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DIA 239: Enfrentar o lado lunar - medo do lado "escuro" da mente e do mundo


Apercebo-me que desenvolvi em mim o medo do escuro e consigo ver como é que esta paranóia se manifesta quando dou azo à imaginação de luzes apagadas. Provavelmente não sou a única a ter desenvolvido este medo visto que este  é ensinado eficazmente através dos filmes, das imagens associadas ao escuro, da música escolhida para acompanhar a cena, da associação da cor preta à morte/luto, dos fantasmas que "surgem" à noite, dos vampiros e toda uma série de pensamentos que criamos na mente quando os olhos estão limitados pela escuridão. Vendo bem, é a mente que está limitada.

A guerra das mentes projetadas no mundo.
Conversei com uma amiga minha que viveu muitos anos nos Estados Unidos e foi interessante ouvir que uma grande parte da cultura americana é baseada no positivismo e na procura de finais felizes e há uma aversão a falar-se das coisas "menos positivas", do "lado escuro da sociedade" que é de facto a actual realidade. Aliás, notícias como aquelas que falam sobre a queda da economia ou a ilusão do crescimento económico são  rotuladas como "deprimentes". Nisto, apercebi-me de duas coisas:
Primeiro, aquilo que se julga por fora é aquilo que se julga por dentro, o que significa que aquilo que nós consideramos como deprimentes é algo que existe em nós mas que não queremos enfrentar;
Segundo, ao trazer este ponto para mim própria, vejo que também eu desenvolvi um mecanismo de proteção que evita enfrentar o escuro da mente. Porquê? Apenas porque me habituei a ser escrava na minha própria mente, acreditei que sou a mente, acreditei em tudo aquilo que eu vi na televisão e nos filmes e, essencialmente, aceitei a mente como sendo o meu destino.
Só agora me começo a aperceber que posso mudar a minha vida ao re-educar-me para ser a solução para mim própria em honestidade própria, em tudo aquilo que eu faço e que eu sou. Começo então por investigar porque é que há certos tópicos que eu tenho ainda aversão em pensar, conversar e escrever sobre isso, e este é um indicador da relevância desse ponto no meu processo e de como me será benéfico abrir esse ponto em mim. Isto mostra também que eu estou a resistir ver-me completa-mente, ver as honestidades e as desonestidades, e por isso ando na corda bamba, a tentar controlar as desonestidades em vez de me curar e tornar-me honesta comigo própria em tudo e sempre.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para falar de determinados tópicos vistos como "deprimentes" ou vistos como "negativos" é real. Em vez de viver essa resistência, eu posso investigar a razão pela qual eu julgo algo como negativo ou deprimente e como é que o julgamento me impede de ver o senso comum para além da mente. Eu apercebo-me que é também da minha responsabilidade não participar no positivismo da mente, não participar nas conversas de chacha e não alimentar o facilitismo da mente, e que é da minha responsabilidade entender como é que estamos a criar a nossa própria realidade contra nós próprios porque queremos viver numa lalaland que só existe na mente como fuga aos problemas que afectam tudo e todos nesta realidade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na resistência da escrever sobre as conversas da mente que afectam a minha estabilidade própria e que afectam a minha relação com as outras pessoas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desprezar os medos e as imagens que a minha mente me mostra com se quisesse fugir de mim, em vez de aproveitar para investigar os padrões por trás dos pensamentos, medos e imagens de modo a limpar-me dos padrões e criar a minha confiança ao parar de criar uma realidade contra mim própria baseada dos medos e imagens da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar a mente num automatismo e rotina e distrair-me da minha responsabilidade de questionar a mente, compreender a minha mente e mudar a minha mente para que os meus pensamentos e acções sejam baseados em unidade e igualdade e que tanto os pensamentos e as ações sejam o melhor para mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar diálogos "negativos" ou "positivos" dentro de mim projectados naquilo que eu penso que outras pessoas vão dizer. Apercebo-me que estes diálogos bipolares são um espelho daquilo que eu penso de mim própria e vejo então que eu estou constantemente a reprimir/suprimir/criticar-me/julgar-me e que tal atitudes comigo própria não me ajudam a recriar a minha relação comigo própria de auto-correção, compreensão e amor-próprio. Apercebo-me que eu sou a minha melhor amiga no sentido de só eu me poder ajudar a ser honesta comigo própria e a motivar-me para viver os princípios de vida.

