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DIA 228: A paranóia da perfeição


Quantos de nós não imaginam e desejam aquilo que seria a vida perfeita, o marido perfeito, a mulher perfeita, os filhos perfeitos, a casa perfeita, o carro perfeito, a viagem perfeita, a carreira perfeita, etc.?
Quantas vezes damos por nós a passar mais tempo nesta nossa mente de imagens perfeitas do que em perceber o que é que está a faltar em nós e na nossa vida para atingirmos o nosso potencial de Vida? Ou será que ninguém pensa sobre isto porque não nos é vendido pelos anúncios de televisão (de facto, nunca se viu um anúncio a promover a auto-reflexão, a auto-correção ou o auto-conhecimento para que cada um saiba resolver os seus próprios problemas - porque isto provava que o consumismo não cura os problemas). No entanto, a industria publicitária faz questão de nos vender imagens de perfeição que são alcançáveis num click ou na sua próxima compra de supermercado!
Pensando bem, é incrível que a mente humana ainda tente justificar as imagens de perfeição como sendo reais, mesmo depois de se saber que os cenários das casas são feitos de cartão, ou que a pele foi retocada no photoshop, ou que aquele casal da telenovela não são um casal na vida real, ou que os diálogos foram escritos por uma equipa e não pelo actor que aparentemente tudo sabe e tem uma confiança invejável!
Não é por acaso que se associa o Euromilhões ou a lotaria a toda esta perfeição - porque de facto, a perfeição vendida pela publicidade, televisão e filmes tem um preço. E daqui eu vejo três saídas:

  1. Passa-se a vida na paranóia de se desejar uma outra vida que está dependente da "sorte" de se acertar nos números e estrelas do euromilhoes. Ora, considerando que a probabilidade de ganhar o euromilhões é 1 em 116,531,800, talvez este seja o número de vezes que andamos a desperdiçar a nossa vida por não tomarmos decisões mais produtivas. Aliás, alguns matemáticos dizem que a probabilidade de ser atingido por um relâmpago é de apenas 1 em cada 700,000 isto significa que é quase 170 vezes mais provável morrer-se antes de se ganhar o euromilhões!*

  1. Passa-se a vida na paranóia de se julgar e comparar a nossa própria vida por não ser igual à dos filmes e das revistas mas acabamos por nos render à ideia que depois da morte haverá o paraíso e que será nessa altura que todos os nossos desejos são oferecidos em troca dos sacrifícios na Terra, sendo que a nossa experiência na Terra traduz-se na polaridade mental de Céu/Terra, perfeição/imperfeição, prazer/sacrifício, sem se considerar que talvez sem estes pensamentos nós seriamos capazes de criar o paraíso na Terra...

  1. Toma-se a decisão de parar de alimentar as imagens da mente com base na realização que as imagens são desfazadas da realidade e não são o melhor para nós pela polaridade e instabilidade que promovem. Este é então o manifesto de que a perfeição da publicidade e dos filmes é uma amostra daquilo que poderia ser o melhor para todos mas que, ao promover o elistismo e a riqueza de uns à custa da pobreza de outros, não se aplica à realidade da igualdade e unidade que existe na Terra. A solução passa então por uma mudança por dentro (nas nossas mentes, naquilo que aceitamos e permitimos como sendo os nossos princípios de vida) e por fora, ao trabalharmos em conjunto por uma sociedade em que os humanos não sejam limitados pela falta de dinheiro, a começar por uma solução prática que garanta um ordenado básico garantido e incondicional para uma vida sã e equilibrada.

Obviamente que no sistema económico actual, com a ajuda do dinheiro estamos todos mais perto daquilo que seria uma perfeição real para todos. Mas considerando que o sistema económico é também uma manifestação da paranóia das mentes dos seres humanos, vamos começar por resolver a nossa mente. A escrita é uma ferramenta essencial para se sair da mente, o perdão-próprio é a ferramenta para se ultrapassar os padrões mentais e a auto-correção é a aplicação de soluções e compromissos nesta realidade física.

