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Dicas Para Lidar Com o Fim De Uma Relação




Este vlog surgiu de uma conversa com um amigo que está neste momento a (ultra)passar pelo fim de um relacionamento que durou três anos.

Muitos de nós já passou por esta fase quer no lugar de quem decide terminar ou de quem recebe a notícia, mas raramente se conversa sobre o vulcão de emoções que entra em erupção dentro de nós... Por isso este vlog foca-se na maneira como lidamos com as nossas emoções após o fim de um relacionamento - o que a meu ver vai fazer toda a diferença na relação que temos connosco e com os outros daqui para a frente.

As reações emocionais sentidas por quem se sente rejeitado são normalmente relacionadas com a raiva, a angústia, o medo do futuro, a instabilidade, a melancolia, a vergonha, a rejeição e a mágoa. Quando a minha relação anterior terminou lembro-me da sensação de estar a cair, como se o tapete tivesse sido puxado e não houvesse chão; foi um momento de vazio emocional e de medo como se tivesse perdido uma parte de mim ou se tivesse saltado de um precipicio sem corda. Foi aterrorizante, no entanto o pior foi mais tarde quando "caí em mim" e realmente me apercebi que as coisas tinham acabado. O poder da nossa mente para imaginar tudo e mais alguma coisa e para pensar nas memórias de forma obecessiva é impressionante... Esta é a fase que o meu amigo descreve como "não me reconheço, já não sei quem sou".

No meu vlog eu partilho 3 dicas essenciais para lidarmos com a fase do pós-breakup de forma a não nos deixarmos consumir pelos pensamentos e pela nossa imaginação.

Dica 1# Escreve para Identificares as Emoções Dentro de Ti
Tentar ignorar o que sentimos não vai resolver as emoções que sentimos. Quanto muito vai suprimi-las mais uma vez até voltarmos a passar por situações semelhantes que façam o vulcão explodir outra vez. No entanto, a prevenção é o melhor remédio, por isso a melhor solução é tirar partido desta situação e aprender o máximo possível sobre nós mesmos para não termos de lidar com esta avalanche emocional outra vez mais tarde. Com base na minha experiência, escrever sobre aquilo que sentimos é uma ferramenta essencial para identificarmos as emoções e vermos aquilo que se passa dentro de nós mesmos. Quando as emoções são fortes e batem todas ao mesmo tempo é muito díficil fazer algum sentido dessa informação mas ao escrevermos somos capazes de abrandar o ritmo e acalmarmos; por isso escrever é um exercísio para conhecermos a nossa própria mente e percebermos de onde é que a instabilidade vem. Só assim será possível ver para além da nuvem das emoções e agir em estabilidade emocional outra vez. Falar com alguém e pedir ajuda são também ótimas soluções para se ver as coisas numa perspectiva diferente em vez de assumirmos que aquilo que pensamos é toda a verdade (é apenas a "nossa" verdade).

Dica 2# Não Continues a Alimentar as Emoções
Por muito viciantes que as emoções sejam, nós todos temos a capacidade de parar e de dar direção àquilo que se passa dentro de nós, incluindo as emoções, sentimentos e pensamentos. Em momentos de avalanche emocional o melhor que podemos fazer por nós é respirar fundo... Respirar até a avalanche parar. Curiosamente, todos nós desprezamos aquilo que nos mantém vivos - a nossa respiração! Por isso repira até a avalanche passar e tu conseguires voltar a ver as coisas com clareza e fora da nuvem das emoções.
Lembra-te: este momento da tua vida está a mostrar-te emoções que existem em ti mas que não são quem tu és. Um dos dons de se estar numa relação é desta ser uma plataforma para sermos o melhor de nós mas também de conhecermos o pior de nós - o nosso lado escuro - que normalmente vêm ao de cima nas reações e discussões. Conhecermos o pior de nós não significa que nos tornemos isso. Tu tens a capacidade de decidir quem tu és a cada momento. Por isso, neste momento decides ser uma vítima das tuas próprias emoções ou és a tua vontade de largar o rancor? És a raiva ou és a tua capacidade de compreender o outro? És o arrependimento ou és a tua decisão de aprender e mudar?
Outra emoção muito forte que tende a ocupar a nossa mente nestes momentos de mudança é a culpa - tanto de nos sentirmos culpados ou de culparmos o outro. No entanto, enquanto nos agarrarmos à culpa não estamos a tomar responsabilidade pelas emoções que nós próprios criámos. Por isso, parar de culpar o outro sobre o que quer que tu pensas ou sentes é um passo essencial para te ajudares a sair da avalanche e te empoderares a mudar a tua experiência em relação à outra pessoa. Caso contrário, irás sempre abdicar da tua própria vida e permitir que a tua estabilidade emocional esteja dependente de algo ou alguém fora de ti. Faz sentido?

Dica 3# Põe um ponto final na relação dentro de ti (Closure)
Isto não significa que passes para a polaridade de ignorares o outro ou de te tornares vingativo. Significa que te vais permitir fechar este capítulo da tua vida para entrares na fase de cicatrização e eventualmente voltar a pôr os dois pés bem assentes na terra. Ficar preso ao passado nunca será a solução para criares o teu futuro. Aquilo que eu vejo é que ficamos presos aos planos que tinham sido idealizados e imaginados, e acreditamos que o nosso futuro já não fará sentido sem a outra pessoa. No entanto, esquecemo-nos que os planos não são fixos no tempo e que requerem ajustes, adaptações e muitas vezes substituições. Por isso, em vez de transportares a dor dos planos inacabados ou tentares à força que esses planos ainda aconteçam, foca-te em criares novos planos e objectivos para ti que não estejam dependentes de mais ninguém. Abraça o que existiu e agora liberta os planos que não passaram disso - planos... A outra parte de ti que também estás a lidar neste momento são as memórias. Há a tendência de revisitarmos as mesmas imagens over and over again e desejarmos mudar o passado (o arrependimento) na esperança que isso pudesse mudar o resultado final. Em vez de estares preso ao passado e mudares o impossível, apercebe-te que aquilo que é possivel mudar é quem tu és a partir de agora. As tuas futuras relações serão um espelho da tua mudança pessoal, daquilo que queres para ti e daquilo que queres dar ao outro. Por isso, olha para as memórias como uma lembrança (souvenir) onde podes aprender aquilo que deves mudar e não te deixes afundar pela bagagem que trazes contigo.

Acima de tudo, este é um momento para restaurares a tua confiança e a tua intimidade contigo mesmo. Pergunta-te: o que é que podes aprender sobre ti? O que é que aprendeste com esta pessoa? Em que é que estás grato por teres tido nesta relação?

O tema das relações é muito vasto e tem muitas camadas. Para além das dicas mencionadas neste post para se lidar com o final de uma relação, há dois aspectos essenciais que a meu ver deviamos estar cientes quando começamos ou estamos numa relação de forma a prevenir o cenário de rutura:

  • A imagem da relação perfeita: esta é uma imagem que existe na nossa imaginação e que nos foi imposta pelos filmes, telenovelas e sociedade. Funciona como um holograma que nós usamos como referencia para encontrarmos o homem/mulher "dos nossos sonhos", ou seja, que encaixe na imagem. No entanto, com o evoluir da relação o mais provavel é que a realidade se distancie dessa imagem de perfeição inicial. Nesse momento, nós acreditamos que algo está errado com a relação porque já não corresponde à perfeição idealizada em vez de nos apercebermos que aquilo que é real é a relação que existe, é a pessoa e é o potencial que somos capazes de criar juntos. A solução é simples: se formos capazes de largar a imagem da relação perfeita e decidirmos criar a relação perfeita então o potencial da relação é ilimitado...!
  • A comunicação é o melhor remédio: todas as minhas relações passadas provaram que é a falta de comunicação que leva ao fim das relações. De facto, se eu olhar com atenção para a minha relação anterior vejo que já havia sinais que as coisas entre nós não estavam bem no entanto deixámos o tempo passar e afrustração e descontentamento acumular. A solução é estabeler uma comunicação honesta contigo mesmo e com o teu parceiro - assim que há dúvidas, pensamentos ou emoções a interferir na relação é essencial perceber o que se passa, conversar com o outro e encontrar-se soluções em conjunto; ou se houver hábitos que estejam a ser contra-produtivos e que tenham de ser mudados para que a relação evolua e continue a progredir. A saúde da relação pode ser diagnosticada através da comunicação entre o casal.

