Mostrar mensagens com a etiqueta reações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta reações. Mostrar todas as mensagens

Dia 260: Ser Dura Comigo Mesma e Viver Sob o Estado de Zanga Iminente - Confissões


Esta semana tenho estado ciente da tendência de me zangar comigo própria quando não faço as coisas na perfeição ou quando cometo erros. Curiosamente, o conceito de perfeição é determinado por mim o que significa que o feitiço virou-se contra o feiticeiro porque acabo por ficar zangada quando não ajo de acordo com uma ideia que eu criei e impus para mim própria!
Esta rigidez mental ocorre automaticamente e foi preciso alguém perto de mim me ter alertado para o hábito de ser demasiado dura comigo mesma. Esta reação traduz-se em momentos em que eu crio e acumulo fúria dentro de mim, como uma forma de punição por algo que eu tenha dito ou feito e que me julgo como não sendo boa o suficiente.

Por trás disto, existe o factor da zanga, de estar chateada comigo, de me irritar, acumular esta raiva, projectá-la no meu mundo e suprimi-la dentro do meu corpo. Desde que comecei a investigar este ponto dentro de mim tenho visto como esta atitude para comigo mesma está presente em tantas coisas que eu faço no meu dia-a-dia: quando não concordo com algo que o meu parceiro faça, quando estou atrasada, quando algo não corre como planeado, quando começa a chuver, quando um motorista faz uma manobra, quando vou para a cama tarde, quando recebo um comentário negativo, quando vejo uma notícia sobre conflitos e injustiças, e muito mais. A lista é longa no entanto vejo agora que a minha reação para com aquilo que eu faço ou com o que está à minha volta é descenessária. Aliás, se eu parar de estar zangada é menos uma coisa a agravar o problema.

É interessante observar como a maioria destas reações não são exteriorizadas porque não quero passar uma imagem de ser exaltada, ou instável. No entanto, a energia da raiva continua a existir dentro de mim... Suprimida. Esta manifesta-se nas converas que existem dentro da minha mente, na minha visão de como eu vejo as coisas, nos julgamentos e na primeira reação que eu tenho, mesmo que seja por apenas alguns segundos. No passado deixava que estes julgamentos sobre os problemas alimentássem a ideia de impotência e actualmente sou capaz de não me deixar absorver pelo problema e olhar para a solução. No entanto, agora estou ciente que dentro de mim ainda participo na energia da reação baseada na fúria, na zanga, na irritação - a melhor maneira de identificar uma energia é ver como estas emoções duram apenas alguns momentos e, com o passar do tempo, acabam por desvanecer. Normalmente é depois da poeira acentar que se conseguem ver soluções e frequentemente acabamos por nos arrepender de algo que tenhamos dito ou feito sob o efeito da energia da raiva. Por isso pergunto-me: se eu vejo que esta reação não me ajuda e até cria consequências indesejadas, porque é que eu reajo em raiva e me zango? Quem é que eu sou sem participar nesta energia? O que é que eu penso ser quando estou sob o efeito da energia?

Se eu olhar para o passado, consigo identificar momentos na minha vida em que vi pessoas zangadas, de voz exaltada, com gestos largos e com atitudes bruscas. Embora isto me fizesse estremecer por dentro, poucos eram aqueles que desafiavam este estado de raiva e que faziam as coisas de maneira diferente. Portanto, a tendência de me zangar foi  aceite como normal. Está também associado à ideia de respeito e querer ser respeitada, à noção de autoridade, de controlo e de ter medo de ser inferior.

Em vez de me julgar por isso, estou a investigar e a comunicar este ponto - primeiro comigo própria e depois com as pessoas mais perto de mim - com o meu parceiro, com o meu buddy do Processo e amigos mais chegados. Agora chegou o momento de partilhar com o mundo. Tem sido importante expor esta minha tendência com o meu parceiro especialmente porque em momentos em que o João me vê a reagir comigo própria ou com alguma coisa, ele alerta-me e ajuda-me a ver quando me estou a zangar ou a ficar chateada. Este é o processo de lidar com uma energia que tem existido dentro de mim durante muito tempo e que estou agora a parar de participar nela através da respiração, do perdão-próprio e a corrigir-me em tempo real. 