Eu perdoo-me por me ter aceite permitido acreditar que as imagens de um casamento perfeito, de um marido perfeito, de uma casa perfeita, de uma família perfeita, do grupo de amigos perfeito, etc. são reais.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que até agora tenho estado a basear as minhas decisões do presente nas imagens de um futuro que só existe na minha mente e que portanto não é real.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar a paranóia pela perfeição das imagens que eu vejo à minha volta nos anúncios, nas revistas ou nos filmes, e ajudo-me a parar quaisquer pensamentos de comparação ou inveja que surgem na minha mente. Eu tomo essa oportunidade para investigar os desejos que eu ainda continuo a alimentar dentro de mim  e começo a perdoar um a um, com determinação de modo a libertar estas ideias que prendem a minha expressão aqui, no presente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar e limitar-me pela ideia de uma carreira ideal que só existe na minha mente e que eu acabo por usar para julgar o meu emprego, que afinal é mais produtivo do que os pensamentos da mente. Eu apercebo-me que a imagem de carreira perfeita é uma forma de evitar ver o sistema como ele é, em que estamos dependentes de um ordenado em troca da nossa actividade profissional, num sistema que  promove a sobrevivência e o medo da perda e que é tudo menos um sistema em prol do desenvolvimento humano para todos.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que ao desejar a perfeição eu estou de facto a participar na outra polaridade que é o medo que o pior aconteça e, assim, crio a minha própria instabilidade ao andar na corda bamba das imagens de desejo e de medo da mente.

Quando e assim que eu me vejo a comparar a minha realidade com a imagem de perfeição da minha mente, eu páro e respiro. Em vez de acreditar nestas imagens como sendo "o meu futuro", eu investigo o que é que estas imagens me mostram, o que é que eu não estou a dar a mim própria actualmente, quais são as polaridades que eu estou a aceitar em mim, quais são os medos que eu estou a criar para mim própria, ver como é que eu estou a criar pressão em mim própria sobre uma perfeição que não passa de uma imagem associada à felicidade material.

Eu comprometo-me a olhar para as imagens e pensamentos da minha mente em senso comum, identificar os padrões de inveja, de medo, de insatisfação, de desigualdade, de superioridade, de inferioridade e não me permito levar estas imagens e pensamentos a peito nem como um falhanço pessoal . Como já vimos anteriormente, estas imagens têm sido manipuladas para haver uma constante insatisfação saciada pelo consumismo e pela energia de uma solução rápida que não é real. Foco-me então em recriar soluções em que a perfeição é aquilo que é o melhor para mim, neste preciso momento, passo a passo, da mesma maneira que me permito ver soluções práticas para se aplicar para o melhor de todos, tal como o Rendimento Básico Garantido.

Quando e assim que eu me vejo a participar na paranóia de pensar que nada na minha realidade bate certo por ser diferente da imagem de perfeição que me "foi vendida" pelos anúncios de televisão e filmes, eu páro e respiro. Eu começo por realizar que cada respiração é aquilo que me permite estar aqui e que não são as imagens da mente que ditam ou limitam a minha existência. Eu realizo que as frases dos filmes são perfeitas devido a todo o trabalho de produção que sustenta os diálogos e que portanto não faz sentido projectar tal "perfeição" na minha vida. Apercebo-me que estar aqui, ciente de mim própria a caminhar o processo de auto-correção é um processo de auto-aperfeiçoamento que envolve dedicação, escrita, disciplina, auto-ajuda, paciência, insistência e honestidade-própria.

  



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DIA 171: Carreira profissional: pressão, limitação ou EXPANSÃO?


Novos pontos relacionados com o apego a uma ideia de carreira profissional ficaram mais claros depois de ter feito este vlog e me ter aberto comigo própria.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar e acreditar que tenho de "voltar às origens" em relação à carreira profissional que um dia idealizei para mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que "estava no bom caminho" quando comecei a usar fato de executiva.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido abraçar áreas profissionais que eu excluí à partida porque não correspondiam à imagem de sucesso que eu idealizei para mim e para os outros.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que eu julgo as pessoas pela carreira profissional que têm em vez de conhecê-las por quem elas realmente são.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar esconder-me de mim por trás de uma carreira profissional, em vez de criar a minha carreira à medida que eu caminho a minha carreira.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar uma pressão dentro de mim mesma com a ideia daquilo que eu tenho/devo fazer no futuro, em vez de tomar decisões aqui por mim e vivê-las de facto.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido limitar a minha expansão ao procurar corresponder com uma imagem que só eu criei para mim própria mas que só tem em conta o meu interesse-próprio porque não é baseada nos princípios de igualdade e de fazer parte da mudança que eu quero ver neste mundo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que alguém separado de mim sabe melhor aquilo que é o melhor para mim em termos profissionais do que eu para mim própria - apercebo-me que esta tem sido uma projeção da separação que eu tenho permitido em mim.

