Mostrar mensagens com a etiqueta separação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta separação. Mostrar todas as mensagens

DIA 240: "Uns dias abraço-me, noutros ignoro-me" - Subestimar o Processo




SubEstimamos a nossa própria Vida. SubeEstimamos a nossa honestidade própria. SubeEstimamos o nosso corpo. Consequentemente, acabamos por aceitar e permitir subestimar a Vida na Terra, subestimar os outros e subestimar a matéria física que é tudo o que existe. 

É tempo de Estimarmos quem somos.

Especialmente em momentos de grande distração na mente (quando me permito consumir pelas emoções, pelos medos, pelos sentimentos, pelas imagens, pelos pensamentos), apercebo-me que subestimo o meu potencial de caminhar o meu Processo, duvido de mim própria, entro num estado depressivo em que desvalorizo tudo o que eu faço e toda a minha criação. Os efeitos de me permitir separar de mim própria são devastadores  porque os pensamentos que daí advêm são auto-destrutivos e crio ansiedade no meu corpo que, se eu não parar, começo a viver num mundo paralelo de hipóteses sobre um futuro contra mim própria. Pergunto-me: Até que ponto é que eu tenho de ir para me decidir, de uma vez por todas, viver este Processo inteiramente?
Em vez de ficar à espera de um sinal ou de uma resposta vindo de não-sei-onde, eu decido: Agora e Aqui. Até agora tenho subestimado o meu próprio blog, a minha partilha, a minha capacidade de ajudar os outros - e isto só acontece porque ainda não me estou a ajudar a mim própria em plenitude - na verdade, ainda há separação em mim própria e inconsistência na minha atitude para comigo própria: uns dias abraço-me, noutro dias ignoro-me. há dias em que escrevo o perdão próprio fluentemente, outros dias aceito a resistência e não escrevo; há momentos em que estou ciente da respiração, outros não estou aqui.

De seguida partilho o meu Perdão-Próprio sobre os pontos da subestimação do meu processo. Deixo-vos também este vídeo do Bernard Poolman sobre o Abraço a si Mesmo:




Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o meu processo de tornar-me ciente de mim, ciente dos princípios de honestidade-própria, ciente de como a minha mente funciona, ciente dos padrões que eu permito em mim e na Vida.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter dias-sim e dias-não, baseados na memória do que fiz no passado e por isso justifico a preguiça, justifico a procrastinação, justifico o medo, justifico o entretenimento, justifico a falta de direção, justifico a confiança ou a falta dela, justifico a energia... quando tudo isso são escapadelas de mim própria e formas de me manter fechada na minha própria mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade física de existir aqui em plenitude, possível através da minha própria respiração. O facto de ter tomado a respiração (e a saúde em geral) como algo adquirido é um reflexo do estado automatizado das nossas mentes e consequentemente das nossas acções.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o grupo do Desteni, os cursos e todo o apoio incondicional que eu tenho tido ao longo dos últimos quatro anos. Apercebo-me que mesmo quando se tem todas as ferramentas ao dispor, se não houver a decisão e a vontade própria de aplicá-las, é bem provavel de se deixar a vida passar ao lado. Eu apercebo-me que de cada vez que faço um exercício ou que tenho um chat com o grupo é uma nova camada que eu "descasco" no meu processo e uma nova abertura em mim para olhar para novos pontos até estar um e igual com tudo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade de escrever sobre todos os meus pontos da minha mente que têm de ser transcendidos, um a um.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade de parar os pensamentos, parar as minhas paranóias, parar os medos, e começar a escrever sobres cada um deles, começar a ler sobre esses pontos, de investigar em mim a origem do problema que eu criei para mim própria.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o meu potencial de resolver os meus problemas, tanto os mais complexos, como os problemas no trabalho, como os desafios do dia-a-dia e das relações com os outros. Afinal de contas, eu realizo que tudo o que se passa comigo na minha relação com os outros é um espelho daquilo que eu permito dentro de mim e portanto funciona como um indicador de pontos que requerem a minha dedicação, correção e aperfeiçoamento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar os pensamentos e os julgamentos positivos/negativos através dos quais eu me baseio para tomar decisões, o que demonstra que a liberdade de escolha é de facto inexistente quando permitimos que a mente decida por nós.

Quando e assim que eu me vejo a subestimar a minha capacidade em tornar-me o meu próprio exemplo de senso comum e de honestidade própria e a fazer aquilo que é o melhor para todos, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este é o Processo nessa direção e que eu sou responsável por garantir que caminho o Processo por mim.

