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DIA 251: Problema-Solução: Não permitas que o medo se torne na tua profissão



Há uma resistência em mim para estar estável e parar de criar problemas na minha mente. Escrevi o texto que se segue no avião quando voava para Portugal. Apercebi-me que, apesar das dezenas de viagens que eu já fiz, sempre que ando de avião tenho um backchat associado ao medo da morte.

Os pensamentos sobre a minha morte surgem automaticamente porque eu tenho permitido que o medo tome conta de mim, em vez de eu me dar direção e manter-me estável como Vida - o que prova que eu ainda não Sou Vida em cada momento, palavra, acção.

O medo da minha decisão de comprar o bilhete de avião mostra-me que tenho resistência para confiar nas minhas decisōes, apesar de que tudo que faça seja sempre uma decisão minha (quer seja viajar em lazer, viajar em trabalho ou em ficar em casa). Percebo então a frase "A estabilidade própria é incondicional", porque eu, enquanto Vida/quem eu Sou em mim, não estou dependente do local nem daquilo que eu faço. Se eu aplicar a minha estabilidade própria a cada respiração, consigo dar direção aos meus pensamentos e corrigir aquilo que é desonesto comigo própria. O estado de instabilidade não é a norma, é a excepção.

No filme que estava a ver durante o voo, a personagem dizia: "Não permitas que o medo se torne na tua profissão." Vejo que ao ocupar-me dos medos estou a prender-me e a limitar a minha aplicação, porque o medo é como uma cegueira. Realizo também que o medo da morte é o medo de me perder e que o medo de me perder é uma forma de evitar encontrar-me.

Quanto ao ponto de ultrapassar os meus medos apercebo-me que vou enfrentar a minha mente até criar a minha estabilidade por mim. Eu tenho de me relembrar  /aplicar o meu Processo a cada momento porque este não é um sistema automático - é um Processo de auto-criação a cada momento e não é automático porque isso seria ainda a mente do "conhecido" e porque requer prática para mudar os hábitos da mente. No meu processo de mudança, é em mim que eu confio porque é esta a minha responsabilidade - confiar na minha decisão de andar este processo, perceber os problemss, testar a minha mudança e tornar-me na solução em tudo o que sou e faço.

Em alturas de turbulência apercebo-me da tendência de querer fugir do avião e ir para terra, onde eu penso estar estável. No entanto, mesmo em terra, os mesmos medos (padrōes) continuam a surgir, embora manifestados de outra maneira. Concluo então que eu não me posso permitir desistir de mim própria nem abandonar-me. Sou eu que movo cada célula do meu corpo a cada passo - eu sou cada célula e cada partícula da minha/desta existência, em unidade e igualdade. Desistir de mim é desistir desta existência, de tudo e de todos. Desistir de me tornar na solução é aceitar e permitir ser o problema. Por isso, tenho cada momento para me estabilizar, respirar, ver o problema e focar-me na solução. Cada pensamento que surge em mim é uma oportunidade para me dedicar a parar/direcionar o medo, o padrão, a emoção que eu criei em mim e me defini como tal. Finalmente, realizo que o padrão do medo é um círculo fechado que eu criei e que quanto mais eu me dedico a conhecer quem eu tenho existido até então (como mente/medo/energia/problema), mais eficaz sou no meu Processo de me recriar como Vida (estabilidade/senso comum/honestidade própria/solução).

DIA 250: Recriar auto-estabilidade: nesta (mu)dança estou sozinha


De regresso ao meu dia-a-dia citadino após um mês a viver na quinta Desteni na África do Sul, estou a aperceber-me das minhas reações mais rapidamente, ou seja, a instabilidade que os pensamentos causam em mim é reparada no momento e já não ignoro nem aceito a instabilidade como o meu estado "normal". A instabilidade em que eu me habituei a existir consiste num estado de ansiedade constante, de preocupação e de stress que já se acumula desde os tempos da escola e que tem de ser investigada. Aquilo que eu não me tinha apercebido é: a consequência que este estado de ansiedade tem no meu corpo, manifestado na alteração hormonal para corresponder ao estado de alerta associado aos elevados níveis de stress; segundo, que sou capaz de existir estável em mim; e, também, que eu sou responsável por criar a minha estabilidade.


