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Dia: 259: O Peso Dos Julgamentos e da Imagem: Ser Em Vez de Parecer


Hoje depois do meu Periscope apercebi-me de uma limitação mental de julgamentos próprios com base na minha imagem: o aspeto do meu cabelo, a minha cara, os meus olhos, olheiras, os meus óculos e os meus dentes. Estes julgamentos-próprios aparentemente banais e comuns a muitas mulheres têm um impacto maior do que eu possa imaginar, porque ao prender-me a estas criticas que tenho de mim própria estou a petrificar a minha ação e a minha capacidade criativa. Se eu tivesse dado ouvidos à minha mente esta manhã eu não teria feito o Periscope e teria adiado uma vez mais a minha partilha incondicional com o Mundo.

Porque é que ainda permito que os julgamentos da mente controlem as minhas decisõe? E de onde é que vêm estas ideas de como eu devo ou não devo ser e agir?

O meu ponto de partida para fazer vlogs, videos no Periscope e até mesmo publicar fotos no Instagram é o de partilhar o meu processo de descoberta pessoal, de crescimento, e o de ajudar pessoas que passam por situações semellhantes e que também procuram mehorar as suas vidas. Ao ajudar-me a perceber as relações que eu criei comigo, com o meu corpo e com o mundo à minha volta estou a permitir-me mudar-me para desenvolver o meu potencial máximo enquanto ser humano.

Relativamente às imagens da mente, estou ciente que estas são influenciadas pelas imagens que vejo passar na TV, em filmes, séries, e também em fotos e vídeos de outros vloggers. Acabo por me limitar ao pensar que se eu for diferente dessas imagens então serei criticada e julgada pelas pessoas. Mas no entanto, eu vejo também que eu só penso nestes julgamentos porque eles existem primeiramente dentro de mim mesma! Se eu não julgásse o meu cabelo, então eu nem sequer projectaria este pensamento para a outras pessoas (aquilo que eu penso que outras pessoas pensam e dizem sobre mim). Se estes julgamentos existem dentro de mim mesma então não são os outros que me julgam porque sou eu que já estou a fazer isso em mim - e esta separação é inaceitável porque esta sou eu, este é o meu corpo, esta é a minha vida. Não tenho outra e não preciso de outra porque eu estou aqui agora e é nesta vida que eu crio o melhor de mim e o melhor para mim.

Por isso, tenho de primeiro perceber que estas ideias não vêm dos outros e que eu sou responsável por parar os julgamentos-próprios. No fim de contas, eu tenho o potencial de Ser (e não pareCer) a cada momento, cada expressão, cada estilo, e em cada palavra que eu expresso. Se houver outras palavras que eu quero viver para mim própria, por exemplo confiança, concentração, assertividade, então sou eu que tenho de me mudar e aplicar estas palavras naquilo que eu faço. Quando me distraio em pensamentos e julgamentos da mente é um indicador de uma ideia que ainda me defino e que me agarro para querer parecer algo ou alguém para ser aceite pelos outros - embora ao fazer isso estou a mentir-me a mim mesma (e aos outros)!

Em vez de me puxar para trás e evitar fazer vídeos ou fotografias, eu decido investigar o julgamento e re-estabelecer a relação que tenho comigo mesma e em vez de me rejeitar/julgar, eu abraço-me e eu perdoo-me.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido olhar para mim através da mente dos julgamentos próprios.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar o meu cabelo por estar diferente do cabelo de outras pessoas que eu vejo a fazer vlogs ou Periscopes.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido jugar-me como sendo menos interessante por estar com óculos.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido projectar os meus julgamentos para os outros e pensar que outras pessoas estão a ter estes pensamentos sobre mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar e acreditar que os julgamentos próprios são reais.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar os meus dentes como não sendo direitos e brancos o suficiente com base na ideia do que é uma boca perfeita.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido evitar mostrar a minha cara com base na ideia de que eu não estou arranjada para a câmara, com maquilhagem e lentes de contacto.
Eu perdoo-me por me estar a permitir e aceitar criticar a minha imagem com base em imagens de outras pessoas que eu uso como referência de beleza e de aceitação. Eu apercebo-me que esta aceitação e julgamentos dos outros tem a ver com os julgamentos que eu ainda me permito ter de mim própria e que são inaceitáveis.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido disTRAIR-me com os julgamentos próprios e com isso separar-me do meu corpo e das palavras que eu estou a dizer.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar estável ao ver a minha cara no vídeo, em vez de criticar a minha imagem e pensar que estas ideias sobre aquilo que eu devia parecer são reais.

