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DIA 256: Como Parar de Estar Acelerada na Mente e no meu Dia-a-dia




Esta noite sonhei que conduzia na estrada e, ao tentar virar uma curva, tinha saído do viaduto e voado às cambalhotas pelo campo ao lado da estrada, até o jipe parar. Nesse momento, com medo de ver as consequências dos ferimentos, desejei andar para trás no tempo e conduzir mais devagar e não fazer a curva daquela maneira para evitar o acidente.

Ao investigar este sonho, perguntei-me o que é que eu via para além da imagem do acidente. Vejo-me a mim, acelerada na minha mente, a querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo e a desprezar o tempo que as coisas realmente levam a fazer. Vejo também como desejo lidar com o tempo de maneira diferente: desejo ter tempo para não chegar atrasada e para dedicar mais tempo a outras coisas durante o meu dia. Finalmente, vejo o arrependimento de andar acelerada quando o meu corpo começa a dar sinais de stress e de cansaço por participar na energia da mente, dos pensamentos e imaginação.

Esta minha relação com o tempo é, portanto, uma relação de separação, como se o tempo fosse algo separado de mim que eu uso e abuso, embora afinal de contas não seja separado de mim porque o meu corpo está também dependente do tempo - ou seja, o tempo passa e reflecte-se na fome que o meu estômago começa a sentir, na necessidade de descansar, na ansiedade física quando corro para não chegar atrasada e no stress muscular quando passo demasiado tempo focada na minha mente de ideias, imagens e imaginação.

Estar acelerada dentro de mim é um estado mental que requer a minha correção, porque traz consequências para mim e para os outros. Ao andar acelerada na minha mente, a minha noção de tempo é manipulada para corresponder à velocidade quântica da mente, em que as imagens se ultrapassam umas às outras, sem qualquer referência ao tempo real e físico. Por isso, neste processo de correção, eu ajudo-me a alinhar-me ao tempo físico e real, de modo a estar sempre ciente do meu corpo e a garantir que as minha acções são geridas de acordo com o tempo real a cada respiração. Ajudo-me também a usar a mente como um guia para conhecer os meus medos, a minha maneira de funcionar e os meus padrões de pensamento e comportamento. Assim, ao ver o padrão de criar acidentes na minha imaginação eu ajudo-me a parar e a perceber que se estou na mente então não estou ciente do meu corpo/realidade física e por isso estou a colocar-me numa situação propícia a um acidente proveniente de uma distração.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o tempo quântico da mente é real.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar o tempo quântico da mente como uma referência para a realidade e por isso participar na frustração de que as coisas na realidade demoram demasiado tempo a serem feitas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar stress físico no meu corpo ao tentar fazer as coisas de acordo com a imagem do tempo quântico da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o tempo real que as coisas levam e por isso não considerar cada passo e prevenir as consequências de andar acelerada.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido culpar o meu corpo/a mim própria por ser lenta e alimentar o julgamento próprio, quando na realidade eu estou entretida na minha mente de ideias e no tempo quântico em vez de estar totalmente dedicada a viver no tempo real e a fazer as coisas de acordo com a leis físicas, quer seja a conduzir, a andar, a fazer, a crescer, a perceber, a aprender e a mudar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar no arrependimento da mente e de desejar voltar atrás no tempo - o que não é possível e não é real. Apercebo-me que a única maneira de corrigir esta tendência é em mudar a minha relação com o tempo e ajudar-me a estar ciente de cada momento para que cada ação minha seja absoluta, em plena certeza e a ser/fazer o melhor que eu posso. Desta maneira, ao estar ciente de mim e ao estar ciente do tempo real e das leis físicas eu vou evitar criar consequências físicas e não irei participar no arrependimento e no desejo inútil de mudar o passado.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que as consequências físicas (acidentes) são uma punição de Deus e assim evitar ver como eu crio as consequências para mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o passar do tempo que vejo nos filmes (e na minha mente) é real e que é possível ser transposto para esta realidade física sem criar consequências. Eu apercebo-me que eu sou responsável por viver em tempo real e em prevenir consequências de stress e acidentes na minha realidade.

