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DIA 249: Se eu soubesse aquilo que eu sei hoje...

Apercebi-me desta lenga-lenga na minha mente enquanto eu falava com uma amiga sobre o meu processo e em como eu me permito ainda sentir frustrada quando descubro um ponto em mim que eu desejaria saber mais cedo, com base na ideia de que as coisas poderiam ter sido diferentes/melhores  caso eu estivesse ciente desse ponto em mim. Ao dizer isto, reparei também como isto não passa de uma ideia e, em honestidade-própria, é uma justificação para me manter exactamente no mesmo ponto de auto-vitimização, arrependimento e esperança. Esta é a minha mente e estou a abrir-me para mim, a cada dia, a cada respiração, a cada momento que eu decido viver este processo em plena dedicação própria e aplicação.

Se eu soubesse aquilo que eu sei hoje... o que é que seria realmente diferente? Vendo bem, tenho vários exemplos na minha actual dia-a-dia nos quais eu não aplico aquilo que eu sei: apesar de saber e ter provas em mim de que escrever para mim própria e escrever o perdão próprio sobre os pensamentos e emoções é de facto o melhor para mim, não o tenho feito todos os dias; apesar de saber que é saudável fazer desporto regularmente nem sempre planeio a minha semana de modo a dedicar tempo a essa prática; apesar de saber que avanço no meu processo a fazer os cursos do Desteni tenho tido enorme resistência em fazê-los; apesar de saber que eu estou ciente de mim a cada respiração ainda há grande parte do meu tempo a ser "vivida" em piloto automático... Ou seja, esta sabedoria é irrelevante se não for aplicada. Por isso, é inútil eu sabotar-me a dar azo a esta conversa da mente de "se eu soubesse antes"... Em vez disso, quando eu vejo um ponto novo em mim, posso agradecer-me por ter chegado a este ponto e dar-me esta oportunidade para mudar daqui para a frente com base nessa realização.

Outra coisa que vejo é o valor que dou à sabedoria da mente quando, na realidade, esta não é aplicada e acaba por se transformar em culpa por estar ciente da minha própria desonestidade! Para que é que eu preciso de me agarrar a esta ideia de saber qualquer coisa se isso não for transformado em mudança de hábitos por exemplo? Se eu sei que escrever é-me benéfico para acalmar a mente e dar-me espaço/tempo para ver as coisas por mim própria, porque é que eu pura e simplesmente não começo a escrever!
Penso bastantes vezes que, se tivesse sabido das coisas do Desteni antes da faculdade, teria utilizado o meu tempo livre de forma diferente e começado a lidar com a minha mente em momentos de desespero, solidão, incerteza e medo, típicos da fase da adolescência. Aquilo que eu vejo é que essa fase não tem necessariamente de ser complicada, mas pouco se partilha, pouco se fala, pouco se conhece sobre a mente e sobre as maneiras de nós nos conhecermos e ajudarmo-nos a nós próprios.

Por isso:

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar e participar na conversa da mente sobre desejar saber algo há mais tempo com base na esperança e ideia de que isso teria mudado alguma coisa.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que é irrelevante imaginar como é que eu teria feito as coisas de maneira diferente quando por experiência própria eu vejo que mesmo agora ainda continuo a repetir padrões e a desprezar a minha própria honestidade própria. Realizo então que independentemente de saber dos pontos com os quais eu tenho de lidar, trata-se de me tornar na vontade própria de mudar, de realmente puxar por mim para parar os pensamentos automáticos e de sair dos hábitos da minha mente.
Eu perdoo-me por me permitir e aceitar criar uma realidade paralela na minha mente baseada na ideia de como eu as coisas podiam ter sido diferentes, em vez de ver que ao alimentar esta imaginação eu estou a permitir continuar distraída de mim própria e, portanto, a continuar "perdida" na mente, com esperanças do típico "e se"...

Apercebo-me também que esta conversa da mente surge como uma distração em mim; por isso, em vez de alimentar a imaginação de como é que teria sido, eu foco-me naquilo que eu vou fazer e mudar daqui para a frente.
Em momentos em que me apercebo de um ponto, eu comprometo-me então a ser honesta comigo própria e a pôr em ação essa realização, sem perder tempo na mente com ideias de como é que eu podia já ter feito tal mudança antes. O momento de mudar é o momento em que me permito ver essa nova opção em mim, essa nova perspectiva e essa solução para mim própria. Para quê adiar fazer e ser aquilo que é o melhor para mim?
Quando e assim que eu me vejo a participar na conversa da mente de "quem me dera saber isto antes" eu páro e respiro. Eu investigo em mim aquilo que eu desejaria que acontecesse antes e investigo o que é que eu posso realmente fazer aqui e agora. Por experiência própria, passar muito tempo em planos da mente é desgastante e é um pneu furado que não me leva a lado nenhum. Em vez disso, eu posso começar por escrever o padrão que eu enfrento, ver os pontos negativos e positivos aos quais eu ainda tenho uma ligação de arrependimento e desejo, e ver o que é que eu posso fazer para lidar com este ponto de modo a aplicar a realização numa mudança prática e de auto-apoio na minha actual realidade. Eu finalmente vejo que o meu futuro depende em quem eu me torno a cada momento e, para que o meu futuro seja vivido em honestidade-própria, eu terei de ser honesta comigo-própria aqui e agora, sem adiar o meu processo, e em garantir que crio/sou a minha fundação estável para me expandir como o potencial de Vida que eu sou/somos.


No próximo artigo irei escrever sobre a tendência de pensar que seria mais fácil estar numa posição, num tempo ou num lugar diferente daquele onde eu estou.



DIA 242: Disciplina para Mudar PRECISA-SE




Neste meu Processo apercebo-me da tendência de pensar que "voltei à estaca zero", ou  "estou a andar para trás" quando me sinto extremamente cansada fisicamente e apercebo-me que abusei do meu corpo com a aceleração da mente. Curiosamente, nestes momentos tenho tido também o hábito de culpar a minha actividade profissional como sendo demasiado stressante e exigente, mas hoje finalmente realizei que aquilo que eu faço é um reflexo daquilo que eu permito em mim: pensamentos, palavras e ações. Ou seja, independentemente da actividade profissional, sou sempre eu e quem eu sou irá influenciar aquilo que eu faço e como eu faço. O padrão de abuso-próprio por desgaste físico de trabalhar muitas horas seguidas é algo que eu tenho andado a permitir em mim e que está no meu "programa". Vendo bem, cresci a ver o meu pai a trabalhar mais horas do que o normal, a dedicar a sua vida ao trabalho e a fazer mais do que era exigido, e isto para mim ficou registado como sinónimo de sucesso.

Está nas minhas "mãos" mudar este programa que não me é benéfico, de altos e baixos - é de facto uma pressão ridícula que eu coloco em mim própria para exceder na avaliação na empresa embora até lá esteja a comprometer o meu corpo, o meu processo de escrita, a minha aplicação em honestidade-própria e mudança. Para isto, é necessário disciplina para mudar e para que a mudança passe a ser eu e que a minha mudança de atitude para comigo própria integre tudo aquilo que eu faço. Neste caso, é a minha aplicação na mudança do meu programa mental que vai permitir o meu sucesso naquilo que eu faço. É fascinante ver que eu tenho aplicado esta disciplina a seguir o meu programa, sem nunca considerar ser disciplinada em mudar a minha relação comigo própria, a não permitir "pôr mais areia" do que aquela que as minhas mãos conseguem segurar, e em ser constante nesta minha decisão. Ao mesmo tempo, vejo que o processo de acumulação pode ser adaptado para a acumulação de soluções, ao vivê-las em mim e ao mantê-las, caso me sejam benéficas.


