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DIA 249: Se eu soubesse aquilo que eu sei hoje...

Apercebi-me desta lenga-lenga na minha mente enquanto eu falava com uma amiga sobre o meu processo e em como eu me permito ainda sentir frustrada quando descubro um ponto em mim que eu desejaria saber mais cedo, com base na ideia de que as coisas poderiam ter sido diferentes/melhores  caso eu estivesse ciente desse ponto em mim. Ao dizer isto, reparei também como isto não passa de uma ideia e, em honestidade-própria, é uma justificação para me manter exactamente no mesmo ponto de auto-vitimização, arrependimento e esperança. Esta é a minha mente e estou a abrir-me para mim, a cada dia, a cada respiração, a cada momento que eu decido viver este processo em plena dedicação própria e aplicação.

Se eu soubesse aquilo que eu sei hoje... o que é que seria realmente diferente? Vendo bem, tenho vários exemplos na minha actual dia-a-dia nos quais eu não aplico aquilo que eu sei: apesar de saber e ter provas em mim de que escrever para mim própria e escrever o perdão próprio sobre os pensamentos e emoções é de facto o melhor para mim, não o tenho feito todos os dias; apesar de saber que é saudável fazer desporto regularmente nem sempre planeio a minha semana de modo a dedicar tempo a essa prática; apesar de saber que avanço no meu processo a fazer os cursos do Desteni tenho tido enorme resistência em fazê-los; apesar de saber que eu estou ciente de mim a cada respiração ainda há grande parte do meu tempo a ser "vivida" em piloto automático... Ou seja, esta sabedoria é irrelevante se não for aplicada. Por isso, é inútil eu sabotar-me a dar azo a esta conversa da mente de "se eu soubesse antes"... Em vez disso, quando eu vejo um ponto novo em mim, posso agradecer-me por ter chegado a este ponto e dar-me esta oportunidade para mudar daqui para a frente com base nessa realização.

Outra coisa que vejo é o valor que dou à sabedoria da mente quando, na realidade, esta não é aplicada e acaba por se transformar em culpa por estar ciente da minha própria desonestidade! Para que é que eu preciso de me agarrar a esta ideia de saber qualquer coisa se isso não for transformado em mudança de hábitos por exemplo? Se eu sei que escrever é-me benéfico para acalmar a mente e dar-me espaço/tempo para ver as coisas por mim própria, porque é que eu pura e simplesmente não começo a escrever!
Penso bastantes vezes que, se tivesse sabido das coisas do Desteni antes da faculdade, teria utilizado o meu tempo livre de forma diferente e começado a lidar com a minha mente em momentos de desespero, solidão, incerteza e medo, típicos da fase da adolescência. Aquilo que eu vejo é que essa fase não tem necessariamente de ser complicada, mas pouco se partilha, pouco se fala, pouco se conhece sobre a mente e sobre as maneiras de nós nos conhecermos e ajudarmo-nos a nós próprios.

Por isso:

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar e participar na conversa da mente sobre desejar saber algo há mais tempo com base na esperança e ideia de que isso teria mudado alguma coisa.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que é irrelevante imaginar como é que eu teria feito as coisas de maneira diferente quando por experiência própria eu vejo que mesmo agora ainda continuo a repetir padrões e a desprezar a minha própria honestidade própria. Realizo então que independentemente de saber dos pontos com os quais eu tenho de lidar, trata-se de me tornar na vontade própria de mudar, de realmente puxar por mim para parar os pensamentos automáticos e de sair dos hábitos da minha mente.
Eu perdoo-me por me permitir e aceitar criar uma realidade paralela na minha mente baseada na ideia de como eu as coisas podiam ter sido diferentes, em vez de ver que ao alimentar esta imaginação eu estou a permitir continuar distraída de mim própria e, portanto, a continuar "perdida" na mente, com esperanças do típico "e se"...

Apercebo-me também que esta conversa da mente surge como uma distração em mim; por isso, em vez de alimentar a imaginação de como é que teria sido, eu foco-me naquilo que eu vou fazer e mudar daqui para a frente.
Em momentos em que me apercebo de um ponto, eu comprometo-me então a ser honesta comigo própria e a pôr em ação essa realização, sem perder tempo na mente com ideias de como é que eu podia já ter feito tal mudança antes. O momento de mudar é o momento em que me permito ver essa nova opção em mim, essa nova perspectiva e essa solução para mim própria. Para quê adiar fazer e ser aquilo que é o melhor para mim?
Quando e assim que eu me vejo a participar na conversa da mente de "quem me dera saber isto antes" eu páro e respiro. Eu investigo em mim aquilo que eu desejaria que acontecesse antes e investigo o que é que eu posso realmente fazer aqui e agora. Por experiência própria, passar muito tempo em planos da mente é desgastante e é um pneu furado que não me leva a lado nenhum. Em vez disso, eu posso começar por escrever o padrão que eu enfrento, ver os pontos negativos e positivos aos quais eu ainda tenho uma ligação de arrependimento e desejo, e ver o que é que eu posso fazer para lidar com este ponto de modo a aplicar a realização numa mudança prática e de auto-apoio na minha actual realidade. Eu finalmente vejo que o meu futuro depende em quem eu me torno a cada momento e, para que o meu futuro seja vivido em honestidade-própria, eu terei de ser honesta comigo-própria aqui e agora, sem adiar o meu processo, e em garantir que crio/sou a minha fundação estável para me expandir como o potencial de Vida que eu sou/somos.


No próximo artigo irei escrever sobre a tendência de pensar que seria mais fácil estar numa posição, num tempo ou num lugar diferente daquele onde eu estou.



DIA 238: De volta ao básico: Porquê o sexo?




Há perguntas que cada um de nós pode fazer a si próprio para se conhecer melhor na sua relação com o sexo:
Porquê fazer sexo? Quem é que eu sou no sexo? Como é a minha relação com o meu corpo durante o sexo? O que é que eu julgo no sexo? O que é que eu procuro no sexo? O que é que eu gosto no sexo?

Já alguma vez te colocaste estas questões, ou terá sido o sexo introduzido nas nossas vidas na turbulência da adolescência e aceite como uma pressão da sociedade?
Eu comecei a questionar-me sobre estas dimensões do sexo no Agreementcourse e desde então tenho investigado e escrito sobre a relação que eu criei com o sexo e a relação com o meu corpo. É curioso ver que, apesar do corpo ser quem nós realmente somos, muitos dos tópicos relacionados com o físico do ser humano são suprimidos na nossa comunicação ou abusados na mente com imagens. Por isso, ao escrever para mim própria sobre este tema , tem sido uma caixa de Pandora que tinha ficado algures perdida na infância, altura em que não julgávamos o corpo ou o sexo como certo ou errado até ao momento em que começámos a copiar as manias e tradições da sociedade em que crescemos.