Por isso,

Quando e assim que eu me vejo a imaginar eventos na minha mente, eu páro e respiro. Eu ajudo-me a ver que o tempo quântico da mente não é real e que estou a criar uma realidade paralela e fictícia que me disTRAI desta realidade física no mundo. Por isso, eu comprometo-me a parar de criar e participar em realidades paralelas na minha mente e assim ajudar-me a estar sempre ciente de mim e das minhas ações nesta realidade física.
Quando e assim que eu me vejo a criar uma imagem de mim a fazer qualquer coisa, eu páro a imaginação e respiro. Eu comprometo-me a usar o tempo físico como referência e a fazer as coisas do meu dia-a-dia de forma prática e eficaz de modo a fazer o máximo que posso com o tempo que tenho. Apercebo-me também que ao estar totalmente ciente de mim e das minhas ações, serei capaz de criar soluções para mim própria e assim permito-me fazer mais e melhor do que quando me limito com as ideias e padrões da mente.
Quando e assim que eu me vejo a criar a ideia de acidentes na minha mente, eu páro e respiro. Em vez de ficar "presa" emocionalmente a esta imagem, eu ajudo-me a ver e a investigar o que eu estou a mostrar a mim própria e dedico-me a criar a correção e a mudança na minha relação comigo e com o mundo.
Eu apercebo-me que o constante estado de alerta e de stress é evitável se eu estiver ciente de como a minha mente funciona, ciente do meu corpo e desta realidade física. Por isso, quando e assim que eu me apercebo que estou num estado de ansiedade, eu páro e respiro. Eu uso esta manifestação como um indicador de que estou separada de mim/do meu corpo/da realidade física e ajudo-me a parar de participar na mente e, com a ajuda da respiração, eu volto para mim, para o meu corpo, para a Vida Aqui, ciente de cada respiração e da minha ação.

Fotografia de João Maria Alves

Sites que eu recomendo:
http://lite.desteniiprocess.com/ Curso gratuito de Auto-Conhecimento 
http://forum.desteni.org/ Forum de participação, perguntas e respostas





DIA 246: Recomeço... Quem era o Bernard Poolman



Muita coisa aconteceu desde a última vez que publiquei um artigo no meu blog em Português e quero primeiramente pedir desculpa pela falta de informação da minha parte sobre a razão pela qual desde o dia 5 de Agosto não têm havido novas publicações. Deixei de escrever? Não. Parei o Processo? Nem pensar. Continuo a escrever o mais regularmente possível no meu caderninho. Tópicos para artigos novos surgem constantemente mas por três razões não consegui manter a minha consistência:

Primeiro: desde o princípio de Agosto que estou a passar pela fase mais atarefada do meu emprego que tem envolvido viagens, longas noites de trabalho e começos pela madrugada. Apesar de ter tentado preparar esta época o mais possível, têm havido mudanças de última hora, novos desafios, novos clientes e, consequentemente, menos tempo para me dedicar à escrita;

Segundo: Apesar dos meus 246 dias de Processo, apercebo-me que ainda me permito participar nos altos e baixos da mente (que é energia) e isso reflecte-se na minha falta de disciplina diária em manter-me a par do que se passa dentro de mim, no meu corpo e na minha mente. Sinto neste momento uma terrível sensação de estar a "passar-me ao lado" e que não consigo identificar todos os padrões que eu visito durante o dia e assim perco uma oportunidade de lidar com esse padrão de uma vez por todas. A consequência é que o meu Processo se prolonga, a mente ganha território e transporto comigo este peso de padrões não resolvidos e corrigidos em mim - sem dúvida este é um padrão a trabalhar em mim, com perdão-próprio, honestidade-própria e correção;