Ou seja, eu vejo que tenho as ferramentas todas para lidar com a minha mente, desde que eu me dê direção para realmente mudar dentro de mim, naquilo que eu permito e aceito em mim: se eu aceitar a ideia de sacrificada, o mais provável é criar uma situação em que eu aceite ser vítima do sistema de trabalho, em vez de procurar saber como é que tal sistema me pode ajudar a criar a minha estabilidade. Em vez de ser vítima, eu ajudo-me a ser Vida.

Agora vou-me deitar para viver o meu compromisso de mudar o meu hábito de sono: vou testar deitar-me cedo e acordar com o nascer do dia.



DIA 239: Enfrentar o lado lunar - medo do lado "escuro" da mente e do mundo


Apercebo-me que desenvolvi em mim o medo do escuro e consigo ver como é que esta paranóia se manifesta quando dou azo à imaginação de luzes apagadas. Provavelmente não sou a única a ter desenvolvido este medo visto que este  é ensinado eficazmente através dos filmes, das imagens associadas ao escuro, da música escolhida para acompanhar a cena, da associação da cor preta à morte/luto, dos fantasmas que "surgem" à noite, dos vampiros e toda uma série de pensamentos que criamos na mente quando os olhos estão limitados pela escuridão. Vendo bem, é a mente que está limitada.

A guerra das mentes projetadas no mundo.
Conversei com uma amiga minha que viveu muitos anos nos Estados Unidos e foi interessante ouvir que uma grande parte da cultura americana é baseada no positivismo e na procura de finais felizes e há uma aversão a falar-se das coisas "menos positivas", do "lado escuro da sociedade" que é de facto a actual realidade. Aliás, notícias como aquelas que falam sobre a queda da economia ou a ilusão do crescimento económico são  rotuladas como "deprimentes". Nisto, apercebi-me de duas coisas:
Primeiro, aquilo que se julga por fora é aquilo que se julga por dentro, o que significa que aquilo que nós consideramos como deprimentes é algo que existe em nós mas que não queremos enfrentar;
Segundo, ao trazer este ponto para mim própria, vejo que também eu desenvolvi um mecanismo de proteção que evita enfrentar o escuro da mente. Porquê? Apenas porque me habituei a ser escrava na minha própria mente, acreditei que sou a mente, acreditei em tudo aquilo que eu vi na televisão e nos filmes e, essencialmente, aceitei a mente como sendo o meu destino.
Só agora me começo a aperceber que posso mudar a minha vida ao re-educar-me para ser a solução para mim própria em honestidade própria, em tudo aquilo que eu faço e que eu sou. Começo então por investigar porque é que há certos tópicos que eu tenho ainda aversão em pensar, conversar e escrever sobre isso, e este é um indicador da relevância desse ponto no meu processo e de como me será benéfico abrir esse ponto em mim. Isto mostra também que eu estou a resistir ver-me completa-mente, ver as honestidades e as desonestidades, e por isso ando na corda bamba, a tentar controlar as desonestidades em vez de me curar e tornar-me honesta comigo própria em tudo e sempre.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para falar de determinados tópicos vistos como "deprimentes" ou vistos como "negativos" é real. Em vez de viver essa resistência, eu posso investigar a razão pela qual eu julgo algo como negativo ou deprimente e como é que o julgamento me impede de ver o senso comum para além da mente. Eu apercebo-me que é também da minha responsabilidade não participar no positivismo da mente, não participar nas conversas de chacha e não alimentar o facilitismo da mente, e que é da minha responsabilidade entender como é que estamos a criar a nossa própria realidade contra nós próprios porque queremos viver numa lalaland que só existe na mente como fuga aos problemas que afectam tudo e todos nesta realidade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na resistência da escrever sobre as conversas da mente que afectam a minha estabilidade própria e que afectam a minha relação com as outras pessoas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desprezar os medos e as imagens que a minha mente me mostra com se quisesse fugir de mim, em vez de aproveitar para investigar os padrões por trás dos pensamentos, medos e imagens de modo a limpar-me dos padrões e criar a minha confiança ao parar de criar uma realidade contra mim própria baseada dos medos e imagens da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar a mente num automatismo e rotina e distrair-me da minha responsabilidade de questionar a mente, compreender a minha mente e mudar a minha mente para que os meus pensamentos e acções sejam baseados em unidade e igualdade e que tanto os pensamentos e as ações sejam o melhor para mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar diálogos "negativos" ou "positivos" dentro de mim projectados naquilo que eu penso que outras pessoas vão dizer. Apercebo-me que estes diálogos bipolares são um espelho daquilo que eu penso de mim própria e vejo então que eu estou constantemente a reprimir/suprimir/criticar-me/julgar-me e que tal atitudes comigo própria não me ajudam a recriar a minha relação comigo própria de auto-correção, compreensão e amor-próprio. Apercebo-me que eu sou a minha melhor amiga no sentido de só eu me poder ajudar a ser honesta comigo própria e a motivar-me para viver os princípios de vida.

Quando e assim que eu me vejo a pensar num tópico e criar o diálogo na minha mente de "é um tópico demasiado grande para ser tratado", ou "eu não sei como resolver este problema na minha mente", ou "ainda não estou preparada para lidar com este padrão", eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a pensar que irei ter mais oportunidades no futuro para enfrentar este ponto em mim, eu páro e respiro. Eu vejo que ao procrastinar o meu processo, eu estou de facto a criar mais sofrimento em mim própria e estou a adiar a minha honestidade própria que é a minha libertação da mente.

Quando e assim que eu vejo que o meu ponto de partida para adiar falar de um tópico é baseado no backchat de que não estou preparada para lidar com o ponto porque este é enorme, eu páro e respiro. Eu compreendo que o ponto em si tem várias camadas e que eu terei de andar este processo passo a passo, camada a camada, e portanto qualquer ideia de querer resolver um padrão de um dia para o outro é simplesmente um mecanismo de proteção da mente para eu nem sequer começar a ver as camadas e começar o processo de correção em relação a esse ponto.

Quando e assim que eu me vejo a criar diálogos que são a julgar (positivamente ou negativamente) algo que eu tenha feito ou dito, eu páro e respiro. Em vez de me "massacrar" com as memórias da mente, eu  comprometo-me a ver em senso comum o que é que eu disse e, caso haja algo que eu veja que podia ter sido melhor, então eu tomo este exemplo como um passo no meu processo de auto-correção e comprometo-me a aplicar essa correção a partir desse momento. Eu apercebo-me que os mesmos padrões manifestam-se em vários aspectos da minha vida, portanto, ao lidar com esse padrão eu serei capaz de me ajudar e auto-corrigir em vários ambientes e situações do meu dia-a-dia.
No lugar de rejeitar aquilo que a minha mente me diz ou mostra, eu comprometo-me a abraçar a mente como sendo a chave da minha própria libertação porque ao ver o problema/julgamento eu serei capaz de começar a criar a solução dentro de mim. Se a mente me mostra as minhas desonestidades próprias, então eu posso começar a perdoar cada uma das desonestidades próprias. Através do perdão próprio, eu começo a fazer as pazes comigo e abro caminha para recriar o potencial de vida que há em mim.

