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Dia 260: Ser Dura Comigo Mesma e Viver Sob o Estado de Zanga Iminente - Confissões


Esta semana tenho estado ciente da tendência de me zangar comigo própria quando não faço as coisas na perfeição ou quando cometo erros. Curiosamente, o conceito de perfeição é determinado por mim o que significa que o feitiço virou-se contra o feiticeiro porque acabo por ficar zangada quando não ajo de acordo com uma ideia que eu criei e impus para mim própria!
Esta rigidez mental ocorre automaticamente e foi preciso alguém perto de mim me ter alertado para o hábito de ser demasiado dura comigo mesma. Esta reação traduz-se em momentos em que eu crio e acumulo fúria dentro de mim, como uma forma de punição por algo que eu tenha dito ou feito e que me julgo como não sendo boa o suficiente.

Por trás disto, existe o factor da zanga, de estar chateada comigo, de me irritar, acumular esta raiva, projectá-la no meu mundo e suprimi-la dentro do meu corpo. Desde que comecei a investigar este ponto dentro de mim tenho visto como esta atitude para comigo mesma está presente em tantas coisas que eu faço no meu dia-a-dia: quando não concordo com algo que o meu parceiro faça, quando estou atrasada, quando algo não corre como planeado, quando começa a chuver, quando um motorista faz uma manobra, quando vou para a cama tarde, quando recebo um comentário negativo, quando vejo uma notícia sobre conflitos e injustiças, e muito mais. A lista é longa no entanto vejo agora que a minha reação para com aquilo que eu faço ou com o que está à minha volta é descenessária. Aliás, se eu parar de estar zangada é menos uma coisa a agravar o problema.

É interessante observar como a maioria destas reações não são exteriorizadas porque não quero passar uma imagem de ser exaltada, ou instável. No entanto, a energia da raiva continua a existir dentro de mim... Suprimida. Esta manifesta-se nas converas que existem dentro da minha mente, na minha visão de como eu vejo as coisas, nos julgamentos e na primeira reação que eu tenho, mesmo que seja por apenas alguns segundos. No passado deixava que estes julgamentos sobre os problemas alimentássem a ideia de impotência e actualmente sou capaz de não me deixar absorver pelo problema e olhar para a solução. No entanto, agora estou ciente que dentro de mim ainda participo na energia da reação baseada na fúria, na zanga, na irritação - a melhor maneira de identificar uma energia é ver como estas emoções duram apenas alguns momentos e, com o passar do tempo, acabam por desvanecer. Normalmente é depois da poeira acentar que se conseguem ver soluções e frequentemente acabamos por nos arrepender de algo que tenhamos dito ou feito sob o efeito da energia da raiva. Por isso pergunto-me: se eu vejo que esta reação não me ajuda e até cria consequências indesejadas, porque é que eu reajo em raiva e me zango? Quem é que eu sou sem participar nesta energia? O que é que eu penso ser quando estou sob o efeito da energia?

Se eu olhar para o passado, consigo identificar momentos na minha vida em que vi pessoas zangadas, de voz exaltada, com gestos largos e com atitudes bruscas. Embora isto me fizesse estremecer por dentro, poucos eram aqueles que desafiavam este estado de raiva e que faziam as coisas de maneira diferente. Portanto, a tendência de me zangar foi  aceite como normal. Está também associado à ideia de respeito e querer ser respeitada, à noção de autoridade, de controlo e de ter medo de ser inferior.

Em vez de me julgar por isso, estou a investigar e a comunicar este ponto - primeiro comigo própria e depois com as pessoas mais perto de mim - com o meu parceiro, com o meu buddy do Processo e amigos mais chegados. Agora chegou o momento de partilhar com o mundo. Tem sido importante expor esta minha tendência com o meu parceiro especialmente porque em momentos em que o João me vê a reagir comigo própria ou com alguma coisa, ele alerta-me e ajuda-me a ver quando me estou a zangar ou a ficar chateada. Este é o processo de lidar com uma energia que tem existido dentro de mim durante muito tempo e que estou agora a parar de participar nela através da respiração, do perdão-próprio e a corrigir-me em tempo real. 