Vejo que esta ideia de corresponder a uma imagem é de facto uma forma de me esconder de mim própria e de suprimir ideias que eu ainda tenho contra mim em vez de me descobrir na minha totalidade e corrigir a relação que tenho comigo própria para que seja de apoio incondicional, de amor-próprio, de auto-ajuda e de realmente viver quem eu sou.

Eu apercebo-me que estas imagens são personalidades que eu não quero nem preciso para mim própria porque não são o melhor para mim.

Por isso, quando e assim que eu me vejo a querer vestir, arranjar, maquilhar ou agir para parecer alguém ou alguma personalidade, eu páro e respiro. Ao respirar e acalmar a mente eu vejo que esta pressão que eu coloco em cima de mim não é real e que quem eu sou no meu todo é quem eu quero ser com as outras pessoas - o verdadeiro Eu que me estou a recriar na minha honestidade própria.

Apercebo-me também que as personalidades são máscaras temporárias. Em vez disso, eu comprometo-me a viver as palavras da auto-confiança, estabilidade, independência, movimento e amor-próprio em cada coisa que eu faça, incluindo nos meus vídeos, fotos e blogues.

Quando e assim que eu me vejo a julgar como sendo inferior ou menos capaz quando estou com óculos, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que este julgamento não é real e que eu sou a mesma pessoa com óculos ou com lentes de contacto.

Quando e assim que eu me vejo a querer usar maquilhagem para querer ser respeitada ou vista como mais interessante, eu páro e respiro.

Em honestidade própria eu apercebo-me que este ponto de partida é uma forma de esconder-me de mim própria. Em vez disso, eu comprometo-me a parar de julgar as minhas olheiras, borbulhas ou a cor pálida sem bronze, e dedico-me a investigar a origem das olheiras e das borbulhas para mudar os meus hábitos que estejam a provocar esta reação na minha pele. Quanto ao bronze (ou à falta dele), eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que o bronze de verão é indicador de saúde e de vitalidade. Eu apercebo-me que a minha saúde e vitalidade não estão dependentes do sol e vejo também que o bronze tem a ver com a ideia de beleza e vitalidade que quero que outros tenham de mim.

Quando e assim que eu me vejo a participar na polaridade de querer ser vista como bonita/aceite pelos outros quando estou com maquilhagem e arranjada como uma modelo, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que ao participar na polaridade do positivo estou também a criar a polaridade do negativo quando não estou vestida, maquilhada ou arranjada de uma maneira que é promovida nas revistas e TV.

Vejo então que o que quer que eu decida fazer, ou como eu me decida arranjar, com óculos ou sem óculos, com maquilhagem ou sem maquilhagem, ou com uma determinada roupa tudo isto é uma decisão que eu tomo por mim e para mim, como uma expressão minha. Finalmente, eu comprometo-me a viver as palavras de auto-confiança, honestidade-própria, estabilidade, amor-próprio, autenticidade e auto-criação em tudo aquilo que eu faço e naquilo que eu digo, e é esta a imagem que eu projecto para o mundo como o meu exemplo para ajudar outros a fazerem o mesmo por si.


