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DIA 243: Não há desculpas!




Estou ciente que tenho a oportunidade de me conhecer em plena claridade e entendimento. Nunca antes, ao longo dos meus 26 anos de existência, tive tanto material de livros, artigos, entrevistas, chats e cursos através dos quais eu me ajudo a auto-conhecer-me e a abrir-me para mim própria. É cada vez mais óbvio perceber quando estou a evitar escrever sobre um tópico, evitar olhar para determinada memória ou evitar viver a decisão de ser assertiva na minha disciplina no meu processo de escrita diária.
Curiosamente, parece que das coisas mais fáceis nesta vida é decepcionarmo-nos a nós próprios, ignorar os nossos próprios princípios, mentirmos a nós mesmos e fazermos o oposto daquilo que é o melhor para nós. Qual é a desculpa para eu ser desonesta comigo própria? Qual é a desculpa para eu querer manter as minhas personalidades activas? Qual é a desculpa para fugir da minha mudança, fugir das minhas decisões, fugir da minha responsabilidade de clarificar a minha mente?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido estar a escrever separada de mim própria ao pensar no julgamento de quem lê o que eu escrevo.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que o julgamentos que eu projecto nos outros é de facto uma ajuda da minha mente a mostrar-me os auto-julgamentos que não estão resolvidos em mim.
[é fascinante que a palavra auto refere-se a um automatismo e, igualMENTE, refere-se ao eu-próprio]

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido querer ignorar a minha própria decisão de corrigir as desonestidades próprias e a decisão de andar este processo em honestidade própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido procurar "desculpas" e justificações para tudo aquilo que eu faço ou não faço, em vez de realmente investigar de onde é que as decisões vêm e quais são as consequências que eu crio para mim própria com base nessas decisões.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido fugir da minha posição de realmente aplicar-me no meu processo e de mudar a minha atitude comigo própria, auto-definições e auto-julgamentos, ao perceber de onde é que estes padrões vêm e me ajudar a resolvê-los através da minha escrita e entendimento. 

Quando e assim que eu me vejo a procurar justificações e desculpas para aquilo que eu faço e para aquilo que eu não faço, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que tenho as ferramentas necessárias para lidar com as resistências e ultrapassá-las por mim por mim e comigo própria, por isso qualquer desculpa não é real. Dou portanto tempo a mim própria para andar estes pontos em mim.

Quando e assim que eu me vejo separada de mim própria e dos outros, ao seguir aquilo que a minha mente me mostra em vez de ver e ouvir aquilo que eu vejo e oiço, eu páro e respiro. Ao estar na mente eu estou separada desta realidade física e isso traz consequências. Por isso, eu dedico-me a ser irresponsável a lidar com a minha mente, a compreender a minha mente, a perceber como é que eu funciono com os outros.

Quando e assim que eu vejo a minha mente a ir em modo "automático" de correria e ideias, eu páro e respiro. Com a respiração, eu dou-me a possibilidade de ver esse pensamento e padrão que existe em mim de me distrair daquilo que é fundamental para mim, e ajudo-me através da escrita a abrir esse ponto em mim própria, sem desculpas da "falta de tempo" ou de outra justificação da mente. Eu comprometo-me a expandir o meu vocabulário, a re-educar-me sobre as palavras, a comunicar em senso comum e me mantenha honesta para com aquilo que é o melhor para todos. 

Eu apercebo-me que tenho esta vida para dar e ser o meu melhor e é neste Processo que eu me foco, logo, sou responsável por cada pensamento que ocorre na minha mente e que potencialmente requer uma mudança para que eu evolua para ser honesta comigo própria. Eu apercebo-me que ao evitar ver os meus próprios padrões e ver os meus pensamentos é ser deliberadamente irresponsável para comigo própria e para com a Vida em mim pois implica que não estou disposta a corrigir-me, quando na realidade este mundo e os seres humanos só têm uma solução: mudarmos para o melhor de quem somos e para o melhor de todos.


Apercebo-me que escrever sobre este ponto me ajudou a abrir novos pontos em mim de auto-motivação para mudar determinadas atitudes e dar-me direção em algumas das minhas decisões que até agora eu havia mantido em stand-bye por não saber como lidar com elas. Não há desculpas para ficar calada dentro de mim. Não há desculpas para eu reagir dentro de mim. Não há desculpas para eu não mudar.