Eu comprometo-me a dedicar-me a tudo o que eu faço sem participar nos julgamentos da mente baseados na imagem e ideia de sucesso profissional, quando afinal são apenas imagens que servem de distração e de auto-sabotagem. Apercebo-me que a minha expansão pessoal não é limitada pela minha actividade profissional - afinal, eu apercebo-me que me posso dar e criar a oportunidade de me expandir com a minha actividade profissional!
Quando e assim que eu me vejo a projectar nos outros manifestações de interesse próprio e medo associados à necessidade de uma carreira profissional no sistema, eu páro e respiro.Eu apercebo-me que o sistema de interesse-próprio só existe à minha volta porque eu também participo nele. Comprometo-me então a ver como é que eu posso direcionar aquilo que eu faço para aplicar em algo que seja o melhor para todos e que posso contribuir para uma mudança de hábitos. Realizo também que ao fazer algo novo que inicialmente havia bloqueado essa hipótese estou a criar-me fora do programa da mente e que é essencial estar ciente de mim a cada momento e a cada respiração para garantir que cuido bem de mim.
Quando e assim que eu me vejo a entrar no padrão de desvalorizar aquilo que eu faço somente porque não corresponde à valorização de carreira x e y na sociedade, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que sou eu quem está a permitir participar nesta auto-desvalorização sem ver que o senso comum do nosso valor real é a Vida aqui e que todos temos em comum nesta realidade física. Dedico-me então a parar a sabotagem da mente sobre a minha vida e, passo a passo, dedico-me criar-me como a solução para mim própria em tempo-real e consistência e aperfeiçoar como ser-humano através de todas as minhas actividades do sistema profissional.
Quando e assim que eu me vejo a valorizar-me a mim e aos outros com base no salário que este sistema económico dita, eu páro, eu respiro e dou-me a possibilidade de parar de julgar-me a mim e aos outros como inferiores ou superiores conforme o seu valor monetário e a imagem que essa carreira tem sido promovida.
Foco-me então naquilo que eu estou a fazer aqui e agora, a dar e ser o meu melhor sem me limitar com as ideias/medos/insegurança/esperança nem comparações da mente. Eu sou um e igual à carreira profissional / actividade profissional no sistema, logo, eu aproveito para trabalhar estes pontos de separação que eu tenho permitido existir em mim mesma, para começar a abraçar aquilo que eu faço em plena estabilidade própria e dar-me direção para que a minha expressão/expansão de capacidades sejam aplicadas em senso comum e com resultados que sejam o melhor para todos.


DIA 129: O que me atrasa? Dúvidas da VIDA ou a Vida sem dúvidas



Enquanto andava apercebi-me de cada passo, como se me provasse a mim própria que sou capaz de ir em frente, de andar sozinha, de decidir sozinha, de dar direção por mim e para mim, de dançar comigo, de me divertir comigo própria, de me conhecer, de me corrigir, de me levantar sozinha, de parar a mente sozinha e de desprender-me do passado sozinha.

O que me atrasa? Onde é que eu encalho, a procurar respostas na mente se a mente é o problema?
Apercebi-me que até agora tenho caído na armadilha de pensar que o passado me dá as respostas para o futuro, sem ver que ao viver no passado eu estou a repetir o passado e não me estou a criar a mim. Este ponto torna-se vísivel nas ideias que eu criei sobre a carreira a tomar - O que queres ser quando fores grande? E parece que encalhei na pergunta, sem ver que eu tenho de criar e ser a resposta. Desde que me lembro, quis fazer tudo: desde professora, a pediatra, a astrónoma, a realizadora de cinema, a advogada, a actriz, a desportista, a arqueóloga, a diplomata, a empresária, a mediadora, até ter passado por mais umas quantas janelas pelo caminho. E que caminho é este? Parece que tem havido este fio condutor, como se fosse uma corda da pesca à qual eu continuo agarrada em caso "algo corra mal" ou à espera de estar preparada para uma onda imprevisível que eu prevejo baseado em medos e histórias que eu ouvi falar acontecer "aos outros".
Aquilo que eu ainda não tinha tomado atenção é o meu ponto de partida para qualquer decisão « - quem sou Eu nessa decisão? Sou o medo do futuro? Ou sou a minha expansão? Sou o passado? Ou sou aquilo que é necessário fazer neste momento presente? Sou o conforto da profissão? Ou sou a mudança?