Eu comprometo-me a ser um e igual com o meu corpo, sem me julgar como superior ou inferior consoante o que eu visto, ou como tenho o cabelo, com ou sem maquilhagem, com ou sem óculos. Eu comprometo-me a ser um e igual com o meu corpo e por isso usar a relação com o meu corpo como uma referência da relação que tenho comigo própria. Ao estar ciente disto, eu comprometo-me então a parar a mente de ideias pre-feitas e a recriar a minha relação comigo própria tendo como ponto de partida o amor-próprio, o bem-estar físico e a minha estabilidade-própria.


DIA 248: Presa a opiniões




Estou a partilhar um ponto que estou neste momento a investigar em mim própria. Durante estes últimos meses tenho continuado a caminhar no meu processo pessoal de ver quem é que eu me tornei e a ajudar-me a redescobrir maneiras de mudar a minha relação comigo própria. Isto é possível ao estar ciente de mim e ao perceber as consequências que eu tenho criado para mim própria. Tenho publicado mais artigos no meu blog em Inglês embora continue a escrever em Português. Irei publicar algumas das minhas notas que me parecem ser relevantes para vocês que também andam este processo.


Relativamente ao tópico das opiniões, sugiro que leiam os seguintes artigos escritos em Inglês pela Sunette Spies: DAY 445: How did a Factual World become infected with Opinions? 

Apercebo-me como alguns dos meus juízos de valor não tiveram a ver com a minha experiência mas pela reação que eu vi nos outros: quantos alimentos eu pensava que não gostava somente pelo aspecto deles ou porque sabia de alguém que não gostava também?

A noite passada estive a investigar em mim alguns pontos e fiz o perdão próprio em voz-alta em tempo-real: perdoava os pensamentos que vinham e foquei-me em lidar com aqueles pontos no momento. Disse também os meus compromissos de auto-correção em voz-alta e depois escrevi algumas frases que me ajudaram a esclarecer o ponto das opiniões e, por sua vez, a falta de confiança própria e, finalmente, o ponto de ter resistência em lidar comigo própria/a minha própria mente em honestidade-própria.
Partilho aqui no meu blog os ponto-chave que te poderão ajudar na tua própria auto-investigação.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido levar a peito a reação da outra pessoa sobre qualquer coisa que eu estou a fazer. Apercebo-me que me entreti com esta energia/crença de "estou a a fazer alguma coisa de errado" em vez de realmente investigar a minha definição de errado sobre aquilo que eu estou a fazer, investigar a minha relação em relação a essa ação e os medos de ser "descoberta" derivados do meu julgamento sobre aquilo que eu faço.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido mudar aquilo que eu estou a fazer consoante a reação dos outros à minha volta, em vez de confiar em mim própria e naquilo que eu faço e me permitir continuar estável independentemente das opiniões dos outros.

Quando e assim que eu me vejo a desconfiar daquilo que eu própria decidi fazer, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a ser /viver a minha decisão e usar esta oportunidade para investigar de onde é que o julgamento sobre essa específica ação vem. Eu apercebo-me que sou responsável por cada e todas as ideias que me passam pela mente e que sou também responsável por aceitar as opiniões dos outros como minhas.

Quando  e assim que eu me vejo a repetir uma memória de um evento na minha mente, eu páro e respiro. Eu vejo agora que esta memória foi registada como um julgamento próprio e como sendo errado sem nunca até agora me questionar sobre este juízo de valor. Apercebo-me que comprometi a minha decisão e honestidade-própria em detrimento da aceitação pela outra pessoa.

Apercebo-me que os julgamentos que eu criei daquilo que eu faço são inclusive cópias de reações que eu vi nos outros e que associei serem a regra/a definição, sem ver que estava a criar uma luta dentro de mim entre aquilo que eu acredito que devia ser (baseado na imagem e na ideia de perfeição "vendida" pelos outros e pelos media) e aquilo que eu realmente faço, sem nunca verificar em mim própria se eu estava satisfeita comigo própria, se estes conflitos internos faziam sentido e sem me permitir aceitar aquilo que eu faço como sendo eu, sem medo de ser julgada nem ter vergonha de mim própria.