É fascinante ver em mim própria as mudanças provenientes desta decisão de recriar a minha estabilidade onde quer que eu vá e independentemente de quem eu esteja: o facto de regressar ao meu dia-a-dia e continuar a dedicar-me ao meu Processo incondicionalmente é o melhor souvenir que eu podia ter trazido da minha viagem à Africa do Sul. As mudanças que eu estou a criar à minha volta vêm de dentro para for a, isto é, aquilo que eu antes via com sendo um problema eu estou agora a ver com outros olhos: procuro ver com os olhos voltados para uma solução.

 
Em vez de reagir dentro de mim quando alguma coisa na realidade externa não está a bater certo, eu procuro desvendar o porquê de estar a julgar a realidade (por ex. Quais sao as ideias ou desejos que eu tenho sobre como as coisas deviam ser) e pergunto-me o que é que eu posso fazer para me estabilizar (por ex. Escrever sobre determinados pontos) e mudar a situação para melhor, não baseado em desejo mas simplesmente em senso comum sobre como eu posso mudar a minha participação para me expressar livre dos julgamentos da mente. Foi precisamente isto que realizei na minha passagem de ano: apercebi-me que o meu Processo é como uma dança que eu danço comigo própria, primeiramente sozinha e, às vezes, acompanhada.


No primeiro dia do ano comecei o dia a escrever: escrevi o perdão próprio sobre os julgamentos e conversas na minha mente sobre a festa onde eu estava e foi como se um peso saísse de cima de mim - o peso ilusório da mente e dos pensamentos que eu criei e que sou igualmente responsável por parar e limpar em mim. Esta decisão de começar a escrever teve uma pequena resistência inicial mas que se dessipou no momento em que eu peguei no meu caderno e comecei o perdão prório.


Tal como uma (mu)dança, o meu processo de estabilidade/limpar a mente implica vontade própria e o movimento físico para criar soluções e testá-las com novos passos, aperfeiçar-me com novas maneiras de fazer as coisas e estando sempre ciente de quem eu sou a cada momento.

Quanto ao ponto de estar sozinha, isto vem da realização que sou responsável por tudo o que me acontece. Em honestidade própria eu vejo que não há nada nem ninguém a culpar sobre o que quer que eu pense, sinta ou faça, da mesma maneira que não há nada nem ninguém que me possa dar auto-estabilidade. Obviamente que há coisas práticas que podem vir da entreajuda e da cooperação entre nós (it takes two to tango) no entanto, cada um de nós está sempre sozinho em cada passo que decide dar, em cada pensamento que aceita ter e em cada correção que permite aplicar.

 

DIA 242: Disciplina para Mudar PRECISA-SE




Neste meu Processo apercebo-me da tendência de pensar que "voltei à estaca zero", ou  "estou a andar para trás" quando me sinto extremamente cansada fisicamente e apercebo-me que abusei do meu corpo com a aceleração da mente. Curiosamente, nestes momentos tenho tido também o hábito de culpar a minha actividade profissional como sendo demasiado stressante e exigente, mas hoje finalmente realizei que aquilo que eu faço é um reflexo daquilo que eu permito em mim: pensamentos, palavras e ações. Ou seja, independentemente da actividade profissional, sou sempre eu e quem eu sou irá influenciar aquilo que eu faço e como eu faço. O padrão de abuso-próprio por desgaste físico de trabalhar muitas horas seguidas é algo que eu tenho andado a permitir em mim e que está no meu "programa". Vendo bem, cresci a ver o meu pai a trabalhar mais horas do que o normal, a dedicar a sua vida ao trabalho e a fazer mais do que era exigido, e isto para mim ficou registado como sinónimo de sucesso.

