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DIA 251: Problema-Solução: Não permitas que o medo se torne na tua profissão



Há uma resistência em mim para estar estável e parar de criar problemas na minha mente. Escrevi o texto que se segue no avião quando voava para Portugal. Apercebi-me que, apesar das dezenas de viagens que eu já fiz, sempre que ando de avião tenho um backchat associado ao medo da morte.

Os pensamentos sobre a minha morte surgem automaticamente porque eu tenho permitido que o medo tome conta de mim, em vez de eu me dar direção e manter-me estável como Vida - o que prova que eu ainda não Sou Vida em cada momento, palavra, acção.

O medo da minha decisão de comprar o bilhete de avião mostra-me que tenho resistência para confiar nas minhas decisōes, apesar de que tudo que faça seja sempre uma decisão minha (quer seja viajar em lazer, viajar em trabalho ou em ficar em casa). Percebo então a frase "A estabilidade própria é incondicional", porque eu, enquanto Vida/quem eu Sou em mim, não estou dependente do local nem daquilo que eu faço. Se eu aplicar a minha estabilidade própria a cada respiração, consigo dar direção aos meus pensamentos e corrigir aquilo que é desonesto comigo própria. O estado de instabilidade não é a norma, é a excepção.

No filme que estava a ver durante o voo, a personagem dizia: "Não permitas que o medo se torne na tua profissão." Vejo que ao ocupar-me dos medos estou a prender-me e a limitar a minha aplicação, porque o medo é como uma cegueira. Realizo também que o medo da morte é o medo de me perder e que o medo de me perder é uma forma de evitar encontrar-me.

Quanto ao ponto de ultrapassar os meus medos apercebo-me que vou enfrentar a minha mente até criar a minha estabilidade por mim. Eu tenho de me relembrar  /aplicar o meu Processo a cada momento porque este não é um sistema automático - é um Processo de auto-criação a cada momento e não é automático porque isso seria ainda a mente do "conhecido" e porque requer prática para mudar os hábitos da mente. No meu processo de mudança, é em mim que eu confio porque é esta a minha responsabilidade - confiar na minha decisão de andar este processo, perceber os problemss, testar a minha mudança e tornar-me na solução em tudo o que sou e faço.

Em alturas de turbulência apercebo-me da tendência de querer fugir do avião e ir para terra, onde eu penso estar estável. No entanto, mesmo em terra, os mesmos medos (padrōes) continuam a surgir, embora manifestados de outra maneira. Concluo então que eu não me posso permitir desistir de mim própria nem abandonar-me. Sou eu que movo cada célula do meu corpo a cada passo - eu sou cada célula e cada partícula da minha/desta existência, em unidade e igualdade. Desistir de mim é desistir desta existência, de tudo e de todos. Desistir de me tornar na solução é aceitar e permitir ser o problema. Por isso, tenho cada momento para me estabilizar, respirar, ver o problema e focar-me na solução. Cada pensamento que surge em mim é uma oportunidade para me dedicar a parar/direcionar o medo, o padrão, a emoção que eu criei em mim e me defini como tal. Finalmente, realizo que o padrão do medo é um círculo fechado que eu criei e que quanto mais eu me dedico a conhecer quem eu tenho existido até então (como mente/medo/energia/problema), mais eficaz sou no meu Processo de me recriar como Vida (estabilidade/senso comum/honestidade própria/solução).