Espero que estas dicas e realizações te sejam úteis (quem me dera ter tido esta maturidade quando passei por isto no passado...!)
Este vlog faz parte da nova série A Casa da Joana no Youtube. Subscreve o canal em https://www.youtube.com/c/JoanaJesusVlogs Obrigada!


DIA 238: De volta ao básico: Porquê o sexo?




Há perguntas que cada um de nós pode fazer a si próprio para se conhecer melhor na sua relação com o sexo:
Porquê fazer sexo? Quem é que eu sou no sexo? Como é a minha relação com o meu corpo durante o sexo? O que é que eu julgo no sexo? O que é que eu procuro no sexo? O que é que eu gosto no sexo?

Já alguma vez te colocaste estas questões, ou terá sido o sexo introduzido nas nossas vidas na turbulência da adolescência e aceite como uma pressão da sociedade?
Eu comecei a questionar-me sobre estas dimensões do sexo no Agreementcourse e desde então tenho investigado e escrito sobre a relação que eu criei com o sexo e a relação com o meu corpo. É curioso ver que, apesar do corpo ser quem nós realmente somos, muitos dos tópicos relacionados com o físico do ser humano são suprimidos na nossa comunicação ou abusados na mente com imagens. Por isso, ao escrever para mim própria sobre este tema , tem sido uma caixa de Pandora que tinha ficado algures perdida na infância, altura em que não julgávamos o corpo ou o sexo como certo ou errado até ao momento em que começámos a copiar as manias e tradições da sociedade em que crescemos.

Voltemos ao título: Porquê o Sexo?
Para explorar esta  pergunta, tomemos o exemplo do mito que as mulheres fingem orgasmos para satisfazerem o ego do homem (!). Parece um pensamento retrógrado mas é importante que tanto as mulheres como os homens se questionem sobre o ponto de partida para fazerem sexo. Será que o ponto de partida de dar prazer ao outro não é de facto uma forma de interesse-próprio, porque por trás disso está o medo de se perder o parceiro? Isto é desonesto consigo próprio pela limitação que esta dependência mental provoca, em que se é escravo/a do medo de se estar sozinho. Por sua vez, o medo de se estar sozinho é o medo de se estar consigo próprio e de enfrentar a sua própria mente. Por tanto, dar prazer ao outro em honestidade própria é uma entrega incondicional, sem desejo nem medo.  E ainda, fingir-se a expressão corporal para manter os egos felizes é um desperdício de tempo e só mostra como o nosso sexo/ideia do sexo/ponto de partida do sexo é limitado nas nossas mentes.
Sobre o ponto de partida do sexo, podemos dizer também que a intimidade sexual é um momento de partilha e de confiança, em si próprio e no outro, e que através do sexo se descobre um bocadinho mais de si próprio, permite-se estar no físico, ultrapassam-se medos e papões, e permite-se estar vulnerável. Infelizmente, no nosso mundo actual são talvez poucos os lugares e os momentos em que nos permitimos estar plenamente cientes do nosso corpo, vulneráveis, entregues ao outro corpo, sem medo da dor, sem medo da perda... Vejo o sexo como um processo de auto-conhecimento e aperfeiçoamento e de transcendência dos medos que em frações de segundos invadem as nossas mentes.

Como é que foi possível tornarmos algo com tanto potencial, como o sexo, num tabu e numa coisa abusiva?
A pergunta que merece também atenção é: - será que sabemos o que o sexo realmente é, sem imagens da mente, sem memórias, sem desejo de um orgasmo, sem expectativas, sem arrependimento, sem a procura da energia acumulada na mente? Será que alguma vez nos comprometemos a limpar a nossa mente?
O sexo também não é baseado em conhecimento. Por muitos livros que se leiam, há pontos da mente humana que têm de ser interiorizados, entendidos, perdoados, mudados e recriados em cada um de nós.

Vamos então regressar ao básico do nosso corpo: e para isso, começamos por respirar. Já alguma vez te focaste na tua própria respiração? E na respiração do outro? E se este fôr o ponto de partida do sexo: a igualdade dos corpos, a igualdade da presença e a descoberta de si próprio.


Numa sociedade em que a maioria das pessoas cresceu ou contactou com a religião católica, faz sentido questionarmo-nos também sobre o ponto de partida da procriação. Irei muito provavelmente dedicar um blog para este tema, mas a meu ver é necessário colocar-se as tradições à luz da realidade. Em plena crise económica, talvez não seja o mais indicado ter-se muitos filhos sem que as condições de vida sejam garantidas e por isso é importante que haja o mínimo de senso comum e de responsabilidade própria. A ideia da procriação, como a palavra indica, implica uma pro-Criação, ou seja, um progresso, um upgrade dos pais e uma evolução da vida. No entanto, parece ser contraditório que as pessoas sejam capazes de criar uma melhor versão delas próprias sem primeiro se conhecerem plenamente.



DIA 237: Associar imagens do passado ao presente e desejar fazer sentido na mente




Quando é que a nossa realidade parece fazer sentido? No meu caso, reparo que há uma sensação de satisfação quando as coisas "batem certo", que é o que acontece quando a imagem da minha realidade encaixa com a imagem preconcebida na minha mente. Mas será isto honestidade própria? Tomemos o exemplo da escolha de um parceiro: quais são as ideias pré-concebidas que se criaram na mente e que nos fazem ser consciente ou inconscientemente selectivos? A cor dos olhos? O tipo de cabelo? A forma corporal? A nacionalidade? A personalidade do outro/a?

O "fazer sentido" na mente é o mesmo que dizer que a minha realidade tem de condizer com a imagem e ideia que eu criei na minha mente de como as coisas devem ser, embora eu nunca me tenha questionado se as imagens e ideias na minha mente são práticas, são realizáveis e se são o melhor para mim. Ou de onde é que estas imagens vieram? Apercebo-me que primeiro tenho de conhecer a minha mente para depois me poder dar sentido e direção em honestidade própria. Por exemplo, começar a investigar e a escrever sobre qual o ponto de partida na minha mente para tomar uma determinada decisão, para perceber como é que as associações da minha mente são criadas, quais foram as minhas influências para criar imagens de perfeição na minha mente, e como é que eu tenho permitido esta ditadura da mente na minha vida, sem tomar responsabilidade pela minha existência como um todo.

Este é o Processo de auto-investigação que tenho vivido ao longo dos últimos cinco anos e que continuo a andar, passo a passo, ponto a ponto...

