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DIA 178: Álcool - supressões e personalidades à tona do Iceberg...


Este artigo vem no seguimento dos dois artigos sobre a minha decisão de parar de beber.
DIA 177: Sobre o desejo de beber
DIA 176: Pensei em beber após três anos sem álcool...

Esta não foi uma decisão difícil de tomar - simplemente  parei de beber e continuo a viver esta decisão. Às vezes perguntam-me como é que eu consigo não beber, como se fosse a coisa mais normal do mundo abusar o meu corpo e permitir a pressão da sociedade em mim! Aqui no Reino Unido é bastante comum sair-se para beber ao fim do dia e, enquanto falava com uma amiga minha, apercebi-me da pressão que se sente dos colegas (peer pressure ). A meu ver, a pressão que vem dos outros é indiferente desde que não se permita que a pressão passe para nós e que sejamos influenciados pelo que quer que se diga sobre a decisão de não se beber.

Ainda não estamos cientes dos efeitos do álcool e do design da química do álcool. Esta estrutura é explicada neste vídeo que eu recomendo ouvir:




Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de dizer que não bebo álcool quando toda a gente à minha volta bebe álcool.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a pressão dos média, dos amigos ou dos colegas para eu beber é real.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que esta realidade paralela do "eu bezana" é uma distração da minha Vida aqui e uma forma deliberada de me suprimir e limitar o meu potencial de Vida aqui.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que é mais fácil culpar o álcool pelas coisas que se diz ou pelas coisas que se faz, do que se tomar responsabilidade própria por cada palavra e cada ação minha.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar beber para ser mais atraente e interessante para os homens.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido associar o álcool ao sexo e pensar que o "verdadeiro" sexo é baseado na energia da mente!
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ignorar o meu corpo físico quando afinal o sexo e o prazer em honestidade própria são expressões físicas e não energias da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ingerir bebidas que eu nem sequer gostava do sabor mas que queria simplesmente sentir o efeito aluado e flutuante do álcool em mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de tomar decisões definitivas na minha Vida, mesmo quando eu sei que estas são o melhor para mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser masoquista ao repetir os mesmos episódios com as noitadas de álcool na esperança que algo de novo aconteça ou que as personalidades do efeito de álcool decidam coisas por mim que eu depois terei de lidar o resto do tempo em que estou sem o efeito.

Eu questiono-me: porque é que eu desejo estar aluada e a flutuar? O que é que na minha vida eu não estou satisfeita e por isso acredito precisar de um escape de mim própria? Onde é está a minha vontade própria para mudar aquilo com o qual eu não estou satisfeita para me ajudar a criar esta satisfação e plenitude?

Eu apercebo-me que em honestidade própria eu vejo aquilo que eu posso corrigir em mim para o meu próprio bem. Eu apercebo-me também que tenho usado o álcool como uma desculpa para fazer coisas que eu acredito não poder fazer SEM ÁLCOOL!!

Logo, eu apercebo-me que o desejo de ser extrovertida com os outros não é real porque é uma personalidade da mente com base em medo de não se ser aceite. Aquilo que pode ser real é a minha atitude de me expressar com os outros sem medo dos julgamentos da mente. Eu apercebo-me que não preciso do álcool para me libertar dos meus pensamentos, visto que posso tomar a decisão de parar os pensamentos e personalidades, perceber a sua origem e ajudar-me a resolver os problemas da minha mente em total cooperação comigo mesma.

Quando e assim que eu me vejo a pensar que os outros me estão a pressionar para eu beber com eles, eu páro e respiro. Eu realizo que ninguém me pressiona a fazer nada porque sou eu quem decido aquilo que eu faço ou não faço. Nisto, eu comprometo-me a tomar responsabilidade pela minha atitude em relação ao álcool e comprometo-me a parar de culpar a "pressão dos colegas" por qualquer desejo que existe em mim e que eu ainda não resolvi em mim.

Quando e assim que eu me vejo a desejar que o álcool ou outra droga qualquer decidam aquilo que eu deva ou não fazer, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a tomar todas as minhas decisões em plena ciência de mim, a estar um e igual com a decisão, de modo a viver a minha decisão em honestidade própria a cada momento sem hesitações nem dúvidas.

