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DIA 242: Disciplina para Mudar PRECISA-SE




Neste meu Processo apercebo-me da tendência de pensar que "voltei à estaca zero", ou  "estou a andar para trás" quando me sinto extremamente cansada fisicamente e apercebo-me que abusei do meu corpo com a aceleração da mente. Curiosamente, nestes momentos tenho tido também o hábito de culpar a minha actividade profissional como sendo demasiado stressante e exigente, mas hoje finalmente realizei que aquilo que eu faço é um reflexo daquilo que eu permito em mim: pensamentos, palavras e ações. Ou seja, independentemente da actividade profissional, sou sempre eu e quem eu sou irá influenciar aquilo que eu faço e como eu faço. O padrão de abuso-próprio por desgaste físico de trabalhar muitas horas seguidas é algo que eu tenho andado a permitir em mim e que está no meu "programa". Vendo bem, cresci a ver o meu pai a trabalhar mais horas do que o normal, a dedicar a sua vida ao trabalho e a fazer mais do que era exigido, e isto para mim ficou registado como sinónimo de sucesso.

Está nas minhas "mãos" mudar este programa que não me é benéfico, de altos e baixos - é de facto uma pressão ridícula que eu coloco em mim própria para exceder na avaliação na empresa embora até lá esteja a comprometer o meu corpo, o meu processo de escrita, a minha aplicação em honestidade-própria e mudança. Para isto, é necessário disciplina para mudar e para que a mudança passe a ser eu e que a minha mudança de atitude para comigo própria integre tudo aquilo que eu faço. Neste caso, é a minha aplicação na mudança do meu programa mental que vai permitir o meu sucesso naquilo que eu faço. É fascinante ver que eu tenho aplicado esta disciplina a seguir o meu programa, sem nunca considerar ser disciplinada em mudar a minha relação comigo própria, a não permitir "pôr mais areia" do que aquela que as minhas mãos conseguem segurar, e em ser constante nesta minha decisão. Ao mesmo tempo, vejo que o processo de acumulação pode ser adaptado para a acumulação de soluções, ao vivê-las em mim e ao mantê-las, caso me sejam benéficas.


Ou seja, eu vejo que tenho as ferramentas todas para lidar com a minha mente, desde que eu me dê direção para realmente mudar dentro de mim, naquilo que eu permito e aceito em mim: se eu aceitar a ideia de sacrificada, o mais provável é criar uma situação em que eu aceite ser vítima do sistema de trabalho, em vez de procurar saber como é que tal sistema me pode ajudar a criar a minha estabilidade. Em vez de ser vítima, eu ajudo-me a ser Vida.

Agora vou-me deitar para viver o meu compromisso de mudar o meu hábito de sono: vou testar deitar-me cedo e acordar com o nascer do dia.



DIA 201: Pergunto-me (PERGUNTA-TE): Quem é que eu me quero criar?


Este é o processo de auto-criação. Respiro de cada vez que me apercebo desta responsabilidade para comigo própria. E este pensamento surgiu quando dei por mim a adiar levantar-me da cama. Estava bem, relaxada e sabia que aquilo que eu me tinha proposto fazer era escrever este blog - daí a resistência, porque ao escrever sobre os meus pontos eu estou a desafiar a minha mente de secretismo, estou a descobrir camadas dentro de mim, estou a descrever-me, estou a ajudar-me a conhecer-me e a dar-me direção no sentido da honestidade-própria. Por isso pergunto-me (PERGUNTA-TE): - sabendo a responsabilidade de me criar a cada momento, quem é que eu me estou a permitir ser? Ao participar no padrão de adiar escrever no meu blog, que vicio estou a permitir criar dentro de mim? E ao criar o vício de deixar para depois, como é que eu posso confiar em mim de que irei realmente fazê-lo? Se eu decidi escrever o meu blog, porque é que eu estou a contrariar a minha própria decisão?


Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que no momento em que eu permito a minha mente tomar conta da minha decisão eu estou a desistir de mim própria, da minha decisão de me recriar como Vida, da minha oportunidade de mudar para uma melhor versão de mim própria.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ir para a cama ciente que estava a dar descanso a mim própria e que depois me iria dedicar à escrita - em vez disso, apercebi-me que fui para a cama como se fugisse de mim própria e me escondesse de mim! Como se quisesse fugir da pressão que eu criei para mim própria, em vez de ver que eu não preciso de criar pressão em mim própria para fazer algo, e que de facto esta pressão é apenas um indicador da resistência!! Apercebo-me que para viver a minha decisão eu páro a mente dos pensamentos que possam surgir, respiro e movimento-me fisicamente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido hesitar em levantar-me da cama com base na ideia que "lá fora" está frio e que estou menos confortável. Nisto, eu apercebo-me que basta-me tomar a decisão de me dar o calor (com roupas quentes) e de recriar o meu conforto fora da cama, por exemplo ao sentar-me numa posição confortável a escrever. Ao mesmo tempo, apercebo-me que o conforto que eu penso ter não é real.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar a desculpa de "já é tarde para escrever, tenho de me deitar porque amanhã acordo cedo" e assim continuar a culpar a "falta de tempo" para eu escrever o meu blog ou me dedicar ao meu processo (exercicios do processo). Nisto, eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido aplicar no meu dia-a-dia a praticalidade de planear o meu tempo para garantir que não crio expectativas em mim própria nem que crio decepções para mim própria. Nisto, eu comprometo-me a planear a minha noite de modo a dar-me tempo para escrever diariamente, sem estar exausta nem a "despachar".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido hesitar no meu processo de criação - eu estou ciente que tenho neste momento as ferramentas que me ajudam a ultrapassar a hesitação, as resistências, os medos, a sensação esmagadora de quando "sinto" que tenho muita coisa para fazer - as ferramentas são a escrita, o perdão-próprio, a respiração, o desacelerar da mente, e permitir-me estar aqui ciente do que se passa em mim e à minha volta, e viver fisicamente o meu compromisso comigo própria de me corrigir/mudar quem eu sou e aquilo que eu faço.

Quando e assim que eu me vejo a desejar ficar na cama mais um bocadinho sem de facto garantir que irei viver a minha decisão de me dar direção, eu páro o conforto da mente e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a participar no adiamento de viver a minha decisão, eu páro e respiro.
Vejo que esta resistência da mente é uma redflag que eu posso usar como uma referência para ver que estou a permitir participar na mente em vez de confiar em mim e viver a minha decisão de levantar / escrever / dedicar-me a alguma coisa nova.

Eu apercebo-me que quando participo na mente de medo e de hesitação física para escrever ou me dedicar a fazer uma coisa nova é a mim que me estou a trair, porque momentos antes havia decidido avançar. Nisto, eu comprometo-me a recriar a minha confiança a planear as coisas - para isso, em vez de pensar sobre aquilo que eu vou fazer, eu trago essa ação para mim própria e considero aquilo que eu faria se o momento da ação fosse agora. Apercebo-me que o meu processo de criação passa por criar soluções para mim própria e em ser/viver a minha solução a aplicar as soluções de forma disciplinada e ciente de mim própria. Apercebo-me finalmente que este processo de re-criação é um processo de me re-educar a viver comigo própria e com os outros, de me re-educar a tomar conta de mim, de me re-educar a ser honesta comigo própria, de me re-educar a escrever sobre todos os pontos que eu enfrento, de me re-educar a não ser dura comigo própria, de me re-educar a ser assertiva comigo própria, de me re-educar a tomar decisões que sejam o melhor para mim, de me re-educar a confiar em mim própria e garantir que realmente vivo o meu compromisso de Vida comigo própria.

Vídeo onde partilho como lidar com as resistências da mente:







DIA 187: O vício de "deixar para amanhã"...


Apercebo-me que o pensamento do "vou deixar para amanhã" funciona como uma bola de neve de tarefas acumuladas de um dia para o outro, sob a imagem da perfeição de que "amanhã" irei dedicar tempo para "isso". Apercebo-me também que esta conversa na minha mente equivale a varrer o pó para debaixo do tapete somente para não lidar com ele e não tomar a responsabilidade de realmente limpar a sala.
Por experiência própria, este pensamento funciona com base numa projecção/imaginação sem verdadeiro compromisso da minha parte, porque não passa de um desejo/imagen da mente - por exemplo, o desejo de escrever no meu blog todos os dias, ou de acabar um exercício, ou fazer desporto, ou ler, ou acabar uma tarefa no emprego.
É como se inicialmente houvesse um entusiasmo da novidade (fazer uma tarefa nova), depois começasse a entrar no hábito de deixar a tarefa para o dia seguinte, até retomar a iniciativa de cumprir a minha decisão de fazer todas aquelas coisas que eu sei são o melhor para mim.

