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Dia: 259: O Peso Dos Julgamentos e da Imagem: Ser Em Vez de Parecer


Hoje depois do meu Periscope apercebi-me de uma limitação mental de julgamentos próprios com base na minha imagem: o aspeto do meu cabelo, a minha cara, os meus olhos, olheiras, os meus óculos e os meus dentes. Estes julgamentos-próprios aparentemente banais e comuns a muitas mulheres têm um impacto maior do que eu possa imaginar, porque ao prender-me a estas criticas que tenho de mim própria estou a petrificar a minha ação e a minha capacidade criativa. Se eu tivesse dado ouvidos à minha mente esta manhã eu não teria feito o Periscope e teria adiado uma vez mais a minha partilha incondicional com o Mundo.

Porque é que ainda permito que os julgamentos da mente controlem as minhas decisõe? E de onde é que vêm estas ideas de como eu devo ou não devo ser e agir?

O meu ponto de partida para fazer vlogs, videos no Periscope e até mesmo publicar fotos no Instagram é o de partilhar o meu processo de descoberta pessoal, de crescimento, e o de ajudar pessoas que passam por situações semellhantes e que também procuram mehorar as suas vidas. Ao ajudar-me a perceber as relações que eu criei comigo, com o meu corpo e com o mundo à minha volta estou a permitir-me mudar-me para desenvolver o meu potencial máximo enquanto ser humano.

Relativamente às imagens da mente, estou ciente que estas são influenciadas pelas imagens que vejo passar na TV, em filmes, séries, e também em fotos e vídeos de outros vloggers. Acabo por me limitar ao pensar que se eu for diferente dessas imagens então serei criticada e julgada pelas pessoas. Mas no entanto, eu vejo também que eu só penso nestes julgamentos porque eles existem primeiramente dentro de mim mesma! Se eu não julgásse o meu cabelo, então eu nem sequer projectaria este pensamento para a outras pessoas (aquilo que eu penso que outras pessoas pensam e dizem sobre mim). Se estes julgamentos existem dentro de mim mesma então não são os outros que me julgam porque sou eu que já estou a fazer isso em mim - e esta separação é inaceitável porque esta sou eu, este é o meu corpo, esta é a minha vida. Não tenho outra e não preciso de outra porque eu estou aqui agora e é nesta vida que eu crio o melhor de mim e o melhor para mim.

Por isso, tenho de primeiro perceber que estas ideias não vêm dos outros e que eu sou responsável por parar os julgamentos-próprios. No fim de contas, eu tenho o potencial de Ser (e não pareCer) a cada momento, cada expressão, cada estilo, e em cada palavra que eu expresso. Se houver outras palavras que eu quero viver para mim própria, por exemplo confiança, concentração, assertividade, então sou eu que tenho de me mudar e aplicar estas palavras naquilo que eu faço. Quando me distraio em pensamentos e julgamentos da mente é um indicador de uma ideia que ainda me defino e que me agarro para querer parecer algo ou alguém para ser aceite pelos outros - embora ao fazer isso estou a mentir-me a mim mesma (e aos outros)!

Em vez de me puxar para trás e evitar fazer vídeos ou fotografias, eu decido investigar o julgamento e re-estabelecer a relação que tenho comigo mesma e em vez de me rejeitar/julgar, eu abraço-me e eu perdoo-me.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido olhar para mim através da mente dos julgamentos próprios.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar o meu cabelo por estar diferente do cabelo de outras pessoas que eu vejo a fazer vlogs ou Periscopes.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido jugar-me como sendo menos interessante por estar com óculos.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido projectar os meus julgamentos para os outros e pensar que outras pessoas estão a ter estes pensamentos sobre mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar e acreditar que os julgamentos próprios são reais.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar os meus dentes como não sendo direitos e brancos o suficiente com base na ideia do que é uma boca perfeita.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido evitar mostrar a minha cara com base na ideia de que eu não estou arranjada para a câmara, com maquilhagem e lentes de contacto.
Eu perdoo-me por me estar a permitir e aceitar criticar a minha imagem com base em imagens de outras pessoas que eu uso como referência de beleza e de aceitação. Eu apercebo-me que esta aceitação e julgamentos dos outros tem a ver com os julgamentos que eu ainda me permito ter de mim própria e que são inaceitáveis.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido disTRAIR-me com os julgamentos próprios e com isso separar-me do meu corpo e das palavras que eu estou a dizer.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar estável ao ver a minha cara no vídeo, em vez de criticar a minha imagem e pensar que estas ideias sobre aquilo que eu devia parecer são reais.