Estou a tomar responsabilidade pelo que se passa em mim e a mudar a minha vida.
Sinto uma leveza dentro de mim desde que me permiti ver que não me tenho de zangar comigo, com nada nem com ninguém. Dá-me vontade de chorar por finalmente libertar este peso. É um peso carregado de moralidade, de ideias de como as coisas devem ser, do julgamento do certo e errado, do bom e do mau. É o peso de um Deus que eu criei dentro de mim própria e contra mim. É o peso de uma imagem de perfeição. É o peso de uma punição que imagino para mim própria quando não correspondo a estas ideias e que justifica os meus medos. É uma amarra à minha expressão e à minha honestidade própria.

Agora pergunto-me: quantos de nós tem vivido sob este estado de zanga iminente? Quantos de nós gritam nos sonhos, o único espaço em que as supressões vêm ao de cima? E quantos de nós se permite tirar o escudo de proteção chamado fúria, sem medo de sermos vulneráveis e gentis connosco mesmos, com os outros, e realizarmos que somos iguais?

Vejo então que a fúria é um mecanismo de defesa do ego. Nenhuma atitude com base na mente de superioridade e de controlo vai produzir resultados benéficos para mim ou para os outros à minha volta: vejo consequências nas minhas relações passadas e recentemente o meu corpo tem-me dado sinais de alerta. Estou grata por ter actualmente pessoas e ferramentas que me apoiam a olhar para dentro e a resolver este problema dentro de mim. Espero que este blog te ajude a lidar com este ponto caso também vejas a tendência para te zangares contigo e projectares essa raiva no mundo à tua volta.


Nos próximos blogues irei também publicar o perdão-próprio que tenho estado a viver em relação a coisas ou momentos que desencadeiam a energia da raiva, irritação, zanga.

Até lá, recomendo que oiças também estas entevistas (em Ingês):

Utiliza a secção de comentários caso tenhas perguntas em relação a este ponto (ou outro na tua vida!) ou sobre o processo de auto-investigação.



DIA 248: Presa a opiniões




Estou a partilhar um ponto que estou neste momento a investigar em mim própria. Durante estes últimos meses tenho continuado a caminhar no meu processo pessoal de ver quem é que eu me tornei e a ajudar-me a redescobrir maneiras de mudar a minha relação comigo própria. Isto é possível ao estar ciente de mim e ao perceber as consequências que eu tenho criado para mim própria. Tenho publicado mais artigos no meu blog em Inglês embora continue a escrever em Português. Irei publicar algumas das minhas notas que me parecem ser relevantes para vocês que também andam este processo.


Relativamente ao tópico das opiniões, sugiro que leiam os seguintes artigos escritos em Inglês pela Sunette Spies: DAY 445: How did a Factual World become infected with Opinions? 

Apercebo-me como alguns dos meus juízos de valor não tiveram a ver com a minha experiência mas pela reação que eu vi nos outros: quantos alimentos eu pensava que não gostava somente pelo aspecto deles ou porque sabia de alguém que não gostava também?

A noite passada estive a investigar em mim alguns pontos e fiz o perdão próprio em voz-alta em tempo-real: perdoava os pensamentos que vinham e foquei-me em lidar com aqueles pontos no momento. Disse também os meus compromissos de auto-correção em voz-alta e depois escrevi algumas frases que me ajudaram a esclarecer o ponto das opiniões e, por sua vez, a falta de confiança própria e, finalmente, o ponto de ter resistência em lidar comigo própria/a minha própria mente em honestidade-própria.
Partilho aqui no meu blog os ponto-chave que te poderão ajudar na tua própria auto-investigação.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido levar a peito a reação da outra pessoa sobre qualquer coisa que eu estou a fazer. Apercebo-me que me entreti com esta energia/crença de "estou a a fazer alguma coisa de errado" em vez de realmente investigar a minha definição de errado sobre aquilo que eu estou a fazer, investigar a minha relação em relação a essa ação e os medos de ser "descoberta" derivados do meu julgamento sobre aquilo que eu faço.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido mudar aquilo que eu estou a fazer consoante a reação dos outros à minha volta, em vez de confiar em mim própria e naquilo que eu faço e me permitir continuar estável independentemente das opiniões dos outros.