Estou a tomar responsabilidade pelo que se passa em mim e a mudar a minha vida.
Sinto uma leveza dentro de mim desde que me permiti ver que não me tenho de zangar comigo, com nada nem com ninguém. Dá-me vontade de chorar por finalmente libertar este peso. É um peso carregado de moralidade, de ideias de como as coisas devem ser, do julgamento do certo e errado, do bom e do mau. É o peso de um Deus que eu criei dentro de mim própria e contra mim. É o peso de uma imagem de perfeição. É o peso de uma punição que imagino para mim própria quando não correspondo a estas ideias e que justifica os meus medos. É uma amarra à minha expressão e à minha honestidade própria.

Agora pergunto-me: quantos de nós tem vivido sob este estado de zanga iminente? Quantos de nós gritam nos sonhos, o único espaço em que as supressões vêm ao de cima? E quantos de nós se permite tirar o escudo de proteção chamado fúria, sem medo de sermos vulneráveis e gentis connosco mesmos, com os outros, e realizarmos que somos iguais?

Vejo então que a fúria é um mecanismo de defesa do ego. Nenhuma atitude com base na mente de superioridade e de controlo vai produzir resultados benéficos para mim ou para os outros à minha volta: vejo consequências nas minhas relações passadas e recentemente o meu corpo tem-me dado sinais de alerta. Estou grata por ter actualmente pessoas e ferramentas que me apoiam a olhar para dentro e a resolver este problema dentro de mim. Espero que este blog te ajude a lidar com este ponto caso também vejas a tendência para te zangares contigo e projectares essa raiva no mundo à tua volta.


Nos próximos blogues irei também publicar o perdão-próprio que tenho estado a viver em relação a coisas ou momentos que desencadeiam a energia da raiva, irritação, zanga.

Até lá, recomendo que oiças também estas entevistas (em Ingês):

Utiliza a secção de comentários caso tenhas perguntas em relação a este ponto (ou outro na tua vida!) ou sobre o processo de auto-investigação.



DIA 230: A Paranóia da Sexta-Feira




Será que já nos perguntámos porque razão a sexta-feira é um dia fascinante no calendário dos seres humanos do mundo ocidental? Pelo menos no meu escritório, paira no ar uma alegria estranha, há mais sorrisos, as pessoas vestem-se descontraidamente e há mais tempo para se conversar com o colega do lado. Isto não seria de estranhar se fosse a regra, no entanto, esta motivação quase infantil é a excepção e só ocorre um dia por semana. Ao fim de um ano, provavelmente vai-se ver que dos 260 dias de trabalho, apenas 52 dias foram levados de bom grado. Este comportamento está de tal forma enraizado na sociedade que até deu nome a um franchaising de restauração - o famoso Thank God Is Fridays.
Mas será que é a Deus que agradecemos as nossas vidas semanais miseráveis que requerem um ou dois dias de "descanso", para depois se voltar para a roda dos ratos na corrida contra o tempo? Ou será que não somos nós próprios quem tem consentido com uma vida contra a nossa própria existência, contra o nosso próprio bem-estar, contra a nossa própria estabilidade e segurança de uma vida garantida?

 At least is Friday é outra expressão que está nas bocas de muitos para se aceitar qualquer coisa menos boa que aconteça numa sexta-feira, que realmente significa "quero lá saber"... Foi estranho deparar-me com esta realidade do mercado de trabalho quando me juntei a uma grande empresa porque não estava habituada a ver a influencia da chegada do fim-de-semana e a abertura com que as pessoas expressavam a necessidade e desespero pela chegada das 17:00. Provavelmente não reparei nesta paranóia enquanto trabalhava numa pequena empresa porque espera-se que os empregados gostem daquilo que fazem e normalmente o director encontra-se na mesma sala!

