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DIA 256: Como Parar de Estar Acelerada na Mente e no meu Dia-a-dia




Esta noite sonhei que conduzia na estrada e, ao tentar virar uma curva, tinha saído do viaduto e voado às cambalhotas pelo campo ao lado da estrada, até o jipe parar. Nesse momento, com medo de ver as consequências dos ferimentos, desejei andar para trás no tempo e conduzir mais devagar e não fazer a curva daquela maneira para evitar o acidente.

Ao investigar este sonho, perguntei-me o que é que eu via para além da imagem do acidente. Vejo-me a mim, acelerada na minha mente, a querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo e a desprezar o tempo que as coisas realmente levam a fazer. Vejo também como desejo lidar com o tempo de maneira diferente: desejo ter tempo para não chegar atrasada e para dedicar mais tempo a outras coisas durante o meu dia. Finalmente, vejo o arrependimento de andar acelerada quando o meu corpo começa a dar sinais de stress e de cansaço por participar na energia da mente, dos pensamentos e imaginação.

Esta minha relação com o tempo é, portanto, uma relação de separação, como se o tempo fosse algo separado de mim que eu uso e abuso, embora afinal de contas não seja separado de mim porque o meu corpo está também dependente do tempo - ou seja, o tempo passa e reflecte-se na fome que o meu estômago começa a sentir, na necessidade de descansar, na ansiedade física quando corro para não chegar atrasada e no stress muscular quando passo demasiado tempo focada na minha mente de ideias, imagens e imaginação.

Estar acelerada dentro de mim é um estado mental que requer a minha correção, porque traz consequências para mim e para os outros. Ao andar acelerada na minha mente, a minha noção de tempo é manipulada para corresponder à velocidade quântica da mente, em que as imagens se ultrapassam umas às outras, sem qualquer referência ao tempo real e físico. Por isso, neste processo de correção, eu ajudo-me a alinhar-me ao tempo físico e real, de modo a estar sempre ciente do meu corpo e a garantir que as minha acções são geridas de acordo com o tempo real a cada respiração. Ajudo-me também a usar a mente como um guia para conhecer os meus medos, a minha maneira de funcionar e os meus padrões de pensamento e comportamento. Assim, ao ver o padrão de criar acidentes na minha imaginação eu ajudo-me a parar e a perceber que se estou na mente então não estou ciente do meu corpo/realidade física e por isso estou a colocar-me numa situação propícia a um acidente proveniente de uma distração.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o tempo quântico da mente é real.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar o tempo quântico da mente como uma referência para a realidade e por isso participar na frustração de que as coisas na realidade demoram demasiado tempo a serem feitas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar stress físico no meu corpo ao tentar fazer as coisas de acordo com a imagem do tempo quântico da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o tempo real que as coisas levam e por isso não considerar cada passo e prevenir as consequências de andar acelerada.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido culpar o meu corpo/a mim própria por ser lenta e alimentar o julgamento próprio, quando na realidade eu estou entretida na minha mente de ideias e no tempo quântico em vez de estar totalmente dedicada a viver no tempo real e a fazer as coisas de acordo com a leis físicas, quer seja a conduzir, a andar, a fazer, a crescer, a perceber, a aprender e a mudar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar no arrependimento da mente e de desejar voltar atrás no tempo - o que não é possível e não é real. Apercebo-me que a única maneira de corrigir esta tendência é em mudar a minha relação com o tempo e ajudar-me a estar ciente de cada momento para que cada ação minha seja absoluta, em plena certeza e a ser/fazer o melhor que eu posso. Desta maneira, ao estar ciente de mim e ao estar ciente do tempo real e das leis físicas eu vou evitar criar consequências físicas e não irei participar no arrependimento e no desejo inútil de mudar o passado.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que as consequências físicas (acidentes) são uma punição de Deus e assim evitar ver como eu crio as consequências para mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o passar do tempo que vejo nos filmes (e na minha mente) é real e que é possível ser transposto para esta realidade física sem criar consequências. Eu apercebo-me que eu sou responsável por viver em tempo real e em prevenir consequências de stress e acidentes na minha realidade.

