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Dia 260: Ser Dura Comigo Mesma e Viver Sob o Estado de Zanga Iminente - Confissões


Esta semana tenho estado ciente da tendência de me zangar comigo própria quando não faço as coisas na perfeição ou quando cometo erros. Curiosamente, o conceito de perfeição é determinado por mim o que significa que o feitiço virou-se contra o feiticeiro porque acabo por ficar zangada quando não ajo de acordo com uma ideia que eu criei e impus para mim própria!
Esta rigidez mental ocorre automaticamente e foi preciso alguém perto de mim me ter alertado para o hábito de ser demasiado dura comigo mesma. Esta reação traduz-se em momentos em que eu crio e acumulo fúria dentro de mim, como uma forma de punição por algo que eu tenha dito ou feito e que me julgo como não sendo boa o suficiente.

Por trás disto, existe o factor da zanga, de estar chateada comigo, de me irritar, acumular esta raiva, projectá-la no meu mundo e suprimi-la dentro do meu corpo. Desde que comecei a investigar este ponto dentro de mim tenho visto como esta atitude para comigo mesma está presente em tantas coisas que eu faço no meu dia-a-dia: quando não concordo com algo que o meu parceiro faça, quando estou atrasada, quando algo não corre como planeado, quando começa a chuver, quando um motorista faz uma manobra, quando vou para a cama tarde, quando recebo um comentário negativo, quando vejo uma notícia sobre conflitos e injustiças, e muito mais. A lista é longa no entanto vejo agora que a minha reação para com aquilo que eu faço ou com o que está à minha volta é descenessária. Aliás, se eu parar de estar zangada é menos uma coisa a agravar o problema.

É interessante observar como a maioria destas reações não são exteriorizadas porque não quero passar uma imagem de ser exaltada, ou instável. No entanto, a energia da raiva continua a existir dentro de mim... Suprimida. Esta manifesta-se nas converas que existem dentro da minha mente, na minha visão de como eu vejo as coisas, nos julgamentos e na primeira reação que eu tenho, mesmo que seja por apenas alguns segundos. No passado deixava que estes julgamentos sobre os problemas alimentássem a ideia de impotência e actualmente sou capaz de não me deixar absorver pelo problema e olhar para a solução. No entanto, agora estou ciente que dentro de mim ainda participo na energia da reação baseada na fúria, na zanga, na irritação - a melhor maneira de identificar uma energia é ver como estas emoções duram apenas alguns momentos e, com o passar do tempo, acabam por desvanecer. Normalmente é depois da poeira acentar que se conseguem ver soluções e frequentemente acabamos por nos arrepender de algo que tenhamos dito ou feito sob o efeito da energia da raiva. Por isso pergunto-me: se eu vejo que esta reação não me ajuda e até cria consequências indesejadas, porque é que eu reajo em raiva e me zango? Quem é que eu sou sem participar nesta energia? O que é que eu penso ser quando estou sob o efeito da energia?

Se eu olhar para o passado, consigo identificar momentos na minha vida em que vi pessoas zangadas, de voz exaltada, com gestos largos e com atitudes bruscas. Embora isto me fizesse estremecer por dentro, poucos eram aqueles que desafiavam este estado de raiva e que faziam as coisas de maneira diferente. Portanto, a tendência de me zangar foi  aceite como normal. Está também associado à ideia de respeito e querer ser respeitada, à noção de autoridade, de controlo e de ter medo de ser inferior.

Em vez de me julgar por isso, estou a investigar e a comunicar este ponto - primeiro comigo própria e depois com as pessoas mais perto de mim - com o meu parceiro, com o meu buddy do Processo e amigos mais chegados. Agora chegou o momento de partilhar com o mundo. Tem sido importante expor esta minha tendência com o meu parceiro especialmente porque em momentos em que o João me vê a reagir comigo própria ou com alguma coisa, ele alerta-me e ajuda-me a ver quando me estou a zangar ou a ficar chateada. Este é o processo de lidar com uma energia que tem existido dentro de mim durante muito tempo e que estou agora a parar de participar nela através da respiração, do perdão-próprio e a corrigir-me em tempo real. 

Estou a tomar responsabilidade pelo que se passa em mim e a mudar a minha vida.
Sinto uma leveza dentro de mim desde que me permiti ver que não me tenho de zangar comigo, com nada nem com ninguém. Dá-me vontade de chorar por finalmente libertar este peso. É um peso carregado de moralidade, de ideias de como as coisas devem ser, do julgamento do certo e errado, do bom e do mau. É o peso de um Deus que eu criei dentro de mim própria e contra mim. É o peso de uma imagem de perfeição. É o peso de uma punição que imagino para mim própria quando não correspondo a estas ideias e que justifica os meus medos. É uma amarra à minha expressão e à minha honestidade própria.

Agora pergunto-me: quantos de nós tem vivido sob este estado de zanga iminente? Quantos de nós gritam nos sonhos, o único espaço em que as supressões vêm ao de cima? E quantos de nós se permite tirar o escudo de proteção chamado fúria, sem medo de sermos vulneráveis e gentis connosco mesmos, com os outros, e realizarmos que somos iguais?

Vejo então que a fúria é um mecanismo de defesa do ego. Nenhuma atitude com base na mente de superioridade e de controlo vai produzir resultados benéficos para mim ou para os outros à minha volta: vejo consequências nas minhas relações passadas e recentemente o meu corpo tem-me dado sinais de alerta. Estou grata por ter actualmente pessoas e ferramentas que me apoiam a olhar para dentro e a resolver este problema dentro de mim. Espero que este blog te ajude a lidar com este ponto caso também vejas a tendência para te zangares contigo e projectares essa raiva no mundo à tua volta.


Nos próximos blogues irei também publicar o perdão-próprio que tenho estado a viver em relação a coisas ou momentos que desencadeiam a energia da raiva, irritação, zanga.

Até lá, recomendo que oiças também estas entevistas (em Ingês):

Utiliza a secção de comentários caso tenhas perguntas em relação a este ponto (ou outro na tua vida!) ou sobre o processo de auto-investigação.