Quando e assim que eu me vejo a pensar num tópico e criar o diálogo na minha mente de "é um tópico demasiado grande para ser tratado", ou "eu não sei como resolver este problema na minha mente", ou "ainda não estou preparada para lidar com este padrão", eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a pensar que irei ter mais oportunidades no futuro para enfrentar este ponto em mim, eu páro e respiro. Eu vejo que ao procrastinar o meu processo, eu estou de facto a criar mais sofrimento em mim própria e estou a adiar a minha honestidade própria que é a minha libertação da mente.

Quando e assim que eu vejo que o meu ponto de partida para adiar falar de um tópico é baseado no backchat de que não estou preparada para lidar com o ponto porque este é enorme, eu páro e respiro. Eu compreendo que o ponto em si tem várias camadas e que eu terei de andar este processo passo a passo, camada a camada, e portanto qualquer ideia de querer resolver um padrão de um dia para o outro é simplesmente um mecanismo de proteção da mente para eu nem sequer começar a ver as camadas e começar o processo de correção em relação a esse ponto.

Quando e assim que eu me vejo a criar diálogos que são a julgar (positivamente ou negativamente) algo que eu tenha feito ou dito, eu páro e respiro. Em vez de me "massacrar" com as memórias da mente, eu  comprometo-me a ver em senso comum o que é que eu disse e, caso haja algo que eu veja que podia ter sido melhor, então eu tomo este exemplo como um passo no meu processo de auto-correção e comprometo-me a aplicar essa correção a partir desse momento. Eu apercebo-me que os mesmos padrões manifestam-se em vários aspectos da minha vida, portanto, ao lidar com esse padrão eu serei capaz de me ajudar e auto-corrigir em vários ambientes e situações do meu dia-a-dia.
No lugar de rejeitar aquilo que a minha mente me diz ou mostra, eu comprometo-me a abraçar a mente como sendo a chave da minha própria libertação porque ao ver o problema/julgamento eu serei capaz de começar a criar a solução dentro de mim. Se a mente me mostra as minhas desonestidades próprias, então eu posso começar a perdoar cada uma das desonestidades próprias. Através do perdão próprio, eu começo a fazer as pazes comigo e abro caminha para recriar o potencial de vida que há em mim.

Quando e assim que eu me vejo fascinada com as imagens coloridas nos media e com as palavras de motivação usadas para vender uma felicidade temporária, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que a vulnerabilidade aos media ou aquilo que me é dito (e à maneira como me é dito) é um indicador da influência que eu permito que estes meios de comunicação tenham sobre mim. Eu comprometo-me a permitir-me estar um e igual ao mundo à minha volta e por isso estar estável, permitir-me questionar-me sobre aquilo que eu vejo e oiço e manter a minha integridade nas minhas decisões e que estas sejam baseadas nos princípios da igualdade, da unidade, da respiração, do bem-estar físico, da honestidade própria e daquilo que é o melhor para todos.


Apercebo-me que qualquer decisão baseada em emoções negativas ou emoções positivas será continuar a alimentar a mente de polaridade, de comparações e de imagens, e isto não traz qualquer progresso no meu Processo de me Tornar Honesta Comigo Própria e Viver os Princípios de Vida. Eu apercebo-me também que não estou aqui para copiar as vidas que foram "vividas" pelos outros porque simplesmente isso anula qualquer possibilidade de mudar esta realidade para melhor do que aquilo que actualmente existe. Eu comprometo-me a viver a realização que esta realidade é deprimente, tem problemas e ainda não é um paraíso para todos e estes são os indicadores que comprovam que há muita coisa a mudar, a começar na minha própria mente.




DIA 238: De volta ao básico: Porquê o sexo?




Há perguntas que cada um de nós pode fazer a si próprio para se conhecer melhor na sua relação com o sexo:
Porquê fazer sexo? Quem é que eu sou no sexo? Como é a minha relação com o meu corpo durante o sexo? O que é que eu julgo no sexo? O que é que eu procuro no sexo? O que é que eu gosto no sexo?

Já alguma vez te colocaste estas questões, ou terá sido o sexo introduzido nas nossas vidas na turbulência da adolescência e aceite como uma pressão da sociedade?
Eu comecei a questionar-me sobre estas dimensões do sexo no Agreementcourse e desde então tenho investigado e escrito sobre a relação que eu criei com o sexo e a relação com o meu corpo. É curioso ver que, apesar do corpo ser quem nós realmente somos, muitos dos tópicos relacionados com o físico do ser humano são suprimidos na nossa comunicação ou abusados na mente com imagens. Por isso, ao escrever para mim própria sobre este tema , tem sido uma caixa de Pandora que tinha ficado algures perdida na infância, altura em que não julgávamos o corpo ou o sexo como certo ou errado até ao momento em que começámos a copiar as manias e tradições da sociedade em que crescemos.