Terceiro: finalmente recomecei a escrever o meu blog em inglês http://joanaslifeprocess.blogspot.com/ algo que já estava para fazer há bastante tempo e pelos vistos foi preciso uma motivação fora de mim para me alinhar com a minha decisão. Esta "motivação" funcionou como um chuto no meu rabo para me mexer e parar de procrastinar as minhas decisões que eu sei serem o melhor para todos. De facto, escrever um blog em inglês permite que o meu processo seja acompanhado por muito mais pessoas e posso igualmente apoiar mais pessoas que estejam a passar por pontos semelhantes. Ao mesmo tempo, quis que a minha mensagem chegásse a mais pessoas e infelizmente o público Português ainda não acompanha esta caminhada activamente. Provavelmente são poucos os Portugueses que conheciam o Bernard Poolman mas foi precisamente a sua morte, no dia 11 de Agosto, que me deu este chuto e me
"acordou" para a Vida. O Bernard não precisa de definições nem apresentações: ele está presente em cada palavra que eu escrevo, em cada passo do meu processo, em cada realização e em cada correção. No espaço de cinco anos, desde que eu comecei a interagir no Desteni Forum, a presença do Bernard através dos seus blogs, livros e vídeos, passou a fazer parte da minha vida e em 2012 tive a oportunidade de o conhecer aquando da minha visita à quinta do Desteni na África do Sul. Também é graças ao Bernard que eu e o João ponderámos seriamente a decisão de nos casarmos porque o Bernard era assim: sem hesitações, sem merdas, sem agenda e, em tal liberdade, era capaz de ver o óbvio que poucos conseguem ver. No Forum ele tinha o nickname de CommonSense e era exactamente isso que ele transmitia: uma carga de senso comum que nunca havia sido partilhada comigo por ninguém da minha família, grupo de amigos ou namorados. O Bernard foi e é um exemplo de Vida para mim e para muitos outros que se aperceberam da sorte de o ouvir, de o conhecer, de ler os seus blogs, de participar nos chats, de ter conversas com ele e de andar este Processo de escrita, perdão-próprio e de auto-correção. 

Claro que não era sorte: nós só fomos capazes de ver a "sorte" de conhecermos o Bernard porque aplicámos as suas palavras no nosso dia-a-dia e reparámos que os Princípios que o Bernard vivia eram também o melhor para nós: Igualdade, Unidade, Compaixão, Dar aos outros aquilo que queremos que nos seja dado, Honestidade-Própria, Integridade, Perdão-Próprio, Mudança, Estabilidade, Igualdade Monetária, Auto-Responsabilidade.

Ele era tudo menos preguiçoso porque o Bernard superou a mente e não andava distraído em pensamentos nem medos: ele vivia como Vida, presente, simples-mente ciente do físico, um e igual como toda a existência física universal, prático e incessante no seu apoio àqueles que andavam o Processo. A expressão dele era directa e desafiante, como se olhasse para dentro de mim e visse os meus medos, os meus problemas, as minhas preocupações, as minhas memórias, os meus julgamentos. Por isso, quando ouvi a notícia da sua morte, fiquei em choque e não queria acreditar, mas rapidamente aceitei esta nova fase do meu processo. Apercebo-me que grande parte da resistência em aceitar a sua morte era baseada em interesse-próprio e no medo de não voltar a ter esta pedra basilar ao longo do meu Processo de Vida. A estabilidade que o Bernard me transmitia tenho de ser eu a criá-la em mim; o senso comum que o Bernard manifestava terá de ser vivido em mim para ser real; a confiança que o Bernard me dava quando conversávamos sobre as minhas decisões tem de ser estabelecida por mim e em mim para que eu seja capaz de viver as minhas próprias decisões em plena confiança e auto-motivação. Ou seja, a morte do Bernard representa um recomeço em mim, naquilo que eu me permito e aceito ser no meu processo de me recriar como Vida.


Há novos pontos em mim que eu tenho estado a lidar e que vou partilhar neste blog passo a passo. Por agora, convido-vos a visitarem e a estarem também atentos aos artigos em Inglês que são um complemento aos meus artigos em Português.


Se quiserem saber mais sobre quem era o Bernard Poolman sugiro este site com muitos artigos escritos por pessoas de todo o mundo: http://forum.desteni.org/viewtopic.php?f=29&t=5694



DIA 240: "Uns dias abraço-me, noutros ignoro-me" - Subestimar o Processo




SubEstimamos a nossa própria Vida. SubeEstimamos a nossa honestidade própria. SubeEstimamos o nosso corpo. Consequentemente, acabamos por aceitar e permitir subestimar a Vida na Terra, subestimar os outros e subestimar a matéria física que é tudo o que existe. 

