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DIA 254: Ficar na cama para evitar o frio lá fora

No artigo anterior apresentei a nova série "Desconstruir a minha IDEIAlogia" relacionada com as ideias que eu criei sobre mim própria e que constituem a minha ideologia de vida praticada até agora. Eu apercebo-me como uma ideia, quando justificada nas nossas próprias mentes com razões que nós próprios criámos, pode condicionar toda a ação ou qualquer tentativa de se mudar de atitude. O problema e a solução começa dentro de nós próprios. Por isso, eu apercebo-me que a desculpa de "estar frio" para não sair da cama é mais uma ideia que eu aceitei como válida na minha mente. Se para uns é o frio, para o outros é a desculpa da ressaca, outros é o conforto, ou ainda a resistência para se enfrentar o dia. Independentemente da justificação, estamos todos a condicionar o nosso dia a partir do momento em que acordamos e damos ouvidos à voz constante da mente, dos desejos, dos medos, das ideias e das emoções. Partilho agora o meu Perdão-Próprio específico para esta resistência para me levantar da cama quando está frio:

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar a sensação de frio e a minha reação ao frio que possa sentir quando saio da cama ou quando saio de casa.

Eu perdoo-me por me permitir e aceitar justificar a minha decisão de não sair da cama ou de não sair de casa com base na ideia de ir ter frio, sem ver que é a mim que eu estou a limitar a minha ação e expressão com um pensamento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ficar a imaginar o momento seguinte em vez de viver a decisão de me levantar e de sair da cama sem permitir que as ideias me congelem a ação.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar ir para uma cidade mais quente para evitar enfrentar a minha relação com o frio; no entanto, como eu já percebi, este é um padrão que existe em mim e que se manifesta noutras situações. Logo, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir e limitar pelas ideias que eu criei sobre quem eu sou e por acreditar que esta ideologia é quem/como eu devo agir.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que não sou capaz de andar descalça ou de apanhar frio sem reagir com medo de ficar constipada ou com energia de choque, quando na realidade eu não preciso de participar nesta ideia que eu criei e alimentei para mim própria.

Eu comprometo-me a estabilizar o meu corpo através do perdão próprio em momentos em que eu vou lidar com o ponto do medo de sentir frio. Eu apercebo-me que o frio é uma sensação física que não requer o apego mental ao medo ou à ideia de que o frio vai ser penoso ou que irei ficar doente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido entreter a minha mente com a antecipação do frio e com a ideia de desconforto em vez de me focar na ação de me vestir rapidamente sem julgar o frio como mau, mas simplesmente sentir a temperatura e agasalhar-me até já não ter frio.

Vejo agora que a solução é clara quando se está fora do "estado mental" de resistência para FINALMENTE dar direção a mim própria:

Quando e assim que eu me vejo a imaginar o momento em que eu saio da cama e a ter frio, eu páro e respiro. O pensamento não é real e portanto não tenho de participar nele; posso e devo tomar a decisão de vestir uma roupa quente e começar o dia com plena força de vontade, sem estar presa a qualquer ideia.

Quando e assim que eu me vejo a pensar "só mais 2 minutos" em snooze, eu páro e respiro. Eu relembro-me que foi a minha decisão na noite anterior de acordar aquela hora e, por isso, eu comprometo-me a respeitar os horários que eu vejo serem o melhor para mim.

Quando e assim que eu me vejo a condicionar a minha expressão corporal por medo de ficar constipada, eu páro e respiro. Vejo pela primeira vez que mesmo antes de apanhar frio já estou a pensar na possibilidade de apanhar um resfriado, em vez de me focar em soluções práticas para me agasalhar, para criar o meu conforto incondicionalmente, fora e dentro da cama, e estar estável dentro de mim para prevenir qualquer fraqueza do meu sistema imunitário.

Eu comprometo-me a ajudar-me a parar os pensamentos/ideias que ditam aquilo que eu devo fazer, comprometo-me a estar presente nas minha ações e a fazer aquilo que é simples senso-comum: viver a decisão de me levantar (e vestir mais qualquer coisa caso esteja frio). Eu abraço a minha responsabilidade de criar a minha realidade e de ser/criar a solução para mim própria - neste caso, de garantir que me dou o conforto físico mas sem participar na paranóia nem limitações da mente.

