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DIA 255: Desconstruir a IDEIAlogia: a família não tem de ser o exemplo a seguir


Comecei a julgar-me pela minha apatia em relaçao às pessoas à minha volta, porque nāo intervi quando as vi reagir ou a serem desonestas com elas proprias. Vejo agora que pouco ou nada se pode fazer pelos outros para ajuda-los a nāo ser eu manter-me estável em mim e agir em mim, sem ser influenciada pelo que os outros dizem ou fazem. Até agora sempre houve uma tendência para me deixar afectar pelo que os outros dizem ou fazem e para querer "salva-los" das suas proprias mentes mas é impossivel salvar uma pessoa de si própria. Realmente, cada um de nós é o seu próprio inimigo.


Desde que estou em Portugal que me apercebo-me da tendência de culpar os outros pelo que quer que seja - ou sao os emigrantes que sao os culpados pela violencia no país, ou é a mulher que nāo levantou a mesa, ou é o filho que nao sabe onde pôs nāo-sei-o-quê; As pessoas gritam em vez de falarem e quem grita mais alto é rei; O apego mental aos bens materiais é possessivo e emocionalmente destrutivo; a falta de planeamento cria stress; A necessidade de se controlar o que os outros dizem ou fazem é desgastante; O vício da justificaçāo impede ver-se que é possível mudar e fazer as coisas de maneira diferente.


DIA 243: Não há desculpas!




Estou ciente que tenho a oportunidade de me conhecer em plena claridade e entendimento. Nunca antes, ao longo dos meus 26 anos de existência, tive tanto material de livros, artigos, entrevistas, chats e cursos através dos quais eu me ajudo a auto-conhecer-me e a abrir-me para mim própria. É cada vez mais óbvio perceber quando estou a evitar escrever sobre um tópico, evitar olhar para determinada memória ou evitar viver a decisão de ser assertiva na minha disciplina no meu processo de escrita diária.
Curiosamente, parece que das coisas mais fáceis nesta vida é decepcionarmo-nos a nós próprios, ignorar os nossos próprios princípios, mentirmos a nós mesmos e fazermos o oposto daquilo que é o melhor para nós. Qual é a desculpa para eu ser desonesta comigo própria? Qual é a desculpa para eu querer manter as minhas personalidades activas? Qual é a desculpa para fugir da minha mudança, fugir das minhas decisões, fugir da minha responsabilidade de clarificar a minha mente?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido estar a escrever separada de mim própria ao pensar no julgamento de quem lê o que eu escrevo.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que o julgamentos que eu projecto nos outros é de facto uma ajuda da minha mente a mostrar-me os auto-julgamentos que não estão resolvidos em mim.
[é fascinante que a palavra auto refere-se a um automatismo e, igualMENTE, refere-se ao eu-próprio]

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido querer ignorar a minha própria decisão de corrigir as desonestidades próprias e a decisão de andar este processo em honestidade própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido procurar "desculpas" e justificações para tudo aquilo que eu faço ou não faço, em vez de realmente investigar de onde é que as decisões vêm e quais são as consequências que eu crio para mim própria com base nessas decisões.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido fugir da minha posição de realmente aplicar-me no meu processo e de mudar a minha atitude comigo própria, auto-definições e auto-julgamentos, ao perceber de onde é que estes padrões vêm e me ajudar a resolvê-los através da minha escrita e entendimento. 

Quando e assim que eu me vejo a procurar justificações e desculpas para aquilo que eu faço e para aquilo que eu não faço, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que tenho as ferramentas necessárias para lidar com as resistências e ultrapassá-las por mim por mim e comigo própria, por isso qualquer desculpa não é real. Dou portanto tempo a mim própria para andar estes pontos em mim.

Quando e assim que eu me vejo separada de mim própria e dos outros, ao seguir aquilo que a minha mente me mostra em vez de ver e ouvir aquilo que eu vejo e oiço, eu páro e respiro. Ao estar na mente eu estou separada desta realidade física e isso traz consequências. Por isso, eu dedico-me a ser irresponsável a lidar com a minha mente, a compreender a minha mente, a perceber como é que eu funciono com os outros.

Quando e assim que eu vejo a minha mente a ir em modo "automático" de correria e ideias, eu páro e respiro. Com a respiração, eu dou-me a possibilidade de ver esse pensamento e padrão que existe em mim de me distrair daquilo que é fundamental para mim, e ajudo-me através da escrita a abrir esse ponto em mim própria, sem desculpas da "falta de tempo" ou de outra justificação da mente. Eu comprometo-me a expandir o meu vocabulário, a re-educar-me sobre as palavras, a comunicar em senso comum e me mantenha honesta para com aquilo que é o melhor para todos. 

Eu apercebo-me que tenho esta vida para dar e ser o meu melhor e é neste Processo que eu me foco, logo, sou responsável por cada pensamento que ocorre na minha mente e que potencialmente requer uma mudança para que eu evolua para ser honesta comigo própria. Eu apercebo-me que ao evitar ver os meus próprios padrões e ver os meus pensamentos é ser deliberadamente irresponsável para comigo própria e para com a Vida em mim pois implica que não estou disposta a corrigir-me, quando na realidade este mundo e os seres humanos só têm uma solução: mudarmos para o melhor de quem somos e para o melhor de todos.


Apercebo-me que escrever sobre este ponto me ajudou a abrir novos pontos em mim de auto-motivação para mudar determinadas atitudes e dar-me direção em algumas das minhas decisões que até agora eu havia mantido em stand-bye por não saber como lidar com elas. Não há desculpas para ficar calada dentro de mim. Não há desculpas para eu reagir dentro de mim. Não há desculpas para eu não mudar.


Recomendo:


Living Words - Part 2: Clarity
How do you live the word “clarity”?
What is clarity?
What does it mean to live the word “clarity”?
How can clarity support you in your process of self honesty?