Comprometo-me então a trazer estes pensamentos ao de cima, analisá-los, escrever sobre eles e a dar-me direção para parar estes padrões em mim e a mudar a minha atitude para da próxima vez que enfrentar o mesmo pensamento.
Ao escrever estas frases, tornou-se claro para mim como eu usava o álcool para cobrir personalidades que eu não queria ver em mim e que portanto culpava o álcool como o causador das personalidades. No entanto, em senso comum eu vejo que estas personalidades existem em mim sempre só que não estão ao de cima, tal e qual um iceberg. Ao ingerir bebidas álcoolicas, em vez de dar direção a cada uma dessas personalidades que surgem, eu continuo a ver estas personalidades como separadas de mim - por isso beber álcool nunca será uma ajuda no meu processo.
Ao escrever apercebo-me que me permitido trazer pontos ao de cima que até agora estavam submersos e que realmente os vejo, mesmo à minha frente nas palavras que escrevo e que em honestidade própria não me posso ignorar.




DIA 177: Sobre o desejo de beber




Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que beber álcool não tem a ver com ser certo ou errado, mas tem a ver com o facto do efeito do álcool na mente e no corpo humano suprimir a essência da vida e limitar a minha expansão.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que beber é normal só porque a maioria das pessoas que eu conheço bebe - apercebo-me que esta é uma influência do ambiente/cultura em que eu nasci mas que fui eu quem me permitir ser influenciada por isso.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de fazer as coisas diferentes daquilo que é supostamente a norma no ambiente à minha volta, em vez de decidir por mim aquilo que é o melhor para mim e aquilo que não é o melhor para mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que ficar bezana me faz sentir mais do que quem eu sou sem o efeito de álcool.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a extroversão da minha mente sob o efeito de álcool é real.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido anular a minha direção sob o efeito de álcool no meu corpo em demasia, sem ver que quanto mais eu bebo mais eu amplifico a mente e suprimo o meu Ser.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e perceber os interesses que existem por trás da publicidade para se consumir álcool, porque isso desempodera as pessoas, separa-nos da nossa vontade própria e nos mantém entretidas nos altos e baixos da mente.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que o  álcool cria sistemas nos seres humanos e que estes sistemas não representam a Vida que realmente somos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que eu era honesta na minha conversa com os outros quando estava bezana, em vez de ver que não estava a ser honesta comigo própria (com a Vida que eu Sou).

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar tirar as preocupações de cima de mim com a ajuda de álcool e acreditar que magicamente isso fosse resolver as minhas preocupações.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manipular as minhas memórias de modo a pensar que tudo era tranquilo nos momentos de embriaguez, quando afinal estas memórias escondem momentos de agonia, de confusão, de má disposição matinal e de impotência motora.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar e até desejar que o álcool me trouxesse "a luz" para os meus problemas, sem ver que com isto eu estava a suprimir-me ainda mais e a não me permitir ver e ser a solução real e a longo prazo para os meus problemas.

Eu apercebo-me que a instabilidade que o excesso de álcool ou qualquer traço de álcool me dá não é o melhor para mim. Visto que aquilo que eu quero é empenhar-me em auto-ajudar-me a resolver os meus problemas da minha mente, o efeito supressivo e superficial do álcool não me ajuda de todo no meu processo, antes pelo contrário, o álcool alimenta os padrões da mente.
Quando e assim que eu me vejo a lembrar os momentos de diversão e festa em que eu estava sob o efeito de álcool, eu páro as imagens e respiro. Estou ciente que qualquer ideia, imagem ou associação que surgem da mente são feitas de energia que manipula a minha presença no momento presente. Por isso, comprometo-me a respirar, a permitir-me estar estável no presente e a desvendar os padrões que existem em mim e que a mente me está a mostrar.
Comprometo-me então a escrever sobre os padrões de comportamento e pensamento que visualizo na mente e dedico-me a fazer as pazes comigo própria através do perdão próprio e a restabelecer a minha relação comigo própria.

Eu comprometo-me a restabelecer a minha confiança na decisão de não adoptar influências nem personalidades que não são o melhor para mim. Quando e assim que eu me vejo a pensar que eu ou os outros somos superiores sob o efeito de álcool, eu páro a mente e respiro. Apercebo-me que qualquer julgamento da mente não é real e que é uma distração para não ver a igualdade e unidade entre todos nós.

Ao mesmo tempo, comprometo-me a viver a decisão definitiva de não usar o álcool com o intuito de ficar bêbeda. Em vez disso, quando e assim que eu me vejo a pensar na possibilidade de beber, eu páro, respiro e ajudo-me a ver o que está por trás deste desejo e ajudo-me a ver como é que eu posso mudar o meu dia-a-dia para não criar desejos separados de mim.