DIA 230: A Paranóia da Sexta-Feira




Será que já nos perguntámos porque razão a sexta-feira é um dia fascinante no calendário dos seres humanos do mundo ocidental? Pelo menos no meu escritório, paira no ar uma alegria estranha, há mais sorrisos, as pessoas vestem-se descontraidamente e há mais tempo para se conversar com o colega do lado. Isto não seria de estranhar se fosse a regra, no entanto, esta motivação quase infantil é a excepção e só ocorre um dia por semana. Ao fim de um ano, provavelmente vai-se ver que dos 260 dias de trabalho, apenas 52 dias foram levados de bom grado. Este comportamento está de tal forma enraizado na sociedade que até deu nome a um franchaising de restauração - o famoso Thank God Is Fridays.
Mas será que é a Deus que agradecemos as nossas vidas semanais miseráveis que requerem um ou dois dias de "descanso", para depois se voltar para a roda dos ratos na corrida contra o tempo? Ou será que não somos nós próprios quem tem consentido com uma vida contra a nossa própria existência, contra o nosso próprio bem-estar, contra a nossa própria estabilidade e segurança de uma vida garantida?

 At least is Friday é outra expressão que está nas bocas de muitos para se aceitar qualquer coisa menos boa que aconteça numa sexta-feira, que realmente significa "quero lá saber"... Foi estranho deparar-me com esta realidade do mercado de trabalho quando me juntei a uma grande empresa porque não estava habituada a ver a influencia da chegada do fim-de-semana e a abertura com que as pessoas expressavam a necessidade e desespero pela chegada das 17:00. Provavelmente não reparei nesta paranóia enquanto trabalhava numa pequena empresa porque espera-se que os empregados gostem daquilo que fazem e normalmente o director encontra-se na mesma sala!

Para mim, a motivação da sexta-feira é como um balão que enche e se esvazia até estar murcho num domingo à noite e não haver qualquer vontade-própria de começar a segunda-feira. No entanto, a partir de quarta-feira, o mesmo balão recomeça a ser enchido pela vontade crescente de se ter dois dias "livres" geridos pela nossa própria decisão. Curiosamente, cheguei à realização que a minha gestão do tempo durante o fim-de-semana é precária quando comparada com a gestão das minhas reuniões durante a semana. Apercebo-me também que a sexta-feira tem um certo "sabor" a rebeldia, em que eu noto a tendência de desejar quebrar a rotina para não pensar no dia seguinte e convencer-me a mim própria que estes eventos fazem sentido e que eu mereço ter este descanso.

Se eu acredito que eu mereço este descanso e se fisicamente o meu corpo necessita deste repouso semanal, então como posso aceitar que no mesmo mundo existem pessoas sem dias de férias nem qualquer motivação externa que as convença que a vida delas vai mudar para melhor? 

SOLUÇÃO

Será que não estaremos nós numa posição privilegiada de questionarmos o sistema que nos prende, de questionarmos as razões pelas quais não estamos plenamente satisfeitos com a nossa actividade diária, nos questionarmos que, se não fosse pelo dinheiro, provavelmente a maioria das pessoas iria fazer qualquer coisa diferente daquilo que faz. E tu, vês a tua paranóia e a paranóia da nossa sociedade? Se realmente estivéssemos empenhados em criar o paraíso na Terra, cada dia seria igualmente importante na vida de cada um, em que cada um de nós respira aqui, se expande sem medo, dedica-se a aperfeiçoar a sua actividade e sabe que está a fazer o melhor por si, para si e pelos outros. 
Sugiro que se comece a investigar soluções a favor de uma sociedade equilibrada na qual a precaridade está fora da Equação - isto será possível se o dinheiro passar a ser uma forma de libertação e não de controlo. Leiam mais sobre o Rendimento Básico Garantido:  http://basicincome.me/




DIA 141: A alquimia em que destruímos tudo aquilo que tocamos


Todos desejamos ser alquimistas para transformarmos tudo aquilo em que tocamos em ouro. Mas o que na realidade acontece é a sensação que estragamos tudo aquilo em que tocamos. Todos desejamos viver mas acabamos por caminhar só para a morte...
Este é um sintoma do vírus da mente. 

Apesar de todos desejarmos fazer "o bem", de "não pecar" e de transformar tudo em "ouro", no final de contas o que temos? Complicações atrás de complicações, mal entendimentos, frustração, promessas que não se cumprem, personalidades duplas e culpa. Não será esta a ideia que nos faz acreditar que "esta juventude está perdida".... Crianças lindas transformadas em adultos mentirosos. Que raio de destino para a humanidade é este, de certo não é humano, mas é fruto de uma doença mental: a aceitação da mente.

Pontos a serem "curados" e perdoados:
A ideia que estragamos ou contaminamos tudo em que tocamos - Apercebo-me que esta ideia da mente não é real, mas só existe porque eu a criei e continuo a participar nela. É uma constante manipulação da mente em que acabamos por fazer exactamente o contrário daquilo que queremos porque este tem sido o nosso ponto de partida - aceitamos a guerra, aceitamos a desonestidade, aceitamos os medos, aceitamos a culpa, ou seja, aceitamos ser a mente e ignorar a Vida.

Fazer o contrário daquilo que queremos - habituámo-nos a acreditar na nossa mente com tal fé que nem conseguimos distinguir aquilo que é honesto e aquilo que é desonesto connosco próprios. Por exemplo, quando na minha mente eu penso que não quero estragar este momento ou que não quero partir esta caneca, estou de facto a aceitar estas opções - estou a dar azo a criar esta realidade contra mim própria, em vez de tomar a decisão de não me permitir participar e criar uma realidade diferente daquela que é o melhor para mim.  (por  exemplo, estar presente e por isso não deixar cair a caneca!)

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar e definir-me de acordo com as experiências em que acabei por fazer o contrário daquilo que seria o melhor para mim e por ter acreditado que esta memória sou eu. Nisto, apercebo-me que ao definir-me com esta personalidade de que estrago tudo o que eu toco, irei participar nesta personalidade sem ver que eu sou a responsável e capaz por parar de seguir este "programa da mente".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que quando as coisas chegam até mim ficam sempre mais complicadas. Apercebo-me que o que acontece é ter a ideia que as coisas sem mim são mais fáceis de resolver porque não existe ainda o factor de preocupação. Ou seja, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido contaminar aquilo que eu faço com o vírus da preocupação e pensar que vai ser mais complicado do que aquilo que eu inicialmente pensava.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido contaminar a minha ação física com a ideia que é complicado lidar com a situação. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido contaminar a minha ação física com o peso da mente (peso e bagagem da memória e do passado).