Ilustração por Rozelle de Lange


DIA 244: Nada a esconder


Quando há alguma coisa que eu hesito em partilhar ou até mesmo a pensar nisso, é um indicador que estou a esconder algo de mim própria. Vejo que há determinadas coisas que não são faladas abertamente porque de alguma forma, durante o nosso crescimento e educação, fomos "ensinados" a não falar disso, ou simplesmente nunca considerámos perguntar-nos de onde é que vem a nossa própria limitação. Obviamente, há certas coisas ou problemas que não adiantam partilhar com os outros porque primeiramente tem de haver um entendimento sobre si próprio e, no final de contas, cada um só se pode ajudar a si mesmo.

Dei por mim recentemente a preencher um formulário da junta de freguesia local (aqui em Londres é o Council) e tive a memória de um amigo meu a ter resistência em partilhar este tipo de informação. Ele tinha as razões (justificações) dele. Perguntei-me então quais seriam as razões para eu não ser transparente e verdadeira nos meus dados pessoais e porque razão haveria eu querer esconder-me de mim própria, visto que se trata dos meus direitos como residente ter uma voz nas decisões locais. Curiosamente, apercebi-me que ao exigir transparência de mim própria então não há qualquer reacção quando os outros (neste caso o Council) exige transparência de mim. Naquele momento de reflexão, apercebi-me que uma das razões pela qual não se quer desvendar os detalhes pessoais é o medo de se ser perseguido por alguma conta que não tenha sido paga, por exemplo. Ou seja, voltamos à questão do dinheiro que nos mantém separados uns dos outros, no entanto, ao ver que eu própria estava a criar esta ansiedade em mim, tomei esta oportunidade para reformular os meus pagamentos, garantir que estava tudo em ordem e tomar responsabilidade pelas minhas obrigações como cidadã.

Depois de ter resolvido este ponto/medo em mim, comecei então a ver que outros temas ou assunto ainda são tabus em mim e sobre os quais eu evito ainda escrever e que eu projecto no meu futuro. A minha mente mostra-me então o medo de ser notícia de jornal e de estar numa posição de ataque pelos media,o que ultimamente é o medo de ser excluída e gozada. De onde é que vem este medo? Este medo foi criado em mim muito provavelmente pela influência dos próprios telejornais e da maneira como as pessoas se permitem tratar e remexer nas vidas das pessoas para criar histórias em nome dos ratings de audiências. Também vejo a ideia de querer ser parte do grupo da escola para me sentir "protegida" dos "outros". Mas acima de tudo, este medo da mente tocou no ponto de eu garantir que me conheço a 100% e que estou estável em mim em relação a tudo aquilo que eu sou, sem nenhuma agenda de medo ou de vergonha de mim própria, ou uma imagem que não seja a minha honestidade própria e o meu próprio exemplo. Assim, independentemente do brainwashing que possa haver, eu mantenho-me estável incondicionalmente, porque não há razão e não há tempo a perder com os medos, paranóias e julgamentos da mente. Ao ser honesta comigo própria eu garanto que sou honesta com os outros e naquilo que eu faço.


Quando se entra no rodopio da mente, há duas hipóteses: ou se mantém a desonestidade própria e "vive-se" na paranóia da mente até à morte (o que não é recomendado) ou se começa o processo de honestidade-própria, responsabilidade própria e de correção. Quando eu me refiro à correção, esta é essencialmente pararmos os pensamentos que temos de nós próprios, as conversas mentais que permitimos ter, os ressentimentos, os arrependimentos, as ideias e os medos que condicionam e limitam a nossa ação. Conhecermo-nos a nós próprios sem nada a esconder de nós mesmos é a única maneira de mudarmos aquilo que aceitamos ser e assim recriarmos o nosso presente e futuro, de modo a não repetirmos os padrões manifestados no passado. O Perdão-Próprio é sem dúvida das melhores coisas que podemos dar a nós mesmos, neste processo de auto-conhecimento e mudança para uma melhor versão de nós mesmos e da nossa própria Vida.