Por exemplo no emprego, eu comprometo-me a ter calma comigo própria e a não criar pressão no meu dia-a-dia. Para isso, ajudo-me a planear as várias tarefas realisticamente e a ser honesta com o tempo que as coisas levam a fazer. Em vez de querer parecer aos olhos dos outros mais organizada do que aquilo que eu estou a ser, eu dedico-me a ver a pressão que EU estou a criar para mim própria. Nisto, quando vejo que a mente está a ir demasiado depressa, eu ajudo-me manter o plano e a ser consistente na minha organização e a comunicar aos outros quando não irei conseguir cumprir o plano.

Eu comprometo-me a investigar as supressões sexuais que se manifestaram da última vez que bebi, em vez de levar a peito quaisquer desses desejos e imagens da mente. Por exemplo na minha relação com os homens, eu dedico-me a investigar os desejos de uma imagem de perfeição física ou os desejos de afecto. 
Apercebo-me que passei a ver o afecto/conforto como algo que me é dado por alguém (um homem) em vez de me dar afecto e criar o meu conforto e confiança em mim incondicionalmente, sozinha ou acompanhada. Por isso, eu comprometo-me a ver as situações eu não me estou a dar afecto e, nos momentos em que surge o desejo de ter alguém a dar-me esse afecto, eu páro esta separação e respiro. Dedico-me então a cooperar comigo própria, a ter paciência comigo  e a dedicar tempo para as minhas coisas que requerem a minha atenção/afecto e dedico-me a cuidar do meu corpo.

Apercebo-me que se trata de aplicar o princípio de auto-compaixão: Dar-me a mim própria o relaxamento que desejo que os outros (ou o álcool) me dêem. 



DIA 176: Pensei em beber após três anos sem álcool


Enquanto caminhava para casa dei por mim a pensar na sensação de descontração que eu tinha quando bebia bebidas alcoólicas. Não foi por acaso que esta ideia surgiu - apercebo-me que funcionou como um escape à exaustão sentida após uma semana de trabalho intenso. A minha mente saltou para imagens dos meus tempos de Erasmus, das longas conversas, da lata que eu tinha sob o efeito de álcool e foi como se nesse momento percebesse porque é que as pessoas desejam beber no final da semana - aparentemente o álcool anestesia as preocupações  durante algumas horas, como se se tirasse a carapaça de um peso às costas.
Esta foi provavelmente a segunda vez que pensei em álcool  desde que parei de beber há cerca de três anos, cuja decisão foi tomada no momento em que realizei que o álcool trazia supressões ao de cima sem qualquer direção - como se fosse uma realidade paralela que, ao passar o efeito, nada daquilo faz sentido porque não era real em mim. Ao ver que o hábito de beber álcool não me trazia a estabilidade que eu quero criar em mim, foi claro para mim que iria parar para sempre e que iria dedicar a minha vida a direcionar todos os pontos em plena sobriedade para realmente resolver os pontos/supressões em mim.

Vejo o álcool como uma forma de passar "paninhos quentes" e evitar ver as coisas como elas são, por isso o desejo de voltar a beber surgiu como uma alternativa ao meu cansaço do dia-a-dia. Foi como se a mente tentásse intervir na minha decisão de não beber e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para eu rever a minha posição em relação ao álcool. Curiosamente, estava a ter resistência em escrever sobre isto e em partilhar os pontos sobre o álcool no meu blog. Porquê? Porque beber é cool. Lembro-me das primeiras vezes que disse que não bebia álcool de todo, vi o ar espantado da pessoa à minha frente, como se fosse anormal não beber! Aqui em Inglaterra perguntaram-me se a minha religião não o permitia... Em Portugal pensavam que eu tinha aprendido a lição com um coma álcoolico ou coisa assim. Felizmente não foi preciso aprender a lição da forma  dolorosa - no entanto, lembro-me daquelas manhãs de ressaca horríveis em que passava horas a respirar na casa de banho para não vomitar e em que prometia a mim mesma que não tocaria em álcool nunca mais. Claro que estas palavras ficavam perdidas algures no tempo e voltava a beber ao sabor do momento, da festa e da companhia.
Nunca fui de beber para "partir" mas tinha a ideia que podia beber sempre mais e que aguentava! O momento em que me apercebi do quão prejudicial este hábito podia ser foi durante uma house party em Portugal há cerca de quatro anos. Apesar de estar com um namoro estável, permiti-me sentir uma espécie de atração por um rapaz que estava na festa - já nos conhecíamos há mais tempo mas foi como se naquele momento visse que podia haver mais qualquer coisa entre nós - e pelos vistos ele também estava interessado. A aparente liberdade de poder curtir com aquele rapaz não era real porque não existia antes de estar com o efeito de álcool! Como é que posso acreditar que há alguma liberdade na ditadura da mente sobre o corpo?

