eu sou sem o medo de mudar?
Quem é que eu sou sem o medo de me corrigir?
Quem é que eu sou sem a realidade paralela da mente?
Quem é que eu sou sem desistir antes de começar?
Quem é que eu sou com paciência comigo própria?
Quem é que eu sou sem medo de falhar?
Quem é que eu sou sem stress em mim?
Quem é que eu sou pontual?
Quem é que eu sou em estabilidade própria?
Quem é que eu sou sem desconfiança?
Quem é que eu sou sem a competição?
Quem é que eu sou em senso comum?
Quem é que eu sou a viver o perdão-próprio?
  
Quem é que eu sou um e igual com toda a gente?

Quem é que eu me permito e aceito ser? 


Ilustração: 'Alternate Realities' by Andrew Gable



DIA 171: Carreira profissional: pressão, limitação ou EXPANSÃO?


Novos pontos relacionados com o apego a uma ideia de carreira profissional ficaram mais claros depois de ter feito este vlog e me ter aberto comigo própria.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar e acreditar que tenho de "voltar às origens" em relação à carreira profissional que um dia idealizei para mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que "estava no bom caminho" quando comecei a usar fato de executiva.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido abraçar áreas profissionais que eu excluí à partida porque não correspondiam à imagem de sucesso que eu idealizei para mim e para os outros.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que eu julgo as pessoas pela carreira profissional que têm em vez de conhecê-las por quem elas realmente são.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar esconder-me de mim por trás de uma carreira profissional, em vez de criar a minha carreira à medida que eu caminho a minha carreira.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar uma pressão dentro de mim mesma com a ideia daquilo que eu tenho/devo fazer no futuro, em vez de tomar decisões aqui por mim e vivê-las de facto.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido limitar a minha expansão ao procurar corresponder com uma imagem que só eu criei para mim própria mas que só tem em conta o meu interesse-próprio porque não é baseada nos princípios de igualdade e de fazer parte da mudança que eu quero ver neste mundo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que alguém separado de mim sabe melhor aquilo que é o melhor para mim em termos profissionais do que eu para mim própria - apercebo-me que esta tem sido uma projeção da separação que eu tenho permitido em mim.

Eu comprometo-me a dedicar-me a tudo o que eu faço sem participar nos julgamentos da mente baseados na imagem e ideia de sucesso profissional, quando afinal são apenas imagens que servem de distração e de auto-sabotagem. Apercebo-me que a minha expansão pessoal não é limitada pela minha actividade profissional - afinal, eu apercebo-me que me posso dar e criar a oportunidade de me expandir com a minha actividade profissional!
Quando e assim que eu me vejo a projectar nos outros manifestações de interesse próprio e medo associados à necessidade de uma carreira profissional no sistema, eu páro e respiro.Eu apercebo-me que o sistema de interesse-próprio só existe à minha volta porque eu também participo nele. Comprometo-me então a ver como é que eu posso direcionar aquilo que eu faço para aplicar em algo que seja o melhor para todos e que posso contribuir para uma mudança de hábitos. Realizo também que ao fazer algo novo que inicialmente havia bloqueado essa hipótese estou a criar-me fora do programa da mente e que é essencial estar ciente de mim a cada momento e a cada respiração para garantir que cuido bem de mim.
Quando e assim que eu me vejo a entrar no padrão de desvalorizar aquilo que eu faço somente porque não corresponde à valorização de carreira x e y na sociedade, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que sou eu quem está a permitir participar nesta auto-desvalorização sem ver que o senso comum do nosso valor real é a Vida aqui e que todos temos em comum nesta realidade física. Dedico-me então a parar a sabotagem da mente sobre a minha vida e, passo a passo, dedico-me criar-me como a solução para mim própria em tempo-real e consistência e aperfeiçoar como ser-humano através de todas as minhas actividades do sistema profissional.
Quando e assim que eu me vejo a valorizar-me a mim e aos outros com base no salário que este sistema económico dita, eu páro, eu respiro e dou-me a possibilidade de parar de julgar-me a mim e aos outros como inferiores ou superiores conforme o seu valor monetário e a imagem que essa carreira tem sido promovida.
Foco-me então naquilo que eu estou a fazer aqui e agora, a dar e ser o meu melhor sem me limitar com as ideias/medos/insegurança/esperança nem comparações da mente. Eu sou um e igual à carreira profissional / actividade profissional no sistema, logo, eu aproveito para trabalhar estes pontos de separação que eu tenho permitido existir em mim mesma, para começar a abraçar aquilo que eu faço em plena estabilidade própria e dar-me direção para que a minha expressão/expansão de capacidades sejam aplicadas em senso comum e com resultados que sejam o melhor para todos.


DIA 139: Uma força invisível que nos puxa para trás?