Por isso,

Quando e assim que eu me vejo a imaginar eventos na minha mente, eu páro e respiro. Eu ajudo-me a ver que o tempo quântico da mente não é real e que estou a criar uma realidade paralela e fictícia que me disTRAI desta realidade física no mundo. Por isso, eu comprometo-me a parar de criar e participar em realidades paralelas na minha mente e assim ajudar-me a estar sempre ciente de mim e das minhas ações nesta realidade física.
Quando e assim que eu me vejo a criar uma imagem de mim a fazer qualquer coisa, eu páro a imaginação e respiro. Eu comprometo-me a usar o tempo físico como referência e a fazer as coisas do meu dia-a-dia de forma prática e eficaz de modo a fazer o máximo que posso com o tempo que tenho. Apercebo-me também que ao estar totalmente ciente de mim e das minhas ações, serei capaz de criar soluções para mim própria e assim permito-me fazer mais e melhor do que quando me limito com as ideias e padrões da mente.
Quando e assim que eu me vejo a criar a ideia de acidentes na minha mente, eu páro e respiro. Em vez de ficar "presa" emocionalmente a esta imagem, eu ajudo-me a ver e a investigar o que eu estou a mostrar a mim própria e dedico-me a criar a correção e a mudança na minha relação comigo e com o mundo.
Eu apercebo-me que o constante estado de alerta e de stress é evitável se eu estiver ciente de como a minha mente funciona, ciente do meu corpo e desta realidade física. Por isso, quando e assim que eu me apercebo que estou num estado de ansiedade, eu páro e respiro. Eu uso esta manifestação como um indicador de que estou separada de mim/do meu corpo/da realidade física e ajudo-me a parar de participar na mente e, com a ajuda da respiração, eu volto para mim, para o meu corpo, para a Vida Aqui, ciente de cada respiração e da minha ação.

Fotografia de João Maria Alves

Sites que eu recomendo:
http://lite.desteniiprocess.com/ Curso gratuito de Auto-Conhecimento 
http://forum.desteni.org/ Forum de participação, perguntas e respostas





DIA 226: Tempo para lidar comigo - o regresso à faculdade

Hoje apercebi-me do ponto da exaustão da pior maneira. Nestas últimas semanas tenho participado numa enorme resistência em avançar com um trabalho da faculdade e hoje foi a data limite para o entregar. Apesar de ter conseguido enviá-lo a tempo, apercebi-me do stress desnecessário que eu criei para mim própria, como se fosse preciso estar sob pressão para avançar. A instabilidade mental contagiou o físico e o meu coração estava a bater super rápido nos momentos antes da entrega do trabalho.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a motivação de estar sob pressão é real, quando afinal esta motivação não passa de uma energia auto-destrutiva que eu própria me permito participar nela.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido viver o compromisso prático de parar a resistência de escrever o meu trabalho da faculdade, escrever o meu blog, avançar no meu processo, mudar a minha relação comigo própria e mudar a minha relação com o mundo à minha volta.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar stress na minha realidade ao permitir acumular tarefas sem pôr a minha estabilidade física em primeiro lugar e abrandar a mente. Eu apercebo-me que não me estou a dar tempo suficiente para aquilo que é essencial para a minha estabilidade, tal como o tempo para estudar, o tempo para escrever, o tempo parar PARAR e RESPIRAR e o tempo para aplicar soluções práticas para mim própria.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ter paciência comigo própria no meu processo de voltar à faculdade, de ter paciência com a minha mudança de ritmo e de mudar o meu dia-a-dia para viver o compromisso de estudar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido distrair-me com as flutuações de energia em vez de me dedicar a viver o compromisso/decisão de fazer o meu trabalho, de me aperfeiçoar no meu processo de Vida, de me dar direção a cada respiração, sem hesitar a minha decisão de estar aqui e de expandir quem eu sou.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser e fazer aquilo que é o contrário daquilo que realmente quero fazer (eu apercebo-me que este diálogo interno é um reflexo da hesitação e desconfiança  que eu ainda permito ter em mim e que eu sou responsável por lidar/parar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido procurar entretenimento para "compensar" o stress que eu sinto quando estou a estudar, em vez de viver a decisão de estar estável em tudo aquilo que eu faça, sem emoções de medo ou desejo.