DIA 234: Uma mente acelerada e um corpo escravo - dia de reuniões




Depois do trabalho tive uma enorme dor de cabeça e escrever foi a minha coisa que eu podia fazer naquele momento. A minha mente estava extremamente acelerada, como se não conseguisse parar de pensar, quer naquilo que eu ia fazer a seguir, como no meu dia de reuniões. Foi incrível estar ciente que estava a permitir que o speed da mente "tomasse conta de mim" e no entanto, não estava a tomar conta de mim no melhor sentido: o meu corpo manifestava sinais de exaustão e a minha cabeça doía na têmpora esquerda. Apercebi-me então que nas três horas de reuniões que eu tive, não me lembro sequer de respirar.  Estava tão absorvida em pensamentos que nem me apercebi das minhas necessidades físicas de respirar, ir à casa de banho ou até mesmo apanhar ar lá fora. O meu corpo estava a ser um escravo da mente por isso, esta situação foi um abuso-próprio na qual eu negligenciei o meu próprio corpo. Apercebi-me desta situação no caminho de regresso a casa, em que estava sozinha, sentada e recomecei a respirar por mim, a escrever e a abrandar a mente de pensamentos. Vi então que esta estabilidade ajuda-me a ver quando um pensamento atropela o outro, e como eu me encho de energia quando penso naquilo que vou fazer a seguir, ou nos planos do futuro ou nas memórias do passado. Esta energia mental é abusiva.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desleixar o meu corpo ao me permitir estar obcecada com os pensamentos da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tornar-me uma escrava dos meus próprios pensamentos que eu sigo sem me questionar sobre a legitimidade e sentido destes pensamentos na realidade prática.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha respiração e a minha capacidade de tomar conta de mim, de me estabilizar, de nutrir o meu corpo, a relação comigo própria e subestimar a minha responsabilidade de existir aqui.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido mudar a minha atitude comigo própria de acordo com o ambiente em que eu me encontro e consoante as pessoas com quem eu estou, em vez de ser eu e agir ciente de mim própria  incondicionalmente e garantir que eu sou o factor de estabilidade mesmo quando o "cenário" muda.

Quando e assim que eu me vejo a agir de maneira diferente para supostamente corresponder ao ambiente em que eu estou e às pessoas à minha volta, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta ideia sobre aquilo que eu acho que as outras pessoas estão à espera que eu faça é somente baseada na minha própria mente de projeções, por isso, eu comprometo-me a investigar em mim/escrever sobre os auto-julgamentos que eu estou potencialmente a projectar nos outros. Eu apercebo-me que o meu processo de mudança é contínuo e que tenho de cooperar comigo própria e ajudar-me a andar cada padrão mental, em vez de ser dura comigo própria e acreditar que a mente de projeções é para ser seguida.
Eu comprometo-me a transferir a minha confiança na mente para a confiança no meu corpo físico e na realidade prática - por isso eu comprometo-me a estar ciente da minha respiração mesmo quando estou com muitas pessoas à minha volta ou com muito trabalho pela frente.
Apercebo-me que se não nutrir o meu corpo com aquilo que o meu corpo precisa para existir (nomeadamente oxigénio constante) então estarei a fazer exactamente o contrário que é auto-destruição.
Quando e assim que eu me vejo a ter pensamentos uns a seguir aos outros, sobre planos do futuro ou sobre memórias do passado, eu páro estes pensamentos e respiro. Eu estou ciente que esta energia da mente não é real e que não me é benéfica a longo-prazo, por isso, eu comprometo-me a parar este vício baseado na energia dos planos. Em relação às memórias, quando e assim que eu me vejo a participar nas memórias do passado recente (por exemplo, a reunião) eu ajudo-me a  não levar a memória a peito e, em vez disso, eu vejo e escrevo sobre os padrões que a minha mente me mostra. A partir daqui, eu comprometo-me a aplicar as minha realizações e correções na prática, tanto na minha relação comigo própria, como na minha presença quando  estou na presença de outros.


Quando e assim que eu me vejo a estar a abusar de mim por não estar a respirar ciente de mim no meu corpo e realidade física, eu páro a mente e respiro! Eu comprometo-me a respirar em direção-própria quando estou eu reuniões ou em qualquer outro lugar/actividade que, apesar de requererem reflexão, lógica e planeamento, o meu respirar e a minha expressão física em honestidade própria são/devem ser incondicionais e vão ser benéficas para mim e para o meu trabalho/aquilo que eu faço/produtividade.



DIA 214: Chorar é um automatismo da mente



Foi fascinante ver a emoção que surgiu nas primeiras vezes em que eu falei do quisto e como começava a chorar automaticamente. Passado alguns dias, consigo ver que se trata de uma energia da mente e que deve-se ao valor e à imagem que eu associo a uma situação como esta, em que a minha mente me mostra o pior cenário possível e eu acredito na mente como sendo real.
Apercebo-me também da "sorte" que tenho de estar a passar por esta experiência com o suporte do grupo do Desteni e do perdão-próprio, cuja escrita e cursos já desenvolvo há quase quatro anos, e com a qual que eu crio a minha estabilidade em plena auto-confiança para lidar com a mente de preocupações, Mais do que nunca apercebo-me e sinto na pele as consequências de alimentar a energia da mente e, assim, desprezar e desrespeitar o meu corpo. 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar no sistema da mente da emoção de cada vez que falo sobre a experiência de ter um quisto no peito.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido emocionar-me com base numa associação da mente que não é real porque as imagens/imaginação da mente não são reais.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido saltar para a mente da imaginação e assim desprezar por completo a minha respiração/presença aqui que é de facto aquilo que eu realmente sou e aquilo que me apoia a qualquer momento.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido parar a energia da emoção porque penso ser comum chorar-se nestas situação e expressar-se o medo (que é o medo da morte), sem ver que com isso eu me estou a separar de mim e estou a alimentar a paranóia da mente que não é real.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido olhar para o quisto como sendo aquilo que é, sem mais nem menos, sem imaginações nem projecções de um futuro baseado nas experiências das outras pessoas. Eu apercebo-me que não tenho de recriar o passado/vida dos outros em mim!!

Quando e assim que eu me vejo a participar na emoção/energia da mente quando falo da minha experiência do quisto e da biopsia, eu páro e respiro. Eu re-educo-me para recriar a minha estabilidade em qualquer situação e a não permitir que informação/imagens da mente tomem conta de mim!

Quando e assim que eu me vejo a associar a frase “quisto no peito” com a ideia de mim como uma vítima de cancro, eu paro a mente de associações e respiro. Eu comprometo-me a parar os PENSAMENTOS da minha mente, cuja direção é contra a vida que Eu sou, e dedico-me a recriar a minha relação com as palavras, sem a polaridade negativa ou positiva. Eu apercebo-me que quanto mais cedo eu parar este hábito de pensar e criar cenários de futuro na mente, mais eficaz eu serei no meu dia-a-dia, em que me foco naquilo que está aqui e garanto confiar em mim própria para resolver qualquer assunto/situação que surja na minha realidade.

Quando e assim que eu me vejo a entrar em pânico mental quando imagino alguém a dizer-me que tem más notícias dos meus resultados, eu paro e respiro. Eu estou ciente que este pensamento foi uma criação minha mas que não me ajuda a estar estável e, portanto, eu posso/devo/responsabilizar-me por parar os pensamentos/sistema de medo de modo a recriar uma relação de estabilidade na minha comunicação comigo e com os outros. Eu comprometo-me a estar estável a lidar com a minha realidade que é um espelho daquilo que eu permito em/para mim.


Em vez de continuar a participar na mente que não é o melhor para mim, eu dedico-me a parar os pensamentos e imagens da mente de modo a não permitir os pensamentos/emoções automáticas intervir na minha realidade. Foco-me então nas palavras que eu comunico e ajudo-me através da minha presença física aqui e respiração, a ser/viver estável como as palavras.





DIA 211: Quisto na mama: e agora?