Para mim, a motivação da sexta-feira é como um balão que enche e se esvazia até estar murcho num domingo à noite e não haver qualquer vontade-própria de começar a segunda-feira. No entanto, a partir de quarta-feira, o mesmo balão recomeça a ser enchido pela vontade crescente de se ter dois dias "livres" geridos pela nossa própria decisão. Curiosamente, cheguei à realização que a minha gestão do tempo durante o fim-de-semana é precária quando comparada com a gestão das minhas reuniões durante a semana. Apercebo-me também que a sexta-feira tem um certo "sabor" a rebeldia, em que eu noto a tendência de desejar quebrar a rotina para não pensar no dia seguinte e convencer-me a mim própria que estes eventos fazem sentido e que eu mereço ter este descanso.

Se eu acredito que eu mereço este descanso e se fisicamente o meu corpo necessita deste repouso semanal, então como posso aceitar que no mesmo mundo existem pessoas sem dias de férias nem qualquer motivação externa que as convença que a vida delas vai mudar para melhor? 

SOLUÇÃO

Será que não estaremos nós numa posição privilegiada de questionarmos o sistema que nos prende, de questionarmos as razões pelas quais não estamos plenamente satisfeitos com a nossa actividade diária, nos questionarmos que, se não fosse pelo dinheiro, provavelmente a maioria das pessoas iria fazer qualquer coisa diferente daquilo que faz. E tu, vês a tua paranóia e a paranóia da nossa sociedade? Se realmente estivéssemos empenhados em criar o paraíso na Terra, cada dia seria igualmente importante na vida de cada um, em que cada um de nós respira aqui, se expande sem medo, dedica-se a aperfeiçoar a sua actividade e sabe que está a fazer o melhor por si, para si e pelos outros. 
Sugiro que se comece a investigar soluções a favor de uma sociedade equilibrada na qual a precaridade está fora da Equação - isto será possível se o dinheiro passar a ser uma forma de libertação e não de controlo. Leiam mais sobre o Rendimento Básico Garantido:  http://basicincome.me/




DIA 141: A alquimia em que destruímos tudo aquilo que tocamos


Todos desejamos ser alquimistas para transformarmos tudo aquilo em que tocamos em ouro. Mas o que na realidade acontece é a sensação que estragamos tudo aquilo em que tocamos. Todos desejamos viver mas acabamos por caminhar só para a morte...
Este é um sintoma do vírus da mente

Apesar de todos desejarmos fazer "o bem", de "não pecar" e de transformar tudo em "ouro", no final de contas o que temos? Complicações atrás de complicações, mal entendimentos, frustração, promessas que não se cumprem, personalidades duplas e culpa. Não será esta a ideia que nos faz acreditar que "esta juventude está perdida".... Crianças lindas transformadas em adultos mentirosos. Que raio de destino para a humanidade é este, de certo não é humano, mas é fruto de uma doença mental: a aceitação da mente.

Pontos a serem "curados" e perdoados:
A ideia que estragamos ou contaminamos tudo em que tocamos - Apercebo-me que esta ideia da mente não é real, mas só existe porque eu a criei e continuo a participar nela. É uma constante manipulação da mente em que acabamos por fazer exactamente o contrário daquilo que queremos porque este tem sido o nosso ponto de partida - aceitamos a guerra, aceitamos a desonestidade, aceitamos os medos, aceitamos a culpa, ou seja, aceitamos ser a mente e ignorar a Vida.

Fazer o contrário daquilo que queremos - habituámo-nos a acreditar na nossa mente com tal fé que nem conseguimos distinguir aquilo que é honesto e aquilo que é desonesto connosco próprios. Por exemplo, quando na minha mente eu penso que não quero estragar este momento ou que não quero partir esta caneca, estou de facto a aceitar estas opções - estou a dar azo a criar esta realidade contra mim própria, em vez de tomar a decisão de não me permitir participar e criar uma realidade diferente daquela que é o melhor para mim.  (por  exemplo, estar presente e por isso não deixar cair a caneca!)