É tempo de Estimarmos quem somos.

Especialmente em momentos de grande distração na mente (quando me permito consumir pelas emoções, pelos medos, pelos sentimentos, pelas imagens, pelos pensamentos), apercebo-me que subestimo o meu potencial de caminhar o meu Processo, duvido de mim própria, entro num estado depressivo em que desvalorizo tudo o que eu faço e toda a minha criação. Os efeitos de me permitir separar de mim própria são devastadores  porque os pensamentos que daí advêm são auto-destrutivos e crio ansiedade no meu corpo que, se eu não parar, começo a viver num mundo paralelo de hipóteses sobre um futuro contra mim própria. Pergunto-me: Até que ponto é que eu tenho de ir para me decidir, de uma vez por todas, viver este Processo inteiramente?
Em vez de ficar à espera de um sinal ou de uma resposta vindo de não-sei-onde, eu decido: Agora e Aqui. Até agora tenho subestimado o meu próprio blog, a minha partilha, a minha capacidade de ajudar os outros - e isto só acontece porque ainda não me estou a ajudar a mim própria em plenitude - na verdade, ainda há separação em mim própria e inconsistência na minha atitude para comigo própria: uns dias abraço-me, noutro dias ignoro-me. há dias em que escrevo o perdão próprio fluentemente, outros dias aceito a resistência e não escrevo; há momentos em que estou ciente da respiração, outros não estou aqui.

De seguida partilho o meu Perdão-Próprio sobre os pontos da subestimação do meu processo. Deixo-vos também este vídeo do Bernard Poolman sobre o Abraço a si Mesmo:




Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o meu processo de tornar-me ciente de mim, ciente dos princípios de honestidade-própria, ciente de como a minha mente funciona, ciente dos padrões que eu permito em mim e na Vida.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter dias-sim e dias-não, baseados na memória do que fiz no passado e por isso justifico a preguiça, justifico a procrastinação, justifico o medo, justifico o entretenimento, justifico a falta de direção, justifico a confiança ou a falta dela, justifico a energia... quando tudo isso são escapadelas de mim própria e formas de me manter fechada na minha própria mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade física de existir aqui em plenitude, possível através da minha própria respiração. O facto de ter tomado a respiração (e a saúde em geral) como algo adquirido é um reflexo do estado automatizado das nossas mentes e consequentemente das nossas acções.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o grupo do Desteni, os cursos e todo o apoio incondicional que eu tenho tido ao longo dos últimos quatro anos. Apercebo-me que mesmo quando se tem todas as ferramentas ao dispor, se não houver a decisão e a vontade própria de aplicá-las, é bem provavel de se deixar a vida passar ao lado. Eu apercebo-me que de cada vez que faço um exercício ou que tenho um chat com o grupo é uma nova camada que eu "descasco" no meu processo e uma nova abertura em mim para olhar para novos pontos até estar um e igual com tudo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade de escrever sobre todos os meus pontos da minha mente que têm de ser transcendidos, um a um.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade de parar os pensamentos, parar as minhas paranóias, parar os medos, e começar a escrever sobres cada um deles, começar a ler sobre esses pontos, de investigar em mim a origem do problema que eu criei para mim própria.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o meu potencial de resolver os meus problemas, tanto os mais complexos, como os problemas no trabalho, como os desafios do dia-a-dia e das relações com os outros. Afinal de contas, eu realizo que tudo o que se passa comigo na minha relação com os outros é um espelho daquilo que eu permito dentro de mim e portanto funciona como um indicador de pontos que requerem a minha dedicação, correção e aperfeiçoamento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar os pensamentos e os julgamentos positivos/negativos através dos quais eu me baseio para tomar decisões, o que demonstra que a liberdade de escolha é de facto inexistente quando permitimos que a mente decida por nós.