Recentemente comecei a sentir um caroço no peito direito e aproveitei uma viagem em trabalho para avaliar a minha situação médica. Foi confirmado ser um quisto na mama. Curiosamente, tive resistência a começar a escrever sobre os meus medos e sobre o backchat que assaltavam a minha mente!

Estas foram notas que eu escrevi quando viajava para Portugal. 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar a única informação que eu conheço (o tão falado cancro da mama) para tentar explicar o caroço que eu sinto, em vez de esperar por ser vista pela médica. Eu apercebo-me que a associação de informação na minha mente é manipulada pelos próprios medos e vícios da minha mente e que por isso não dá para confiar nestas associações.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que preciso de uma consequência na minha realidade para eu me movimentar por uma causa, quando afinal isto é uma manifestação do ego no qual quero ser vista como uma “lutadora”, “herói”, “especial”. Ao mesmo tempo, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido auto-julgar-me como uma “vítima” da mente, em vez de realizar que tudo o que me acontece é fruto da minha criação e que portanto sou responsável porr ser a minha própria solução para mudar a minha realidade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar a doença do cancro no meu corpo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido fazer desta dor e desconforto mais do que aquilo que é (por enquanto só uma dora quando toco na área do caroço).

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar-me a pessoas que eu conheço terem passado pela doença do cancro. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver este tipo de doenças como um castigo pessoal e pensar que eu (e essas pessoas) merecem passar por isto – eu apercebo-me então que eu não tenho de levar este quisto na mama como uma ofensa pessoal por isto é ainda mais separação! Em vez disso, apercebo-me que depende de mim lidar com a minha realidade passo a passo, respiração em respiração, ponto a ponto, um e igual com o quisto, um e igual com a minha mama, um e igual com o meu corpo, um e igual com a minha presença aqui, um e igual com as mulheres (e homens) que passam (ou passaram) por esta fase.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na curiosidade da mente de querer saber o que causou o cancro nas pessoas que eu conheço, como se isso explicásse a minha situação. Mais uma vez apercebo-me que é em mim que eu me tenho de focar agora e que devo PARAR de ver o problema fora de mim ou projectar a vida dos outros em mim. Apercebo-me que eu própria ainda não conheço os padrões todos da minha mente e por isso não vale a pena querer saber os padrões das mentes dos outros!

Quando e assim que eu me vejo a associar o meu quisto na mama com a ideia de ouvir um médico a confirmar que há células cancerigenas em mim, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta imagem não é real e que desta forma estou a criar ansiedade em mim desnecessariamente. Neste momento eu só posso lidar com a informação disponível que é a que eu tenho um quisto no peito. Ponto.

Quando e assim que eu me vejo a associar este caroço com as histórias de mulheres que eu conheço e que enfrentaram o cancro na mama, eu páro e respiro. Curiosamente, desde que comecei a abrir este tópico na minha realidade que ouvi falar de outros casos em que um caroço na mama não tinha tido nenhuma gravidade. Fui também informada de mulheres na minha família que tinham tendência para micro-quistos sem envolver o papão do cancro.

Quando e assim que eu me vejo a usar a informação dos media para pensar que qualquer problema na mama está relacionado com cancro, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a parar de filtrar a informação de modo a corresponder aos medos da minha mente, que é baseado em sobrevivência, em auto-vitimização, no julgamento de que não mereço viver e na ideia que algum acidente me vai acontecer para estragar o meu casamento e o meu processo de renascimento! Em vez disso, eu apercebo-me que quem eu me permito ser, enquanto Ser Estável e enquanto Vida, não estou condicionada ou limitada pela realidade à minha volta. Pelo contrário, dou-me esta oportunidade para abrir e tratar pontos em mim que eu ainda não tinha explorado intensamente para me auto-corrigir e aprender a confiar em mim em qualquer situação.

Quando e assim que eu me vejo a comparar as histórias dos filmes do estilo “Sweet November” em que o casal é perfeito mas que ela tem um cancro que os vai separar, eu páro esta memória e respiro. Eu apercebo-me que a minha realidade não é um filme e que não me posso basear numa história que eu vejo não ser o melhor para mim. Eu comprometo-me então a PARAR de sabotar a minha vida, o meu casamento, a minha carreira, e dedico-me a lidar com as coisas práticas que podem de facto fazer a diferença que são o cuidado com o meu corpo, ir aos médicos aconselhados, parar a ansiedade, limpar-me dos medos, comunicar as mudanças práticas que têm de se aplicar no meu emprego de modo a que não prejudique os clientes, e garantir que sou realista na minha gestão financeira ao longo desta fase.

Quando e assim que eu me vejo a culpar o stress do meu emprego como causa deste quisto, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que o padrão da culpa é maligno e que não cria nada de produtivo, antes pelo contrário, a culpa cria separação em relação a mim própria e aos outros. Em vez disso, eu comprometo-me a parar o stress em mim no meu trabalho e a garantir que não me esforço mais do que aquilo que é possível, de modo a evitar altos e baixos (emoções positivas e negativas) na minha realidade/carreira. Eu apercebo-me que a minha carreira profissional não está separada de mim.

Quando e assim que eu me vejo a ser/ter o medo de ler os resultados das análises a dizer que tenho cancro, EU PÁRO E RESPIRO. Eu realizo DE UMA VEZ POR TODAS que a mente não é real e que esta imagem é baseada em memórias e no passado. Eu comprometo-me a parar de criar estes cenários na minha mente assim que o pensamento surge em mim, de modo a dar-me direção e a focar a minha atenção na minha real realidade. Eu, a minha vida/corpo não somos uma bomba-relógio – Eu, o meu corpo/vida, temos o pontencial de ser estáveis, um e igual com a minha respiração. Por isso, eu comprometo-me a parar e a perdoar cada imagem/sistema da mente que criam ansiedade e desorientação em mim própria. Eu vejo e realizo que sou responsável por parar/limpar os medos do cancro. Dedico-me a parar de acumular imagens/ideias/experiências dos outros dentro de mim ao perdoar cada um destes pensamentos que são contra mim própria, e parar de projectar essas memórias na minha realidade/Vida. Eu apercebo-me que sou capaz de PARAR as paranoias da mente e de me passar a recriar um e igual com o meu corpo, em auto-disciplina a fazer aquilo que é o melhor para mim, em senso-comum, focada em auto-corrigir os padrões de medo e polaridade da minha mente, de modo a mudar a minha relação comigo própria e a parar de complicar a minha Vida/realidade.

