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DIA 256: Como Parar de Estar Acelerada na Mente e no meu Dia-a-dia




Esta noite sonhei que conduzia na estrada e, ao tentar virar uma curva, tinha saído do viaduto e voado às cambalhotas pelo campo ao lado da estrada, até o jipe parar. Nesse momento, com medo de ver as consequências dos ferimentos, desejei andar para trás no tempo e conduzir mais devagar e não fazer a curva daquela maneira para evitar o acidente.

Ao investigar este sonho, perguntei-me o que é que eu via para além da imagem do acidente. Vejo-me a mim, acelerada na minha mente, a querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo e a desprezar o tempo que as coisas realmente levam a fazer. Vejo também como desejo lidar com o tempo de maneira diferente: desejo ter tempo para não chegar atrasada e para dedicar mais tempo a outras coisas durante o meu dia. Finalmente, vejo o arrependimento de andar acelerada quando o meu corpo começa a dar sinais de stress e de cansaço por participar na energia da mente, dos pensamentos e imaginação.

Esta minha relação com o tempo é, portanto, uma relação de separação, como se o tempo fosse algo separado de mim que eu uso e abuso, embora afinal de contas não seja separado de mim porque o meu corpo está também dependente do tempo - ou seja, o tempo passa e reflecte-se na fome que o meu estômago começa a sentir, na necessidade de descansar, na ansiedade física quando corro para não chegar atrasada e no stress muscular quando passo demasiado tempo focada na minha mente de ideias, imagens e imaginação.

Estar acelerada dentro de mim é um estado mental que requer a minha correção, porque traz consequências para mim e para os outros. Ao andar acelerada na minha mente, a minha noção de tempo é manipulada para corresponder à velocidade quântica da mente, em que as imagens se ultrapassam umas às outras, sem qualquer referência ao tempo real e físico. Por isso, neste processo de correção, eu ajudo-me a alinhar-me ao tempo físico e real, de modo a estar sempre ciente do meu corpo e a garantir que as minha acções são geridas de acordo com o tempo real a cada respiração. Ajudo-me também a usar a mente como um guia para conhecer os meus medos, a minha maneira de funcionar e os meus padrões de pensamento e comportamento. Assim, ao ver o padrão de criar acidentes na minha imaginação eu ajudo-me a parar e a perceber que se estou na mente então não estou ciente do meu corpo/realidade física e por isso estou a colocar-me numa situação propícia a um acidente proveniente de uma distração.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o tempo quântico da mente é real.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar o tempo quântico da mente como uma referência para a realidade e por isso participar na frustração de que as coisas na realidade demoram demasiado tempo a serem feitas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar stress físico no meu corpo ao tentar fazer as coisas de acordo com a imagem do tempo quântico da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o tempo real que as coisas levam e por isso não considerar cada passo e prevenir as consequências de andar acelerada.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido culpar o meu corpo/a mim própria por ser lenta e alimentar o julgamento próprio, quando na realidade eu estou entretida na minha mente de ideias e no tempo quântico em vez de estar totalmente dedicada a viver no tempo real e a fazer as coisas de acordo com a leis físicas, quer seja a conduzir, a andar, a fazer, a crescer, a perceber, a aprender e a mudar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar no arrependimento da mente e de desejar voltar atrás no tempo - o que não é possível e não é real. Apercebo-me que a única maneira de corrigir esta tendência é em mudar a minha relação com o tempo e ajudar-me a estar ciente de cada momento para que cada ação minha seja absoluta, em plena certeza e a ser/fazer o melhor que eu posso. Desta maneira, ao estar ciente de mim e ao estar ciente do tempo real e das leis físicas eu vou evitar criar consequências físicas e não irei participar no arrependimento e no desejo inútil de mudar o passado.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que as consequências físicas (acidentes) são uma punição de Deus e assim evitar ver como eu crio as consequências para mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o passar do tempo que vejo nos filmes (e na minha mente) é real e que é possível ser transposto para esta realidade física sem criar consequências. Eu apercebo-me que eu sou responsável por viver em tempo real e em prevenir consequências de stress e acidentes na minha realidade.

