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DIA 244: Nada a esconder


Quando há alguma coisa que eu hesito em partilhar ou até mesmo a pensar nisso, é um indicador que estou a esconder algo de mim própria. Vejo que há determinadas coisas que não são faladas abertamente porque de alguma forma, durante o nosso crescimento e educação, fomos "ensinados" a não falar disso, ou simplesmente nunca considerámos perguntar-nos de onde é que vem a nossa própria limitação. Obviamente, há certas coisas ou problemas que não adiantam partilhar com os outros porque primeiramente tem de haver um entendimento sobre si próprio e, no final de contas, cada um só se pode ajudar a si mesmo.

Dei por mim recentemente a preencher um formulário da junta de freguesia local (aqui em Londres é o Council) e tive a memória de um amigo meu a ter resistência em partilhar este tipo de informação. Ele tinha as razões (justificações) dele. Perguntei-me então quais seriam as razões para eu não ser transparente e verdadeira nos meus dados pessoais e porque razão haveria eu querer esconder-me de mim própria, visto que se trata dos meus direitos como residente ter uma voz nas decisões locais. Curiosamente, apercebi-me que ao exigir transparência de mim própria então não há qualquer reacção quando os outros (neste caso o Council) exige transparência de mim. Naquele momento de reflexão, apercebi-me que uma das razões pela qual não se quer desvendar os detalhes pessoais é o medo de se ser perseguido por alguma conta que não tenha sido paga, por exemplo. Ou seja, voltamos à questão do dinheiro que nos mantém separados uns dos outros, no entanto, ao ver que eu própria estava a criar esta ansiedade em mim, tomei esta oportunidade para reformular os meus pagamentos, garantir que estava tudo em ordem e tomar responsabilidade pelas minhas obrigações como cidadã.

Depois de ter resolvido este ponto/medo em mim, comecei então a ver que outros temas ou assunto ainda são tabus em mim e sobre os quais eu evito ainda escrever e que eu projecto no meu futuro. A minha mente mostra-me então o medo de ser notícia de jornal e de estar numa posição de ataque pelos media,o que ultimamente é o medo de ser excluída e gozada. De onde é que vem este medo? Este medo foi criado em mim muito provavelmente pela influência dos próprios telejornais e da maneira como as pessoas se permitem tratar e remexer nas vidas das pessoas para criar histórias em nome dos ratings de audiências. Também vejo a ideia de querer ser parte do grupo da escola para me sentir "protegida" dos "outros". Mas acima de tudo, este medo da mente tocou no ponto de eu garantir que me conheço a 100% e que estou estável em mim em relação a tudo aquilo que eu sou, sem nenhuma agenda de medo ou de vergonha de mim própria, ou uma imagem que não seja a minha honestidade própria e o meu próprio exemplo. Assim, independentemente do brainwashing que possa haver, eu mantenho-me estável incondicionalmente, porque não há razão e não há tempo a perder com os medos, paranóias e julgamentos da mente. Ao ser honesta comigo própria eu garanto que sou honesta com os outros e naquilo que eu faço.


Quando se entra no rodopio da mente, há duas hipóteses: ou se mantém a desonestidade própria e "vive-se" na paranóia da mente até à morte (o que não é recomendado) ou se começa o processo de honestidade-própria, responsabilidade própria e de correção. Quando eu me refiro à correção, esta é essencialmente pararmos os pensamentos que temos de nós próprios, as conversas mentais que permitimos ter, os ressentimentos, os arrependimentos, as ideias e os medos que condicionam e limitam a nossa ação. Conhecermo-nos a nós próprios sem nada a esconder de nós mesmos é a única maneira de mudarmos aquilo que aceitamos ser e assim recriarmos o nosso presente e futuro, de modo a não repetirmos os padrões manifestados no passado. O Perdão-Próprio é sem dúvida das melhores coisas que podemos dar a nós mesmos, neste processo de auto-conhecimento e mudança para uma melhor versão de nós mesmos e da nossa própria Vida.