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que as situações novas são demais para mim e que seria mais fácil manter-me num estado de conforto e de controlo da mente, em vez de me dedicar a participar na solução e que isto implica fazer aquilo que não está no meu programa da mente (parar a ideia como as coisas vão ser, parar a mente) para ser organizada, ver as coisas em senso comum, mudar a maneira como faço as coisas)

Em  vez disto, eu comprometo-me a ver a situação em senso comum, a ver o que é que realmente precisa de ser feito e analisado para que a minha participação seja na solução e não a agravar ou a causar o problema.

Eu comprometo-me a decidir e viver a decisão de parar o programa da mente em que penso que "será sempre assim" e que irei sempre estragar as coisas ou os momentos em que eu me envolvo.

Quando e assim que eu me vejo a manipular o momento ou a situação ao pensar que as coisas vão se complicar por minha causa, eu pároe respiro. Eu dou-me a oportunidade de ver onde e como é que eu estou a participar nesta ideia e como é que eu estou a criar as condições e a alimentar os medos do futuro. Eu comprometo-me a parar de participar nos hábitos de pensamento da minha mente e dedico-me a escrever ou a falar destes medos e preocupações, no sentido de ver aquilo que eu estou a criar e a alimentar em mim. Nisto, eu dedico-me a parar de deliberadamente aceitar este "destino" da mente.

Quando e assim que eu me vejo a justificar a situação como sendo "o normal" porque tem acontecido o mesmo com a minha família e outras pessoas, eu páro e respiro. Em vez disto, eu permito-me tomar responsabilidade por mim e pela minha responsabilidade de mudar aquilo que tem sido feito, eu seja, dedico-me a parar a mente/cultura/hábito de como as coisas são, quando em senso comum e honestidade própria eu vejo que "a maneira como as coisas são" não é o melhor para ninguém (Por exemplo, chegar constantemente atrasada aos sítios cria-me uma enorme ansiedade). Eu comprometo-me a ver as coisas em unidade e igualdade com tudo e com todos, e a partir daqui, dou-me direção a parar a mente de interesse próprio/ego para me permitir ser e fazer aquilo que é o melhor para todos.

Quando e assim que eu me vejo a sabotar a minha decisão de mudar por pensar que resistir à mente é difícil e complicado, eu páro e respiro.  Eu permito-me sair do estado mental da complicação e vejo que qualquer resistência da mente é um indicador de um ponto que eu ainda não resolvi em mim. EU dedico-me a investigar este ponto e a perceber de onde é que a instabilidade vem - que ideias é que eu ainda me defino e prendo? Que imagem do futuro eu estou a criar para mim própria? Porque é que eu hei-de partir a caneca? Porque é que eu participo na complicação em vez de me dedicar à solução? Em quem é que eu estou a projectar as minhas próprias limitações?

Eu comprometo-me a parar que a minha mente e a mente dos outros decida por mim e permito-me tomar decisões físicas que realmente ajudem a minha existência física e a existência física dos outros, sem qualquer agenda da mente/medo/morte e dedico-me a VIVER-me/realizar-me/descobrir-me/mudar-me em honestidade própria.

À medida que escrevia estas realizações, apercebi-me que o ponto de partida de julgar as coisas como complicadas ou simples é também uma sabotagem da mente. O mesmo se passa com o desejo de transformar as coisas em ouro - todas estas ideias de como as coisas são ou devem ser, serve como uma distração daquilo que está aqui e que pode/deve ser feito; portanto esta é a decisão de sair desta prisão da mente, destas auto-definições, desta religião do certo e do errado, da vida e da morte. Em vez de desejar a vida "perfeita", dedico-me a recriar a vida que existe em mim - a expressão física da vida que está aqui em tudo e em todos, tal como o ar que respiramos.

Ilustração: Can I Walk Away in My Next Breath – An Artists Journey To Life: Day 179 | by Andrew Gablehttp://bit.ly/VN3il7

Dia 119: Aplicar soluções no meu mundo...




Quantos vezes é que será preciso bater com a cabeça para finalmente ver que tenho/posso desviar-me? Ou que posso mesmo ver que fui eu que criei a parede e que posso também tirá-la? Esta metáfora descreve como às vezes me permito sentir quando passo pelo mesmo padrão uma vez, duas vezes, três vezes, sem me aplicar a mudar a minha história.

Hoje fiquei desiludida comigo própria porque mais uma vez me distraí de mim. No entanto, em vez de continuar a acumular esta frustração de actos-falhados, decido escrever e a comprometer-me a viver esta resolução.

Momentos antes tinha estado a pensar sobre soluções para o mundo e para as relações inter-humanas de cooperação - soluções rápidas e fáceis aos olhos da mente, mas sem primeiro testar a eficácia na realidade. Justamente esta tarde, tive a oportunidade de aplicar estas soluções na minha relação com a minha equipa no trabalho mas não o fiz. Isto porque nem sequer me apercebi que estava perante essa oportunidade de aplicar as soluções no "meu mundo". Ao reflectir sobre esta situação - como se visse a situação em câmara lenta - vejo que o meu ponto de partida inicial foi o de pensar numa solução "para os outros", convencida que eu já tinha passado por esta fase. Como é óbvio, a minha eficácia está dependente da minha consistência e, como  não estava um e igual com esta solução, acabei por não viver  esta solução para mim própria. Na realidade, estamos todos no mesmo barco de mente flutuante, esperanças e assumpções errantes!

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar e imaginar soluções para os outros, sem ver e perceber que eu própria me tenho de tornar na solução para todos os meus problemas e tornar-me num exemplo de consciência e auto-correção.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que estava a separar-me da solução ao pensar que seria uma solução "para os outros".
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que se eu esto ua pensar numa solução, então é sinal que esta solução vem de mim, começou em mim e que isso me indica que o problema está também manifestado em mim.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido comprometer-me a estar ciente de mim mesma para me corrigir e aplicar as realizações que me percebo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que aquilo que eu vejo nos outros (padrões, ideias, julgamento) é de facto o que eu vejo a partir de mim e que é um espelho daquilo que ocupa a minha mente.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido criar na minha realidade a oportunidade de aprender comigo própria (ao ver o padrão e ao ver a solução) e de aplicar a solução no meu mundo, em vez de esperar que os outros mudem magicamente.

Quando e assim que eu me vejo a julgar como sendo fácil viver a solução, eu páro, respiro e apercebo-me que o primeiro passo para de facto começar a viver/criar/ser as soluções para mim própria é abrandar a mente e estar ciente da minha presença.