DIA 219: Lições do Candy Crush


Ultimamente tenho jogado um jogo do Facebook chamado Candy Crush que implica fazer combinações de doces para se marcar pontos e seguir-se para o nível seguinte. Têm havido uma série de jogadas que, para além de fazerem um fogo-de-artifício de pontos inesperados, têm também sido fonte de realizações interessantes que posso sem dúvida aplicar ao meu processo.
  1. O primeiro elemento fascinante é o aumento gradual da dificuldade e quanto mais pratico mais "fácil" parece ser avançar para o nível seguinte, embora a facilidade seja relativa, pois tem a ver com o aumento da confiança, em conhecer o jogo, perceber como funciona e aplicar tudo isto para se atingir a perfeição. Da mesma maneira, ao trabalhar pontos em mim/memórias/padrões de pensamentos, consigo tirar camadas da minha mente para descobrir novos pontos para resolver em mim.
  2. Para isto, vejo que praticar diariamente ajuda a conseguir ver novas estratégias de jogo e o mesmo posso dizer que escrever todos os dias me ajuda a ver novas perspectivas sobre pontos que eu enfrento. Tal como no jogo, às vezes  é preciso parar, respirar e recomeçar com uma nova atitude, procurar jogar com uma estratégia nova, aprender com alguém que já esteja num nível mais à frente e aplicar essas soluções no meu jogo/na minha vida.
  3. Outro elemento essencial que pode mesmo ser decisivo para se ganhar um nível é o pensamento a longo-prazo: ou seja, por vezes é mais eficaz ver combinações mais complexas do que fazer pequenos pontos rápidos - também no processo, apercebo-me que as reações do momento têm um valor relativo que pode ser substituído por uma atitude de perceber a origem da reação de modo a que a minha aprendizagem dure no tempo e o meu processo seja uma acumulação de boas práticas e de correção-própria a cada novo passo.
  4. Ao ter-se em conta jogadas sustentáveis, pratico o chamado "thinking ahead" para perceber as várias opções e para isso ajuda ver o quadro global em vez de me fechar sobre uma parte to jogo. No processo de se lidar com a mente, é importante pôr-se as cartas na mesa, ao escrever sobre as várias opções  que eu tenho quando estou perante uma decisão, perceber as vantagens e as desvantagens das decisões que eu tomo de modo a ser responsável pela minha direção.
  5. Focus! Dificilmente se ganha no Candy Crush se não se estiver concentrado no jogo! Isto é possível ao perceber-se a "missão" do nível e a não perder de vista esse objectivo de se quebrar o "jelly" ou de se libertar os frutos encurralados!  No processo, o foco é sobre mim própria, ao estar ciente de quem eu sou naquilo que eu faço, estar ciente da minha presença, estar ciente daquilo que eu faço e a ser eficaz com o meu tempo disponível, sem me distrair desnecessariamente.
  6. A compaixão do jogo é um ótimo exemplo de como nos podemos salvar uns aos outros, ao dar vidas e receber vidas.
  7. A disciplina de se querer jogar "só mais uma vez" para se passar ao nível seguinte. Vou então aplicar esta ambição no meu processo em garantir que vivo  o compromisso de escrever o perdão-próprio diariamente. É brutal criar a estabilidade em mim própria quando eu realmente aplico a disciplina no meu processo e me apercebo do meu potencial de resolver os meus próprios problemas da minha mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para escrever o perdão-próprio é real. Apercebo-me que a resistência tem a ver com o facto do perdão-próprio não ser tão popular como dizer que estou a jogar Candy Crunch.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar avançar para o nível seguinte sem primeiro estar confortável com os pontos que tenho à minha frente para lidar e resolver.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar o meu jogo/o meu processo com o jogo/processo dos outros, quando eu me apercebo que só eu posso andar o meu jogo/processo e que o meu jogo/processo depende inteiramente de mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manter uma atitude passiva no meu jogo baseada na ideia que basta o meu parceiro ganhar para eu ficar contente. No entanto, apercebo-me que esta ideia é uma forma de justificar a minha falta de disciplina em completar o que comecei. Eu apercebo-me que eu costumava ter esta atitude quando jogava o GameBoy e a minha irmã completava os níveis - era como se eu perdesse a vontade de ganhar porque ela já tinha ganho. Por isso, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver estes jogos como uma competição com as outras pessoas em vez de ser uma oportunidade para eu aperfeiçoar o meu jogo e fazê-lo por mim!

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência em falar do perdão-próprio, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que tenho tido tantas ou mais lições através do perdão próprio do que até mesmo a jogar Candy Crush, por isso em igualdade, se eu falo em Candy Crush, faz sentido também estar à vontade a falar do perdão-próprio.
Quando e assim que eu me vejo a comparar o meu jogo com o jogo de outra pessoa, eu páro e respiro. Eu foco-me naquilo que eu estou a fazer e apercebo-me que o meu jogo depende da minha aplicação ao pôr em prática  soluções no meu jogo/vida.
Comprometo-me, de igual modo, a aplicar-me  a cada momento da minha vida ao estar focada na minha respiração e na minha correção para avançar no processo de me libertar das "jellys" da mente que me bloqueiam a expressão de Vida. Nisto, apercebo-me que tal como no jogo, é essencial eu aplicar o senso comum no meu dia-a-dia, em não complicar passos que podem ser simples e eficazes, a estar confiante nas minhas decisões e a não ter vergonha de pedir ajuda aos outros quando é necessário.

