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DIA 179: PERGUNTA-TE: Quem é que eu me permito e aceito ser?


Quem é que eu sou em honestidade própria?
Quem é que eu sou sem medo dos outros e sem medo daquilo que pensam ou dizem de mim?
Quem é que eu seu se eu não levar a peito aquilo que dizem ou pensam de mim?
Quem é que eu sou estável nas minhas decisões?
Quem é que eu sou sem a complicação da mente?
Quem é que eu sou sem os auto-julgamentos?
Quem é que eu sou sem o medo de me expressar?
Quem é que eu sou sem a pressão dos outros ou da mente?
Quem é que eu sou se eu não me permitir ser influenciada pelos outros?
Quem é que eu sou se aprender com os bons exemplos?
Quem é que eu sou sem o medo de acidentes?
Quem é que eu sou sem o medo da morte?
Quem é que eu sou sem o medo da dor?
Quem é que eu sou sem as imagens da mente?
Quem é que eu sou sem a imaginação?
Quem é que eu sou sem o medo de engordar?
Quem é que eu sou sem o medo de estar sozinha?
Quem é que eu sou ciente de cada respiração?
Quem é que eu sou sem as memórias da mente?
Quem é que eu sou sem vergonha de mim própria?
Quem é que eu sou sem inveja dos outros?
Quem é que eu sou sem me comparar aos outros?
Quem é que eu sou sem as projeções no futuro?
Quem é que eu sou sem as 'minhas' personalidades?
Quem é que eu sou em total confiança em mim própria?
Quem é que eu sou sem preocupações?
Quem é que eu sou sem me definir pelo passado?
Quem é que eu sou como a solução para mim própria?
Quem é que eu sou sem o ego?
Quem é que eu sou sem a energia da mente?
Quem é que eu sou sem ciúmes?
Quem é que eu sou sem o medo da perda?
Quem é que eu sou sem o medo da ruptura?
Quem é que eu sou sem desejo?
Quem é que eu sou com assertividade?
Quem é que eu sou sem o medo de mudar?
Quem é que eu sou sem o medo de me corrigir?
Quem é que eu sou sem a realidade paralela da mente?
Quem é que eu sou sem desistir antes de começar?
Quem é que eu sou com paciência comigo própria?
Quem é que eu sou sem medo de falhar?
Quem é que eu sou sem stress em mim?
Quem é que eu sou pontual?
Quem é que eu sou em estabilidade própria?
Quem é que eu sou sem desconfiança?
Quem é que eu sou sem a competição?
Quem é que eu sou em senso comum?
Quem é que eu sou a viver o perdão-próprio?
  
Quem é que eu sou um e igual com toda a gente?

Quem é que eu me permito e aceito ser? 


Ilustração: 'Alternate Realities' by Andrew Gable



DIA 135: Medo de se perder aquilo que ainda não se tem


Quantos de nós não tinha medo de andar de avião mesmo antes de ter viajado?

Um exemplo interessante para se descobrir a sabotagem da mente é o de perceber a antecipação da mente (sugiro que também leia o artigo: Prever as coisas atraves da mente) , baseada em ideias que cada um criou para si próprio e se tem regido/limitado pela sua própria "religião".

E medo de andar de mota sem nunca se ter andado de mota? Ou medo de perder um filho sem ainda ter filhos?
Medo da morte sem se ter ainda vivido.
Medo de perder o dinheiro que não se tem.
Medo de perder a carreira que não se tem.
Medo de perder uma reputação que mais ninguém liga.
Medo de se perder a elegância antes de se comer.
Medo de se perder a corrida antes de começar.
Medo de perder o emprego antes de o ter.
Medo de manchar a roupa nova antes de a comprar.
Medo de partir o copo antes de pegar nele.
Medo de chumbar antes de começar o ano letivo.
Medo de acabar o namoro antes de se começar.

A mente é composta por relações extremamente complexas de padrões baseados em memórias, registos visuais, medos, emoções, sentimentos, julgamentos próprios, projeções, crenças, associações de palavras, opiniões, manipulação própria, manipulação dos outros, definições de palavras, justificações e culpa.

Sem se conhecer a mente, a mudança é impossível porque é na mente que está a origem dos nossos problemas. Todos estes padrões que vão surgindo em nós e que nós não sabemos de onde é que surgem, são pontos que temos de resolver em nós próprios e parar de projetá-los no mundo à nossa volta. Este é o processo e quanto mais cedo se começar, menos desonestidade própria acumulamos. 

(Sugiro que se comece a escrever de forma estruturada - vê mais em http://lite.desteniiprocess.com/)

Ilustração:
Looking Within by Andrew Gable
“Giving Up Character” SF on Mind Dimensions (Part 1) – An Artists Journey To Life: Day 143http://wp.me/p2mGTf-aP



DIA 124: "Comer ou não comer"


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir culpa enquanto como o creme do bolo e acreditar que este sentimento de culpa é mais forte do que eu.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido querer suprimir este sentimento de culpa ao procurar uma justificação para não comer bolos, por exemplo - "já comi uma fatia e não posso comer mais", "ontem já comi um chocolate", "sou a única gulosa aqui", em vez de parar de suprimir o padrão que eu estou a alimentar e que está a causar este desconforto em mim, para realmente ver a origem do desejo e ver a origem da resistência a comer o bolo incondicionalmente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que as justificações da mente são reais/honestas só porque as oiço desde criança (hábito).