Quando e assim que eu me vejo a projectar a minha mente/padrões de pensamento nos outros, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a estar ciente de mim própria quando estou a comunicar com a minha equipa e permito-me ser eficaz a aplicar a solução em mim e assim garantir que vivo o exemplo por mim, para mim, um e igual com os outros seres-humanos.

 Apercebo-me que temos todos uma mente para lidar e que a primeira coisa a fazer é ajudar-me a mim própria a andar este processo de mudança, de sair da minha zona de conforto de erro, para realmente expandir-me para além das expectativas que eu delimitei para mim própria.

Quando e assim que eu me vejo a ficar zangada ou desiludida comigo própria quando repito o mesmo erro, eu páro, respiro e investigo qual é a origem da minha reação, qual o contexto do meu erro e comprometo me a estar ciente de mim a cada momento para que em qualquer situação eu esteja perfeitamente capaz de auto-corrigir-me em senso comum e honestidade própria.

Eu comprometo-me a abrandar a mente ao estar ciente da minha respiração e da minha presença em auto-correção -- eu dedico-me a aplicar as minhas realizações em tempo directo e a aplicar o melhor de mim e o melhor da minha ação nas relações à minha volta.

1+1=2 solução para o mundo de cada um.


DIA 117: Bipolaridade, Esquizofrenia e Obcessão PARTE 2

                         
Pergunto-me: Quem sou eu sem estas ideias da mente? Quem sou eu sem medo? Quem somos nós enquanto Humanidade sem a energia do conflito? Quem somos nós enquanto Humanidade sem Deus ou vozes da mente? Quem somos nós em total auto-responsabilidade para resolvermos a confusão das nossas mentes?

Ao realizar aquilo que tenho andado a permitir em mim própria, chega o momento de tomar a decisão de se recomeçar, desta vez com um ponto de partida que não é o da polaridade da mente. Escrevo então as frases de auto-correção, como um acordo que faço comigo própria para parar de continuar a recriar as mesmas situações descritas anteriormente.
Nota: se achares que estas frases são repetitivas, aconselho a que se páre esse julgamento e se continue a escrever/ler. Vejamos: as nossas memórias também são repetitivas, os nossos medos, as imagens, os padrões de pensamento - ou seja, o processo de se viver em auto-correção para o melhor de nós próprios vai levar a mesma dedicação e tempo que nos levou a criar estas ideias sobre nós próprios.

Quando e assim que eu me apercebo que estou a criar e a acreditar na ideia que se eu não fazer "qualquer coisa", alguma coisa de mal vai acontecer a mim ou a alguém da minha família, eu páro e respiro. Através desta ideia eu consigo o que é que eu de facto temo e, em vez de continuar a esconder os medos de mim, eu dedico-me a enfrentá-los,a parar o medo e a garantir que a minha ação não é controlada pelas ideias da mente.

Quando e assim que eu me vejo a acreditar que há alguém que me quer fazer mal, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que primeiramente sou eu que estou a auto-destruir-me ao criar ansiedade e medo dentro de mim.
Quando e assim que eu me vejo a auto-punir-me com base em julgamentos sobre o meu passado, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que os julgamentos da mente são sempre contra mim e contra os outros, logo não me posso permitir que os julgamentos decidam por mim. Eu vejo que a mente funciona como uma realidade paralela e através da qual eu me isolo dos outros, em vez de me aperceber que passamos todos por semelhantes situações porque todos temos uma mente para lidar. Logo, eu comprometo-me a estar um e igual com cada ser, e ao ajudar-me a mim própria a resolver os meus padrões da mente, estou a parar de participar no meu conflito (energia da mente) com os outros.

Quando e assim que eu me vejo a projectar em algo ou alguém o meu medo, que ultimamente trata-se do medo da morte, eu páro e respiro. Eu dedico-me a parar de projectar nos outros os pontos que eu tenho de resolver em mim, pois em honestidade própria eu tenho visto que são ciclos e que os mesmos padrões se têm manifestado ao longo da minha "vida" com pessoas e em cenários diferentes.

Quando e assim que eu me vejo a punir-me com escolhas, ou seja a pensar que alguma coisa de errado vai acontecer se eu for por um caminho diferente, eu páro e respiro. Apercebo-me que esta necessidade de controlar tudo e todos não é real e que só existe como um conforto ilusório na minha mente. Eu apercebo-me que o conforto da mente é irrelevante. Eu comprometo-me a garantir que estou fisicamente PRESENTE, atenta a mim própria no momento em que eu estou, ciente da minha ação egarantir que a minha ação é baseada em senso comum daquilo que faz sentido fazer e não baseado em desejos/ideias/medo da mente.

Quando e assim que eu dou por mim a acreditar na força de Deus, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que eu permiti estes pensamentos durante tanto tempo que acabei por me tornar neles. Comprometo-me então a tomar responsabilidade por mim nesta vida, e assim a parar de participar na dependência da mente de acreditar que estou protegida por um Deus injusto que protege uns e ignora outros.

Quando e assim que eu me vejo estar a fazer mal a mim própria ao criar instabilidade e ansiedade em mim, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que só permito a ideia que os outros me possam fazer mal porque eu própria trato-me mal ao desrespeitar a vida que eu sou. Logo, eu comprometo-me a parar o julgamento que não sou digna de ser Vida ou a estar estável ou a ser capaz de mudar - é da minha responsabilidade parar qualquer polaridade em mim, quer seja a excitação VS depressão, estar bem comigo própria VS estar mal comigo própria, orgulho VS punição. Ao parar a mente, estou a mudar.

Quando e assim que eu me vejo a imaginar a empurrar alguém na rua ou a magoar alguém, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta curiosidade de ver acidentes é baseada em imagens e no tabu de que desde pequenina quando haviam acidentes criava ideias baseada nas descrições que ouvia. Eu apercebo-me que estas imagens foram criadas na minha mente e que eu sou responsável por limpar a minha mente e parar de projectá-las no mundo. Ao estar um e igual com a outra pessoa,eu comprometo-me a parar de criar acidentes à minha volta e comprometo-me a não fazer nada que vai contra a nossa igualdade enquanto vida aqui.

Ao re-alinhar-me com a Vida que sou em honestidade própria e ao parar de permitir o abuso psicológico e físico resultante da participação na mente, em senso comum eu estou ciente que não farei a mim própria aquilo que não quero que me façam e não farei aos outros aquilo que não faço a mim própria!