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar e definir-me de acordo com as experiências em que acabei por fazer o contrário daquilo que seria o melhor para mim e por ter acreditado que esta memória sou eu. Nisto, apercebo-me que ao definir-me com esta personalidade de que estrago tudo o que eu toco, irei participar nesta personalidade sem ver que eu sou a responsável e capaz por parar de seguir este "programa da mente".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que quando as coisas chegam até mim ficam sempre mais complicadas. Apercebo-me que o que acontece é ter a ideia que as coisas sem mim são mais fáceis de resolver porque não existe ainda o factor de preocupação. Ou seja, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido contaminar aquilo que eu faço com o vírus da preocupação e pensar que vai ser mais complicado do que aquilo que eu inicialmente pensava.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido contaminar a minha ação física com a ideia que é complicado lidar com a situação. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido contaminar a minha ação física com o peso da mente (peso e bagagem da memória e do passado).

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que as situações novas são demais para mim e que seria mais fácil manter-me num estado de conforto e de controlo da mente, em vez de me dedicar a participar na solução e que isto implica fazer aquilo que não está no meu programa da mente (parar a ideia como as coisas vão ser, parar a mente) para ser organizada, ver as coisas em senso comum, mudar a maneira como faço as coisas)

Em  vez disto, eu comprometo-me a ver a situação em senso comum, a ver o que é que realmente precisa de ser feito e analisado para que a minha participação seja na solução e não a agravar ou a causar o problema.

Eu comprometo-me a decidir e viver a decisão de parar o programa da mente em que penso que "será sempre assim" e que irei sempre estragar as coisas ou os momentos em que eu me envolvo.

Quando e assim que eu me vejo a manipular o momento ou a situação ao pensar que as coisas vão se complicar por minha causa, eu pároe respiro. Eu dou-me a oportunidade de ver onde e como é que eu estou a participar nesta ideia e como é que eu estou a criar as condições e a alimentar os medos do futuro. Eu comprometo-me a parar de participar nos hábitos de pensamento da minha mente e dedico-me a escrever ou a falar destes medos e preocupações, no sentido de ver aquilo que eu estou a criar e a alimentar em mim. Nisto, eu dedico-me a parar de deliberadamente aceitar este "destino" da mente.

Quando e assim que eu me vejo a justificar a situação como sendo "o normal" porque tem acontecido o mesmo com a minha família e outras pessoas, eu páro e respiro. Em vez disto, eu permito-me tomar responsabilidade por mim e pela minha responsabilidade de mudar aquilo que tem sido feito, eu seja, dedico-me a parar a mente/cultura/hábito de como as coisas são, quando em senso comum e honestidade própria eu vejo que "a maneira como as coisas são" não é o melhor para ninguém (Por exemplo, chegar constantemente atrasada aos sítios cria-me uma enorme ansiedade). Eu comprometo-me a ver as coisas em unidade e igualdade com tudo e com todos, e a partir daqui, dou-me direção a parar a mente de interesse próprio/ego para me permitir ser e fazer aquilo que é o melhor para todos.

Quando e assim que eu me vejo a sabotar a minha decisão de mudar por pensar que resistir à mente é difícil e complicado, eu páro e respiro.  Eu permito-me sair do estado mental da complicação e vejo que qualquer resistência da mente é um indicador de um ponto que eu ainda não resolvi em mim. EU dedico-me a investigar este ponto e a perceber de onde é que a instabilidade vem - que ideias é que eu ainda me defino e prendo? Que imagem do futuro eu estou a criar para mim própria? Porque é que eu hei-de partir a caneca? Porque é que eu participo na complicação em vez de me dedicar à solução? Em quem é que eu estou a projectar as minhas próprias limitações?

Eu comprometo-me a parar que a minha mente e a mente dos outros decida por mim e permito-me tomar decisões físicas que realmente ajudem a minha existência física e a existência física dos outros, sem qualquer agenda da mente/medo/morte e dedico-me a VIVER-me/realizar-me/descobrir-me/mudar-me em honestidade própria.

À medida que escrevia estas realizações, apercebi-me que o ponto de partida de julgar as coisas como complicadas ou simples é também uma sabotagem da mente. O mesmo se passa com o desejo de transformar as coisas em ouro - todas estas ideias de como as coisas são ou devem ser, serve como uma distração daquilo que está aqui e que pode/deve ser feito; portanto esta é a decisão de sair desta prisão da mente, destas auto-definições, desta religião do certo e do errado, da vida e da morte. Em vez de desejar a vida "perfeita", dedico-me a recriar a vida que existe em mim - a expressão física da vida que está aqui em tudo e em todos, tal como o ar que respiramos.