Voltemos ao título: Porquê o Sexo?
Para explorar esta  pergunta, tomemos o exemplo do mito que as mulheres fingem orgasmos para satisfazerem o ego do homem (!). Parece um pensamento retrógrado mas é importante que tanto as mulheres como os homens se questionem sobre o ponto de partida para fazerem sexo. Será que o ponto de partida de dar prazer ao outro não é de facto uma forma de interesse-próprio, porque por trás disso está o medo de se perder o parceiro? Isto é desonesto consigo próprio pela limitação que esta dependência mental provoca, em que se é escravo/a do medo de se estar sozinho. Por sua vez, o medo de se estar sozinho é o medo de se estar consigo próprio e de enfrentar a sua própria mente. Por tanto, dar prazer ao outro em honestidade própria é uma entrega incondicional, sem desejo nem medo.  E ainda, fingir-se a expressão corporal para manter os egos felizes é um desperdício de tempo e só mostra como o nosso sexo/ideia do sexo/ponto de partida do sexo é limitado nas nossas mentes.
Sobre o ponto de partida do sexo, podemos dizer também que a intimidade sexual é um momento de partilha e de confiança, em si próprio e no outro, e que através do sexo se descobre um bocadinho mais de si próprio, permite-se estar no físico, ultrapassam-se medos e papões, e permite-se estar vulnerável. Infelizmente, no nosso mundo actual são talvez poucos os lugares e os momentos em que nos permitimos estar plenamente cientes do nosso corpo, vulneráveis, entregues ao outro corpo, sem medo da dor, sem medo da perda... Vejo o sexo como um processo de auto-conhecimento e aperfeiçoamento e de transcendência dos medos que em frações de segundos invadem as nossas mentes.

Como é que foi possível tornarmos algo com tanto potencial, como o sexo, num tabu e numa coisa abusiva?
A pergunta que merece também atenção é: - será que sabemos o que o sexo realmente é, sem imagens da mente, sem memórias, sem desejo de um orgasmo, sem expectativas, sem arrependimento, sem a procura da energia acumulada na mente? Será que alguma vez nos comprometemos a limpar a nossa mente?
O sexo também não é baseado em conhecimento. Por muitos livros que se leiam, há pontos da mente humana que têm de ser interiorizados, entendidos, perdoados, mudados e recriados em cada um de nós.

Vamos então regressar ao básico do nosso corpo: e para isso, começamos por respirar. Já alguma vez te focaste na tua própria respiração? E na respiração do outro? E se este fôr o ponto de partida do sexo: a igualdade dos corpos, a igualdade da presença e a descoberta de si próprio.


Numa sociedade em que a maioria das pessoas cresceu ou contactou com a religião católica, faz sentido questionarmo-nos também sobre o ponto de partida da procriação. Irei muito provavelmente dedicar um blog para este tema, mas a meu ver é necessário colocar-se as tradições à luz da realidade. Em plena crise económica, talvez não seja o mais indicado ter-se muitos filhos sem que as condições de vida sejam garantidas e por isso é importante que haja o mínimo de senso comum e de responsabilidade própria. A ideia da procriação, como a palavra indica, implica uma pro-Criação, ou seja, um progresso, um upgrade dos pais e uma evolução da vida. No entanto, parece ser contraditório que as pessoas sejam capazes de criar uma melhor versão delas próprias sem primeiro se conhecerem plenamente.



DIA 237: Associar imagens do passado ao presente e desejar fazer sentido na mente




Quando é que a nossa realidade parece fazer sentido? No meu caso, reparo que há uma sensação de satisfação quando as coisas "batem certo", que é o que acontece quando a imagem da minha realidade encaixa com a imagem preconcebida na minha mente. Mas será isto honestidade própria? Tomemos o exemplo da escolha de um parceiro: quais são as ideias pré-concebidas que se criaram na mente e que nos fazem ser consciente ou inconscientemente selectivos? A cor dos olhos? O tipo de cabelo? A forma corporal? A nacionalidade? A personalidade do outro/a?

O "fazer sentido" na mente é o mesmo que dizer que a minha realidade tem de condizer com a imagem e ideia que eu criei na minha mente de como as coisas devem ser, embora eu nunca me tenha questionado se as imagens e ideias na minha mente são práticas, são realizáveis e se são o melhor para mim. Ou de onde é que estas imagens vieram? Apercebo-me que primeiro tenho de conhecer a minha mente para depois me poder dar sentido e direção em honestidade própria. Por exemplo, começar a investigar e a escrever sobre qual o ponto de partida na minha mente para tomar uma determinada decisão, para perceber como é que as associações da minha mente são criadas, quais foram as minhas influências para criar imagens de perfeição na minha mente, e como é que eu tenho permitido esta ditadura da mente na minha vida, sem tomar responsabilidade pela minha existência como um todo.

Este é o Processo de auto-investigação que tenho vivido ao longo dos últimos cinco anos e que continuo a andar, passo a passo, ponto a ponto...

Recentemente apercebi-me da tal sensação de satisfação quando na minha mente punha "certo" em vários aspectos do meu dia-a-dia: marido (checked), casa arrumada (checked), emagrecimento (checked), emprego (checked), viajo com frequência (checked), falo várias línguas (checked), tenho pessoas com quem falo e goste de estar (checked) e por momentos o ego pareceu encher os pulmões, em vez do ar. Obviamente, que é de ar que eu preciso e que estes "checked" não são nada mais nada medos do que aquilo que eu tenho criado para mim própria e que não é preciso anexar qualquer emoção de orgulho a isso. É da minha responsabilidade criar uma relação estável com o meu parceiro, criar um espaço que seja o meu lar, estimar o meu corpo com uma boa alimentação, exercício físico e trabalhar em pontos da mente que se manifestavam no corpo físico, empenhar-me no meu emprego para o manter, gerir o meu tempo para descontrair, estudar para aperfeiçoar a minha actividade profissional e resolver os meus pontos para não descarregar nos outros para eu própria ser uma boa companhia para mim e para os que me rodeiam. Ao ver cada um destes elementos, afinal não há nada de especial sobre isso. Aliás, a meu ver devia ser da responsabilidade do mundo (logo de todos nós) de criar as condiçõesbásicas para que cada ser-humano tenha dinheiro para um lar confortável, uma alimentação de máxima qualidade, tempo para desfrutar a sua existência e assim investir atenção em criar relações equilibradas com outras pessoas e potenciais parceiros.

Afinal de contas, as imagens da mente são baseadas em memórias, em imagens que os nossos olhos viram, nas coisas que os nossos ouvidos ouviram, quer tenha sido na realidade à nossa volta ou nos ecrãs de televisão, cinema, computador, rádio, conversa de outras pessoas, etc. Por isso, faz sentido concluir que, na maioria dos nossos pensamentos, NÃO escolhemos aquilo que pensamos ou imaginamos, porque simplesmente já existia na nossa mente aquilo que foi capturado pelos nossos sentidos (maioritariamente a visão e a audição).

- Quando pensamos, como é que somos capazes de discernir aquilo que é realmente o melhor para nós e que é honesto connosco próprios?
Podemos começar por realizar que tudo aquilo que a mente nos mostra tem de ser questionado. Não necessariamente julgado como certo ou errado, mas questionado sobre o porquê de associarmos a nossa realidade a determinadas memórias e como é que isso pode condicionar a nossa expressão no momento presente. Por isso a respiração é tão importante neste Processo: permite-nos abrandar a velocidade dos pensamentos e somos capazes de estar cientes dos pensamentos que temos, para que possamos darmos direção à nossa criação a partir de agora e pararmos de ser robots a copiar aquilo que vimos e ouvimos no passado.