Vejo que esta ideia de corresponder a uma imagem é de facto uma forma de me esconder de mim própria e de suprimir ideias que eu ainda tenho contra mim em vez de me descobrir na minha totalidade e corrigir a relação que tenho comigo própria para que seja de apoio incondicional, de amor-próprio, de auto-ajuda e de realmente viver quem eu sou.

Eu apercebo-me que estas imagens são personalidades que eu não quero nem preciso para mim própria porque não são o melhor para mim.

Por isso, quando e assim que eu me vejo a querer vestir, arranjar, maquilhar ou agir para parecer alguém ou alguma personalidade, eu páro e respiro. Ao respirar e acalmar a mente eu vejo que esta pressão que eu coloco em cima de mim não é real e que quem eu sou no meu todo é quem eu quero ser com as outras pessoas - o verdadeiro Eu que me estou a recriar na minha honestidade própria.

Apercebo-me também que as personalidades são máscaras temporárias. Em vez disso, eu comprometo-me a viver as palavras da auto-confiança, estabilidade, independência, movimento e amor-próprio em cada coisa que eu faça, incluindo nos meus vídeos, fotos e blogues.

Quando e assim que eu me vejo a julgar como sendo inferior ou menos capaz quando estou com óculos, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que este julgamento não é real e que eu sou a mesma pessoa com óculos ou com lentes de contacto.

Quando e assim que eu me vejo a querer usar maquilhagem para querer ser respeitada ou vista como mais interessante, eu páro e respiro.

Em honestidade própria eu apercebo-me que este ponto de partida é uma forma de esconder-me de mim própria. Em vez disso, eu comprometo-me a parar de julgar as minhas olheiras, borbulhas ou a cor pálida sem bronze, e dedico-me a investigar a origem das olheiras e das borbulhas para mudar os meus hábitos que estejam a provocar esta reação na minha pele. Quanto ao bronze (ou à falta dele), eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que o bronze de verão é indicador de saúde e de vitalidade. Eu apercebo-me que a minha saúde e vitalidade não estão dependentes do sol e vejo também que o bronze tem a ver com a ideia de beleza e vitalidade que quero que outros tenham de mim.

Quando e assim que eu me vejo a participar na polaridade de querer ser vista como bonita/aceite pelos outros quando estou com maquilhagem e arranjada como uma modelo, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que ao participar na polaridade do positivo estou também a criar a polaridade do negativo quando não estou vestida, maquilhada ou arranjada de uma maneira que é promovida nas revistas e TV.

Vejo então que o que quer que eu decida fazer, ou como eu me decida arranjar, com óculos ou sem óculos, com maquilhagem ou sem maquilhagem, ou com uma determinada roupa tudo isto é uma decisão que eu tomo por mim e para mim, como uma expressão minha. Finalmente, eu comprometo-me a viver as palavras de auto-confiança, honestidade-própria, estabilidade, amor-próprio, autenticidade e auto-criação em tudo aquilo que eu faço e naquilo que eu digo, e é esta a imagem que eu projecto para o mundo como o meu exemplo para ajudar outros a fazerem o mesmo por si.