DIA 241: A Paranóia da Comparação



Este é um daqueles padrões que se manifesta em vários momentos do meu dia-a-dia, sem contar com as vezes inconscientes em que ocorre já sem eu dar por isso. Por agora, vou escrever sobre aspectos dos quais eu estou ciente quando o mecanismo da comparação se manifesta nos meus pensamentos e, ao tirar estas camadas, muito provavelmente irei abrir novas realizações em mim.

Uma das memórias que eu associo ao padrão da comparação está relacionada com a escolha da carreira profissional - ouvia alguém falar de uma profissão e imediatamente havia um mecanismo de comparação entre mim e essa pessoa, de acordo com o valor que eu dava à suposta posição do outro. Na altura achava que era capaz de ser e fazer tudo - e porque não? No entanto, apercebo-me que essas comparações não foram baseadas numa decisão em honestidade própria, por mim, em senso comum e completa dedicação e muitas dessas potenciais decisões nunca foram vividas ou testadas para eu saber se de facto era isso que eu queria ser e fazer. Apercebo-me agora que as comparações funcionam com a imagem que o outro representa para mim (ser uma pessoa confiante, uma pessoa desinteressante, uma pessoa perspicaz, uma pessoa agressiva, ...) e associo esses traços pessoais à profissão e crio juízos de valor acerca da profissão. A partir destes juízos de valor, a minha mente entra no rodopio da comparação comigo própria, numa luta entre os meus próprios julgamentos e os julgamentos que eu criei dos outros. Afinal de contas, enquanto escrevo sobre este exemplo, apercebo-me que a "profissão" é apenas uma capa que sobre o padrão da comparação e, por sua vez, o padrão da comparação cobre os auto-julgamentos sobre aquilo que eu penso faltar em mim. Ao estar ciente deste conflito interno que eu criei em mim, posso então olhar para os seguintes pontos:
  • O que é que eu admiro no outro que julgo não estar a dar a mim própria?
  • Como é que eu posso verdadeiramente aprender com o outro, em humildade e honestidade própria, sem o ego que querer ser mais do que o outro?
  • Porque é que eu uso o padrão de comparação para deliberadamente julgar aquilo que eu faço e sou como sendo inferior ou superior à outra pessoa?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido viver o padrão da comparação em pensamentos, palavras e ações, sem nunca tirar esta capa da comparação para ver o que é que podia aprender com o outro e desenvolver em mim que de outra maneira não tinha tido acesso/conhecimento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido distrair-me com a ideia do "saber", a ideia de acumular informação sobre determinado tópico e o desejo de ficar uma "expert" em determinado campo, em vez de realmente aplicar o conhecimento e a informação que eu tenha ou possa vir a ter para coisas práticas que me ajudem a aperfeiçoar as minha ações e ultimamente ajudem este mundo a funcionar melhor.


Quando e assim que eu me vejo a participar no padrão das comparação em relação a algo que a outra pessoa tenha feito, eu páro e respiro. Eu questiono-me sobre o que é que realmente me "interessa"/fascina no outro e comprometo-me a investigar porque é que eu não estou a dar-me essa característica ou a desenvolver essa capacidade em mim. Ao mesmo tempo, eu comprometo-me a parar a comparação que cria separação e competição em relação ao outro /mim própria e, em vez disso, eu ajudo-me a aprender com o outro,  em total abertura e sem julgamentos de certo ou errado, de positivo ou negativo. Eu foco-me em aplicar as soluções e a mudança em mim própria e por isso é da minha responsabilidade reunir exemplos e tornar-me no meu exemplo que esteja alinhado com os Princípios de Vida que eu me comprometo viver.

A continuar...

DIA 240: "Uns dias abraço-me, noutros ignoro-me" - Subestimar o Processo




SubEstimamos a nossa própria Vida. SubeEstimamos a nossa honestidade própria. SubeEstimamos o nosso corpo. Consequentemente, acabamos por aceitar e permitir subestimar a Vida na Terra, subestimar os outros e subestimar a matéria física que é tudo o que existe. 

É tempo de Estimarmos quem somos.