No próximo artigo vou escrever o perdão-próprio e o meu compromisso de mudar a minha atitude de cada vez que dou por mim a fazer associações na mente e a desejar que a minha realidade corresponda com a perfeição de imagens da mente. Até lá, sugiro que se leia um artigo anterior que aborda a paranóia daperfeição que existe na mente humana. Em honestidade própria, este mundo só será um lugar perfeito para se viver quando cada um deixar de procurar dar sentido à mente e, em vez disso, perdoar e mudar os pensamentos sobre si próprio e redefinir o que é realmente a perfeição em nós, nesta vida e neste mundo.



DIA 231: Quando as gerações se copiam: os pecados de pais para filhos


Investiga este ponto em ti: quando te zangas com alguém ou reages com alguma coisa, pergunta-te onde é que já viste o mesmo tipo de comportamento noutra pessoa. Irás provavelmente até descobrir que tu já passaste por uma experiência semelhante embora nessa altura fosses tu a vítima da reação de outrem.

Hoje dei atenção a esta mímica do comportamento, especialmente quando copiamos os pais e as pessoas que nos são próximas, enquanto eu reagia com o Joao. Nesse momento, apercebi-me que tinha como justificação esta ideia de que "tinha" de reagir com ela, como se aquilo que ele estivesse a fazer tivesse de ser chamado a atenção. Não foi preciso muito tempo nem muita escrita para ver que eu estava a copiar o comportamento que a minha mãe tinha tido comigo no passado e que agora estava a ser eu a vestir "esse papel".
Escrevi sobre a minha reação e foi curioso chegar à conclusão que eu estava a fazer uma tempestade num copo de água, que estava a criar problemas onde eles não existiam e, ainda mais fascinante, estava a reagir contra uma coisa que eu própria faço. Ao escrever o perdão próprio sobre os pensamentos na minha mente que acumularam até à exaustão (reação), apercebi-me então de outra coisa: muito provavelmente, a reação da minha mãe na altura tinha sido copiada de uma reação da minha avó, que por sua vez tinha copiado o comportamento de alguém, etc. e este padrão tinha passado ao longo dos anos de mente em mente.
Como este Processo nos permite realizar, estas reações não são quem nós realmente somos  e tratam-se de padrões da mente sobre os quais não tomámos responsabilidade por perceber a origem e auto-corrigir. A consequência é óbvia: acabamos por fazer ao outro aquilo que inicialmente não gostámos que tivesse sido feito a nós próprios.

Solução

Por muito óbvio e simples que pareça, nunca é demais recordar a máxima de compaixão: "Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti". Isto significa que apesar de ter passado por uma situação em que tinha sido alvo da reação de alguém, eu não tinha necessariamente de reagir com o outro quando a situação semelhante surgiu. Aliás,  está nas minhas mãos "fazer história" na minha própria vida ao não seguir o programa automático da mente e não passar o testemunho da reação. Como? O meu primeiro passo foi escrever sobre a minha experiência para ver em honestidade própria a reação que eu tinha projectado na minha realidade e na realidade do outro; depois escrevi sobre a memória que eu tinha sobre este tipo de reação; escrevi o perdão-próprio por me ter aceite e permitido projectar o meu passado no presente e por me ter aceite e permitido reagir com o outro sem ver que toda aquela instabilidade existia apenas na minha mente de julgamentos, de "certos" e "errados", de regras adoptadas que provam não ser o melhor para todos; e finalmente escrevi o meu compromisso de correção para me estabilizar e me ajudar a acalmar a mente no momento, parar de justificar as reações e a parar o padrão de passar os pecados dos pais para os filhos.

Em momentos de reação, a mente humana parece ser mais forte do que qualquer princípio e vai requerer uma forte dedicação de cada um de nós para aprendermos a lidar com as nossas próprias mentes, lidar com os julgamentos, lidar com as influências, auto-corrigirmo-nos e finalmente mudarmos o nosso destino (que é o destino da humanidade). Realmente não temos escolha, se queremos que a nossa História deixe de ser a repetição de padrões e passemos à fase da verdadeira existência como UmaUnidade.


DIA 228: A paranóia da perfeição


Quantos de nós não imaginam e desejam aquilo que seria a vida perfeita, o marido perfeito, a mulher perfeita, os filhos perfeitos, a casa perfeita, o carro perfeito, a viagem perfeita, a carreira perfeita, etc.?
Quantas vezes damos por nós a passar mais tempo nesta nossa mente de imagens perfeitas do que em perceber o que é que está a faltar em nós e na nossa vida para atingirmos o nosso potencial de Vida? Ou será que ninguém pensa sobre isto porque não nos é vendido pelos anúncios de televisão (de facto, nunca se viu um anúncio a promover a auto-reflexão, a auto-correção ou o auto-conhecimento para que cada um saiba resolver os seus próprios problemas - porque isto provava que o consumismo não cura os problemas). No entanto, a industria publicitária faz questão de nos vender imagens de perfeição que são alcançáveis num click ou na sua próxima compra de supermercado!
Pensando bem, é incrível que a mente humana ainda tente justificar as imagens de perfeição como sendo reais, mesmo depois de se saber que os cenários das casas são feitos de cartão, ou que a pele foi retocada no photoshop, ou que aquele casal da telenovela não são um casal na vida real, ou que os diálogos foram escritos por uma equipa e não pelo actor que aparentemente tudo sabe e tem uma confiança invejável!
Não é por acaso que se associa o Euromilhões ou a lotaria a toda esta perfeição - porque de facto, a perfeição vendida pela publicidade, televisão e filmes tem um preço. E daqui eu vejo três saídas:

  1. Passa-se a vida na paranóia de se desejar uma outra vida que está dependente da "sorte" de se acertar nos números e estrelas do euromilhoes. Ora, considerando que a probabilidade de ganhar o euromilhões é 1 em 116,531,800, talvez este seja o número de vezes que andamos a desperdiçar a nossa vida por não tomarmos decisões mais produtivas. Aliás, alguns matemáticos dizem que a probabilidade de ser atingido por um relâmpago é de apenas 1 em cada 700,000 isto significa que é quase 170 vezes mais provável morrer-se antes de se ganhar o euromilhões!*

  1. Passa-se a vida na paranóia de se julgar e comparar a nossa própria vida por não ser igual à dos filmes e das revistas mas acabamos por nos render à ideia que depois da morte haverá o paraíso e que será nessa altura que todos os nossos desejos são oferecidos em troca dos sacrifícios na Terra, sendo que a nossa experiência na Terra traduz-se na polaridade mental de Céu/Terra, perfeição/imperfeição, prazer/sacrifício, sem se considerar que talvez sem estes pensamentos nós seriamos capazes de criar o paraíso na Terra...

  1. Toma-se a decisão de parar de alimentar as imagens da mente com base na realização que as imagens são desfazadas da realidade e não são o melhor para nós pela polaridade e instabilidade que promovem. Este é então o manifesto de que a perfeição da publicidade e dos filmes é uma amostra daquilo que poderia ser o melhor para todos mas que, ao promover o elistismo e a riqueza de uns à custa da pobreza de outros, não se aplica à realidade da igualdade e unidade que existe na Terra. A solução passa então por uma mudança por dentro (nas nossas mentes, naquilo que aceitamos e permitimos como sendo os nossos princípios de vida) e por fora, ao trabalharmos em conjunto por uma sociedade em que os humanos não sejam limitados pela falta de dinheiro, a começar por uma solução prática que garanta um ordenado básico garantido e incondicional para uma vida sã e equilibrada.