DIA 246: Recomeço... Quem era o Bernard Poolman



Muita coisa aconteceu desde a última vez que publiquei um artigo no meu blog em Português e quero primeiramente pedir desculpa pela falta de informação da minha parte sobre a razão pela qual desde o dia 5 de Agosto não têm havido novas publicações. Deixei de escrever? Não. Parei o Processo? Nem pensar. Continuo a escrever o mais regularmente possível no meu caderninho. Tópicos para artigos novos surgem constantemente mas por três razões não consegui manter a minha consistência:

Primeiro: desde o princípio de Agosto que estou a passar pela fase mais atarefada do meu emprego que tem envolvido viagens, longas noites de trabalho e começos pela madrugada. Apesar de ter tentado preparar esta época o mais possível, têm havido mudanças de última hora, novos desafios, novos clientes e, consequentemente, menos tempo para me dedicar à escrita;

Segundo: Apesar dos meus 246 dias de Processo, apercebo-me que ainda me permito participar nos altos e baixos da mente (que é energia) e isso reflecte-se na minha falta de disciplina diária em manter-me a par do que se passa dentro de mim, no meu corpo e na minha mente. Sinto neste momento uma terrível sensação de estar a "passar-me ao lado" e que não consigo identificar todos os padrões que eu visito durante o dia e assim perco uma oportunidade de lidar com esse padrão de uma vez por todas. A consequência é que o meu Processo se prolonga, a mente ganha território e transporto comigo este peso de padrões não resolvidos e corrigidos em mim - sem dúvida este é um padrão a trabalhar em mim, com perdão-próprio, honestidade-própria e correção;

Terceiro: finalmente recomecei a escrever o meu blog em inglês http://joanaslifeprocess.blogspot.com/ algo que já estava para fazer há bastante tempo e pelos vistos foi preciso uma motivação fora de mim para me alinhar com a minha decisão. Esta "motivação" funcionou como um chuto no meu rabo para me mexer e parar de procrastinar as minhas decisões que eu sei serem o melhor para todos. De facto, escrever um blog em inglês permite que o meu processo seja acompanhado por muito mais pessoas e posso igualmente apoiar mais pessoas que estejam a passar por pontos semelhantes. Ao mesmo tempo, quis que a minha mensagem chegásse a mais pessoas e infelizmente o público Português ainda não acompanha esta caminhada activamente. Provavelmente são poucos os Portugueses que conheciam o Bernard Poolman mas foi precisamente a sua morte, no dia 11 de Agosto, que me deu este chuto e me
"acordou" para a Vida. O Bernard não precisa de definições nem apresentações: ele está presente em cada palavra que eu escrevo, em cada passo do meu processo, em cada realização e em cada correção. No espaço de cinco anos, desde que eu comecei a interagir no Desteni Forum, a presença do Bernard através dos seus blogs, livros e vídeos, passou a fazer parte da minha vida e em 2012 tive a oportunidade de o conhecer aquando da minha visita à quinta do Desteni na África do Sul. Também é graças ao Bernard que eu e o João ponderámos seriamente a decisão de nos casarmos porque o Bernard era assim: sem hesitações, sem merdas, sem agenda e, em tal liberdade, era capaz de ver o óbvio que poucos conseguem ver. No Forum ele tinha o nickname de CommonSense e era exactamente isso que ele transmitia: uma carga de senso comum que nunca havia sido partilhada comigo por ninguém da minha família, grupo de amigos ou namorados. O Bernard foi e é um exemplo de Vida para mim e para muitos outros que se aperceberam da sorte de o ouvir, de o conhecer, de ler os seus blogs, de participar nos chats, de ter conversas com ele e de andar este Processo de escrita, perdão-próprio e de auto-correção. 