Está nas minhas "mãos" mudar este programa que não me é benéfico, de altos e baixos - é de facto uma pressão ridícula que eu coloco em mim própria para exceder na avaliação na empresa embora até lá esteja a comprometer o meu corpo, o meu processo de escrita, a minha aplicação em honestidade-própria e mudança. Para isto, é necessário disciplina para mudar e para que a mudança passe a ser eu e que a minha mudança de atitude para comigo própria integre tudo aquilo que eu faço. Neste caso, é a minha aplicação na mudança do meu programa mental que vai permitir o meu sucesso naquilo que eu faço. É fascinante ver que eu tenho aplicado esta disciplina a seguir o meu programa, sem nunca considerar ser disciplinada em mudar a minha relação comigo própria, a não permitir "pôr mais areia" do que aquela que as minhas mãos conseguem segurar, e em ser constante nesta minha decisão. Ao mesmo tempo, vejo que o processo de acumulação pode ser adaptado para a acumulação de soluções, ao vivê-las em mim e ao mantê-las, caso me sejam benéficas.


Ou seja, eu vejo que tenho as ferramentas todas para lidar com a minha mente, desde que eu me dê direção para realmente mudar dentro de mim, naquilo que eu permito e aceito em mim: se eu aceitar a ideia de sacrificada, o mais provável é criar uma situação em que eu aceite ser vítima do sistema de trabalho, em vez de procurar saber como é que tal sistema me pode ajudar a criar a minha estabilidade. Em vez de ser vítima, eu ajudo-me a ser Vida.

Agora vou-me deitar para viver o meu compromisso de mudar o meu hábito de sono: vou testar deitar-me cedo e acordar com o nascer do dia.



DIA 220: As relações que criamos com o mundo à nossa volta

No fundo, em honestidade própria, cada um de nós sabe aquilo que fez e aquilo que não fez para que algo corresse de determinada maneira. Embora eu até há alguns anos atribuísse grande parte das minhas experiências à invisível mão e vontade de Deus, mesmo nessa altura eu conseguia ver o que é que eu andava a criar na minha mente secreta, como se escrevesse um guião de possibilidades e, quando estas se realizavam, eu fazia duas coisas: ou culpava-me (caso o evento fosse negativo), ou glorificava Deus pela ajuda (caso fosse um evento positivo). Agora pergunto-me: o que é que esta relação de polaridade me diz sobre aquilo que eu tenho aceite e permitido em mim própria? Porque é que eu não confio naquilo que eu decido fazer e naquilo que eu não decido fazer? Apercebo-me que a culpa contra os outros surge quando não confio plenamente em mim, e ao não confiar em mim estou a desrespeitar-me como Vida que sou. Ao mesmo tempo, vejo que a procura de justificações é uma continuação da projeção da culpa, quando afinal tem tudo a ver com a relação que eu estabeleço primeiramente comigo e depois com as coisas à minha volta.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido distrair-me com as emoções que eu própria criei ao aceitar e permitir determinadas relações em mim, tais como a relação de submissão, de sacrifício e de culpa e de vítima.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que as emoções são os laços que me prendem ao passado e que com isso eu não me permito ver a minha realidade em honestidade própria e perceber aquilo que eu estou a criar dentro de mim própria.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido parar a mente, abrandar e dar-me tempo para me conhecer, para perceber como é que a minha mente funciona, perceber as relações que eu criei comigo própria e depois com os outros.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar uma relação de sabotagem comigo própria, em que nos meus pensamentos saboto as minhas própria ações e acabo por criar uma realidade contra a minha própria estabilidade, visto que na minha mente criei já a imagem de instabilidade/desigualdade e aceitei como esta sendo real.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido confiar em mim própria incondicionalmente e por isso garantir que tudo aquilo que eu faço é em cooperação comigo própria, sem medos, nem imagens do futuro, nem esperanças, nem (des)ilusões - eu sou o caminho que ando para/por mim própria a cada passo, eu sou o corpo que vive a cada respiração, eu sou a vida que eu crio a cada momento.