Recomendo:


Living Words - Part 2: Clarity
How do you live the word “clarity”?
What is clarity?
What does it mean to live the word “clarity”?
How can clarity support you in your process of self honesty?



DIA 228: A paranóia da perfeição


Quantos de nós não imaginam e desejam aquilo que seria a vida perfeita, o marido perfeito, a mulher perfeita, os filhos perfeitos, a casa perfeita, o carro perfeito, a viagem perfeita, a carreira perfeita, etc.?
Quantas vezes damos por nós a passar mais tempo nesta nossa mente de imagens perfeitas do que em perceber o que é que está a faltar em nós e na nossa vida para atingirmos o nosso potencial de Vida? Ou será que ninguém pensa sobre isto porque não nos é vendido pelos anúncios de televisão (de facto, nunca se viu um anúncio a promover a auto-reflexão, a auto-correção ou o auto-conhecimento para que cada um saiba resolver os seus próprios problemas - porque isto provava que o consumismo não cura os problemas). No entanto, a industria publicitária faz questão de nos vender imagens de perfeição que são alcançáveis num click ou na sua próxima compra de supermercado!
Pensando bem, é incrível que a mente humana ainda tente justificar as imagens de perfeição como sendo reais, mesmo depois de se saber que os cenários das casas são feitos de cartão, ou que a pele foi retocada no photoshop, ou que aquele casal da telenovela não são um casal na vida real, ou que os diálogos foram escritos por uma equipa e não pelo actor que aparentemente tudo sabe e tem uma confiança invejável!
Não é por acaso que se associa o Euromilhões ou a lotaria a toda esta perfeição - porque de facto, a perfeição vendida pela publicidade, televisão e filmes tem um preço. E daqui eu vejo três saídas:

  1. Passa-se a vida na paranóia de se desejar uma outra vida que está dependente da "sorte" de se acertar nos números e estrelas do euromilhoes. Ora, considerando que a probabilidade de ganhar o euromilhões é 1 em 116,531,800, talvez este seja o número de vezes que andamos a desperdiçar a nossa vida por não tomarmos decisões mais produtivas. Aliás, alguns matemáticos dizem que a probabilidade de ser atingido por um relâmpago é de “apenas” 1 em cada 700,000 – isto significa que é quase 170 vezes mais provável morrer-se antes de se ganhar o euromilhões!*

  1. Passa-se a vida na paranóia de se julgar e comparar a nossa própria vida por não ser igual à dos filmes e das revistas mas acabamos por nos render à ideia que depois da morte haverá o paraíso e que será nessa altura que todos os nossos desejos são oferecidos em troca dos sacrifícios na Terra, sendo que a nossa experiência na Terra traduz-se na polaridade mental de Céu/Terra, perfeição/imperfeição, prazer/sacrifício, sem se considerar que talvez sem estes pensamentos nós seriamos capazes de criar o paraíso na Terra...

  1. Toma-se a decisão de parar de alimentar as imagens da mente com base na realização que as imagens são desfazadas da realidade e não são o melhor para nós pela polaridade e instabilidade que promovem. Este é então o manifesto de que a perfeição da publicidade e dos filmes é uma amostra daquilo que poderia ser o melhor para todos mas que, ao promover o elistismo e a riqueza de uns à custa da pobreza de outros, não se aplica à realidade da igualdade e unidade que existe na Terra. A solução passa então por uma mudança por dentro (nas nossas mentes, naquilo que aceitamos e permitimos como sendo os nossos princípios de vida) e por fora, ao trabalharmos em conjunto por uma sociedade em que os humanos não sejam limitados pela falta de dinheiro, a começar por uma solução prática que garanta um ordenado básico garantido e incondicional para uma vida sã e equilibrada.

Obviamente que no sistema económico actual, com a ajuda do dinheiro estamos todos mais perto daquilo que seria uma perfeição real para todos. Mas considerando que o sistema económico é também uma manifestação da paranóia das mentes dos seres humanos, vamos começar por resolver a nossa mente. A escrita é uma ferramenta essencial para se sair da mente, o perdão-próprio é a ferramenta para se ultrapassar os padrões mentais e a auto-correção é a aplicação de soluções e compromissos nesta realidade física.