Claro que não era sorte: nós só fomos capazes de ver a "sorte" de conhecermos o Bernard porque aplicámos as suas palavras no nosso dia-a-dia e reparámos que os Princípios que o Bernard vivia eram também o melhor para nós: Igualdade, Unidade, Compaixão, Dar aos outros aquilo que queremos que nos seja dado, Honestidade-Própria, Integridade, Perdão-Próprio, Mudança, Estabilidade, Igualdade Monetária, Auto-Responsabilidade.

Ele era tudo menos preguiçoso porque o Bernard superou a mente e não andava distraído em pensamentos nem medos: ele vivia como Vida, presente, simples-mente ciente do físico, um e igual como toda a existência física universal, prático e incessante no seu apoio àqueles que andavam o Processo. A expressão dele era directa e desafiante, como se olhasse para dentro de mim e visse os meus medos, os meus problemas, as minhas preocupações, as minhas memórias, os meus julgamentos. Por isso, quando ouvi a notícia da sua morte, fiquei em choque e não queria acreditar, mas rapidamente aceitei esta nova fase do meu processo. Apercebo-me que grande parte da resistência em aceitar a sua morte era baseada em interesse-próprio e no medo de não voltar a ter esta pedra basilar ao longo do meu Processo de Vida. A estabilidade que o Bernard me transmitia tenho de ser eu a criá-la em mim; o senso comum que o Bernard manifestava terá de ser vivido em mim para ser real; a confiança que o Bernard me dava quando conversávamos sobre as minhas decisões tem de ser estabelecida por mim e em mim para que eu seja capaz de viver as minhas próprias decisões em plena confiança e auto-motivação. Ou seja, a morte do Bernard representa um recomeço em mim, naquilo que eu me permito e aceito ser no meu processo de me recriar como Vida.


Há novos pontos em mim que eu tenho estado a lidar e que vou partilhar neste blog passo a passo. Por agora, convido-vos a visitarem e a estarem também atentos aos artigos em Inglês que são um complemento aos meus artigos em Português.


Se quiserem saber mais sobre quem era o Bernard Poolman sugiro este site com muitos artigos escritos por pessoas de todo o mundo: http://forum.desteni.org/viewtopic.php?f=29&t=5694



DIA 227: Tendência de dizer "sim" a tudo e Resistência a dizer "não"?

É fascinante perceber quando a desonestidade própria está à espreita e, no espaço de segundos, tenho a única escolha que resta: ser honesta comigo própria. O problema que até agora eu tenho enfrentado é que nós não somos educados a ser honestos connosco próprios, a começar pelos primeiros anos de vida em que nos apercebemos que agradar os outros traz uma recompensa imediata e aparentemente "sabe bem". No entanto, quando chegamos à idade adulta e projectamos este padrão no emprego, a necessidade de apreciar o outro começa a dar que pensar: porque raio é que eu digo que sim a tudo quando na realidade não será fisicamente possível fazer todas estas tarefas? Por que é que eu não me dou tempo para avaliar se o meu "sim" é honesto comigo própria e, se assim for, será também honesto com o outro?
O padrão da apreciação é "tricky" ou seja, é traiçoeiro porque no meio da "energia positiva" e reconhecimento vindo do outro, nem conseguimos ver que nos estamos a abusar, mentalmente e depois fisicamente. Este padrão é visivel na escola primária e na necessidade de se agradar a professora para me sentir especial e amada! Por isso, a típica ideia de se entregar uma maçã à Professora que era tão comum nos livrinhos de banda desenhada é, de facto, uma maçã envenenada através da qual vamos transportar este padrão da apreciação para a nossa vida adulta. Sem nos apercebermos, estamos a sofrer de uma lavagem cerebral em que nem sequer nos questionamos, porque é exactamente assim que vamos aceitar o sistema de trabalho como ele existe (disfuncional, desequilibrado e sem igualdade entre as pessoas)
Vejo em mim esta tendência de acumular tarefas ao dizer "sim, faço daqui a pouco", ou "sim, aceito esta missão" no emprego, mas depois o "sim" traduz-se em pressão e auto-tensão quando acabo por ter de deixar outras tarefas para depois ou apressar as coisas, em vez de cooperar comigo própria e ser directa quando alguma coisa está ou vai afectar a minha estabilidade.
Um dia destes, dei por mim a delegar uma tarefa bastante básica, como pedir ao outro que preparasse a salada do jantar e, embora me tenha apercebido que o primeiro pensamento tinha sido o de dizer "nããã, deixa estar que eu faço", vi então que aceitar a ajuda do outro foi a melhor coisa a fazer porque representou a igualdade e a distribuição de tarefas que será igualmente apreciada por todos quando formos todos jantar. Quando esta igualdade prevalece, cria-se um ambiente produtivo e há uma concordância estabelecida entre as pessoas.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar em mim como uma vítima de acumulação de tarefas e uma vítima dos outros, quando afinal tratasse de aceitar essa posição como sendo eu.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ser honesta comigo própria e assim ser honesta com os outros quando estamos numa situação de distribuir tarefas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido  ter medo de dizer que "não" a coisas que me são mesmo quando eu vejo que estarei a comprometer o meu tempo e todas as minhas outras tarefas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na resistência de delegar tarefas ou de dizer que "não posso ajudar" quando afinal delegar tarefas é também uma forma de ser um exemplo para mim e para os outros e que dizer que "não" não implica necessariamente falta de vontade - em honestidade própria, ao não acumular tarefas nem novos compromissos eu estou a ser responsável com os meus compromissos existentes.