Por isso,

Quando e assim que eu me vejo a imaginar eventos na minha mente, eu páro e respiro. Eu ajudo-me a ver que o tempo quântico da mente não é real e que estou a criar uma realidade paralela e fictícia que me disTRAI desta realidade física no mundo. Por isso, eu comprometo-me a parar de criar e participar em realidades paralelas na minha mente e assim ajudar-me a estar sempre ciente de mim e das minhas ações nesta realidade física.
Quando e assim que eu me vejo a criar uma imagem de mim a fazer qualquer coisa, eu páro a imaginação e respiro. Eu comprometo-me a usar o tempo físico como referência e a fazer as coisas do meu dia-a-dia de forma prática e eficaz de modo a fazer o máximo que posso com o tempo que tenho. Apercebo-me também que ao estar totalmente ciente de mim e das minhas ações, serei capaz de criar soluções para mim própria e assim permito-me fazer mais e melhor do que quando me limito com as ideias e padrões da mente.
Quando e assim que eu me vejo a criar a ideia de acidentes na minha mente, eu páro e respiro. Em vez de ficar "presa" emocionalmente a esta imagem, eu ajudo-me a ver e a investigar o que eu estou a mostrar a mim própria e dedico-me a criar a correção e a mudança na minha relação comigo e com o mundo.
Eu apercebo-me que o constante estado de alerta e de stress é evitável se eu estiver ciente de como a minha mente funciona, ciente do meu corpo e desta realidade física. Por isso, quando e assim que eu me apercebo que estou num estado de ansiedade, eu páro e respiro. Eu uso esta manifestação como um indicador de que estou separada de mim/do meu corpo/da realidade física e ajudo-me a parar de participar na mente e, com a ajuda da respiração, eu volto para mim, para o meu corpo, para a Vida Aqui, ciente de cada respiração e da minha ação.

Fotografia de João Maria Alves

Sites que eu recomendo:
http://lite.desteniiprocess.com/ Curso gratuito de Auto-Conhecimento 
http://forum.desteni.org/ Forum de participação, perguntas e respostas





Dia 169: Ganhar prática a pensar nas coisas com antecedência


Dar tempo ao tempo ou dar tempo a mim própria? Pensar nas coisas com antecedência e dar tempo a mim própria para me preparar é algo que requer prática e... Vale a pena não deixar tudo para a "última da hora"!
Só recentemente comecei a mudar os meus hábitos em relação ao tempo - fui de certa maneira obrigada a mudar porque o meu emprego actual implica um elevado nível de preparação e uma boa gestão do tempo e de pessoas. Porque é que vale a pena pensar nas coisas com antecedência? Porque dou-me a oportunidade de aperfeiçoar os planos, de corrigir elementos, de evitar o stress dentro de mim, de aprender com os erros e ainda ter tempo para aplicar as soluções!
Por experiência própria vejo que pensar nas coisas com antecedência não é algo natural em mim porque nunca fui treinada/educada para tal - por isso quando eu agora veja que estou a desleixar a minha consistência significa que não me estou a dedicar a mudar o mau hábito de deixar tudo para a última...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido praticar até agora uma cultura de corrida contra o tempo e de deixar as coisas para a última.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que eu tenho criado stress para mim própria e instabilidade física desnecessariamente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manter o padrão de deixar tudo para a última quando por experiência própria eu sei que é stressante e egoísta porque acabo por projectar nos outros o meu stress e a minha falta de organização.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido puxar por mim para fazer as coisas com tempo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido estar relaxada quando tenho muito tempo para fazer as coisas e depois entrar em stress quando vejo que o tempo começa a ser apertado, em vez de me dedicar a 100% mesmo quando ainda falta bastante tempo para completar a minha tarefa.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar no conforto de fazer as coisas em "cima da hora" e ter aparentemente bons resultados - apercebo-me agora que apesar do resultado final ter sido OK o meu stress físico era escusado.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ajudar a superar a minha falta de pontualidade a partir do momento em que eu vi e senti o stress que isso causa.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter esperança que para a próxima eu seja pontual sem realmente fazer o esforço de mudar o meu comportamento!

Quando e assim que eu me vejo a participar no pensamento de "tenho tempo suficiente" ou "faço mais tarde" em relação a coisas que requerem a minha atenção e preparação, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que é para o meu próprio bem garantir que estou a cuidar daquilo que eu faço, dos meus projectos e dos meus planos mesmo quando tenho tempo suficiente para os realizar. Realizo também que o "tempo suficiente" tem de ser estipulado em honestidade própria para eu não sabotar as minhas próprias ações.

Quando e assim que eu me vejo a pensar que 1 hora chega para fazer as minhas coisas quando, por experiência própria, eu vejo que não será tempo suficiente, eu páro, eu respiro e nesse momento eu permito-me dar-me mais tempo para fazer aquilo que tenho de fazer para evitar repetir o padrão de deixar as minhas coisas para o último momento.

Quando e assim que eu me vejo a ter a memória que "da última vez não houve problema chegar tarde ou fazer as coisas à pressa", eu páro e respiro. Eu comprometo-me a garantir que dou tempo a mim própria para completar as coisas em plena estabilidade interior para garantir que estou em igualdade com aquilo que eu faço. Apercebo-me agora que, ao pensar que está tudo bem quando na realidade estou instável e acelerada por dentro, estou a ser desonesta comigo própria e estou a pensar nas minhas ações separadas de mim própria.

Eu comprometo-me a dar tempo a mim própria para fazer as coisas o melhor possível sem que a limitação "falta de tempo" seja usada como uma desculpa. Eu comprometo-me a tomar responsabilidade por mudar a minha relação com as coisas que eu faço e a abraçar os meus planos com a antecedência necessária para, quando o momento chegar, eu estar ciente e descansada que preparei tudo, tomei todos os elementos em consideração e que tomei em consideração toda a gente envolvida.