Quando e assim que eu me vejo perante um problema e tenho logo a reação em pedir ajuda, eu páro, respiro e avalio qual é o problema, escrevo sobre isso e ajudo-me a perceber o problema e como é que eu o criei para mim (mais não seja ao complicá-lo). Curiosamente, vejo que preciso apenas de dedicar a minha vontade de ajudar os outros para me ajudar a mim! Em vez de subestimar a minha capacidade de resolver os meus problemas, eu comprometo-me a pelo menos olhar para o ponto em questão e ver como é que eu posso avançar no meu processo de auto-conhecimento e explorar caminho para a auto-correção e mudança.


Quando e assim que eu me vejo a participar na resistência de avançar nos cursos do Desteni e nos projectos do grupo, eu páro e respiro. Apercebo-me que esta resistência é uma sabotagem da mente porque eu não estou "naturalmente" treinada para ir para além do meu conhecimento e dos meus hábitos. Por isso, eu dou-me esta oportunidade de Vida para explorar o "desconhecido" fora da minha mente, aprender  com os exemplos de honestidade própria dos outros que andam este processo um e igual comigo, e decidir em honestidade e direção própria como me criar a cada respiração.

Quando e assim que eu me vejo a respirar em modo automatizado, eu páro e respiro por mim. Quando e assim que eu me vejo a subestimar a ajuda da respiração no meu processo de estar ciente de mim aqui, eu páro e respiro e vejo por mim própria como é que eu sou a cada respiração e a minha capacidade de me dar direção a cada respiração e de curar-me das possessões da mente.
Eu comprometo-me a estar um e igual com os outros seres com base na nossa respiração em comum e na nossa existência aqui.

Quando e assim que eu me vejo a justificar a resistência para não escrever o perdão próprio, eu páro e respiro. Por experiência própria, eu realizo que escrever sobre aquilo que a mente me mostra e escrever o perdão-próprio especifico é das melhores ajudas que eu dou a mim própria. Seguidamente, eu apercebo-me que pôr em prática a correção no momento em que esses padrões surgem é uma redescoberta de mim própria que nunca pensei ser possível.

Quando e assim que eu me vejo a subestimar o perdão-próprio como uma ferramenta essencial no processo de me tornar honesta comigo própria, eu páro estes pensamentos e respiro. Eu realizo que os meus julgamentos sobre o perdão próprio remontam à ideia do sacrifício e da vitimização que nada têm a ver com o processo de abertura pessoal que eu dou a mim própria através do perdão-próprio. Este é uma ferramenta e não um fim em si mesmo.



Quando e assim que eu me vejo em pleno momento de indecisão ou falta de direção, eu páro e respiro. Eu tenho a capacidade de decidir quem eu vou ser a partir desse momento e qual a direção a tomar, visto que eu sou a minha direção. Eu apercebo-me que a indecisão e a decisão com base em emoções são indicadores de que estou a permitir "viver" o programa automático da mente e a permitir ser escrava da mente de ideias e informação acumuladas ao longo do tempo.

Quando e assim que eu me vejo a reflectir sobre a minha atitude e decisões, eu comprometo-me a verificar quais foram os julgamentos positivos e negativos nos quais eu me baseei para tomar a decisão. Isto ajuda-me a perceber quais são os meus apegos emocionais e energéticos às coisas, em vez de tomar decisões com base em senso comum e naquilo que é o melhor para mim e para os outros.



DIA 228: A paranóia da perfeição


Quantos de nós não imaginam e desejam aquilo que seria a vida perfeita, o marido perfeito, a mulher perfeita, os filhos perfeitos, a casa perfeita, o carro perfeito, a viagem perfeita, a carreira perfeita, etc.?
Quantas vezes damos por nós a passar mais tempo nesta nossa mente de imagens perfeitas do que em perceber o que é que está a faltar em nós e na nossa vida para atingirmos o nosso potencial de Vida? Ou será que ninguém pensa sobre isto porque não nos é vendido pelos anúncios de televisão (de facto, nunca se viu um anúncio a promover a auto-reflexão, a auto-correção ou o auto-conhecimento para que cada um saiba resolver os seus próprios problemas - porque isto provava que o consumismo não cura os problemas). No entanto, a industria publicitária faz questão de nos vender imagens de perfeição que são alcançáveis num click ou na sua próxima compra de supermercado!
Pensando bem, é incrível que a mente humana ainda tente justificar as imagens de perfeição como sendo reais, mesmo depois de se saber que os cenários das casas são feitos de cartão, ou que a pele foi retocada no photoshop, ou que aquele casal da telenovela não são um casal na vida real, ou que os diálogos foram escritos por uma equipa e não pelo actor que aparentemente tudo sabe e tem uma confiança invejável!
Não é por acaso que se associa o Euromilhões ou a lotaria a toda esta perfeição - porque de facto, a perfeição vendida pela publicidade, televisão e filmes tem um preço. E daqui eu vejo três saídas:

  1. Passa-se a vida na paranóia de se desejar uma outra vida que está dependente da "sorte" de se acertar nos números e estrelas do euromilhoes. Ora, considerando que a probabilidade de ganhar o euromilhões é 1 em 116,531,800, talvez este seja o número de vezes que andamos a desperdiçar a nossa vida por não tomarmos decisões mais produtivas. Aliás, alguns matemáticos dizem que a probabilidade de ser atingido por um relâmpago é de “apenas” 1 em cada 700,000 – isto significa que é quase 170 vezes mais provável morrer-se antes de se ganhar o euromilhões!*

  1. Passa-se a vida na paranóia de se julgar e comparar a nossa própria vida por não ser igual à dos filmes e das revistas mas acabamos por nos render à ideia que depois da morte haverá o paraíso e que será nessa altura que todos os nossos desejos são oferecidos em troca dos sacrifícios na Terra, sendo que a nossa experiência na Terra traduz-se na polaridade mental de Céu/Terra, perfeição/imperfeição, prazer/sacrifício, sem se considerar que talvez sem estes pensamentos nós seriamos capazes de criar o paraíso na Terra...

  1. Toma-se a decisão de parar de alimentar as imagens da mente com base na realização que as imagens são desfazadas da realidade e não são o melhor para nós pela polaridade e instabilidade que promovem. Este é então o manifesto de que a perfeição da publicidade e dos filmes é uma amostra daquilo que poderia ser o melhor para todos mas que, ao promover o elistismo e a riqueza de uns à custa da pobreza de outros, não se aplica à realidade da igualdade e unidade que existe na Terra. A solução passa então por uma mudança por dentro (nas nossas mentes, naquilo que aceitamos e permitimos como sendo os nossos princípios de vida) e por fora, ao trabalharmos em conjunto por uma sociedade em que os humanos não sejam limitados pela falta de dinheiro, a começar por uma solução prática que garanta um ordenado básico garantido e incondicional para uma vida sã e equilibrada.

Obviamente que no sistema económico actual, com a ajuda do dinheiro estamos todos mais perto daquilo que seria uma perfeição real para todos. Mas considerando que o sistema económico é também uma manifestação da paranóia das mentes dos seres humanos, vamos começar por resolver a nossa mente. A escrita é uma ferramenta essencial para se sair da mente, o perdão-próprio é a ferramenta para se ultrapassar os padrões mentais e a auto-correção é a aplicação de soluções e compromissos nesta realidade física.

Eu perdoo-me por me ter aceite permitido acreditar que as imagens de um casamento perfeito, de um marido perfeito, de uma casa perfeita, de uma família perfeita, do grupo de amigos perfeito, etc. são reais.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que até agora tenho estado a basear as minhas decisões do presente nas imagens de um futuro que só existe na minha mente e que portanto não é real.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar a paranóia pela perfeição das imagens que eu vejo à minha volta nos anúncios, nas revistas ou nos filmes, e ajudo-me a parar quaisquer pensamentos de comparação ou inveja que surgem na minha mente. Eu tomo essa oportunidade para investigar os desejos que eu ainda continuo a alimentar dentro de mim  e começo a perdoar um a um, com determinação de modo a libertar estas ideias que prendem a minha expressão aqui, no presente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar e limitar-me pela ideia de uma carreira ideal que só existe na minha mente e que eu acabo por usar para julgar o meu emprego, que afinal é mais produtivo do que os pensamentos da mente. Eu apercebo-me que a imagem de carreira perfeita é uma forma de evitar ver o sistema como ele é, em que estamos dependentes de um ordenado em troca da nossa actividade profissional, num sistema que  promove a sobrevivência e o medo da perda e que é tudo menos um sistema em prol do desenvolvimento humano para todos.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que ao desejar a perfeição eu estou de facto a participar na outra polaridade que é o medo que o pior aconteça e, assim, crio a minha própria instabilidade ao andar na corda bamba das imagens de desejo e de medo da mente.

Quando e assim que eu me vejo a comparar a minha realidade com a imagem de perfeição da minha mente, eu páro e respiro. Em vez de acreditar nestas imagens como sendo "o meu futuro", eu investigo o que é que estas imagens me mostram, o que é que eu não estou a dar a mim própria actualmente, quais são as polaridades que eu estou a aceitar em mim, quais são os medos que eu estou a criar para mim própria, ver como é que eu estou a criar pressão em mim própria sobre uma perfeição que não passa de uma imagem associada à felicidade material.