Quando e assim que eu me vejo a desconfiar daquilo que eu própria decidi fazer, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a ser /viver a minha decisão e usar esta oportunidade para investigar de onde é que o julgamento sobre essa específica ação vem. Eu apercebo-me que sou responsável por cada e todas as ideias que me passam pela mente e que sou também responsável por aceitar as opiniões dos outros como minhas.

Quando  e assim que eu me vejo a repetir uma memória de um evento na minha mente, eu páro e respiro. Eu vejo agora que esta memória foi registada como um julgamento próprio e como sendo errado sem nunca até agora me questionar sobre este juízo de valor. Apercebo-me que comprometi a minha decisão e honestidade-própria em detrimento da aceitação pela outra pessoa.

Apercebo-me que os julgamentos que eu criei daquilo que eu faço são inclusive cópias de reações que eu vi nos outros e que associei serem a regra/a definição, sem ver que estava a criar uma luta dentro de mim entre aquilo que eu acredito que devia ser (baseado na imagem e na ideia de perfeição "vendida" pelos outros e pelos media) e aquilo que eu realmente faço, sem nunca verificar em mim própria se eu estava satisfeita comigo própria, se estes conflitos internos faziam sentido e sem me permitir aceitar aquilo que eu faço como sendo eu, sem medo de ser julgada nem ter vergonha de mim própria.


Ilustração por Rozelle de Lange


DIA 231: Quando as gerações se copiam: os pecados de pais para filhos


Investiga este ponto em ti: quando te zangas com alguém ou reages com alguma coisa, pergunta-te onde é que já viste o mesmo tipo de comportamento noutra pessoa. Irás provavelmente até descobrir que tu já passaste por uma experiência semelhante embora nessa altura fosses tu a vítima da reação de outrem.

Hoje dei atenção a esta mímica do comportamento, especialmente quando copiamos os pais e as pessoas que nos são próximas, enquanto eu reagia com o Joao. Nesse momento, apercebi-me que tinha como justificação esta ideia de que "tinha" de reagir com ela, como se aquilo que ele estivesse a fazer tivesse de ser chamado a atenção. Não foi preciso muito tempo nem muita escrita para ver que eu estava a copiar o comportamento que a minha mãe tinha tido comigo no passado e que agora estava a ser eu a vestir "esse papel".
Escrevi sobre a minha reação e foi curioso chegar à conclusão que eu estava a fazer uma tempestade num copo de água, que estava a criar problemas onde eles não existiam e, ainda mais fascinante, estava a reagir contra uma coisa que eu própria faço. Ao escrever o perdão próprio sobre os pensamentos na minha mente que acumularam até à exaustão (reação), apercebi-me então de outra coisa: muito provavelmente, a reação da minha mãe na altura tinha sido copiada de uma reação da minha avó, que por sua vez tinha copiado o comportamento de alguém, etc. e este padrão tinha passado ao longo dos anos de mente em mente.
Como este Processo nos permite realizar, estas reações não são quem nós realmente somos  e tratam-se de padrões da mente sobre os quais não tomámos responsabilidade por perceber a origem e auto-corrigir. A consequência é óbvia: acabamos por fazer ao outro aquilo que inicialmente não gostámos que tivesse sido feito a nós próprios.