Voltemos ao título: Porquê o Sexo?
Para explorar esta  pergunta, tomemos o exemplo do mito que as mulheres fingem orgasmos para satisfazerem o ego do homem (!). Parece um pensamento retrógrado mas é importante que tanto as mulheres como os homens se questionem sobre o ponto de partida para fazerem sexo. Será que o ponto de partida de dar prazer ao outro não é de facto uma forma de interesse-próprio, porque por trás disso está o medo de se perder o parceiro? Isto é desonesto consigo próprio pela limitação que esta dependência mental provoca, em que se é escravo/a do medo de se estar sozinho. Por sua vez, o medo de se estar sozinho é o medo de se estar consigo próprio e de enfrentar a sua própria mente. Por tanto, dar prazer ao outro em honestidade própria é uma entrega incondicional, sem desejo nem medo.  E ainda, fingir-se a expressão corporal para manter os egos felizes é um desperdício de tempo e só mostra como o nosso sexo/ideia do sexo/ponto de partida do sexo é limitado nas nossas mentes.
Sobre o ponto de partida do sexo, podemos dizer também que a intimidade sexual é um momento de partilha e de confiança, em si próprio e no outro, e que através do sexo se descobre um bocadinho mais de si próprio, permite-se estar no físico, ultrapassam-se medos e papões, e permite-se estar vulnerável. Infelizmente, no nosso mundo actual são talvez poucos os lugares e os momentos em que nos permitimos estar plenamente cientes do nosso corpo, vulneráveis, entregues ao outro corpo, sem medo da dor, sem medo da perda... Vejo o sexo como um processo de auto-conhecimento e aperfeiçoamento e de transcendência dos medos que em frações de segundos invadem as nossas mentes.

Como é que foi possível tornarmos algo com tanto potencial, como o sexo, num tabu e numa coisa abusiva?
A pergunta que merece também atenção é: - será que sabemos o que o sexo realmente é, sem imagens da mente, sem memórias, sem desejo de um orgasmo, sem expectativas, sem arrependimento, sem a procura da energia acumulada na mente? Será que alguma vez nos comprometemos a limpar a nossa mente?
O sexo também não é baseado em conhecimento. Por muitos livros que se leiam, há pontos da mente humana que têm de ser interiorizados, entendidos, perdoados, mudados e recriados em cada um de nós.

Vamos então regressar ao básico do nosso corpo: e para isso, começamos por respirar. Já alguma vez te focaste na tua própria respiração? E na respiração do outro? E se este fôr o ponto de partida do sexo: a igualdade dos corpos, a igualdade da presença e a descoberta de si próprio.


Numa sociedade em que a maioria das pessoas cresceu ou contactou com a religião católica, faz sentido questionarmo-nos também sobre o ponto de partida da procriação. Irei muito provavelmente dedicar um blog para este tema, mas a meu ver é necessário colocar-se as tradições à luz da realidade. Em plena crise económica, talvez não seja o mais indicado ter-se muitos filhos sem que as condições de vida sejam garantidas e por isso é importante que haja o mínimo de senso comum e de responsabilidade própria. A ideia da procriação, como a palavra indica, implica uma pro-Criação, ou seja, um progresso, um upgrade dos pais e uma evolução da vida. No entanto, parece ser contraditório que as pessoas sejam capazes de criar uma melhor versão delas próprias sem primeiro se conhecerem plenamente.



DIA 237: Associar imagens do passado ao presente e desejar fazer sentido na mente




Quando é que a nossa realidade parece fazer sentido? No meu caso, reparo que há uma sensação de satisfação quando as coisas "batem certo", que é o que acontece quando a imagem da minha realidade encaixa com a imagem preconcebida na minha mente. Mas será isto honestidade própria? Tomemos o exemplo da escolha de um parceiro: quais são as ideias pré-concebidas que se criaram na mente e que nos fazem ser consciente ou inconscientemente selectivos? A cor dos olhos? O tipo de cabelo? A forma corporal? A nacionalidade? A personalidade do outro/a?