Eu comprometo-me a ser um e igual com o meu corpo, sem me julgar como superior ou inferior consoante o que eu visto, ou como tenho o cabelo, com ou sem maquilhagem, com ou sem óculos. Eu comprometo-me a ser um e igual com o meu corpo e por isso usar a relação com o meu corpo como uma referência da relação que tenho comigo própria. Ao estar ciente disto, eu comprometo-me então a parar a mente de ideias pre-feitas e a recriar a minha relação comigo própria tendo como ponto de partida o amor-próprio, o bem-estar físico e a minha estabilidade-própria.


DIA 245: A personalidade dupla começa em casa

Provavelmente sem nos apercebermos, começamos a mentir em casa com as pessoas mais próximas de nós: com os pais (na maioria dos casos). Cedo adquirimos juízos de valor sobre aquilo que se deve ou não fazer para se ser visto como uma boa pessoa e portanto a comunicação vai tentar ao máximo corresponder a esses juízos de valor para se estar no "lado bom" do julgamento do outro. A falta de uma comunicação aberta entre os pais e os filhos, condicionada também pela falta de tempo, vai fazer com que uma série de eventos do crescimento da uma criança sejam vividos pela criança sozinha, sem qualquer apoio, guia ou compreensão de um adulto, em que somente as coisas superficiais são vistas e corrigidas pelos pais. Como também na escola não se dá a devida atenção ao desenvolvimento psicológico da criança (também devido à falta de tempo e ao programa escolar estilo industrial), haverá uma série de palavras, memórias, eventos na vida de uma criança que irão ficar para sempre acumulados num baú da mente que não é partilhado com ninguém. Infelizmente, mesmo na idade adulta, nós não somos ensinamos a lidar com essas memórias ou com essas ideias, embora estas estejam constantemente a surgir nas nossas mentes com um fantasma guardião dos nossos segredos mais fundos.

Aquilo que eu vejo cada vez mais é que o "segredo" pode ser irrelevante - aliás, muitas das vezes só é segredo para a própria pessoa porque é a única que se habituou a ser guardiã de uma reputação que só existe na sua própria auto-definição, - no entanto, a resistência para nos conhecermos a nós mesmos é preocupante e é ainda mais preocupante que não haja uma cultura de honestidade-própria em cada um de nós.

Esta dupla personalidade que se começa a manifestar é então baseada em medo: o medo de não corresponder a uma imagem que os pais parecem desejar ver nos filhos, como se houvesse um holograma projetado no pequeno ser-humano! Enquanto que esse holograma esconde realmente quem o novo-ser é, a criança vai usá-lo como um escudo de proteção para continuar a viver nessa aparência de relação perfeita na presença dos pais, embora por dentro haja uma série de perguntas sem resposta nem entendimento. A partir de certa idade, é dito aos filhos que eles já têm idade para serem responsáveis... Como é que a idade determina um elemento que devia ter sido construído passo a passo? A responsabilidade própria é baseada na capacidade de se conhecer a si próprio, de compreender os seus próprios problemas e ser capaz de encontrar uma solução (mesmo que isso implique pedir a ajuda do outro). Para isso, a base da honestidade própria é essencial, de modo a não rotular as experiências como "boas" ou "más", mas perceber como é que a estabilidade tem de ser criada dentro de si mesmo, sem julgamentos de valor sobre a sua própria vida e aberto à possibilidade de mudar o comportamento em humildade. Esta é a honestidade própria que os pais devem viver como exemplo para que a geração seguinte não passe pela mesma confusão interior que provavelmente os pais passaram no tempo deles.