DIA 218: A mente secreta que se abre aos poucos: caixa de Pandora

É brutal conseguir finalmente ver certos eventos da minha vida com mais clareza. Muitos dos eventos eram de tal modo emocionais e sentimentais que nem sequer conseguia escrever sobre eles, como se houvesse um bloqueio de medo de abrir a "caixa da Pandora" que é o baú da mente. Ao trabalhar em mim os pontos da ansiedade e das emoções, é como se estivesse a tirar camadas de pó que me permitem ver o que está a surgir à superfície, mas desta vez com outros olhos. Tenho igualmente de treinar os meus olhos/mente para não ver as coisas com as lentes "sujas" das emoções, mas de  modo a conseguir ver realmente os padrões em mim e ver soluções.

2006 - Pandora Box for Rajasinga (Tremor)
Recentemente prometi a mim própria que a partir de agora, em cada artigo, irei incluir frases de perdão-próprio. Isto porque me apercebi como é fácil manipular um texto, mas que contrariamente não se consegue manipular o perdão-próprio. E claro que isto é para o meu/nosso próprio bem porque, mais do que manipular os "outros", eu estaria a enganar-me a mim própria.
Por isso hoje vou escrever o perdão-próprio sobre a minha participação na ansiedade, principalmente em momentos em que estou a fazer uma actividade nova e por isso não tenho uma referência para me "agarrar".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a ansiedade de fazer uma coisa pela primeira vez ou ir a um lugar novo é real, como se a minha experiência fosse maior quanto mais emoção eu associar a esse momento. Nisto eu vejo como facilmente me deixo controlar pelo ambiente à minha volta, como se devesse submeter à "falta de experiência" em vez de aplicar a cada momento o princípio de fazer aquilo que é o melhor para mim, aplicar-me a 100% e focar-me naquilo que eu faço independentemente de ser a primeira ou a última vez a fazê-lo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido confiar em mim e confiar naquilo que eu faço incondicionalmente. Ou seja, quando e assim que eu me vejo a justificar a ansiedade em mim com a ideia de "eu nunca estive neste sítio", "eu nunca fiz isto", eu páro e respiro. Independentemente do lugar ou tempo, eu sou sempre eu Aqui; eu posso ser a decisão de confiar em mim; eu posso e devo aplicar-me naquilo que eu faço para garantir que as minhas ações reflectem a estabilidade que eu crio em mim própria. Por isso, eu comprometo-me a parar a ansiedade da mente e as imagens da minha mente, e decido focar-me na ação real e naquilo que eu posso fazer para criar um ambiente que me apoie a ser/fazer o melhor que me é possível.

Quando e assim que eu me vejo a "prender-me" e "agarrar-me" a memórias ou a imagens na minha mente baseadas em eventos que ocorreram a outras pessoas, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este agarrar às memórias é baseado em medo de cair, como se as memórias fossem uma bóia  à volta da minha barriga que me salva de afogar. No entanto, vejo que este medo é baseado na ideia de que a mesma situação se vai repetir então eu acredito que tenho de me defender - ou seja, esta aparente solução não resolve o problema de facto, mas prolonga as ideias e os medos como se estes fossem reais!
Por isso, eu comprometo-me a escrever sobre as memórias que me possam surgir e comprometo-me a perceber, através do perdão-próprio e da escrita dedicada ao meu processo, de onde é que a memória surge e porquê neste momento. Comprometo-me a escrever o perdão-próprio regularmente e diariamente de modo a criar uma relação de plena confiança, abertura comigo própria e com o intuito de estar preparada para mudar da próxima vez que eu me depare com o mesmo padrão.
Eu apercebo-me que ter segredos comigo própria é uma estupidez ... Comprometo-me também a olhar para os pontos da minha vida sem qualquer julgamento de certo e errado, mas procura antes ver os pontos de honestidade e de desonestidade própria na relação comigo própria.
Comprometo-me também a aceitar os eventos do passado da minha vida como sendo aquilo que são: imagens da mente que por alguma razão eu dei uma valor/apego emocional que me prendeu a tal memória. Ao desvendar o mistério de medo/emoção por trás das memórias, eu comprometo-me a investigar os meus padrões e a recriar uma relação de cooperação e aperfeiçoamento comigo própria.