Quando e assim que eu me vejo a hesitar a minha decisão de estudar por mim e para mim (e para os outros, visto que quem eu sou se vai reflectir na minha relação com o mundo), eu páro e respiro. Eu dedico-me a puxar por mim de cada vez que eu vejo a resistência para estudar, para mudar o meu horário e incluir o estudo e para começar a estudar gradualmente sem estar com o count-down da evaluação.
Quando e assim que eu me vejo a imaginar na minha mente o stress de deixar as coisas para o último minuto, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que não preciso de ter este tipo de aventuras emocionais para valorizar aquilo que eu faço - aliás, eu apercebo-me que o meu trabalho será o reflexo de quem eu sou ao longo do processo de estudo e, por isso, a estabilidade do meu dia-a-dia irá proporcionar-me mais concentração e menos distrações.
Quando e assim que eu me vejo a ter um diálogo dentro de mim sobre aquilo que eu devia ou não devia estar a fazer, eu páro e respiro. Eu dou-me tempo para analisar os pensamentos, dou-me tempo para escrever e perceber o padrão que se manifesta para eu avançar no meu processo de me auto-corrigir.
Quando e assim que eu me vejo a distrair-me da minha decisão de estudar e assim participar na resistência de "seguir em frente", eu páro e respiro. Eu apercebo-me que tenho a cada respiração uma oportunidade de me aperfeiçoar e de aplicar o meu conhecimento em coisas práticas que sejam aplicadas no nosso mundo.
Eu apercebo-me que a tensão, o stress e a exaustão são formas de abuso próprio/físico que me limita, porque fico invadida pela experiência emocional. Quando e assim que eu me vejo a começar a participar no stress ou tensão, eu páro e respiro. Eu tomo direção e a responsabilidade sobre aquilo que eu permito e aceito fazer/ser neste mundo e por isso, ajudo-me a encontrar a origem do stress e da tensão em mim e ajudo-me a recriar a minha estabilidade a cada momento ao aplicar a solução da respiração, de abrandar a velocidade da minha mente e me permitir ver a situação em  senso comum (e agir com vista a uma correção duradoura e consistente).
Eu apercebo-me que uma das maiores distrações são as preocupações que eu crio com base no medo de falhar. Por isso, eu comprometo-me a confiar em mim e a viver esta confiança de aplicar soluções para mim própria, de escrever para mim própria, de me ajudar a lidar com a minha própria mente, de me apoiar a enfrentar os medos que existem na minha mente e de começar a fazer aquilo que eu tenho resistência.

Eu comprometo-me a ser assertiva com os meus trabalhos e a apoiar-me fisicamente para eu criar as condições para eu ter tempo para estudar, para começar o trabalho sem haver a desculpa de ter pouco tempo - Eu comprometo-me a aplicar esta organização pessoal em todas as minhas actividades no meu dia-a-dia. Eu apercebo-me que ao ser responsável por mim própria em honestidade própria e assertividade, eu estou a ser responsável por aquilo que eu faço e estou a ter consideração/respeito por mim naquilo que eu faço.