Porque é que eu ainda não comecei a andar numa outra direção diferente daquela que eu tenho percorrido até então? Sempre as mesmas dúvidas e indecisões, tal e qual um disco riscado.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar-me como confusa e indecisa, somente porque desejava que as coisas fossem mais rápidas e fáceis do que aquilo que realmente uma decisão implica - eu apercebo-me que a velocidade da mente não é real e que é da minha responsabilidade ver todas as dimensões da minha criação/decisão e dar tempo a mim própria para testar a mudança.
Apercebo-me que a resistência a aprender uma música no piano era baseada na imagem de mim a tocar a música na perfeição - fisicamente tal magia não é possível - implica dedicação, tempo, prática e auto-descoberta. Curiosamente, nunca pensei vir a ser uma pianista, apesar de ter tocado piano durante 6 anos - porque será que mesmo tocando piano nunca me permiti ser uma pianista e estar um e igual com aquilo que eu tocava? Sempre vi o piano como algo "de mais" para mim, ou "já comecei demasiado tarde" (apesar de ter 12 anos!) Vejo agora que não tenho estado presente naquilo que faço, porque não tenho estado ciente de mim própria - estas preocupações e indecisões da mente projectadas naquilo que eu faço são um espelho daquilo que se passa comigo. Ou seja, a minha realidade exterior só irá mudar quando for um reflexo da minha realidade interna.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ser uma pianista e estar um e igual com a minha ação, sem dúvidas nem medo de falhar nem julgamentos próprios.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar que as coisas à minha volta me definam em vez de eu realizar que a honestidade própria só existe de dentro para fora.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar a ideia de mim como frágil no piano e definir-me como frágil perante os outros e, portanto, inferior.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manter esta relação de inferioridade com aquilo que eu faço, como se fosse uma forma de punição e sacrifício que tenho de fazer pelo mundo. Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver a praticabilidade de querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo, sem perceber que não conseguirei dar a mesma atenção a tudo, o que não significa que não esteja/seja um e igual com tudo aquilo que eu faço.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido viver para corresponder às expectativas dos então adultos, e desejar trazer brilho à vida deles, enquanto me esforçava por agradar e acabar por me esquecer de mim própria.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido investigar qual a área em que eu quero expandir, ao mesmo tempo estando ciente da realidade/sociedade em que vivemos de modo a ser parte da criação do presente/futuro que seja um mundo melhor do que aquele que tem existido até agora.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me pela ideia que me perdi pelo caminho - que é aquela ideia da "geração perdida" que foi tão bem ensinada na escola... Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que nunca houve qualquer decisão honesta em mim até agora, porque eu não tenho existido em honestidade própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que no passado/infância é que se estava bem, quando o presente é a acumulação do passado e claramente foi a acumulação de muita confusão/ideias/crenças/desonestidades para comigo/com os outros/com a Vida.

Quando e assim que eu me vejo a desejar mudar o passado, eu páro e respiro. O passado mostra-me aquilo que se tem passado comigo e que eu continuo a passar até eu decidir parar a forma como penso de mim e dos outros para começar a recriar uma nova relação comigo própria e com os outros.

Quando e assim que eu me vejo a justificar os pensamentos/dúvidas do presente com base na ideia que sempre fui assim, eu páro e respiro. Eu páro estes julgamentos próprios, respiro e dou-me a oportunidade de ser criativa comigo própria: permito-me investigar a origem e ver os medos/desejos por de trás de cada pensamento/dúvida/decisão.