Obviamente que no sistema económico actual, com a ajuda do dinheiro estamos todos mais perto daquilo que seria uma perfeição real para todos. Mas considerando que o sistema económico é também uma manifestação da paranóia das mentes dos seres humanos, vamos começar por resolver a nossa mente. A escrita é uma ferramenta essencial para se sair da mente, o perdão-próprio é a ferramenta para se ultrapassar os padrões mentais e a auto-correção é a aplicação de soluções e compromissos nesta realidade física.

Eu perdoo-me por me ter aceite permitido acreditar que as imagens de um casamento perfeito, de um marido perfeito, de uma casa perfeita, de uma família perfeita, do grupo de amigos perfeito, etc. são reais.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que até agora tenho estado a basear as minhas decisões do presente nas imagens de um futuro que só existe na minha mente e que portanto não é real.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar a paranóia pela perfeição das imagens que eu vejo à minha volta nos anúncios, nas revistas ou nos filmes, e ajudo-me a parar quaisquer pensamentos de comparação ou inveja que surgem na minha mente. Eu tomo essa oportunidade para investigar os desejos que eu ainda continuo a alimentar dentro de mim  e começo a perdoar um a um, com determinação de modo a libertar estas ideias que prendem a minha expressão aqui, no presente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar e limitar-me pela ideia de uma carreira ideal que só existe na minha mente e que eu acabo por usar para julgar o meu emprego, que afinal é mais produtivo do que os pensamentos da mente. Eu apercebo-me que a imagem de carreira perfeita é uma forma de evitar ver o sistema como ele é, em que estamos dependentes de um ordenado em troca da nossa actividade profissional, num sistema que  promove a sobrevivência e o medo da perda e que é tudo menos um sistema em prol do desenvolvimento humano para todos.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que ao desejar a perfeição eu estou de facto a participar na outra polaridade que é o medo que o pior aconteça e, assim, crio a minha própria instabilidade ao andar na corda bamba das imagens de desejo e de medo da mente.

Quando e assim que eu me vejo a comparar a minha realidade com a imagem de perfeição da minha mente, eu páro e respiro. Em vez de acreditar nestas imagens como sendo "o meu futuro", eu investigo o que é que estas imagens me mostram, o que é que eu não estou a dar a mim própria actualmente, quais são as polaridades que eu estou a aceitar em mim, quais são os medos que eu estou a criar para mim própria, ver como é que eu estou a criar pressão em mim própria sobre uma perfeição que não passa de uma imagem associada à felicidade material.

Eu comprometo-me a olhar para as imagens e pensamentos da minha mente em senso comum, identificar os padrões de inveja, de medo, de insatisfação, de desigualdade, de superioridade, de inferioridade e não me permito levar estas imagens e pensamentos a peito nem como um falhanço pessoal . Como já vimos anteriormente, estas imagens têm sido manipuladas para haver uma constante insatisfação saciada pelo consumismo e pela energia de uma solução rápida que não é real. Foco-me então em recriar soluções em que a perfeição é aquilo que é o melhor para mim, neste preciso momento, passo a passo, da mesma maneira que me permito ver soluções práticas para se aplicar para o melhor de todos, tal como o Rendimento Básico Garantido.

Quando e assim que eu me vejo a participar na paranóia de pensar que nada na minha realidade bate certo por ser diferente da imagem de perfeição que me "foi vendida" pelos anúncios de televisão e filmes, eu páro e respiro. Eu começo por realizar que cada respiração é aquilo que me permite estar aqui e que não são as imagens da mente que ditam ou limitam a minha existência. Eu realizo que as frases dos filmes são perfeitas devido a todo o trabalho de produção que sustenta os diálogos e que portanto não faz sentido projectar tal "perfeição" na minha vida. Apercebo-me que estar aqui, ciente de mim própria a caminhar o processo de auto-correção é um processo de auto-aperfeiçoamento que envolve dedicação, escrita, disciplina, auto-ajuda, paciência, insistência e honestidade-própria.

  



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DIA 179: PERGUNTA-TE: Quem é que eu me permito e aceito ser?


Quem é que eu sou em honestidade própria?
Quem é que eu sou sem medo dos outros e sem medo daquilo que pensam ou dizem de mim?
Quem é que eu seu se eu não levar a peito aquilo que dizem ou pensam de mim?
Quem é que eu sou estável nas minhas decisões?
Quem é que eu sou sem a complicação da mente?
Quem é que eu sou sem os auto-julgamentos?
Quem é que eu sou sem o medo de me expressar?
Quem é que eu sou sem a pressão dos outros ou da mente?
Quem é que eu sou se eu não me permitir ser influenciada pelos outros?
Quem é que eu sou se aprender com os bons exemplos?
Quem é que eu sou sem o medo de acidentes?
Quem é que eu sou sem o medo da morte?
Quem é que eu sou sem o medo da dor?
Quem é que eu sou sem as imagens da mente?
Quem é que eu sou sem a imaginação?
Quem é que eu sou sem o medo de engordar?
Quem é que eu sou sem o medo de estar sozinha?
Quem é que eu sou ciente de cada respiração?
Quem é que eu sou sem as memórias da mente?
Quem é que eu sou sem vergonha de mim própria?
Quem é que eu sou sem inveja dos outros?
Quem é que eu sou sem me comparar aos outros?
Quem é que eu sou sem as projeções no futuro?
Quem é que eu sou sem as 'minhas' personalidades?
Quem é que eu sou em total confiança em mim própria?
Quem é que eu sou sem preocupações?
Quem é que eu sou sem me definir pelo passado?
Quem é que eu sou como a solução para mim própria?
Quem é que eu sou sem o ego?
Quem é que eu sou sem a energia da mente?
Quem é que eu sou sem ciúmes?
Quem é que eu sou sem o medo da perda?
Quem é que eu sou sem o medo da ruptura?
Quem é que eu sou sem desejo?
Quem é que eu sou com assertividade?
Quem é que eu sou sem o medo de mudar?
Quem é que eu sou sem o medo de me corrigir?
Quem é que eu sou sem a realidade paralela da mente?
Quem é que eu sou sem desistir antes de começar?
Quem é que eu sou com paciência comigo própria?
Quem é que eu sou sem medo de falhar?
Quem é que eu sou sem stress em mim?
Quem é que eu sou pontual?
Quem é que eu sou em estabilidade própria?
Quem é que eu sou sem desconfiança?
Quem é que eu sou sem a competição?
Quem é que eu sou em senso comum?
Quem é que eu sou a viver o perdão-próprio?
  
Quem é que eu sou um e igual com toda a gente?

Quem é que eu me permito e aceito ser? 