Quando e assim que eu me vejo a subestimar a minha capacidade em tornar-me o meu próprio exemplo de senso comum e de honestidade própria e a fazer aquilo que é o melhor para todos, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este é o Processo nessa direção e que eu sou responsável por garantir que caminho o Processo por mim.

Quando e assim que eu me vejo perante um problema e tenho logo a reação em pedir ajuda, eu páro, respiro e avalio qual é o problema, escrevo sobre isso e ajudo-me a perceber o problema e como é que eu o criei para mim (mais não seja ao complicá-lo). Curiosamente, vejo que preciso apenas de dedicar a minha vontade de ajudar os outros para me ajudar a mim! Em vez de subestimar a minha capacidade de resolver os meus problemas, eu comprometo-me a pelo menos olhar para o ponto em questão e ver como é que eu posso avançar no meu processo de auto-conhecimento e explorar caminho para a auto-correção e mudança.


Quando e assim que eu me vejo a participar na resistência de avançar nos cursos do Desteni e nos projectos do grupo, eu páro e respiro. Apercebo-me que esta resistência é uma sabotagem da mente porque eu não estou "naturalmente" treinada para ir para além do meu conhecimento e dos meus hábitos. Por isso, eu dou-me esta oportunidade de Vida para explorar o "desconhecido" fora da minha mente, aprender  com os exemplos de honestidade própria dos outros que andam este processo um e igual comigo, e decidir em honestidade e direção própria como me criar a cada respiração.

Quando e assim que eu me vejo a respirar em modo automatizado, eu páro e respiro por mim. Quando e assim que eu me vejo a subestimar a ajuda da respiração no meu processo de estar ciente de mim aqui, eu páro e respiro e vejo por mim própria como é que eu sou a cada respiração e a minha capacidade de me dar direção a cada respiração e de curar-me das possessões da mente.
Eu comprometo-me a estar um e igual com os outros seres com base na nossa respiração em comum e na nossa existência aqui.

Quando e assim que eu me vejo a justificar a resistência para não escrever o perdão próprio, eu páro e respiro. Por experiência própria, eu realizo que escrever sobre aquilo que a mente me mostra e escrever o perdão-próprio especifico é das melhores ajudas que eu dou a mim própria. Seguidamente, eu apercebo-me que pôr em prática a correção no momento em que esses padrões surgem é uma redescoberta de mim própria que nunca pensei ser possível.

Quando e assim que eu me vejo a subestimar o perdão-próprio como uma ferramenta essencial no processo de me tornar honesta comigo própria, eu páro estes pensamentos e respiro. Eu realizo que os meus julgamentos sobre o perdão próprio remontam à ideia do sacrifício e da vitimização que nada têm a ver com o processo de abertura pessoal que eu dou a mim própria através do perdão-próprio. Este é uma ferramenta e não um fim em si mesmo.



Quando e assim que eu me vejo em pleno momento de indecisão ou falta de direção, eu páro e respiro. Eu tenho a capacidade de decidir quem eu vou ser a partir desse momento e qual a direção a tomar, visto que eu sou a minha direção. Eu apercebo-me que a indecisão e a decisão com base em emoções são indicadores de que estou a permitir "viver" o programa automático da mente e a permitir ser escrava da mente de ideias e informação acumuladas ao longo do tempo.

Quando e assim que eu me vejo a reflectir sobre a minha atitude e decisões, eu comprometo-me a verificar quais foram os julgamentos positivos e negativos nos quais eu me baseei para tomar a decisão. Isto ajuda-me a perceber quais são os meus apegos emocionais e energéticos às coisas, em vez de tomar decisões com base em senso comum e naquilo que é o melhor para mim e para os outros.