Solução

Por muito óbvio e simples que pareça, nunca é demais recordar a máxima de compaixão: "Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti". Isto significa que apesar de ter passado por uma situação em que tinha sido alvo da reação de alguém, eu não tinha necessariamente de reagir com o outro quando a situação semelhante surgiu. Aliás,  está nas minhas mãos "fazer história" na minha própria vida ao não seguir o programa automático da mente e não passar o testemunho da reação. Como? O meu primeiro passo foi escrever sobre a minha experiência para ver em honestidade própria a reação que eu tinha projectado na minha realidade e na realidade do outro; depois escrevi sobre a memória que eu tinha sobre este tipo de reação; escrevi o perdão-próprio por me ter aceite e permitido projectar o meu passado no presente e por me ter aceite e permitido reagir com o outro sem ver que toda aquela instabilidade existia apenas na minha mente de julgamentos, de "certos" e "errados", de regras adoptadas que provam não ser o melhor para todos; e finalmente escrevi o meu compromisso de correção para me estabilizar e me ajudar a acalmar a mente no momento, parar de justificar as reações e a parar o padrão de passar os pecados dos pais para os filhos.

Em momentos de reação, a mente humana parece ser mais forte do que qualquer princípio e vai requerer uma forte dedicação de cada um de nós para aprendermos a lidar com as nossas próprias mentes, lidar com os julgamentos, lidar com as influências, auto-corrigirmo-nos e finalmente mudarmos o nosso destino (que é o destino da humanidade). Realmente não temos escolha, se queremos que a nossa História deixe de ser a repetição de padrões e passemos à fase da verdadeira existência como UmaUnidade.


DIA 190: Estar estável COMIGO nas discussões com os outros




Ultimamente tenho lidado com reações dentro de mim no seguimento de uma discussão. Apercebi-me então que nenhuma destas reações eram novas: era como se este nervosismo, os tremores, o frio corporal, a mudança no meu tom de voz, a minha expressão, o stress, o cansaço e a fraqueza física me fossem familiares, de situações de conflito no passado.
Passei grande parte da tarde a escrever sobre memórias e ainda estou a trabalhar nos vário pontos que entretanto explorei em mim, baseados nas minhas conversas da mente, nas imagens, pensamentos e nos meus medos associados a momentos de conflito-aberto com outra pessoa.

Por agora, gostava de partilhar com vocês duas entrevistas que foram muito úteis para eu perceber o que se passa em mim ainda hoje quando enfrento uma reação da outra pessoa.
Nesta entrevista, a pessoa explica como uma experiência de conflito acabou por comprometer toda a sua vida de uma forma que ela não estava ciente, e dá também uma nova perspectiva de como cada um de nós tem a responsabilidade de ser a resolução de conflito dentro de si próprio e, assim:


Permitir-me criar a minha própria estabilidade independentemente daquilo que o outro diga ou faça; 
Ser responsável por mim e por isso não responder na mesma moeda;
Não me permitir reagir com o outro e assim não alimentar o conflito com mais energia da mente;
Levar a minha estabilidade ao extremo através da respiração; 
Permitir-me manter a voz mais estável e serena do mundo e por isso ser consistente na minha estabilidade dentro de mim; 
Ser o exemplo vivo para mim própria de estabilidade incondicional, de autoconfiança e senso comum na minha relação comigo própria e com os outros.

As entrevistas estão em Inglês. A versão Portuguesa de entrevistas da eqafe estarão disponíveis em breve.



DIA 181: Como 'livrar-me' dos julgamentos (Dimensões do carácter) - Parte 1


A partir de certa idade, os julgamentos passaram a fazer parte do meu dia-a-dia. Recordo-me que esta preocupação constante sobre a minha aparência, sobre o cabelo, sobre aquilo que eu digo, sobre aquilo que eu não digo, sobre aquilo que eu sei, sobre aquilo que os outros sabem, etc., começou a ser desenvolvida por volta dos 13 anos na escola secundária. Até esta altura, não me lembro de dar tanta atenção a estes elementos e não me limitava por eles.
Antes de aplicar este processo a resolver a personalidade dos julgamentos, vou primeiro escrever sobre as dimensões do Carácter/Personalidade. A partir de hoje, vou começar a usar esta estrutura para analisar cada ponto em mais detalhe para que me ajude a perceber cada dimensão por trás das minhas personalidades e aplicar o perdão próprio e afirmações de auto-correção para cada uma delas, e assim ajudar-me na mudança prática. Ou seja, vou perceber como posso manter-me estável perante a "força" da mente/energia, em que não me deixo "cair" na mente e desistir do Eu, utilizando estes momentos de mudança prática como uma oportunidade/etapa decisiva no meu processo de mudança/transformação da mente para o físico.