DIA 110: Como é que Deus sabe mais do que eu sobre A MINHA PRÓPRIA VIDA?!




Em honestidade própria apercebo-me que reagi enquanto escrevia o título deste blog. A reação vem de uma espécie de revolta em mim mesma por me ter permitido limitar durante tantos anos (desde sempre?) com base em toda a fantasia, apatia e cegueira próprias de quem olhou demasiado para o céu à procura de respostas e o que viu foi uma luz fortíssima que é nada mais nada menos do que o Sol, uma estrela que não deve ser observada fixamente a olho nu. Isto para dizer que a apatia social que se verifica em mim e nos outros não apareceu ontem e não vai sair de um dia para o outro - esta forma de controlo foi tão bem planeada que a humanidade já anda nisto há centenas de anos. Revoluções, peregrinações, renascimentos e perseguições - havendo sempre algo superior a nós que nos observa como se um jogo de pinipons se tratásse, enquanto abraça uns e se esquece dos outros. A própria história de Jesus, aquele-amigo-que-nos-ama andou pelas bocas do mundo até ser manipulada  de tal maneira surreal que nos faz acreditar que Jesus, esse tal amigo que de facto vivia pela igualdade, seja superior a todos os outros e, de um dia para o outro, passámos a ser seus servos! Haja paciência para tanta doença mental.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na existência de uma lei INVISÍVEL a que se deu o nome de Deus, sem ver e perceber que em nome desta, eu e o resto da humanidade nos temos esquecido de nós próprios e da nossa responsabilidade em recriar a nossa existência aqui, no mundo físico, e fazer com que este mundo seja um lugar de verdadeira co-existência.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar nas conclusões transmitidas pelos adultos sobre a vida de Jesus e sobre a nossa relação de servidão e escravidão, sem ver que toda a sua história foi manipulada em nome do controlo, pois contradiz as palavras de Igualdade e de "amar o próximo como a sim mesmo".

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ter a coragem de questionar o poder inquestionável de Deus, da Igreja, do Governo e do dinheiro no mundo. Vejo então que todo este controlo e, por outro lado, a passividade são as duas faces da mente, em que uma existe porque a outra existe. Logo, cabe a mim e a cada um de nós deixar de ser escravo de tais forças invísiveis (controlo e medo) e tomar responsabilidade por si e por recriar relações em igualdade. Eu apercebo-me que a aceitação destas relações inconscientes tem servido de justificação para as minhas desonestidades próprias de "deixar andar" e "ter esperança", sem ver que é da minha responsabilidade parar de existir na mente e em todas as relações de polaridade inferior/superior.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e perceber que o medo de mudar e o medo de expor os problemas é baseado no medo de ser punida pela mente dos outros (Deus; moralidade; julgamentos), o que na realidade é uma forma de projectar a culpa nos outros/Deus e manter as coisas como elas estão. Eu apercebo-me que este medo de mudar só existe porque eu o tenho permitido e alimentado em mim e porque tenho permitido a personalidade de "deixar as coisas como elas estão porque há coisas piores", em vez de tomar a Responsabilidade de viver a mudança PARA O MELHOR DE TUDO E TODOS, a começar por mim e pela minha participação daqui para a frente.

Quando e assim que eu me vejo a culpar o passado e, com isso a religião, por todos os problemas que existem no mundo, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que direta ou indiretamente , os problemas do mundo são responsabilidade de cada um de nós que partilha a experiência na Terra. É a minha responsabilidade parar cada padrão/personalidade/julgamento/desonestidade própria/desigualdade que há em mim para me recriar como o meu exemplo, tal como Jesus que vivia as suas palavras.

Quando e assim que eu me vejo a acreditar na sensação de arrependimento por ter acreditado em Deus e numa força superior a mim, eu páro e respiro. Apercebo-me que, tal como a relação com Deus, também esta relação de arrependimento é baseada na mente que me dá a ilusão de impotência, quando na realidade eu estou aqui e posso recomeçar a confiar em mim própria e a garantir que eu me torno na solução para mim própria.

Apercebo-me que a crença em Deus funciona como um alçapão onde se acumularam todos os padrões, medos, confusões, questões que eu deliberadamente quis ignorar em mim própria, com esperança que alguém os resolvesse por mim. Neste processo, eu devolvo-me a confiança de abrir o alçapão sozinha, sem medo, sem julgamentos e simplesmente investigar cada ponto em mim, perceber a origem dos pensamento e realizar que sou capaz de limpar o alçapão/a mente para finalmente estar disponível para ser/ver a Vida que está aqui.

Eu comprometo-me a parar de acreditar num ser superior aos seres nem em um super-jesus para me dedicar a ver soluções práticas para aquilo que está fisicamente manifestado no mundo - ou seja, a viver as palavras de Jesus de "amar o próximo como a mim mesmo", ciente que primeiro tenho de recriar a relação que tenho comigo própria e, para isso, cuidar de mim e perdoar cada ressentimento, arrependimento, culpa, imagens, ideias e personalidades. Eu comprometo-me a parar de querer parecer as personalidades, para finalmente Ser honesta comigo própria, um e igual com o meu corpo, a expressar-me como Vida.

Quando e assim que eu me vejo a justificar a desigualdade, a pobreza ou a injustiça com base na ideia de pecado de uns e bonança dos outros, eu páro e respiro. Eu páro de justificar a cegueira do interesse-próprio e, tendo  em conta que existimos todos ao mesmo tempo na Terra, esta igualdade é um facto e por isso todos têm de ser considerados.

Quando e assim que eu me vejo a participar na ideia que há um ser a observar os seres na Terra, eu páro e respiro. Vejo agora que esta é um projeção da distância que eu permiti ter em relação a mim própria, como se estivesse longe de mim própria, quando na realidade eu sou a única que me posso mudar e dar direção de dentro para fora. Ao respirar eu apercebo-me estou em mim, no meu corpo físico, em honestidade própria e é da minha responsabilidade garantir que aplico a minha auto-correção, para assim recriar o meu exemplo de Vida, onde quer que eu vá e com quem quer que eu esteja.

Eu dedico-me a restabelecer a minha confiança para sair da passividade da mente/crença e me permitir estar estável incondicionalmente, sem me agarrar a memórias ou a crenças de conforto baseadas em esperança que alguém resolva os meus pontos da mente/memórias/julgamentos/medos por mim.