Tal como na vida real, no Candy Crush estamos todos na mesma terra, a dar-nos a nós próprios a oportunidade de aperfeiçoar a nossa ação.


DIA 217: A Ansia da Idade

Será que é possível que quanto mais velha sou mais paranoias tenho? Eis o efeito da acumulação da mente, a cada passo, em cada pensamento, em cada imagem da mente... Até tomar responsabilidade por quem eu sou, por aquilo que eu penso, pelo que eu digo.
Uma das ânsias da idade é a de se perder o que se tem: quer seja a perda do parceiro, a perda de dinheiro, a perda do emprego, a perda de cabelo, a perda de dentes, a perda de memória, a perda de atenção dos outros O medo da perda é tão cego que nem conseguia ver o que ando a perder Aqui Em Mim se eu não estiver ocupada em pensamentos. Vou então aplicar a técnica de trazer este problema para mim própria, ou seja, investigar onde é que eu participo exactamente neste padrão que é a ânsia de perder aquilo que eu tenho. A ansia de perder o João como parceiro, a ânsia de perder a saúde, a ânsia de perder a motivação, a ânsia de perder esta oportunidade de me mudar. Curiosamente, facilmente se substitui a palavra ansia pela palavra medo. Mas porque é que eu tenho medo de perder o João como meu parceiro se estamos juntos? Mas porque é que eu estou a participar no medo de perder a saúde se é exactamente esta ansiedade que me desequilibra o organismo? Porque é que tenho medo de perder a motivação que na realidade é uma energia baseada na polaridade positiva e que portanto nem sequer é real? Porque é que ainda me permito participar no medo de falhar no meu processo de Vida, quando é exactamente nesta vida aqui e agora que eu tenho a oportunidade de aplicar a mudança em mim?
Este texto veio no seguimento de uma realização brutal que é: quando eu culpo alguém sobre alguma coisa que eu pense ou sinta, esta culpa não mais nem menos do que um mecanismo para eu não ver a relação que eu estabeleci comigo própria e portanto não criar a oportunidade de me recriar/corrigir.

A continuar a escrever...

Ilustração: Love is the Light that Hypnotize, Blind to the Fear that Paralyze

www.desteni.org
www.equalmoney.org - the real Light of the World - that Lightens everyone's Load through removing Fear


DIA 182: JulgaMEDOS no meio da multidão


Vejo que os julgamentos que surgem em forma de pensamento ou em forma de supressão, são espelhos de vários caráteres/Personalidades pelos quais eu me tenho permitido definir. Mas de onde vem a primeira permissão e aceitação dos julgamentos próprios?
Vou usar uma experiência recente para investigar o ponto dos julgamentos e perceber a origem e a construção deste padrão na minha mente.
Isto passou-se a semana passada quando fui sair à noite numa zona em Londres considerada trendy e cosmopolita.
Dei por mim a comparar-me com as mulheres presentes, tendo como ponto de partida o medo de não ser tão interessante/gira quanto elas - aparentemente, a origem desta comparação e competição tem a ver com o medo de não ser tão interessante como elas PARA o João! Ou seja, para além da competição do ego, eu estava a participar na potencial competição entre mim e elas, em completa separação.


Como foi explicado no blog anterior, vou começar a usar uma estrutura que inclui as várias dimensões do Caráter/Personalidade e o correspondente perdão próprio e afirmações para a mudança.