Ilustração: 'Alternate Realities' by Andrew Gable



DIA 165: Desejo pela perfeição que não passa de uma imagem


Até agora tenho andado numa corrida constante comigo mesma e que só recentemente me apercebi que podia ser vencida - não por participar nela, mas por mudar a minha atitude para comigo mesma. Ou seja, até recentemente acreditava que as imagens da mente serviam um objectivo a seguir, como se fosse um guião que realmente me ditava aquilo que eu podia ou não fazer, aquilo que era certo e errado, o resultado das minhas ações e a noção de tempo que as coisas levavam. Foi através deste último elemento - o tempo - que me comecei a aperceber da luta que se passava em mim que a ninguém beneficia. Não é por acaso que as imagens da mente são frequentemente desfasadas da realidade, ou que sentimos a frustração de não conseguirmos realizar as coisas que foram idealizadas na mente. Mas este desejo de ser-se visionário e de se trazer para esta realidade aquilo que vai nas mentes humanas é perigoso e doentio - o tempo da mente NÃO é o tempo físico, a força da mente não é a força física, a velocidade da mente não corresponde àquilo que é sustentável aos corpos físicos. Ao seguirmos a velocidade da mente estamos a massacrar o nosso corpo - sinais de stress no meu corpo e uma sensação repentina quando o coração começa a bater demasiado depressa, ou quando atropelo as palavras por querer falar tão rápido como as palavras que voam na mente. Todos estes são indicadores de desfasamento com a realidade física e com o MEU corpo físico! Quantas vezes não estamos aqui e a nossa mente noutro lugar qualquer? E se não estamos atentos ao nosso corpo, como é que garantimos que tomamos conta de nós próprios? A resposta é simples e ao mesmo tempo desafiante - conseguir estar ciente da respiração a cada momento que passa.
As imagens de aparente perfeição da mente não são reais - Tomemos como exemplo a simples ação de cozinhar - penso em fazer o jantar em 20 minutos e, na minha mente, os tais 20 minutos dão perfeitaMENTE para fazer tudo. O que acontece é óbvio: passados 20 minutos, olho para o relógio e reajo comigo própria porque não fui rápida o suficiente. Começo a pensar que não sou suficientemente boa na cozinha, que cozinhar é uma perda de tempo e que alguém vai estar à minha espera porque eu tinha dito que só demorava 20 minutos. De um momento para o outro, a esperança de conseguir fazer tudo em 20 minutos passa a ser uma corrida contra o tempo e contra mim própria. Estou a contar os minutos enquanto corto com uma faca (err, não é boa ideia), reajo com aquele que me relembra que já passaram 20 minutos e começo a pensar que para a próxima encomendo uma pizza. Nãaaaaao! Aquilo que supostamente era uma imagem de perfeição - preparar os legumes e fazer uma sopa do princípio ao fim em apenas 20 minutos tornou-se num pesadelo de stress e de obrigação. A certa altura já não estava presente, já não me estava a divertir, já não me estava a dedicar. Comecei a sabotar a minha expressão a participar no arrependimento de ter começado sequer a cozinhar  e a culpar tudo à minha volta por me estar a atrasar, mas fui só eu quem permitiu criar tal limitação em mim própria.

E como estes há muitos exemplos de como seguir-se a ditadura da mente não beneficia ninguém. Os altos e baixos de esperança VS frustração e stress são auto-destrutivos. E tenho visto que até agora a minha vida tem sido composta de altos e baixos baseada nesta corrida atrás das imagens da mente que eu tenho acreditado ser o máximo que eu posso e devo fazer.

Quem eu sou fora da mente? Como é que eu agiria se estivesse ciente do tempo que eu realmente levo a fazer as coisas fisicamente? Quão rápida sou se estiver plenamente focada na minha ação física e não nas conversas da mente? Tenho dado a resposta a mim própria ao estar focada na minha respiração. Nisto, tenho-me apercebido que quanto mais física eu estou (ciente do mundo à minha volta, ciente da minha respiração, ciente das minhas ações), mais me dedico à minha ação e por isso mais gozo tenho ao fazê-la, como se a minha ação fosse uma continuação de mim própria em estabilidade.

Estas realizações e a aplicação da respiração no meu dia-a-dia têm sido essenciais no meu emprego que requer a gestão de vários projectos ao mesmo tempo e uma total dedicação na preparação de todos os detalhes para que seja tudo tomado em consideração. It is a work in progress / in process...

Reparo também que a minha comunicação está a ser mais clara porque já não ponho cá para fora os pensamentos soltos da mente - em vez disso, eu primeiro procuro compreender aquilo que se passa e, depois, sou capaz de comunicar e explicar com clareza.
O mesmo acontece com a velocidade da fala - lembro-me de ouvir o João dizer  que às vezes não percebe aquilo que eu digo porque eu engulo as frases ou porque faço com um comentário "vindo do nada". Quando isto agora se passa, em vez de reagir ofendida, eu comprometo-me a tomar esse alerta como um apoio para que eu me foque na minha respiração e que não tente seguir desalmadamente a mente - em vez disso, eu dou-me direção a cada respiração, dedico-me a dizer cada palavra com clareza, a realmente estar ciente das palavras que eu estou a dizer/viver e a falar um e igual à velocidade dos meus lábios e língua.

A mente serve então de indicador do meu estado pessoal para que eu veja os medos que ainda permito em mim, veja as noções e ideias que criei para mim própria e veja os padrões em que eu tenho participado - Ao realizar que a mente não é o melhor de mim e não me traz a estabilidade e perfeição na minha vida, eu comprometo-me a usar estes indicadores em auto-ajuda para finalmente ver onde é que posso/tenho de mudar para o meu próprio bem/para a minha criAção em estabilidade e real perfeição física.



DIA 160: "E no final do dia parece que não fiz nada..."


Ao passar tempo na mente,  eu estou a "viver" o tempo da mente e a desprezar o tempo físico. No final do dia parece que não fiz nada, porque todos os planos ficaram na mente e não vivi a decisão. Apercebo-me então que a decisão de parar a mente ainda não foi tomada, ainda não escrevi sobre o ponto e ainda não decidi viver as palavras. No entanto, a sensação de que não fiz nada é uma sabotagem e uma espécie de queixa pessoal, em vez de perceber que este é um padrão a analisar e a corrigir - and that's the fun bit of this process!
As seguintes frases de auto-correção vêm no seguimento do Perdão próprio em Dia 159: Estar na Lua? Ou tempo passado na mente?


Quando e assim que eu me vejo a fazer altos planos na minha mente, eu páro e respiro.
Quando eassim que eu me vejo a criar/seguir as imagens de mim a fazer coisas, eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a ter conversas na minha mente, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estas conversas mostram-me quem eu me tenho permitido ser até agora - personalidades, medos, ideias, crenças, esperanças - e que nada disto sou realmente Eu, aqui, um e igual ao meu corpo em unidade e igualdade com a realidade física. Nisto, eu comprometo-me a confiar na minha respiração e na minha capacidade de parar a mente, porque a mente não é quem eu realmente sou como VIDA. Nisto, eu tomo direção e FAÇO aquilo que tenho a fazer!

Eu comprometo-me a focar-me no físico e a viver a decisão de criar as ações no físico e não na mente. Eu literalmente levanto-me e tomo direção de viver a decisão que eu tomei em mim, ciente do meu corpo e dos passos que dou para completar a ação.

Quando e assim que eu me vejo a permitir e aceitar separar-me do meu corpo de cada vez que navego na mente, eu páro e respiro. De volta ao físico, eu dedico-me então a ver qual a melhor maneira de começar a agir.