Será que é isto que não vemos nas crianças? As crianças expressam-se incondicionalmente. Riem quando riem, choram quando choram, mas não vão propositadamente estragar aquele momento de diversão.
Um momento de estabilidade que rapidamente é invadido por esta força invisível  como um peso que se abate sobre nós. Com o passar do tempo, apercebo-me que me habituei a interromper a minha expressividade - algo de errado vai acontecer... não vale a pena... Já sei o que vai acontecer... Isto acontece sempre comigo... Dou por mim a criar uma vida contra mim própria - não será isto um indicador que não estou realmente a viver aqui ainda?
É a mente. Aquilo que tem acontecido com o passar dos anos é a aceitação da mente como o deus dos seres que tudo controla e limita. E é exactamente isso que acontece: eu própria me tenho permitido e aceite auto-limitar a minha expressão e controlar a minha existência; eu própria crio este peso sobre os meus próprios ombros; eu própria criei esta zona de conforto como se vivesse em sacrifício constante, sem ver que esta é uma desculpa da mente para eu manter esta prisão física; eu criei para mim própria a ideia que não posso expandir para além desta proteção da mente que tem o nome de medo; e não será este o padrão ensinado nos primeiros aninhos da catequese sobre a árvore do fruto proibido? Será que nunca vimos que é a árvore que nos dá oxigénio para respirarmos e existirmos primeiramente? Porque é que só vemos aquilo que nos dizem para vermos, sem nos educarem a vermos o senso comum e a expandir a partir dAqui, como novos? Estamos tão bem programados para passarmos ao lado da vida...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido condicionar o meu presente ao dar azo aos pensamentos que são uma manipulação de imagens do passado e memórias.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido parar de me auto-controlar pela mente de pensamentos e memórias para ver o cúmulo que estou a criar para mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido punir-me pelo que eu faço pelo que eu não faço, como se nada do que eu fizesse fosse perfeito, sem nunca me ter apercebido que esta ideia de perfeição é uma manipulação da mente de forma a desprezar aquilo que está aqui neste mundo físico e de forma a sabotar qualquer tentativa de criar algo fora dos padrões da minha mente.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido sair do conforto da mente de medo, para estar aqui no corpo físico e começar a confiar em mim, na minha decisão de estar Aqui, um e igual com os outros e com aquilo que eu estou a fazer.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade e vontade de parar a mente e mudar quem eu tenho sido até agora (a mente baseada em memórias, ideias sobre mim própria, ideias sobre os outros e ideias de como as coisas vão ser.)
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar e aceitar que o meu futuro/a minha existência na Terra iria ser parada ou limitada por um acidente ou por alguém, sem me ter apercebido que eu tenho sido a única responsável pela minha estagnação e limitação no meu processo de renascer como Vida.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e realizar que é a mim e só a mim que eu estou a fazer mal ao prender-me neste ponto e na supressão da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido antecipar a ideia do que é viver e acreditar que a vida é só isto (a mente) sem sequer me dar a oportunidade de viver cada momento incondicionalmente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar controlar o futuro com base nas supostas aprendizagens do passado, sendo que em honestidade própria nunca houve um presente perfeito.

Eu comprometo-me a tomar responsabilidade por parar de participar na mente, que é como um vício que eu criei em mim.
Quando e assim que eu me vejo a prender-me na mente, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que só eu me estou a prender a mim própria; eu apercebo-me que fui eu que criei estes pensamentos para mim própria e tenho sido eu a permitir controlar a minha expressão.
Quando e assim que eu me vejo a justificar o meu medo do futuro com qualquer ideia que só existe na minha mente, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que qualquer justificação da mente para a limitação da minha expressão será sempre uma sabotagem contra mim própria. Por isso eu comprometo-me a parar de participar nas justificações da mente e vivo a decisão de parar a influencia da minha mente (e da mente dos outros) em mim.
Quando e assim que eu me vejo a pensar que não me posso expressar incondicionalmente, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que a sensação de ter algo a bloquear-me tornou-se um hábito porque repeti e aceitei esta limitação desde sempre.
Quando e assim que eu vejo esta limitação e justificação a sabotar o momento de potencial expressão, eu páro e respiro.
Eu comprometo-me a praticar a minha própria libertação ao parar a mente e ao respirar.
Quando e assim que eu me vejo a pensar que algo vai correr mal quando as coisas em mim estão estáveis, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que esta estabilidade da mente não é real e que não haverá estabilidade enquanto eu continuar a participar na mente. Por isso, eu dedico-me a andar este processo passo a passo, respiração em respiração, a dar-me direção constante e a recriar a relação que tenho comigo própria e a criar uma estabilidade incondicional.

Eu apercebo-me que esta ideia que eu criei sobre a Vida é uma ideia (a minha religião), na qual as coisas nunca acabam bem porque a mente é baseada em medo e na perda.

Quando e assim que eu me vejo a assombrar o meu presente como se me relembrasse que não me posso expressar à vontade, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta censura da mente só existe porque eu permiti criá-la e alimentá-la ao longo do tempo.

Quando e assim que eu vejo o medo de me expressar a surgir em mim na minha mente, eu páro, eu respiro e permito-me ficar no presente. Eu responsabilizo-me por parar a minha participação na mente e parar o hábito de seguir a mente.

Eu comprometo-me a dar uma gargalhada de cada vez que a mente me assombra e permito-me deliberadamente manter-me no presente, sem me permitir afundar na mente de memórias e percepções sobre o passado. Em vez disso, eu foco-me em ver aquilo que é senso comum no presente e mudar-me a partir dAqui, ciente que é da minha responsabilidade começar por mim, um e igual com toda a humanidade.