Imagem: Sexologia Clinica, http://sexologia.clix.pt/?p=53043  


DIA 202: Imaginar o Pior Cenário VS Imaginar o Melhor Cenário (e o "dedo" do Deus nesta história)

Há alguns anos que eu me apercebo desta tendência em mim de criar o pior cenário possível e permitir-me "viver" esse cenário com medo do futuro. Ao mesmo tempo, recordo-me de tentar ao máximo imaginar cenários na minha mente que eu associava com paz e "está tudo bem", tal como fazia à noite ao fechar os olhos e esforçar-me por ver ursos num cenário cor-de-rosa de flores, e pensar que assim evitava ter pesadelos.
Hoje em dia, este padrão é manifestado na projeção de cenários de um futuro que eu temo ser contra mim própria no meu emprego. Dou por mim a imaginar cenários em que me esqueço de uma reunião importante, ou que falho, ou que está toda a equipa à minha espera... Por outro lado, dou também por mim a acumular excitação quando penso que o projecto está quase a acabar, ou a imaginar que é tudo terminado com sucesso e há a imagem do reconhecimento dos outros. Ainda estou no processo de me permitir estar ciente de quando estes eventos mentais ocorrem... Aquilo que me tem escapado tem sido perguntar-me: - quem é que, para além de mim, me tem permitido imaginar/participar nos cenários da minha mente? Ao escrever "minha mente" acabo de dar a resposta à minha pergunta. Sou eu a única responsável por me permitir cair no "buraco negro da mente" e seguir a mente como se fosse um Master...
Provavelmente, a minha crença em Deus durante os primeiros 21 anos da minha vida foi também um factor para me questionar ainda menos e acabar por varrer este padrão para debaixo do tapete com a suposta ideia/esperança que era a vontade de Deus e que portanto era aceitável. No entanto, mais uma vez eu sou a única responsável por ter aceite e permitido a minha crença em Deus e por "descartar" a minha responsabilidade de não seguir a mente.

Apercebo-me que as duas versões dos cenários são desfasadas da realidade: uma representa a polaridade negativa e a outra a polaridade positiva. Ambas são baseadas em energia da mente que tem impacto na minha estabilidade física de cada vez que eu me permito aceitar e alimentar os cenários da mente em mim.
  • Porque é que há a necessidade de criar cenários para o futuro quando estes cenários são contra a minha estabilidade?
Nisto, apercebo-me do ponto da falta de confiança em fazer aquilo que é o melhor para mim considerando todos os pontos da minha realidade e acabo por acreditar que a mente (tal e qual um Deus) vai saber decidir por mim. Ao escrever sobre este padrão começo a encontrar novas perguntas e novas camadas que me podem ajudar a descobrir o padrão, a percebê-lo e a estar ciente da minha correção prática.  Curiosamente, os cenários da mente não são planos que consideram a realidade das coisas - pelo contrário, estas imagens surgem mentalmente como um filme improvisado sem guião. Portanto, uma coisa que eu posso tentar fazer da próxima vez que comece a criar um cenário de futuro na minha mente, é escrever sobre aquilo que a minha mente está a projectar e verificar com base na realidade das coisas se o cenário tem fundamento - em vez de participar no medo reactivo e primitivo da mente, eu ajudo-me a estabelecer soluções práticas para ir eliminando os factores de risco e ver como posso prevenir que uma situação adversa ocorra.

Enquanto que antes eu iria provavelmente rezar/agradecer a um Deus por ter ajudado a que tudo corresse bem, hoje em dia estou ciente que não houve uma magia separada de mim a ditar a minha vida, nem houve um dedo invisível divino - estou ciente que fui eu quem me permitiu dar direção a mim própria, me permiti abrandar o programa de medo da mente, e me permiti ver/APLICAR/viver as soluções para mim própria considerando as várias etapas e elementos envolvidos no projecto por exemplo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar nos cenário auto-derrotadores da minha mente e acreditar que projecto x está destinado a falhar sem primeiro garantir que estou ciente do projecto, que estou à vontade e que faço o meu "trabalho de casa" de me limpar dos medos pré-concebidos na minha mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido simplesmente adoptar os medos da mente como sendo inquestionáveis, em vez de dizer ESPERA LÁ! Porque é que eu aceito o medo de falhar sem primeiro garantir que eu estou a planear o trabalho passo-a-passo, que estou a considerar os cenários possíveis e a colmatar/prevenir ao máximo os factores de risco que estão ao meu alcance evitar, por exemplo através de uma comunicação clara com os meus colegas, e ao pedir ajuda para coisas que eu possa ainda não saber resolver, ou ao ter em consideração falhas que possam ter ocorrido no passado e que eu tenho a oportunidade de corrigir.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido "perder tempo" e dar atenção às imagens/cenários da mente positivas (desejos) e negativas (medos). Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que depende sempre de mim criar a minha estabilidade própria. Por isso, comprometo-me a parar a espiral da imaginação da mente e dedico-me a investir o meu tempo e a minha atenção na prevenção, na preparação da minha ação para garantir que me estou a dar uma direção que seja o melhor para mim.

No emprego, eu realizo que o resultado final está dependente do meu empenho no processo de preparação e da minha concentração a planear e a executar a minha ação, que por sua vez estão dependestes da minha estabilidade própria e da minha respiração para evitar reações.

Eu realizo que o meu processo de criação tem impacto nos vários elementos da minha vida, nomeadamente na minha relação com os outros e no meu desenvolvimento pessoal/profissional no meu emprego.
Apercebo-me que o processo de auto-criação é um processo de aprendizagem prática em honestidade própria.
Apercebo-me que os medos da mente são baseados na ideia de separação em relação aos outros e na separação de mim própria, quando afinal sou/somos /estamos todos aqui em unidade e igualdade, cada um responsável por si epelo todo.
Em vez de aceitar os medos/padrões da mente como sendo "a regra", ou no lugar de culpar algo ou alguém pela minha experiência, em foco-me em perceber como é que eu estou a participar na minha realidade e comprometo-me garantir que sou responsável pelo auto-aperfeiçoamento das minha ações em considerar todos os pontos envolvidos e aquilo que é o melhor para todos.

Quando e assim que eu me vejo a participar no medo que o resultado seja contrário à minha dedicação, eu páro e respiro. Em honestidade própria, eu verifico onde é que eu estou a hesitar, ou se há medos que me impedem de dedicar a 100%, ou se há algum ponto que eu ainda não resolvi em mim e que esta é uma oportunidade para lidar/transcender esse ponto. Ao mesmo tempo, eu comprometo-me a parar o padrão de ser dura comigo própria , considerando que há alguns elementos que estão fora do meu controle.

Para concluir, posso utilizar os cenários/tendências da mente para estar ciente dos padrões que existem em mim e que eu sou responsável por mudar estes padrões em mim que são fonte de instabilidade e distração mental. Realizo então que a própria ideia de falhanço é uma sabotagem da mente e, em vez de pensar no medo de falhar como uma ameaça ou castigo, tenho a oportunidade/responsabilidade de verificar os passos que têm de ser tomados/corrigidos de modo a recriar uma realidade que seja benéfica para mim/todos em unidade e igualdade.



DIA 201: Pergunto-me (PERGUNTA-TE): Quem é que eu me quero criar?