Eu dedico-me a aplicar estas realizações em tudo aquilo que eu planeio e tenho de fazer, tanto no meu dia-a-dia pessoal como nas minhas tarefas profissionais. Ou seja, eu dedico-me a estar em unidade e igualdade com as minhas realizações e praticá-las na minha realidade para finalmente mudar os meus padrões de pensamento e as minhas ações para SER e FAZER o melhor  de mim.



DIA 165: Desejo pela perfeição que não passa de uma imagem


Até agora tenho andado numa corrida constante comigo mesma e que só recentemente me apercebi que podia ser vencida - não por participar nela, mas por mudar a minha atitude para comigo mesma. Ou seja, até recentemente acreditava que as imagens da mente serviam um objectivo a seguir, como se fosse um guião que realmente me ditava aquilo que eu podia ou não fazer, aquilo que era certo e errado, o resultado das minhas ações e a noção de tempo que as coisas levavam. Foi através deste último elemento - o tempo - que me comecei a aperceber da luta que se passava em mim que a ninguém beneficia. Não é por acaso que as imagens da mente são frequentemente desfasadas da realidade, ou que sentimos a frustração de não conseguirmos realizar as coisas que foram idealizadas na mente. Mas este desejo de ser-se visionário e de se trazer para esta realidade aquilo que vai nas mentes humanas é perigoso e doentio - o tempo da mente NÃO é o tempo físico, a força da mente não é a força física, a velocidade da mente não corresponde àquilo que é sustentável aos corpos físicos. Ao seguirmos a velocidade da mente estamos a massacrar o nosso corpo - sinais de stress no meu corpo e uma sensação repentina quando o coração começa a bater demasiado depressa, ou quando atropelo as palavras por querer falar tão rápido como as palavras que voam na mente. Todos estes são indicadores de desfasamento com a realidade física e com o MEU corpo físico! Quantas vezes não estamos aqui e a nossa mente noutro lugar qualquer? E se não estamos atentos ao nosso corpo, como é que garantimos que tomamos conta de nós próprios? A resposta é simples e ao mesmo tempo desafiante - conseguir estar ciente da respiração a cada momento que passa.
As imagens de aparente perfeição da mente não são reais - Tomemos como exemplo a simples ação de cozinhar - penso em fazer o jantar em 20 minutos e, na minha mente, os tais 20 minutos dão perfeitaMENTE para fazer tudo. O que acontece é óbvio: passados 20 minutos, olho para o relógio e reajo comigo própria porque não fui rápida o suficiente. Começo a pensar que não sou suficientemente boa na cozinha, que cozinhar é uma perda de tempo e que alguém vai estar à minha espera porque eu tinha dito que só demorava 20 minutos. De um momento para o outro, a esperança de conseguir fazer tudo em 20 minutos passa a ser uma corrida contra o tempo e contra mim própria. Estou a contar os minutos enquanto corto com uma faca (err, não é boa ideia), reajo com aquele que me relembra que já passaram 20 minutos e começo a pensar que para a próxima encomendo uma pizza. Nãaaaaao! Aquilo que supostamente era uma imagem de perfeição - preparar os legumes e fazer uma sopa do princípio ao fim em apenas 20 minutos tornou-se num pesadelo de stress e de obrigação. A certa altura já não estava presente, já não me estava a divertir, já não me estava a dedicar. Comecei a sabotar a minha expressão a participar no arrependimento de ter começado sequer a cozinhar  e a culpar tudo à minha volta por me estar a atrasar, mas fui só eu quem permitiu criar tal limitação em mim própria.

E como estes há muitos exemplos de como seguir-se a ditadura da mente não beneficia ninguém. Os altos e baixos de esperança VS frustração e stress são auto-destrutivos. E tenho visto que até agora a minha vida tem sido composta de altos e baixos baseada nesta corrida atrás das imagens da mente que eu tenho acreditado ser o máximo que eu posso e devo fazer.

Quem eu sou fora da mente? Como é que eu agiria se estivesse ciente do tempo que eu realmente levo a fazer as coisas fisicamente? Quão rápida sou se estiver plenamente focada na minha ação física e não nas conversas da mente? Tenho dado a resposta a mim própria ao estar focada na minha respiração. Nisto, tenho-me apercebido que quanto mais física eu estou (ciente do mundo à minha volta, ciente da minha respiração, ciente das minhas ações), mais me dedico à minha ação e por isso mais gozo tenho ao fazê-la, como se a minha ação fosse uma continuação de mim própria em estabilidade.

Estas realizações e a aplicação da respiração no meu dia-a-dia têm sido essenciais no meu emprego que requer a gestão de vários projectos ao mesmo tempo e uma total dedicação na preparação de todos os detalhes para que seja tudo tomado em consideração. It is a work in progress / in process...