Recentemente apercebi-me da tal sensação de satisfação quando na minha mente punha "certo" em vários aspectos do meu dia-a-dia: marido (checked), casa arrumada (checked), emagrecimento (checked), emprego (checked), viajo com frequência (checked), falo várias línguas (checked), tenho pessoas com quem falo e goste de estar (checked) e por momentos o ego pareceu encher os pulmões, em vez do ar. Obviamente, que é de ar que eu preciso e que estes "checked" não são nada mais nada medos do que aquilo que eu tenho criado para mim própria e que não é preciso anexar qualquer emoção de orgulho a isso. É da minha responsabilidade criar uma relação estável com o meu parceiro, criar um espaço que seja o meu lar, estimar o meu corpo com uma boa alimentação, exercício físico e trabalhar em pontos da mente que se manifestavam no corpo físico, empenhar-me no meu emprego para o manter, gerir o meu tempo para descontrair, estudar para aperfeiçoar a minha actividade profissional e resolver os meus pontos para não descarregar nos outros para eu própria ser uma boa companhia para mim e para os que me rodeiam. Ao ver cada um destes elementos, afinal não há nada de especial sobre isso. Aliás, a meu ver devia ser da responsabilidade do mundo (logo de todos nós) de criar as condiçõesbásicas para que cada ser-humano tenha dinheiro para um lar confortável, uma alimentação de máxima qualidade, tempo para desfrutar a sua existência e assim investir atenção em criar relações equilibradas com outras pessoas e potenciais parceiros.

Afinal de contas, as imagens da mente são baseadas em memórias, em imagens que os nossos olhos viram, nas coisas que os nossos ouvidos ouviram, quer tenha sido na realidade à nossa volta ou nos ecrãs de televisão, cinema, computador, rádio, conversa de outras pessoas, etc. Por isso, faz sentido concluir que, na maioria dos nossos pensamentos, NÃO escolhemos aquilo que pensamos ou imaginamos, porque simplesmente já existia na nossa mente aquilo que foi capturado pelos nossos sentidos (maioritariamente a visão e a audição).

- Quando pensamos, como é que somos capazes de discernir aquilo que é realmente o melhor para nós e que é honesto connosco próprios?
Podemos começar por realizar que tudo aquilo que a mente nos mostra tem de ser questionado. Não necessariamente julgado como certo ou errado, mas questionado sobre o porquê de associarmos a nossa realidade a determinadas memórias e como é que isso pode condicionar a nossa expressão no momento presente. Por isso a respiração é tão importante neste Processo: permite-nos abrandar a velocidade dos pensamentos e somos capazes de estar cientes dos pensamentos que temos, para que possamos darmos direção à nossa criação a partir de agora e pararmos de ser robots a copiar aquilo que vimos e ouvimos no passado.


No próximo artigo vou escrever o perdão-próprio e o meu compromisso de mudar a minha atitude de cada vez que dou por mim a fazer associações na mente e a desejar que a minha realidade corresponda com a perfeição de imagens da mente. Até lá, sugiro que se leia um artigo anterior que aborda a paranóia daperfeição que existe na mente humana. Em honestidade própria, este mundo só será um lugar perfeito para se viver quando cada um deixar de procurar dar sentido à mente e, em vez disso, perdoar e mudar os pensamentos sobre si próprio e redefinir o que é realmente a perfeição em nós, nesta vida e neste mundo.



DIA 219: Lições do Candy Crush


Ultimamente tenho jogado um jogo do Facebook chamado Candy Crush que implica fazer combinações de doces para se marcar pontos e seguir-se para o nível seguinte. Têm havido uma série de jogadas que, para além de fazerem um fogo-de-artifício de pontos inesperados, têm também sido fonte de realizações interessantes que posso sem dúvida aplicar ao meu processo.
  1. O primeiro elemento fascinante é o aumento gradual da dificuldade e quanto mais pratico mais "fácil" parece ser avançar para o nível seguinte, embora a facilidade seja relativa, pois tem a ver com o aumento da confiança, em conhecer o jogo, perceber como funciona e aplicar tudo isto para se atingir a perfeição. Da mesma maneira, ao trabalhar pontos em mim/memórias/padrões de pensamentos, consigo tirar camadas da minha mente para descobrir novos pontos para resolver em mim.
  2. Para isto, vejo que praticar diariamente ajuda a conseguir ver novas estratégias de jogo e o mesmo posso dizer que escrever todos os dias me ajuda a ver novas perspectivas sobre pontos que eu enfrento. Tal como no jogo, às vezes  é preciso parar, respirar e recomeçar com uma nova atitude, procurar jogar com uma estratégia nova, aprender com alguém que já esteja num nível mais à frente e aplicar essas soluções no meu jogo/na minha vida.
  3. Outro elemento essencial que pode mesmo ser decisivo para se ganhar um nível é o pensamento a longo-prazo: ou seja, por vezes é mais eficaz ver combinações mais complexas do que fazer pequenos pontos rápidos - também no processo, apercebo-me que as reações do momento têm um valor relativo que pode ser substituído por uma atitude de perceber a origem da reação de modo a que a minha aprendizagem dure no tempo e o meu processo seja uma acumulação de boas práticas e de correção-própria a cada novo passo.
  4. Ao ter-se em conta jogadas sustentáveis, pratico o chamado "thinking ahead" para perceber as várias opções e para isso ajuda ver o quadro global em vez de me fechar sobre uma parte to jogo. No processo de se lidar com a mente, é importante pôr-se as cartas na mesa, ao escrever sobre as várias opções  que eu tenho quando estou perante uma decisão, perceber as vantagens e as desvantagens das decisões que eu tomo de modo a ser responsável pela minha direção.
  5. Focus! Dificilmente se ganha no Candy Crush se não se estiver concentrado no jogo! Isto é possível ao perceber-se a "missão" do nível e a não perder de vista esse objectivo de se quebrar o "jelly" ou de se libertar os frutos encurralados!  No processo, o foco é sobre mim própria, ao estar ciente de quem eu sou naquilo que eu faço, estar ciente da minha presença, estar ciente daquilo que eu faço e a ser eficaz com o meu tempo disponível, sem me distrair desnecessariamente.
  6. A compaixão do jogo é um ótimo exemplo de como nos podemos salvar uns aos outros, ao dar vidas e receber vidas.
  7. A disciplina de se querer jogar "só mais uma vez" para se passar ao nível seguinte. Vou então aplicar esta ambição no meu processo em garantir que vivo  o compromisso de escrever o perdão-próprio diariamente. É brutal criar a estabilidade em mim própria quando eu realmente aplico a disciplina no meu processo e me apercebo do meu potencial de resolver os meus próprios problemas da minha mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para escrever o perdão-próprio é real. Apercebo-me que a resistência tem a ver com o facto do perdão-próprio não ser tão popular como dizer que estou a jogar Candy Crunch.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar avançar para o nível seguinte sem primeiro estar confortável com os pontos que tenho à minha frente para lidar e resolver.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar o meu jogo/o meu processo com o jogo/processo dos outros, quando eu me apercebo que só eu posso andar o meu jogo/processo e que o meu jogo/processo depende inteiramente de mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manter uma atitude passiva no meu jogo baseada na ideia que basta o meu parceiro ganhar para eu ficar contente. No entanto, apercebo-me que esta ideia é uma forma de justificar a minha falta de disciplina em completar o que comecei. Eu apercebo-me que eu costumava ter esta atitude quando jogava o GameBoy e a minha irmã completava os níveis - era como se eu perdesse a vontade de ganhar porque ela já tinha ganho. Por isso, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver estes jogos como uma competição com as outras pessoas em vez de ser uma oportunidade para eu aperfeiçoar o meu jogo e fazê-lo por mim!