Quando e assim que eu me vejo a entreter com as ideias de como eu era e sobre todas as profissões que eu gostava de ser, eu páro e respiro. Apercebo-me que em senso comum o que acontecia era eu ir conhecendo novas coisas e ter curiosidade natural por várias destas profissões, sem ter de facto feito e vivido qualquer decisão.

Quando e assim que eu me vejo a desejar que os outros tomem decisões por mim, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que é impossível fugir à minha responsabilidade própria de auto-realização e de parar de existir como mente/passado. Estamos todos no mesmo processo, individualmente mas como um.

Eu apercebo-me que o passado não me define - estas ideias/julgamentos que criei e permiti programar em mim são desprogramáveis porque não são reais. Eu comprometo-me a dar atenção à minha presença aqui, à existência, àquilo que eu faço de facto e a quem eu sou naquilo que faço - a estar ciente do meu ponto de partida e a garantir que o meu ponto de partida é em estabilidade, honestidade própria, igualdade como Vida, justiça, incondicionalidade, presente, senso comum e unidade. Eu comprometo-me a mudar a minha relação comigo própria ao parar os pensamentos/julgamentos/projeções/imagens e ideias de indecisão e punição - eu comprometo-me a continuar a andar ciente de cada passo, sem pressa de avançar nem agarrada ao passado - aqui, estável, ciente de mim, da realidade mundial e da minha participação, de modo fazer aquilo que em senso comum faz sentido ser feito, à escala pessoal, local e à escala global.
Eu dedico-me a aplicar a mim própria aquilo que eu desejo para os outros - libertar-me da polaridade da mente, expressar-me incondicionalmente e finalmente  permitir-me Viver em honestidade própria.

Uma nota importante: no sistema actual de educação/televisão/familiar, somos de facto educados a encalhar e ter medo de tomar decisões; a calar; a não questionar o sistema nem os nossos próprios pensamentos; estas permissões e aceitações foram deliberadamente feitas e promovidas para que  nos mantenhamos em medo e em modo de sobrevivência - na percepção de existirmos uns contra os outros, entretidos em lutas da mente, sem de factos nos conhecermos a nós , aos outros, nem tomarmos ações que beneficiem todos.


DIA 108: "À minha maneira" não resulta



Apercebi-me que uma das razões pela qual eu me tenho andando a "enganar" é com base na teimosia que "eu é que sei". É claro que esta é mais uma personalidade/programa da mente consciente. Uma das formas comuns em que esta personalidade surge é quando alguém nos diz qualquer coisa, por exemplo, uma solução para um problema, e acabamos por não aplicar essa solução, por vezes por esquecimento (conveniente) ou simplesmente por pensarmos que não vai fazer a diferença. O que é que falhou? Não nos tornarmos um e igual com a solução - para de pensar que aquela solução "não é minha", faltou abraçar a solução como uma potencial ajuda para mim.

Tive esta experiência hoje.  Enquanto falava com uma amiga, ela explicava-me um exercício que eu podia fazer em relação à minha indecisão relativa à minha carreira profissional. Na minha mente, apesar de estar aberta a ouvir o exercício, a minha conversa era - já sei que vou acabar por não ter tempo para fazer isto. Desta vez "apanhei" este pensamento em flagrante e decidi escrever sobre ele, tal como se apanhasse uma pulga e visse o que me estava a incomodar. Neste caso, o padrão de julgar um método  de trabalho/uma alternativa/uma solução como "não sendo  para mim" (porque não tenho o hábito de o fazer) é a primeira limitação à mudança. Ou seja, estou a limitar a possibilidade de mudar os meus hábitos e recriar-me. Obviamente, a maneira como tenho existido até agora ou trabalhado o ponto da carreira ainda não resultou porque continuo com dúvidas e indecisões. Por isso, não me vou permitir perder esta oportunidade de começar a mudar. Trata-se de um processo e o facto de resistir a aplicar o tal exercício é sinal que estou a ir para além daquilo que eu tenho ido! Por isso, quando e assim que eu me vejo a pensar que não vou fazer as coisas de maneira diferente porque pela minha experiencia acabo sempre por fazer "à minha maneira", eu páro e respiro.