Eu apercebo-me que esta ideia de acumular tarefas vem da minha experiência de viver com pessoas dos "7 ofícios" que aceitavam fazer tudo o que lhes era pedido e que isto era o "normal". No entanto, vejo agora que aceitar apreciar-se os outros é uma forma de escravidão mental, baseada no medo de aborrecer os outros, quando afinal a única coisa que se deixa ofender é o ego das pessoas (e o ego não é quem as pessoas realmente são).
Por isso, quando e assim que eu me vejo a aceitar fazer uma tarefa para apreciar a outra pessoas (seja o meu manager, seja um familiar, seja um amigo), eu páro, respiro, e vejo se realmente me poso comprometer com essa tarefa de acordo com o tempo que eu tenho disponível. Comprometo-me também a re-educar-me a ver as coisas em senso comum, em vez de ver com base em laços emocionais ou laços pessoais que geram condicionalidade e medo.
Quando e assim que eu me vejo a ter medo e resistência de dizer que "não" a uma tarefa que me seja pedida, eu páro e respiro. Esta resistência da mente é uma sabotagem da mente/ego para manter a minha personalidade intacta mesmo quando esta personalidade não é o melhor para mim. Por isso, eu dedico-me a respirar quando a energia do medo me invade e ajudo-me a manter-me estável na minha decisão, seja "sim" ou "não". Eu apercebo-me que a necessidade de "apreciar o outro" só existe em mim e que depende de mim alimentar esta necessidade dos egos ou não. Curiosamente, eu apercebo-me que é ridículo fazer uma coisa para ter uma recompensa do outro quando na realidade essa mesma tarefa irá implicar um sacrifício da minha parte. Apercebo-me que a única recompensa que vale a pena dar a mim própria é a garantia de que estou a ser honesta comigo própria nas minhas ações e relações com os outros e que não permito que a minha mente/ego de energias positivas (reconhecimento) ou negativas (medo) dominem as minhas decisões.
Eu comprometo-me a pôr a honestidade própria e o senso comum em primeiro lugar de modo a que as minhas decisões tenham a honestidade própria e o senso comum como princípios base.

Eu apercebo-me também que a energia de apreciar/agradar a outra pessoa não é real e que é desnecessária se houver uma total confiança e se se recriar uma relação e comunicação honesta com o outro, em que o outro saiba que eu não vou dizer que "não" somente para o contrariar, e que ao mesmo tempo não irei dizer que "sim" se isso me for prejudicar. Realizo que depende de mim re-educar-me em honestidade própria e senso comum de modo a aplicar estes princípios no meu dia-a-dia e ser um exemplo para mim própria (logo, para os outros/todos, em unidade e igualdade como quem nós realmente somos).