Apercebi-me que não estava a permitir-me dar-me direção em honestidade própria (e com o compromisso da minha relação com o João)e estava a desistir dos meus princípios de integridade e de responsabilidade.
A parte boa desta experiência foi o facto de ter aberto em mim a minha atenção para os efeitos do álcool na minha mente e permitir-me dar-me direção mesmo assim. Outra coisa curiosa de ver nesta experiência foi o padrão da imagem - aquele rapaz correspondia à imagem de perfeição da minha mente porque era loiro, de olhos verdes e estrangeiro... Posso dizer que resisti à tentação da mente, no entanto, sei que não resolvo os pontos se não escrever sobre eles e realmente me dedicar a viver a mudança. Nisto, apercebo-me que nunca tinha escrito sobre este episódio e que ainda estava a permitir dar asas a estas ideias e à associação entre álcool e sexo.

Aquele momento de flirt foi sem dúvida motivado pela energia da mente, pela energia do desconhecido, pela energia de fazer algo às escondidas, pela imaginação e pela energia de sair da minha vida rotineira - no entanto, também isto são personalidades passageiras porque não se mantém depois do efeito passar. Por isso, nada disto dura. A verdade é que eu não posso sair da minha Vida rotineira, mas o que eu posso fazer é recriar a minha vida, conhecer-me e mudar-me nos pontos/hábitos que requerem mudança para me tornar uma pessoa melhor para mim e para os outros.
Por isso, volto a rever a minha decisão de não me permitir ingerir álcool no meu corpo e comprometo-me a ser assertiva na minha decisão.

No próximo artigo irei escrever o perdão próprio e escrever a solução para cada vez que estes pensamentos surgem.

Foto de Malin Olofsson http://malingunilla.blogspot.com/



DIA 18 - O corpo humano, a mente, álcool e sexo


Porque é que temos medo de perder o corpo que temos? De onde vem o medo de partir um pé? Apercebo-me que quanto mais tempo passa, mais tempo na mente eu passo. A partir de certa altura (não me recordo exactamente quando) comecei a estar pre-ocupada com a as imagens e diálogos da mente e a esquecer-me do corpo, como se este fosse secundário. Claro que esta distracção tem consequências para o mEu corpo e eu própria fomentei a separação de mim própria. Neste processo dedico-me a inverter esta tendência típica da "natureza humana" e estabeleço-me um e igual com o meu corpo, pois o corpo é o que é real! Está aqui. Eu sou Aqui. O corpo é a matéria viva e é um indicador a indicar-a-dor que, através da mente, temos criado em nós próprios. Ao não permitir abuso em mim, não me permito abuso nos outros/no mundo.
O corpo humano é uma ferramenta essencial neste processo. Cada vez mais realizo o grande suporte do corpo em parar a mente e me aperceber de novos pontos em mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido suprimir a minha expressão corporal baseada no medo de punição/julgamentos promovidos pela cultura/religião que promove um espírito santo e ignora um corpo real.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar o meu corpo como menos do que eu, sendo que eu sou o meu corpo. Apercebo-me que as ideias da inferioridade do corpo são uma separação de mim própria e que só existem na mente humana.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que o corpo é um indicador dos pontos de desonestidade própria que eu tenho aceite e alimentado contra mim (contra o meu corpo), logo o corpo indica-me também a solução para a minha direcção e para transcender as limitações da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o respirar: o inspirar e o expirar, dos quais eu só estava ciente em momentos de ressaca e de enjoo depois de beber.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido colocar-me em situações de desconforto físico e de mal-estar físico por não estar ciente do meu corpo em relação à quantidade de alcool ingerida. Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ser o meu apoio incondicional, em vez de estar a agir contra mim própria (sendo o meu corpo).

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido esquecer-me do meu corpo ao alimentar a mente subconsciente com álcool.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ignorar os sinais de abuso que o meu corpo me mostrava à medida que mais me permitia viver em ideias, crenças, distrações e procrastinação.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido abusar do meu corpo ao consumir-me de ideias, crenças, substâncias e desejos, sem nunca me questionar se tudo isso me estava a ajudar a dar estabilidade a mim própria. Em honestidade própria eu vejo que todas essas experiências se baseavam no medo da rejeição social e na ideia que alguém/alguma coisa fora de mim saberia melhor o que era o melhor para mim, do que eu própria!