Apercebo-me que este processo vai demorar tanto ou mais o tempo que eu levei a distanciar-me de mim, com orações e palavras ocas que não tiveram qualquer efeito prático. Por isso dedico-me a resolver cada ponto que surge em mim, a escrever, a cuidar do meu corpo, a mudar fisicamente a minha relação comigo e com os outros, a criar o paraíso na Terra, a ser a solução da unidade e igualdade, passo a passo, a cada respiração, a cada perdão-próprio.


Ilustração de Andrew Gable




DIA 57: Pena dos outros é o medo de morrer também...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar no sentimento de pena dos que morreram a acreditar em Deus. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido projectar o arrependimento que eu permiti acumular em mim por ter acreditado em Deus e na religiao durante tanto tempo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar o meu passado como uma desculpa e justificação para não mudar e assim justificar o meu presente caracterizado por procrastinação.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na emoção de pena do desaparecimento das pessoas que eu conheço. Eu apercebo-me que esta sensação é baseada em medo que eu me distraia toda a vida como tem acontecido com todos os seres humanos até agora.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a morte é igual para todos e que mostra como estamos todos na mesma situação nesta realidade física. 
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de viver no físico e por isso refugiar-me na mente/na religião. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na relação estabelecida com os mais velhos baseada na ideia que eles sabem aquilo que é melhor para mim e, assim, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desprezar a minha direção na esperança que alguém com mais experiencia de vida/da mente decida por mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar no conforto do lar como sendo real, quando este mundo ainda não é um lar para todos.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido prender-me à pena da morte de pessoas mais velhas que não trabalharam na sua honestidade própria durante esta oportunidade física na terra.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido tomar a decisão e viver a decisão de não seguir o examplo dos meus antepassados e, assim, estar confiante a andar o processo de honestidade própria e garantir que a minha vida é vivida para o melhor de todos.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de morrer sem andar o meu processo no meu potencial máximo. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o processo seria uma coisa leve, em vez de a cada momento me dedicar a mim/ao processo por mim como Vida que eu sou.
Eu comprometo-me a respirar até a emoção parar caso sinta qualquer emoção quando falo da morte da minha avó.

Eu dedico-me a confiar em mim e na minha decisão de andar este processo e em auto-aperfeiçoamento. Eu comprometo-me a não aceitar menos do que quem ou Sou.
Eu comprometo-me a parar o medo de falhar o meu processo que é baseado no medo de morrer sem me auto-realizar.
Eu comprometo-me a parar de julgar as pessoas religiosas como sendo inferiores ou superiores. Eu comprometo-me a tomar a direção da vida tornando-me e criando-me um e igual à vida como sendo aquilo que é o melhor para mim/todos. Eu comprometo-me a parar qualquer sentimento de pena que é na verdade adiar a vida que eu sou aqui. Assim, eu comprometo-me a viver a decisão de realizar a vida que eu sou aqui e não deixar para depois ou para futuras gerações o processo que eu comecei.
Eu comprometo-me a parar a ideia que me atrasei no meu processo durante os anos em que eu fui crente em Deus. EU apercebo-me que eu sou a unica pessoa a prender-me a esta ideia e ao sentimento de culpa por ter-me distraido de mim/do meu corpo físico durante alguns anos.
Eu dedico.me a estar ciente de cada momento da minha respiração aqui e a confiar em mim no meu processo de recriar Vida em mim, no mundo.
Quando e assim que eu me vejo a participar no sentimento de culpa por não estar a mudar, eu páro e respiro. Eu não me permito acumular julgamentos sobre mim mesma nem acumular justificações que são apenas energias da mente às quais eu me tenho prendido/limitado.
Quando e assim que eu me vejo a projectar o sentimento de culpa nas pessoas mais velhas, eu páro, eu respiro e eu investigo onde é que eu estou permitir pena de mim mesma. Eu dedico-me a parar o auto-julgamento de vítima. Eu apercebo-me que este "vicio de julgar os outros/julgar-me" não é feito por um deus mas por mim na minha mente.
Assim, eu dedico-me a perdoar cada um dos julgamentos que a minha mente me mostra e que têm sido acumulados ao longo de toda a humanidade antes de mim.
Eu comprometo-me a parar de participar nos padrões de culpa, victimização e pena em mim ou nos outros. Eu apercebo-me que ao parar a pena em mim páro também o sentimento de pena em relação aos outros. Quando e assim que eu me vejo a culpar os meus antepassados pelos padrões da mente que eu tenho em mim, eu páro e respiro. Eu tomo responsabilidade pelos padrões que têm sido aceites e permitidos pelos meus antepassados/por mim/todos nós e comprometo-me a resolver estes pontos até não haver mais limitaçãoà vida que eu sou/somos. Eu apercebo-me que pena e culpa são uma sabotagem da mente e uma limitação à auto-correcção no momento!
Quando e assim que eu me vejo a culpar as gerações anteriores por me terem incutido as ideias de submissão a um deus superior, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que tenho agora as ferramentas e EU AQUI para me recriar a cada momento como Vida que eu sou Aqui, um e Igual como toda a Existência, como aquilo que é o melhor para todos.

DIA 51: Delegar a decisão a um deus...


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que as decisões da minha vida já estão tomadas de forma divina e que eu estou a "viver" o meu destino. Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que tal justificação da mente serve unicamente para me manter limitada e assim permitir que outros decidam por mim.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido aperceber como o controlo da mente funciona e o qual tem sido manifestado ao longo de toda a história da humanidade até agora.

Ao andar o meu processo de escrita e honestidade própria apercebo-me que somos todos criadores de nós próprios e do mundo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido habituar a acreditar que algo superior a mim decide por mim e tem a legitimidade de o continuar a fazer sem nunca me questionar sobre o real poder que tenho ou do potencial poder que posso vir a ter.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar e projectar  a esperança numa ajuda externa como Deus, nos homens, no país, nos outros países, nas outras pessoas, na economia, na política, sem nunca parar para ver que estes organismos não existem para ajudar a maioria, caso contrário o sistema mundial seria já diferente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar e alimentar a ideia que questionar deus ou qualquer crença era errado e por isso gozada pelos outros.
EU perdoo-me por me ter aceite e permitido desprezar a minha relação comigo/com o meu corpo em vez de empoderar-me em tudo o que eu sou, falo, faço.
Eu comprometo-me a tomar direcção própria a cada respirar.
Eu comprometo-me a parar o medo de me criar sem precedentes nem exemplos a seguir - mas a apoiar-me incondicionalmente com tudo o que existe aqui.