Este é o processo de auto-criação. Respiro de cada vez que me apercebo desta responsabilidade para comigo própria. E este pensamento surgiu quando dei por mim a adiar levantar-me da cama. Estava bem, relaxada e sabia que aquilo que eu me tinha proposto fazer era escrever este blog - daí a resistência, porque ao escrever sobre os meus pontos eu estou a desafiar a minha mente de secretismo, estou a descobrir camadas dentro de mim, estou a descrever-me, estou a ajudar-me a conhecer-me e a dar-me direção no sentido da honestidade-própria. Por isso pergunto-me (PERGUNTA-TE): - sabendo a responsabilidade de me criar a cada momento, quem é que eu me estou a permitir ser? Ao participar no padrão de adiar escrever no meu blog, que vicio estou a permitir criar dentro de mim? E ao criar o vício de deixar para depois, como é que eu posso confiar em mim de que irei realmente fazê-lo? Se eu decidi escrever o meu blog, porque é que eu estou a contrariar a minha própria decisão?


Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que no momento em que eu permito a minha mente tomar conta da minha decisão eu estou a desistir de mim própria, da minha decisão de me recriar como Vida, da minha oportunidade de mudar para uma melhor versão de mim própria.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ir para a cama ciente que estava a dar descanso a mim própria e que depois me iria dedicar à escrita - em vez disso, apercebi-me que fui para a cama como se fugisse de mim própria e me escondesse de mim! Como se quisesse fugir da pressão que eu criei para mim própria, em vez de ver que eu não preciso de criar pressão em mim própria para fazer algo, e que de facto esta pressão é apenas um indicador da resistência!! Apercebo-me que para viver a minha decisão eu páro a mente dos pensamentos que possam surgir, respiro e movimento-me fisicamente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido hesitar em levantar-me da cama com base na ideia que "lá fora" está frio e que estou menos confortável. Nisto, eu apercebo-me que basta-me tomar a decisão de me dar o calor (com roupas quentes) e de recriar o meu conforto fora da cama, por exemplo ao sentar-me numa posição confortável a escrever. Ao mesmo tempo, apercebo-me que o conforto que eu penso ter não é real.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar a desculpa de "já é tarde para escrever, tenho de me deitar porque amanhã acordo cedo" e assim continuar a culpar a "falta de tempo" para eu escrever o meu blog ou me dedicar ao meu processo (exercicios do processo). Nisto, eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido aplicar no meu dia-a-dia a praticalidade de planear o meu tempo para garantir que não crio expectativas em mim própria nem que crio decepções para mim própria. Nisto, eu comprometo-me a planear a minha noite de modo a dar-me tempo para escrever diariamente, sem estar exausta nem a "despachar".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido hesitar no meu processo de criação - eu estou ciente que tenho neste momento as ferramentas que me ajudam a ultrapassar a hesitação, as resistências, os medos, a sensação esmagadora de quando "sinto" que tenho muita coisa para fazer - as ferramentas são a escrita, o perdão-próprio, a respiração, o desacelerar da mente, e permitir-me estar aqui ciente do que se passa em mim e à minha volta, e viver fisicamente o meu compromisso comigo própria de me corrigir/mudar quem eu sou e aquilo que eu faço.

Quando e assim que eu me vejo a desejar ficar na cama mais um bocadinho sem de facto garantir que irei viver a minha decisão de me dar direção, eu páro o conforto da mente e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a participar no adiamento de viver a minha decisão, eu páro e respiro.
Vejo que esta resistência da mente é uma redflag que eu posso usar como uma referência para ver que estou a permitir participar na mente em vez de confiar em mim e viver a minha decisão de levantar / escrever / dedicar-me a alguma coisa nova.

Eu apercebo-me que quando participo na mente de medo e de hesitação física para escrever ou me dedicar a fazer uma coisa nova é a mim que me estou a trair, porque momentos antes havia decidido avançar. Nisto, eu comprometo-me a recriar a minha confiança a planear as coisas - para isso, em vez de pensar sobre aquilo que eu vou fazer, eu trago essa ação para mim própria e considero aquilo que eu faria se o momento da ação fosse agora. Apercebo-me que o meu processo de criação passa por criar soluções para mim própria e em ser/viver a minha solução a aplicar as soluções de forma disciplinada e ciente de mim própria. Apercebo-me finalmente que este processo de re-criação é um processo de me re-educar a viver comigo própria e com os outros, de me re-educar a tomar conta de mim, de me re-educar a ser honesta comigo própria, de me re-educar a escrever sobre todos os pontos que eu enfrento, de me re-educar a não ser dura comigo própria, de me re-educar a ser assertiva comigo própria, de me re-educar a tomar decisões que sejam o melhor para mim, de me re-educar a confiar em mim própria e garantir que realmente vivo o meu compromisso de Vida comigo própria.

Vídeo onde partilho como lidar com as resistências da mente:







DIA 199: Desacelerar a mente em Portugal para evitar o "programa automático da mente"


Aproveito a semana em Portugal para enfrentar em real-time os vários pontos associados a locais, pessoas, memórias e padrões que ainda se manifestam em mim. Uma coisa que noto diferente em mim é a estabilidade e rapidez ao aplicar as ferramentas do perdão-próprio e da respiração quando me deparo com os pontos. No entanto, ainda há desleixo na minha disciplina e exemplo disso foi ter ficado alguns dias sem publicar no meu blog (apesar de ter sempre um bloco de notas comigo). 
Apercebo-me que a única maneira de me aperceber dos padrões e ver as coisas como elas são (sem a interferência de memórias ou hábitos do passado ou ideias de "é sempre assim") é a desacelerar a mente para evitar ir para o "programa automático da mente", que funciona à base de imagens e projecções de um futuro imaginado. Logo na primeira noite em que cheguei, fui a um evento e apercebi-me de como as pessoas aqui parecem olhar fixamente, algo que em Londres me parece menos comum. Por outro lado, vejo que este inicio de preocupação ao ver alguém a olhar para mim é de facto uma projeção minha, sobre qualquer coisa que eu possa pensar que o outro pense! Isto é o cúmulo da distração. Ao trazer o ponto para mim própria, apercebi-me daquilo que a minha mente se andava a entreter e foi mais fácil parar os pensamentos, respirar e estar presente, focada naquilo que eu estava a fazer.
Outro ponto que me apercebi à chegada foi a minha falta de paciência, ponto que ainda estou a trabalhar em mim. É como se quisesse impor nos outros a minha disciplina, em vez de me focar simplesmente em ser o meu exemplo a cada momento - disciplina não implica levantar a voz nem ser rígida ou inflexível - implica viver as minhas palavras, fazer aquilo que tenho a fazer por mim, garantir que sou honesta comigo-própria e, para isso, ser clara na minha comunicação com os outros, mas sem o intuito de criar separação.

Photo: A descontração Lisboeta, em frente ao Palácio da Ajuda. Joana Jesus 2013


DIA 173: Quando é que passámos a fazer as coisas por obrigação?