Reparo também que a minha comunicação está a ser mais clara porque já não ponho cá para fora os pensamentos soltos da mente - em vez disso, eu primeiro procuro compreender aquilo que se passa e, depois, sou capaz de comunicar e explicar com clareza.
O mesmo acontece com a velocidade da fala - lembro-me de ouvir o João dizer  que às vezes não percebe aquilo que eu digo porque eu engulo as frases ou porque faço com um comentário "vindo do nada". Quando isto agora se passa, em vez de reagir ofendida, eu comprometo-me a tomar esse alerta como um apoio para que eu me foque na minha respiração e que não tente seguir desalmadamente a mente - em vez disso, eu dou-me direção a cada respiração, dedico-me a dizer cada palavra com clareza, a realmente estar ciente das palavras que eu estou a dizer/viver e a falar um e igual à velocidade dos meus lábios e língua.

A mente serve então de indicador do meu estado pessoal para que eu veja os medos que ainda permito em mim, veja as noções e ideias que criei para mim própria e veja os padrões em que eu tenho participado - Ao realizar que a mente não é o melhor de mim e não me traz a estabilidade e perfeição na minha vida, eu comprometo-me a usar estes indicadores em auto-ajuda para finalmente ver onde é que posso/tenho de mudar para o meu próprio bem/para a minha criAção em estabilidade e real perfeição física.



DIA 157: Soluções práticas para gerir o meu tempo e dar-me direção a cada ação


Após ter escrito em honestidade própria sobre os pontos que até agora eu tenho repetido como hábitos da mente, tornou-se claro para mim que preciso de ser/criar a solução para cada um deles.

Quando e assim que eu me vejo a pensar que preciso de fazer uma coisa e pensar para mim própria "faço mais tarde", eu páro e respiro. Em vez de simplesmente descartar esta ação para a noite (como se tivesse todo o tempo do mundo), eu tomo nota da ação para que não me esqueça de a fazer. Tenho assim uma nota física que me relembre dessa tarefa assim que houver um momento livre do meu dia, sem arriscar que esta fique perdida nos "desejos da mente".

Quando e assim que eu me vejo a pensar que "farei algo enquanto faço outra coisa", eu páro e respiro. Eu apercebo-me que eu faço uma ação enquanto Respiro, e que faço a outra tarefa enquanto Respiro - qualquer coisa mais do que isto será double booking e querer fazer coisas distraída de mim própria.

Eu comprometo-me a parar o hábito de pensar e imaginar-me a fazer uma coisa enquanto na realidade estou a fazer outra. Em vez disso, eu começo a planear cada uma das minhas ações antecipadamente, ciente que a minha eficácia é o resultado de todo o processo de planeamento. Apercebo-me que posso dedicar este plano de ação em tudo aquilo que eu faço, desde as tarefas da casa, ao trabalho ou até mesmo um jantar com amigos.

A outra coisa que eu também me dedico fazer é a trazer o futuro para o momento em que me encontro e perguntar-me: "o que é que eu preciso para que esta ação seja completada; o que eu que eu preciso de preparar com antecedência para que nada falte; o que é que posso fazer já para facilitar o momento da ação?"

Quando e assim que eu me vejo a pensar fazer duas coisas ao mesmo tempo, eu páro, respiro e vejo se, em honestidade própria e de acordo com o tempo que eu tenho disponível, é realmente possível ou se estou a tentar agradar a outra pessoa.

Quando e assim que eu me vejo a desejar agradar o outro quando penso em largar tudo para fazer a ação que me é pedida, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que cada uma das minhas tarefas e daquelas que eu adoptei dos outros têm igual relevância e que, portanto, não é justo largar tudo num impulso para agradar uma personalidade. Em vez disso, eu dou-me algum tempo para analisar a urgência do pedido (ou seja, a urgência do tempo que a tarefa necessidade ser completada) e a partir daqui tomo a decisão de a fazer imediatamente ou de a agendar tendo em consideração todas as outras tarefas que eu já tinha adoptado e planeado fazer.

Eu comprometo-me a assimilar cada compromisso como uma prioridade individual, sendo que cada uma requer igual atenção e dedicação da minha parte. Sendo assim, apercebo-me que no momento em que eu aceito uma tarefa, eu comprometo-me a adoptar a ação como sendo minha e a inclui-la na minha lista de tarefas e no cálculo do tempo que eu tenho disponível.

Quando e assim que eu me vejo a dizer que as coisas levam 15 minutos quando na realidade levam 30 minutos, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estou a evitar ser realista para não decepcionar o outro, quando na realidade estou ser desonesta em nome do interesse próprio só para evitar o conflito. Em honestidade própria eu vejo que qualquer reação que o outro tenha sobre o tempo que as coisas levam é da responsabilidade dele. Foco-me portanto em ser honesta comigo própria e com o outro em relação ao tempo que as coisas levam realmente a fazer. 



DIA 145: O mistério por trás da falta de pontualidade

A falta de pontualidade é a consequência de todo um processo de acumulação de medos e stresses da mente. Neste vlog eu começo por abrir este ponto e a ver as camadas que até agora têm sido "mascaradas" pela ideia/distração da falta de pontualidade.