Ilustração: Andrew Gable "It's time to stop carying the past, investigate self with Desteni I Process


DIA 219: Lições do Candy Crush


Ultimamente tenho jogado um jogo do Facebook chamado Candy Crush que implica fazer combinações de doces para se marcar pontos e seguir-se para o nível seguinte. Têm havido uma série de jogadas que, para além de fazerem um fogo-de-artifício de pontos inesperados, têm também sido fonte de realizações interessantes que posso sem dúvida aplicar ao meu processo.
  1. O primeiro elemento fascinante é o aumento gradual da dificuldade e quanto mais pratico mais "fácil" parece ser avançar para o nível seguinte, embora a facilidade seja relativa, pois tem a ver com o aumento da confiança, em conhecer o jogo, perceber como funciona e aplicar tudo isto para se atingir a perfeição. Da mesma maneira, ao trabalhar pontos em mim/memórias/padrões de pensamentos, consigo tirar camadas da minha mente para descobrir novos pontos para resolver em mim.
  2. Para isto, vejo que praticar diariamente ajuda a conseguir ver novas estratégias de jogo e o mesmo posso dizer que escrever todos os dias me ajuda a ver novas perspectivas sobre pontos que eu enfrento. Tal como no jogo, às vezes  é preciso parar, respirar e recomeçar com uma nova atitude, procurar jogar com uma estratégia nova, aprender com alguém que já esteja num nível mais à frente e aplicar essas soluções no meu jogo/na minha vida.
  3. Outro elemento essencial que pode mesmo ser decisivo para se ganhar um nível é o pensamento a longo-prazo: ou seja, por vezes é mais eficaz ver combinações mais complexas do que fazer pequenos pontos rápidos - também no processo, apercebo-me que as reações do momento têm um valor relativo que pode ser substituído por uma atitude de perceber a origem da reação de modo a que a minha aprendizagem dure no tempo e o meu processo seja uma acumulação de boas práticas e de correção-própria a cada novo passo.
  4. Ao ter-se em conta jogadas sustentáveis, pratico o chamado "thinking ahead" para perceber as várias opções e para isso ajuda ver o quadro global em vez de me fechar sobre uma parte to jogo. No processo de se lidar com a mente, é importante pôr-se as cartas na mesa, ao escrever sobre as várias opções  que eu tenho quando estou perante uma decisão, perceber as vantagens e as desvantagens das decisões que eu tomo de modo a ser responsável pela minha direção.
  5. Focus! Dificilmente se ganha no Candy Crush se não se estiver concentrado no jogo! Isto é possível ao perceber-se a "missão" do nível e a não perder de vista esse objectivo de se quebrar o "jelly" ou de se libertar os frutos encurralados!  No processo, o foco é sobre mim própria, ao estar ciente de quem eu sou naquilo que eu faço, estar ciente da minha presença, estar ciente daquilo que eu faço e a ser eficaz com o meu tempo disponível, sem me distrair desnecessariamente.
  6. A compaixão do jogo é um ótimo exemplo de como nos podemos salvar uns aos outros, ao dar vidas e receber vidas.
  7. A disciplina de se querer jogar "só mais uma vez" para se passar ao nível seguinte. Vou então aplicar esta ambição no meu processo em garantir que vivo  o compromisso de escrever o perdão-próprio diariamente. É brutal criar a estabilidade em mim própria quando eu realmente aplico a disciplina no meu processo e me apercebo do meu potencial de resolver os meus próprios problemas da minha mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para escrever o perdão-próprio é real. Apercebo-me que a resistência tem a ver com o facto do perdão-próprio não ser tão popular como dizer que estou a jogar Candy Crunch.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar avançar para o nível seguinte sem primeiro estar confortável com os pontos que tenho à minha frente para lidar e resolver.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar o meu jogo/o meu processo com o jogo/processo dos outros, quando eu me apercebo que só eu posso andar o meu jogo/processo e que o meu jogo/processo depende inteiramente de mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manter uma atitude passiva no meu jogo baseada na ideia que basta o meu parceiro ganhar para eu ficar contente. No entanto, apercebo-me que esta ideia é uma forma de justificar a minha falta de disciplina em completar o que comecei. Eu apercebo-me que eu costumava ter esta atitude quando jogava o GameBoy e a minha irmã completava os níveis - era como se eu perdesse a vontade de ganhar porque ela já tinha ganho. Por isso, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver estes jogos como uma competição com as outras pessoas em vez de ser uma oportunidade para eu aperfeiçoar o meu jogo e fazê-lo por mim!