Ilustração: Can I Walk Away in My Next Breath – An Artists Journey To Life: Day 179 | by Andrew Gablehttp://bit.ly/VN3il7

Dia 119: Aplicar soluções no meu mundo...




Quantos vezes é que será preciso bater com a cabeça para finalmente ver que tenho/posso desviar-me? Ou que posso mesmo ver que fui eu que criei a parede e que posso também tirá-la? Esta metáfora descreve como às vezes me permito sentir quando passo pelo mesmo padrão uma vez, duas vezes, três vezes, sem me aplicar a mudar a minha história.

Hoje fiquei desiludida comigo própria porque mais uma vez me distraí de mim. No entanto, em vez de continuar a acumular esta frustração de actos-falhados, decido escrever e a comprometer-me a viver esta resolução.

Momentos antes tinha estado a pensar sobre soluções para o mundo e para as relações inter-humanas de cooperação - soluções rápidas e fáceis aos olhos da mente, mas sem primeiro testar a eficácia na realidade. Justamente esta tarde, tive a oportunidade de aplicar estas soluções na minha relação com a minha equipa no trabalho mas não o fiz. Isto porque nem sequer me apercebi que estava perante essa oportunidade de aplicar as soluções no "meu mundo". Ao reflectir sobre esta situação - como se visse a situação em câmara lenta - vejo que o meu ponto de partida inicial foi o de pensar numa solução "para os outros", convencida que eu já tinha passado por esta fase. Como é óbvio, a minha eficácia está dependente da minha consistência e, como  não estava um e igual com esta solução, acabei por não viver  esta solução para mim própria. Na realidade, estamos todos no mesmo barco de mente flutuante, esperanças e assumpções errantes!

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar e imaginar soluções para os outros, sem ver e perceber que eu própria me tenho de tornar na solução para todos os meus problemas e tornar-me num exemplo de consciência e auto-correção.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que estava a separar-me da solução ao pensar que seria uma solução "para os outros".
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que se eu esto ua pensar numa solução, então é sinal que esta solução vem de mim, começou em mim e que isso me indica que o problema está também manifestado em mim.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido comprometer-me a estar ciente de mim mesma para me corrigir e aplicar as realizações que me percebo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que aquilo que eu vejo nos outros (padrões, ideias, julgamento) é de facto o que eu vejo a partir de mim e que é um espelho daquilo que ocupa a minha mente.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido criar na minha realidade a oportunidade de aprender comigo própria (ao ver o padrão e ao ver a solução) e de aplicar a solução no meu mundo, em vez de esperar que os outros mudem magicamente.

Quando e assim que eu me vejo a julgar como sendo fácil viver a solução, eu páro, respiro e apercebo-me que o primeiro passo para de facto começar a viver/criar/ser as soluções para mim própria é abrandar a mente e estar ciente da minha presença.

Quando e assim que eu me vejo a projectar a minha mente/padrões de pensamento nos outros, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a estar ciente de mim própria quando estou a comunicar com a minha equipa e permito-me ser eficaz a aplicar a solução em mim e assim garantir que vivo o exemplo por mim, para mim, um e igual com os outros seres-humanos.

 Apercebo-me que temos todos uma mente para lidar e que a primeira coisa a fazer é ajudar-me a mim própria a andar este processo de mudança, de sair da minha zona de conforto de erro, para realmente expandir-me para além das expectativas que eu delimitei para mim própria.

Quando e assim que eu me vejo a ficar zangada ou desiludida comigo própria quando repito o mesmo erro, eu páro, respiro e investigo qual é a origem da minha reação, qual o contexto do meu erro e comprometo me a estar ciente de mim a cada momento para que em qualquer situação eu esteja perfeitamente capaz de auto-corrigir-me em senso comum e honestidade própria.

Eu comprometo-me a abrandar a mente ao estar ciente da minha respiração e da minha presença em auto-correção -- eu dedico-me a aplicar as minhas realizações em tempo directo e a aplicar o melhor de mim e o melhor da minha ação nas relações à minha volta.