Eu comprometo-me a olhar para as imagens e pensamentos da minha mente em senso comum, identificar os padrões de inveja, de medo, de insatisfação, de desigualdade, de superioridade, de inferioridade e não me permito levar estas imagens e pensamentos a peito nem como um falhanço pessoal . Como já vimos anteriormente, estas imagens têm sido manipuladas para haver uma constante insatisfação saciada pelo consumismo e pela energia de uma solução rápida que não é real. Foco-me então em recriar soluções em que a perfeição é aquilo que é o melhor para mim, neste preciso momento, passo a passo, da mesma maneira que me permito ver soluções práticas para se aplicar para o melhor de todos, tal como o Rendimento Básico Garantido.

Quando e assim que eu me vejo a participar na paranóia de pensar que nada na minha realidade bate certo por ser diferente da imagem de perfeição que me "foi vendida" pelos anúncios de televisão e filmes, eu páro e respiro. Eu começo por realizar que cada respiração é aquilo que me permite estar aqui e que não são as imagens da mente que ditam ou limitam a minha existência. Eu realizo que as frases dos filmes são perfeitas devido a todo o trabalho de produção que sustenta os diálogos e que portanto não faz sentido projectar tal "perfeição" na minha vida. Apercebo-me que estar aqui, ciente de mim própria a caminhar o processo de auto-correção é um processo de auto-aperfeiçoamento que envolve dedicação, escrita, disciplina, auto-ajuda, paciência, insistência e honestidade-própria.

  



Blogs Recomendados: 



DIA 227: Tendência de dizer "sim" a tudo e Resistência a dizer "não"?

É fascinante perceber quando a desonestidade própria está à espreita e, no espaço de segundos, tenho a única escolha que resta: ser honesta comigo própria. O problema que até agora eu tenho enfrentado é que nós não somos educados a ser honestos connosco próprios, a começar pelos primeiros anos de vida em que nos apercebemos que agradar os outros traz uma recompensa imediata e aparentemente "sabe bem". No entanto, quando chegamos à idade adulta e projectamos este padrão no emprego, a necessidade de apreciar o outro começa a dar que pensar: porque raio é que eu digo que sim a tudo quando na realidade não será fisicamente possível fazer todas estas tarefas? Por que é que eu não me dou tempo para avaliar se o meu "sim" é honesto comigo própria e, se assim for, será também honesto com o outro?
O padrão da apreciação é "tricky" ou seja, é traiçoeiro porque no meio da "energia positiva" e reconhecimento vindo do outro, nem conseguimos ver que nos estamos a abusar, mentalmente e depois fisicamente. Este padrão é visivel na escola primária e na necessidade de se agradar a professora para me sentir especial e amada! Por isso, a típica ideia de se entregar uma maçã à Professora que era tão comum nos livrinhos de banda desenhada é, de facto, uma maçã envenenada através da qual vamos transportar este padrão da apreciação para a nossa vida adulta. Sem nos apercebermos, estamos a sofrer de uma lavagem cerebral em que nem sequer nos questionamos, porque é exactamente assim que vamos aceitar o sistema de trabalho como ele existe (disfuncional, desequilibrado e sem igualdade entre as pessoas)
Vejo em mim esta tendência de acumular tarefas ao dizer "sim, faço daqui a pouco", ou "sim, aceito esta missão" no emprego, mas depois o "sim" traduz-se em pressão e auto-tensão quando acabo por ter de deixar outras tarefas para depois ou apressar as coisas, em vez de cooperar comigo própria e ser directa quando alguma coisa está ou vai afectar a minha estabilidade.
Um dia destes, dei por mim a delegar uma tarefa bastante básica, como pedir ao outro que preparasse a salada do jantar e, embora me tenha apercebido que o primeiro pensamento tinha sido o de dizer "nããã, deixa estar que eu faço", vi então que aceitar a ajuda do outro foi a melhor coisa a fazer porque representou a igualdade e a distribuição de tarefas que será igualmente apreciada por todos quando formos todos jantar. Quando esta igualdade prevalece, cria-se um ambiente produtivo e há uma concordância estabelecida entre as pessoas.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar em mim como uma vítima de acumulação de tarefas e uma vítima dos outros, quando afinal tratasse de aceitar essa posição como sendo eu.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ser honesta comigo própria e assim ser honesta com os outros quando estamos numa situação de distribuir tarefas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido  ter medo de dizer que "não" a coisas que me são mesmo quando eu vejo que estarei a comprometer o meu tempo e todas as minhas outras tarefas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na resistência de delegar tarefas ou de dizer que "não posso ajudar" quando afinal delegar tarefas é também uma forma de ser um exemplo para mim e para os outros e que dizer que "não" não implica necessariamente falta de vontade - em honestidade própria, ao não acumular tarefas nem novos compromissos eu estou a ser responsável com os meus compromissos existentes.