DIA 219: Lições do Candy Crush


Ultimamente tenho jogado um jogo do Facebook chamado Candy Crush que implica fazer combinações de doces para se marcar pontos e seguir-se para o nível seguinte. Têm havido uma série de jogadas que, para além de fazerem um fogo-de-artifício de pontos inesperados, têm também sido fonte de realizações interessantes que posso sem dúvida aplicar ao meu processo.
  1. O primeiro elemento fascinante é o aumento gradual da dificuldade e quanto mais pratico mais "fácil" parece ser avançar para o nível seguinte, embora a facilidade seja relativa, pois tem a ver com o aumento da confiança, em conhecer o jogo, perceber como funciona e aplicar tudo isto para se atingir a perfeição. Da mesma maneira, ao trabalhar pontos em mim/memórias/padrões de pensamentos, consigo tirar camadas da minha mente para descobrir novos pontos para resolver em mim.
  2. Para isto, vejo que praticar diariamente ajuda a conseguir ver novas estratégias de jogo e o mesmo posso dizer que escrever todos os dias me ajuda a ver novas perspectivas sobre pontos que eu enfrento. Tal como no jogo, às vezes  é preciso parar, respirar e recomeçar com uma nova atitude, procurar jogar com uma estratégia nova, aprender com alguém que já esteja num nível mais à frente e aplicar essas soluções no meu jogo/na minha vida.
  3. Outro elemento essencial que pode mesmo ser decisivo para se ganhar um nível é o pensamento a longo-prazo: ou seja, por vezes é mais eficaz ver combinações mais complexas do que fazer pequenos pontos rápidos - também no processo, apercebo-me que as reações do momento têm um valor relativo que pode ser substituído por uma atitude de perceber a origem da reação de modo a que a minha aprendizagem dure no tempo e o meu processo seja uma acumulação de boas práticas e de correção-própria a cada novo passo.
  4. Ao ter-se em conta jogadas sustentáveis, pratico o chamado "thinking ahead" para perceber as várias opções e para isso ajuda ver o quadro global em vez de me fechar sobre uma parte to jogo. No processo de se lidar com a mente, é importante pôr-se as cartas na mesa, ao escrever sobre as várias opções  que eu tenho quando estou perante uma decisão, perceber as vantagens e as desvantagens das decisões que eu tomo de modo a ser responsável pela minha direção.
  5. Focus! Dificilmente se ganha no Candy Crush se não se estiver concentrado no jogo! Isto é possível ao perceber-se a "missão" do nível e a não perder de vista esse objectivo de se quebrar o "jelly" ou de se libertar os frutos encurralados!  No processo, o foco é sobre mim própria, ao estar ciente de quem eu sou naquilo que eu faço, estar ciente da minha presença, estar ciente daquilo que eu faço e a ser eficaz com o meu tempo disponível, sem me distrair desnecessariamente.
  6. A compaixão do jogo é um ótimo exemplo de como nos podemos salvar uns aos outros, ao dar vidas e receber vidas.
  7. A disciplina de se querer jogar "só mais uma vez" para se passar ao nível seguinte. Vou então aplicar esta ambição no meu processo em garantir que vivo  o compromisso de escrever o perdão-próprio diariamente. É brutal criar a estabilidade em mim própria quando eu realmente aplico a disciplina no meu processo e me apercebo do meu potencial de resolver os meus próprios problemas da minha mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para escrever o perdão-próprio é real. Apercebo-me que a resistência tem a ver com o facto do perdão-próprio não ser tão popular como dizer que estou a jogar Candy Crunch.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar avançar para o nível seguinte sem primeiro estar confortável com os pontos que tenho à minha frente para lidar e resolver.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar o meu jogo/o meu processo com o jogo/processo dos outros, quando eu me apercebo que só eu posso andar o meu jogo/processo e que o meu jogo/processo depende inteiramente de mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manter uma atitude passiva no meu jogo baseada na ideia que basta o meu parceiro ganhar para eu ficar contente. No entanto, apercebo-me que esta ideia é uma forma de justificar a minha falta de disciplina em completar o que comecei. Eu apercebo-me que eu costumava ter esta atitude quando jogava o GameBoy e a minha irmã completava os níveis - era como se eu perdesse a vontade de ganhar porque ela já tinha ganho. Por isso, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver estes jogos como uma competição com as outras pessoas em vez de ser uma oportunidade para eu aperfeiçoar o meu jogo e fazê-lo por mim!