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência em falar do perdão-próprio, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que tenho tido tantas ou mais lições através do perdão próprio do que até mesmo a jogar Candy Crush, por isso em igualdade, se eu falo em Candy Crush, faz sentido também estar à vontade a falar do perdão-próprio.
Quando e assim que eu me vejo a comparar o meu jogo com o jogo de outra pessoa, eu páro e respiro. Eu foco-me naquilo que eu estou a fazer e apercebo-me que o meu jogo depende da minha aplicação ao pôr em prática  soluções no meu jogo/vida.
Comprometo-me, de igual modo, a aplicar-me  a cada momento da minha vida ao estar focada na minha respiração e na minha correção para avançar no processo de me libertar das "jellys" da mente que me bloqueiam a expressão de Vida. Nisto, apercebo-me que tal como no jogo, é essencial eu aplicar o senso comum no meu dia-a-dia, em não complicar passos que podem ser simples e eficazes, a estar confiante nas minhas decisões e a não ter vergonha de pedir ajuda aos outros quando é necessário.

Tal como na vida real, no Candy Crush estamos todos na mesma terra, a dar-nos a nós próprios a oportunidade de aperfeiçoar a nossa ação.


DIA 218: A mente secreta que se abre aos poucos: caixa de Pandora

É brutal conseguir finalmente ver certos eventos da minha vida com mais clareza. Muitos dos eventos eram de tal modo emocionais e sentimentais que nem sequer conseguia escrever sobre eles, como se houvesse um bloqueio de medo de abrir a "caixa da Pandora" que é o baú da mente. Ao trabalhar em mim os pontos da ansiedade e das emoções, é como se estivesse a tirar camadas de pó que me permitem ver o que está a surgir à superfície, mas desta vez com outros olhos. Tenho igualmente de treinar os meus olhos/mente para não ver as coisas com as lentes "sujas" das emoções, mas de  modo a conseguir ver realmente os padrões em mim e ver soluções.

2006 - Pandora Box for Rajasinga (Tremor)
Recentemente prometi a mim própria que a partir de agora, em cada artigo, irei incluir frases de perdão-próprio. Isto porque me apercebi como é fácil manipular um texto, mas que contrariamente não se consegue manipular o perdão-próprio. E claro que isto é para o meu/nosso próprio bem porque, mais do que manipular os "outros", eu estaria a enganar-me a mim própria.
Por isso hoje vou escrever o perdão-próprio sobre a minha participação na ansiedade, principalmente em momentos em que estou a fazer uma actividade nova e por isso não tenho uma referência para me "agarrar".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a ansiedade de fazer uma coisa pela primeira vez ou ir a um lugar novo é real, como se a minha experiência fosse maior quanto mais emoção eu associar a esse momento. Nisto eu vejo como facilmente me deixo controlar pelo ambiente à minha volta, como se devesse submeter à "falta de experiência" em vez de aplicar a cada momento o princípio de fazer aquilo que é o melhor para mim, aplicar-me a 100% e focar-me naquilo que eu faço independentemente de ser a primeira ou a última vez a fazê-lo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido confiar em mim e confiar naquilo que eu faço incondicionalmente. Ou seja, quando e assim que eu me vejo a justificar a ansiedade em mim com a ideia de "eu nunca estive neste sítio", "eu nunca fiz isto", eu páro e respiro. Independentemente do lugar ou tempo, eu sou sempre eu Aqui; eu posso ser a decisão de confiar em mim; eu posso e devo aplicar-me naquilo que eu faço para garantir que as minhas ações reflectem a estabilidade que eu crio em mim própria. Por isso, eu comprometo-me a parar a ansiedade da mente e as imagens da minha mente, e decido focar-me na ação real e naquilo que eu posso fazer para criar um ambiente que me apoie a ser/fazer o melhor que me é possível.

Quando e assim que eu me vejo a "prender-me" e "agarrar-me" a memórias ou a imagens na minha mente baseadas em eventos que ocorreram a outras pessoas, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este agarrar às memórias é baseado em medo de cair, como se as memórias fossem uma bóia  à volta da minha barriga que me salva de afogar. No entanto, vejo que este medo é baseado na ideia de que a mesma situação se vai repetir então eu acredito que tenho de me defender - ou seja, esta aparente solução não resolve o problema de facto, mas prolonga as ideias e os medos como se estes fossem reais!
Por isso, eu comprometo-me a escrever sobre as memórias que me possam surgir e comprometo-me a perceber, através do perdão-próprio e da escrita dedicada ao meu processo, de onde é que a memória surge e porquê neste momento. Comprometo-me a escrever o perdão-próprio regularmente e diariamente de modo a criar uma relação de plena confiança, abertura comigo própria e com o intuito de estar preparada para mudar da próxima vez que eu me depare com o mesmo padrão.
Eu apercebo-me que ter segredos comigo própria é uma estupidez ... Comprometo-me também a olhar para os pontos da minha vida sem qualquer julgamento de certo e errado, mas procura antes ver os pontos de honestidade e de desonestidade própria na relação comigo própria.
Comprometo-me também a aceitar os eventos do passado da minha vida como sendo aquilo que são: imagens da mente que por alguma razão eu dei uma valor/apego emocional que me prendeu a tal memória. Ao desvendar o mistério de medo/emoção por trás das memórias, eu comprometo-me a investigar os meus padrões e a recriar uma relação de cooperação e aperfeiçoamento comigo própria.

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência para estar concentrada, a respirar e a estar presente estável dentro de mim, eu páro e respiro - dou-me tempo para perceber o que me está a distrair e para onde é que eu estou a desejar ir, em vez de viver a minha decisão de fazer aquilo que eu estou a fazer. Neste sentido, realizo a importância e a ajuda que é a de planear o meu tempo de forma a dedicar-me às prioridades, assim como dar-me tempo para expandir noutras áreas de lazer/divertimento/criatividade sem participar na sabotagem da culpa, e a não desejar estar a fazer aquilo que eu não estou a fazer.

Mais uma vez, a mente serve de indicador sobre aquilo que está à tona para ser resolvido. Quanto mais me aplicar ao meu processo de auto-conhecimento e de auto-realização, mais eficaz serei a aplicar as soluções para mim própria.


DIA 215: Se eu não Parar os PensaMentos, a Mente Pára-me a Mim


Este meu vlog conclui (ou melhor, inicia) uma nova fase do meu Processo, após o susto recente do quisto no peito. Recebi os resultados da biópsia e não é nada de grave para além de um quisto inflamado, ou seja, "Não se observam células ductais." :)))

Este foi um alerta do meu corpo e tenho estado a trabalhar em vários pontos que têm surgido que, apesar de não serem pontos novos em mim, simplesmente tenho participado tanto neles ao longo do tempo que a consequência física manifestou-se. Vejo/Sinto então que viver os pensamentos da mente é estar a abusar a minha própria vida/corpo. Apercebi-me do constante estado de ansiedade na minha relação com o emprego, NO ENTANTO, este padrão tem sido aceite/permitido por mim e tem sido projectado em tudo o que eu faço. Nos próximos dias vou então investigar todas as manifestações de ansiedade/preocupação na minha realidade.