Eu apercebo-me que esta ideia de acumular tarefas vem da minha experiência de viver com pessoas dos "7 ofícios" que aceitavam fazer tudo o que lhes era pedido e que isto era o "normal". No entanto, vejo agora que aceitar apreciar-se os outros é uma forma de escravidão mental, baseada no medo de aborrecer os outros, quando afinal a única coisa que se deixa ofender é o ego das pessoas (e o ego não é quem as pessoas realmente são).
Por isso, quando e assim que eu me vejo a aceitar fazer uma tarefa para apreciar a outra pessoas (seja o meu manager, seja um familiar, seja um amigo), eu páro, respiro, e vejo se realmente me poso comprometer com essa tarefa de acordo com o tempo que eu tenho disponível. Comprometo-me também a re-educar-me a ver as coisas em senso comum, em vez de ver com base em laços emocionais ou laços pessoais que geram condicionalidade e medo.
Quando e assim que eu me vejo a ter medo e resistência de dizer que "não" a uma tarefa que me seja pedida, eu páro e respiro. Esta resistência da mente é uma sabotagem da mente/ego para manter a minha personalidade intacta mesmo quando esta personalidade não é o melhor para mim. Por isso, eu dedico-me a respirar quando a energia do medo me invade e ajudo-me a manter-me estável na minha decisão, seja "sim" ou "não". Eu apercebo-me que a necessidade de "apreciar o outro" só existe em mim e que depende de mim alimentar esta necessidade dos egos ou não. Curiosamente, eu apercebo-me que é ridículo fazer uma coisa para ter uma recompensa do outro quando na realidade essa mesma tarefa irá implicar um sacrifício da minha parte. Apercebo-me que a única recompensa que vale a pena dar a mim própria é a garantia de que estou a ser honesta comigo própria nas minhas ações e relações com os outros e que não permito que a minha mente/ego de energias positivas (reconhecimento) ou negativas (medo) dominem as minhas decisões.
Eu comprometo-me a pôr a honestidade própria e o senso comum em primeiro lugar de modo a que as minhas decisões tenham a honestidade própria e o senso comum como princípios base.

Eu apercebo-me também que a energia de apreciar/agradar a outra pessoa não é real e que é desnecessária se houver uma total confiança e se se recriar uma relação e comunicação honesta com o outro, em que o outro saiba que eu não vou dizer que "não" somente para o contrariar, e que ao mesmo tempo não irei dizer que "sim" se isso me for prejudicar. Realizo que depende de mim re-educar-me em honestidade própria e senso comum de modo a aplicar estes princípios no meu dia-a-dia e ser um exemplo para mim própria (logo, para os outros/todos, em unidade e igualdade como quem nós realmente somos).


DIA 212: Auto-culpabilização e dura comigo própria



No seguimento destas minha andanças recentes, apercebo-me da solidariedade quando se fala de coisas do peito ou de zonas intimas do corpo, como se fosse ainda um tabu, mas vejo então que esta resistência para se falar nestes tópicos tem a ver com o medo de se “apanhar” a doença. Eu própria estava a participar no medo de falar sobre este assunto por medo de agravar a situação, como se só uma notícia mais grave fosse merecedora de um blog!

Afinal, isto não é daquelas coisas que só acontecem só "aos outros". Está aqui na minha realidade e eu tenho as ferramentas para andar este processo, passo a passo.

Mesmo antes de saber que este carocinho no peito se tratava de um quisto inflamado, comecei a aperceber-me do padrão da auto-vitimização e da tendência para me sentir culpada das coisas que acontecem na minha realidade. Mas participar no padrão da culpa não é produtivo e acabo por ser dura comigo própria.

Vejo então que agarrar-me à culpa é uma forma de evitar tomar responsabilidade e olhar para soluções práticas para aplicar correção imediata – por exemplo, começar a acalmar no trabalho, ser prática, fazer uma coisa de cada vez, desacelerar os pensamentos na minha mente, parar os medos, tomar decisões que sejam o melhor para mim, cuidar do meu corpo, respirar e relaxar.


Uma armadilha da mente até agora tem sido o de projectar a culpa nos outros, embora seja tal e qual um espelho de mim própria. Lembrei-me da expressão religiosa do “mea culpa” e vou tomar esta oportunidade para PARAR de participar na facilidade aparente da culpa. Por exemplo, em relação ao meu quisto, a culpa não é do meu emprego per se, porque não é o trabalho que gera o meu stress – Sou eu que permito (ou não) criar a ansiedade e acomodar-me ao estado de stress. Eu apercebo-me que sou responsável por investigar os pensamentos de culpa dentro de mim e ajudar-me a mudar a minha relação comigo própria, em AUTO-SOLIDARIEDADE e aplicar soluções na minha realidade!