Quando e assim que eu me vejo a participar na frustração do tempo porque o tempo físico que as coisas levam não corresponde ao tempo que eu imaginei na mente, eu páro e respiro. Eu realizo que o tempo da mente não é um indicador de tempo físico e que não tem em consideração todas as ações físicas que eu realmente tenho de fazer para completar a minha ação aqui. Por isso, em vez de me permitir sentir frustrada, eu páro esta sabotagem da mente e dedico-me às minhas ações no físico de modo a ser eficaz e a criar o melhor de mim com o tempo que eu tenho.

Eu comprometo-me a auto-ajudar-me com a respiração de modo a estar ciente de mim, a estar estável no meu corpo e a estar ciente de tudo o que se passa à minha volta. Ao parar a minha participação nas imagens/ideias da mente, eu apercebo-me que estou a fazer aquilo que é o melhor para mim porque me estou a permitir agir livre-da-mente, ver as coisas em senso comum e a agir um e igual com a vida que eu/todos somos.

Quando e assim que eu me vejo a julgar-me por ter perdido o dia na mente, eu páro e respiro. Em honestidade própria eu permito-me ver se esta é uma sabotagem da mente ou se realmente passei o dia em planos da mente. Nesse caso, eu comprometo-me a direcionar-me e a recomeçar a cada momento, a cada respiração - eu não me permitido manipular o meu futuro com base no passado - eu crio o momento agora. Se, pelo contrário, esta é uma sabotagem da mente em que eu penso que o dia foi inútil quando na realidade houve pontos importantes que eu realizei, eu páro, respiro e ajudo-me a ver que a mudança não surge em pensamentos da mente - a Mudança é física e, portanto, tenho agora a responsabilidade de aplicar na prática os pontos que eu realizei/trabalhei em mim e aperfeiçoar-me.

Eu ajudo-me a parar a acumulação de planos na minha mente - para isso, dedico-me a tomar notas no papel, ou simplesmente dizer o perdão-próprio no momento, e parar a mente - Respiro e dou-me direção no momento seguinte de modo a parar o padrão de acumulação e da passividade.

Quando e assim que eu me vejo a participar na energia da ansiedade que surge ao ver  que tenho pouco tempo para tudo aquilo que eu planeei fazer, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a parar as ideias da mente sobre o tempo que as coisas levam e ajudo-me a ser realista e a estar ciente do tempo físico que eu realmente levo a fazer as coisas. Ao mesmo tempo, dou-me a oportunidade de me focar na minha ação e a parar de desperdiçar tempo entretida nas dúvidas/ilusões da mente. Dedico-me a estar um e igual com o meu corpo, logo, um e igual com o tempo físico que as minha ações físicas requerem e dedico-me a ser honesta comigo própria quando faço o plano das minhas ações diárias.



DIA 141: A alquimia em que destruímos tudo aquilo que tocamos


Todos desejamos ser alquimistas para transformarmos tudo aquilo em que tocamos em ouro. Mas o que na realidade acontece é a sensação que estragamos tudo aquilo em que tocamos. Todos desejamos viver mas acabamos por caminhar só para a morte...
Este é um sintoma do vírus da mente

Apesar de todos desejarmos fazer "o bem", de "não pecar" e de transformar tudo em "ouro", no final de contas o que temos? Complicações atrás de complicações, mal entendimentos, frustração, promessas que não se cumprem, personalidades duplas e culpa. Não será esta a ideia que nos faz acreditar que "esta juventude está perdida".... Crianças lindas transformadas em adultos mentirosos. Que raio de destino para a humanidade é este, de certo não é humano, mas é fruto de uma doença mental: a aceitação da mente.

Pontos a serem "curados" e perdoados:
A ideia que estragamos ou contaminamos tudo em que tocamos - Apercebo-me que esta ideia da mente não é real, mas só existe porque eu a criei e continuo a participar nela. É uma constante manipulação da mente em que acabamos por fazer exactamente o contrário daquilo que queremos porque este tem sido o nosso ponto de partida - aceitamos a guerra, aceitamos a desonestidade, aceitamos os medos, aceitamos a culpa, ou seja, aceitamos ser a mente e ignorar a Vida.

Fazer o contrário daquilo que queremos - habituámo-nos a acreditar na nossa mente com tal fé que nem conseguimos distinguir aquilo que é honesto e aquilo que é desonesto connosco próprios. Por exemplo, quando na minha mente eu penso que não quero estragar este momento ou que não quero partir esta caneca, estou de facto a aceitar estas opções - estou a dar azo a criar esta realidade contra mim própria, em vez de tomar a decisão de não me permitir participar e criar uma realidade diferente daquela que é o melhor para mim.  (por  exemplo, estar presente e por isso não deixar cair a caneca!)

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar e definir-me de acordo com as experiências em que acabei por fazer o contrário daquilo que seria o melhor para mim e por ter acreditado que esta memória sou eu. Nisto, apercebo-me que ao definir-me com esta personalidade de que estrago tudo o que eu toco, irei participar nesta personalidade sem ver que eu sou a responsável e capaz por parar de seguir este "programa da mente".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que quando as coisas chegam até mim ficam sempre mais complicadas. Apercebo-me que o que acontece é ter a ideia que as coisas sem mim são mais fáceis de resolver porque não existe ainda o factor de preocupação. Ou seja, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido contaminar aquilo que eu faço com o vírus da preocupação e pensar que vai ser mais complicado do que aquilo que eu inicialmente pensava.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido contaminar a minha ação física com a ideia que é complicado lidar com a situação. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido contaminar a minha ação física com o peso da mente (peso e bagagem da memória e do passado).

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que as situações novas são demais para mim e que seria mais fácil manter-me num estado de conforto e de controlo da mente, em vez de me dedicar a participar na solução e que isto implica fazer aquilo que não está no meu programa da mente (parar a ideia como as coisas vão ser, parar a mente) para ser organizada, ver as coisas em senso comum, mudar a maneira como faço as coisas)

Em  vez disto, eu comprometo-me a ver a situação em senso comum, a ver o que é que realmente precisa de ser feito e analisado para que a minha participação seja na solução e não a agravar ou a causar o problema.

Eu comprometo-me a decidir e viver a decisão de parar o programa da mente em que penso que "será sempre assim" e que irei sempre estragar as coisas ou os momentos em que eu me envolvo.

Quando e assim que eu me vejo a manipular o momento ou a situação ao pensar que as coisas vão se complicar por minha causa, eu pároe respiro. Eu dou-me a oportunidade de ver onde e como é que eu estou a participar nesta ideia e como é que eu estou a criar as condições e a alimentar os medos do futuro. Eu comprometo-me a parar de participar nos hábitos de pensamento da minha mente e dedico-me a escrever ou a falar destes medos e preocupações, no sentido de ver aquilo que eu estou a criar e a alimentar em mim. Nisto, eu dedico-me a parar de deliberadamente aceitar este "destino" da mente.

Quando e assim que eu me vejo a justificar a situação como sendo "o normal" porque tem acontecido o mesmo com a minha família e outras pessoas, eu páro e respiro. Em vez disto, eu permito-me tomar responsabilidade por mim e pela minha responsabilidade de mudar aquilo que tem sido feito, eu seja, dedico-me a parar a mente/cultura/hábito de como as coisas são, quando em senso comum e honestidade própria eu vejo que "a maneira como as coisas são" não é o melhor para ninguém (Por exemplo, chegar constantemente atrasada aos sítios cria-me uma enorme ansiedade). Eu comprometo-me a ver as coisas em unidade e igualdade com tudo e com todos, e a partir daqui, dou-me direção a parar a mente de interesse próprio/ego para me permitir ser e fazer aquilo que é o melhor para todos.