Como é que eu posso parar/apagar os pensamentos?
"Ao permanecer aqui, na respiração e a perdoar-me a mim própria - por exemplo, fundindo-me com o pensamento, em pé de igualdade com o pensamento, como um ponto de responsabilidade para a compreensão da natureza absoluta do pensamento, como eu o criei, e, em seguida, numa respiração, perdoando o pensamento, e libertá-lo e comprometendo-me a não mais entreter o pensamento, que eu confio em mim mesma que realmente me perdoei de tal forma que a energia não vai voltar. A energia só vai voltar se eu não me perdoar a mim mesmo. Assim, se a energia voltar, posso ver claramente que não fui eficaz no meu perdão-próprio - não foi absoluto - e é um indicador que preciso de "voltar à tábua" e realmente ir fundo para puxar toda a energia para fora e realmente deixá-la ir com o perdão." Lindsay Craver

Quanto à localização do quisto, é fascinante ter surgido na mama. Deixo-vos com esta citação de Bernard Poolman:




DIA 214: Chorar é um automatismo da mente



Foi fascinante ver a emoção que surgiu nas primeiras vezes em que eu falei do quisto e como começava a chorar automaticamente. Passado alguns dias, consigo ver que se trata de uma energia da mente e que deve-se ao valor e à imagem que eu associo a uma situação como esta, em que a minha mente me mostra o pior cenário possível e eu acredito na mente como sendo real.
Apercebo-me também da "sorte" que tenho de estar a passar por esta experiência com o suporte do grupo do Desteni e do perdão-próprio, cuja escrita e cursos já desenvolvo há quase quatro anos, e com a qual que eu crio a minha estabilidade em plena auto-confiança para lidar com a mente de preocupações, Mais do que nunca apercebo-me e sinto na pele as consequências de alimentar a energia da mente e, assim, desprezar e desrespeitar o meu corpo. 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar no sistema da mente da emoção de cada vez que falo sobre a experiência de ter um quisto no peito.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido emocionar-me com base numa associação da mente que não é real porque as imagens/imaginação da mente não são reais.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido saltar para a mente da imaginação e assim desprezar por completo a minha respiração/presença aqui que é de facto aquilo que eu realmente sou e aquilo que me apoia a qualquer momento.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido parar a energia da emoção porque penso ser comum chorar-se nestas situação e expressar-se o medo (que é o medo da morte), sem ver que com isso eu me estou a separar de mim e estou a alimentar a paranóia da mente que não é real.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido olhar para o quisto como sendo aquilo que é, sem mais nem menos, sem imaginações nem projecções de um futuro baseado nas experiências das outras pessoas. Eu apercebo-me que não tenho de recriar o passado/vida dos outros em mim!!

Quando e assim que eu me vejo a participar na emoção/energia da mente quando falo da minha experiência do quisto e da biopsia, eu páro e respiro. Eu re-educo-me para recriar a minha estabilidade em qualquer situação e a não permitir que informação/imagens da mente tomem conta de mim!

Quando e assim que eu me vejo a associar a frase “quisto no peito” com a ideia de mim como uma vítima de cancro, eu paro a mente de associações e respiro. Eu comprometo-me a parar os PENSAMENTOS da minha mente, cuja direção é contra a vida que Eu sou, e dedico-me a recriar a minha relação com as palavras, sem a polaridade negativa ou positiva. Eu apercebo-me que quanto mais cedo eu parar este hábito de pensar e criar cenários de futuro na mente, mais eficaz eu serei no meu dia-a-dia, em que me foco naquilo que está aqui e garanto confiar em mim própria para resolver qualquer assunto/situação que surja na minha realidade.

Quando e assim que eu me vejo a entrar em pânico mental quando imagino alguém a dizer-me que tem más notícias dos meus resultados, eu paro e respiro. Eu estou ciente que este pensamento foi uma criação minha mas que não me ajuda a estar estável e, portanto, eu posso/devo/responsabilizar-me por parar os pensamentos/sistema de medo de modo a recriar uma relação de estabilidade na minha comunicação comigo e com os outros. Eu comprometo-me a estar estável a lidar com a minha realidade que é um espelho daquilo que eu permito em/para mim.


Em vez de continuar a participar na mente que não é o melhor para mim, eu dedico-me a parar os pensamentos e imagens da mente de modo a não permitir os pensamentos/emoções automáticas intervir na minha realidade. Foco-me então nas palavras que eu comunico e ajudo-me através da minha presença física aqui e respiração, a ser/viver estável como as palavras.





DIA 213: Tempo é dinheiro e a falta de dinheiro é o cancro da sociedade


Nos últimos quatro dias tenho andado por dentro do sistema de saúde Português, entre consultas, análises, papéis para um lado, papéis para o outro, e reparo como o sistema está montado para o negócio privado de modo a que a rapidez seja uma garantia. É óbvio que numa situação de emergência e incerteza qualquer mãe/pai quer a melhor solução ao dispôr para o seu filho o mais rapidamente possível, mas está visto que sem o factor de “dinheiro no bolso” (literalmente, porque em alguns locais nem se aceita multibanco) uma mãe não vai longe. Pergunto-me se isto é óbvio para aqueles que montaram este negócio porque, certamente, aqueles que trabalham nele estão cientes do sofrimento daqueles que não podem pagar, mas também não podem esperar.

No meu caso, a primeira coisa que fiz foi tirar o parecer com a minha ginecologista e fui marcar uma ecografia da mama numa clínica. Obviamente que estes processos implicam já por si ter uma viatura com combustível para deslocações e ter tempo para se dedicar a estas andanças. A segurança social pode ajudar embora isso implique ter uma credêncial do médico de família (não sei quanto tempo de espera isso pode levar normalmente mas mais uma vez este tempo poderia ser substituído por dinheiro para se fazer a ecografia no dia seguinte por exemplo!). Se houver um seguro que cubra estas situações, este implica sempre que os custos sejam acarretados pelo paciente mas que poderá depois vir a ser reembolsado.

Ou seja, ou se tem dinheiro disponível, ou aguarda-se pelos requerimentos que dão uma ajuda de custo. Mas quem é que se pode dar ao luxo de esperar quando a ansiedade e o próprio corpo exigem atenção imediata? Como é que se promove o rastreio antecipado se isso envolve ter-se dinheiro para consultas, ter-se dinheiro para potenciais tratamentos e, outra coisa fundamental, ter-se tempo para se andar de um lado para o outro, dinheiro para transportes, um emprego que permita ter-se dias de folga, ter-se bons médicos ao alcance, ter-se o apoio da família, ter-se o acesso à informação e ter-se a preparação psicológica para não se alimentar fantasmas na mente e saber lidar com uma situação destas?

O sistema está montado para que todos estes elementos sejam preenchidos, mas todos nós sabemos que nesta altura é de facto uma minoria que consegue reunir os elementos necessários para que a experiência de saúde não seja traumatizante.


Mais uma vez se vê que a falta de saúde não é o problema se os recursos já existem no planeta para que se comece o acompanhamento médico. Não será então a falta de dinheiro o cancro da nossa sociedade que contamina tudo e todos? Não será então este mais um indicador que o sistema só funciona para alguns e que não existe uma plataforma de segurança social real que garanta o mesmo nível de excelência para todos os co-cidadãos? Não será altura de se investigar a solução da Igualdade Monetária que, na carta dos direitos visa garantir o direito igual à saúde que providencie tudo aquilo que é essencial para se construir corpos físicos fortes, com vitalidade e bem-estar, promovendo ao mesmo tempo a claridade intelectual, o equilíbio emocional e a estabilidade física.

Ilustração: Equal Life Foundation


DIA 211: Quisto na mama: e agora?



Recentemente comecei a sentir um caroço no peito direito e aproveitei uma viagem em trabalho para avaliar a minha situação médica. Foi confirmado ser um quisto na mama. Curiosamente, tive resistência a começar a escrever sobre os meus medos e sobre o backchat que assaltavam a minha mente!