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido habituar-me a culpar-me e a ser dura comigo própria quando algum acidente acontece ou alguma coisa corre fora do planeado, sem ver que ao culpar-me e ao ser dura comigo própria eu estou a criar novos problemas na minha mente.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir-me culpada pelas coisas que acontecem à minha volta como se tivesse a perder o controlo, em vez de perceber que posso tomar responsabilidade pela minha vida sem participar na reação de culpa.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido projectar a culpa para algo fora de mim, quando afinal o padrão de culpa não tem de existir em nada nem em ninguém. Apercebo-me que este padrão de culpa é um auto-massacre baseado em justificações sem realmente olhar para o problema e soluçõesn em plena responsabilidade, claridade e direção-própria.


Apercebo-me que ao simplesmente culpar-me pelas coisas, eu estou a evitar dedicar-me a uma solução prática e duradoura, como se fosse mais fácil culpar-me para “não pensar mais nisso”. No entanto, o padrão da culpa funciona. Em vez disso, eu posso e devo perdoar-me pela acumulação de culpa e dedicar-me a aplicar uma solução prática para o problema.


Quando e assim que eu me vejo a participar no padrão da culpa, tanto contra mim mesma ou a projectá-lo em algo ou alguém, eu páro e respiro.

Em vez de alimentar a culpa, eu procuro investigar em mim porque é que o sistema da culpa surge – e quais são as soluções reais que eu estou a suprimir em mim.


Quando e assim que eu me vejo a agarrar-me ao sistema da culpa como se isso fosse redimir-me das coisas que eu faço ou que eu não faço, eu páro e respiro. Em vez de querer mudar o passado, eu dedico-me a mudar-me no presente, a recriar a minha relação comigo própria em TOTAL COOPERAÇÂO. Eu apercebo-me que a culpa não tem qualquer efeito a não ser criar ansiedade em mim e separação comigo própria.


Ilustração: Andrew Gable

DIA 211: Quisto na mama: e agora?



Recentemente comecei a sentir um caroço no peito direito e aproveitei uma viagem em trabalho para avaliar a minha situação médica. Foi confirmado ser um quisto na mama. Curiosamente, tive resistência a começar a escrever sobre os meus medos e sobre o backchat que assaltavam a minha mente!

Estas foram notas que eu escrevi quando viajava para Portugal. 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar a única informação que eu conheço (o tão falado cancro da mama) para tentar explicar o caroço que eu sinto, em vez de esperar por ser vista pela médica. Eu apercebo-me que a associação de informação na minha mente é manipulada pelos próprios medos e vícios da minha mente e que por isso não dá para confiar nestas associações.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que preciso de uma consequência na minha realidade para eu me movimentar por uma causa, quando afinal isto é uma manifestação do ego no qual quero ser vista como uma “lutadora”, “herói”, “especial”. Ao mesmo tempo, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido auto-julgar-me como uma “vítima” da mente, em vez de realizar que tudo o que me acontece é fruto da minha criação e que portanto sou responsável porr ser a minha própria solução para mudar a minha realidade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar a doença do cancro no meu corpo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido fazer desta dor e desconforto mais do que aquilo que é (por enquanto só uma dora quando toco na área do caroço).

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar-me a pessoas que eu conheço terem passado pela doença do cancro. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver este tipo de doenças como um castigo pessoal e pensar que eu (e essas pessoas) merecem passar por isto – eu apercebo-me então que eu não tenho de levar este quisto na mama como uma ofensa pessoal por isto é ainda mais separação! Em vez disso, apercebo-me que depende de mim lidar com a minha realidade passo a passo, respiração em respiração, ponto a ponto, um e igual com o quisto, um e igual com a minha mama, um e igual com o meu corpo, um e igual com a minha presença aqui, um e igual com as mulheres (e homens) que passam (ou passaram) por esta fase.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na curiosidade da mente de querer saber o que causou o cancro nas pessoas que eu conheço, como se isso explicásse a minha situação. Mais uma vez apercebo-me que é em mim que eu me tenho de focar agora e que devo PARAR de ver o problema fora de mim ou projectar a vida dos outros em mim. Apercebo-me que eu própria ainda não conheço os padrões todos da minha mente e por isso não vale a pena querer saber os padrões das mentes dos outros!