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência para estar concentrada, a respirar e a estar presente estável dentro de mim, eu páro e respiro - dou-me tempo para perceber o que me está a distrair e para onde é que eu estou a desejar ir, em vez de viver a minha decisão de fazer aquilo que eu estou a fazer. Neste sentido, realizo a importância e a ajuda que é a de planear o meu tempo de forma a dedicar-me às prioridades, assim como dar-me tempo para expandir noutras áreas de lazer/divertimento/criatividade sem participar na sabotagem da culpa, e a não desejar estar a fazer aquilo que eu não estou a fazer.

Mais uma vez, a mente serve de indicador sobre aquilo que está à tona para ser resolvido. Quanto mais me aplicar ao meu processo de auto-conhecimento e de auto-realização, mais eficaz serei a aplicar as soluções para mim própria.


DIA 206: Ser dura comigo própria


Hoje enfrentei a minha própria rigidez. Ou melhor, tenho enfrentado este programa da mente mas só hoje é que o vi - e ao ver o quão dura eu sou comigo própria, chorei. E comecei a perdoar-me em voz alta. Chorei ainda mais. Cada palavra que dizia era como se furasse este padrão composto pelos meus auto-julgamentos - havia uma resistência em continuar as frases do meu perdão próprio porque nunca o tinha feito sobre este ponto desta maneira. Até agora tenho obedecido aos julgamentos da mente e nem me atrevia a ir para lá daquilo que a minha mente "deixava". Ou seja, podia ter ficado toda a minha vida presa a esta mente auto destruidora em que eu me tornei. Mesmo vendo este padrão, sei por experiência própria que não significa que esteja curada, porque a tendência será para voltar a dar ouvidos à conversa da minha mente, à insegurança e ao medo de errar. Por isso este processo é um processo: não se muda da noite para o dia, mas muda-se com muitas noites e muitos dias a recriar a minha auto-confiança, passo a passo, palavra a palavra, a tomar responsabilidade pela minha criação. O potencial de Vida em cada um de nós é como um filho que depende de nós nos primeiros anos de existência.
É chocante e assustador realizar que estes diálogos com auto-julgamentos estão sempre a acontecer mas que só agora os vi claramente. O processo de auto-recriação tem mesmo de envolver uma prática constante de escrita, de abertura comigo própria, de auto-realização, de auto-perdão, de aplicação no dia-a-dia. A auto-confiança começa por aceitar que este é o meu processo e que não tenho de copiar as vidas dos outros. Aliás, todas as comparações são mais uma distração da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na luta de julgamentos que corre pela minha mente, que é uma forma de separação dentro de mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido confiar na mente/julgamentos/medos separados de mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que eu sou estes julgamentos/pensamentos da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter resistência e vergonha de me perdoar em voz alta, que eu vejo ser uma resistência para me auto-ajudar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser dura comigo própria e pensar que não me mereço ajudar mesmo tendo as ferramentas para o fazer.

Quando e assim que eu me vejo a ter julgamentos na minha mente sobre aquilo que eu digo ou faço, eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a julgar o perdão próprio como imagino que os outros julgam o perdão próprio, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que sou eu quem estou a sabotar o meu processo e a sabotar esta oportunidade de me ajudar. Apercebo-me que ao pensar que os julgamentos são dos outros eu estou de facto a evitar tomar responsabilidade pelos meus próprios pensamentos e finalmente mudar/parar os julgamentos.
Quando e assim que eu me vejo a dialogar na minha mente como se houvesse algo/alguém separado de mim a decidir por mim, eu páro e respiro. Eu sou um e igual com todas as partes do meu corpo e a respiração assiste-me a estabilizar-me.
Quando e assim que eu me julgo (negativa ou positivamente) eu páro e respiro. Eu comprometo-me a parar de existir na polaridade e separação da mente que são manifestadas nos julgamentos. Eu realizo que estou a puxar-me para trás com medo e por isso é da minha responsabilidade dedicar-me a ultrapassar os julgamentos/perceber os medos e decidir por mim quem eu sou e quem eu me torno. Eu realizo que cada julgamento é prova que ainda sou dura comigo própria e que esta atitude é um acto violento contra mim e é uma limitação contra a minha expansão e expressão de/como Vida. Eu comprometo-me a confiar em mim como Vida no meu processo de renascer como Vida.



DIA 198: O que eu permito acumular em mim


Hoje vi/enfrentei a consequência de manter o backchat da mente activo, ou seja, alimentar as conversas internas da mente que se acumulam em relação a algo ou a alguém e, sem me dar conta, começaram a ser trazidas cá para fora. Revi-me numa situação de "fazer queixinhas", como se tivesse acumulado uma série de experiências e naquele momento estava a contar o meu ponto de vista. O caso em questão é irrelevante porque isto passa-se entre amigos, familiares, casais, conhecidos, colegas e até mesmo desconhecidos. Depois de ter falado com o meu colega sobre a situação que eu andava a acumular em mim, apercebi-me que se tratava de falar nas costas do outro e senti vergonha. É incrivel como a mente passa da polaridade de controlo vs vergonha, em constante entretenimento de auto-julgamentos, em vez de ver o que se passava na minha relação comigo.

Eu pergunto-me: - Porque é que eu não escrevi sobre a situação que me estava a incomodar, para primeiro investigar por mim o problema e escrever as respostas e a solução para mim própria?
Porque é que aceito acumular o backchat em relação ao outro se na realidade é a mim que estou a dificultar o meu processo, pois estou agarrada à mente?
Escrever sobre o backchat iria ajudar-me a ver quais são os julgamentos que eu estou automaticamente a projectar no outro.

No momento em que eu trazia esta história cá para fora, apercebi-me da minha posição de vítima, como se quisesse que o outro me desse razão e me protegesse do "mauzão".
Por breves momentos eu apercebi-me que estava a seguir a mente dos julgamentos e no fim da conversa reparei que aquilo que eu tinha visto tinha sido de facto pontos que eu posso melhorar na minha relação com aquilo que eu faço, com os outros e o as minhas práticas de trabalho. Apercebo-me que não foi responsável da minha parte pôr o backchat cá para fora sem  ter primeiro investigado estes pontos em mim própria, estudar soluções e ver os padrões. E são estes os padrões que eu tenho aceite e permitido na minha vida são os padrões que têm condicionado a minha vida, caso contrário não tinha levado a peito relação com o meu colega.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser motivada pelo desejo de atenção e por isso querer partilhar o backchat como uma vítima, em  vez de dar-me direção e recriar um plano para resolver esta relação comigo (projectada no outro).

Nisto, eu comprometo-me a escrever sobre o backchat quando eu vejo a acumular-se em mim e a perdoar os julgamentos da mente que eu ainda alimento ou acumulo em relação a algo ou alguém. Eu apercebo-me que a  minha estabilidade é incondicional e que, ao ver estes padrões através da minha relação com o outro, pode funcionar como um espelho para eu perceber as personalidades/pensamentos/ideias que eu permiti acumular em mim e que portanto eu sou responsável por corrigir em mim.