Quando e assim que eu me vejo fascinada com as imagens coloridas nos media e com as palavras de motivação usadas para vender uma felicidade temporária, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que a vulnerabilidade aos media ou aquilo que me é dito (e à maneira como me é dito) é um indicador da influência que eu permito que estes meios de comunicação tenham sobre mim. Eu comprometo-me a permitir-me estar um e igual ao mundo à minha volta e por isso estar estável, permitir-me questionar-me sobre aquilo que eu vejo e oiço e manter a minha integridade nas minhas decisões e que estas sejam baseadas nos princípios da igualdade, da unidade, da respiração, do bem-estar físico, da honestidade própria e daquilo que é o melhor para todos.


Apercebo-me que qualquer decisão baseada em emoções negativas ou emoções positivas será continuar a alimentar a mente de polaridade, de comparações e de imagens, e isto não traz qualquer progresso no meu Processo de me Tornar Honesta Comigo Própria e Viver os Princípios de Vida. Eu apercebo-me também que não estou aqui para copiar as vidas que foram "vividas" pelos outros porque simplesmente isso anula qualquer possibilidade de mudar esta realidade para melhor do que aquilo que actualmente existe. Eu comprometo-me a viver a realização que esta realidade é deprimente, tem problemas e ainda não é um paraíso para todos e estes são os indicadores que comprovam que há muita coisa a mudar, a começar na minha própria mente.




DIA 234: Uma mente acelerada e um corpo escravo - dia de reuniões




Depois do trabalho tive uma enorme dor de cabeça e escrever foi a minha coisa que eu podia fazer naquele momento. A minha mente estava extremamente acelerada, como se não conseguisse parar de pensar, quer naquilo que eu ia fazer a seguir, como no meu dia de reuniões. Foi incrível estar ciente que estava a permitir que o speed da mente "tomasse conta de mim" e no entanto, não estava a tomar conta de mim no melhor sentido: o meu corpo manifestava sinais de exaustão e a minha cabeça doía na têmpora esquerda. Apercebi-me então que nas três horas de reuniões que eu tive, não me lembro sequer de respirar.  Estava tão absorvida em pensamentos que nem me apercebi das minhas necessidades físicas de respirar, ir à casa de banho ou até mesmo apanhar ar lá fora. O meu corpo estava a ser um escravo da mente por isso, esta situação foi um abuso-próprio na qual eu negligenciei o meu próprio corpo. Apercebi-me desta situação no caminho de regresso a casa, em que estava sozinha, sentada e recomecei a respirar por mim, a escrever e a abrandar a mente de pensamentos. Vi então que esta estabilidade ajuda-me a ver quando um pensamento atropela o outro, e como eu me encho de energia quando penso naquilo que vou fazer a seguir, ou nos planos do futuro ou nas memórias do passado. Esta energia mental é abusiva.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desleixar o meu corpo ao me permitir estar obcecada com os pensamentos da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tornar-me uma escrava dos meus próprios pensamentos que eu sigo sem me questionar sobre a legitimidade e sentido destes pensamentos na realidade prática.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha respiração e a minha capacidade de tomar conta de mim, de me estabilizar, de nutrir o meu corpo, a relação comigo própria e subestimar a minha responsabilidade de existir aqui.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido mudar a minha atitude comigo própria de acordo com o ambiente em que eu me encontro e consoante as pessoas com quem eu estou, em vez de ser eu e agir ciente de mim própria  incondicionalmente e garantir que eu sou o factor de estabilidade mesmo quando o "cenário" muda.

Quando e assim que eu me vejo a agir de maneira diferente para supostamente corresponder ao ambiente em que eu estou e às pessoas à minha volta, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta ideia sobre aquilo que eu acho que as outras pessoas estão à espera que eu faça é somente baseada na minha própria mente de projeções, por isso, eu comprometo-me a investigar em mim/escrever sobre os auto-julgamentos que eu estou potencialmente a projectar nos outros. Eu apercebo-me que o meu processo de mudança é contínuo e que tenho de cooperar comigo própria e ajudar-me a andar cada padrão mental, em vez de ser dura comigo própria e acreditar que a mente de projeções é para ser seguida.
Eu comprometo-me a transferir a minha confiança na mente para a confiança no meu corpo físico e na realidade prática - por isso eu comprometo-me a estar ciente da minha respiração mesmo quando estou com muitas pessoas à minha volta ou com muito trabalho pela frente.
Apercebo-me que se não nutrir o meu corpo com aquilo que o meu corpo precisa para existir (nomeadamente oxigénio constante) então estarei a fazer exactamente o contrário que é auto-destruição.
Quando e assim que eu me vejo a ter pensamentos uns a seguir aos outros, sobre planos do futuro ou sobre memórias do passado, eu páro estes pensamentos e respiro. Eu estou ciente que esta energia da mente não é real e que não me é benéfica a longo-prazo, por isso, eu comprometo-me a parar este vício baseado na energia dos planos. Em relação às memórias, quando e assim que eu me vejo a participar nas memórias do passado recente (por exemplo, a reunião) eu ajudo-me a  não levar a memória a peito e, em vez disso, eu vejo e escrevo sobre os padrões que a minha mente me mostra. A partir daqui, eu comprometo-me a aplicar as minha realizações e correções na prática, tanto na minha relação comigo própria, como na minha presença quando  estou na presença de outros.


Quando e assim que eu me vejo a estar a abusar de mim por não estar a respirar ciente de mim no meu corpo e realidade física, eu páro a mente e respiro! Eu comprometo-me a respirar em direção-própria quando estou eu reuniões ou em qualquer outro lugar/actividade que, apesar de requererem reflexão, lógica e planeamento, o meu respirar e a minha expressão física em honestidade própria são/devem ser incondicionais e vão ser benéficas para mim e para o meu trabalho/aquilo que eu faço/produtividade.



DIA 233: Quanto mais te custa a escrever sobre isso, maior é o ponto que enfrentas


Desde ontem à noite que tenho resistência a escrever fluentemente sobre uma experiência que eu tive, relacionada com a influencia que eu permito que os pontos dos outros tenham em mim. Permiti-me ficar desorientada e não sabia por onde começar, porque na minha mente eu tinha razão para estar chateada e nem conseguia olhar o outro nos olhos. Curiosamente, desde ontem que tenho também uma impressão na garganta que é muito provavelmente uma manifestação deste episódio mental e de uma potencial mudança na minha relação com os problemas dos outros.
A resistência para escrever é a resistência para se ser honesto connosco próprios mas comparado com a extensão dos problemas das nossas mentes, mais vale começarmos a escrever nem que seja somente a abrir as camadas ao de cima: quais são os pensamentos relacionados com a experiência? Quais são as projecções? Alguns medos? Dar nomes aos padrões também ajuda a conhecermos as nossa mente e portanto a sabermos qual o problema e investigar uma solução para ser aplicada.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para escrever sobre uma determinada experiência é real.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me pela experiência memorizada na minha mente e com isso acreditar que os auto-julgamentos e as ideias que eu criei de mim própria nessa memória são quem eu realmente sou.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido que a mente definisse a minha experiência e que a mente se apoderasse da minha presença aqui e da minha ação física de escrever.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido confiar na minha presença física aqui e agora como sendo os elementos essenciais para eu me dar direção, a cada respiração, para me permitir MUDAR de ideias ou até mesmo parar as ideias que são autodestrutivas e que são tomadas somente na mente sem realmente considerar aquilo que é o melhor para mim ou os outros.