DIA 233: Quanto mais te custa a escrever sobre isso, maior é o ponto que enfrentas


Desde ontem à noite que tenho resistência a escrever fluentemente sobre uma experiência que eu tive, relacionada com a influencia que eu permito que os pontos dos outros tenham em mim. Permiti-me ficar desorientada e não sabia por onde começar, porque na minha mente eu tinha razão para estar chateada e nem conseguia olhar o outro nos olhos. Curiosamente, desde ontem que tenho também uma impressão na garganta que é muito provavelmente uma manifestação deste episódio mental e de uma potencial mudança na minha relação com os problemas dos outros.
A resistência para escrever é a resistência para se ser honesto connosco próprios mas comparado com a extensão dos problemas das nossas mentes, mais vale começarmos a escrever nem que seja somente a abrir as camadas ao de cima: quais são os pensamentos relacionados com a experiência? Quais são as projecções? Alguns medos? Dar nomes aos padrões também ajuda a conhecermos as nossa mente e portanto a sabermos qual o problema e investigar uma solução para ser aplicada.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para escrever sobre uma determinada experiência é real.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me pela experiência memorizada na minha mente e com isso acreditar que os auto-julgamentos e as ideias que eu criei de mim própria nessa memória são quem eu realmente sou.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido que a mente definisse a minha experiência e que a mente se apoderasse da minha presença aqui e da minha ação física de escrever.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido confiar na minha presença física aqui e agora como sendo os elementos essenciais para eu me dar direção, a cada respiração, para me permitir MUDAR de ideias ou até mesmo parar as ideias que são autodestrutivas e que são tomadas somente na mente sem realmente considerar aquilo que é o melhor para mim ou os outros.

Quando e assim que eu me vejo a focar-me completamente na mente de pensamentos e projecções do futuro, eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a participar na resistência para escrever sobre determinado acontecimento ou determinados medos, eu páro e respiro. Eu dedico-me a começar a escrever para mim sobre as camadas de pensamentos que eu vejo em mim e ajudo-me a dar uma estrutura à minha escrita, como é o caso do curso do Desteni Lite que providencia a plataforma para me ajudar na estrutura da minha escrita diária.

Eu comprometo-me a começar a escrever sobre aquilo que a mente está a ter resistência e eu permito-me estar vulnerável na minha abertura com a minha mente de modo a compreender o padrão. Quando e assim que eu vejo um padrão eu páro e respiro e dou-me tempo para andar o ponto, passo a passo, e isso faz-se ao trazer o ponto para mim própria e perceber como é que eu estou a criar esta experiência para mim própria. Depois desta fase inicial de resistência e escrita, começo então a aplicar a autocorreção  para ultrapassar e resolver a reação/resistência/padrão da mente.



DIA 232: Mulheres com Confiança e Confiança nas Mulheres




Esta semana assisti a um documentário chamado Miss Representation, num evento organizado por mulheres profissionais que incluiu a partilha da experiência de uma CEO e uma sessão de perguntas e respostas colocadas pelas várias pessoas da audiência. Antes de mais, espero que este tipo de iniciativa inspire as mulheres Portugueses a organizarem tertúlias deste género que aproximam mulheres de diferentes carreiras e origens e promovem um diálogo saudável entre nós. 
O documentário mostra-nos as perspectivas de jovens e de pessoas na área do empoderamento das mulheres sobre a maneira como estas são reapresentadas na sociedade americana, muito em parte como consequência da forma como os meios de comunicação social compõe as notícias. Alguns dos pontos essenciais que eu assimilei deste documentário  foram o preconceito que existe na sociedade (americana e não só) em relação à presença de mulheres em posições de poder, tanto na área empresarial como na esfera política; a "des-educação" que é passada às novas gerações por parte de uma comunicação social podre; e finalmente, a emergência ardente de uma nova geração de mulheres que estão dispostas a cooperar umas com as outras. Sobre os dois primeiros pontos, aconselho vivamente que se veja o filme e se tire as suas próprias conclusões. Em relação à necessidade de cooperação entre as mulheres, a meu ver esta é possível quando cada uma de nós estiver plena em si mesma, quando não nos permitirmos distrair com comparações ou julgamentos em relação ao corpo ou até mesmo as roupas da outra, e quando estivermos dispostas a aprender umas com as outras.
A auto-confiança é uma capacidade que se desenvolve e, portanto, não é necessário definirmo-nos como inseguras porque afinal estamos no processo de desenvolver a confiança em quem nós somos e naquilo que fazemos. Numa sociedade ainda bastante patriarcal, é provável que sejam poucos os homens a congratular as mulheres, a reconhecer o seu esforço e até mesmo a motivá-las para continuarem uma carreira ou a mudar de estilo de vida. No entanto, quem é que precisa de uma motivação exterior quando se tem tudo dentro de si própria?