Quando e assim que eu me vejo a sabotar a minha decisão de mudar por pensar que resistir à mente é difícil e complicado, eu páro e respiro.  Eu permito-me sair do estado mental da complicação e vejo que qualquer resistência da mente é um indicador de um ponto que eu ainda não resolvi em mim. EU dedico-me a investigar este ponto e a perceber de onde é que a instabilidade vem - que ideias é que eu ainda me defino e prendo? Que imagem do futuro eu estou a criar para mim própria? Porque é que eu hei-de partir a caneca? Porque é que eu participo na complicação em vez de me dedicar à solução? Em quem é que eu estou a projectar as minhas próprias limitações?

Eu comprometo-me a parar que a minha mente e a mente dos outros decida por mim e permito-me tomar decisões físicas que realmente ajudem a minha existência física e a existência física dos outros, sem qualquer agenda da mente/medo/morte e dedico-me a VIVER-me/realizar-me/descobrir-me/mudar-me em honestidade própria.

À medida que escrevia estas realizações, apercebi-me que o ponto de partida de julgar as coisas como complicadas ou simples é também uma sabotagem da mente. O mesmo se passa com o desejo de transformar as coisas em ouro - todas estas ideias de como as coisas são ou devem ser, serve como uma distração daquilo que está aqui e que pode/deve ser feito; portanto esta é a decisão de sair desta prisão da mente, destas auto-definições, desta religião do certo e do errado, da vida e da morte. Em vez de desejar a vida "perfeita", dedico-me a recriar a vida que existe em mim - a expressão física da vida que está aqui em tudo e em todos, tal como o ar que respiramos.

Ilustração: Can I Walk Away in My Next Breath – An Artists Journey To Life: Day 179 | by Andrew Gablehttp://bit.ly/VN3il7

DIA 111: O Medo da mudança




O que é o medo da mudança e porque é que resistimos à mudança?
Sem nos apercebermos, ao resistirmos à mudança, estamos a criar e a alimentar o nosso próprio beco sem saída, porque nos limitamos áquilo que já conhecemos. Metaforicamente, usamos sempre os mesmos ingredientes da mesma maneira e por isso a sopa é sempre a mesma. No entanto, em senso comum todos entendemos que com os mesmos ingredientes é possível fazer pratos melhores, mais saborosos e combinações mais nutritivas.
Há uma espécie de ideia que "vamos sempre acabar por fazer o mesmo", porque estamos sempre a seguir a nossa mente, os mesmos padrões de pensamento, os mesmos medos e portanto as experiências repetem-se.
Como a entrevista Fear of Change explica, a nossa mente é composta por caixas que se enchem com conversas e experiências que temos. Não sabemos o que vamos encontrar fora dessas caixas; o que existe fora dos nossos pensamentos, porque estão aparentemente fora do nosso alcance. Não vos acontece ver uma pessoa com uma certa expressão e pensar: "Isto comigo era impossível, eu não sou nada assim" e, desta forma colocamos etiquetas na nossa própria definição que é deliberadamente aceite como uma auto-limitação.
As nossas mentes não conseguem ver para além dos nossos próprios pensamentos. Logo, o medo da mudança surge no medo de andar fora das nossas caixas/ das nossas experiências / do nosso passado. A partir de certa altura, as nossas vidas serão repetições de padrões porque andamos sempre em direção ao beco sem saída, quando podemos de facto desbloquear a saída por nós próprios.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido reagir quando há uma mudança de planos. Eu apercebo-me que esta reação é um mecanismo de defesa da mente face ao desafio de recriar o meu presente diferente do passado. Eu dedico-me a confiar em mim a cada momento para garantir que o meu presente é vivido como uma oportunidade de auto-correção e auto-aperfeiçoamento a cada novo momento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido saltar para comparações quando vejo alguém a agir ou a falar de modo diferente e com isto começar a julgar-me como inferior ou superior em relação à outra pessoa. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido projectar nos outros a minha resistência à mudança e acreditar que sou diferente e que, apesar deles conseguirem mudar eu não consigo. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido focar-me nos outros e direcionar-me para os pensamentos de "será que eles gostam de mim?" O que é que eles pensam de mim" sem ver que estou simplesmente a manter-me na zona aparentemente de conforto porque, ao julgar-me, mantenho-me presa à ideia que tenho de mim própria e que manter-me presa nos julgamentos próprios é uma resistência à mudança (puro entretenimento)!

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido aprender com os outros e aproveitar para mim certas características que vejo nos outros e que eu posso aplicar em mim para praticar a minha auto-confiança.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me de acordo com os outros e com a relação que criei com os outros.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e realizar que, ao fazer o meu "papel", eu não estou a mudar e, consequentemente, a outra pessoa não muda, porque ambos nos habituámos a existir nesta relação e a interpretar os "nossos" papéis.
Apercebo-me que ambos teremos muito mais a ganhar se ambos nos ajudarmos a sairmos dos nossos papéis/personalidades, para de facto expandirmos o nosso ser e a nossa expressão connosco próprios e com os outros.

Eu comprometo-me a conhecer-me e a estar ciente das diferentes personalidades para me ajudar a sair "das caixas". Quando e assim que eu me vejo a ter resistência para dizer algo ou fazer algo que eu julgo não ter " a ver comigo" eu páro o julgamento e respiro. Em honestidade própria eu investigo a origem da resistência - eu apercebo-me que a resistência é baseada no medo da resposta dos outros, o que é um ponto de partida desonesto porque eu estou de facto a separar-me de mim, dos outros e a alimentar os "papéis" que acreditei ser eu e que acreditei serem os outros. Ou seja, ao parar de participar nos papéis, eu estou de facto a sair das caixas e assim libertar-me dos rótulos que apenas bloqueiam a minha visão!

Quando e assim que eu me vejo a participar na energia de conforto que por vezes sinto quando estou a falar com alguém ou quando estou num lugar que me é familiar, eu páro e respiro. Apercebo-me que esta energia é a mente em modo automático e que este conforto é o conforto da caixa. Nesse momento, eu tomo a oportunidade para expandir a minha presença e expandir quem eu tenho sido até agora naquela experiência/naquele lugar/naquela conversa.

Ao mudar as minhas aceitações e permissões, eu estou a mudar aquilo que aceite e aquilo que permito em mim e nos outros; ou seja, a minha ação muda e alinha-se com os princípios de senso comum e de ser/fazer aquilo que é o melhor para mim e para os outros.
Apercebo-me que o medo de mudar é uma limitação própria e uma limitação dos outros. Porque se eu nao mudo, a outra pessoa não muda, porque se habituoou a existir em relação a mim e eu habituei-me a existir em relação a ela. Ao parar as definições eu estou aberta à mudança. Ao mudar, eu páro de me limitar.