DIA 144: A pontualidade não é a questão





Tenho acreditado que ser pontual seria a solução para todos os meus problemas mas agora vejo que esta é a ponta do iceberg. A pontualidade (ou a falta dela) não é o problema - é antes a consequência de outros padrões que até agora eu estava distraída a culpar-me e a julgar-me pelo hábito da falta da pontualidade.

Como a Sunette me disse, eu tenho usado a pontualidade como uma distração dos pontos que realmente requerem a minha atenção, tais como os medos e stresses.
O medo de chegar atrasada activa uma espécie de cegueira em mim e deixo de ver as coisas em senso comum. Como se passasse a ser normal querer agradar os outros, com base na culpa de tê-los feito esperar por mim; ou fazer as coisas à pressa numa cena com estilo de filme; acreditar que tenho de fazer horas extra para compensar o meu atraso; e passar a vida a compensar o passado.

Enquanto eu estava na Quinta, fiquei ciente de como o meu andar é sempre apressado, como se estive sempre neste nervoso miudinho - até agora, esta postura de gelatina era normal - a imagem que tenho é a de um polvo a querer chegar a muitas coisas ao mesmo tempo. Se eu não estou estável em mim, como posso estar estável para os outros?
E mesmo com dois braços, duas pernas, dois olhos, duas orelhas, duas narinas, duas mão, ainda penso não ter tempo para fazer tudo aquilo que eu preciso de fazer. 

Não será da minha responsabilidade garantir que alinho o tempo que eu tenho, com o tempo em que estamos, a fazer aquilo que está ao meu alcance aqui e agora?

A frustração projectada na pontualidade reside também na ideia de desejar fazer o impossível e, nos casos em que supero esse tal impossível, é como se me sentisse um herói e assim se alimenta o ego com a ideia que o puzzle da vida faz sentido. Não - a história aqui é mais simples - eu criei o puzzle e agora entretenho-me a juntar as peças, como se me fizesse despercebida e não soubesse que afinal eu sei/sou sempre a solução para mim própria.

DIA 143: O medo de não ser pontual



Esta sempre foi uma luta. Perguntava-me e ainda me pergunto: como é que eles conseguem? Como é que as minhas amigas conseguem chegar a horas? E ainda por cima antes da hora!

Esta luta interna durou até há bem pouco tempo. Abri este ponto durante o fim de semana entre conversas, escrita, choro e entendimento... E o ponto esteve sempre aqui, mesmo à minha frente, em cada passo, em cada pensamento, em cada plano do dia seguinte, em cada memória e stress de ser sempre a última a chegar à sala de aula.

Até agora parava na culpa dos pais - "chego atrasada porque não m levam a tempo". Ao viver sozinha, continuei a chegar tarde: A tendência de me imaginar a não acordar a horas - a imagem de acordar, olhar para o relógio e ser a hora de estar a chegar ao trabalho! Que pesadelo de cada dia... Mas já não havia des-culpa. Culpar o passado não ajuda no presente. Vivo o padrão em carne e osso e o stress é real. A insegurança de não chegar a horas, de imaginar imprevistos como se o mundo inteiro estivesse contra a minha capacidade de chegar a horas. Imagino até o cúmulo de chegar antes da hora e, por alguma contra-tempo, acabo por ficar pelo caminho! E assim aceitei a ideia de "não sou pontual; a pontualidade não é para mim." Cheguei ao ponto de deixar de usar relógio, por pensar que nem o tempo me controlava, como se pensar ser livre me fizesse menos escrava. O pior cego é aquele que não quer ver... Escrava da memória de chegar tarde aos sítios, da imagem do stress de fazer tudo a correr, do medo de reviver essa frustração, da vergonha de não cumprir a minha palavra, da resistência em não conseguir fazer aquilo que eu planeei!

A dimensão do medo:
O medo de reviver a imagem de olhar para o relógio e estar a sair à hora que eu combinei estar no sítio combinado.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar na minha mente a ideia de que vou acordar em cima da hora na manhã seguinte e participar na ansiedade como se aceitásse que vou criar uma realidade contra mim própria.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido tomar a decisão de mudar a imagem que eu criei de mim própria em relação às horas e, assim, recriar esta relação parar ser uma relação de cooperação.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido castigar-me com a ideia que vou chegar tarde porque me deitei tarde, e assim permitir que a minha manhã seja definida pela minha noite, em vez de me dar direção a cada momento da minha respiração/que estou aqui.