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência em falar do perdão-próprio, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que tenho tido tantas ou mais lições através do perdão próprio do que até mesmo a jogar Candy Crush, por isso em igualdade, se eu falo em Candy Crush, faz sentido também estar à vontade a falar do perdão-próprio.
Quando e assim que eu me vejo a comparar o meu jogo com o jogo de outra pessoa, eu páro e respiro. Eu foco-me naquilo que eu estou a fazer e apercebo-me que o meu jogo depende da minha aplicação ao pôr em prática  soluções no meu jogo/vida.
Comprometo-me, de igual modo, a aplicar-me  a cada momento da minha vida ao estar focada na minha respiração e na minha correção para avançar no processo de me libertar das "jellys" da mente que me bloqueiam a expressão de Vida. Nisto, apercebo-me que tal como no jogo, é essencial eu aplicar o senso comum no meu dia-a-dia, em não complicar passos que podem ser simples e eficazes, a estar confiante nas minhas decisões e a não ter vergonha de pedir ajuda aos outros quando é necessário.

Tal como na vida real, no Candy Crush estamos todos na mesma terra, a dar-nos a nós próprios a oportunidade de aperfeiçoar a nossa ação.


DIA 207: Ser-se o nosso próprio Desmancha Prazeres...


Provavelmente este padrão é comum a muitas pessoas mas foi a primeira vez que escrevi sobre isto: refiro-me por exemplo ao padrão de pôr o despertador para uma certa hora, planear a minha manhã mas de manhã "sou outra pessoa" e acabo por não fazer nem metade do planeado e ainda por cima atraso-me. Pergunto-me: - Como é que eu posso confiar em mim própria se eu sou a minha desmancha prazeres?
Quantos de nós não diz ao seu parceiro que iremos fazer sexo à noite e quando a noite chega o cansaço instala-se primeiro e lá se foi o momento de intimidade?
E será que também tiveste aquela experiência de pensar que está tudo "sobre rodas" e nesse momento algo descarrila?
Tomando o primeiro exemplo, esta manhã acordei, olhei para o despertador e fiquei admirada por tê-lo posto para tão cedo! E pensei: vou ter imenso tempo para mim! No espaço de segundos, a minha mente criou um plano alternativo "às escondidas" e, em completo interesse-próprio, fiquei na cama mais tempo até chegar ao limite - como se só me movesse sob a ameaça/imaginação de chegar atrasada ou sob o stress que crio com esta projeção.
Porque é que eu não me levantei assim que vi as horas esta manhã? Porque é que eu não confiei na minha decisão tomada na noite anterior? Porque é que eu não me permito ser a minha própria motivação e direção? Que conforto é que eu associo à cama que não me estou a dar a mim própria quando estou fora da cama?
Quando anteriormente escrevi que tinha criado um plano na mente em completo interesse-próprio refiro-me ao facto de esperar pelo stress da sobrevivência parame impulsionar, e como se quisesse usar uma desculpa ou culpar a "falta de tempo" ou "o tempo pasas muto rápido" e depois esperar que tudo e todos sejam mais rápidos. Surge então a falta de paciência com as outras pessoas, o mau humor e a imperfeição por fazer as coisas à pressa.
Desta vez, não vou permitir que este padrão me passe ao lado porque eu sei que é a mim que me estou a prejudicar.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar e pensar que eu tenho o padrão da falta de pontualidade porque fui habituada a chegar tarde aos sitios, sem ver que eu estou a justificar o padrão como se fosse normal copiar os padrões que eu vi durante a minha infância.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desprezar este padrão e acreditar que o objectivo final é ser pontual, quando afinal ser-se pontual é o resultado de uma série de passos que eu tenho de dar para garantir que cumpro as horas.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a pontualidade é o resultado da minha performance num dado intervalo de tempo e com base naquilo que é acordado com a outra pessoa. Por isso, eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido acordar comigo própria ACORDAR de manhã com o primeiro toque do despertador.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido levar a sério os meus próprio acordos e planos e por isso julgar-me como "secundária" porque acredito que "no futuro" irei ser pontual, em vez de considerar que o meu processo de mudança é primário/principal neste/a cada momento de cada respiração.
Eu vejo que este padrão é automatizado e que implica uma mudança regular e disciplinada de hábitos.