Quando e assim que eu me vejo a focar-me completamente na mente de pensamentos e projecções do futuro, eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a participar na resistência para escrever sobre determinado acontecimento ou determinados medos, eu páro e respiro. Eu dedico-me a começar a escrever para mim sobre as camadas de pensamentos que eu vejo em mim e ajudo-me a dar uma estrutura à minha escrita, como é o caso do curso do Desteni Lite que providencia a plataforma para me ajudar na estrutura da minha escrita diária.

Eu comprometo-me a começar a escrever sobre aquilo que a mente está a ter resistência e eu permito-me estar vulnerável na minha abertura com a minha mente de modo a compreender o padrão. Quando e assim que eu vejo um padrão eu páro e respiro e dou-me tempo para andar o ponto, passo a passo, e isso faz-se ao trazer o ponto para mim própria e perceber como é que eu estou a criar esta experiência para mim própria. Depois desta fase inicial de resistência e escrita, começo então a aplicar a autocorreção  para ultrapassar e resolver a reação/resistência/padrão da mente.



DIA 229: "Não tenho tempo" é dizer-se que "não quero fazer"

Há momentos em que eu decido fazer uma coisa e acabo por engonhar noutras acções aparentemente mais fáceis e dou por mim a dizer a mim própria "já não tenho tempo" para aquilo que eu havia decidido fazer inicialmente. Uma coisa interessante nestas ocasiões é perceber o que está por trás desta decisão deliberada de não se viver a nossa própria decisão. No meu caso, em honestidade própria tem sido mais comum aperceber-me destas situações em que eu deliberadamente me disTRAIO com entretenimento e, nesse momento, vejo à minha frente a escolha de: ou permito o desejo pelo entretenimento fácil ou me dedico a escrever no meu processo de auto-criação. Isto não quer dizer que esta escolha seja verdadeira, ou seja, dar-me a escolher perante estas hipóteses é mais uma sabotagem da mente baseada em sentimentos de culpa ou de motivações mentais. Em vez disso, porque não começar por mudar a minha relação com as minhas decisões e por exemplo acabar com estas escolhas bipolares? Faria mais sentido aperfeiçoar a minha organização do tempo e permitir-me realizar ambas as ações no meu dia, sem motivações nem desejos, mas simplesmente porque a escrita é uma ferramenta de auto-ajuda e as séries/jogos ajudam-me a relaxar e a desenvolver capacidade de resolução de problemas. Vejo então que ainda permito que seja a mente de punição e inflexibilidade que está a ter controlo quando na realidade esta é mais uma amostra da manipulação da mente quando o ser humano não está preparado para lidar com a mente humana. Neste caso, e como o título deste blog reitera, por trás da desculpa do "não ter tempo" está muitas vezes a falta de dedicação para criar esse tempo ao ser-se disciplinado, organizado e colocar-se a vontade-própria em primeiro lugar. Para isso, há que haver uma realização pessoal em que individualmente cada um se questiona "porque é que eu deixei a minha escrita diária para último lugar quando afinal o meu processo de Vida é a minha prioridade". 

Hoje, o mesmo padrão está à espreita visto que deixei a minha escrita diária para muito tarde, o que implica uma limitação pessoal porque é o fim do dia e já estou cansada. Comprometo-me então a andar este ponto em honestidade própria até já não haver este tipo de desculpas - apercebo-me que é a mim que eu me prejudico porque a escrita diária  é o melhor para mim e que é através da escrita que eu expando a minha relação comigo própria, lido com a minha mente e me ajudo a criar soluções para mim própria.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido  deixar a minha escrita do blog para o fim da noite quando, por experiência própria, eu vejo que não sou tão eficaz, tenho sono, estou fisicamente cansada e que hesito no progresso de escrita e na minha expansão pessoal.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido  usar comigo própria  a justificação de "não tenho tempo" para escrever, eu páro e respiro. Nesse momento, eu comprometo-me viver a decisão de gerir o meu tempo de modo garantir que  não crio o meu próprio stress, decepção própria ou conflito.

Quando e assim que eu me vejo claramente a distrair-me com noticias, séries, ou jogos, ou sites, eu páro e respiro. Nesse momento em que eu tenho a noção que estou perante a decisão de fazer aquilo que a mente julga como sendo fácil/passivo e entre aquilo que é mais complexo/activo - comprometo-me então a respirar, ver com atenção esse momento e decidir em honestidade própria o que fazer. Em senso-comum, eu dedico-me a colocar a minha expansão pessoal como a minha prioridade, alcançável no meu processo de escrita e de auto-correção prática.

Dedico-me então a puxar por mim para tomar uma decisão com base na minha estabilidade e senso comum. Apercebo-me então que a necessidade de escolha entre escrever ou não só existe quando há um conflito de tempo, visto que quero fazer mais do que uma actividade ao mesmo tempo. Nesse caso, eu comprometo-me a dar-me tempo para a minha escrita e criar também disponibilidade para ver e fazer outras coisas, tais como surfar na web ou ver séries.

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência a criar uma rotina de escrita para mim própria, eu páro a resistência e respiro. Eu apercebo-me que esta é uma resistência da minha mente à minha própria mudança. É então visível que a desculpa do "não ter tempo" é de facto uma manifestação de falta de vontade-própria  e é este também um padrão que eu tenho de lidar em mim. Eu ajudo-me a realizar que o meu processo de Vida é aqui e agora e que quem eu me permito ser depende totalmente de mim, da minha relação comigo própria, da minha mudança pessoal e da minha mudança na minha relação com os outros/o mundo à minha volta.


Quando e assim que eu me vejo a ir automaticamente visitar sites de entretimento, eu páro e respiro. Por experiência própria, aquilo que eu pensava ser só 5 minutos  acabou por ser mais tempo e esta distração comprometer todas as outras tarefas que ficam por fazer. Por isso, comprometo-me a escrever em auto-direção quando estou bem desperta, acordada e activa. Dedico-me então a não permitir nem aceitar usar desculpas para não viver e fazer aquilo que é o melhor para mim.



DIA 188: Três exemplos de resistências para escrever...


Hoje identifiquei a manifestação de uma resistência: esta tarde decidi escrever sobre um ponto e deixei a escrita para mais tarde porque estava a fazer outra coisa. Quando acabei aquilo que eu estava a fazer, tive a sensação que havia um peso em mim - e por momentos esqueci-me daquilo que eu tinha inicialmente planeado fazer (mais uma resistência...) e senti-me aliviada, como se um peso saísse de cima de mim. Até que me lembrei do tal tópico que eu queria escrever, e a sensação de peso voltou! Havia (e ainda há) esta ideia que tenho tanto para escrever que me desencoraja sequer começar. Ou seja, num espaço de 1h enfrentei três resistências: a procrastinação baseada na ideia do "escrevo mais logo", o súbito esquecimento e alívio por ter nada para fazer, e o peso/ideia que o tópico sobre o qual eu vou escrever é interminável e nem sequer começo a escrever.

Para começar, é importante estar ciente destas resistências e estar atenta quando estas surgem. Agora o próximo passo é parar que a resistência me controle e puxar por mim para me dar direção e escrever...
Apercebo-me que a força de vontade é real quando há um movimento físico, como por exemplo, sentar-me e começar a escrever.