1+1=2 solução para o mundo de cada um.


DIA 117: Bipolaridade, Esquizofrenia e Obcessão PARTE 2

                         
Pergunto-me: Quem sou eu sem estas ideias da mente? Quem sou eu sem medo? Quem somos nós enquanto Humanidade sem a energia do conflito? Quem somos nós enquanto Humanidade sem Deus ou vozes da mente? Quem somos nós em total auto-responsabilidade para resolvermos a confusão das nossas mentes?

Ao realizar aquilo que tenho andado a permitir em mim própria, chega o momento de tomar a decisão de se recomeçar, desta vez com um ponto de partida que não é o da polaridade da mente. Escrevo então as frases de auto-correção, como um acordo que faço comigo própria para parar de continuar a recriar as mesmas situações descritas anteriormente.
Nota: se achares que estas frases são repetitivas, aconselho a que se páre esse julgamento e se continue a escrever/ler. Vejamos: as nossas memórias também são repetitivas, os nossos medos, as imagens, os padrões de pensamento - ou seja, o processo de se viver em auto-correção para o melhor de nós próprios vai levar a mesma dedicação e tempo que nos levou a criar estas ideias sobre nós próprios.

Quando e assim que eu me apercebo que estou a criar e a acreditar na ideia que se eu não fazer "qualquer coisa", alguma coisa de mal vai acontecer a mim ou a alguém da minha família, eu páro e respiro. Através desta ideia eu consigo o que é que eu de facto temo e, em vez de continuar a esconder os medos de mim, eu dedico-me a enfrentá-los,a parar o medo e a garantir que a minha ação não é controlada pelas ideias da mente.

Quando e assim que eu me vejo a acreditar que há alguém que me quer fazer mal, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que primeiramente sou eu que estou a auto-destruir-me ao criar ansiedade e medo dentro de mim.
Quando e assim que eu me vejo a auto-punir-me com base em julgamentos sobre o meu passado, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que os julgamentos da mente são sempre contra mim e contra os outros, logo não me posso permitir que os julgamentos decidam por mim. Eu vejo que a mente funciona como uma realidade paralela e através da qual eu me isolo dos outros, em vez de me aperceber que passamos todos por semelhantes situações porque todos temos uma mente para lidar. Logo, eu comprometo-me a estar um e igual com cada ser, e ao ajudar-me a mim própria a resolver os meus padrões da mente, estou a parar de participar no meu conflito (energia da mente) com os outros.

Quando e assim que eu me vejo a projectar em algo ou alguém o meu medo, que ultimamente trata-se do medo da morte, eu páro e respiro. Eu dedico-me a parar de projectar nos outros os pontos que eu tenho de resolver em mim, pois em honestidade própria eu tenho visto que são ciclos e que os mesmos padrões se têm manifestado ao longo da minha "vida" com pessoas e em cenários diferentes.

Quando e assim que eu me vejo a punir-me com escolhas, ou seja a pensar que alguma coisa de errado vai acontecer se eu for por um caminho diferente, eu páro e respiro. Apercebo-me que esta necessidade de controlar tudo e todos não é real e que só existe como um conforto ilusório na minha mente. Eu apercebo-me que o conforto da mente é irrelevante. Eu comprometo-me a garantir que estou fisicamente PRESENTE, atenta a mim própria no momento em que eu estou, ciente da minha ação egarantir que a minha ação é baseada em senso comum daquilo que faz sentido fazer e não baseado em desejos/ideias/medo da mente.

Quando e assim que eu dou por mim a acreditar na força de Deus, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que eu permiti estes pensamentos durante tanto tempo que acabei por me tornar neles. Comprometo-me então a tomar responsabilidade por mim nesta vida, e assim a parar de participar na dependência da mente de acreditar que estou protegida por um Deus injusto que protege uns e ignora outros.