Estas foram notas que eu escrevi quando viajava para Portugal. 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar a única informação que eu conheço (o tão falado cancro da mama) para tentar explicar o caroço que eu sinto, em vez de esperar por ser vista pela médica. Eu apercebo-me que a associação de informação na minha mente é manipulada pelos próprios medos e vícios da minha mente e que por isso não dá para confiar nestas associações.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que preciso de uma consequência na minha realidade para eu me movimentar por uma causa, quando afinal isto é uma manifestação do ego no qual quero ser vista como uma “lutadora”, “herói”, “especial”. Ao mesmo tempo, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido auto-julgar-me como uma “vítima” da mente, em vez de realizar que tudo o que me acontece é fruto da minha criação e que portanto sou responsável porr ser a minha própria solução para mudar a minha realidade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar a doença do cancro no meu corpo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido fazer desta dor e desconforto mais do que aquilo que é (por enquanto só uma dora quando toco na área do caroço).

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar-me a pessoas que eu conheço terem passado pela doença do cancro. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver este tipo de doenças como um castigo pessoal e pensar que eu (e essas pessoas) merecem passar por isto – eu apercebo-me então que eu não tenho de levar este quisto na mama como uma ofensa pessoal por isto é ainda mais separação! Em vez disso, apercebo-me que depende de mim lidar com a minha realidade passo a passo, respiração em respiração, ponto a ponto, um e igual com o quisto, um e igual com a minha mama, um e igual com o meu corpo, um e igual com a minha presença aqui, um e igual com as mulheres (e homens) que passam (ou passaram) por esta fase.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na curiosidade da mente de querer saber o que causou o cancro nas pessoas que eu conheço, como se isso explicásse a minha situação. Mais uma vez apercebo-me que é em mim que eu me tenho de focar agora e que devo PARAR de ver o problema fora de mim ou projectar a vida dos outros em mim. Apercebo-me que eu própria ainda não conheço os padrões todos da minha mente e por isso não vale a pena querer saber os padrões das mentes dos outros!

Quando e assim que eu me vejo a associar o meu quisto na mama com a ideia de ouvir um médico a confirmar que há células cancerigenas em mim, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta imagem não é real e que desta forma estou a criar ansiedade em mim desnecessariamente. Neste momento eu só posso lidar com a informação disponível que é a que eu tenho um quisto no peito. Ponto.

Quando e assim que eu me vejo a associar este caroço com as histórias de mulheres que eu conheço e que enfrentaram o cancro na mama, eu páro e respiro. Curiosamente, desde que comecei a abrir este tópico na minha realidade que ouvi falar de outros casos em que um caroço na mama não tinha tido nenhuma gravidade. Fui também informada de mulheres na minha família que tinham tendência para micro-quistos sem envolver o papão do cancro.

Quando e assim que eu me vejo a usar a informação dos media para pensar que qualquer problema na mama está relacionado com cancro, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a parar de filtrar a informação de modo a corresponder aos medos da minha mente, que é baseado em sobrevivência, em auto-vitimização, no julgamento de que não mereço viver e na ideia que algum acidente me vai acontecer para estragar o meu casamento e o meu processo de renascimento! Em vez disso, eu apercebo-me que quem eu me permito ser, enquanto Ser Estável e enquanto Vida, não estou condicionada ou limitada pela realidade à minha volta. Pelo contrário, dou-me esta oportunidade para abrir e tratar pontos em mim que eu ainda não tinha explorado intensamente para me auto-corrigir e aprender a confiar em mim em qualquer situação.

Quando e assim que eu me vejo a comparar as histórias dos filmes do estilo “Sweet November” em que o casal é perfeito mas que ela tem um cancro que os vai separar, eu páro esta memória e respiro. Eu apercebo-me que a minha realidade não é um filme e que não me posso basear numa história que eu vejo não ser o melhor para mim. Eu comprometo-me então a PARAR de sabotar a minha vida, o meu casamento, a minha carreira, e dedico-me a lidar com as coisas práticas que podem de facto fazer a diferença que são o cuidado com o meu corpo, ir aos médicos aconselhados, parar a ansiedade, limpar-me dos medos, comunicar as mudanças práticas que têm de se aplicar no meu emprego de modo a que não prejudique os clientes, e garantir que sou realista na minha gestão financeira ao longo desta fase.

Quando e assim que eu me vejo a culpar o stress do meu emprego como causa deste quisto, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que o padrão da culpa é maligno e que não cria nada de produtivo, antes pelo contrário, a culpa cria separação em relação a mim própria e aos outros. Em vez disso, eu comprometo-me a parar o stress em mim no meu trabalho e a garantir que não me esforço mais do que aquilo que é possível, de modo a evitar altos e baixos (emoções positivas e negativas) na minha realidade/carreira. Eu apercebo-me que a minha carreira profissional não está separada de mim.

Quando e assim que eu me vejo a ser/ter o medo de ler os resultados das análises a dizer que tenho cancro, EU PÁRO E RESPIRO. Eu realizo DE UMA VEZ POR TODAS que a mente não é real e que esta imagem é baseada em memórias e no passado. Eu comprometo-me a parar de criar estes cenários na minha mente assim que o pensamento surge em mim, de modo a dar-me direção e a focar a minha atenção na minha real realidade. Eu, a minha vida/corpo não somos uma bomba-relógio – Eu, o meu corpo/vida, temos o pontencial de ser estáveis, um e igual com a minha respiração. Por isso, eu comprometo-me a parar e a perdoar cada imagem/sistema da mente que criam ansiedade e desorientação em mim própria. Eu vejo e realizo que sou responsável por parar/limpar os medos do cancro. Dedico-me a parar de acumular imagens/ideias/experiências dos outros dentro de mim ao perdoar cada um destes pensamentos que são contra mim própria, e parar de projectar essas memórias na minha realidade/Vida. Eu apercebo-me que sou capaz de PARAR as paranoias da mente e de me passar a recriar um e igual com o meu corpo, em auto-disciplina a fazer aquilo que é o melhor para mim, em senso-comum, focada em auto-corrigir os padrões de medo e polaridade da minha mente, de modo a mudar a minha relação comigo própria e a parar de complicar a minha Vida/realidade.

Imagem: Sexologia Clinica, http://sexologia.clix.pt/?p=53043  


DIA 186: O que fazer perante a reação dos outros...


Esta noite tive um sonho bastante revelador - nada de místico mas revelador no sentido de me aperceber quem eu tenho sido a enfrentar as reações dos outros. No meu sonho eu estava a presenciar uma discussão entre um familiar meu e a funcionário da agência de aluguer de automóveis - alguma coisa tinha corrido mal e este meu familiar estava a levantar a voz e a exigir uma solução - do outro lado do balcão, a rapariga (da minha idade) estava desfeita em lágrimas. Curiosamente, no meu "papel" naquele episódio eu estava a dizer à rapariga "- não leves a reação dele a peito! Não tem nada a ver contigo porque tu fizeste o melhor que podias e sabias. Não há nada que possas fazer para evitar a reação do outro". Lembro-me também de chamar a atenção do meu familiar para acalmar e ver que reagir não resolve o problema e só gera mais stress.


Que pontos posso tirar deste sonho? Ao contrário da vida real, fui capaz de ser direta com a pessoa que estava a reagir - não me permiti deixar levar pela reação do outro, não fui como uma esponja a absorver as emoções e não me permitir ser influenciada pelas emoções da "vítima".
Ao trazer estes pontos para mim própria, vejo que a rapariga do outro lado do balcão também sou eu, ou melhor, a imagem que eu tenho de mim quando me permito ser influenciada/afectada pelas reações dos outros. E, finalmente, a pessoa a reagir também era um espelho de quem eu me permito ser às vezes!
Ou seja, neste sonho visualizei a minha versão de vítima/passiva, a minha versão de estabilidade e firmeza em momentos de stress e a minha versão reactiva ao acreditar que reagir vai resolver os problemas mais rápido...