DIA 44: dEUs criador ou dEUs julgador


Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido perceber que os julgamentos que eu projecto nos outros tais como o medo que o meu ego seja alimentado pelos elogios dos outros, sem me aperceber que eu sou totalmente responsável por aquilo que eu me permito tornar.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar ser superior/mais do que quem eu "normalmente" sou quando alguém me elogia.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar ser inferior/menos quando não recebo nenhum elogio durante um período de tempo ou depois de me ter dedicado a uma actividade. Eu apercebo-me que esta necessidade de "prémio" e reconhecimento é apenas uma necessidade (emoção) baseada em memórias e na ideia que está tudo bem.

Eu apercebo-me que aquilo que eu faço depende de quem eu sou e quem eu sou é o essencial, pois o que eu faço virá de quem eu sou. Portanto, definir-me pelos elogios que recebo/não elogios é uma ideia da mente que não practicalidade pois quem eu sou não está dependente dos elogios/não elogios dos outros.

Eu decido ser aquilo que é melhor para todos e, neste caso, a ser estável em quem eu sou e a estar um igual com o elogio enquanto consideração por mim e não por qualquer necessidade de querer parecer ser superior a alguém, visto que somos todos um e iguais como Vida.

Dia 39: Conversas com Deus? É um delírio


Falar c Deus é um delírio e uma doença mental - porque são vozes na mente.
Eu habituei-me ao julgamento de Deus (ideia)  e apercebo-me que me toneir esse julgamento. Aliás, tenho sido sempre eu a viver esses julgamentos em mim própria.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que não consigo viver sem Deus e Jesus na minha vida que são de facto os meus julgamentos.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser o Deus na minha propria ação e pensar que não posso parar porque alguma coisa pode correr mal.
Eu perdoo-me por me ter aceite  e permitido acreditar que os julgamentos da mente são reais, em vez de pará-los no momento em que eles surgem.
Eu páro, respiro e confio em mim que sou capaz de existir e que eu sou sem os julgamentos.
Eu perdoo-me por ser tão séria nas coisas que eu faço como se fosse tudo dificil - quando na verdade é simples e eu divirto-me a fazer as coisas.
Eu perdoo-me por me permitir pensar que as minhas plavaras valem menos do que o que ela são - e estas palavras são eu, são a minha decisão de que eu me crio e são a minha ação.

Quando e assim que eu me vejo ter um julgamento (ou seja, brincar aos Deuses!) eu páro, respiro e escrevo o perdão proprio sobre esse pensamento especifico - esta é a unica maneira de eu ver o julgamento sem me tornar o julgamento. Ao realizar o julgamento, o próximo passo é a aplicação em auto-correcção e não voltar ao ciclo dos julgamentos.

Eu dedico-me a criar quem eu sou em vez de julgar quem eu sou.

Eu comprometo-me a largar os julgamentos de uma vez por todas.

DIA 24 - Educada pelo medo




A maioria dos pais não está ciente das consequências de se educar os filhos com medo. Eu sou filha do medo e, desde que eu me lembro, o medo tem sido uma "companhia". Basta ver a letra da música que me cantavam no banho para eu perceber claramente de onde é que o medo passou a ser aceite por mim como normal, especialmente o medo de cair e de me magoar. Nunca ninguém me disse que TER MEDO NÃO É NORMAL...

Pais deste mundo: párem de aceitar e permitir que os medos das vossas mentes contaminem as novas gerações. Uma criança educada pelo medo será um adulto com medo - e por muito que se procure esconder este padrão, o medo irá manifestar-se na necessidade de controlar os outros e manipular os outros somente para manter o "forte" intocável - porque em honestidade própria, cada um sabe que toda a sua vida tem sido fundada pelo medo; em honestidade própria cada um vê os seus próprios medos e percebe que isso não é viver; apercebemo-nos que o medo não é o melhor para si próprio nem para os outros à sua volta.  Depois de escrever o perdão próprio apercebi-me que nada de construtivo provém do medo e que uma educação pelo medo não é de facto uma educação - é tirar a expressão de Vida que existia à nascença...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que ter medo é normal só porque fui educada com medo em casa, na escola e na catequese.

Eu perdoo-me por nunca me ter aceite e permitido questionar a origem e esta aceitação do medo. Em honestidade própria apercebo-me que o medo me tem limitado nas minhas decisões e a minha expressividade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o ser humano precisa de medo para não cometer erros, quando na verdade todos os erros  são baseados no medo da perda, no medo de não se ser superior, no medo dos julgamentos dos outros, no medo de deus, no medo de se ser punido, no medo de ver que estamos sozinhos e no medo do futuro. Apercebo-me que ao se estar no medo da mente, não se está aqui e portanto não se considera nem respeita a Vida aqui.

 Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que se eu não parar o medo em mim, eu irei projectar o medo nas próximas gerações e permitir que este mundo continue sob a limitação do medo e da sobrevivência/separação entre os seres humanos e a natureza. Eu realizo que é da minha responsabilidade tornar-me ciente dos meus medos, aplicar o perdão próprio e auto-corrigir-me de modo a que as minhas acções reflictam auto-confiança, senso comum e decisões que considerem o melhor para todos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tomar decisões baseadas em medo (dos outros e do futuro), sem me aperceber que tal aceitação é estar de facto a comprometer a minha vida visto que eu estou a condicionar a minha própria criação e direção e a manter um ciclo de petrificação e auto-limitação. Eu apercebo-me que até agora qualquer sensação de conforto é de facto uma ilusão pois é baseada no medo que alguma coisa vai interromper essa sensação de conforto. Eu comprometo-me a estar ciente de mim e a investigar as minhas memórias para ver de onde é que a auto-sabotagem vem.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que o medo educada às crianças é uma forma de controlo para garantir que esta sociedade se mantenha sob o silêncio do medo e o aparente conforto da sobrevivência, quando por dentro  existe raiva, desespero e ignorância. Eu apercebo-me que o medo na idade adulta é baseado nas supressões vividas na infância e nas ideias que eu criei sobre mim e sobre os outros. Portanto, eu comprometo-me a perdoar cada memória, cada auto-definição, cada associação e cada ideia que eu criei baseada em medo da morte.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar no medo como se fosse uma coisa real. O medo da mente não é real e é da minha responsabilidade não permitir que a minha ação seja baseada em medo, porque isso é auto-destruição.