DIA 181: Como 'livrar-me' dos julgamentos (Dimensões do carácter) - Parte 1


A partir de certa idade, os julgamentos passaram a fazer parte do meu dia-a-dia. Recordo-me que esta preocupação constante sobre a minha aparência, sobre o cabelo, sobre aquilo que eu digo, sobre aquilo que eu não digo, sobre aquilo que eu sei, sobre aquilo que os outros sabem, etc., começou a ser desenvolvida por volta dos 13 anos na escola secundária. Até esta altura, não me lembro de dar tanta atenção a estes elementos e não me limitava por eles.
Antes de aplicar este processo a resolver a personalidade dos julgamentos, vou primeiro escrever sobre as dimensões do Carácter/Personalidade. A partir de hoje, vou começar a usar esta estrutura para analisar cada ponto em mais detalhe para que me ajude a perceber cada dimensão por trás das minhas personalidades e aplicar o perdão próprio e afirmações de auto-correção para cada uma delas, e assim ajudar-me na mudança prática. Ou seja, vou perceber como posso manter-me estável perante a "força" da mente/energia, em que não me deixo "cair" na mente e desistir do Eu, utilizando estes momentos de mudança prática como uma oportunidade/etapa decisiva no meu processo de mudança/transformação da mente para o físico.

Em geral, cada carácter/personalidade da mente é composta por várias dimensões - o medo, o pensamento, a imaginação, as conversas internas/backchat, as reações de emoções/sentimentos, e o comportamento.


Dimensão do medo


Em geral, o que se vai encontrar nos Caráteres/Personalidades é que estes têm a sua origem num/através de um medo gerado na infância/na nossa vida em relação a algo/alguém, e que o medo se manifesta numa personalidade como um mecanismo de defesa/protecção baseado em individualismo / interesse / desejo. Assim, para cada Personalidade/Caráter pode-se identificar a Dimensão do Medo: qual foi o ponto original / medo que trouxe a construção/programação de uma personalidade específica?
Para identificar a Dimensão do Medo, terá de se caminhar pela História dentro de si mesmo e ver onde, dentro dos limites do passado/memórias, é que este carácter/personalidade originou/começou. Às vezes, vai-se encontrar a memória imediatamente a surgir na mente, outras vezes poderá ter de se rever as experiências passadas / memórias para ver quais as relações / eventos relacionados com ao carácter/personalidade, outras vezes não haverá indicação de qualquer memória que ajude a ver o ponto.

(Pode ser inicialmente difícil encontrar a memória no seu passado que tenha originado o caráter particular com que se está a lidar. Por isso, se não se conseguir identificar o medo/memória que originou a personalidade, não há problema. A dimensão do medo pode inicialmente ser mais difícil de identificar porque esta dimensão está situado dentro da Mente Inconsciente, embutida na carne-física como a raiz de um sistema de personalidade da mente no físico. Então, se ainda não se consegue identificar a Dimensão medo/Memória, sugere-se que se pratique a respiração para se estar fisicamente presente. Quanto mais se praticar esta presença física, e caminhar as personalidades através de todas as dimensões e começar a estabelecer uma relação de unidade com a Mente e suas Dimensões / relações e quanto mais se está/torna um e igual com o plano/networking da Mente, mais se será capaz de ver todas as dimensões e relações)


Dimensão do Pensamento 

O pensamento é aquilo que activa a personalidade e é bastante difícil identificar o pensamento específico que pertence a um carácter específico, porque o pensamento move-se tão depressa na mente, e porque o Ser não está aqui no físico na/como respiração a mover-se em tempo-real com o físico, mas sempre preocupado em todas as outras dimensões e experiências da mente.
Portanto, aqui - o que se deseja identificar é o pensamento que ativa o Carácter. Este será capaz de se identificar quanto mais se caminha o processo físico da respiração, permanecendo aqui na realidade / espaço-tempo físico e neste processo ser capaz de estabilizar-se a si mesmo no físico, de modo a que acabará por ser capaz de ver um pensamento a mover na mente e parar de participação nele ANTES que este ative um caráter / personalidade. Mas, neste momento, estamos tão separados até das dimensões / componentes de caracteres, que tudo se manifesta  automaticamente / rapidamente e, antes de se saber - já se está participando simultaneamente na Imaginação, no Backchat / conversas internas, nas reações e Comportamento Possessivo - tudo isto começou a partir de um momento quântico na relação que se tem com a realidade física, que ativou um pensamento e, por sua vez, uma Personalidade / Caráter. Essencialmente, este processo implica que se pratique um "abrandar" através/com a respiração física para se poder ver como a mente se move dentro de nós próprios.

Para identificar a dimensão do Pensamento, aqui também se pode praticar a aplicação de 'desaceleração' com e como respiração. Então, quando se está prestes a escrever a dimensão do pensamento - a considerar aqui é que, o pensamento será uma imagem como um "flash fotográfico instantâneo" que irá acelerar pela mente, e o pensamento estará em contexto particular para/como o carácter/personalidade. Assim, aqui - quando você está no momento da escrita, pode sentar-se, acalmar e na/como respiração caminhar a memória de quando se participou num Carácter. O que é engraçado aqui é como se pode praticamente utilizar  a Mente e as Memórias para ajudar no próprio processo de identificação e redefinição de Caráteres. Assim, pode trazer-se para si mesmo aquele momento de quando se ficou possuído com o caráter e ver se é possível identificar a imagem de quando o pensamento cruzou a mente, antes de se ir para as conversas internas, imaginações, reações e comportamento de/como um caráter/personalidade, e o que aconteceu na mente que levou a uma tentação pela energia - esta força como/da Mente leva à tentação de se sentir bem na experiência de energia, do que se avançar na realidade prática física em Auto-Disciplina.

Ou seja - a dimensão do medo é essencialmente a raiz do caráter, a Dimensão do pensamento é a ativação de um caráter, e da dimensão do Pensamento pode-se experimentar simultaneamente a Imaginação, as conversas internas / backchats, reações de emoções/sentimentos e do sistema comportamental. Mas, dentro da Mente - todas as dimensões ativam-se numa sequência até que finalmente se é possuído pela personalidade. No entanto, em algumas ocasiões, a dimensão da imaginação pode não ativar - isto é essencialmente determinado pela extensão da convicção que se passa dentro de si mesmo com a mente para deliberadamente sabotar / comprometer-se num momento de auto-mudança para preencher uma energia experiência/desejo. E assim, de vez em quando a dimensão da Imaginação pode ser inexistente -, mas vai-se sempre encontrar os principais componentes/dimensões como as conversas internas/backchat, as reacções das emoções e sentimentos e os sistemas específicos de comportamento,  de como a Personalidade vai mudar o comportamento no físico.

Assim, a Mente ativa, inicialmente, uma sequência de pensamento, Imaginação, conversas internas / Backchat juntamente com as reações de emoções / sentimentos que, depois, vão determinar o comportamento no corpo físico. Mas, tudo isso pode mover-se tão rápido que irá parecer que foi o Eu quem tomou a decisão de não assumir a responsabilidade num ponto específico. No entanto, a mente andou  de facto todas estas dimensões em tempo-quântico dentro do Eu como a força que mudou de um momento de auto-responsabilidade/vida, para uma experiência de Energia.

Dimensão da Imaginação

Nesta dimensão, a mente vai "vaguear" ao imaginar fazer/ver/criar todos os tipos de coisas diferente/experiências - é, essencialmente, a dimensão/domínio dentro da Personalidade que a esta vai usar para "motivar" a decisão própria da realidade para/como a mente . Então, vai-se começar a imaginar-se sobre uma série de OUTRAS COISAS em completa oposição àquilo está aqui na realidade física. Às vezes, a dimensão da Imaginação será utilizada como o principal distração, noutras ocasiões a Personalidade irá possuir inteiramente o Eu para se distrair da relação consigo mesmo, com o físico e com a sua responsabilidade para com a realidade/o Aqui.