Quando e assim que eu me vejo a associar o meu quisto na mama com a ideia de ouvir um médico a confirmar que há células cancerigenas em mim, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta imagem não é real e que desta forma estou a criar ansiedade em mim desnecessariamente. Neste momento eu só posso lidar com a informação disponível que é a que eu tenho um quisto no peito. Ponto.

Quando e assim que eu me vejo a associar este caroço com as histórias de mulheres que eu conheço e que enfrentaram o cancro na mama, eu páro e respiro. Curiosamente, desde que comecei a abrir este tópico na minha realidade que ouvi falar de outros casos em que um caroço na mama não tinha tido nenhuma gravidade. Fui também informada de mulheres na minha família que tinham tendência para micro-quistos sem envolver o papão do cancro.

Quando e assim que eu me vejo a usar a informação dos media para pensar que qualquer problema na mama está relacionado com cancro, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a parar de filtrar a informação de modo a corresponder aos medos da minha mente, que é baseado em sobrevivência, em auto-vitimização, no julgamento de que não mereço viver e na ideia que algum acidente me vai acontecer para estragar o meu casamento e o meu processo de renascimento! Em vez disso, eu apercebo-me que quem eu me permito ser, enquanto Ser Estável e enquanto Vida, não estou condicionada ou limitada pela realidade à minha volta. Pelo contrário, dou-me esta oportunidade para abrir e tratar pontos em mim que eu ainda não tinha explorado intensamente para me auto-corrigir e aprender a confiar em mim em qualquer situação.

Quando e assim que eu me vejo a comparar as histórias dos filmes do estilo “Sweet November” em que o casal é perfeito mas que ela tem um cancro que os vai separar, eu páro esta memória e respiro. Eu apercebo-me que a minha realidade não é um filme e que não me posso basear numa história que eu vejo não ser o melhor para mim. Eu comprometo-me então a PARAR de sabotar a minha vida, o meu casamento, a minha carreira, e dedico-me a lidar com as coisas práticas que podem de facto fazer a diferença que são o cuidado com o meu corpo, ir aos médicos aconselhados, parar a ansiedade, limpar-me dos medos, comunicar as mudanças práticas que têm de se aplicar no meu emprego de modo a que não prejudique os clientes, e garantir que sou realista na minha gestão financeira ao longo desta fase.

Quando e assim que eu me vejo a culpar o stress do meu emprego como causa deste quisto, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que o padrão da culpa é maligno e que não cria nada de produtivo, antes pelo contrário, a culpa cria separação em relação a mim própria e aos outros. Em vez disso, eu comprometo-me a parar o stress em mim no meu trabalho e a garantir que não me esforço mais do que aquilo que é possível, de modo a evitar altos e baixos (emoções positivas e negativas) na minha realidade/carreira. Eu apercebo-me que a minha carreira profissional não está separada de mim.

Quando e assim que eu me vejo a ser/ter o medo de ler os resultados das análises a dizer que tenho cancro, EU PÁRO E RESPIRO. Eu realizo DE UMA VEZ POR TODAS que a mente não é real e que esta imagem é baseada em memórias e no passado. Eu comprometo-me a parar de criar estes cenários na minha mente assim que o pensamento surge em mim, de modo a dar-me direção e a focar a minha atenção na minha real realidade. Eu, a minha vida/corpo não somos uma bomba-relógio – Eu, o meu corpo/vida, temos o pontencial de ser estáveis, um e igual com a minha respiração. Por isso, eu comprometo-me a parar e a perdoar cada imagem/sistema da mente que criam ansiedade e desorientação em mim própria. Eu vejo e realizo que sou responsável por parar/limpar os medos do cancro. Dedico-me a parar de acumular imagens/ideias/experiências dos outros dentro de mim ao perdoar cada um destes pensamentos que são contra mim própria, e parar de projectar essas memórias na minha realidade/Vida. Eu apercebo-me que sou capaz de PARAR as paranoias da mente e de me passar a recriar um e igual com o meu corpo, em auto-disciplina a fazer aquilo que é o melhor para mim, em senso-comum, focada em auto-corrigir os padrões de medo e polaridade da minha mente, de modo a mudar a minha relação comigo própria e a parar de complicar a minha Vida/realidade.

Imagem: Sexologia Clinica, http://sexologia.clix.pt/?p=53043  


DIA 178: Álcool - supressões e personalidades à tona do Iceberg...


Este artigo vem no seguimento dos dois artigos sobre a minha decisão de parar de beber.
DIA 177: Sobre o desejo de beber
DIA 176: Pensei em beber após três anos sem álcool...