Um dos pontos a pôr em prática esta semana é colocar um "red flag" de cada vez que o pensamento do "vou deixar isto para amanhã" surge. Vou também aplicar algumas soluções práticas quando adio alguma coisa - por exemplo, em vez de simplesmente "varrer" para o dia seguinte, vou garantir que no meu horário do dia seguinte disponibilizo tempo na agenda para realmente fazer aquilo que eu me propus fazer.
Vejo que se eu me der direção e ajudar-me a parar a bola de neve, acabo por ver que afinal não era assim tão complicado finalizar as tarefas. Agora, e como em tudo, é preciso praticar para aperfeiçoar...



Dia 169: Ganhar prática a pensar nas coisas com antecedência


Dar tempo ao tempo ou dar tempo a mim própria? Pensar nas coisas com antecedência e dar tempo a mim própria para me preparar é algo que requer prática e... Vale a pena não deixar tudo para a "última da hora"!
Só recentemente comecei a mudar os meus hábitos em relação ao tempo - fui de certa maneira obrigada a mudar porque o meu emprego actual implica um elevado nível de preparação e uma boa gestão do tempo e de pessoas. Porque é que vale a pena pensar nas coisas com antecedência? Porque dou-me a oportunidade de aperfeiçoar os planos, de corrigir elementos, de evitar o stress dentro de mim, de aprender com os erros e ainda ter tempo para aplicar as soluções!
Por experiência própria vejo que pensar nas coisas com antecedência não é algo natural em mim porque nunca fui treinada/educada para tal - por isso quando eu agora veja que estou a desleixar a minha consistência significa que não me estou a dedicar a mudar o mau hábito de deixar tudo para a última...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido praticar até agora uma cultura de corrida contra o tempo e de deixar as coisas para a última.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que eu tenho criado stress para mim própria e instabilidade física desnecessariamente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manter o padrão de deixar tudo para a última quando por experiência própria eu sei que é stressante e egoísta porque acabo por projectar nos outros o meu stress e a minha falta de organização.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido puxar por mim para fazer as coisas com tempo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido estar relaxada quando tenho muito tempo para fazer as coisas e depois entrar em stress quando vejo que o tempo começa a ser apertado, em vez de me dedicar a 100% mesmo quando ainda falta bastante tempo para completar a minha tarefa.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar no conforto de fazer as coisas em "cima da hora" e ter aparentemente bons resultados - apercebo-me agora que apesar do resultado final ter sido OK o meu stress físico era escusado.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ajudar a superar a minha falta de pontualidade a partir do momento em que eu vi e senti o stress que isso causa.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter esperança que para a próxima eu seja pontual sem realmente fazer o esforço de mudar o meu comportamento!

Quando e assim que eu me vejo a participar no pensamento de "tenho tempo suficiente" ou "faço mais tarde" em relação a coisas que requerem a minha atenção e preparação, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que é para o meu próprio bem garantir que estou a cuidar daquilo que eu faço, dos meus projectos e dos meus planos mesmo quando tenho tempo suficiente para os realizar. Realizo também que o "tempo suficiente" tem de ser estipulado em honestidade própria para eu não sabotar as minhas próprias ações.

Quando e assim que eu me vejo a pensar que 1 hora chega para fazer as minhas coisas quando, por experiência própria, eu vejo que não será tempo suficiente, eu páro, eu respiro e nesse momento eu permito-me dar-me mais tempo para fazer aquilo que tenho de fazer para evitar repetir o padrão de deixar as minhas coisas para o último momento.

Quando e assim que eu me vejo a ter a memória que "da última vez não houve problema chegar tarde ou fazer as coisas à pressa", eu páro e respiro. Eu comprometo-me a garantir que dou tempo a mim própria para completar as coisas em plena estabilidade interior para garantir que estou em igualdade com aquilo que eu faço. Apercebo-me agora que, ao pensar que está tudo bem quando na realidade estou instável e acelerada por dentro, estou a ser desonesta comigo própria e estou a pensar nas minhas ações separadas de mim própria.