Desde quando é que desistimos de correr por gosto? Quando é que passámos a fazer as coisas por obrigação e porquê? Porque é que aceitamos que as coisas que fazemos são por obrigação? Não será isto falta de amor-próprio?
Uma sugestão para amanhã: sugiro que se páre de julgar aquilo que se faz como sendo uma obrigação - por exemplo: levanta-te, respira, e pára os julgamentos sobre acordar cedo para se ir trabalhar. Estás de pé, estás bem e tens emprego. Para quem não tem emprego, levanta-te à mesma! Ou será que te levantas por obrigação de um patrão?
Depois nos transportes públicos pára o julgamento contra as outras pessoas: elas estão aqui, tu está aqui e estão todos na mesma situação. Quando um julgamento ou crítica ou comparação surgir sobre a outra pessoa, pára e respira. A ideia deste jogo é parar os maus hábitos da mente por isso puxa por ti para não te permitires participar na mente. Quando durante o dia de trabalho surgir um pensamento de má vontade, pára, respira e pergunta-se a ti próprio porque é que está a fazer isto, como é que o fazes e por quem: será que estás a fazê-lo pelo dinheiro*, ou porque acreditas que não sabes fazer mais nada, ou porque os teus pais de obrigaram a ir para a universidade, etc. Vai respirando. Se for preciso, escreve num papel todas essas ideias que te correm na mente e vê as palavras que te tens permitido ser - de onde é que estes julgamentos surgiram? Porque é que ainda culpas os outros por aquilo que andas a fazer ou a estudar? Ao trazeres estes pensamentos para ti próprio que reações surgem em ti? Fúria? Raiva? Tristeza? Desilusão própria? E que tal dar-se uma gargalhada nesse momento, ou talvez chorar por todas estas ideias, limitações, desejos e julgamentos que só nós impusemos a nós próprios. E já que vemos a confusão que andámos a criar para nós próprios, porque não perdoarmo-nos por todas estas limitações e imposições que só nós aceitámos e permitimos na nossa vida? Perdoamo-nos pela guerra interior que criámos em nós próprios - e sem estas ideias de sacrifício e obrigação, vê realmente como te podes expandir no teu dia-a-dia, no teu emprego, nos teus estudos, nas tuas relações: será que a oportunidade de te dedicares por gosto não estava mesmo à tua frente? E se não estiver, o que te impede de passar a ter gosto naquilo que fazes? O que te impede de tomar a iniciativa de fazer melhor aquilo que já fazes?  O que te impede de aprender novas maneiras de fazer as coisas e assim adquirires boas práticas?

Pára, respira, perdoa-te... E abraça-te. A mente funciona como um espelho que nos mostra as nossas desonestidades próprias que temos para corrigir. Requer MUITA prática mudar os maus hábitos da mente e, já que estamos aqui, vale a pena começar a Viver.

  
 * Aproveito para partilhar o site do Sistemade Igualdade Monetária que é uma solução em estudo para a criação de um sistema que põe a Vida em primeiro lugar. Mas até lá, a solução é mudarmo-nos a nós próprios, criar soluções para nós próprios e depois sermos capazes de finalmente criar soluções para o mundo.



DIA 140: Libertar-me da procastina-a-ação



A procrastinação resulta sempre em abuso próprio. Parece dramático? Não. E um alerta que damos a nós próprios sobre a relação que estamos a criar connosco. Esta realização surgiu da minha própria experiência na qual eu estava deliberadamente a ignorar aquilo que eu tinha/devia fazer por mim, com a justificação da imagem de me ver "em ação" mais tarde e adiar-me (ou será odiar-me?). Ao ter permitido que a mente tomasse conta da minha iniciativa e vontade próprias, apercebi-me deste padrão auto-destrutivo pois estava a pôr em causa o meu bem-estar e até mesmo a minha saúde. Curiosamente, a procrastinação manifesta-se aquando de actividades físicas, como ir ao ginásio, ou até mesmo cozinhar, ou fazer sexo, ou ir ao médico ou falar com alguém. A ideia de cansaço físico surge na mente e contagia a nossa própria vontade e capacidade de discernir aquilo que tem de realmente ser feito! Para além das consequências eminentes de falta de cuidado com o nosso próprio corpo, a longo prazo desenvolve-se uma relação de falta de confiança em nós próprios, porque a memória de ocasiões anteriores em que se procrastinou vai comprometer a assertividade em realmente viver as palavras que se fala...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido entrar naquele "estado mental" de desprezo próprio e de desvalorização daquilo que eu faço e daquilo que eu tenho de fazer por mim, como uma desistência de mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na imagem/ideia de "fazer depois", sem ver que com esta ideia/imagem eu estou a enganar-me a mim própria 

Se neste momento que eu tenho a possibilidade de fazer isto e não faço, que prova dou a mim mesma que irei fazer realmente fazer "mais tarde" ou que irei ter o tempo/disponibilidade de o fazer?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido procurar algo que entretesse a minha mente para eu não pensar mais no assunto, em vez de fechar o assunto por mim ao tomar a decisão de fazer aquilo que é o melhor para mim neste momento.

Quando e assim que eu me vejo a entrar no modo de "projeções da mente" em que me imagino a fazer aquilo que , em honestidade própria, estou a evitar fazer agora, eu páro e respiro. Nesse momento, em vez de reagir, eu dou-me a oportunidade de ver a origem da procrastinação - o que é que eu não quero enfrentar? Quem é que eu não quero enfrentar? O que é que eu estou a suprimir em mim? Esta preguiça é da mente ou é realmente cansaço físico? Que personalidade é esta? Porque é que tenho medo de sair desta aparente zona de conforto na qual me estou a afundar/ignorar?

Quando e assim que eu me vejo a desprezar a minha atenção ao meu corpo físico, quer seja a evitar ir ao ginásio, ou a evitar descansar, ou a evitar ligar para o médico, ou a evitar cozinhar, eu páro e respiro. Ao parar e respirar, eu dou a mim própria o tempo e espaço para perceber este padrão da procrastinação e conhecer aquilo que eu tenho permitido em mim e no mundo à minha volta. Eu comprometo-me a estar um e igual com o meu corpo e, a partir desta decisão, parar o abuso da mente sobre o meu corpo. Eu comprometo-me a parar as assumpções de como as coisas vão ser ou têm de ser, e permito-me criar a mudança que eu tenho desejado mas adiado em mim/para mim - apercebo-me que a mudança é física e não da mente; apercebo-me que a mudança é de facto levantar-me e dar uma direção a mim própria; apercebo-me que a solução passa sempre por tomar responsabilidade pelas consequências que eu tenho criado para mim própria e, portanto, ver que sou também responsável por mudar a consequência/o resultado ao mudar a minha ação e o meu ponto de partida.