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência em falar do perdão-próprio, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que tenho tido tantas ou mais lições através do perdão próprio do que até mesmo a jogar Candy Crush, por isso em igualdade, se eu falo em Candy Crush, faz sentido também estar à vontade a falar do perdão-próprio.
Quando e assim que eu me vejo a comparar o meu jogo com o jogo de outra pessoa, eu páro e respiro. Eu foco-me naquilo que eu estou a fazer e apercebo-me que o meu jogo depende da minha aplicação ao pôr em prática  soluções no meu jogo/vida.
Comprometo-me, de igual modo, a aplicar-me  a cada momento da minha vida ao estar focada na minha respiração e na minha correção para avançar no processo de me libertar das "jellys" da mente que me bloqueiam a expressão de Vida. Nisto, apercebo-me que tal como no jogo, é essencial eu aplicar o senso comum no meu dia-a-dia, em não complicar passos que podem ser simples e eficazes, a estar confiante nas minhas decisões e a não ter vergonha de pedir ajuda aos outros quando é necessário.

Tal como na vida real, no Candy Crush estamos todos na mesma terra, a dar-nos a nós próprios a oportunidade de aperfeiçoar a nossa ação.


DIA 216: À descoberta das Ansiedades: o Suicídio por Desistirmos da Vida que Somos

No seguimento da minha des-coberta das ansiedades e das preocupações, apercebo-me que a origem destes padrões não está nas minhas experiências ou nas influências do meu ambiente (aquilo que eu antes culpava por ser o stress do emprego, ou as pessoas). As ansiedades da mente têm origem na mente. Este é o senso comum que me tem faltado, ou talvez seja a awareness que não existia em mim tão claramente. Por não saber como a mente funciona, acabei por ter participado, acreditado e alimentado as ansiedades dentro de mim, e foi assim que eu me "criei" até agora. Não se poderá dizer que seja uma criação pois tem sido uma cópia da realidade à minha volta, à procura de respostas e de soluções fora de mim.

Não foi de estranhar ver como os meus pensamentos, preocupações e ansiedades surgem automaticamente - até a imaginação na minha mente vem gratuitamente!  É fascinante ver como as preocupações surgem mais rapidamente e mais facilmente do que as soluções práticas. Agora que estou ciente destes pensamentos, posso usá-los como indicadores da minha eficácia no processo de parar o controlo da minha mente para me dedicar a soluções práticas e em honestidade própria.

O timing destas realizações pessoais coincide com o artigo publicado no blog Heaven'sJourney to Life, que expande sobre como é que nós nos suicidamos ao desistirmos da Vida que somos, visto que passamos a dar mais valor à mente do que a nós próprios; trata-se de uma decisão de vida ou de morte, em que deliberadamente eu tenho escolhido seguir aquilo que a minha mente me mostra (e que acabou por ser uma realidade confusa, por dentro e por fora), em vez de me dedicar a uma criação de mim própria realmente baseada naquilo que é o melhor para mim, um e igual aos outros seres vivos, a aprender , a progredir, a aplicar soluções na minha vida e a aperfeiçoar-me. Assustadoramente, apesar das preocupações serem ultimamente sobre o medo da morte, é para lá que caminhamos como se fosse um castigo/uma aceitação da desistência, em que estupidamente os seres-vivos deixam de o ser.