Eu apercebo-me que esta teimosia é uma prisão que eu estou a criar para mim própria mas que não tem de existir porque não sou EU! Pela minha experiência, esta teimosia não resulta porque o que acontece muitas vezes é arrepender-me de não ter ouvido os outros com atenção e não ter mudado a minha maneira de SER para eu própria me tornar no meu próprio exemplo e confiar em mim a cada momento. Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido mudar a chamada "minha maneira" de fazer as coisas e lidar com os meus problemas, quando em honestidade própria me apercebo que a "minha maneira" não resulta pois volto a reviver as mesmas experiências sem realmente encontrar uma solução. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar que as soluções dos outros só funcionam para eles, em vez de estar um e igual com a solução e tornar-me a solução - por exemplo, se os outros conseguem arranjar tempo para escrever e fazer os exercícios, como é que eu não tenho? Ou seja, qual tem sido a minha resistência para escrever? Qual é a minha resistência para mudar os meus hábitos? Porque é que rejeito técnicas de escrita e soluções práticas sugeridas por outra pessoas, sem primeiro testar e ver por mim? Desejar inventar a roda é o ego - aproveito então esta oportunidade para fazer os tais exercícios de escrita que até agora não tinha considerado.

Eu comprometo-me a mudar os meus hábitos de escrita e a aprender com aqueles que eu vejo estarem a trabalhar os seus pontos e claramente a tornarem-se num exemplo de direção própria e senso comum. Eu  comprometo-me a ser um e igual com os conselhos que me são dados e aplica-los por mim e em mim, para eu própria dar resposta aos problemas/dúvidas que eu permiti e aceitei serem "parte de mim".

Quando e assim que eu me vejo definir como "quem nunca acabar por fazer as coisas que eu sei me vão ser benéficas", eu páro e respiro. Em honestidade própria eu vejo que é a mim que eu estou a prejudicar de cada vez que eu adio resolver um ponto em mim. Portanto, ao ver que neste momento tenho a oportunidade e as condições para explorar determinado ponto, eu páro a ideia que "não vou fazer" para realmente me direcionar para viver essa mudança, começando por escrever sobre a resistência e depois a viver a correção. Neste caso, eu determino-me a dedicar tempo esta noite para me sentar e escrever o exercício novo para me ajudar a encontrar soluções práticas.

DIA 63: Romper a personalidade elitista


Esta noite participei num evento em Londres e fui apresentada a um business man. Havia curiosidade e apercebi-me que era um desafio estar neste tipo de eventos. Agora pergunto-me: porque é que eu me defini como separada deste tipo de ambientes que eu julgo como elitistas? Qual é a resistência em mim para não estar completamente confortável num evento de negócios? O que é que eu penso que falta em mim para não estar estável em cada momento?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido querer fugir quando me encontro num ambiente novo, tal como um evento de negócios ou uma casa luxuosa.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir as pessoas pelo ambiente em que estas se encontram e por isso querer também fugir das pessoas às quais eu não estou habituada.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar as pessoas como snobs baseadas na maneira como falam e pronunciam as palavras.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido entreter a minha mente com julgamentos em relação às outras pessoas e assim criar separação. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido distrair-me da minha respiração quando me ponho a julgar as pessoas e os lugares.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar os outros seres à minha volta como diferentes e assim alimentar as personalidades do ego.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de cair ou de falhar à frente de pessoas que são consideradas alta sociedade.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a minha participação tem somente a ver comigo e que culpar o ambiente ou as pessoas à minha volta não é valido. Eu sou responsável por cada momento da minha criação e a minha criação não deverá estar dependente de nada a não ser a minha direção própria, honestidade e igualdade.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar a "minha" personalidade de não ser suficientemente boa para estar num ambiente de grandes empresas.
EU perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que eu sou um e igual com as pessoas à minha volta, em qualquer lugar. Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido viver a realização que eu sou um e igual com as outras pessoas no evento.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir as pessoas pelo seu salário ou bens que possuiem.

Quando e assim que eu me vejo a criticar o ambiente à minha volta, quer seja de luxo ou de probreza, eu páro e respiro. Eu não me permitido difinir pelo ambiente à minha volta, nem por memorias ou julgamentos acumulados ao longo to tempo.

Quando e assim que eu me vejo a julgar a pessoas pelo seu apelido, eu páro e respiro. O apelido é irrelevante - eu apercebo-me que estas são ideias da mente que funcionam como uma telenovela.