Em geral, cada carácter/personalidade da mente é composta por várias dimensões - o medo, o pensamento, a imaginação, as conversas internas/backchat, as reações de emoções/sentimentos, e o comportamento.


Dimensão do medo


Em geral, o que se vai encontrar nos Caráteres/Personalidades é que estes têm a sua origem num/através de um medo gerado na infância/na nossa vida em relação a algo/alguém, e que o medo se manifesta numa personalidade como um mecanismo de defesa/protecção baseado em individualismo / interesse / desejo. Assim, para cada Personalidade/Caráter pode-se identificar a Dimensão do Medo: qual foi o ponto original / medo que trouxe a construção/programação de uma personalidade específica?
Para identificar a Dimensão do Medo, terá de se caminhar pela História dentro de si mesmo e ver onde, dentro dos limites do passado/memórias, é que este carácter/personalidade originou/começou. Às vezes, vai-se encontrar a memória imediatamente a surgir na mente, outras vezes poderá ter de se rever as experiências passadas / memórias para ver quais as relações / eventos relacionados com ao carácter/personalidade, outras vezes não haverá indicação de qualquer memória que ajude a ver o ponto.

(Pode ser inicialmente difícil encontrar a memória no seu passado que tenha originado o caráter particular com que se está a lidar. Por isso, se não se conseguir identificar o medo/memória que originou a personalidade, não há problema. A dimensão do medo pode inicialmente ser mais difícil de identificar porque esta dimensão está situado dentro da Mente Inconsciente, embutida na carne-física como a raiz de um sistema de personalidade da mente no físico. Então, se ainda não se consegue identificar a Dimensão medo/Memória, sugere-se que se pratique a respiração para se estar fisicamente presente. Quanto mais se praticar esta presença física, e caminhar as personalidades através de todas as dimensões e começar a estabelecer uma relação de unidade com a Mente e suas Dimensões / relações e quanto mais se está/torna um e igual com o plano/networking da Mente, mais se será capaz de ver todas as dimensões e relações)


Dimensão do Pensamento 

O pensamento é aquilo que activa a personalidade e é bastante difícil identificar o pensamento específico que pertence a um carácter específico, porque o pensamento move-se tão depressa na mente, e porque o Ser não está aqui no físico na/como respiração a mover-se em tempo-real com o físico, mas sempre preocupado em todas as outras dimensões e experiências da mente.
Portanto, aqui - o que se deseja identificar é o pensamento que ativa o Carácter. Este será capaz de se identificar quanto mais se caminha o processo físico da respiração, permanecendo aqui na realidade / espaço-tempo físico e neste processo ser capaz de estabilizar-se a si mesmo no físico, de modo a que acabará por ser capaz de ver um pensamento a mover na mente e parar de participação nele ANTES que este ative um caráter / personalidade. Mas, neste momento, estamos tão separados até das dimensões / componentes de caracteres, que tudo se manifesta  automaticamente / rapidamente e, antes de se saber - já se está participando simultaneamente na Imaginação, no Backchat / conversas internas, nas reações e Comportamento Possessivo - tudo isto começou a partir de um momento quântico na relação que se tem com a realidade física, que ativou um pensamento e, por sua vez, uma Personalidade / Caráter. Essencialmente, este processo implica que se pratique um "abrandar" através/com a respiração física para se poder ver como a mente se move dentro de nós próprios.

Para identificar a dimensão do Pensamento, aqui também se pode praticar a aplicação de 'desaceleração' com e como respiração. Então, quando se está prestes a escrever a dimensão do pensamento - a considerar aqui é que, o pensamento será uma imagem como um "flash fotográfico instantâneo" que irá acelerar pela mente, e o pensamento estará em contexto particular para/como o carácter/personalidade. Assim, aqui - quando você está no momento da escrita, pode sentar-se, acalmar e na/como respiração caminhar a memória de quando se participou num Carácter. O que é engraçado aqui é como se pode praticamente utilizar  a Mente e as Memórias para ajudar no próprio processo de identificação e redefinição de Caráteres. Assim, pode trazer-se para si mesmo aquele momento de quando se ficou possuído com o caráter e ver se é possível identificar a imagem de quando o pensamento cruzou a mente, antes de se ir para as conversas internas, imaginações, reações e comportamento de/como um caráter/personalidade, e o que aconteceu na mente que levou a uma tentação pela energia - esta força como/da Mente leva à tentação de se sentir bem na experiência de energia, do que se avançar na realidade prática física em Auto-Disciplina.

Ou seja - a dimensão do medo é essencialmente a raiz do caráter, a Dimensão do pensamento é a ativação de um caráter, e da dimensão do Pensamento pode-se experimentar simultaneamente a Imaginação, as conversas internas / backchats, reações de emoções/sentimentos e do sistema comportamental. Mas, dentro da Mente - todas as dimensões ativam-se numa sequência até que finalmente se é possuído pela personalidade. No entanto, em algumas ocasiões, a dimensão da imaginação pode não ativar - isto é essencialmente determinado pela extensão da convicção que se passa dentro de si mesmo com a mente para deliberadamente sabotar / comprometer-se num momento de auto-mudança para preencher uma energia experiência/desejo. E assim, de vez em quando a dimensão da Imaginação pode ser inexistente -, mas vai-se sempre encontrar os principais componentes/dimensões como as conversas internas/backchat, as reacções das emoções e sentimentos e os sistemas específicos de comportamento,  de como a Personalidade vai mudar o comportamento no físico.

Assim, a Mente ativa, inicialmente, uma sequência de pensamento, Imaginação, conversas internas / Backchat juntamente com as reações de emoções / sentimentos que, depois, vão determinar o comportamento no corpo físico. Mas, tudo isso pode mover-se tão rápido que irá parecer que foi o Eu quem tomou a decisão de não assumir a responsabilidade num ponto específico. No entanto, a mente andou  de facto todas estas dimensões em tempo-quântico dentro do Eu como a força que mudou de um momento de auto-responsabilidade/vida, para uma experiência de Energia.

Dimensão da Imaginação

Nesta dimensão, a mente vai "vaguear" ao imaginar fazer/ver/criar todos os tipos de coisas diferente/experiências - é, essencialmente, a dimensão/domínio dentro da Personalidade que a esta vai usar para "motivar" a decisão própria da realidade para/como a mente . Então, vai-se começar a imaginar-se sobre uma série de OUTRAS COISAS em completa oposição àquilo está aqui na realidade física. Às vezes, a dimensão da Imaginação será utilizada como o principal distração, noutras ocasiões a Personalidade irá possuir inteiramente o Eu para se distrair da relação consigo mesmo, com o físico e com a sua responsabilidade para com a realidade/o Aqui.

Assim, para identificar a Dimensão da Imaginação - pode-se olhar  para o onde é que se "vagueou" dentro da mente, quais foram os cenários/'fantasias'/'sonhar acordado' aos quais nos prendemos e que levaram à tentação de querer realizar a imaginação na mente, em vez  de permanecer fiel aos princípios da responsabilidade própria, de viver e de se direcionar nesta realidade física que é real.