Até agora ainda não tinha considerado a possibilidade de não dar azo a esta paranoia mental, mas enquanto estava a fazer o curso DIP comecei a escrever sobre pontos suprimidos em mim, sobre memórias que tinham estado de tal modo fechadas que eu nem sequer me tinha apercebido que é da minha responsabilidade (e que consigo!) resolver as ansiedades e os medos que existem dentro de mim. O próprio padrão de culpar os outros por qualquer coisa que eu sinta é um mecanismo de defesa/supressão da mente, porque por trás deste padrão está a minha mente secreta de medos e ansiedades, em que eu estou de facto a defender o ego e a sobrevivência de personalidades - mas nada disto é real.  É fascinante ver como a mente ainda grita mais alto e como facilmente ainda me distraio com pensamentos, mas aqui está a vantagem de se escrever - vejo o problema e a solução mesmo à minha frente e posso deliberadamente tomar a decisão de Parar o automatismo da mente para abraçar/recriar a Vida que sou.

What is also interesting regarding us Humans, is how we tend to believe MORE what OTHERS say about ourselves, than us standing by a decision/living statement of/as who we are and so, because of this, the individual that is being bullied, with replaying the memories over and over and over again, with the memories/moments having such energetic/emotional impact on themselves, starts considering that What OTHERS are saying about them must be true. This in itself is quite a shock to the Self, because in a way there exist the awareness of the fact that, Self is accepting/allowing others to define self, that Self is giving into THEM and giving up on SELF. 




DIA 171: Carreira profissional: pressão, limitação ou EXPANSÃO?


Novos pontos relacionados com o apego a uma ideia de carreira profissional ficaram mais claros depois de ter feito este vlog e me ter aberto comigo própria.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar e acreditar que tenho de "voltar às origens" em relação à carreira profissional que um dia idealizei para mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que "estava no bom caminho" quando comecei a usar fato de executiva.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido abraçar áreas profissionais que eu excluí à partida porque não correspondiam à imagem de sucesso que eu idealizei para mim e para os outros.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que eu julgo as pessoas pela carreira profissional que têm em vez de conhecê-las por quem elas realmente são.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar esconder-me de mim por trás de uma carreira profissional, em vez de criar a minha carreira à medida que eu caminho a minha carreira.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar uma pressão dentro de mim mesma com a ideia daquilo que eu tenho/devo fazer no futuro, em vez de tomar decisões aqui por mim e vivê-las de facto.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido limitar a minha expansão ao procurar corresponder com uma imagem que só eu criei para mim própria mas que só tem em conta o meu interesse-próprio porque não é baseada nos princípios de igualdade e de fazer parte da mudança que eu quero ver neste mundo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que alguém separado de mim sabe melhor aquilo que é o melhor para mim em termos profissionais do que eu para mim própria - apercebo-me que esta tem sido uma projeção da separação que eu tenho permitido em mim.

Eu comprometo-me a dedicar-me a tudo o que eu faço sem participar nos julgamentos da mente baseados na imagem e ideia de sucesso profissional, quando afinal são apenas imagens que servem de distração e de auto-sabotagem. Apercebo-me que a minha expansão pessoal não é limitada pela minha actividade profissional - afinal, eu apercebo-me que me posso dar e criar a oportunidade de me expandir com a minha actividade profissional!
Quando e assim que eu me vejo a projectar nos outros manifestações de interesse próprio e medo associados à necessidade de uma carreira profissional no sistema, eu páro e respiro.Eu apercebo-me que o sistema de interesse-próprio só existe à minha volta porque eu também participo nele. Comprometo-me então a ver como é que eu posso direcionar aquilo que eu faço para aplicar em algo que seja o melhor para todos e que posso contribuir para uma mudança de hábitos. Realizo também que ao fazer algo novo que inicialmente havia bloqueado essa hipótese estou a criar-me fora do programa da mente e que é essencial estar ciente de mim a cada momento e a cada respiração para garantir que cuido bem de mim.
Quando e assim que eu me vejo a entrar no padrão de desvalorizar aquilo que eu faço somente porque não corresponde à valorização de carreira x e y na sociedade, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que sou eu quem está a permitir participar nesta auto-desvalorização sem ver que o senso comum do nosso valor real é a Vida aqui e que todos temos em comum nesta realidade física. Dedico-me então a parar a sabotagem da mente sobre a minha vida e, passo a passo, dedico-me criar-me como a solução para mim própria em tempo-real e consistência e aperfeiçoar como ser-humano através de todas as minhas actividades do sistema profissional.
Quando e assim que eu me vejo a valorizar-me a mim e aos outros com base no salário que este sistema económico dita, eu páro, eu respiro e dou-me a possibilidade de parar de julgar-me a mim e aos outros como inferiores ou superiores conforme o seu valor monetário e a imagem que essa carreira tem sido promovida.
Foco-me então naquilo que eu estou a fazer aqui e agora, a dar e ser o meu melhor sem me limitar com as ideias/medos/insegurança/esperança nem comparações da mente. Eu sou um e igual à carreira profissional / actividade profissional no sistema, logo, eu aproveito para trabalhar estes pontos de separação que eu tenho permitido existir em mim mesma, para começar a abraçar aquilo que eu faço em plena estabilidade própria e dar-me direção para que a minha expressão/expansão de capacidades sejam aplicadas em senso comum e com resultados que sejam o melhor para todos.