Especialmente em momentos de grande distração na mente (quando me permito consumir pelas emoções, pelos medos, pelos sentimentos, pelas imagens, pelos pensamentos), apercebo-me que subestimo o meu potencial de caminhar o meu Processo, duvido de mim própria, entro num estado depressivo em que desvalorizo tudo o que eu faço e toda a minha criação. Os efeitos de me permitir separar de mim própria são devastadores  porque os pensamentos que daí advêm são auto-destrutivos e crio ansiedade no meu corpo que, se eu não parar, começo a viver num mundo paralelo de hipóteses sobre um futuro contra mim própria. Pergunto-me: Até que ponto é que eu tenho de ir para me decidir, de uma vez por todas, viver este Processo inteiramente?
Em vez de ficar à espera de um sinal ou de uma resposta vindo de não-sei-onde, eu decido: Agora e Aqui. Até agora tenho subestimado o meu próprio blog, a minha partilha, a minha capacidade de ajudar os outros - e isto só acontece porque ainda não me estou a ajudar a mim própria em plenitude - na verdade, ainda há separação em mim própria e inconsistência na minha atitude para comigo própria: uns dias abraço-me, noutro dias ignoro-me. há dias em que escrevo o perdão próprio fluentemente, outros dias aceito a resistência e não escrevo; há momentos em que estou ciente da respiração, outros não estou aqui.

De seguida partilho o meu Perdão-Próprio sobre os pontos da subestimação do meu processo. Deixo-vos também este vídeo do Bernard Poolman sobre o Abraço a si Mesmo:




Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o meu processo de tornar-me ciente de mim, ciente dos princípios de honestidade-própria, ciente de como a minha mente funciona, ciente dos padrões que eu permito em mim e na Vida.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter dias-sim e dias-não, baseados na memória do que fiz no passado e por isso justifico a preguiça, justifico a procrastinação, justifico o medo, justifico o entretenimento, justifico a falta de direção, justifico a confiança ou a falta dela, justifico a energia... quando tudo isso são escapadelas de mim própria e formas de me manter fechada na minha própria mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade física de existir aqui em plenitude, possível através da minha própria respiração. O facto de ter tomado a respiração (e a saúde em geral) como algo adquirido é um reflexo do estado automatizado das nossas mentes e consequentemente das nossas acções.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o grupo do Desteni, os cursos e todo o apoio incondicional que eu tenho tido ao longo dos últimos quatro anos. Apercebo-me que mesmo quando se tem todas as ferramentas ao dispor, se não houver a decisão e a vontade própria de aplicá-las, é bem provavel de se deixar a vida passar ao lado. Eu apercebo-me que de cada vez que faço um exercício ou que tenho um chat com o grupo é uma nova camada que eu "descasco" no meu processo e uma nova abertura em mim para olhar para novos pontos até estar um e igual com tudo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade de escrever sobre todos os meus pontos da minha mente que têm de ser transcendidos, um a um.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade de parar os pensamentos, parar as minhas paranóias, parar os medos, e começar a escrever sobres cada um deles, começar a ler sobre esses pontos, de investigar em mim a origem do problema que eu criei para mim própria.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o meu potencial de resolver os meus problemas, tanto os mais complexos, como os problemas no trabalho, como os desafios do dia-a-dia e das relações com os outros. Afinal de contas, eu realizo que tudo o que se passa comigo na minha relação com os outros é um espelho daquilo que eu permito dentro de mim e portanto funciona como um indicador de pontos que requerem a minha dedicação, correção e aperfeiçoamento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar os pensamentos e os julgamentos positivos/negativos através dos quais eu me baseio para tomar decisões, o que demonstra que a liberdade de escolha é de facto inexistente quando permitimos que a mente decida por nós.

Quando e assim que eu me vejo a subestimar a minha capacidade em tornar-me o meu próprio exemplo de senso comum e de honestidade própria e a fazer aquilo que é o melhor para todos, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este é o Processo nessa direção e que eu sou responsável por garantir que caminho o Processo por mim.

Quando e assim que eu me vejo perante um problema e tenho logo a reação em pedir ajuda, eu páro, respiro e avalio qual é o problema, escrevo sobre isso e ajudo-me a perceber o problema e como é que eu o criei para mim (mais não seja ao complicá-lo). Curiosamente, vejo que preciso apenas de dedicar a minha vontade de ajudar os outros para me ajudar a mim! Em vez de subestimar a minha capacidade de resolver os meus problemas, eu comprometo-me a pelo menos olhar para o ponto em questão e ver como é que eu posso avançar no meu processo de auto-conhecimento e explorar caminho para a auto-correção e mudança.