Dimensão do medo:
Julgamento próprio com base no medo da perda; medo de não ser boa o suficiente; medo de ser trocada; medo de não ser a melhor; medo de deixar de ser interessante para o João; medo de perder a minha posição de mulher do João.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar nas comparações da mente quando estou com outras pessoas, especialmente com outras mulheres que eu julgo como sendo artísticas, interessantes e bonitas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na aparente separação da mente projectada nas mulheres à minha volta e acabar por pensar que este padrão tem a ver com o Joao. Apercebo-me que os ciúmes são um mecanismo de defesa da mente para eu não ver os julgamentos que eu criei de mim própria por trás destas projecções.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar no medo de não ser interessante o suficiente, querida o suficiente ou bonita o suficiente para os outros, sem ver que em honestidade própria eu não tenho nada a provar aos outros.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser insegura e instável na minha relação comigo própria, que depois se manifesta quando vejo estes padrões noutras mulheres, em vez de Ser honesta comigo própria, a praticar o meu à vontade de dentro para fora, a abrir-me comigo, a parar os medos e as limitações que eu criei para mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar e participar na relação de competição com outras mulheres quando isto é claramente uma luta do ego/mente e que não é baseada em igualdade e unidade comigo/com outros.

Eu apercebo-me que os medos que eu projecto na minha relação com as outras mulheres é um espelho dos padrões na relação que eu tenho comigo própria. Por isso, quando e assim que eu me vejo a ser competitiva comigo própria com base no medo/chantagem de perder alguma coisa, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que a vida não se ganha em competição comigo própria nem com a vida que os outros são!
Quando e assim que eu me vejo a ter medo de não ser boa o suficiente para o Joao, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este medo sobre a perda de mim própria não é real e que é da minha responsabilidade conhecer-me e corrigir-me na minha relação comigo própria que depois se vai reflectir na minha estabilidade e segurança na relação com os outros.
Quando e assim que eu me vejo a ter medo de ser trocada/substituída por outra pessoa, eu páro e respiro. Nisto, apercebo-me que estou a criar separação onde esta não existe - eu sou um e igual com a existência da outra pessoa e, em senso comum, podemos/devemos aprender uns com os outros.
Eu comprometo-me a parar o medo da perda que é baseado em sobrevivência e em controlo. Eu comprometo-me a praticar o meu à vontade de dentro para fora, a abrir-me comigo, a parar os medos e as limitações que eu criei para mim própria.
Eu comprometo-me a estar estável sozinha e a não participar no medo de perder uma experiência/sensação que são puras energias da mente!; eu comprometo-me a trazer para mim própria as comparações que eu faço em relação a outras mulheres e assim ver aquilo que eu estou a admirar nos outros porque não estou a criar essa realidade em mim; comprometo-me então a aprender e aplicar as boas práticas que eu vejo nas outras pessoas.

Ao escrever esta secção do perdão próprio apercebi-me que estava a projectar no João os meus próprios julgamentos através da sabotagem da mente, de desejar mudar PARA O/PELO outro. Realizo que isso é impossível e que isso só me separa da minha própria solução. Por isso, ao escrever sobre os MEUS pontos, estou a viver a decisão de parar as multiplas personalidade, ver o stress que crio para mim própria e dedicar-me a aplicar a mudança por mim/para mim.

No próximo blog vou caminhar pela dimensão do pensamento em relação aos julgamentos que projectei naquela noite.




DIA 179: PERGUNTA-TE: Quem é que eu me permito e aceito ser?