Por isso, quando e assim que eu me vejo a culpar a minha experiência do passado com base na ideia que "posso ficar mais um bocadinho na cama", eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta memória de conforto não é real e que é uma manipulação que eu estou a fazer comigo própria, porque "esses minutos a mais na cama" ("desconto") vão apenas ter consequências que eu terei de enfrentar.
Quando e assim que eu me vejo a ter medo de escrever sobre o ponto da pontualidade, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este resistência da mente para escrever é realmente o medo de ser responsável pela minha mudança e perceber que não posso ignorar este ponto de procrastinação matinal.
Eu comprometo-me a escrever na noite anterior o perdão-próprio caso eu vejo que estou a criar planos paralelos da mente sobre a possibilidade de ficar "mais um bocadinho na cama" de manhã.
Quando e assim que eu me vejo a rejeitar o telemovel de manhã como se rejeitásse a minha decisão na noite anterior, eu páro a mente e respiro. Ao estar ciente de mim, eu permito-me tomar a decisão de VIVER a decisão tomada. Eu apercebo-me que decidir acordar cedo implica estar ciente do meu corpo físico e realmente movimentar-me para me levantar.
Quando e assim que eu me vejo a ter resistências com pensamentos que "se calhar a reunião é cancelada", ou "só mais 5 min", ou "ontem deitei-me muito tarde", eu páro o pensamento e respiro. Eu realizo que estes pensamentos não são reais mas que são ideias para justificar a mente preguiçosa e desmanchar o meu prazer de acordar cedo e ter tempo para mim de manhã, tomar o pequeno almoço com calma, escrever um bocadinho e ir com calma para um dia longo de trabalho, sem criar a consequência de frustração pessoal, impaciência ou stress comigo nem com o mundo à minha volta.
Finalmente, quando e assim que eu me vejo a ter o pensamento que "já ontem cheguei tarde, mais um dia não vai ter problema" ou a aceitar a procrastinação comoo sendo a norma, eu páro e respiro. Começo então a ver estes "desleixos" como um indicador de como eu estou a desleixar-me do meu compromisso comigo própria de me recriar como ser humano, como Vida, como corpo físico. Ao ver este indicador, eu posso então auto-investigar a origem do desleixo e tomar a decisão de parar a polaridade de imaginar/planear uma coisa e depois fazer o contrário. Eu realizo que depende de mim praticar a minha confiança e recriar uma rotina que seja estável para eu dar atenção aos padrões da mente e dar-me tempo/a oportunidade para me corrigir.


DIA 201: Pergunto-me (PERGUNTA-TE): Quem é que eu me quero criar?


Este é o processo de auto-criação. Respiro de cada vez que me apercebo desta responsabilidade para comigo própria. E este pensamento surgiu quando dei por mim a adiar levantar-me da cama. Estava bem, relaxada e sabia que aquilo que eu me tinha proposto fazer era escrever este blog - daí a resistência, porque ao escrever sobre os meus pontos eu estou a desafiar a minha mente de secretismo, estou a descobrir camadas dentro de mim, estou a descrever-me, estou a ajudar-me a conhecer-me e a dar-me direção no sentido da honestidade-própria. Por isso pergunto-me (PERGUNTA-TE): - sabendo a responsabilidade de me criar a cada momento, quem é que eu me estou a permitir ser? Ao participar no padrão de adiar escrever no meu blog, que vicio estou a permitir criar dentro de mim? E ao criar o vício de deixar para depois, como é que eu posso confiar em mim de que irei realmente fazê-lo? Se eu decidi escrever o meu blog, porque é que eu estou a contrariar a minha própria decisão?


Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que no momento em que eu permito a minha mente tomar conta da minha decisão eu estou a desistir de mim própria, da minha decisão de me recriar como Vida, da minha oportunidade de mudar para uma melhor versão de mim própria.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ir para a cama ciente que estava a dar descanso a mim própria e que depois me iria dedicar à escrita - em vez disso, apercebi-me que fui para a cama como se fugisse de mim própria e me escondesse de mim! Como se quisesse fugir da pressão que eu criei para mim própria, em vez de ver que eu não preciso de criar pressão em mim própria para fazer algo, e que de facto esta pressão é apenas um indicador da resistência!! Apercebo-me que para viver a minha decisão eu páro a mente dos pensamentos que possam surgir, respiro e movimento-me fisicamente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido hesitar em levantar-me da cama com base na ideia que "lá fora" está frio e que estou menos confortável. Nisto, eu apercebo-me que basta-me tomar a decisão de me dar o calor (com roupas quentes) e de recriar o meu conforto fora da cama, por exemplo ao sentar-me numa posição confortável a escrever. Ao mesmo tempo, apercebo-me que o conforto que eu penso ter não é real.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar a desculpa de "já é tarde para escrever, tenho de me deitar porque amanhã acordo cedo" e assim continuar a culpar a "falta de tempo" para eu escrever o meu blog ou me dedicar ao meu processo (exercicios do processo). Nisto, eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido aplicar no meu dia-a-dia a praticalidade de planear o meu tempo para garantir que não crio expectativas em mim própria nem que crio decepções para mim própria. Nisto, eu comprometo-me a planear a minha noite de modo a dar-me tempo para escrever diariamente, sem estar exausta nem a "despachar".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido hesitar no meu processo de criação - eu estou ciente que tenho neste momento as ferramentas que me ajudam a ultrapassar a hesitação, as resistências, os medos, a sensação esmagadora de quando "sinto" que tenho muita coisa para fazer - as ferramentas são a escrita, o perdão-próprio, a respiração, o desacelerar da mente, e permitir-me estar aqui ciente do que se passa em mim e à minha volta, e viver fisicamente o meu compromisso comigo própria de me corrigir/mudar quem eu sou e aquilo que eu faço.

Quando e assim que eu me vejo a desejar ficar na cama mais um bocadinho sem de facto garantir que irei viver a minha decisão de me dar direção, eu páro o conforto da mente e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a participar no adiamento de viver a minha decisão, eu páro e respiro.
Vejo que esta resistência da mente é uma redflag que eu posso usar como uma referência para ver que estou a permitir participar na mente em vez de confiar em mim e viver a minha decisão de levantar / escrever / dedicar-me a alguma coisa nova.

Eu apercebo-me que quando participo na mente de medo e de hesitação física para escrever ou me dedicar a fazer uma coisa nova é a mim que me estou a trair, porque momentos antes havia decidido avançar. Nisto, eu comprometo-me a recriar a minha confiança a planear as coisas - para isso, em vez de pensar sobre aquilo que eu vou fazer, eu trago essa ação para mim própria e considero aquilo que eu faria se o momento da ação fosse agora. Apercebo-me que o meu processo de criação passa por criar soluções para mim própria e em ser/viver a minha solução a aplicar as soluções de forma disciplinada e ciente de mim própria. Apercebo-me finalmente que este processo de re-criação é um processo de me re-educar a viver comigo própria e com os outros, de me re-educar a tomar conta de mim, de me re-educar a ser honesta comigo própria, de me re-educar a escrever sobre todos os pontos que eu enfrento, de me re-educar a não ser dura comigo própria, de me re-educar a ser assertiva comigo própria, de me re-educar a tomar decisões que sejam o melhor para mim, de me re-educar a confiar em mim própria e garantir que realmente vivo o meu compromisso de Vida comigo própria.

Vídeo onde partilho como lidar com as resistências da mente: