Mostrar mensagens com a etiqueta ideias fixas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ideias fixas. Mostrar todas as mensagens

DIA 255: Desconstruir a IDEIAlogia: a família não tem de ser o exemplo a seguir


Comecei a julgar-me pela minha apatia em relaçao às pessoas à minha volta, porque nāo intervi quando as vi reagir ou a serem desonestas com elas proprias. Vejo agora que pouco ou nada se pode fazer pelos outros para ajuda-los a nāo ser eu manter-me estável em mim e agir em mim, sem ser influenciada pelo que os outros dizem ou fazem. Até agora sempre houve uma tendência para me deixar afectar pelo que os outros dizem ou fazem e para querer "salva-los" das suas proprias mentes mas é impossivel salvar uma pessoa de si própria. Realmente, cada um de nós é o seu próprio inimigo.


Desde que estou em Portugal que me apercebo-me da tendência de culpar os outros pelo que quer que seja - ou sao os emigrantes que sao os culpados pela violencia no país, ou é a mulher que nāo levantou a mesa, ou é o filho que nao sabe onde pôs nāo-sei-o-quê; As pessoas gritam em vez de falarem e quem grita mais alto é rei; O apego mental aos bens materiais é possessivo e emocionalmente destrutivo; a falta de planeamento cria stress; A necessidade de se controlar o que os outros dizem ou fazem é desgastante; O vício da justificaçāo impede ver-se que é possível mudar e fazer as coisas de maneira diferente.


DIA 254: Ficar na cama para evitar o frio lá fora

No artigo anterior apresentei a nova série "Desconstruir a minha IDEIAlogia" relacionada com as ideias que eu criei sobre mim própria e que constituem a minha ideologia de vida praticada até agora. Eu apercebo-me como uma ideia, quando justificada nas nossas próprias mentes com razões que nós próprios criámos, pode condicionar toda a ação ou qualquer tentativa de se mudar de atitude. O problema e a solução começa dentro de nós próprios. Por isso, eu apercebo-me que a desculpa de "estar frio" para não sair da cama é mais uma ideia que eu aceitei como válida na minha mente. Se para uns é o frio, para o outros é a desculpa da ressaca, outros é o conforto, ou ainda a resistência para se enfrentar o dia. Independentemente da justificação, estamos todos a condicionar o nosso dia a partir do momento em que acordamos e damos ouvidos à voz constante da mente, dos desejos, dos medos, das ideias e das emoções. Partilho agora o meu Perdão-Próprio específico para esta resistência para me levantar da cama quando está frio:

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar a sensação de frio e a minha reação ao frio que possa sentir quando saio da cama ou quando saio de casa.

Eu perdoo-me por me permitir e aceitar justificar a minha decisão de não sair da cama ou de não sair de casa com base na ideia de ir ter frio, sem ver que é a mim que eu estou a limitar a minha ação e expressão com um pensamento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ficar a imaginar o momento seguinte em vez de viver a decisão de me levantar e de sair da cama sem permitir que as ideias me congelem a ação.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar ir para uma cidade mais quente para evitar enfrentar a minha relação com o frio; no entanto, como eu já percebi, este é um padrão que existe em mim e que se manifesta noutras situações. Logo, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir e limitar pelas ideias que eu criei sobre quem eu sou e por acreditar que esta ideologia é quem/como eu devo agir.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que não sou capaz de andar descalça ou de apanhar frio sem reagir com medo de ficar constipada ou com energia de choque, quando na realidade eu não preciso de participar nesta ideia que eu criei e alimentei para mim própria.

Eu comprometo-me a estabilizar o meu corpo através do perdão próprio em momentos em que eu vou lidar com o ponto do medo de sentir frio. Eu apercebo-me que o frio é uma sensação física que não requer o apego mental ao medo ou à ideia de que o frio vai ser penoso ou que irei ficar doente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido entreter a minha mente com a antecipação do frio e com a ideia de desconforto em vez de me focar na ação de me vestir rapidamente sem julgar o frio como mau, mas simplesmente sentir a temperatura e agasalhar-me até já não ter frio.

Vejo agora que a solução é clara quando se está fora do "estado mental" de resistência para FINALMENTE dar direção a mim própria:

Quando e assim que eu me vejo a imaginar o momento em que eu saio da cama e a ter frio, eu páro e respiro. O pensamento não é real e portanto não tenho de participar nele; posso e devo tomar a decisão de vestir uma roupa quente e começar o dia com plena força de vontade, sem estar presa a qualquer ideia.

Quando e assim que eu me vejo a pensar "só mais 2 minutos" em snooze, eu páro e respiro. Eu relembro-me que foi a minha decisão na noite anterior de acordar aquela hora e, por isso, eu comprometo-me a respeitar os horários que eu vejo serem o melhor para mim.

Quando e assim que eu me vejo a condicionar a minha expressão corporal por medo de ficar constipada, eu páro e respiro. Vejo pela primeira vez que mesmo antes de apanhar frio já estou a pensar na possibilidade de apanhar um resfriado, em vez de me focar em soluções práticas para me agasalhar, para criar o meu conforto incondicionalmente, fora e dentro da cama, e estar estável dentro de mim para prevenir qualquer fraqueza do meu sistema imunitário.