Eu perdoo-me por me ter aceite permitido acreditar que as imagens de um casamento perfeito, de um marido perfeito, de uma casa perfeita, de uma família perfeita, do grupo de amigos perfeito, etc. são reais.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que até agora tenho estado a basear as minhas decisões do presente nas imagens de um futuro que só existe na minha mente e que portanto não é real.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar a paranóia pela perfeição das imagens que eu vejo à minha volta nos anúncios, nas revistas ou nos filmes, e ajudo-me a parar quaisquer pensamentos de comparação ou inveja que surgem na minha mente. Eu tomo essa oportunidade para investigar os desejos que eu ainda continuo a alimentar dentro de mim  e começo a perdoar um a um, com determinação de modo a libertar estas ideias que prendem a minha expressão aqui, no presente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar e limitar-me pela ideia de uma carreira ideal que só existe na minha mente e que eu acabo por usar para julgar o meu emprego, que afinal é mais produtivo do que os pensamentos da mente. Eu apercebo-me que a imagem de carreira perfeita é uma forma de evitar ver o sistema como ele é, em que estamos dependentes de um ordenado em troca da nossa actividade profissional, num sistema que  promove a sobrevivência e o medo da perda e que é tudo menos um sistema em prol do desenvolvimento humano para todos.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que ao desejar a perfeição eu estou de facto a participar na outra polaridade que é o medo que o pior aconteça e, assim, crio a minha própria instabilidade ao andar na corda bamba das imagens de desejo e de medo da mente.

Quando e assim que eu me vejo a comparar a minha realidade com a imagem de perfeição da minha mente, eu páro e respiro. Em vez de acreditar nestas imagens como sendo "o meu futuro", eu investigo o que é que estas imagens me mostram, o que é que eu não estou a dar a mim própria actualmente, quais são as polaridades que eu estou a aceitar em mim, quais são os medos que eu estou a criar para mim própria, ver como é que eu estou a criar pressão em mim própria sobre uma perfeição que não passa de uma imagem associada à felicidade material.

Eu comprometo-me a olhar para as imagens e pensamentos da minha mente em senso comum, identificar os padrões de inveja, de medo, de insatisfação, de desigualdade, de superioridade, de inferioridade e não me permito levar estas imagens e pensamentos a peito nem como um falhanço pessoal . Como já vimos anteriormente, estas imagens têm sido manipuladas para haver uma constante insatisfação saciada pelo consumismo e pela energia de uma solução rápida que não é real. Foco-me então em recriar soluções em que a perfeição é aquilo que é o melhor para mim, neste preciso momento, passo a passo, da mesma maneira que me permito ver soluções práticas para se aplicar para o melhor de todos, tal como o Rendimento Básico Garantido.

Quando e assim que eu me vejo a participar na paranóia de pensar que nada na minha realidade bate certo por ser diferente da imagem de perfeição que me "foi vendida" pelos anúncios de televisão e filmes, eu páro e respiro. Eu começo por realizar que cada respiração é aquilo que me permite estar aqui e que não são as imagens da mente que ditam ou limitam a minha existência. Eu realizo que as frases dos filmes são perfeitas devido a todo o trabalho de produção que sustenta os diálogos e que portanto não faz sentido projectar tal "perfeição" na minha vida. Apercebo-me que estar aqui, ciente de mim própria a caminhar o processo de auto-correção é um processo de auto-aperfeiçoamento que envolve dedicação, escrita, disciplina, auto-ajuda, paciência, insistência e honestidade-própria.

  



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DIA 203: De onde vem esta necessidade de me defender? (Ver com os olhos da mente...)


Hoje apercebi-me da sensação  de pânico em  mim quando o meu director me perguntou se tinha feito uma tarefa - Comecei a responder ao email imediatamente, como se a cada minuto crescesse a sensação de injustiça dentro de mim.
Ao mesmo tempo, apercebi-me que estava a participar na frustração por estar a haver uma falta de comunicação entre as pessoas da equipa e por isso acreditei ser a salvadora!
Mas agora pergunto-me: - De onde é que esta necessidade de me defender vem? Se eu fiz aquilo que era suposto fazer, para quê reagir a uma simples pergunta?
Um dos pontos por trás do pânico tem a ver com a ideia/medo que alguém desconfie do meu trabalho e por isso reajo para me afirmar . No entanto, vejo agora que esta reação é inútil porque o próprio medo daquilo que o outro possa pensar do meu trabalho é inútil, especialmente quando em honestidade-própria eu estou ciente que fiz aquilo que havia a fazer.
Esta atitude serve então de redflag para analisar esta necessidade de me afirmar/defender e a ideia que estou a ser acusada ou alvo de uma injustiça, e que mais uma vez este é um indicador que estou a ver a minha realidade pelos olhos da mente. Neste processo dou-me a oportunidade de conhecer aquilo que se passa na minha mente e assim ajudar-me a emendar estes pontos e a criar a minha própria estabilidade incondicional. Amanhã continuarei a analisar as emoções/pensamentos que surgiram daquele episódio e incluir o meu perdão-próprio e plano de correção.