Relativamente ao processo de desenvolver a confiança, eu aconselho vivamente que se comece uma jornada única de auto-conhecimento através da escrita, do auto-reconhecimento, do perdão-própria e da correção para uma versão melhor de ti própria. Eu iniciei a minha há cerca de quatro anos com o apoio do grupo do Desteni e já não imagino o meu dia-a-dia sem a escrita diária, ou sem as realizações sobre pensamentos que tenho e eque estou ciente da origem e da solução para resolver os meus próprios problemas. Com base na minha experiência, eu recomendo os exercícios do Desteni Lite, uma plataforma online gratuita que oferece uma estrutura fundamental para darmos direção à nossa escrita e começarmos a lidar com a nossa mente passo a passo . É possível sermos livres de medos, de preocupações e de paranóias e só assim nos damos a oportunidade de ir para além das (baixas) expectativas sobre nós próprias.
Finalmente, e para quem nunca se interessou por política ou teve alguma resistência em imaginar uma mulher num cargo de enorme responsabilidade, sugiro que se atreva a ver a série televisiva Borgen (de origem dinamarquesa) que retrata a vida de uma mulher Primeiro-ministro com elevado senso comum, equilíbrio e tacto com a realidade, que para mim tem sido uma enorme inspiração e exemplo que infelizmente não vejo na política actual.

Obrigada a todas pelo vosso interesse em lerem o meu blog e enviarem comentários. Espero que possamos cada vez mais aprender umas com as outras, desenvolvermos a nossa confiança incondicional e o nosso potencial para nos tornarmos os nossos próprios exemplos e sermos de confiança para os outros.






DIA 221: Mais vale Agora do que Nunca - já é altura de Acertar

A acumulação do processo é uma coisa fascinante - pôr em prática os meus próprios compromissos de ultrapassar as limitações que, ao longo do tempo, tenho imposto em mim própria. São coisas que já estão inconscientes e só as vejo quando puxo por mim para me questionar PORQUE é que eu penso, ajo ou não ajo de determinada maneira - ou seja, ao ir além da fase dos julgamentos próprios, estou agora a avançar para o nível de investigar COMO é que eu posso melhorar a minha experiência comigo própria.
Para quem está a começar o Processo de escrita diária, o Processo de se estar ciente da respiração e de se tomar responsabilidade pelos pensamentos que permitimos em nós próprios, provavelmente não irá ver efeitos imediatos porque não é uma questão de magia. Poderá haver momentos em que se parece voltar à estaca zero mas isso é uma sabotagem da mente: o Processo é mesmo real e, tal como em tudo, requer prática.