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido suprimir a vontade de comer bolos com o padrão de culpa e, assim, criar camadas em mim que se manifestam como indecisão - eu apercebo-me que eu tenho de trabalhar em mim a origem do desejo/do hábito e, ao parar os pensamentos sucessivos da mente, eu estarei a permitir-me ver a situação em senso comum e tomar uma decisão em plena confiança.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tomar a decisão de comer o bolo quando a pessoa com quem eu estava também foi comer bolo - eu apercebo-me que desejava estar tranquila como o outro, em vez de perceber que dependia de mim parar o meu estado preocupado da mente e me permitir estar em igualdade com a minha decisão de comer ou não comer bolo. Eu apercebo-me que quanto mais eu participo no programa da mente, mais as minhas decisões são tomadas em modo automático, em vez de me dar espaço a realmente viver a decisão, auto-analisar-me e garantir que eu estou a criar-me em auto-confiança a cada decisão/ação.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que estou a ser honesta comigo própria quando copio o que os outros fazem.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que não devo comer bolos porque o açúcar faz mal aos meus dentes, sem me permitir ver que estou mais uma vez a cobrir o padrão inicial do desejo de comer bolos com uma justificação/ameaça de que se comer bolos vou estragar os dentes.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido fazer ameaças a mim própria ao pensar que se eu comer este bolo os meus dentes vão ficar podres, sem ver que estou a impor um castigo no meu corpo e a agir com base em medo, em vez de estar um e igual com o meu corpo e tomar decisões a partir deste ponto de estabilidade própria de que não irei fazer nada que me prejudique deliberadamente. Ao mesmo tempo, apercebo-me que estas ideias criadas à volta dos doces e bolos são baseadas na experiência das outras pessoas e nas minha memórias e julgamento em relação aos meus dentes.
Vejo que as memórias não são baseadas em honestidade própria, pois mostram-me as supressões e pontos que eu me identifiquei como sendo Eu, e esta memória de mim própria tem os filtros de julgamentos e medos da mente.

Deste modo, eu comprometo-me a parar que os padrões da mente associados à memória de comer doces controlem a minha decisão no momento presente. Eu dedico-me a ver/explorar os medos/ultimatos da mente  que me foram transmitidos por pais/educadores/media e que eu adoptei como sendo Eu/reais.

Quando e assim que eu me vejo a reagir à memória dos eventos em que os padrões da minha relação com bolos se manifestaram, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estas imagens da mente/memórias são a consequência da minha aceitação destes padrões como sendo eu - portanto, ao parar de participar nestes padrões, eu apercebo-me que eu páro de reagir a estas memórias.

Quando e assim que eu me vejo a acreditar que as memórias, imagens e percepções da minha mente sobre mim a comer o bolo são reais, eu páro e respiro. Este arrependimento da mente é uma forma de auto-sabotagem pois ainda estou agarrada à ideia que fiz algo de errado. Eu comprometo-me a parar o julgamento das imagens da memória e a parar de dar crédito à mente - eu foco-me na minha estabilidade física e, com base nesta decisão, eu comprometo-me a averiguar no momento presente o que é o melhor para mim, sem abusar o meu corpo com desejos nem dúvidas da mente.

Quando e assim que eu me vejo a sabotar o meu momento presente a reviver a memória e a "castigar-me" por não ter resolvido este ponto ainda, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estes pontos não são do passado pois eu ainda me defino segundo estas imagens / memórias, embora estejam aparentemente passivos. Por isso, aquilo que eu posso fazer no momento presente é parar os julgamentos imediatamente, dedicar tempo a escrever sobre o ponto, a perceber os julgamentos do passado, a abrir-me comigo própria e preparar-me para parar que a mente/o passado controlem a minha Vida a partir de agora.

Quando e assim que eu me apercebo que estou a pensar " se ele comer, então como também", eu páro e respiro. Eu apercebo-me que através desta conversa da mente eu estou a evitar tomar responsabilidade por mim, pelos pontos que eu tenho de resolver em mim e de mudar por mim para ser honesta comigo própria.

Quando e assim que eu me vejo a participar na indecisão de "comer ou não comer", eu páro e respiro. Ao respirar, eu permito-me parar o programa automatico de desejos da mente e permito-me estar ciente do meu corpo, ajudando-me a estar um e igual com o meu corpo e a tomar decisões que sejam o melhor para o meu corpo. Eu comprometo-me a garantir que a minha decisão / ação nesta realidade é uma expressão de honestidade própria e que não seja baseada em medo/memórias/julgamentos próprios/julgamentos projectados nos outros/sabotagem-própria.

Curiosamente, enquanto escrevia este perdão-próprio apercebi-me que sempre que uma conversa da mente surge/indecisão ou resistência em mim é o indicador que estou perante um ponto de desonestidade própria e que tenho a oportunidade de lidar, tornar-me ciente do padrão, escrever um "plano" de auto-correção e estar preparada para transcender o ponto, em vez de procrastinar a minha honestidade própria e ter de enfrentar esta resistência/indecisão novamente.