DIA 183: E depois dos julgamentos, vejo o padrão da comparação - dimensão do pensamento


Sugiro que se leia a introdução desta secção em que eu estou a auto-investigar as várias dimensões associadas à experiência dos julgamentos:

Dimensão do pensamento:

Estou num bar trendy em Londres e penso que "há raparigas giras. Eu não sou tao gira como elas mas sou casada". Ou seja, acabo por justificar a comparação sem ver o padrão de polaridade  em que eu me estou a permitir participar (ser menos VS ter mais).

Porque não simplesmente observar e estar um e igual com as pessoas à minha volta? Para quê comparar-me? Para quê julgar? Para quê julgar-me? Para quê entreter a mente e PERDER a expressão da Vida aqui?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido cobrir os julgamentos de inferioridade com a ideia de "pelo menos tenho isto", quase como se fosse um -'toma, toma' a deitar a língua de fora, que é decepção, separação e uma maneira de ignorar o padrão de comparação e inveja.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter resistência a escrever sobre o padrão da inveja por ter vergonha dos meus próprios padrões, sem ver que ao esconder estes padrões de mim própria eu estou a aceitar limitar-me com estes padrões! Ao ver aquilo que se passa na minha mente, vou-me permitir estar a tenta ao padrão e AGIR pro activamente em viver a decisão de mudar a relação comigo própria para começar a viver em plena transparência comigo própria e confiança no meu processo de mudança.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido olhar à minha volta sem qualquer julgamento sobre aquilo que eu vejo e sem qualquer polaridade. Apercebo-me que a primeira polaridade começa por pensar que as outras pessoas são uma coisa e que eu sou o oposto disso, sem me permitir ver aquilo que somos/temos  em COMUM, como por exemplo o facto de estarmos TODOS, AQUI, AGORA.

Eu perdoo-me por nao me ter aceite e permitido ver/reconhecer que os julgamentos que eu tenho dos outros têm sempre a ver comigo e coisas que eu não me estou a permitir ver/criar em mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido associar o bar de Londres a um local de beleza feminina e "trendy" e assim estar a criar separação com o local e acreditar que estes lugares não são para mim depois de um dia de cansaço e de trabalho.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me pelas roupas que eu tenho vestida e julgar as roupas como não sendo adequadas para o bar trendy!

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na vulnerabilidade em relação à mente e participar em cada julgamento, ideia e desejo da mente, que em honestidade própria eu realizo que este é um mecanismo da mente/um escape para não me enfrentar e viver a decisão de parar a insegurança da mente e criar a minha estabilidade de dentro para fora, independentemente de onde eu estou, com quem eu estou, daquilo que tenho vestido ou daquilo que eu faço.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar as mulheres como bonitas ou feias baseadas no estilo que aparentam e assim participar na imagem da mente que não me permite conhecer as pessoas (eu!) realmente e estar um e igual com elas (comigo).

Curiosamente, à medida que fui escrevendo o perdão próprio vê-se que comecei por perdoar os julgamentos em relação aos outros e gradualmente comecei a focar-me em mim (por exemplo toquei no ponto do conflito em relação às roupas que eu tenho vestida). Isto mostra que cada ponto tem várias camadas e que, ao tirar as de cima, começo a ver o que eu tenho acumulado em mim e que tenho literalmente escondido de mim própria. Através da escrita é possível trazer estes pontos em tempo-real e andar cada pensamento desonesto, cada ponto de separação, cada definição e ver com os nossos próprios olhos a maldade que fazemos a nós próprios nas nossas próprias mentes.