Hoje enfrentei um ponto que já tinha visitado no passado mas desta vez puxei ainda mais por mim para ultrapassar a resistência de  que eu estava a ter em relação a confiar no outro. Mais uma vez visitei também o ponto de querer fazer "à minha maneira" mas desta vez, no lugar de me agarrar à ideia e ao desejo de fazer à minha maneira, decidi fazê-lo. Mas ao fazer à minha maneira, foi como se não houvesse prazer e afinal esta era apenas uma imagem. Nesse momento foi como se risse comigo própria, do estilo: "que teimosia inconsciente que andava para aqui a incomodar-me! Não vale a pena manter este desejo. Vamos lá libertar esta imagem", e foi então que aceitei a maneira do outro de fazer a tarefa - e afinal assim fazia mais sentido. Apercebi-me então que era a minha responsabilidade participar também na maneira do outro e criar AQUELA ação em conjunto porque estávamos ambos a participar naquele momento em igualdade! 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manter em mim ideias e imagens de como as coisas "deviam ser" ou como é que eu faria "à minha maneira" quando afinal vejo que, se a minha maneira resultasse, então esta não seria mais uma ideia mas passava a ser a minha prática constante.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido distrair-me com os desejos/teorias/ideias da mente, em vez de realmente me ocupar em pôr as minha ideias e soluções em prática na minha vida, testar e ver se resulta; se não resultar, começo o processo de me corrigir. Eu apercebo-me que ficar na corda-bamba é desonesto comigo própria e é uma auto-sabotagem porque não me permito criar confiança em mim própria, na minha decisão de aplicar soluções na minha realidade e de me aperfeiçoar gradualmente na minha relação comigo própria e com os outros.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido continuar a fazer coisas "à minha maneira" apesar desta maneira nem sempre ser o melhor para mim e que, portanto, trata-se do ego e de uma resistência a mudar/a aprender/a praticar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido culpar o outro por não me ensinar como "devia ser" (de acordo com a minha ideia de como as coisas deviam ser).
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido tomar responsabilidade por mudar a minha atitude naquela ação e por aproveitar cada momento como uma oportunidade de me aplicar no meu processo e de criar estabilidade nas minhas ações. Eu apercebo-me que a imprevisibilidade sobre conseguir ou não conseguir é um reflexo da relação que eu estabeleci com essa ação (por exemplo a minha relação com a culinária e com o sexo).
Como é que eu corrijo a imprevisibilidade das minhas ações? Primeiro ao parar a mente das memórias, parar o medo de falhar, parar de pensar que ainda não consigo corrigir-me ou que não estou preparada. EU realizo que o meu Processo depende única e exclusivamente de mim, por isso em vez de confiar nos meus pensamentos, eu passo a confiar na minha respiração e a empenhar-me fisicamente para aperfeiçoar as minhas ações.

Eu comprometo-me a auto-ajudar-me com regularidade, compromisso e eficácia no meu Processo. EU apercebo-me que por muitas conversas que eu tenha com outras pessoas, no fundo tem a ver com a minha força de vontade, dedicação e persistência em aplicar a minha correção nas coisas que eu faço/digo.
Quando e assim que eu me vejo a desejar continuar a fazer as coisas à minha maneira embora eu veja não ser a mais eficaz, eu páro esta ideia de como as coisas deviam ser e respiro. Eu apercebo-me que ter ideias na mente é inútil e uma perda de tempo - eu comprometo-me a aplicar as soluções no meu dia-a-dia, a testar as soluções. Quando e assim que eu me vejo a interpretar os comentários de outra pessoa como sendo um sermão, eu páro e respiro. Eu permito-me a não levar a correção como sendo uma ofensa. Em vez disso, eu páro de participar no padrão da culpa e ajudo-me simplesmente a tomar responsabilidade por mudar a minha relação naquela circunstância. Até lá, apercebo-me que cada correção funciona como recompensa por parar e mudar.
Eu comprometo-me a ter paciência comigo própria e a praticar o ponto de confiar no meu processo de correção!

Quando e assim que eu me vejo a pensar que o processo de correção é demorado, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este ponto de partida define e limita logo à partida que eu sou demorada a corrigir-me. Por isso, quando e assim que eu me vejo a assumir as minhas ideias/julgamentos como sendo uma verdade inquestionável, eu páro e respiro e ajudo-me a trazer o ponto para mim própria e ver onde é que eu estou a definir/limitar a minha aplicação prática. Eu apercebo-me que depende somente de mim  estar focada no meu processo, estar disposta a ouvir soluções que eu posso aplicar na minha vida e passar para o "nível seguinte" da correção prática. Apercebo-me também que o Ego por trás da resistência para sair de um padrão só se mantém se eu continuar a alimentar o Ego da raão mesmo depois de perceber que é a mim que a resistência da mente prejudica. Finalmente, realizo que ser e fazer as coisas em honestidade própria é ser e fazer as coisas em senso comum, como aquilo que é o melhor para mim = todos.

Ilustração: Marlen De Vargas Del Razo, Day 258: Vampires in the Soul of Sacred Geometry - ADC - Part 105 http://creationsjourneytolife.blogspot.com/2012/12/day-258-vampires-in-soul-of-sacred.html