Quando e assim que eu me vejo a pensar que se me deitar mais tarde do que a hora que sou suposta ir para a cama é sinal que tenho uma desculpa para me atrasar de manhã, eu páro e respiro. Apercebo-me que estou a criar justificações para uma situação que não existe mas que estou deliberadamente e aceitar criá-la para mim. Vejo que estou deliberadamente a criar o contrário daquilo que realmente quero fazer, porque não estou a fazer aquilo que é o melhor para mim.
Quando e assim que eu me vejo a participar no stress da imagem de mim a fazer tudo à pressa de manhã, eu páro e respiro. Em vez disso, eu permito-me planear a manhã da melhor maneira e com soluções práticas, por exemplo, escolher a roupa do dia anterior, arrumar o quarto de modo a ter o caminho desempedido de manhã, ter as coisas à mão para o dia seguinte, por exemplo.
Quando e assim que eu me vejo a imaginar que o meu telemóvel tenha uma falha e não toque o alarme, eu páro e respiro. Em vez de arquitectar justificações para me atrasar, eu posso simplesmente ter um segundo despertador e comprometo-me a viver a decisão de acordar com qualquer um dos dois despertadores. Quando e assim que eu me vejo a pensar que vou esperar pelo segundo toque, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que é aqui que reside a "porta aberta da mente" em que afinal tenho permitido a hipótese de não acordar com o primeiro despertador!
Eu comprometo-me a tomar a decisão de acordar à hora x e de realmente me levantar à hora x, sem me permitir arranjar desculpas para não o fazer, como por exemplo a ideia que me deitei mais tarde do que era suposto. Eu apercebo-me que sou responsável por parar o padrão da justificação da mente, e simplesmente fazer as coisas em senso comum - eu comprometo-me a acordar com tempo suficiente para tomar conta de mim de manhã, passo a passo, a cada respiração.


A continuar...


DIA 114: Deixar para depois mas o "depois" é nunca


Dizer a mim própria que - Amanhã é que vou chegar a horas, é o primeiro passo para mentir a mim mesma. Primeiro tenho de decidir o que é que vai mudar em mim para que o resultado da minha ação deixe de ser o atraso.

Este padrão da falta de compromisso comigo própria tem-se ultimamente manifestado em relação ao Agreement Course, como se me deixasse afundar dentro de água porque não me mantenho estável à superfície - este é literalmente o peso da acumulação do tempo a passar e a sensação que não faço tudo aquilo que quero fazer. Apercebo-me que esta é uma consequência e um indicador do padrão da procrastinação, baseado em imagens das duas polaridades: a imagem de mim a deixar para depois; e a imagem de mim a ter completado a minha tarefa - A única coisa real no meio disto tudo é a minha ação ou, neste caso, o facto de fisicamente adiar a ação.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar a ideia/imagem de mim a não fazer aquilo que eu havia prometido a mim própria. Apercebo-me que esta desonestidade própria é o ponto de partida para comprometer a minha ação e acabar por perder a confiança em fazer aquilo que eu sei ser o melhor para mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sabotar o meu processo ao ter aberto a hipótese de adiar os meus exercícios do curso para a noite seguinte, sendo que neste momento eu tenho as condições para o fazer. Vejo que este desleixo é a consequência de ter aceite em mim a hipótese de abrir uma excepção para mim própria, deixando a minha Vida para segundo plano e deliberadamente desvalorizara minha decisão de viver aquilo que é o melhor de mim. Apercebo-me que o meu processo de auto-realização e de direção própria só depende de mim e que qualquer atraso ou instabilidade na minha auto-dedicação no curso é total responsabilidade minha.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tentar compensar o meu desleixo com a ideia que "um dia" vou dedicar "a noite toda" a fazer o exercício completo - realizo que estou a imaginar a outra polaridade do desleixo sem qualquer indicador que eu vou DE FACTO mudar e DE FACTO dedicar o tempo a faze-lo. Ou seja, vejo que não me estou a ajudar a criar a consistência e disciplina na minha dedicação porque continuo a alimentar esta ilusão com base na justificação que "amanhã" irei fazê-lo, em vez de aplicar esta decisão AGORA, ou garantir que organizo o meu tempo de outra maneira para que eu não repita a procrastinação.

Ao escrever sobre este ponto pergunto-me:
De onde é que eu me habituei a ser passiva em relação ao incumprimento de horários e daquilo que era suposto eu fazer?
Associo este padrão imediatamente à falta de pontualidade a ir para a escola. Vejo agora que se tinha criado uma rotina matinal que claramente não resultava para que eu começasse a chegar a horas.
Em relação ao agreement course, esta resistência a mudar a minha gestão do tempo indica que eu me estou a esquecer de mim, porque por experiência própria eu realizo que é através da escrita que eu me apercebo dos padrões da mente e eu recrio quem eu sou em honestidade própria.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sobrepor as minhas prioridades com outras ações quando em honestidade eu vejo que é a mim que eu me estou a enganar e a evitar cumprir o horário que eu criei para mim própria - tal e qual um jogo da mente em que me desafio a mim própria, em vez de estar um e igual com a decisão que eu tomei sobre fazer o exercício do curso à noite e VIVER a decisão por mim e para mim.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido criar uma solução prática que é a de me sentar e começar a escrever e, com a ajuda da respiração, parar qualquer tendência para abrir o facebook, ou decidir ir comer, quando na realidade sei que tudo isso são maneiras de me distrair de mim própria.