Assim, para identificar a Dimensão da Imaginação - pode-se olhar  para o onde é que se "vagueou" dentro da mente, quais foram os cenários/'fantasias'/'sonhar acordado' aos quais nos prendemos e que levaram à tentação de querer realizar a imaginação na mente, em vez  de permanecer fiel aos princípios da responsabilidade própria, de viver e de se direcionar nesta realidade física que é real.


Conversas internas / Backchat / Vozes na cabeça


É aqui que surgem as conversas consigo mesmo como uma Personalidade na Mente. Assim, conversas internas / Backchats vêm ao de cima/manifestam-se como palavras, frases, declarações curtas que podem variar em comprimento/intensidade. É dentro do domínio das conversas internas/backchat que se começam a ativar as reações de emoções/sentimentos, juntamente com as palavras que se falam na mente - ao analisarmos esta dimensão vamos então ver, perceber e compreender como a mente fundamenta as palavras com ENERGIA, de modo que haja sempre uma experiência de energia e d definição de palavras. Esta é uma das principais relações que a Mente usa para garantir que o ser humano nunca VIVE as palavras e, assim, as palavras, as suas definições e experiências tornam-se componentes que a  mente usa para juntar aos sistemas de personalidade que definem o comportamento, em vez de se VIVER no físico com base no princípio de auto-conhecimento e direção própria de quem se é como vida/comportamento físico.

Assim, para se identificar as conversas internas / backchat de uma Personalidade, pode ver-se durante e naquilo que se escreve quais são as palavras, as frases, declarações que se manifestam na mente como a "voz da Personalidade" a falar para si mesmo, essencialmente a falar/convencer a si mesmo como sendo uma personalidade, em vez de assumir a responsabilidade para si aqui como /no físico.


Dimensão da reação
Aqui identificam-se as reações de emoções e sentimentos que fundamentam/animam o Caráter/Personalidade; que reações de emoções e sentimentos se utilizou para se manipular a si próprio, para cair de volta na Mente/Personalidade em vez de se estar aqui ciente de si mesmo em estabilidade como a respiração.

Nisto, enquanto Personalidades, vamos usar as emoções e sentimentos específicos para ativar padrões de comportamento específicos/hábitos do/no processo para validar porquê/como é que nós somos uma personalidade e assim, tentar fazer uma Personalidade "mais real".
Essencialmente dizendo "bem, estou a sentir isto e o meu comportamento é assim e isto  é quem eu sou por isso eu não posso mudar" - quando, durante todo este tempo, estamos ativamente na Mente a participar na criação de experiências e comportamentos desde os pensamentos, à imaginação, às conversas internas / backchat - sabotando e comprometendo-nos deliberadamente na Mente a manifestar/validar/materializar os nossos desejos, necessidades e desejos, em vez da nossa responsabilidade para com nós mesmos, os nossos corpos físicos e as nossas vidas neste mundo.

Assim, para identificar a Dimensão da Reação é preciso olhar para quais são as emoções/sentimentos manifestados dentro da Mente no físico dentro e durante uma possessão de personalidade.



Dimensão do Comportamento




Aqui, para identificar a Dimensão do Comportamento -tem de se ver como é que a nossa experiência no corpo físico mudou dentro e durante a possessão da personalidade; como era o corpo físico ANTES da possessão e durante, para assim identificar como essa personalidade manipulou o corpo físico, e nesta manipulação física validou-se/justificou-se ainda mais a decisão de cair na Mente/Personalidade e desistir-se se si mesmo/da responsabilidade de ser-se aqui como/no físico e do seu mundo/realidade.

Assim, o que se tornará claro aqui é essencialmente a forma como utilizamos as dimensões da Personalidade para nos manipularmos à submissão da Energia/Mente, uma e outra e outra vez - não permanecendo, vivendo e estando AQUI  de facto, no/como este mundo/realidade. Assim, durante/nestes processos, vai-se compreender melhor  o que queremos dizer com a diferença entre o controlo da personalidade através da Energia/Mente e o que é realmente viver no Físico.



Para se aceder a todos estes detalhes, sugiro que se leia o blog original em inglês: http://heavensjourneytolife.blogspot.com/2012/09/character-dimensions-introduction-day.html 
No meu próximo blog vou andar o exemplo prático do caráter do Julgamento Próprio e assim especificar a minha relação com todas estas dimensões de medo, pensamento, imaginação, conversas internas/backchat, reações, comportamento e incluir/expandir a dimensão de Consequência.



DIA 175: Medo de tomar decisões?



Hoje ouvi uma entrevista sobre o Medo de Ficar aPerder, que falava das várias dimensões por trás do medo da tomada de decisão/escolha entre diferentes opções e de onde é que a indecisão surge. Enquanto ouvia a história desta pessoa, apercebi-me como o medo de ser "excluída do grupo cool da escola" também se associa a mim ou pelo menos fez parte da minha adolescência (que pena que nessa altura ainda não conhecia o Desteni nem ouvia as entrevistas da eqafe!). Lembro-me dos pensamentos que tinha sobre o medo que as minhas amigas ficassem aborrecidas comigo se eu cancelasse os planos, ou os pensamentos de ter medo de excluir alguém do grupo porque tinha medo de criar inimizades e, ainda hoje, a indecisão sobre aquilo que eu quero fazer quando há vários eventos no mesmo dia. Curiosamente, este último ponto passou-se à pouco tempo e facilmente associei à entrevista que ouvi hoje, na qual se falava do medo de se ficar a perder e a imaginação sobre aquilo que se pensa que se está a perder, gerando arrependimento e frustração.
No final de contas, ao participar no limbo da indecisão, vejo que acabo por não me permitir estar presente naquilo que estou a fazer porque estou agarrada ao arrependimento. Não é interessante como a mente toma mais atenção àquilo que não passa de uma imagem do que àquilo que está mesmo aqui para ser vivido?! Outra dimensão interessante de ver é a esperança que algo ainda melhor surja, e então a escolha é a espera pelo momento/evento/(e príncipe) perfeito!
A tomada de decisão, que deveria ser uma rampa de lançamento para a expansão de nós mesmos, passa a ser um escorrega à mercê de medos, emoções e imaginações que não nos levam a lado nenhum e cria conflito dentro de nós. Comecei então a pensar em situações em que eu me vejo a criar este conflito/indecisão dentro de mim e reparo que isto surge quando eu estou a fazer uma coisa e penso que devia estar a fazer outra - ao escrever isto tornou-se claro para mim que este padrão é uma fonte de pressão que eu imponho em mim mesma e que me posso ajudar a parar/corrigir.
O que é que me impede de estar estável nas minhas decisões?
Porque é que eu não sou a primeira a confiar nas minhas decisões?
Porque é que penso na decisão como uma limitação em vez da expansão que eu posso proporcionar a mim própria?
Como é que eu posso garantir que tomo decisões assertivamente (com convicção, firmeza)?

É sobre estes os pontos que eu tenho escrito e aplicado o perdão próprio ultimamente. Em termos de resultados, esta semana tenho saído de casa à hora planeada e, nos momentos em que ainda me permito desleixar a minha decisão, consigo ver onde é que eu posso corrigir para que não volte a atrasar-me, ficar para trás e criar stress no meu corpo.