Apercebo-me que ao "alimentar-me" dos pensamentos eu estou a distrair-me de mim própria e daquilo que existe à minha volta, ou seja, distraio-me daquilo que é o meu potencial de recriar quem eu sou e recriar a minha realidade. Quando e assim que eu me vejo a definir-me pelas relações que eu criei comigo própria e, consequentemente com os outros, eu páro e respiro. Ao abrandar a mente, eu permito-me ir ao fundo das relações, perceber a origem da relação, ver o padrão, escrever o perdão-próprio e auto-ajudar-me a puxar por mim para mudar a relação comigo própria/com os outros.
Quando e assim que eu me vejo a pensar nas memórias associadas a uma relação passada, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a não deixar distrair-me com imagens nem com emoções e comprometo-me a ser "fria" com a mente e a ser directa comigo própria - o meu objectivo neste processo é limpar a minha mente e recriar-me como Vida na minha expressão máxima que é o melhor para mim e o melhor para os outros.
Quando e assim que eu me vejo a reagir nas minhas relações com o mundo à minha volta, eu páro e respiro. Sendo que as relações com o mundo à minha volta são um espelho das relações que eu tenho comigo própria, eu permito-me questionar-me em honestidade-própria porque é que eu estou a reagir e permito-me ser franca para ver o padrão da relação (do ego) que eu permiti criar dentro de mim.
Quando e assim que eu me vejo a entrar na bola de neve dos julgamentos-próprios sobre aquilo que eu devia ou não devia ter feito, eu páro e respiro. Por experiência própria eu realizo que as memórias são também uma manipulação que eu permiti em mim própria e que espelha a relação que eu permiti existir em mim/na minha vida. Por isso, em vez de "acreditar" na manipulação da mente, eu páro, respiro, permito-me estar ciente da minha presença aqui e dedico-me a aplicar as técnicas de escrever o perdão-próprio sobre os julgamentos da mente e com isso abrir a minha mente "secreta" para me libertar e corrigir os laços/prisões que só eu criei para mim própria!
Eu apercebo-me que, por ter matutado sobre estas relações e manipulações, eu acabei por acreditar que aquilo que se passa na minha mente sou eu. Realizo que aquilo que se passa na minha mente não é o melhor para mim e portanto é da minha responsabilidade dar-me direção a cada momento para garantir que o o meu Desteni é criado por mim com base no senso comum, igualdade e honestidade própria inerentes à Vida que realmente sou e tudo é.