Esta não foi uma decisão difícil de tomar - simplemente  parei de beber e continuo a viver esta decisão. Às vezes perguntam-me como é que eu consigo não beber, como se fosse a coisa mais normal do mundo abusar o meu corpo e permitir a pressão da sociedade em mim! Aqui no Reino Unido é bastante comum sair-se para beber ao fim do dia e, enquanto falava com uma amiga minha, apercebi-me da pressão que se sente dos colegas (peer pressure ). A meu ver, a pressão que vem dos outros é indiferente desde que não se permita que a pressão passe para nós e que sejamos influenciados pelo que quer que se diga sobre a decisão de não se beber.

Ainda não estamos cientes dos efeitos do álcool e do design da química do álcool. Esta estrutura é explicada neste vídeo que eu recomendo ouvir:




Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de dizer que não bebo álcool quando toda a gente à minha volta bebe álcool.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a pressão dos média, dos amigos ou dos colegas para eu beber é real.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que esta realidade paralela do "eu bezana" é uma distração da minha Vida aqui e uma forma deliberada de me suprimir e limitar o meu potencial de Vida aqui.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que é mais fácil culpar o álcool pelas coisas que se diz ou pelas coisas que se faz, do que se tomar responsabilidade própria por cada palavra e cada ação minha.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar beber para ser mais atraente e interessante para os homens.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido associar o álcool ao sexo e pensar que o "verdadeiro" sexo é baseado na energia da mente!
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ignorar o meu corpo físico quando afinal o sexo e o prazer em honestidade própria são expressões físicas e não energias da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ingerir bebidas que eu nem sequer gostava do sabor mas que queria simplesmente sentir o efeito aluado e flutuante do álcool em mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de tomar decisões definitivas na minha Vida, mesmo quando eu sei que estas são o melhor para mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser masoquista ao repetir os mesmos episódios com as noitadas de álcool na esperança que algo de novo aconteça ou que as personalidades do efeito de álcool decidam coisas por mim que eu depois terei de lidar o resto do tempo em que estou sem o efeito.

Eu questiono-me: porque é que eu desejo estar aluada e a flutuar? O que é que na minha vida eu não estou satisfeita e por isso acredito precisar de um escape de mim própria? Onde é está a minha vontade própria para mudar aquilo com o qual eu não estou satisfeita para me ajudar a criar esta satisfação e plenitude?

Eu apercebo-me que em honestidade própria eu vejo aquilo que eu posso corrigir em mim para o meu próprio bem. Eu apercebo-me também que tenho usado o álcool como uma desculpa para fazer coisas que eu acredito não poder fazer SEM ÁLCOOL!!

Logo, eu apercebo-me que o desejo de ser extrovertida com os outros não é real porque é uma personalidade da mente com base em medo de não se ser aceite. Aquilo que pode ser real é a minha atitude de me expressar com os outros sem medo dos julgamentos da mente. Eu apercebo-me que não preciso do álcool para me libertar dos meus pensamentos, visto que posso tomar a decisão de parar os pensamentos e personalidades, perceber a sua origem e ajudar-me a resolver os problemas da minha mente em total cooperação comigo mesma.

Quando e assim que eu me vejo a pensar que os outros me estão a pressionar para eu beber com eles, eu páro e respiro. Eu realizo que ninguém me pressiona a fazer nada porque sou eu quem decido aquilo que eu faço ou não faço. Nisto, eu comprometo-me a tomar responsabilidade pela minha atitude em relação ao álcool e comprometo-me a parar de culpar a "pressão dos colegas" por qualquer desejo que existe em mim e que eu ainda não resolvi em mim.

Quando e assim que eu me vejo a desejar que o álcool ou outra droga qualquer decidam aquilo que eu deva ou não fazer, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a tomar todas as minhas decisões em plena ciência de mim, a estar um e igual com a decisão, de modo a viver a minha decisão em honestidade própria a cada momento sem hesitações nem dúvidas.

Comprometo-me então a trazer estes pensamentos ao de cima, analisá-los, escrever sobre eles e a dar-me direção para parar estes padrões em mim e a mudar a minha atitude para da próxima vez que enfrentar o mesmo pensamento.
Ao escrever estas frases, tornou-se claro para mim como eu usava o álcool para cobrir personalidades que eu não queria ver em mim e que portanto culpava o álcool como o causador das personalidades. No entanto, em senso comum eu vejo que estas personalidades existem em mim sempre só que não estão ao de cima, tal e qual um iceberg. Ao ingerir bebidas álcoolicas, em vez de dar direção a cada uma dessas personalidades que surgem, eu continuo a ver estas personalidades como separadas de mim - por isso beber álcool nunca será uma ajuda no meu processo.
Ao escrever apercebo-me que me permitido trazer pontos ao de cima que até agora estavam submersos e que realmente os vejo, mesmo à minha frente nas palavras que escrevo e que em honestidade própria não me posso ignorar.