Eu apercebo-me que ainda não estou ciente da extensão do medo e da consequência de tal influência em quem eu sou. Portanto, eu dedico-me a este processo de ver quem de facto eu me tornei e trabalhar cada medo de modo a transcender as limitações que eu permiti acumular em mim e acreditei serem eu!

Eu comprometo-me a tomar decisões e ações baseadas em mim enquanto estabilidade física e naquilo que é o melhor para mim. Eu comprometo-me a parar as imagens de medo que são auto-sabotagem e não são nunca o melhor para mim/para o mundo à minha volta.

Eu comprometo-me a parar o medo de me magoar que até agora só tem tido o efeito de me magoar, pois foi preciso ver o medo manifestado para ver o medo que aceitei criar em pensamentos e ações. Eu vejo que o meu passado me mostra as consequências do medo e que tenho eu agora de garantir que páro a sério, antes que o eu-medo me pare a mim eu -vida.
Quando e assim que eu me vejo a imaginar-me a cair, eu páro e respiro. Eu foco-me na minha presença e na minha respiração para que a minha ação seja fundada na estabilidade da minha respiração e corpo - isto é o meu ponto de partida em honestidade própria. Realizo que o medo de cair foi-me incutido pelas gerações antes de mim mas é agora a minha responsabilidade de parar tal contágio e garantir que não mantenho a experiência de medo na Terra.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e perceber que a razão pela qual a religião se manteve neste mundo e me foi ensinada tem que ver com o medo aceite e permitido na mente dos seres humanos ao longo de toda a existência. Eu apercebo-me que a única razão para ter ido para a catequese foi o medo que os adultos tinham e que queriam garantir que eu estava "protegida", em vez de cada um se aperceber que este mundo apenas não é seguro devido à separação, desigualdade e desconfiança aceite que nós aceitámos entre nós, seres humanos.

Quando e assim que eu me vejo a culpar os meus pais/educadores pelos medos que me foram transmitidos, eu páro e respiro. Eu realizo que eu sou a conitnuação da existência e que a culpa é irrelevante e não tem qualquer efeito. Eu sou os meus pais/educadores. Em responsabilidade própria é possível inverter a tendência de auto-destruição que tem moldado o mundo/a nossa ação até agora. Eu realizo que só ao parar o padrão de medo em mim/nas minhas ações será possível eu participar na criação de um mundo melhor para todos onde a experiência nesta Terra será a Vida na sua plenitude e expressão máxima.

Eu comprometo-me a parar os medos que eu me tornei e para isso eu perdoo cada imagem, cada pensamento e cada ação baseadas em medo. Eu recrio-me sem medo, portanto eu crio-me como Vida e expressão de vida.

Eu comprometo-me a parar a sensação de medo e, quando e assim que eu entro num estado de medo (sensação no solar plexus ou petrificação) eu respiro até eu estabilizar. Apercebo-me que ter medo é um hábito que será parado ao longo do tempo mas que não será de um dia para o outro; eu vivo a decisão de existir a cada respiração e a auto-recriar-me sem medo.

Neste processo de auto-recriação só a Vida (eu igual a vida) permanece, porque só a Vida é real!

DIA 10 - A Decisão sou Eu


Hoje tomei a decisão de abraçar as minhas decisões.
O mundo à minha volta é um reflexo do que eu permito e aceito em mim própria. Agora eu comprometo-me a parar a guerra interior...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar as minhas acções e decisões depois de as fazer, sendo que antes eu queria faze-las. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que destruo tudo aquilo que eu toco, em vez de parar as ideias que permiti alimentar de mim própria e tornar-me a solução para mim e para as coisas à minha volta.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que eu sou os pensamentos da mente e por isso não confiar "em mim". Realizo que estou no processo de recriar o que tenho aceite e permitido até então. Permito-me então confiar no mEu processo de mudança.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido confiar a cem por cento nas minhas decisões, que são eu. Ao tomar total responsabilidade de mim aqui, tomo também total responsabilidade das minhas acções e garanto que estas são o melhor que eu sou capaz neste momento.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tornar-me desconfiada de mim mesma e permitir projectar a desconfiança nas minhas acções e decisões. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade de mudança - eu permito-me entregar-me a mim própria e confiar e mim como Vida que eu realmente sou.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar no arrependimento da mente, em vez de me abraçar a cada momento e auto-corrigir-me se necessário, sem julgamentos nem punições.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido recear tomar decisões erradas. Apercebo-me que eu sou a própria a criar a noção de decisão errada, com base nos meus próprios julgamentos acumulados ao longo do tempo. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tornar-me nos julgamentos que aceitei em mim. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar as decisões como sendo complicadas, em vez de me focar naquilo que é o melhor para mim, em honestidade própria. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que o melhor para mim é mau para os outros, em vez de aperceber que o melhor para mim, em honestidade própria, é o melhor para mim enquanto Vida, um igual com os outros e com o mundo.

Quando e assim que eu começo a julgar a minha acção, eu páro e respiro. Apercebo-me que a ideia de perfeição da mente não é real - dedico-me à minha acção em completa presença aqui, no que é real. A perfeição existe na acção e decisão em honestidade própria, naquilo que é o melhor para mim e para os outros iguais a mim.
Quando e assim que eu me vejo participar no arrependimento e no desejo de "voltar atrás no tempo", eu páro e respiro. Não me permito consumir com ideias da mente que não são reais e mantenho-me aqui, estável e aberta à auto-correcção.
Quando e assim que eu penso que tomei a decisão errada, eu páro e respiro. Ao ver os pensamentos da mente, apercebo-me dos padrões e perdoo-me. Permito-me abraçar e abraçar a minha decisão. Páro a guerra interior entre o certo/errado e comprometo-me a dar-me/dar ao mundo o melhor de mim.
Quando e assim que eu me vejo participar em pensamentos de auto-punição ou da punição de um deus, eu páro e respiro.  Eu apercebo-me que eu me tenho limitado com base nas ideias de pecado e em medo de ser punida, pelos outros e pelo deus da mente mas que nada disso é real e que só existe na mente. Estou ciente que a punição é irrelevante - em vez disso, ao realizar-me do que se passa em mim, eu perdoo-me e mudo.

Ao estar ciente de mim aqui, permito-me tomar decisões e acções em honestidade própria, baseadas em senso comum. Permito-me confiar em mim e respeitar-me enquanto Vida.

Artwork: Andrew Gable, Self-Forgiveness on Soul - http://www.andrewgable.com/blog/category/destonian/