Quando e assim que eu me vejo estar a fazer mal a mim própria ao criar instabilidade e ansiedade em mim, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que só permito a ideia que os outros me possam fazer mal porque eu própria trato-me mal ao desrespeitar a vida que eu sou. Logo, eu comprometo-me a parar o julgamento que não sou digna de ser Vida ou a estar estável ou a ser capaz de mudar - é da minha responsabilidade parar qualquer polaridade em mim, quer seja a excitação VS depressão, estar bem comigo própria VS estar mal comigo própria, orgulho VS punição. Ao parar a mente, estou a mudar.

Quando e assim que eu me vejo a imaginar a empurrar alguém na rua ou a magoar alguém, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta curiosidade de ver acidentes é baseada em imagens e no tabu de que desde pequenina quando haviam acidentes criava ideias baseada nas descrições que ouvia. Eu apercebo-me que estas imagens foram criadas na minha mente e que eu sou responsável por limpar a minha mente e parar de projectá-las no mundo. Ao estar um e igual com a outra pessoa,eu comprometo-me a parar de criar acidentes à minha volta e comprometo-me a não fazer nada que vai contra a nossa igualdade enquanto vida aqui.

Ao re-alinhar-me com a Vida que sou em honestidade própria e ao parar de permitir o abuso psicológico e físico resultante da participação na mente, em senso comum eu estou ciente que não farei a mim própria aquilo que não quero que me façam e não farei aos outros aquilo que não faço a mim própria!



DIA 110: Como é que Deus sabe mais do que eu sobre A MINHA PRÓPRIA VIDA?!




Em honestidade própria apercebo-me que reagi enquanto escrevia o título deste blog. A reação vem de uma espécie de revolta em mim mesma por me ter permitido limitar durante tantos anos (desde sempre?) com base em toda a fantasia, apatia e cegueira próprias de quem olhou demasiado para o céu à procura de respostas e o que viu foi uma luz fortíssima que é nada mais nada menos do que o Sol, uma estrela que não deve ser observada fixamente a olho nu. Isto para dizer que a apatia social que se verifica em mim e nos outros não apareceu ontem e não vai sair de um dia para o outro - esta forma de controlo foi tão bem planeada que a humanidade já anda nisto há centenas de anos. Revoluções, peregrinações, renascimentos e perseguições - havendo sempre algo superior a nós que nos observa como se um jogo de pinipons se tratásse, enquanto abraça uns e se esquece dos outros. A própria história de Jesus, aquele-amigo-que-nos-ama andou pelas bocas do mundo até ser manipulada  de tal maneira surreal que nos faz acreditar que Jesus, esse tal amigo que de facto vivia pela igualdade, seja superior a todos os outros e, de um dia para o outro, passámos a ser seus servos! Haja paciência para tanta doença mental.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na existência de uma lei INVISÍVEL a que se deu o nome de Deus, sem ver e perceber que em nome desta, eu e o resto da humanidade nos temos esquecido de nós próprios e da nossa responsabilidade em recriar a nossa existência aqui, no mundo físico, e fazer com que este mundo seja um lugar de verdadeira co-existência.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar nas conclusões transmitidas pelos adultos sobre a vida de Jesus e sobre a nossa relação de servidão e escravidão, sem ver que toda a sua história foi manipulada em nome do controlo, pois contradiz as palavras de Igualdade e de "amar o próximo como a sim mesmo".

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ter a coragem de questionar o poder inquestionável de Deus, da Igreja, do Governo e do dinheiro no mundo. Vejo então que todo este controlo e, por outro lado, a passividade são as duas faces da mente, em que uma existe porque a outra existe. Logo, cabe a mim e a cada um de nós deixar de ser escravo de tais forças invísiveis (controlo e medo) e tomar responsabilidade por si e por recriar relações em igualdade. Eu apercebo-me que a aceitação destas relações inconscientes tem servido de justificação para as minhas desonestidades próprias de "deixar andar" e "ter esperança", sem ver que é da minha responsabilidade parar de existir na mente e em todas as relações de polaridade inferior/superior.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e perceber que o medo de mudar e o medo de expor os problemas é baseado no medo de ser punida pela mente dos outros (Deus; moralidade; julgamentos), o que na realidade é uma forma de projectar a culpa nos outros/Deus e manter as coisas como elas estão. Eu apercebo-me que este medo de mudar só existe porque eu o tenho permitido e alimentado em mim e porque tenho permitido a personalidade de "deixar as coisas como elas estão porque há coisas piores", em vez de tomar a Responsabilidade de viver a mudança PARA O MELHOR DE TUDO E TODOS, a começar por mim e pela minha participação daqui para a frente.