Quando e assim que eu me vejo a colocar a minha escrita em segundo plano, eu páro e respiro. Eu estou ciente que tudo o que eu faço durante a minha vida é com base em quem eu sou, logo, trabalhar em mim, conhecer-me e aperfeiçoar quem eu sou é o primeiro passo para uma mudança constante naquilo que eu faço. Tenho-me apercebido que escrever o perdão-próprio e fazer o curso é dos melhores apoios para ver quem eu me tornei na minha mente consciente e criar a solução para mim própria a cada momento, em auto-correção e ao dedicar-me a mudar para o melhor de mim.

Quando e assim que eu me vejo a "cair" na distração da mente que na maioria das vezes é em abrir o facebook ou a pensar que tenho fome, eu páro e respiro. Eu dedico-me a continuar a escrever sem interrupções da mente, e participo na escrita física, sem me distrair de mim própria, nem das palavras nem do meu corpo dedicado a escrever.

Quando e assim que eu me vejo a imaginar-me a escrever no dia seguinte, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta projeção para o dia seguinte não é real e que funciona apenas como um conforto da mente ilusório, pois eu não consigo controlar completamente que amanhã terei o mesmo cenário com tempo e condições para escrever sobre este ponto - aliás, eu apercebo-me que se resolver este ponto agora, amanhã será a altura de aplicar a minha auto-correção.
Eu comprometo-me a re-escrever o meu guião a cada respiração. Neste caso, eu dedico-me a parar a procrastinação da escrita e a fisicamente a ligar o computador e a fazer o exercício, e garantir a mim própria que durante essa hora será o tempo dedicado a este exercício. Eu apercebo-me que esta dedicação depende de mim e que qualquer distração é estar a sabotar a confiança em mim própria como VIDA. Curiosamente eu vejo que acabo por dedicar mais atenção aos outros do que a mim própria, o que é um indicador de desigualdade e ilusório - a única maneira de eu ajudar os outros é a tornar-me um exemplo de honestidade própria e Vida para mim própria primeiro.

Quando e assim que eu vejo que estou a adiar o meu exercício do curso para o dia seguinte com base em imagens, eu páro e respiro. Eu estou ciente que estou a enfrentar o padrão da procrastinação e vejo que tenho a oportunidade de naquele momento parar de participar no padrão e de facto começar a escrever, sem rodeios nem preparações, e simplesmente fazer o meu "trabalho de casa" que me comprometi fazer. Apercebo-me que somente a mente-consciente é baseada na energia do  passado e em ideias que alimentam a esperança oca de um futuro imaginário, quando na realidade eu tenho-me aqui a cada momento. Logo eu recrio em mim a vontade própria de mudar os meus hábitos  a cada momento e de viver a decisão de me ajudar a cada momento a aplicar em mim as ferramentas da escrita, do perdão próprio e de fisicamente viver em auto-correção.

Finalmente, quando e assim que eu me vejo a participar no conforto e justificação baseados na ideia que da última vez adiei e que por isso desta vez "não faz mal", eu páro e respiro. Eu apercebo-me que só a mim me estou a enganar porque estou a criar um hábito que não é o melhor para mim, em vez de dar direção a mim própria e andar o meu processo de me tornar Vida e para isso dedicar-me a desconstruir as personalidades que me suprimem. Na maioria das vezes, basta apenas parar os pensamentos da mente, respirar fundo e dedicar-me a escrever sem permitir qualquer resistência para completar a minha ação.

DIA 102: A resistência a ser auto-disciplinada



Em relação à disciplina própria (ou autodisciplina), apercebo-me a uma das consequências que durante anos eu tenho recriado para mim própria são a falta de pontualidade e a indecisão, porque não me permiti educar a ser assertiva comigo própria, naquilo que eu decido para mim e viver a decisão de mudar as aceitações e permissões para criar uma realidade que seja melhor do que aquela que tem sido até agora.