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de perder a ideia que tenho de mim própria e os julgamentos que eu projecto que os outros tenham de mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido suprimir-me na minha expressão sexual com base nos julgamentos que o sexo é pecado ou errado ou qualquer coisa punível.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar resistências a falar/escrever sobre sexo, como se o sexo fosse algo separado de mim/da vida humana - eu apercebo-me que a hipocrisia da sociedade começa pelo consentimento em ignorar-se o acto de se criar Vida.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a minha resistência em comunicar coisas relacionadas com sexo não é "natural", mas apenas fruto da censura de crenças religiosas aceite e permitidas pela sociedade durante as gerações anteriores.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar personalidade em mim em relação ao sexo ao acreditar que há "reputações" a manter, quando na verdade a única coisa que existe/é real é a honestidade própria.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar o corpo contra mim através de imagens e pensamentos de dor, em vez de estar um igual com o meu corpo e me auto-ajudar através do corpo e desta realidade física no processo de auto-aperfeiçoamento da natureza humana.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido focar-me no meu corpo/respiração e ser capaz de parar as imagens da mente e os medos da mente. Eu realizo que os medos são um hábito uma curiosidade da mente para me manter pre-ocupada e que depende de mim não fomentá-los.

Eu perdoo-me me ter aceite e permitido querer agir/projectar uma ideia de mim própria nos outros que é de facto a ideia que criei de mim própria e pela qual me tenho auto-limitado na minha expressão e expansão da criação que sou eu.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ser incondicional neste meu processo de parar a mente e me dedicar à expressão corporal.

Assim, quando e assim que eu me vejo começar a seguir pensamentos e imagens da mente, eu páro e respiro. Eu confio em mim, sendo o meu corpo, a estar ciente da minha respiração e a trazer-me de volta ao físico, aos corpos e dar-me a oportunidade de me conhecer enquanto estável como o meu corpo. Eu sou responsável pela minha própria criação projectada nas acções e na minha expressão e forma corporais. Eu comprometo-me a criar-me enquanto Vida em vez de alimentar a auto-destruição na mente e nas minhas acções.

Quando e assim que eu começo a desejar experiências do subconsciente através do alcool, eu páro e respiro. Apercebo-me que esta é uma trama da mente para se manter na ilusão de uma mudança que nunca acontece porque é o padrão que continua a ser fomentado. Neste processo eu nao me permito substimar a minha capacidade de mudança e em confio em mim e que esta mudança seja sempre o melhor para mim e o melhor para os outros -a única solução verdadeira.

Quando e assim que eu me vejo julgar a minha expressão corporal, eu páro de julgar e respiro. Eu sou a minha expressão corporal. Realizo que o julgamento do sexo como algo a ser punido é uma camada de supressão que garante que eu não saia do meu pre-programado sistema de consciência e cultural.

Quando e assim que eu me vejo  participar em ansiendade, spress ou medo, eu páro e respiro. Apercebo-me eu sou responsável por parar estes pontos de auto-abuso e desocnideração) através de perdão-próprio específico. Eu tomo direcção para parar qualquer tipo de auto-abuso (mind, físico, através dos diálogos internos) e passo a considerar o meu corpo/Eu c cada momento.

Quando e assim que eu me vejo ter resistência a parar a mente, quer sejam imagens ou enquanto eu escrevo, eu páro e respiro e continuo. A resistência para abrir os pontos em mim é proporcional à quantidade de tempo dispendido nas ideias acumuladas durante a minha infância/juventude. Eu dedico-me ao meu processo de auto-redefinição e não me permito ser mais nem menos do que a Vida que eu sou. Apercebo-me que este é o processo de me tornar um e igual com a existência física/vida da qual temos estado completa-mente distraídos mas que é a solução para a existência - Vida por dentro e Vida por fora.

Quando e assim que eu me vejo participar em pensamento /imagens/medo de criar acidentes para mim própria, eu páro e respiro. Eu realizo que o padrão da auto-destruição é uma completa auto-sabotagem e um desrespeito pela Vida que eu Sou. Logo, eu comprometo-me a direcionar-me como Vida  em unidade e igualdade  com os corpos, matérias e tudo o que existe/é expressão deVida.