Por isso,
Eu perdoo-me por não me permitir e aceitar manter-me estável quando estou perante uma reação, quer seja uma reação em relação a mim ou em direção a outra pessoa.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido levar a peito as reações dos outros ao longo de todos estes anos, em vez de ver que a reação dos outros tem a ver com algum ponto neles próprios e que está simplesmente a ser manifestado em relação a mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que se eu reagir e levantar a voz as outras pessoas vão-me ouvir e vão resolver o assunto mais rápido.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a reação é uma forma abusiva de comunicação com os outros e que começa por ser uma reação energética DENTRO DE MIM auto-destrutiva. Apercebo-me que ao projectar esta reação de dentro para fora eu estou a desconsiderar/desrespeitar os outros à minha volta.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter receio de dizer a um familiar meu para acalmar aquando de uma reação, com base no medo de agravar a situação e de fomentar a reação contra mim. Mais uma vez vejo realizo que eu não sou responsável/causadora da reação do outro.

Nisto, eu comprometo-me a cria a minha estabilidade a cada momento e a cada respiração independente do ambiente à minha volta de reação ou stress e comprometo-me a tomar responsabilidade por qualquer reação que comece a surgir dentro de mim, de modo a não alimentar esta energia e a não me permitir projectar a reação no mundo à minha volta.

Quando e assim que eu me vejo a ser afectada pela reação do outro, eu páro, respiro e decido não levar a reação a peito. Em vez disso, eu dedico-me a dar o exemplo a mim própria e comprometo-me a responder em senso comum e sem qualquer energia da reação. Realizo que parar a reação em mim requer prática porque ao longo de muito tempo me tenho habituado a pensar na reação como algo normal e como uma "solução rápida" para resolver os problemas. Por isso, quando e assim que eu me vejo a alimentar uma reação dentro de mim com base numa ideia de como as coisas deviam ser e com base no meu julgamento sobre a outra pessoa, eu páro a mente e RESPIRO. Nesse momento, eu vejo que se trata de uma reação e relembro-me que esta reação não é o melhor para mim nem o melhor para os outros.

Realizo que a solução para os meus problemas está no senso comum e na honestidade própria, por isso dedico-me a olhar para a situação sem uma reação energética da mente mas antes a olhar para a situação com o intuito de sugerir uma solução prática que seja o melhor para todos, e ver como é que eu posso fazer parte da solução ao estabelecer uma comunicação estável e de igual respeito para com os outros.

Ilustração de Andrew Gable: http://anartistsjourneytolife.wordpress.com 

DIA 181: Como 'livrar-me' dos julgamentos (Dimensões do carácter) - Parte 1


A partir de certa idade, os julgamentos passaram a fazer parte do meu dia-a-dia. Recordo-me que esta preocupação constante sobre a minha aparência, sobre o cabelo, sobre aquilo que eu digo, sobre aquilo que eu não digo, sobre aquilo que eu sei, sobre aquilo que os outros sabem, etc., começou a ser desenvolvida por volta dos 13 anos na escola secundária. Até esta altura, não me lembro de dar tanta atenção a estes elementos e não me limitava por eles.
Antes de aplicar este processo a resolver a personalidade dos julgamentos, vou primeiro escrever sobre as dimensões do Carácter/Personalidade. A partir de hoje, vou começar a usar esta estrutura para analisar cada ponto em mais detalhe para que me ajude a perceber cada dimensão por trás das minhas personalidades e aplicar o perdão próprio e afirmações de auto-correção para cada uma delas, e assim ajudar-me na mudança prática. Ou seja, vou perceber como posso manter-me estável perante a "força" da mente/energia, em que não me deixo "cair" na mente e desistir do Eu, utilizando estes momentos de mudança prática como uma oportunidade/etapa decisiva no meu processo de mudança/transformação da mente para o físico.

Em geral, cada carácter/personalidade da mente é composta por várias dimensões - o medo, o pensamento, a imaginação, as conversas internas/backchat, as reações de emoções/sentimentos, e o comportamento.


Dimensão do medo


Em geral, o que se vai encontrar nos Caráteres/Personalidades é que estes têm a sua origem num/através de um medo gerado na infância/na nossa vida em relação a algo/alguém, e que o medo se manifesta numa personalidade como um mecanismo de defesa/protecção baseado em individualismo / interesse / desejo. Assim, para cada Personalidade/Caráter pode-se identificar a Dimensão do Medo: qual foi o ponto original / medo que trouxe a construção/programação de uma personalidade específica?
Para identificar a Dimensão do Medo, terá de se caminhar pela História dentro de si mesmo e ver onde, dentro dos limites do passado/memórias, é que este carácter/personalidade originou/começou. Às vezes, vai-se encontrar a memória imediatamente a surgir na mente, outras vezes poderá ter de se rever as experiências passadas / memórias para ver quais as relações / eventos relacionados com ao carácter/personalidade, outras vezes não haverá indicação de qualquer memória que ajude a ver o ponto.

(Pode ser inicialmente difícil encontrar a memória no seu passado que tenha originado o caráter particular com que se está a lidar. Por isso, se não se conseguir identificar o medo/memória que originou a personalidade, não há problema. A dimensão do medo pode inicialmente ser mais difícil de identificar porque esta dimensão está situado dentro da Mente Inconsciente, embutida na carne-física como a raiz de um sistema de personalidade da mente no físico. Então, se ainda não se consegue identificar a Dimensão medo/Memória, sugere-se que se pratique a respiração para se estar fisicamente presente. Quanto mais se praticar esta presença física, e caminhar as personalidades através de todas as dimensões e começar a estabelecer uma relação de unidade com a Mente e suas Dimensões / relações e quanto mais se está/torna um e igual com o plano/networking da Mente, mais se será capaz de ver todas as dimensões e relações)


Dimensão do Pensamento 

O pensamento é aquilo que activa a personalidade e é bastante difícil identificar o pensamento específico que pertence a um carácter específico, porque o pensamento move-se tão depressa na mente, e porque o Ser não está aqui no físico na/como respiração a mover-se em tempo-real com o físico, mas sempre preocupado em todas as outras dimensões e experiências da mente.
Portanto, aqui - o que se deseja identificar é o pensamento que ativa o Carácter. Este será capaz de se identificar quanto mais se caminha o processo físico da respiração, permanecendo aqui na realidade / espaço-tempo físico e neste processo ser capaz de estabilizar-se a si mesmo no físico, de modo a que acabará por ser capaz de ver um pensamento a mover na mente e parar de participação nele ANTES que este ative um caráter / personalidade. Mas, neste momento, estamos tão separados até das dimensões / componentes de caracteres, que tudo se manifesta  automaticamente / rapidamente e, antes de se saber - já se está participando simultaneamente na Imaginação, no Backchat / conversas internas, nas reações e Comportamento Possessivo - tudo isto começou a partir de um momento quântico na relação que se tem com a realidade física, que ativou um pensamento e, por sua vez, uma Personalidade / Caráter. Essencialmente, este processo implica que se pratique um "abrandar" através/com a respiração física para se poder ver como a mente se move dentro de nós próprios.