DIA 219: Lições do Candy Crush


Ultimamente tenho jogado um jogo do Facebook chamado Candy Crush que implica fazer combinações de doces para se marcar pontos e seguir-se para o nível seguinte. Têm havido uma série de jogadas que, para além de fazerem um fogo-de-artifício de pontos inesperados, têm também sido fonte de realizações interessantes que posso sem dúvida aplicar ao meu processo.
  1. O primeiro elemento fascinante é o aumento gradual da dificuldade e quanto mais pratico mais "fácil" parece ser avançar para o nível seguinte, embora a facilidade seja relativa, pois tem a ver com o aumento da confiança, em conhecer o jogo, perceber como funciona e aplicar tudo isto para se atingir a perfeição. Da mesma maneira, ao trabalhar pontos em mim/memórias/padrões de pensamentos, consigo tirar camadas da minha mente para descobrir novos pontos para resolver em mim.
  2. Para isto, vejo que praticar diariamente ajuda a conseguir ver novas estratégias de jogo e o mesmo posso dizer que escrever todos os dias me ajuda a ver novas perspectivas sobre pontos que eu enfrento. Tal como no jogo, às vezes  é preciso parar, respirar e recomeçar com uma nova atitude, procurar jogar com uma estratégia nova, aprender com alguém que já esteja num nível mais à frente e aplicar essas soluções no meu jogo/na minha vida.
  3. Outro elemento essencial que pode mesmo ser decisivo para se ganhar um nível é o pensamento a longo-prazo: ou seja, por vezes é mais eficaz ver combinações mais complexas do que fazer pequenos pontos rápidos - também no processo, apercebo-me que as reações do momento têm um valor relativo que pode ser substituído por uma atitude de perceber a origem da reação de modo a que a minha aprendizagem dure no tempo e o meu processo seja uma acumulação de boas práticas e de correção-própria a cada novo passo.
  4. Ao ter-se em conta jogadas sustentáveis, pratico o chamado "thinking ahead" para perceber as várias opções e para isso ajuda ver o quadro global em vez de me fechar sobre uma parte to jogo. No processo de se lidar com a mente, é importante pôr-se as cartas na mesa, ao escrever sobre as várias opções  que eu tenho quando estou perante uma decisão, perceber as vantagens e as desvantagens das decisões que eu tomo de modo a ser responsável pela minha direção.
  5. Focus! Dificilmente se ganha no Candy Crush se não se estiver concentrado no jogo! Isto é possível ao perceber-se a "missão" do nível e a não perder de vista esse objectivo de se quebrar o "jelly" ou de se libertar os frutos encurralados!  No processo, o foco é sobre mim própria, ao estar ciente de quem eu sou naquilo que eu faço, estar ciente da minha presença, estar ciente daquilo que eu faço e a ser eficaz com o meu tempo disponível, sem me distrair desnecessariamente.
  6. A compaixão do jogo é um ótimo exemplo de como nos podemos salvar uns aos outros, ao dar vidas e receber vidas.
  7. A disciplina de se querer jogar "só mais uma vez" para se passar ao nível seguinte. Vou então aplicar esta ambição no meu processo em garantir que vivo  o compromisso de escrever o perdão-próprio diariamente. É brutal criar a estabilidade em mim própria quando eu realmente aplico a disciplina no meu processo e me apercebo do meu potencial de resolver os meus próprios problemas da minha mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para escrever o perdão-próprio é real. Apercebo-me que a resistência tem a ver com o facto do perdão-próprio não ser tão popular como dizer que estou a jogar Candy Crunch.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar avançar para o nível seguinte sem primeiro estar confortável com os pontos que tenho à minha frente para lidar e resolver.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar o meu jogo/o meu processo com o jogo/processo dos outros, quando eu me apercebo que só eu posso andar o meu jogo/processo e que o meu jogo/processo depende inteiramente de mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manter uma atitude passiva no meu jogo baseada na ideia que basta o meu parceiro ganhar para eu ficar contente. No entanto, apercebo-me que esta ideia é uma forma de justificar a minha falta de disciplina em completar o que comecei. Eu apercebo-me que eu costumava ter esta atitude quando jogava o GameBoy e a minha irmã completava os níveis - era como se eu perdesse a vontade de ganhar porque ela já tinha ganho. Por isso, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver estes jogos como uma competição com as outras pessoas em vez de ser uma oportunidade para eu aperfeiçoar o meu jogo e fazê-lo por mim!

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência em falar do perdão-próprio, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que tenho tido tantas ou mais lições através do perdão próprio do que até mesmo a jogar Candy Crush, por isso em igualdade, se eu falo em Candy Crush, faz sentido também estar à vontade a falar do perdão-próprio.
Quando e assim que eu me vejo a comparar o meu jogo com o jogo de outra pessoa, eu páro e respiro. Eu foco-me naquilo que eu estou a fazer e apercebo-me que o meu jogo depende da minha aplicação ao pôr em prática  soluções no meu jogo/vida.
Comprometo-me, de igual modo, a aplicar-me  a cada momento da minha vida ao estar focada na minha respiração e na minha correção para avançar no processo de me libertar das "jellys" da mente que me bloqueiam a expressão de Vida. Nisto, apercebo-me que tal como no jogo, é essencial eu aplicar o senso comum no meu dia-a-dia, em não complicar passos que podem ser simples e eficazes, a estar confiante nas minhas decisões e a não ter vergonha de pedir ajuda aos outros quando é necessário.

Tal como na vida real, no Candy Crush estamos todos na mesma terra, a dar-nos a nós próprios a oportunidade de aperfeiçoar a nossa ação.