Quem é que eu sou em honestidade própria?
Quem é que eu sou sem medo dos outros e sem medo daquilo que pensam ou dizem de mim?
Quem é que eu seu se eu não levar a peito aquilo que dizem ou pensam de mim?
Quem é que eu sou estável nas minhas decisões?
Quem é que eu sou sem a complicação da mente?
Quem é que eu sou sem os auto-julgamentos?
Quem é que eu sou sem o medo de me expressar?
Quem é que eu sou sem a pressão dos outros ou da mente?
Quem é que eu sou se eu não me permitir ser influenciada pelos outros?
Quem é que eu sou se aprender com os bons exemplos?
Quem é que eu sou sem o medo de acidentes?
Quem é que eu sou sem o medo da morte?
Quem é que eu sou sem o medo da dor?
Quem é que eu sou sem as imagens da mente?
Quem é que eu sou sem a imaginação?
Quem é que eu sou sem o medo de engordar?
Quem é que eu sou sem o medo de estar sozinha?
Quem é que eu sou ciente de cada respiração?
Quem é que eu sou sem as memórias da mente?
Quem é que eu sou sem vergonha de mim própria?
Quem é que eu sou sem inveja dos outros?
Quem é que eu sou sem me comparar aos outros?
Quem é que eu sou sem as projeções no futuro?
Quem é que eu sou sem as 'minhas' personalidades?
Quem é que eu sou em total confiança em mim própria?
Quem é que eu sou sem preocupações?
Quem é que eu sou sem me definir pelo passado?
Quem é que eu sou como a solução para mim própria?
Quem é que eu sou sem o ego?
Quem é que eu sou sem a energia da mente?
Quem é que eu sou sem ciúmes?
Quem é que eu sou sem o medo da perda?
Quem é que eu sou sem o medo da ruptura?
Quem é que eu sou sem desejo?
Quem é que eu sou com assertividade?
Quem é que eu sou sem o medo de mudar?
Quem é que eu sou sem o medo de me corrigir?
Quem é que eu sou sem a realidade paralela da mente?
Quem é que eu sou sem desistir antes de começar?
Quem é que eu sou com paciência comigo própria?
Quem é que eu sou sem medo de falhar?
Quem é que eu sou sem stress em mim?
Quem é que eu sou pontual?
Quem é que eu sou em estabilidade própria?
Quem é que eu sou sem desconfiança?
Quem é que eu sou sem a competição?
Quem é que eu sou em senso comum?
Quem é que eu sou a viver o perdão-próprio?
  
Quem é que eu sou um e igual com toda a gente?

Quem é que eu me permito e aceito ser? 


Ilustração: 'Alternate Realities' by Andrew Gable



DIA 175: Medo de tomar decisões?



Hoje ouvi uma entrevista sobre o Medo de Ficar aPerder, que falava das várias dimensões por trás do medo da tomada de decisão/escolha entre diferentes opções e de onde é que a indecisão surge. Enquanto ouvia a história desta pessoa, apercebi-me como o medo de ser "excluída do grupo cool da escola" também se associa a mim ou pelo menos fez parte da minha adolescência (que pena que nessa altura ainda não conhecia o Desteni nem ouvia as entrevistas da eqafe!). Lembro-me dos pensamentos que tinha sobre o medo que as minhas amigas ficassem aborrecidas comigo se eu cancelasse os planos, ou os pensamentos de ter medo de excluir alguém do grupo porque tinha medo de criar inimizades e, ainda hoje, a indecisão sobre aquilo que eu quero fazer quando há vários eventos no mesmo dia. Curiosamente, este último ponto passou-se à pouco tempo e facilmente associei à entrevista que ouvi hoje, na qual se falava do medo de se ficar a perder e a imaginação sobre aquilo que se pensa que se está a perder, gerando arrependimento e frustração.
No final de contas, ao participar no limbo da indecisão, vejo que acabo por não me permitir estar presente naquilo que estou a fazer porque estou agarrada ao arrependimento. Não é interessante como a mente toma mais atenção àquilo que não passa de uma imagem do que àquilo que está mesmo aqui para ser vivido?! Outra dimensão interessante de ver é a esperança que algo ainda melhor surja, e então a escolha é a espera pelo momento/evento/(e príncipe) perfeito!
A tomada de decisão, que deveria ser uma rampa de lançamento para a expansão de nós mesmos, passa a ser um escorrega à mercê de medos, emoções e imaginações que não nos levam a lado nenhum e cria conflito dentro de nós. Comecei então a pensar em situações em que eu me vejo a criar este conflito/indecisão dentro de mim e reparo que isto surge quando eu estou a fazer uma coisa e penso que devia estar a fazer outra - ao escrever isto tornou-se claro para mim que este padrão é uma fonte de pressão que eu imponho em mim mesma e que me posso ajudar a parar/corrigir.
O que é que me impede de estar estável nas minhas decisões?
Porque é que eu não sou a primeira a confiar nas minhas decisões?
Porque é que penso na decisão como uma limitação em vez da expansão que eu posso proporcionar a mim própria?
Como é que eu posso garantir que tomo decisões assertivamente (com convicção, firmeza)?