Quando e assim que eu me vejo numa nova situação que exige que eu esteja preparada para a mudança, eu páro e respiro. Eu páro de ver a mudança separada de mim e tomo esta oportunidade para me conhecer fora dos padrões a que eu estava habituada. Eu abraço a mudança como sendo eu, porque sou Eu - eu estou a ser ou a fazer algo novo; eu estou a parar a reação; e desta vez eu estou ciente da minha respiração. Eu direciono-me em completa estabilidade e confiança própria, um e igual à mudança, em vez de ser a mudança exterior a determinar quem eu sou.
Eu comprometo-me a usar a mudança para o melhor do meu Ser para expandir quem eu Sou, o ambiente à minha volta, as minhas relações, o meu emprego, a sociedade, a humanidade.

Perdão-próprio baseado na entrevista da loja EQAFE "Fear of Change" http://eqafe.com/i/jferreira-life-review-fear-of-change



DIA 24 - Educada pelo medo




A maioria dos pais não está ciente das consequências de se educar os filhos com medo. Eu sou filha do medo e, desde que eu me lembro, o medo tem sido uma "companhia". Basta ver a letra da música que me cantavam no banho para eu perceber claramente de onde é que o medo passou a ser aceite por mim como normal, especialmente o medo de cair e de me magoar. Nunca ninguém me disse que TER MEDO NÃO É NORMAL...

Pais deste mundo: párem de aceitar e permitir que os medos das vossas mentes contaminem as novas gerações. Uma criança educada pelo medo será um adulto com medo - e por muito que se procure esconder este padrão, o medo irá manifestar-se na necessidade de controlar os outros e manipular os outros somente para manter o "forte" intocável - porque em honestidade própria, cada um sabe que toda a sua vida tem sido fundada pelo medo; em honestidade própria cada um vê os seus próprios medos e percebe que isso não é viver; apercebemo-nos que o medo não é o melhor para si próprio nem para os outros à sua volta.  Depois de escrever o perdão próprio apercebi-me que nada de construtivo provém do medo e que uma educação pelo medo não é de facto uma educação - é tirar a expressão de Vida que existia à nascença...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que ter medo é normal só porque fui educada com medo em casa, na escola e na catequese.

Eu perdoo-me por nunca me ter aceite e permitido questionar a origem e esta aceitação do medo. Em honestidade própria apercebo-me que o medo me tem limitado nas minhas decisões e a minha expressividade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o ser humano precisa de medo para não cometer erros, quando na verdade todos os erros  são baseados no medo da perda, no medo de não se ser superior, no medo dos julgamentos dos outros, no medo de deus, no medo de se ser punido, no medo de ver que estamos sozinhos e no medo do futuro. Apercebo-me que ao se estar no medo da mente, não se está aqui e portanto não se considera nem respeita a Vida aqui.

 Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que se eu não parar o medo em mim, eu irei projectar o medo nas próximas gerações e permitir que este mundo continue sob a limitação do medo e da sobrevivência/separação entre os seres humanos e a natureza. Eu realizo que é da minha responsabilidade tornar-me ciente dos meus medos, aplicar o perdão próprio e auto-corrigir-me de modo a que as minhas acções reflictam auto-confiança, senso comum e decisões que considerem o melhor para todos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tomar decisões baseadas em medo (dos outros e do futuro), sem me aperceber que tal aceitação é estar de facto a comprometer a minha vida visto que eu estou a condicionar a minha própria criação e direção e a manter um ciclo de petrificação e auto-limitação. Eu apercebo-me que até agora qualquer sensação de conforto é de facto uma ilusão pois é baseada no medo que alguma coisa vai interromper essa sensação de conforto. Eu comprometo-me a estar ciente de mim e a investigar as minhas memórias para ver de onde é que a auto-sabotagem vem.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que o medo educada às crianças é uma forma de controlo para garantir que esta sociedade se mantenha sob o silêncio do medo e o aparente conforto da sobrevivência, quando por dentro  existe raiva, desespero e ignorância. Eu apercebo-me que o medo na idade adulta é baseado nas supressões vividas na infância e nas ideias que eu criei sobre mim e sobre os outros. Portanto, eu comprometo-me a perdoar cada memória, cada auto-definição, cada associação e cada ideia que eu criei baseada em medo da morte.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar no medo como se fosse uma coisa real. O medo da mente não é real e é da minha responsabilidade não permitir que a minha ação seja baseada em medo, porque isso é auto-destruição.

Eu apercebo-me que ainda não estou ciente da extensão do medo e da consequência de tal influência em quem eu sou. Portanto, eu dedico-me a este processo de ver quem de facto eu me tornei e trabalhar cada medo de modo a transcender as limitações que eu permiti acumular em mim e acreditei serem eu!

Eu comprometo-me a tomar decisões e ações baseadas em mim enquanto estabilidade física e naquilo que é o melhor para mim. Eu comprometo-me a parar as imagens de medo que são auto-sabotagem e não são nunca o melhor para mim/para o mundo à minha volta.

Eu comprometo-me a parar o medo de me magoar que até agora só tem tido o efeito de me magoar, pois foi preciso ver o medo manifestado para ver o medo que aceitei criar em pensamentos e ações. Eu vejo que o meu passado me mostra as consequências do medo e que tenho eu agora de garantir que páro a sério, antes que o eu-medo me pare a mim eu -vida.
Quando e assim que eu me vejo a imaginar-me a cair, eu páro e respiro. Eu foco-me na minha presença e na minha respiração para que a minha ação seja fundada na estabilidade da minha respiração e corpo - isto é o meu ponto de partida em honestidade própria. Realizo que o medo de cair foi-me incutido pelas gerações antes de mim mas é agora a minha responsabilidade de parar tal contágio e garantir que não mantenho a experiência de medo na Terra.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e perceber que a razão pela qual a religião se manteve neste mundo e me foi ensinada tem que ver com o medo aceite e permitido na mente dos seres humanos ao longo de toda a existência. Eu apercebo-me que a única razão para ter ido para a catequese foi o medo que os adultos tinham e que queriam garantir que eu estava "protegida", em vez de cada um se aperceber que este mundo apenas não é seguro devido à separação, desigualdade e desconfiança aceite que nós aceitámos entre nós, seres humanos.

Quando e assim que eu me vejo a culpar os meus pais/educadores pelos medos que me foram transmitidos, eu páro e respiro. Eu realizo que eu sou a conitnuação da existência e que a culpa é irrelevante e não tem qualquer efeito. Eu sou os meus pais/educadores. Em responsabilidade própria é possível inverter a tendência de auto-destruição que tem moldado o mundo/a nossa ação até agora. Eu realizo que só ao parar o padrão de medo em mim/nas minhas ações será possível eu participar na criação de um mundo melhor para todos onde a experiência nesta Terra será a Vida na sua plenitude e expressão máxima.

Eu comprometo-me a parar os medos que eu me tornei e para isso eu perdoo cada imagem, cada pensamento e cada ação baseadas em medo. Eu recrio-me sem medo, portanto eu crio-me como Vida e expressão de vida.

Eu comprometo-me a parar a sensação de medo e, quando e assim que eu entro num estado de medo (sensação no solar plexus ou petrificação) eu respiro até eu estabilizar. Apercebo-me que ter medo é um hábito que será parado ao longo do tempo mas que não será de um dia para o outro; eu vivo a decisão de existir a cada respiração e a auto-recriar-me sem medo.

Neste processo de auto-recriação só a Vida (eu igual a vida) permanece, porque só a Vida é real!