Quando e assim que eu me vejo a desvalorizar o meu tempo e o tempo que dedico a mim própria, eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a desejar dar aos outros aquilo que eu não estou a dar a mim própria, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que primeiro eu tenho de me tornar no meu próprio exemplo, limpar-me de todas as supressões, desejos, frustrações, ideias de como eu sou, ideias de como os outros são, ideias de como a vida é e ideia de como as coisas acontecem, para me libertar destas ideias que ocupam a minha mente e com as quais eu bloqueio ver/ser em senso comum.
Quando e assim que eu me vejo a ignorar a possibilidade de mudar neste mesmo instante o resultado deste "episódio", eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta ideia de "como eu sou" ou de como as coisas são" só existe na minha mente porque eu as criei/permiti em mim e que depende de mim perdoar-me por este desprezo/ignorância e dar-me uma nova direção, desta vez em honestidade própria e senso comum.
Eu apercebo-me que ao ajudar-me a corrigir o padrão da procrastinação, eu estou a ajudar-me/aos outros a mudar a minha relação comigo própria para criar o melhor para mim, a estabelecer uma relação de auto-confiança, amor-próprio e assertividade, e que esta mudança a partir de dentro irá reflectir-se (como um espelho) na minha relação com os outros/o mundo à minha volta.

Da mesma maneira vejamos: não será este mundo em que o passado se repete constantemente um exemplo da consequência da aceitação da procrastinação em nós próprios, em que adiamos/odiamos a mudança?

DIA 97: Da falta de confiança ao medo da morte


Apercebi-me que um dos stresses de andar de avião tem a ver com a falta de confiança no piloto. Quando dou por mim, estou cheia de ideias e questões, - e se ele se distrai? Será que está ciente que as nossas vidas dependem dele? Como é que os pilotos são educados/treinados a lidar com o medo da morte? Será que conhecem a eficácia e ajuda do perdão próprio?
Apercebo-me que estas respostas são respondidas com uma simples solução: confiança própria. Neste caso, esta conversa da mente é uma projecção da desconfiança em mim própria e a consequência física é o stress - como se quisesse controlar tudo à minha volta, mesmo aquilo que não está dependente de mim - a única coisa que naquele momento eu posso garantir é a minha respiração, a minha existência, a minha confiança incondicional no piloto, um e igual a mim.
Eu apercebo-me que a minha desconfiança nos outros é como se eu passasse um testemunho e ainda quisesse continuar a correr, por não confiar que o outro seja capaz de correr como eu, em vez de garantir que me torno no exemplo para mim própria de estabilidade e igualdade com os outros.

Depois de falar com um amigo, vejo que tínhamos em comum este stress de andar de avião. Provavelmente todos temos mas por ego ou até mesmo medo, não falamos sobre o assunto. A melhor maneira de criar a estabilidade própria é a desvendar a origem do medo, perdoar o medo que se permite e mudar na ação.

O medo é uma venda nos olhos para não se permitir realmente VER o que está por trás do medo. Por isso, vou desvendar cada camada e descobrir o que se passa em mim...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar a energia de medo que sinto quando penso em imagens ou associo imagens de acidentes e as projecto na minha realidade.
Eu perdoo-me por ter aceite e permitido participar na energia da mente que é um modo automático de medo em vez de recriar a minha realidade com base no que se passa aqui, sem projectar imagens nem ideias do passado/memória.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido existir em stress internamente e externamente sem me aperceber que não tem de ser assim: eu páro o stress em mim ao respirar e devolver-me a mim própria, ao parar de existir num futuro de imagens de acidentes que é da mente e da associação de palavras/imagens que eu estou a criar para mim própria. Eu apercebo-me que o medo não tem de existir se eu existir aqui. Ou é o medo ou sou Eu. Logo, eu decido existir como Vida, não como medo.
Eu realizo que as ideias de acidentes são uma forma de castigo da mente quando na realidade o propósito de aqui estar é criar vida e existir como Vida.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que mereço ser castigada e por isso justificar as imagens de acidentes.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido "viver" em constante luta de ser boa pessoa VS ser má pessoa quando na verdade estas são ideias ensinadas de acordo com o sistema de sobrevivência - eu dedico-me a usar o tempo que tenho para me recriar como Vida, a ser e a fazer auilo que é melhor para mim e para todos. Por experiência própria, os acidentes não são o melhor para mim nem para os outros.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar pensamentos auto-destrutivos. Eu foco-me em criar Vida em mim e à minha volta, em parar as relações de medo para criar relações de igualdade. Eu sou um e igual com o avião e com as pessoas à minha volta - eu foco-me na minha estabilidade que é a única coisa que eu posso garantir e dedico-me a estar estável na minha relação com os outros.

Eu comprometo-me a dar o melhor de mim e assim existir como um exemplo e realizar que é possível que cada um de nós exista como o melhor de si naquilo que se é e naquilo que se faz.
Quando e assim que eu me vejo a desconfiar da capacidade do piloto, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este padrão de pensamento é uma projecção da minha falta de confiança naauilo que eu faço e que esta insegurança não é real. Eu sou a minha ação e eu sou responsável pela minha ação. Eu responsabilizo-me por mim e pela minha ação ao parar o stress e ao parar que o medo me possua. Em senso comum eu realizo que não me permitirei fazer nada que possa prejudicar a minha Vida e a Vida dos outros.
Quando e assim que eu me vejo a permitir sentir a minha vida em risco, eu páro, respiro e devolvo-me a Vida a cada respiração. Todos os medos são da mente e não são reais. Quando e assim que eu me vejo a acreditar na mente com as associações da mente que aparentemente fazem sentido, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que o medo não é um sentido: os sentidos humanos são físicos enquanto que o medo é um padrão da mente. Eu dedico-me a empoderar-me a recriar a minha realidade sem medo da morte, que é o limite da auto-destruição da mente.
Quando e assim que eu me vejo a castigar com imagens de acidente e com medo de acidentes, eu páro e respiro. Ao parar a sabotagem da mente eu estou a permitir mudar a minha participação em mim e finalmente a dar direção a mim com Vida, sem existir no conflito da mente e sem projectar o conflito da mente na minha relação com os outros/na minha realidade.
Eu apercebo-me que ao ajudar-me a mim a parar a mente, estou a ajudar os outros a parar a mente porque páro de participar em conflito.
A Vida na Terra em plenitude só é possível quando cada um se decidir a parar a mente e realmente Viver aqui e recriar-se com Vida, em unidade, igualdade e senso comum como tudo o que existe.