Quando e assim que eu me vejo a participar na resistência de avançar nos cursos do Desteni e nos projectos do grupo, eu páro e respiro. Apercebo-me que esta resistência é uma sabotagem da mente porque eu não estou "naturalmente" treinada para ir para além do meu conhecimento e dos meus hábitos. Por isso, eu dou-me esta oportunidade de Vida para explorar o "desconhecido" fora da minha mente, aprender  com os exemplos de honestidade própria dos outros que andam este processo um e igual comigo, e decidir em honestidade e direção própria como me criar a cada respiração.

Quando e assim que eu me vejo a respirar em modo automatizado, eu páro e respiro por mim. Quando e assim que eu me vejo a subestimar a ajuda da respiração no meu processo de estar ciente de mim aqui, eu páro e respiro e vejo por mim própria como é que eu sou a cada respiração e a minha capacidade de me dar direção a cada respiração e de curar-me das possessões da mente.
Eu comprometo-me a estar um e igual com os outros seres com base na nossa respiração em comum e na nossa existência aqui.

Quando e assim que eu me vejo a justificar a resistência para não escrever o perdão próprio, eu páro e respiro. Por experiência própria, eu realizo que escrever sobre aquilo que a mente me mostra e escrever o perdão-próprio especifico é das melhores ajudas que eu dou a mim própria. Seguidamente, eu apercebo-me que pôr em prática a correção no momento em que esses padrões surgem é uma redescoberta de mim própria que nunca pensei ser possível.

Quando e assim que eu me vejo a subestimar o perdão-próprio como uma ferramenta essencial no processo de me tornar honesta comigo própria, eu páro estes pensamentos e respiro. Eu realizo que os meus julgamentos sobre o perdão próprio remontam à ideia do sacrifício e da vitimização que nada têm a ver com o processo de abertura pessoal que eu dou a mim própria através do perdão-próprio. Este é uma ferramenta e não um fim em si mesmo.



Quando e assim que eu me vejo em pleno momento de indecisão ou falta de direção, eu páro e respiro. Eu tenho a capacidade de decidir quem eu vou ser a partir desse momento e qual a direção a tomar, visto que eu sou a minha direção. Eu apercebo-me que a indecisão e a decisão com base em emoções são indicadores de que estou a permitir "viver" o programa automático da mente e a permitir ser escrava da mente de ideias e informação acumuladas ao longo do tempo.

Quando e assim que eu me vejo a reflectir sobre a minha atitude e decisões, eu comprometo-me a verificar quais foram os julgamentos positivos e negativos nos quais eu me baseei para tomar a decisão. Isto ajuda-me a perceber quais são os meus apegos emocionais e energéticos às coisas, em vez de tomar decisões com base em senso comum e naquilo que é o melhor para mim e para os outros.



DIA 217: A Ansia da Idade

Será que é possível que quanto mais velha sou mais paranoias tenho? Eis o efeito da acumulação da mente, a cada passo, em cada pensamento, em cada imagem da mente... Até tomar responsabilidade por quem eu sou, por aquilo que eu penso, pelo que eu digo.
Uma das ânsias da idade é a de se perder o que se tem: quer seja a perda do parceiro, a perda de dinheiro, a perda do emprego, a perda de cabelo, a perda de dentes, a perda de memória, a perda de atenção dos outros O medo da perda é tão cego que nem conseguia ver o que ando a perder Aqui Em Mim se eu não estiver ocupada em pensamentos. Vou então aplicar a técnica de trazer este problema para mim própria, ou seja, investigar onde é que eu participo exactamente neste padrão que é a ânsia de perder aquilo que eu tenho. A ansia de perder o João como parceiro, a ânsia de perder a saúde, a ânsia de perder a motivação, a ânsia de perder esta oportunidade de me mudar. Curiosamente, facilmente se substitui a palavra ansia pela palavra medo. Mas porque é que eu tenho medo de perder o João como meu parceiro se estamos juntos? Mas porque é que eu estou a participar no medo de perder a saúde se é exactamente esta ansiedade que me desequilibra o organismo? Porque é que tenho medo de perder a motivação que na realidade é uma energia baseada na polaridade positiva e que portanto nem sequer é real? Porque é que ainda me permito participar no medo de falhar no meu processo de Vida, quando é exactamente nesta vida aqui e agora que eu tenho a oportunidade de aplicar a mudança em mim?
Este texto veio no seguimento de uma realização brutal que é: quando eu culpo alguém sobre alguma coisa que eu pense ou sinta, esta culpa não mais nem menos do que um mecanismo para eu não ver a relação que eu estabeleci comigo própria e portanto não criar a oportunidade de me recriar/corrigir.

A continuar a escrever...

Ilustração: Love is the Light that Hypnotize, Blind to the Fear that Paralyze

www.desteni.org
www.equalmoney.org - the real Light of the World - that Lightens everyone's Load through removing Fear


DIA 216: À descoberta das Ansiedades: o Suicídio por Desistirmos da Vida que Somos

No seguimento da minha des-coberta das ansiedades e das preocupações, apercebo-me que a origem destes padrões não está nas minhas experiências ou nas influências do meu ambiente (aquilo que eu antes culpava por ser o stress do emprego, ou as pessoas). As ansiedades da mente têm origem na mente. Este é o senso comum que me tem faltado, ou talvez seja a awareness que não existia em mim tão claramente. Por não saber como a mente funciona, acabei por ter participado, acreditado e alimentado as ansiedades dentro de mim, e foi assim que eu me "criei" até agora. Não se poderá dizer que seja uma criação pois tem sido uma cópia da realidade à minha volta, à procura de respostas e de soluções fora de mim.

Não foi de estranhar ver como os meus pensamentos, preocupações e ansiedades surgem automaticamente - até a imaginação na minha mente vem gratuitamente!  É fascinante ver como as preocupações surgem mais rapidamente e mais facilmente do que as soluções práticas. Agora que estou ciente destes pensamentos, posso usá-los como indicadores da minha eficácia no processo de parar o controlo da minha mente para me dedicar a soluções práticas e em honestidade própria.

O timing destas realizações pessoais coincide com o artigo publicado no blog Heaven'sJourney to Life, que expande sobre como é que nós nos suicidamos ao desistirmos da Vida que somos, visto que passamos a dar mais valor à mente do que a nós próprios; trata-se de uma decisão de vida ou de morte, em que deliberadamente eu tenho escolhido seguir aquilo que a minha mente me mostra (e que acabou por ser uma realidade confusa, por dentro e por fora), em vez de me dedicar a uma criação de mim própria realmente baseada naquilo que é o melhor para mim, um e igual aos outros seres vivos, a aprender , a progredir, a aplicar soluções na minha vida e a aperfeiçoar-me. Assustadoramente, apesar das preocupações serem ultimamente sobre o medo da morte, é para lá que caminhamos como se fosse um castigo/uma aceitação da desistência, em que estupidamente os seres-vivos deixam de o ser.

Até agora ainda não tinha considerado a possibilidade de não dar azo a esta paranoia mental, mas enquanto estava a fazer o curso DIP comecei a escrever sobre pontos suprimidos em mim, sobre memórias que tinham estado de tal modo fechadas que eu nem sequer me tinha apercebido que é da minha responsabilidade (e que consigo!) resolver as ansiedades e os medos que existem dentro de mim. O próprio padrão de culpar os outros por qualquer coisa que eu sinta é um mecanismo de defesa/supressão da mente, porque por trás deste padrão está a minha mente secreta de medos e ansiedades, em que eu estou de facto a defender o ego e a sobrevivência de personalidades - mas nada disto é real.  É fascinante ver como a mente ainda grita mais alto e como facilmente ainda me distraio com pensamentos, mas aqui está a vantagem de se escrever - vejo o problema e a solução mesmo à minha frente e posso deliberadamente tomar a decisão de Parar o automatismo da mente para abraçar/recriar a Vida que sou.

What is also interesting regarding us Humans, is how we tend to believe MORE what OTHERS say about ourselves, than us standing by a decision/living statement of/as who we are and so, because of this, the individual that is being bullied, with replaying the memories over and over and over again, with the memories/moments having such energetic/emotional impact on themselves, starts considering that What OTHERS are saying about them must be true. This in itself is quite a shock to the Self, because in a way there exist the awareness of the fact that, Self is accepting/allowing others to define self, that Self is giving into THEM and giving up on SELF. 




DIA 215: Se eu não Parar os PensaMentos, a Mente Pára-me a Mim


Este meu vlog conclui (ou melhor, inicia) uma nova fase do meu Processo, após o susto recente do quisto no peito. Recebi os resultados da biópsia e não é nada de grave para além de um quisto inflamado, ou seja, "Não se observam células ductais." :)))

Este foi um alerta do meu corpo e tenho estado a trabalhar em vários pontos que têm surgido que, apesar de não serem pontos novos em mim, simplesmente tenho participado tanto neles ao longo do tempo que a consequência física manifestou-se. Vejo/Sinto então que viver os pensamentos da mente é estar a abusar a minha própria vida/corpo. Apercebi-me do constante estado de ansiedade na minha relação com o emprego, NO ENTANTO, este padrão tem sido aceite/permitido por mim e tem sido projectado em tudo o que eu faço. Nos próximos dias vou então investigar todas as manifestações de ansiedade/preocupação na minha realidade.

Como é que eu posso parar/apagar os pensamentos?
"Ao permanecer aqui, na respiração e a perdoar-me a mim própria - por exemplo, fundindo-me com o pensamento, em pé de igualdade com o pensamento, como um ponto de responsabilidade para a compreensão da natureza absoluta do pensamento, como eu o criei, e, em seguida, numa respiração, perdoando o pensamento, e libertá-lo e comprometendo-me a não mais entreter o pensamento, que eu confio em mim mesma que realmente me perdoei de tal forma que a energia não vai voltar. A energia só vai voltar se eu não me perdoar a mim mesmo. Assim, se a energia voltar, posso ver claramente que não fui eficaz no meu perdão-próprio - não foi absoluto - e é um indicador que preciso de "voltar à tábua" e realmente ir fundo para puxar toda a energia para fora e realmente deixá-la ir com o perdão." Lindsay Craver

Quanto à localização do quisto, é fascinante ter surgido na mama. Deixo-vos com esta citação de Bernard Poolman:




DIA 213: Tempo é dinheiro e a falta de dinheiro é o cancro da sociedade


Nos últimos quatro dias tenho andado por dentro do sistema de saúde Português, entre consultas, análises, papéis para um lado, papéis para o outro, e reparo como o sistema está montado para o negócio privado de modo a que a rapidez seja uma garantia. É óbvio que numa situação de emergência e incerteza qualquer mãe/pai quer a melhor solução ao dispôr para o seu filho o mais rapidamente possível, mas está visto que sem o factor de “dinheiro no bolso” (literalmente, porque em alguns locais nem se aceita multibanco) uma mãe não vai longe. Pergunto-me se isto é óbvio para aqueles que montaram este negócio porque, certamente, aqueles que trabalham nele estão cientes do sofrimento daqueles que não podem pagar, mas também não podem esperar.

No meu caso, a primeira coisa que fiz foi tirar o parecer com a minha ginecologista e fui marcar uma ecografia da mama numa clínica. Obviamente que estes processos implicam já por si ter uma viatura com combustível para deslocações e ter tempo para se dedicar a estas andanças. A segurança social pode ajudar embora isso implique ter uma credêncial do médico de família (não sei quanto tempo de espera isso pode levar normalmente mas mais uma vez este tempo poderia ser substituído por dinheiro para se fazer a ecografia no dia seguinte por exemplo!). Se houver um seguro que cubra estas situações, este implica sempre que os custos sejam acarretados pelo paciente mas que poderá depois vir a ser reembolsado.

Ou seja, ou se tem dinheiro disponível, ou aguarda-se pelos requerimentos que dão uma ajuda de custo. Mas quem é que se pode dar ao luxo de esperar quando a ansiedade e o próprio corpo exigem atenção imediata? Como é que se promove o rastreio antecipado se isso envolve ter-se dinheiro para consultas, ter-se dinheiro para potenciais tratamentos e, outra coisa fundamental, ter-se tempo para se andar de um lado para o outro, dinheiro para transportes, um emprego que permita ter-se dias de folga, ter-se bons médicos ao alcance, ter-se o apoio da família, ter-se o acesso à informação e ter-se a preparação psicológica para não se alimentar fantasmas na mente e saber lidar com uma situação destas?

O sistema está montado para que todos estes elementos sejam preenchidos, mas todos nós sabemos que nesta altura é de facto uma minoria que consegue reunir os elementos necessários para que a experiência de saúde não seja traumatizante.


Mais uma vez se vê que a falta de saúde não é o problema se os recursos já existem no planeta para que se comece o acompanhamento médico. Não será então a falta de dinheiro o cancro da nossa sociedade que contamina tudo e todos? Não será então este mais um indicador que o sistema só funciona para alguns e que não existe uma plataforma de segurança social real que garanta o mesmo nível de excelência para todos os co-cidadãos? Não será altura de se investigar a solução da Igualdade Monetária que, na carta dos direitos visa garantir o direito igual à saúde que providencie tudo aquilo que é essencial para se construir corpos físicos fortes, com vitalidade e bem-estar, promovendo ao mesmo tempo a claridade intelectual, o equilíbio emocional e a estabilidade física.

Ilustração: Equal Life Foundation


DIA 211: Quisto na mama: e agora?



Recentemente comecei a sentir um caroço no peito direito e aproveitei uma viagem em trabalho para avaliar a minha situação médica. Foi confirmado ser um quisto na mama. Curiosamente, tive resistência a começar a escrever sobre os meus medos e sobre o backchat que assaltavam a minha mente!

Estas foram notas que eu escrevi quando viajava para Portugal. 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar a única informação que eu conheço (o tão falado cancro da mama) para tentar explicar o caroço que eu sinto, em vez de esperar por ser vista pela médica. Eu apercebo-me que a associação de informação na minha mente é manipulada pelos próprios medos e vícios da minha mente e que por isso não dá para confiar nestas associações.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que preciso de uma consequência na minha realidade para eu me movimentar por uma causa, quando afinal isto é uma manifestação do ego no qual quero ser vista como uma “lutadora”, “herói”, “especial”. Ao mesmo tempo, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido auto-julgar-me como uma “vítima” da mente, em vez de realizar que tudo o que me acontece é fruto da minha criação e que portanto sou responsável porr ser a minha própria solução para mudar a minha realidade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar a doença do cancro no meu corpo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido fazer desta dor e desconforto mais do que aquilo que é (por enquanto só uma dora quando toco na área do caroço).

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar-me a pessoas que eu conheço terem passado pela doença do cancro. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver este tipo de doenças como um castigo pessoal e pensar que eu (e essas pessoas) merecem passar por isto – eu apercebo-me então que eu não tenho de levar este quisto na mama como uma ofensa pessoal por isto é ainda mais separação! Em vez disso, apercebo-me que depende de mim lidar com a minha realidade passo a passo, respiração em respiração, ponto a ponto, um e igual com o quisto, um e igual com a minha mama, um e igual com o meu corpo, um e igual com a minha presença aqui, um e igual com as mulheres (e homens) que passam (ou passaram) por esta fase.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na curiosidade da mente de querer saber o que causou o cancro nas pessoas que eu conheço, como se isso explicásse a minha situação. Mais uma vez apercebo-me que é em mim que eu me tenho de focar agora e que devo PARAR de ver o problema fora de mim ou projectar a vida dos outros em mim. Apercebo-me que eu própria ainda não conheço os padrões todos da minha mente e por isso não vale a pena querer saber os padrões das mentes dos outros!

Quando e assim que eu me vejo a associar o meu quisto na mama com a ideia de ouvir um médico a confirmar que há células cancerigenas em mim, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta imagem não é real e que desta forma estou a criar ansiedade em mim desnecessariamente. Neste momento eu só posso lidar com a informação disponível que é a que eu tenho um quisto no peito. Ponto.

Quando e assim que eu me vejo a associar este caroço com as histórias de mulheres que eu conheço e que enfrentaram o cancro na mama, eu páro e respiro. Curiosamente, desde que comecei a abrir este tópico na minha realidade que ouvi falar de outros casos em que um caroço na mama não tinha tido nenhuma gravidade. Fui também informada de mulheres na minha família que tinham tendência para micro-quistos sem envolver o papão do cancro.

Quando e assim que eu me vejo a usar a informação dos media para pensar que qualquer problema na mama está relacionado com cancro, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a parar de filtrar a informação de modo a corresponder aos medos da minha mente, que é baseado em sobrevivência, em auto-vitimização, no julgamento de que não mereço viver e na ideia que algum acidente me vai acontecer para estragar o meu casamento e o meu processo de renascimento! Em vez disso, eu apercebo-me que quem eu me permito ser, enquanto Ser Estável e enquanto Vida, não estou condicionada ou limitada pela realidade à minha volta. Pelo contrário, dou-me esta oportunidade para abrir e tratar pontos em mim que eu ainda não tinha explorado intensamente para me auto-corrigir e aprender a confiar em mim em qualquer situação.

Quando e assim que eu me vejo a comparar as histórias dos filmes do estilo “Sweet November” em que o casal é perfeito mas que ela tem um cancro que os vai separar, eu páro esta memória e respiro. Eu apercebo-me que a minha realidade não é um filme e que não me posso basear numa história que eu vejo não ser o melhor para mim. Eu comprometo-me então a PARAR de sabotar a minha vida, o meu casamento, a minha carreira, e dedico-me a lidar com as coisas práticas que podem de facto fazer a diferença que são o cuidado com o meu corpo, ir aos médicos aconselhados, parar a ansiedade, limpar-me dos medos, comunicar as mudanças práticas que têm de se aplicar no meu emprego de modo a que não prejudique os clientes, e garantir que sou realista na minha gestão financeira ao longo desta fase.

Quando e assim que eu me vejo a culpar o stress do meu emprego como causa deste quisto, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que o padrão da culpa é maligno e que não cria nada de produtivo, antes pelo contrário, a culpa cria separação em relação a mim própria e aos outros. Em vez disso, eu comprometo-me a parar o stress em mim no meu trabalho e a garantir que não me esforço mais do que aquilo que é possível, de modo a evitar altos e baixos (emoções positivas e negativas) na minha realidade/carreira. Eu apercebo-me que a minha carreira profissional não está separada de mim.

Quando e assim que eu me vejo a ser/ter o medo de ler os resultados das análises a dizer que tenho cancro, EU PÁRO E RESPIRO. Eu realizo DE UMA VEZ POR TODAS que a mente não é real e que esta imagem é baseada em memórias e no passado. Eu comprometo-me a parar de criar estes cenários na minha mente assim que o pensamento surge em mim, de modo a dar-me direção e a focar a minha atenção na minha real realidade. Eu, a minha vida/corpo não somos uma bomba-relógio – Eu, o meu corpo/vida, temos o pontencial de ser estáveis, um e igual com a minha respiração. Por isso, eu comprometo-me a parar e a perdoar cada imagem/sistema da mente que criam ansiedade e desorientação em mim própria. Eu vejo e realizo que sou responsável por parar/limpar os medos do cancro. Dedico-me a parar de acumular imagens/ideias/experiências dos outros dentro de mim ao perdoar cada um destes pensamentos que são contra mim própria, e parar de projectar essas memórias na minha realidade/Vida. Eu apercebo-me que sou capaz de PARAR as paranoias da mente e de me passar a recriar um e igual com o meu corpo, em auto-disciplina a fazer aquilo que é o melhor para mim, em senso-comum, focada em auto-corrigir os padrões de medo e polaridade da minha mente, de modo a mudar a minha relação comigo própria e a parar de complicar a minha Vida/realidade.

Imagem: Sexologia Clinica, http://sexologia.clix.pt/?p=53043