Eu comprometo-me a ajudar-me a parar os pensamentos/ideias que ditam aquilo que eu devo fazer, comprometo-me a estar presente nas minha ações e a fazer aquilo que é simples senso-comum: viver a decisão de me levantar (e vestir mais qualquer coisa caso esteja frio). Eu abraço a minha responsabilidade de criar a minha realidade e de ser/criar a solução para mim própria - neste caso, de garantir que me dou o conforto físico mas sem participar na paranóia nem limitações da mente.

DIA 191: Saber largar (ideias fixas)




Ainda na onda das discussões, um ponto que surgiu e que estou neste momento a lidar/ultrapassar/aprender é a saber largar ideias fixas. No meu caso, isto tem a ver com uma ideia que eu criei da outra pessoa no momento da discussão e, a partir daí, alimentei uma personalidade que justifiquei com base na memória da discussão. No entanto, ao olhar para o padrão das ideias fixas na minha mente, vejo também que o meu ponto de partida da discussão era baseado numa ideia fixa - mais especificamente, era baseado na imagem de um futuro projectado visualmente na minha mente e, ao ver esta imagem a ser bloqueada por uma força contra a minha vontade, eu própria participei na discussão, como se por dentro gritasse pela imagem que se desvanecia... De certa maneira, tratou-se de um bloqueio mental que eu criei para mim própria e acabei por me permitir amuar. Ainda não tinha tratado deste ponto antes e agora, ao escrever, vejo como podia ter agido de maneira diferente, em vez de dificultar ainda mais a situação. Depois da reação do amuo veio também a vontade de fazer exactamente a outra polaridade, ou seja, deitar tudo ao ar e desistir, ao pensar para mim própria que não valia a pena fazer planos porque era uma perda de tempo... Em senso comum, faço-me ver agora que fazer planos não é o problema: aquilo para o qual eu tenho de estar atenta é o meu ponto de partida para fazer/realizar o plano. Neste exemplo, a razão pela qual eu reagi quando ouvi um "Não" da outra parte foi porque toda a minha construção mental daquele futuro projectado era baseado num "Sim" que não houve...  Pergunto-me: Porque é que não me permitir estar igualmente estável com o "Não? Porque é que eu permiti que o sucesso do meu plano fosse dependente da resposta do outro? Para quê criar um plano desfasado da realidade e assim entreter a mente? Porque é que eu permiti que a minha estabilidade própria estivesse dependente da resposta do outro que eu não posso controlar, em vez de garantir que a minha estabilidade própria é incondicional (e por isso não estar dependente da imagem da mente para me sentir realizada). Apercebo-me também que foi mais fácil culpar do outro do que trazer estes pontos para mim própria, perdoar e finalmente largar...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido agarrar-me aos pensamentos/ideias fixas da mente como se estas fossem mais reais do que o que realmente se passa aqui. Apercebo-me que a facilidade de se imaginar e projectar um futuro  funciona como um escape para propositadamente ignorar a situação que é mesmo real.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter resistência em aceitar que a situação real não é a situação projectada na minha mente e que é a situação real que eu tenho de considerar de modo a ver todos os pontos que estão aqui.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido parar a reação da mente quando me apercebi da energia de medo quando ouvi o "Não" do outro, associado ao medo de perda.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que este medo da perda não é real porque a projeção/imagem também não era real em primeiro lugar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido culpar o outro como um mecanismo da mente para não ver como eu me permiti/criei esta instabilidade para mim própria ao criar esta condição e chantagem emocional em mim própria, estando supostamente dependente da resposta do outro (para satisfazer, ou não, a imagem da mente)
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido largar o desejo de forçar o outro a cumprir o plano da minha mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que ter ideias fixas é "bom" sinal e sinal de força de vontade, quando  na realidade e em honestidade própria, a força de vontade é incondicional e pode ser aplicada a casa respiração em tudo aquilo que eu faça.

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência a ouvir o que a outra pessoa me está a dizer porque aparentemente vai contra a minha ideia inicial, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este conflito com o outro é um espelho do conflito da mente entre a ideia fixa e os argumentos que impedem esta ideia, e apercebo-me também que ambas polaridade existem no medo da perda e que, com esta fixação, eu acabo por ignorar aquilo que está aqui realmente.
Quando e assim que eu me vejo a ter dificuldade em mudar uma ideia na minha mente quando os factos apontam para uma coisa diferente, eu páro e respiro. Eu ajudo-me a ver que se trata de uma ideia fixa na minha mente e que estou de facto a bloquear o senso comum e os factos práticos - Eu dedico-me a olhar para a situação de conflito de interesses em completo senso comum e naquilo que é o melhor para todos neste determinado momento. Eu apercebo-me que a resistência a parar o conflito é alimentada pela energia da mente de pôr a culpa em alguém e que afinal isto só cria mais separação dentro de mim (em honestidade própria) e na relação com os outros.
Eu comprometo-me a investigar sempre o meu ponto de partida na minha tomada de decisão e a garantir a mim própria que não comprometo a minha estabilidade - eu apercebo-me que sou sempre eu a única responsável pela minha estabilidade e que, ao acreditar que a resposta do outro pode limitar ou expandir a minha vida, eu estou deliberadamente a delegar a minha responsabilidade própria. Por isso, eu dedico-me a puxar pela resistência de largar uma ideia fixa e dou-me a possibilidade de recriar a minha realidade considerando aquilo que é o melhor para mim e para os outros, em unidade e igualdade.

Ilustração: Humanity's Journey to Life: Day 107: Blame Character – Commitment Statements http://bit.ly/VYJRrx by Kelly Posey