O "fazer sentido" na mente é o mesmo que dizer que a minha realidade tem de condizer com a imagem e ideia que eu criei na minha mente de como as coisas devem ser, embora eu nunca me tenha questionado se as imagens e ideias na minha mente são práticas, são realizáveis e se são o melhor para mim. Ou de onde é que estas imagens vieram? Apercebo-me que primeiro tenho de conhecer a minha mente para depois me poder dar sentido e direção em honestidade própria. Por exemplo, começar a investigar e a escrever sobre qual o ponto de partida na minha mente para tomar uma determinada decisão, para perceber como é que as associações da minha mente são criadas, quais foram as minhas influências para criar imagens de perfeição na minha mente, e como é que eu tenho permitido esta ditadura da mente na minha vida, sem tomar responsabilidade pela minha existência como um todo.

Este é o Processo de auto-investigação que tenho vivido ao longo dos últimos cinco anos e que continuo a andar, passo a passo, ponto a ponto...

Recentemente apercebi-me da tal sensação de satisfação quando na minha mente punha "certo" em vários aspectos do meu dia-a-dia: marido (checked), casa arrumada (checked), emagrecimento (checked), emprego (checked), viajo com frequência (checked), falo várias línguas (checked), tenho pessoas com quem falo e goste de estar (checked) e por momentos o ego pareceu encher os pulmões, em vez do ar. Obviamente, que é de ar que eu preciso e que estes "checked" não são nada mais nada medos do que aquilo que eu tenho criado para mim própria e que não é preciso anexar qualquer emoção de orgulho a isso. É da minha responsabilidade criar uma relação estável com o meu parceiro, criar um espaço que seja o meu lar, estimar o meu corpo com uma boa alimentação, exercício físico e trabalhar em pontos da mente que se manifestavam no corpo físico, empenhar-me no meu emprego para o manter, gerir o meu tempo para descontrair, estudar para aperfeiçoar a minha actividade profissional e resolver os meus pontos para não descarregar nos outros para eu própria ser uma boa companhia para mim e para os que me rodeiam. Ao ver cada um destes elementos, afinal não há nada de especial sobre isso. Aliás, a meu ver devia ser da responsabilidade do mundo (logo de todos nós) de criar as condiçõesbásicas para que cada ser-humano tenha dinheiro para um lar confortável, uma alimentação de máxima qualidade, tempo para desfrutar a sua existência e assim investir atenção em criar relações equilibradas com outras pessoas e potenciais parceiros.

Afinal de contas, as imagens da mente são baseadas em memórias, em imagens que os nossos olhos viram, nas coisas que os nossos ouvidos ouviram, quer tenha sido na realidade à nossa volta ou nos ecrãs de televisão, cinema, computador, rádio, conversa de outras pessoas, etc. Por isso, faz sentido concluir que, na maioria dos nossos pensamentos, NÃO escolhemos aquilo que pensamos ou imaginamos, porque simplesmente já existia na nossa mente aquilo que foi capturado pelos nossos sentidos (maioritariamente a visão e a audição).

- Quando pensamos, como é que somos capazes de discernir aquilo que é realmente o melhor para nós e que é honesto connosco próprios?
Podemos começar por realizar que tudo aquilo que a mente nos mostra tem de ser questionado. Não necessariamente julgado como certo ou errado, mas questionado sobre o porquê de associarmos a nossa realidade a determinadas memórias e como é que isso pode condicionar a nossa expressão no momento presente. Por isso a respiração é tão importante neste Processo: permite-nos abrandar a velocidade dos pensamentos e somos capazes de estar cientes dos pensamentos que temos, para que possamos darmos direção à nossa criação a partir de agora e pararmos de ser robots a copiar aquilo que vimos e ouvimos no passado.


No próximo artigo vou escrever o perdão-próprio e o meu compromisso de mudar a minha atitude de cada vez que dou por mim a fazer associações na mente e a desejar que a minha realidade corresponda com a perfeição de imagens da mente. Até lá, sugiro que se leia um artigo anterior que aborda a paranóia daperfeição que existe na mente humana. Em honestidade própria, este mundo só será um lugar perfeito para se viver quando cada um deixar de procurar dar sentido à mente e, em vez disso, perdoar e mudar os pensamentos sobre si próprio e redefinir o que é realmente a perfeição em nós, nesta vida e neste mundo.