Para identificar a dimensão do Pensamento, aqui também se pode praticar a aplicação de 'desaceleração' com e como respiração. Então, quando se está prestes a escrever a dimensão do pensamento - a considerar aqui é que, o pensamento será uma imagem como um "flash fotográfico instantâneo" que irá acelerar pela mente, e o pensamento estará em contexto particular para/como o carácter/personalidade. Assim, aqui - quando você está no momento da escrita, pode sentar-se, acalmar e na/como respiração caminhar a memória de quando se participou num Carácter. O que é engraçado aqui é como se pode praticamente utilizar  a Mente e as Memórias para ajudar no próprio processo de identificação e redefinição de Caráteres. Assim, pode trazer-se para si mesmo aquele momento de quando se ficou possuído com o caráter e ver se é possível identificar a imagem de quando o pensamento cruzou a mente, antes de se ir para as conversas internas, imaginações, reações e comportamento de/como um caráter/personalidade, e o que aconteceu na mente que levou a uma tentação pela energia - esta força como/da Mente leva à tentação de se sentir bem na experiência de energia, do que se avançar na realidade prática física em Auto-Disciplina.

Ou seja - a dimensão do medo é essencialmente a raiz do caráter, a Dimensão do pensamento é a ativação de um caráter, e da dimensão do Pensamento pode-se experimentar simultaneamente a Imaginação, as conversas internas / backchats, reações de emoções/sentimentos e do sistema comportamental. Mas, dentro da Mente - todas as dimensões ativam-se numa sequência até que finalmente se é possuído pela personalidade. No entanto, em algumas ocasiões, a dimensão da imaginação pode não ativar - isto é essencialmente determinado pela extensão da convicção que se passa dentro de si mesmo com a mente para deliberadamente sabotar / comprometer-se num momento de auto-mudança para preencher uma energia experiência/desejo. E assim, de vez em quando a dimensão da Imaginação pode ser inexistente -, mas vai-se sempre encontrar os principais componentes/dimensões como as conversas internas/backchat, as reacções das emoções e sentimentos e os sistemas específicos de comportamento,  de como a Personalidade vai mudar o comportamento no físico.

Assim, a Mente ativa, inicialmente, uma sequência de pensamento, Imaginação, conversas internas / Backchat juntamente com as reações de emoções / sentimentos que, depois, vão determinar o comportamento no corpo físico. Mas, tudo isso pode mover-se tão rápido que irá parecer que foi o Eu quem tomou a decisão de não assumir a responsabilidade num ponto específico. No entanto, a mente andou  de facto todas estas dimensões em tempo-quântico dentro do Eu como a força que mudou de um momento de auto-responsabilidade/vida, para uma experiência de Energia.

Dimensão da Imaginação

Nesta dimensão, a mente vai "vaguear" ao imaginar fazer/ver/criar todos os tipos de coisas diferente/experiências - é, essencialmente, a dimensão/domínio dentro da Personalidade que a esta vai usar para "motivar" a decisão própria da realidade para/como a mente . Então, vai-se começar a imaginar-se sobre uma série de OUTRAS COISAS em completa oposição àquilo está aqui na realidade física. Às vezes, a dimensão da Imaginação será utilizada como o principal distração, noutras ocasiões a Personalidade irá possuir inteiramente o Eu para se distrair da relação consigo mesmo, com o físico e com a sua responsabilidade para com a realidade/o Aqui.

Assim, para identificar a Dimensão da Imaginação - pode-se olhar  para o onde é que se "vagueou" dentro da mente, quais foram os cenários/'fantasias'/'sonhar acordado' aos quais nos prendemos e que levaram à tentação de querer realizar a imaginação na mente, em vez  de permanecer fiel aos princípios da responsabilidade própria, de viver e de se direcionar nesta realidade física que é real.


Conversas internas / Backchat / Vozes na cabeça


É aqui que surgem as conversas consigo mesmo como uma Personalidade na Mente. Assim, conversas internas / Backchats vêm ao de cima/manifestam-se como palavras, frases, declarações curtas que podem variar em comprimento/intensidade. É dentro do domínio das conversas internas/backchat que se começam a ativar as reações de emoções/sentimentos, juntamente com as palavras que se falam na mente - ao analisarmos esta dimensão vamos então ver, perceber e compreender como a mente fundamenta as palavras com ENERGIA, de modo que haja sempre uma experiência de energia e d definição de palavras. Esta é uma das principais relações que a Mente usa para garantir que o ser humano nunca VIVE as palavras e, assim, as palavras, as suas definições e experiências tornam-se componentes que a  mente usa para juntar aos sistemas de personalidade que definem o comportamento, em vez de se VIVER no físico com base no princípio de auto-conhecimento e direção própria de quem se é como vida/comportamento físico.

Assim, para se identificar as conversas internas / backchat de uma Personalidade, pode ver-se durante e naquilo que se escreve quais são as palavras, as frases, declarações que se manifestam na mente como a "voz da Personalidade" a falar para si mesmo, essencialmente a falar/convencer a si mesmo como sendo uma personalidade, em vez de assumir a responsabilidade para si aqui como /no físico.


Dimensão da reação
Aqui identificam-se as reações de emoções e sentimentos que fundamentam/animam o Caráter/Personalidade; que reações de emoções e sentimentos se utilizou para se manipular a si próprio, para cair de volta na Mente/Personalidade em vez de se estar aqui ciente de si mesmo em estabilidade como a respiração.

Nisto, enquanto Personalidades, vamos usar as emoções e sentimentos específicos para ativar padrões de comportamento específicos/hábitos do/no processo para validar porquê/como é que nós somos uma personalidade e assim, tentar fazer uma Personalidade "mais real".
Essencialmente dizendo "bem, estou a sentir isto e o meu comportamento é assim e isto  é quem eu sou por isso eu não posso mudar" - quando, durante todo este tempo, estamos ativamente na Mente a participar na criação de experiências e comportamentos desde os pensamentos, à imaginação, às conversas internas / backchat - sabotando e comprometendo-nos deliberadamente na Mente a manifestar/validar/materializar os nossos desejos, necessidades e desejos, em vez da nossa responsabilidade para com nós mesmos, os nossos corpos físicos e as nossas vidas neste mundo.

Assim, para identificar a Dimensão da Reação é preciso olhar para quais são as emoções/sentimentos manifestados dentro da Mente no físico dentro e durante uma possessão de personalidade.



Dimensão do Comportamento




Aqui, para identificar a Dimensão do Comportamento -tem de se ver como é que a nossa experiência no corpo físico mudou dentro e durante a possessão da personalidade; como era o corpo físico ANTES da possessão e durante, para assim identificar como essa personalidade manipulou o corpo físico, e nesta manipulação física validou-se/justificou-se ainda mais a decisão de cair na Mente/Personalidade e desistir-se se si mesmo/da responsabilidade de ser-se aqui como/no físico e do seu mundo/realidade.

Assim, o que se tornará claro aqui é essencialmente a forma como utilizamos as dimensões da Personalidade para nos manipularmos à submissão da Energia/Mente, uma e outra e outra vez - não permanecendo, vivendo e estando AQUI  de facto, no/como este mundo/realidade. Assim, durante/nestes processos, vai-se compreender melhor  o que queremos dizer com a diferença entre o controlo da personalidade através da Energia/Mente e o que é realmente viver no Físico.



Para se aceder a todos estes detalhes, sugiro que se leia o blog original em inglês: http://heavensjourneytolife.blogspot.com/2012/09/character-dimensions-introduction-day.html 
No meu próximo blog vou andar o exemplo prático do caráter do Julgamento Próprio e assim especificar a minha relação com todas estas dimensões de medo, pensamento, imaginação, conversas internas/backchat, reações, comportamento e incluir/expandir a dimensão de Consequência.