Eu dedico-me à minha respiração e a partilhar o espaço um e igual com  todos.

Quando e assim que eu me vejo a pensar que não "nasci" para estes ambiente, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta é uma personalidade que me limita. Logo, eu páro e respiro. No meu processo de Vida, Eu nasci no mundo e todo o que está aqui sou eu. Eu comprometo-me a Participar  e a caminhar em Igualdade.

DIA 55: Medo de fazer vídeos no YouTube


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar em mim o medo de ser repreendida (por quem!) por fazer coisas que eu considero diferentes, por exemplo vídeos no Youtube.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar ser errado fazer coisas quem nem todas as pessoas que eu conheço fazem, cada uma com as suas razões. Eu apercebo-me da limitação das experiencias e ambientes em que se vive e na ideia que só aquilo que eu vejo/conheço é que existe e é aceite.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido viver em ansiedade e com medo que os meus colegas e pais vejam os videos no YouTube e desaprovem.
Eu perdoo-me por não me ter permitido ver que todos os julgamentos apenas criam separação entre mim e os outros.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que estou a arriscar a minha vida ao publicar videos no YouTube sobre o meu processo e sobre o Equal Money System.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido querer esconder-me de mim e dos outros, e assim passar a "vida" com medo de viver.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que devia ter outro estilo de vida - eu apercebo-me que esta ideia é uma distração - somente o que está aqui é real. Os desejos/arrependimentos da mente são uma ilusão que me distraem do potencial de Vida em mim aqui.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que faço os videos pelos outros quando, em honestidade propria, eu apercebo-me que fazer vídeos (ver-me!) ainda é uma resistencia para mim e por isso eu faço os videos por mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter uma ideia do que é uma vida perfeita e uma carreira perfeita, quando na verdade tudo isso é baseado em fachada e aparências.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido viver com medo, que não é viver, é simplemente ter medo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar nos meus videos como algo que fica depois de eu morrer, em vez de eu garantir que eu participo na terra e torno-me relevante enquanto estou aqui, em prol da Vida para Todos.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido confiar em mim propria ao publicar os meus videos no YouTube. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido projectar a minha desconfiança propria nas pessoas à minha volta e no julgamento que eles possam ter (projeções delas próprias).

Eu comprometo-me a estar segura de mim mesma a cada momento, com ou sem videos no YouTube.
Quando e assim que eu me vejo a ter resistência para fazer um vídeo, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que a resistência é baseada em medo dos outros. Eu comprometo-me a parar as ideias que eu criei dos outros! Eu comprometo-me a partilhar-me um e igual com outros. Eu comprometo-me a criar estabilidade em mim propria ao parar os medos e pensamentos da mente. Eu apercebo-me que fazer vídeos tem sido importante para me "libertar" de ideias que criei de mim própria e para partilhar a honestidade própria com todos.

Eu dedico-me ao meu processo de Vida aqui por mim e não para o outros - os outros são um e igual a mim, logo, eu ajudo-me a mim e sou responsável pela Vida que eu sou.

Eu comprometo-me a tornar-me relevante para o melhor de mim.
Eu vivo a decisão de me dedicar a soluções práticas para mim e para o mundo - eu dedico-me a garantir que me torno na mudança que tem de haver no mundo para que a Vida seja respeitada e Vivida por todos os seres neste planeta, tais como a solulão da Igualdade Monetária.

Eu comprometo-me a recriar o meu estilo de vida/carreira para o melhor de mim/da Vida neste mundo, em vez de defender hábitos/status quo que apenas suprimem todas as formas de Vida neste mundo.
Eu dedico-me a criar o meu próprio exemplo em honestidade própria, a ser, fazer tudo e a estar com os outros em honestidade própria.

Eu dedico-me a partilhar o processo de honestidade própria e a realização da unidade e igualdade que todos somos e na qual existimos. Eu apercebo-me que a superficialidade das relações com os outros é um espelho da superficialidade da relação comigo mesma - logo, eu dedico-me a conhecer-me e a resolver as várias camadas da minha mente para renascer como Vida aqui e realizar a vida que os outros/tudo é.