DIA 234: Uma mente acelerada e um corpo escravo - dia de reuniões




Depois do trabalho tive uma enorme dor de cabeça e escrever foi a minha coisa que eu podia fazer naquele momento. A minha mente estava extremamente acelerada, como se não conseguisse parar de pensar, quer naquilo que eu ia fazer a seguir, como no meu dia de reuniões. Foi incrível estar ciente que estava a permitir que o speed da mente "tomasse conta de mim" e no entanto, não estava a tomar conta de mim no melhor sentido: o meu corpo manifestava sinais de exaustão e a minha cabeça doía na têmpora esquerda. Apercebi-me então que nas três horas de reuniões que eu tive, não me lembro sequer de respirar.  Estava tão absorvida em pensamentos que nem me apercebi das minhas necessidades físicas de respirar, ir à casa de banho ou até mesmo apanhar ar lá fora. O meu corpo estava a ser um escravo da mente por isso, esta situação foi um abuso-próprio na qual eu negligenciei o meu próprio corpo. Apercebi-me desta situação no caminho de regresso a casa, em que estava sozinha, sentada e recomecei a respirar por mim, a escrever e a abrandar a mente de pensamentos. Vi então que esta estabilidade ajuda-me a ver quando um pensamento atropela o outro, e como eu me encho de energia quando penso naquilo que vou fazer a seguir, ou nos planos do futuro ou nas memórias do passado. Esta energia mental é abusiva.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desleixar o meu corpo ao me permitir estar obcecada com os pensamentos da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tornar-me uma escrava dos meus próprios pensamentos que eu sigo sem me questionar sobre a legitimidade e sentido destes pensamentos na realidade prática.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha respiração e a minha capacidade de tomar conta de mim, de me estabilizar, de nutrir o meu corpo, a relação comigo própria e subestimar a minha responsabilidade de existir aqui.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido mudar a minha atitude comigo própria de acordo com o ambiente em que eu me encontro e consoante as pessoas com quem eu estou, em vez de ser eu e agir ciente de mim própria  incondicionalmente e garantir que eu sou o factor de estabilidade mesmo quando o "cenário" muda.

Quando e assim que eu me vejo a agir de maneira diferente para supostamente corresponder ao ambiente em que eu estou e às pessoas à minha volta, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta ideia sobre aquilo que eu acho que as outras pessoas estão à espera que eu faça é somente baseada na minha própria mente de projeções, por isso, eu comprometo-me a investigar em mim/escrever sobre os auto-julgamentos que eu estou potencialmente a projectar nos outros. Eu apercebo-me que o meu processo de mudança é contínuo e que tenho de cooperar comigo própria e ajudar-me a andar cada padrão mental, em vez de ser dura comigo própria e acreditar que a mente de projeções é para ser seguida.
Eu comprometo-me a transferir a minha confiança na mente para a confiança no meu corpo físico e na realidade prática - por isso eu comprometo-me a estar ciente da minha respiração mesmo quando estou com muitas pessoas à minha volta ou com muito trabalho pela frente.
Apercebo-me que se não nutrir o meu corpo com aquilo que o meu corpo precisa para existir (nomeadamente oxigénio constante) então estarei a fazer exactamente o contrário que é auto-destruição.
Quando e assim que eu me vejo a ter pensamentos uns a seguir aos outros, sobre planos do futuro ou sobre memórias do passado, eu páro estes pensamentos e respiro. Eu estou ciente que esta energia da mente não é real e que não me é benéfica a longo-prazo, por isso, eu comprometo-me a parar este vício baseado na energia dos planos. Em relação às memórias, quando e assim que eu me vejo a participar nas memórias do passado recente (por exemplo, a reunião) eu ajudo-me a  não levar a memória a peito e, em vez disso, eu vejo e escrevo sobre os padrões que a minha mente me mostra. A partir daqui, eu comprometo-me a aplicar as minha realizações e correções na prática, tanto na minha relação comigo própria, como na minha presença quando  estou na presença de outros.


Quando e assim que eu me vejo a estar a abusar de mim por não estar a respirar ciente de mim no meu corpo e realidade física, eu páro a mente e respiro! Eu comprometo-me a respirar em direção-própria quando estou eu reuniões ou em qualquer outro lugar/actividade que, apesar de requererem reflexão, lógica e planeamento, o meu respirar e a minha expressão física em honestidade própria são/devem ser incondicionais e vão ser benéficas para mim e para o meu trabalho/aquilo que eu faço/produtividade.