Conversas internas / Backchat / Vozes na cabeça


É aqui que surgem as conversas consigo mesmo como uma Personalidade na Mente. Assim, conversas internas / Backchats vêm ao de cima/manifestam-se como palavras, frases, declarações curtas que podem variar em comprimento/intensidade. É dentro do domínio das conversas internas/backchat que se começam a ativar as reações de emoções/sentimentos, juntamente com as palavras que se falam na mente - ao analisarmos esta dimensão vamos então ver, perceber e compreender como a mente fundamenta as palavras com ENERGIA, de modo que haja sempre uma experiência de energia e d definição de palavras. Esta é uma das principais relações que a Mente usa para garantir que o ser humano nunca VIVE as palavras e, assim, as palavras, as suas definições e experiências tornam-se componentes que a  mente usa para juntar aos sistemas de personalidade que definem o comportamento, em vez de se VIVER no físico com base no princípio de auto-conhecimento e direção própria de quem se é como vida/comportamento físico.

Assim, para se identificar as conversas internas / backchat de uma Personalidade, pode ver-se durante e naquilo que se escreve quais são as palavras, as frases, declarações que se manifestam na mente como a "voz da Personalidade" a falar para si mesmo, essencialmente a falar/convencer a si mesmo como sendo uma personalidade, em vez de assumir a responsabilidade para si aqui como /no físico.


Dimensão da reação
Aqui identificam-se as reações de emoções e sentimentos que fundamentam/animam o Caráter/Personalidade; que reações de emoções e sentimentos se utilizou para se manipular a si próprio, para cair de volta na Mente/Personalidade em vez de se estar aqui ciente de si mesmo em estabilidade como a respiração.

Nisto, enquanto Personalidades, vamos usar as emoções e sentimentos específicos para ativar padrões de comportamento específicos/hábitos do/no processo para validar porquê/como é que nós somos uma personalidade e assim, tentar fazer uma Personalidade "mais real".
Essencialmente dizendo "bem, estou a sentir isto e o meu comportamento é assim e isto  é quem eu sou por isso eu não posso mudar" - quando, durante todo este tempo, estamos ativamente na Mente a participar na criação de experiências e comportamentos desde os pensamentos, à imaginação, às conversas internas / backchat - sabotando e comprometendo-nos deliberadamente na Mente a manifestar/validar/materializar os nossos desejos, necessidades e desejos, em vez da nossa responsabilidade para com nós mesmos, os nossos corpos físicos e as nossas vidas neste mundo.

Assim, para identificar a Dimensão da Reação é preciso olhar para quais são as emoções/sentimentos manifestados dentro da Mente no físico dentro e durante uma possessão de personalidade.



Dimensão do Comportamento




Aqui, para identificar a Dimensão do Comportamento -tem de se ver como é que a nossa experiência no corpo físico mudou dentro e durante a possessão da personalidade; como era o corpo físico ANTES da possessão e durante, para assim identificar como essa personalidade manipulou o corpo físico, e nesta manipulação física validou-se/justificou-se ainda mais a decisão de cair na Mente/Personalidade e desistir-se se si mesmo/da responsabilidade de ser-se aqui como/no físico e do seu mundo/realidade.

Assim, o que se tornará claro aqui é essencialmente a forma como utilizamos as dimensões da Personalidade para nos manipularmos à submissão da Energia/Mente, uma e outra e outra vez - não permanecendo, vivendo e estando AQUI  de facto, no/como este mundo/realidade. Assim, durante/nestes processos, vai-se compreender melhor  o que queremos dizer com a diferença entre o controlo da personalidade através da Energia/Mente e o que é realmente viver no Físico.



Para se aceder a todos estes detalhes, sugiro que se leia o blog original em inglês: http://heavensjourneytolife.blogspot.com/2012/09/character-dimensions-introduction-day.html 
No meu próximo blog vou andar o exemplo prático do caráter do Julgamento Próprio e assim especificar a minha relação com todas estas dimensões de medo, pensamento, imaginação, conversas internas/backchat, reações, comportamento e incluir/expandir a dimensão de Consequência.



DIA 162: A mudança é uma atitude física, hurrey!