Quando e assim que eu me vejo a pensar que a outra pessoa é mais do que eu (quer seja o "mais bonita", "mais artística", "mais inteligente", "mais interessante") eu páro as comparações da mente e respiro. Eu dou espaço a mim própria para me estabelecer "fora do filtro da mente" e permito-me olhar à minha volta sem julgamentos da mente. Eu comprometo-me a auto-investigar a admiração que eu tenho pela personalidade que a(s) outra(s) pessoa(s) representam. Comprometo-me também a ver o que é que eu me estou a ver separada de determinadas qualidade, de forma a começar a fazer aquilo que até agora só associava a ser feito pelos outros!

Quando e assim que eu me vejo a limitar a minha expressão com base nas associações que eu dou sobre "como é que este sítio é" (exemplo: bar trendy)  e "como é que as pessoas se devem comportar" (fashion e extravagantes), eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estes pensamentos são a minha própria limitação e que posso então usar estas ideias para ver a prisão que eu tenho criado em mim e à minha volta. Comprometo-me então a estar um e igual com o sítio e com as pessoas, a estar estável dentro de mim incondicionalmente do local ou com quem eu estou, em plena auto-confiança, direção própria, sem querer parecer mais nem menos, sem querer agradar os outros nem definir os outros.

Eu comprometo-me a parar o pensamento/cadeia de pensamento que vejo surgir no momento em relação ao ambiente/pessoas à minha volta e RESPIRO. Eu procuro ver qual foi o pensamento que despoletou uma determinada personalidade, ou que desejos existem em mim e que eu me estou a dis-trair de mim. Eu apercebo-me que as definições da mente funcionam como uma limitação porque não me deixam ver para além daquilo que é superficial e por isso eu não me estou a permitir auto-investigar, descobrir e resolver em mim estas personalidades. Dedico-me então a estar atenta à dimensão do pensamento e a não tomá-los como pessoais - é um espelho de padrões que me mostra aquilo que eu posso corrigir em mim.

Quando e assim que eu me vejo a querer agir para querer controlar o pensamento que a outra pessoa possa ter sobre mim, eu páro e respiro. Apercebo-me agora da prisão que eu estou a criar para mim própria porque fui eu quem criei o pensamento em mim e que depois acreditei ser real porque projectei-o numa pessoa. Realizo então que as personalidades não são reais e que estas são criadas/alimentadas na minha mente se eu assim o permitir/aceitar.

Apercebo-me agora também que todas as personalidades que eu vejo e julgo à minha volta são pontos que eu posso verificar dentro de mim e ajudar-me a parar estas personalidades para me criar como o exemplo para mim própria.



DIA 171: Carreira profissional: pressão, limitação ou EXPANSÃO?


Novos pontos relacionados com o apego a uma ideia de carreira profissional ficaram mais claros depois de ter feito este vlog e me ter aberto comigo própria.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar e acreditar que tenho de "voltar às origens" em relação à carreira profissional que um dia idealizei para mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que "estava no bom caminho" quando comecei a usar fato de executiva.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido abraçar áreas profissionais que eu excluí à partida porque não correspondiam à imagem de sucesso que eu idealizei para mim e para os outros.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que eu julgo as pessoas pela carreira profissional que têm em vez de conhecê-las por quem elas realmente são.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar esconder-me de mim por trás de uma carreira profissional, em vez de criar a minha carreira à medida que eu caminho a minha carreira.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar uma pressão dentro de mim mesma com a ideia daquilo que eu tenho/devo fazer no futuro, em vez de tomar decisões aqui por mim e vivê-las de facto.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido limitar a minha expansão ao procurar corresponder com uma imagem que só eu criei para mim própria mas que só tem em conta o meu interesse-próprio porque não é baseada nos princípios de igualdade e de fazer parte da mudança que eu quero ver neste mundo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que alguém separado de mim sabe melhor aquilo que é o melhor para mim em termos profissionais do que eu para mim própria - apercebo-me que esta tem sido uma projeção da separação que eu tenho permitido em mim.