Eu perdoo-me por ter aceite e permitido julgar as decisões como limitações ou "portas que se fecham" quando na realidade este tem sido o meu ponto de partida por isso era eu que estava a criar essas limitações!
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar no medo de perder uma oportunidade que foi imaginada na minha mente, sem ver que ao participar neste medo da mente eu estou de facto a perder a oportunidade de ESTAR AQUI e de realmente viver a decisão sobre aquilo que está aqui, em unidade, igualdade e senso comum.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar as decisões como jogos de sorte, em vez de perceber que a decisão sou eu que a crio ao investigar sobre as diferente opções e assim permitir-me tomar decisões que sejam o melhor para mim.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido abraçar as minhas decisões sobre a carreira que tenho seguido e abraçar o meu processo de contínua auto-descoberta, auto-correção e auto-melhoria em quem eu sou e naquilo que faço.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver as decisões como limitações que imponho a mim própria em vez de realizar que eu posso expandir-me em cada decisão que eu tomo.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido VIVER as decisões que eu tomo e realmente dar o meu melhor ao participar nas minhas decisões e ao dar-me direção/iniciativa.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar as decisões "novas" como sendo perigosas, quando afinal o elemento "novo" não significa perigo, mas sim uma oportunidade para expandir-me numa direção que ainda não tinha tido antes.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir as minhas decisões como certas ou erradas, em vez de aproveitar cada uma delas como sendo parte do meu processo de transcender medos e parar os julgamentos da mente.

Eu apercebo-me que cada decisão começa com a minha respiração e que sou responsável por todos os "outcomes" ao longo do processo de dar-me direção como vida e garantir que me expando a cada passo. Por isso, comprometo-me a dar um passo de cada vez, a ter paciência comigo mesma e a garantir que me expando em tudo aquilo que eu faço.
Eu apercebo-me que depende de mim ser assertiva na minha tomada de decisão e de facto ajudar-me a decidir aquilo que é o melhor para mim. Dedico-me então a investigar e a reunir informação que me ajude a estar ciente das várias hipóteses para que tome decisões por mim em plena estabilidade e confiança.
Quando e assim que eu me vejo a imaginar a "situação ideal", eu páro e respiro. Em vez de ficar obcecada com essa imagem, eu dedico-me a ver o que é que será o melhor para mim/para os outros e realmente planear COMO é que eu posso criar essa situação para mim.
Quando e assim que eu me vejo a planear as decisões na mente, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que a mente não é de fiar porque salta passos essenciais para que a decisão seja realmente vivida na vida física - por isso dedico-me a tomar notas dos vários objectivos para me ajudar a ser realista quanto ao tempo que as coisas levam a fazer.
Quando e assim que eu me vejo a decidir fazer uma coisa nova, eu páro, RESPIRO e Dedico-me a fazer isso passo a passo, sem medo de ficar a perder outras coisas. Apercebo-me que o medo de ficar a perder não é real porque aquilo que é real é a expansão/auto-aperfeiçoamento que eu proporciono a mim mesma a cada decisão que eu vivo.
Mais do que nunca apercebo-me que comparar aquilo que eu faço com aquilo que os outros fazem é irrelevante e uma distração da mente baseada em competição - em honestidade própria eu realizo que cada um de nós está a andar o seu processo de Vida e que as decisões que eu tomo e vivo faço-as por mim e para mim. O que posso então fazer é APRENDER com as boas práticas, TESTAR para ver como funciona comigo e PRATICAR para me aperfeiçoar na minha ação.

As decisões são tomadas em honestidade própria ou em desonestidade própria. Vivemos ou morremos. Respiramos ou não respiramos... A liberdade de escolha é uma ilusão da mente.


Ilustração de Andrew Gable: Where Do Your Thoughts Come From. Find Out how your mind really works - http://lite.desteniiprocess.com/


Dia 167: Escrever sem emoções ou sem "inspiração" da mente


Para quem me conhece há algum tempo, provavelmente já tinha notado no meu deslumbramentos com as coisas- uma mistura de ingenuidade e de desejo de fazer as coisas parecerem mais do que aquilo que elas são. Alimentei tanto a mente ao longo dos anos que ainda dou por mim a acreditar em tudo o que se passa na minha mente como sendo real/honesto. A única inspiração que funciona é a inalação de ar. Tudo o resto que é baseado nos altos e baixos da energia das emoções é falso - se fosse real mantinha-se estável. A respiração é estável, embora a maior parte do tempo nem estejamos cientes disso.

Hoje estava no metro e decidi escrever - não fazia ideia sobre o quê. No momento em que estava a começar a escrever apercebi-me da sabotagem da mente "o que é que as pessoas vão pensar de mim", "e se elas lêem o que eu escrevo?", "tenho vergonha". Em vez de ouvir a mente ou esperar por uma inspiração não sei de onde, dei eu própria uma inspiração de ar e comecei. Comecei por escrever o perdão próprio sobre um ponto que tinha reparado na noite anterior e, a partir dali, a escrita fluiu. Escrevi também sobre a resistência que eu estava a ter a estar simplesmente ESTÁVEL no metro a escrever, ou a fazer qualquer outra coisa. Realizei que este desconforto mental é baseado na aparente separação para com os outros. Porque é que eu tenho medo de olhar nos olhos das pessoas à minha volta?
O que é que eu estou a evitar ver em mim? Estou a evitar tomar responsabilidade pela minha presença e pelas minhas ações. Segundo a mente, é mais fácil fingir que se está distraído e fingir que se está "noutra" do que estar-se ciente daquilo que fazemos e por isso garantir-se que se considera o mundo à nossa volta. Apercebo-me que esta separação em relação às outras pessoas tem a ver com o medo de conflito - medo que as pessoas reajam, ou projectem a sua raiva com violência de palavras ou física-mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a separação com as pessoas à minha volta é real somente porque não as conheço.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido assumir e acreditar que aquilo que eu não conheço é diferente de mim (ou melhor ou pior).
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na imaginação da mente de ver violência acontecer à minha volta.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que se eu evitar olhar para os olhos das pessoas eu estou a evitar entrar em conflito, quando afinal de contas fui eu quem criou a ideia de conflito em primeiro lugar na minha mente. Nisto, eu apercebo-me que todas as ideias de conflito começam em mim e que sou responsável por parar estas imagens de violência/gritos/conflito da minha mente e parar de projectá-las na realidade à minha volta.

Eu comprometo-me a olhar para as pessoas nos olhos e a estar clara e firme na minha atitude de parar a separação da mente.
Eu comprometo-me a estar estável em mim e nas minhas ações onde quer que eu esteja, que esteja na rua ou em casa ou no trabalho - é igual, sou sempre eu. Apercebo-me que a zona de conforto é um refúgio da mente baseado na separação/ideia de limitação.

Quando e assim que eu me vejo a procurar motivação ou alguma coisa que me dê conforto, eu páro e respiro. Eu crio a minha estabilidade em mim através da minha respiração e bem-estar pessoal, de dentro para fora.
Eu comprometo-me a parar o interesse próprio da mente, para realmente me permitir viver em honestidade própria e a ser/fazer aquilo que é o melhor para mim (tal como escrever) e em senso comum.