DIA 94: Enfrentar a montanha de coisas por fazer e o peso do corpo


Através da mente as coisas parecem ser maiores do que aquilo que realmente são - é o chamado papão, sobre o qual temos ouvido falar desde pequenos - e o peso do corpo manifesta o fardo que temos vindo a carregar.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar estar contra o tempo (ou o tempo contra mim) baseada no medo de não fazer tudo aquilo que eu preciso de fazer.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar esta pressão em mim própria porque me imagino a ter tudo feito e enquanto isso não estiver realizado eu acredito não estar realizada. Eu apercebo-me que estou a participar numa caça às imagens, em busca da sensação de realização que eu me limitei a definir como dependente das coisas estarem feitas e portanto parece que a minha vida está pendente do futuro, em vez de estar estável aqui em plenitude a cada inspiração e expiração, momento a momento, em tudo o que eu faço. Só assim estou presente e só assim eu estou a viver fisicamente em honestidade própria, ciente de mim, em unidade e igualdade com tudo o que eu faço.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acumular as coisas/imagens daquilo que eu preciso de fazer como se cada imagem acumulada fosse um peso a acumular-se em mim e fisicamente é assim que me sinto. Eu apercebo-me que eu estou a criar esta prisão em mim própria quando a solução é simples: parar a imagem QUE NÃO É REAL e REALMENTE fazer o que há a fazer, passo a passo, em senso comum, em auto-descobrimento e aperfeiçoamento, sem querer ir mais rápido do que aquilo que é fisicamente possível. 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido habituar-me a acumular imagens/desejos da mente que não são realistas, em vez de tomar a decisão (e viver a decisão) de parar de criar ansiedade em mim e garantir que me ajudo a estabelecer ações em senso comum e de acordo com o tempo-espaço físico em que eu sou/estou. Eu apercebo-me que é a mim que me engano ao querer seguir as imagens da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar estes planos da mente como forma de entretenimento e assim distrair-me de quem eu sou a cada momento na minha ação em honestidade própria, como se tudo o resto fosse inferior àquilo que eu acredito ter de realmente fazer. 
Eu perdoo-me por  me ter aceite e permitido acreditar que só vou estar bem/estável quando fizer essas coisas em vez de me permitir fazer tudo como uma expressão minha em igual dedicação e assim criar a minha estabilidade a cada momento.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que ao criar esta polaridade acabo por não fazer aquilo que quero fazer pois acredito não estar preparada para a "tal ação superior" e assim acabo por passar o tempo a fazer aquelas coisas que eu considero serem ações pequeninas que afinal ocuparam toda a minha noite.

Quando e assim que eu me vejo julgar as ações que eu tenho a fazer como inferiores/superiores, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que fui eu que criei estas ideias para  mim própria  logo, eu sou capaz de parar de alimentar o papão à volta das ações grandes e de parar de distanciar-me de mim própria.
Eu realizo que cada ação sou eu na minha expressão física, logo, sou sempre eu, em unidade e igualdade com aquilo que eu faço. Eu vejo então que estas ideias são o reflexo da ideia que sou inferior enquanto não fizer "aquelas" ações que, aos olhos da mente, me fazem superior a quem eu sou - quando a solução é realizar que eu não me defino pleas ações (superiores/inferiores; boas/más; mais/menos) - mas sim Quem Eu Sou como Vida - como aquilo que é melhor para todos - será reflectido em todas as minhas ações.

Quando e assim que eu me vejo pensar que sou inferior caso não faça determinada ação eu páro, respiro, e investigo o que é que eu acredito estar separado de mim e o que é que eu penso que tal ação/"sucesso" me vai trazer que eu ainda não dou a mim própria. Eu sou a solução para todos os problemas que eu criei na minha mente!

Quando e assim que eu me vejo pensar que uma determinada ação é maior do que eu (demais para mim), eu páro e respiro. Eu realizo que o medo de "não estar à altura" é baseado na ideia de inferioridade/vítima e que a solução é parar o julgamento superior/inferior para Ser completa em mim como Vida que eu sou. Eu apercebo-me que não tem a ver com aquilo que eu faço mas com Quem Eu Sou naquilo que eu faço. Ao decidir ser aquilo que é o melhor para mim/todos, eu páro o carácter da desistência.  

Eu apercebo-me que o desejo de "estar pronta para fazer isto" ou "esperar pelo momento certo" é uma resistência a fazer de facto, baseada no medo de falhar porque acreditei na ideia que se não alcançar esse objectivo estou perdida e por isso evito sequer começar. Quando e assim que eu me vejo a ter resistência para fazer qualquer coisa, eu páro o medo e dedico-me passo a passo àquilo que tem de ser feito e assim não me perco de mim própria. Eu apercebo-me que a "esperança" que eu coloquei naquela ação não é real e que a resistência a fazer é de facto como um castigo  imposto a mim própria que também não é real - na realidade eu  sou a ação, eu sou a dedicação, eu sou a entrega, eu sou a vontade própria, eu sou a vulnerabilidade, eu sou a liberdade, eu sou a minha criação, eu sou a respiração. Eu dedico-me então a devolver a minha confiança incondicionalmente e a realizar  que a minha estabilidade é baseada na minha respiração, honestidade própria e que eu tenho sempre a capacidade de parar os medos/ideias/resistências da mente e tomar direção própria.

Eu comprometo-me a estar um e igual com todas as minhas ações e a abraçar todas as minhas ações como a minha criação. Eu apercebo-me que eu me estou a recriar a cada momento e eu dou-me direção para que a minha criação seja em honestidade comigo, em auto-aperfeiçoamento e estável, como um espelho de mim própria. Logo, eu dedico-me a criar a minha estabilidade física com a ajuda da respiração e da escrita, como ferramentas essenciais para parar de participar na mente, ver as desonestidades e estar aqui para me corrigir fisicamente.

Quando e assim que eu me vejo a participar na ansiedade de quando eu penso nas coisas que eu me comprometi a fazer, eu páro de pensar nas imagens e respiro. Eu páro a imagem; Eu páro a ansiedade porque fui eu responsável por criá-la primeiramente. Eu páro o hábito de participar no stress  como se quisesse fugir para não enfrentar aquilo que tenho para fazer e respiro. Eu digo a mim própria "Eu estou aqui, estas ações são a minha criação e não posso fugir da Vida que eu Sou!". Eu apercebo-me que em senso comum é possível planear as tarefas de acordo com o tempo disponível e dar prioridade a determinadas ações que exigem rápida resposta e assim parar o medo de falhar pois quem eu sou em honestidade própria será manifestado em tudo o que eu faço.

Eu comprometo-me a realizar que eu sou capaz de parar a ansiedade pois cada ação é baseada naquilo que é o melhor para mim e para todos a cada momento.

Dedico-me também a estabelecer uma comunicação clara comigo própria e de facto viver as palavras daquilo que me comprometo fazer, sem permitir sabotar a minha decisão com o medo de falhar. É interessante ver como a mente pára a iniciativa humana: primeiro ao imaginar tudo feito (enquanto na realidade nada ainda foi começado) e depois tem-se medo de falhar (não se começa).

Eu apercebo-me que as ações não têm peso mas somente o peso da ideia que eu criei sobre as ações.

Eu decido: ser o pesadelo da montanha de coisas que eu penso em fazer OU ser/viver a realização de me recriar aqui a cada momento em tudo o que eu faço. Será que temos escolha?