Apercebo-me que a resistência a ser autodisciplinada é uma resistência da mente. Durante anos acreditei que ir ao sabor do vento era algo fascinante e imprevisível - agora apercebo-me que a imprevisibilidade vai dar sempre aos mesmos padrões e que o fascínio é ilusório. Aquilo que neste momento me fascina é conhecer as ilusões da mente e mudar, isto é, começar a dar direção a mim própria e a sair dos padrões a que até agora eu me tenho definido/limitado.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitir realizar que a autodisciplina começa a cada respiração, sendo que eu sou responsável por respirar consistentemente para que o meu corpo esteja estável e funcione na sua plenitude.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ser disciplinada comigo própria quando estou em Portugal, com base na ideia de como devia ser para corresponder às memórias de como eu agi durante anos, em que ignorei escrever todos os dias e acreditei não saber aquilo que era o melhor para mim nas ações que tomava. Apercebo-me que uma das coisas que me distraem de mim própria é o apego emocional às coisas, às pessoas e aos sitios, que até agora justificavam a falta de senso comum na tomada de decisões - apercebo-me também que o apego emocional é com base no medo da perda, como se certas situações me trouxessem um conforto que eu temo perder.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido viver a decisão de ser pontual ou de fazer aquilo que eu havia planeado para mim em determinadas situações. Apercebo-me que me distraio com as horas quando estou em casa em Portugal, com se ignorasse o passar do tempo. Ao ignorar o tempo, eu estou a ignorar-me a mim, a minha respiração e quem eu sou a cada momento, assim como ignoro os outros e quem eles são a cada momento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido enganar-me a mim própria a manipular a minha direção e querer esticar o tempo ao limite, sempre com base no medo de perder "esta oportunidade" de estar aqui, quando na realidade quem eu sou não está dependente do local.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido recriar a minha ação com base nos princípios da honestidade própria e da autodisciplina que eu sei por experiência própria são o melhor para mim, que é ser o exemplo para mim própria e dar-me direção a cada respiração, ciente daquilo que eu faço e de quem eu sou a cada momento. O conforto da mente é como uma nuvem de conforto que não é real, porque só existe na minha memória!  Eu apercebo-me que as própria definições de quem eu sou ou de como eu me devo comportar só existem se eu continuar a participar nelas.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que as pessoas mais velhas ou os meus pais ou até mesmo amigos de longa data sabem melhor aquilo que é o melhor para mim do que eu própria. Apercebo-me também que o medo de ser directa para com as pessoas mais velhas ou os meus pais é com base na ideia que eles sabem melhor o que eu deva fazer do que eu própria, em vez de eu própria me questionar sobre a origem da minha indecisão e trabalhar este ponto primeiro, antes de assumir que "não sei decidir por mim".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a autodisciplina é algo contra mim própria, quando na realidade, eu sou responsável por respirar a cada momento incondicionalmente - ou seja, a audisciplina já existe de dentro para fora (respiração-ação). A mente, pelo contrário, é desorganizada e confusa e, caso não me dar direção a viver a cada respiração, as emoções da mente alteram os batimentos cardíacos e a consequência sou eu a recriar instabilidade de dentro para fora.
A autodisciplina como vida é a responsabilidade pela vida.

Quando e assim que eu me vejo a ser influenciada por apegos emocionais e memórias de como as coisas têm sido, eu páro e respiro. Neste momento, eu dou-me a oportunidade de recriar a minha realidade com base naquilo que está aqui e que à luz do senso comum as decisões se tornam mais óbvias, em que o senso comum é fazer aquilo que é comum a todos nós e em que eu vivo a decisão de ser honesta comigo própria como Vida e sem os condicionalismos na mente.

Quando e assim que eu me vejo a "esticar o tempo" e justificar a falta de noção das horas com o apego emocional, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que não estou a considerar os outros à minha volta e que esta é uma forma de manipular o tempo dos outros. Apercebo-me que a falta de autodisciplina é depois manifestada na falta de claridade na minha comunicação dos planos, visto que deixo portas abertas à alteração dos planos. Logo, quando e assim que eu me vejo ao considerar a mudança de planos e das horas, eu comprometo-me a informar os outros que estão comigo, de modo a parar de manipular a vida dos outros com a minha falta de responsabilidade. Eu apercebo-me que a mente só tem "poder" quando é silenciosa pois, ao comunicar a alteração dos planos vai ser claro para mim que esta mudança é baseada em apego emocional, memórias e medos da mente. Assim, eu apercebo-me que no momento em que eu me torno ciente dos padrões da mente eu tenho a oportunidade de parar a minha participação como mente e de me permitir agir aqui como Vida e a viver a decisão de ser o meu próprio exemplo de honestidade própria.

Quando e assim que eu me vejo a justificar a falta de disciplina em relação ao cumprimento dos planos e das horas com o medo de perder a oportunidade, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta justificação é de facto baseada no medo da morte, minha e dos outros, que é como um ultimato da mente a mim própria que justifica a repetição dos padrões do passado. Apercebo-me que esta é uma resistência a mudar de atitude nas minhas permissões e aceitações. Quando e assim que eu me vejo perante uma situação em que me sinto obrigada a participar nas memórias e em fazer aquilo que tenho feito até agora, eu páro e respiro. Eu dedico-me a parar o apego emocional e a ver as coisas como elas são, sem medo de agir de modo diferente das memórias. Eu apercebo-me que o conforto das memórias é a ilusão da repetição, em vez de me questionar sobre a validade e honestidade de tal padrão.

A disciplina comigo própria em caminhar este processo e corrigir cada padrão de desonestidade própria reflectir-se-á na consistência da minha ação e na minha estabilidade em tudo o que eu digo e faço. Ao trabalhar na minha autodisciplina em viver cada momento em autocorreção, eu estou a recriar a minha autoconfiança e a garantir que me torno no meu próprio exemplo de Vida.