Quando e assim que eu me vejo com resistência a escrever por ter medo que alguém leia aquilo que eu escrevo, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta ideia/medo/julgamento que eu acredito que alguém possa ter de mim é de facto um espelho a mostrar-me aquilo que eu estou a permitir pensar de mim/definir-me.
Comprometo-me então a usar a mente para ver os julgamentos e ideia que eu tenho aceito em mim e PARAR esses julgamentos e ideias sobre mim própria. Eu vejo como estes pensamentos limitam a minha expressão e como tenho sido somente eu a limitar a minha expansão como Vida aqui.
Quando e assim que eu me vejo a pensar nos outros como estando separados de mim/contra mim, eu páro e respiro. Se eu estou no meio das pessoas, eu estou um e igual com as pessoas e sou um e igual com as pessoas. Qualquer separação ou medo ou julgamento meu e dos outros é uma projeção da MENTE QUE NÃO TEM DE SER SEGUIDA. A mente existe neste mundo para cada um de nós lidar com aquilo que temos criado para nós próprios e que temos de ser capazes de resolver por nós próprios. Não temos de seguir as conversas da mente; não temos de acreditar na violência da mente; não temos de copiar as imagens da mente!

Decido então viver pelos princípios de Unidade e Igualdade inerentes a esta realidade física (tudo o que está aqui e agora) e dedico-me a escrever sobre os padrões de separação da minha mente, a abrir-me comigo incondicionalmente e a recriar-me com base em soluções práticas respeitadoras da integridade física.

Percebo então aquilo que a Sunette quer dizer quando diz: "Sê neste mundo mas não deste mundo".

  Ilustração: CAPTIV(E)ated by Own IMAG(E)ination (Part Two): DAY 280
http://heavensjourneytolife.blogspot.com/2013/01/captiveated-by-own-imageination-part.html#

DIA 115: Boa aluna, ser ou não ser?


Ultimamente, tenho percebido o que é estar do outro lado, ou seja, como é a sem(s)ação de não se fazer o trabalho de casa e de não conseguir manter as lições em dia. Esta resistência tem-se manifestado na minha aplicação num curso que eu estou a fazer por opção própria - é curioso que durante o meu percurso escolar obrigatório fui sempre muito aplicada e tirava boas notas e, agora que se trata da minha direção própria, estou a adiar a minha dedicação.
Lembro-me de me questionar como é que se sentiam os meus colegas que estavam sempre a perder o comboio ou a ser puxados pelas orelhas para acompanharem a matéria e não percebia como é que se podia simplesmente não fazer os trabalhos e ser-se passivo em relação a isso. Mas será que eram passivos? Ou sera que era o jogo de papéis, no qual uns representam uma polaridade e os outros a outra? Infelizmente não somos educados para nos colocarmos nos pés do nosso colega e vermos a perspectiva do outro lado da sala...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me como "má aluna" em relação ao curso que eu estou a tirar porque não tenho as lições em dia, sem com isso ver que não ter as lições em dia é apenas a consequência de ter permitido adiar a minha dedicação a mim própria e ao que eu faço. Apercebo-me que ao definir-me como "má aluna" com base nas situações passadas, eu estou a limitar a opção de parar de viver no passado para mudar quem eu sou a quilo que eu faço no presente.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e realizar que o não fazer o "trabalho de casa" é de facto uma resistência que me mostra a solução para mim própria -- a solução é ultrapassar esta resistência e dedicar-me A MIM, que é exactamente isso que me tem estado a escapar. Eu apercebo-me que são estes exercícios que realmente me têm ajudado a conhecer-me e a realizar tantas coisas em mim própria. Vejo então que esta resistência é o medo de largar o passado (baseado na memória daquilo que eu me tenho habituado a ser/fazer) para avançar para o novo - que sou eu no meu processo de mudança.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que dedicar-me neste curso é o melhor para mim, porque me estou a DEDICAR A MIM. Eu dedico-me a trabalhar no meu Ser e em viver a decisãode me conhecer em honestidade própria e de me tornar a honestidade própria a cada momento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar avançar no curso para mostrar que sou capaz ou que sou "de valor" em vez de realizar que não há nada para provar a não ser eu própria garantir que faço e que me torno aquilo que é o melhor para mim em honestidade própria.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me como "má aluna" com base na ideia daquilo que um bom aluno deve ser, em vez de ser honesta comigo própria e ver se de facto me estou a ajudar neste processo e se estou a dar o melhor de mim. Neste caso, eu perdoo-me por não me estar a permitir e aceitar dar o melhor de mim e dedicar o meu tempo livre para trabalhar no meu Ser, para Ser aqui, em vez de ser a mente no ciclo de preocupações e medos.

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência para de facto me sentar e começar a fazer os exercícios novos, eu páro e respiro. Eu estou a fazê-lo por mim e para mim, logo, qualquer resistência em dedicar-me a mim é desonesto comigo própria pois é a mim que eu me estou a limitar! Eu tenho-me apercebido que a partir do momento em que eu começo o exercício, eu estou de facto a avançar na minha descoberta das personalidades e a perceber novos padrões que até agora estavam automatizados e que passavam despercebidos. Associo este processo à descoberta fascinante de perceber como as fórmulas mantemáticas fazem sentido depois de se ter visto o processo passo-a-passo, tal e qual uma construção no nosso cérebro que até então era chinês para mim.

Quando e assim que eu me vejo a sentir aquela "falta de vontade" em começar, eu páro e respiro. Esta falta de vontade é só da mente em busca de uma zona de conforto, de um passado de definições e de entretenimento, porque eu Sou o meu corpo activo. Quando e assim que eu vejo a mente a entrar no modo da passividade, eu páro, respiro e permito-me estar ciente do meu corpo - posso até tocar em alguma coisa física (mesa, cadeira) e foco-me na minha decisão de me direcionar para aquilo que eu decidi fazer.

Quando e assim que eu me vejo a distrair-me a meio do exercício com pensamentos de coisas que eu tenho de fazer, eu páro e respiro. Ao parar e respirar, eu dou-me a oportunidade de começar de novo, corrigir-me e finalmente direcionar-me fisicamente para viver a decisão de começar a escrever. Vejo que o pensamento/imagem de mim a completar o curso é irrelevante, pois eu só irei completar os exercícios se fisicamente me mover e dedicar a fazê-lo.

Quando e assim que eu me vejo a justificar não ter pegado no exercício a semana toda com base na ideia que tive muito trabalho no emprego, ou que algo inesperado surgiu, eu páro e respiro. Em honestidade própria eu sei que é da minha responsabilidade recriar os meus horários e a parar hábitos que evidentemente não têm resultado e com os quais eu tenho comprometido  a minha dedicação. Apercebo-me que a justificação é baseada no ego e na vitimização como forma de manter as coisas como elas estão, sem isso significar que são o melhor para mim. Logo, eu dedico-me a recriar a minha estabilidade através da minha aplicação constante no curso, que serve de indicador para eu ver quem eu me permito ser naquilo que eu faço. Eu comprometo-me a ser honesta comigo própria e garantir que organizo o meu tempo de forma realista para viver a minha decisão de fazer o curso por mim e para mim.

A resistência a mudar de hábitos é um hábito que se tira.
Neste caso, estou a recriar o meu hábito da escrita, dos cursos novos, de mudar de planos, de pensar em senso comum e de descolar etiquetas que tampam os olhos.

Ao abrandar a mente através da respiração e ao estar ciente de mim no meu corpo, eu permito-me deixar de estar contra mim própria e a passar a cooperar comigo própria no meu processo de Vida.