Hoje tive um daqueles momentos em que tomei e vivi a decisão física de mudar um padrão for real. Ao mesmo tempo, o facto de estar a escrever este blog hoje é um sinal de direção própria e de viver o compromisso de recomeçar a cada momento aqui - parar, dar tempo a mim própria e escrever, mesmo quando tenho a casa cheia!
Em relação ao primeiro ponto, não lhe posso chamar um momento de "sucesso" porque este é um processo no qual a eficácia se baseia na minha consistência, no entanto, foi um indicador que vale a pena investigar um ponto em mim e dar-me a oportunidade de "tirar o hábito". Comecei o dia a escrever - primeiro sobre a camada mais superficial de pensamentos e, ao "escavar" mais fundo, fui parar a uma série de realizações - a escrita tornou-se fluente e o perdão próprio foi óbvio. Nesse momento apercebi-me que o meu processo é incondicional ao lugar onde eu estou, àquilo que eu faço ou com quem eu estou. O mais curioso é que ao escrever sobre os pontos que me estavam a ocupar a mente esta manhã, outros pontos vieram ao de cima, como se os tivesse desbloqueado e me permitido tomar responsabilidade pela minha mudança.

A mudança de atitude foi óbvia e apercebi-me do meu poder de criar/mudar a minha realidade. Não vou referir aqui qual foi a ação específica porque trata-se de um padrão - o padrão da zona de conforto. Aquilo que eu vejo ter sido essencial para ver a solução foi o facto de ter desacelerado a mente e ter-me dado o benefício da dúvida de agir de maneira diferente daquela que tenho agido até agora. Não houve um desejo energético, mas foi antes o meu movimento físico (caminhar passo a passo) a criar as condições para que a ação se realizasse, em vez de pensar sobre o assunto!

Apercebo-me que é neste estado de cientização que me quero permitir estar e ser - ciente da mente, mas fora da mente. Um e igual com o meu processo, um e igual com o mundo e pessoas à minha volta, um e igual com o meu corpo e movimento físico, em plena direção própria.
Partilho neste blog partes da minha escrita matinal que foram extremamente reveladores e que serviram de plataforma para passar à ação física.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na resistência que surge enquanto eu escrevo, baseada na ideia de "isto não é relevante", quando afinal eu estou a escrever para mim e só eu sei o que se passa na minha mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido evitar questionar-me sobre aquilo que eu penso, sobre aquilo que eu digo, sobre a maneira como eu falo, sobre a minha tonalidade, sobre o Porquê de reagir a certas coisas ou a certas pessoas.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar o papel de apreciar "os outros" sem ver que sou eu quem está a alimentar estes papéis em total interesse-próprio porque estou a usar a ideia que "tenho de agradar os outros" como uma capa e justificação que me mantém presa ao ao medo de mudar. Por trás do medo de mudar, vejo que está o medo de sair da zona de conforto/defesa porque isso implica sair da personalidade de medo.

Apercebo-me que a minha honestidade própria é ser honesta com os outros, e que a minha desonestidade própria é ser desonesta com os outros. Nisto, eu apercebo-me que tudo aquilo que se passa à minha volta é um indicador daquilo que eu Eu permito e aceito ser cúmplice, quer sejam as relações, reações, frustações, sistemas da sociedade, etc. e que a mudança da realidade à minha volta depende da mudança da minha relação comigo e com as coisas à minha volta.

Quando e assim que eu me vejo a entrar nas imagens e pensamentos de antecipação da minha mente, eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a acreditar nas emoções que eu sinto, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que depende sempre de mim criar a minha estabilidade e para isso Parar o programa automático da mente. Eu apercebo-me que em direção própria eu sou muito mais do que a minha mente - eu apercebo-me de coisas que não eram visíveis antes e que sou capaz de transcender a sensação de vitima e impotência.

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência para aplicar aquilo que eu realizo, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estou a sabotar a minha própria vida porque a informação está aqui e eu estou a evitar aplicá-la na minha Vida! Não é este um padrão familiar no nosso mundo, em que sabemos aquilo que tem de ser feito mas continuamos a brincar às personagens e a viver papéis para encaixar na sociedade?