Quando e assim que eu me vejo a culpar o passado e, com isso a religião, por todos os problemas que existem no mundo, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que direta ou indiretamente , os problemas do mundo são responsabilidade de cada um de nós que partilha a experiência na Terra. É a minha responsabilidade parar cada padrão/personalidade/julgamento/desonestidade própria/desigualdade que há em mim para me recriar como o meu exemplo, tal como Jesus que vivia as suas palavras.

Quando e assim que eu me vejo a acreditar na sensação de arrependimento por ter acreditado em Deus e numa força superior a mim, eu páro e respiro. Apercebo-me que, tal como a relação com Deus, também esta relação de arrependimento é baseada na mente que me dá a ilusão de impotência, quando na realidade eu estou aqui e posso recomeçar a confiar em mim própria e a garantir que eu me torno na solução para mim própria.

Apercebo-me que a crença em Deus funciona como um alçapão onde se acumularam todos os padrões, medos, confusões, questões que eu deliberadamente quis ignorar em mim própria, com esperança que alguém os resolvesse por mim. Neste processo, eu devolvo-me a confiança de abrir o alçapão sozinha, sem medo, sem julgamentos e simplesmente investigar cada ponto em mim, perceber a origem dos pensamento e realizar que sou capaz de limpar o alçapão/a mente para finalmente estar disponível para ser/ver a Vida que está aqui.

Eu comprometo-me a parar de acreditar num ser superior aos seres nem em um super-jesus para me dedicar a ver soluções práticas para aquilo que está fisicamente manifestado no mundo - ou seja, a viver as palavras de Jesus de "amar o próximo como a mim mesmo", ciente que primeiro tenho de recriar a relação que tenho comigo própria e, para isso, cuidar de mim e perdoar cada ressentimento, arrependimento, culpa, imagens, ideias e personalidades. Eu comprometo-me a parar de querer parecer as personalidades, para finalmente Ser honesta comigo própria, um e igual com o meu corpo, a expressar-me como Vida.

Quando e assim que eu me vejo a justificar a desigualdade, a pobreza ou a injustiça com base na ideia de pecado de uns e bonança dos outros, eu páro e respiro. Eu páro de justificar a cegueira do interesse-próprio e, tendo  em conta que existimos todos ao mesmo tempo na Terra, esta igualdade é um facto e por isso todos têm de ser considerados.

Quando e assim que eu me vejo a participar na ideia que há um ser a observar os seres na Terra, eu páro e respiro. Vejo agora que esta é um projeção da distância que eu permiti ter em relação a mim própria, como se estivesse longe de mim própria, quando na realidade eu sou a única que me posso mudar e dar direção de dentro para fora. Ao respirar eu apercebo-me estou em mim, no meu corpo físico, em honestidade própria e é da minha responsabilidade garantir que aplico a minha auto-correção, para assim recriar o meu exemplo de Vida, onde quer que eu vá e com quem quer que eu esteja.

Eu dedico-me a restabelecer a minha confiança para sair da passividade da mente/crença e me permitir estar estável incondicionalmente, sem me agarrar a memórias ou a crenças de conforto baseadas em esperança que alguém resolva os meus pontos da mente/memórias/julgamentos/medos por mim.

Apercebo-me que este processo vai demorar tanto ou mais o tempo que eu levei a distanciar-me de mim, com orações e palavras ocas que não tiveram qualquer efeito prático. Por isso dedico-me a resolver cada ponto que surge em mim, a escrever, a cuidar do meu corpo, a mudar fisicamente a minha relação comigo e com os outros, a criar o paraíso na Terra, a ser a solução da unidade e igualdade, passo a passo, a cada respiração, a cada perdão-próprio.


Ilustração de Andrew Gable