É sobre estes os pontos que eu tenho escrito e aplicado o perdão próprio ultimamente. Em termos de resultados, esta semana tenho saído de casa à hora planeada e, nos momentos em que ainda me permito desleixar a minha decisão, consigo ver onde é que eu posso corrigir para que não volte a atrasar-me, ficar para trás e criar stress no meu corpo.

Eu perdoo-me por ter aceite e permitido julgar as decisões como limitações ou "portas que se fecham" quando na realidade este tem sido o meu ponto de partida por isso era eu que estava a criar essas limitações!
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar no medo de perder uma oportunidade que foi imaginada na minha mente, sem ver que ao participar neste medo da mente eu estou de facto a perder a oportunidade de ESTAR AQUI e de realmente viver a decisão sobre aquilo que está aqui, em unidade, igualdade e senso comum.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar as decisões como jogos de sorte, em vez de perceber que a decisão sou eu que a crio ao investigar sobre as diferente opções e assim permitir-me tomar decisões que sejam o melhor para mim.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido abraçar as minhas decisões sobre a carreira que tenho seguido e abraçar o meu processo de contínua auto-descoberta, auto-correção e auto-melhoria em quem eu sou e naquilo que faço.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver as decisões como limitações que imponho a mim própria em vez de realizar que eu posso expandir-me em cada decisão que eu tomo.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido VIVER as decisões que eu tomo e realmente dar o meu melhor ao participar nas minhas decisões e ao dar-me direção/iniciativa.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar as decisões "novas" como sendo perigosas, quando afinal o elemento "novo" não significa perigo, mas sim uma oportunidade para expandir-me numa direção que ainda não tinha tido antes.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir as minhas decisões como certas ou erradas, em vez de aproveitar cada uma delas como sendo parte do meu processo de transcender medos e parar os julgamentos da mente.

Eu apercebo-me que cada decisão começa com a minha respiração e que sou responsável por todos os "outcomes" ao longo do processo de dar-me direção como vida e garantir que me expando a cada passo. Por isso, comprometo-me a dar um passo de cada vez, a ter paciência comigo mesma e a garantir que me expando em tudo aquilo que eu faço.
Eu apercebo-me que depende de mim ser assertiva na minha tomada de decisão e de facto ajudar-me a decidir aquilo que é o melhor para mim. Dedico-me então a investigar e a reunir informação que me ajude a estar ciente das várias hipóteses para que tome decisões por mim em plena estabilidade e confiança.
Quando e assim que eu me vejo a imaginar a "situação ideal", eu páro e respiro. Em vez de ficar obcecada com essa imagem, eu dedico-me a ver o que é que será o melhor para mim/para os outros e realmente planear COMO é que eu posso criar essa situação para mim.
Quando e assim que eu me vejo a planear as decisões na mente, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que a mente não é de fiar porque salta passos essenciais para que a decisão seja realmente vivida na vida física - por isso dedico-me a tomar notas dos vários objectivos para me ajudar a ser realista quanto ao tempo que as coisas levam a fazer.
Quando e assim que eu me vejo a decidir fazer uma coisa nova, eu páro, RESPIRO e Dedico-me a fazer isso passo a passo, sem medo de ficar a perder outras coisas. Apercebo-me que o medo de ficar a perder não é real porque aquilo que é real é a expansão/auto-aperfeiçoamento que eu proporciono a mim mesma a cada decisão que eu vivo.
Mais do que nunca apercebo-me que comparar aquilo que eu faço com aquilo que os outros fazem é irrelevante e uma distração da mente baseada em competição - em honestidade própria eu realizo que cada um de nós está a andar o seu processo de Vida e que as decisões que eu tomo e vivo faço-as por mim e para mim. O que posso então fazer é APRENDER com as boas práticas, TESTAR para ver como funciona comigo e PRATICAR para me aperfeiçoar na minha ação.

As decisões são tomadas em honestidade própria ou em desonestidade própria. Vivemos ou morremos. Respiramos ou não respiramos... A liberdade de escolha é uma ilusão da mente.


Ilustração de Andrew Gable: Where Do Your Thoughts Come From. Find Out how your mind really works - http://lite.desteniiprocess.com/