Eu comprometo-me a dedicar-me a tudo o que eu faço sem participar nos julgamentos da mente baseados na imagem e ideia de sucesso profissional, quando afinal são apenas imagens que servem de distração e de auto-sabotagem. Apercebo-me que a minha expansão pessoal não é limitada pela minha actividade profissional - afinal, eu apercebo-me que me posso dar e criar a oportunidade de me expandir com a minha actividade profissional!
Quando e assim que eu me vejo a projectar nos outros manifestações de interesse próprio e medo associados à necessidade de uma carreira profissional no sistema, eu páro e respiro.Eu apercebo-me que o sistema de interesse-próprio só existe à minha volta porque eu também participo nele. Comprometo-me então a ver como é que eu posso direcionar aquilo que eu faço para aplicar em algo que seja o melhor para todos e que posso contribuir para uma mudança de hábitos. Realizo também que ao fazer algo novo que inicialmente havia bloqueado essa hipótese estou a criar-me fora do programa da mente e que é essencial estar ciente de mim a cada momento e a cada respiração para garantir que cuido bem de mim.
Quando e assim que eu me vejo a entrar no padrão de desvalorizar aquilo que eu faço somente porque não corresponde à valorização de carreira x e y na sociedade, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que sou eu quem está a permitir participar nesta auto-desvalorização sem ver que o senso comum do nosso valor real é a Vida aqui e que todos temos em comum nesta realidade física. Dedico-me então a parar a sabotagem da mente sobre a minha vida e, passo a passo, dedico-me criar-me como a solução para mim própria em tempo-real e consistência e aperfeiçoar como ser-humano através de todas as minhas actividades do sistema profissional.
Quando e assim que eu me vejo a valorizar-me a mim e aos outros com base no salário que este sistema económico dita, eu páro, eu respiro e dou-me a possibilidade de parar de julgar-me a mim e aos outros como inferiores ou superiores conforme o seu valor monetário e a imagem que essa carreira tem sido promovida.
Foco-me então naquilo que eu estou a fazer aqui e agora, a dar e ser o meu melhor sem me limitar com as ideias/medos/insegurança/esperança nem comparações da mente. Eu sou um e igual à carreira profissional / actividade profissional no sistema, logo, eu aproveito para trabalhar estes pontos de separação que eu tenho permitido existir em mim mesma, para começar a abraçar aquilo que eu faço em plena estabilidade própria e dar-me direção para que a minha expressão/expansão de capacidades sejam aplicadas em senso comum e com resultados que sejam o melhor para todos.


DIA 152: Não permitir ser controlada... Pela mente dos outros?


Se eu não posso confiar na minha própria mente, como é que ainda me permito confiar na mente dos outros?
Até agora ainda não tinha dado um nome a este fenómeno de influência mental, mas tornou-se claro que se trata de permitir ser controlada pela conversa da mente dos outros e que ecoa na minha.

Apercebo-me que aquilo que me é dito pelos outros torna-se numa semente de pensamentos que eu adopto como meus, sem ver que na realidade estou a permitir ser controlada por toda esta conversa da mente tal e qual uma esponja que absorve aquilo que ouve, vê e aceita. Estou neste momento a investigar a origem desta influencia que eu tenho aceite como sendo normal, sem ver no entanto que estou a permitir-me ser controlada pela instabilidade típica da mente humana. O facto de ser a filha mais nova implicou ter como referência pessoas mais velhas e acreditar/confiar que estas estavam sempre certas e, consequentemente, eu estaria confiante ao segui-las. Recentemente vi este padrão manifestar-se na minha vida, mas desta vez num cenário diferente e sem qualquer laço familiar, embora se mantivesse a diferença da idade. De um momento para o outro, adoptei a opinião do outro como sendo a minha.
Durante este processo, não me apercebi como eu estava a participar no problema em vez de ser a solução - como se me tivesse juntado à causa como mais uma vítima, a queixar-me e a entregar-me à sensação de inferioridade. Passado alguns dias a reflectir e a escrever sobre este controlo mental, eu apercebo-me que esta sensação de injustiça e a vontade de "largar tudo" em tom de amuo tiveram como ponto de partida o estímulo de mudar o sistema e, ao mesmo tempo, a sensação de vergonha por não o ter conseguido, tal e qual expectativas da mente que não foram correspondidas na vida real.
Ou seja, no final de contas a minha vontade de mudar as coisas não vinha de dentro para fora, mas de fora para dentro, pela vontade de querer ser bem vista pelos outros e ser reconhecida. A verdade é que é inútil querer ser reconhecida pelos outros sem primeiro me conhecer a mim própria e Ser quem eu realmente quero ser, livre de julgamentos, de ideias, de crenças, de expectativas e de condições que eu impus para mim própria como se a mim me encostasse à parede. 

Ilustração de Scott Cook