Dia 166: Não aceitar andar aos altos e baixos...



É uma questão de consistência baseada em viver a decisão de parar de andar aos altos e baixos, a começar pela minha estabilidade/consistência  interior (respiração) - externa (ação).

Eu perdoo-me por aceitar e permitir que o meu processo, aplicação e direção tenha altos e baixos.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que qualquer instabilidade (altos e baixos) na minha aplicação e dedicação no meu processo é sempre responsabilidade minha.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido parar de acumular coisas por fazer e focar-me em realmente mudar a minha açção/direção para ser assertiva comigo própria e fazer aquilo que está mesmo aqui ao meu alcance - ao fazer uma coisa de cada vez, focada, a cada respiração e em total auto-confiança.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar a desculpa de "estou muito cansada" ou "hoje já trabalhei imenso" ou faço amanhã" para evitar manter a minha consistência pessoal e em dedicar-me ao meu processo em honestidade própria.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a justificação do "não me apetece" é uma justificação da mente baseadaem energia e baseada no padrão de fazer coisas ligadas à excitação da novidade ou da recompensa.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e realizar que ao dedicar-me à minha consistência no meu compromisso de escrever todos os dias, ou de trabalhar todos os dias, ou de me alimentar todos os dias, ou de respirar a cada momento, é de facto viver o meu compromisso de vida e de tomar conta de mim como Vida.

Quando e assim que eu me vejo a usar desculpas de "não ter tempo" para manter o padrão de"adiar" as minhas coisas, eu páro e respiro.
 Eu apercebo-me que esta ideia que "eu não tenho tempo para mim" é um engodo da mente porque na realidade é tenho a oportunidade de dar-me a mim própria e de me auto-ajudar a cada momento a estar ciente da minha respiração/corpo.

Quando e assim que eu me vejo a ver que as coisas estão a desmoronar-se, eu páro e respiro. Eu realizo que sou capaz de parar esta tendência de passar de altos e baixos ao parar de participar na procrastinação da mente. Quando e assim que eu vejo a sabotagem da mente a desencorajar-me de tomar decisões e de viver as decisões, eu páro, eu respiro e eu foco-me na minha ação de maneira a ser plenamente eficaz nas coisas que eu faço.

Eu dedico-me a puxar por mim de cada vez que vejo resistência em manter a minha consistência. Para isso, eu comprometo-me a fazer exactamente aquilo que acabo por deixar "para a última", como por exemplo, escrever diariamente, fazer vlogs, traduzir produtos da eqafe, tomar notas no meu caderno e a fazer os exercícios do DIP.

Eu comprometo-me a começar por praticar a minha consistência nas coisas que em honestidade própria eu vejo que tenho estado a procrastinar.  Eu apercebo-me que, se a procrastinação/preguiça da mente é contagiante, vou então inverter esta situação e dedicar-me a recriar uma disciplina de dedicação física a fazer por mim aquilo que é o melhor para mim.