Eu comprometo-me a dar tempo a mim própria para fazer as coisas o melhor possível sem que a limitação "falta de tempo" seja usada como uma desculpa. Eu comprometo-me a tomar responsabilidade por mudar a minha relação com as coisas que eu faço e a abraçar os meus planos com a antecedência necessária para, quando o momento chegar, eu estar ciente e descansada que preparei tudo, tomei todos os elementos em consideração e que tomei em consideração toda a gente envolvida.

Eu dedico-me a aplicar estas realizações em tudo aquilo que eu planeio e tenho de fazer, tanto no meu dia-a-dia pessoal como nas minhas tarefas profissionais. Ou seja, eu dedico-me a estar em unidade e igualdade com as minhas realizações e praticá-las na minha realidade para finalmente mudar os meus padrões de pensamento e as minhas ações para SER e FAZER o melhor  de mim.



Dia 2 - Saber relaxar / o padrão da "falta de tempo"


Apercebo-me que estou em constante agitação, tanto nos meus movimentos como na velocidades dos meus pensamentos e imagens da mente. Esta agitação mostra-me que ainda não estou alinhada com a minha respiração - o tempo de inspirar e expirar - largar o passado e começar a cada momento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido distrair-me do meu respirar e acelerar os meus movimentos ao ritmo confuso da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido fechar-me "no meu mundo de preocupação" ao pensar que não vou ter tempo de fazer  tudo o que é suposto eu fazer esta noite, em vez de me auto-ajudar a estabilizar e a ser eficaz na minha acção/planeamento prático.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido habituar ao modo acelerado de andar, comer, falar, expressar e escrever, em vez de ser completa na minha expressão e na minha acção, sem o constante peso de que não tenho tempo suficiente.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ser disciplinada comigo própria em relação ao tempo disponível e evitar planear fazer mais coisas do que aquilo que o tempo real permite. Isto só mostra que a minha noção do tempo na mente é separada do tempo real.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido projectar este stress nas pessoas à minha volta e culpá-las por ocuparem o "meu" tempo. Eu apercebo-me que é da minha responsabilidade gerir o tempo que tenho de acordo com as coisas que há a fazer e direccionar a minha acção em clara comunicação com os outros.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me como quem ajuda todos e que nunca tem tempo para as suas coisas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na ideia que deixo sempre as minhas tarefas "para a última", o que mostra que eu estou a criar estas situações para mim deliberadamente.
Eu perdoo-me por me permitir e aceitar pôr o meu descanso corporal para "depois", em vez de dar a mim própria o conforto e descanso que o meu corpo requer.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido confiar que sou capaz de cumprir as minhas tarefas durante o dia e cumprir esta decisão, em vez de me acomodar à ideia que as irei fazer à noite.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ficar stressada e nervosa ao reparar que já é tarde e que ainda nem sequer comecei o que tenho de fazer. Não faz sentido reagir com as horas - eu ajudo-me a mudar a noção do tempo e a organizar-me durante o dia para evitar querer fazer tudo à noite.

Ao reparar nos padrões de stress e preocupação em relação às horas, apercebo-me que tenho de mudar a minha relação com o tempo - em vez de estar contra mim, o tempo é na realidade um apoio para me auto-aperfeiçoar e me tornar mais eficaz.

Quando e assim que eu me vejo deixar para depois o descanso do corpo, eu páro e respiro. Apercebo-me que o corpo é a minha plataforma de estabilidade e que é da minha responsabilidade garantir que dou estabilidade a mim própria todos os dias.
Quando e assim que vejo participar em tensão corporal, eu páro e respiro. Ao respirar, permito-me relaxar e sair da mente de preocupação/tensão/stress - todas estas fricções energéticas são de facto distracções para a minha estabilidade e não são expressões de Vida.

Quando e assim que eu me vejo a participar em stress com base nas coisas que eu penso que tenho de fazer, eu páro e respiro. Desta maneira, páro de sabotar a minha aplicação e dedico-me a organizar o tempo da melhor maneira possível.

Quando e assim que eu me apercebo estar a andar ou a agir aceleradamente, eu páro e respiro. Recomeço a andar, desta vez ciente de cada passo e de cada movimento, relaxo os membros e descontraio - páro de contrair a mente e dou espaço e tempo à expressão corporal.