DIA 212: Auto-culpabilização e dura comigo própria



No seguimento destas minha andanças recentes, apercebo-me da solidariedade quando se fala de coisas do peito ou de zonas intimas do corpo, como se fosse ainda um tabu, mas vejo então que esta resistência para se falar nestes tópicos tem a ver com o medo de se “apanhar” a doença. Eu própria estava a participar no medo de falar sobre este assunto por medo de agravar a situação, como se só uma notícia mais grave fosse merecedora de um blog!

Afinal, isto não é daquelas coisas que só acontecem só "aos outros". Está aqui na minha realidade e eu tenho as ferramentas para andar este processo, passo a passo.

Mesmo antes de saber que este carocinho no peito se tratava de um quisto inflamado, comecei a aperceber-me do padrão da auto-vitimização e da tendência para me sentir culpada das coisas que acontecem na minha realidade. Mas participar no padrão da culpa não é produtivo e acabo por ser dura comigo própria.

Vejo então que agarrar-me à culpa é uma forma de evitar tomar responsabilidade e olhar para soluções práticas para aplicar correção imediata – por exemplo, começar a acalmar no trabalho, ser prática, fazer uma coisa de cada vez, desacelerar os pensamentos na minha mente, parar os medos, tomar decisões que sejam o melhor para mim, cuidar do meu corpo, respirar e relaxar.


Uma armadilha da mente até agora tem sido o de projectar a culpa nos outros, embora seja tal e qual um espelho de mim própria. Lembrei-me da expressão religiosa do “mea culpa” e vou tomar esta oportunidade para PARAR de participar na facilidade aparente da culpa. Por exemplo, em relação ao meu quisto, a culpa não é do meu emprego per se, porque não é o trabalho que gera o meu stress – Sou eu que permito (ou não) criar a ansiedade e acomodar-me ao estado de stress. Eu apercebo-me que sou responsável por investigar os pensamentos de culpa dentro de mim e ajudar-me a mudar a minha relação comigo própria, em AUTO-SOLIDARIEDADE e aplicar soluções na minha realidade!


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido habituar-me a culpar-me e a ser dura comigo própria quando algum acidente acontece ou alguma coisa corre fora do planeado, sem ver que ao culpar-me e ao ser dura comigo própria eu estou a criar novos problemas na minha mente.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir-me culpada pelas coisas que acontecem à minha volta como se tivesse a perder o controlo, em vez de perceber que posso tomar responsabilidade pela minha vida sem participar na reação de culpa.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido projectar a culpa para algo fora de mim, quando afinal o padrão de culpa não tem de existir em nada nem em ninguém. Apercebo-me que este padrão de culpa é um auto-massacre baseado em justificações sem realmente olhar para o problema e soluçõesn em plena responsabilidade, claridade e direção-própria.


Apercebo-me que ao simplesmente culpar-me pelas coisas, eu estou a evitar dedicar-me a uma solução prática e duradoura, como se fosse mais fácil culpar-me para “não pensar mais nisso”. No entanto, o padrão da culpa funciona. Em vez disso, eu posso e devo perdoar-me pela acumulação de culpa e dedicar-me a aplicar uma solução prática para o problema.


Quando e assim que eu me vejo a participar no padrão da culpa, tanto contra mim mesma ou a projectá-lo em algo ou alguém, eu páro e respiro.

Em vez de alimentar a culpa, eu procuro investigar em mim porque é que o sistema da culpa surge – e quais são as soluções reais que eu estou a suprimir em mim.


Quando e assim que eu me vejo a agarrar-me ao sistema da culpa como se isso fosse redimir-me das coisas que eu faço ou que eu não faço, eu páro e respiro. Em vez de querer mudar o passado, eu dedico-me a mudar-me no presente, a recriar a minha relação comigo própria em TOTAL COOPERAÇÂO. Eu apercebo-me que a culpa não tem qualquer efeito a não ser criar ansiedade em mim e separação comigo própria.


Ilustração: Andrew Gable