Como é que seria uma cultura de honestidade-própria entre pais e filhos? Primeiramente, a partir da responsabilidade dos pais em se auto-conhecerem, perceberem de onde é que as suas reações, paranóias e medos vêm antes de projectarem essa "bagagem" no novo ser. Isto é possível através de uma escrita diária para se compreender a mente e re-educar-se a si próprio. O perdão-próprio é extremamente eficaz para abrir várias camadas da nossa mente em honestidade própria e,  finalmente, segue-se o compromisso em mudar-se aquilo que não se vê ser benéfico para si nem para os outros. Ao limparem o seu próprio baú mental, não irá haver julgamento sobre o comportamento dos filhos, porque o julgamento é substituído pela compreensão e, finalmente, pela ajuda a superar qualquer ponto que a criança esteja a manifestar. Para que a comunicação seja eficaz entre pais e filhos, terá de haver uma disciplina em realmente viver-se como exemplo: quantas vezes os pais evitam explicar os problemas aos filhos com base na desculpa de que eles não irão compreender? Provavelmente eles não precisam de saber os detalhes mas no entanto as crianças não são tótós e, mais cedo ou mais tarde, irão questionar-se, por isso é mil vezes melhor que uma relação de comunicação incondicional seja estabelecida com os filhos de modo a que os padrões sejam clarificados e a criança esteja esclarecida em tudo aquilo que vê e ouve.




DIA 242: Disciplina para Mudar PRECISA-SE




Neste meu Processo apercebo-me da tendência de pensar que "voltei à estaca zero", ou  "estou a andar para trás" quando me sinto extremamente cansada fisicamente e apercebo-me que abusei do meu corpo com a aceleração da mente. Curiosamente, nestes momentos tenho tido também o hábito de culpar a minha actividade profissional como sendo demasiado stressante e exigente, mas hoje finalmente realizei que aquilo que eu faço é um reflexo daquilo que eu permito em mim: pensamentos, palavras e ações. Ou seja, independentemente da actividade profissional, sou sempre eu e quem eu sou irá influenciar aquilo que eu faço e como eu faço. O padrão de abuso-próprio por desgaste físico de trabalhar muitas horas seguidas é algo que eu tenho andado a permitir em mim e que está no meu "programa". Vendo bem, cresci a ver o meu pai a trabalhar mais horas do que o normal, a dedicar a sua vida ao trabalho e a fazer mais do que era exigido, e isto para mim ficou registado como sinónimo de sucesso.

Está nas minhas "mãos" mudar este programa que não me é benéfico, de altos e baixos - é de facto uma pressão ridícula que eu coloco em mim própria para exceder na avaliação na empresa embora até lá esteja a comprometer o meu corpo, o meu processo de escrita, a minha aplicação em honestidade-própria e mudança. Para isto, é necessário disciplina para mudar e para que a mudança passe a ser eu e que a minha mudança de atitude para comigo própria integre tudo aquilo que eu faço. Neste caso, é a minha aplicação na mudança do meu programa mental que vai permitir o meu sucesso naquilo que eu faço. É fascinante ver que eu tenho aplicado esta disciplina a seguir o meu programa, sem nunca considerar ser disciplinada em mudar a minha relação comigo própria, a não permitir "pôr mais areia" do que aquela que as minhas mãos conseguem segurar, e em ser constante nesta minha decisão. Ao mesmo tempo, vejo que o processo de acumulação pode ser adaptado para a acumulação de soluções, ao vivê-las em mim e ao mantê-las, caso me sejam benéficas.


Ou seja, eu vejo que tenho as ferramentas todas para lidar com a minha mente, desde que eu me dê direção para realmente mudar dentro de mim, naquilo que eu permito e aceito em mim: se eu aceitar a ideia de sacrificada, o mais provável é criar uma situação em que eu aceite ser vítima do sistema de trabalho, em vez de procurar saber como é que tal sistema me pode ajudar a criar a minha estabilidade. Em vez de ser vítima, eu ajudo-me a ser Vida.

Agora vou-me deitar para viver o meu compromisso de mudar o meu hábito de sono: vou testar deitar-me cedo e acordar com o nascer do dia.



DIA 239: Enfrentar o lado lunar - medo do lado "escuro" da mente e do mundo


Apercebo-me que desenvolvi em mim o medo do escuro e consigo ver como é que esta paranóia se manifesta quando dou azo à imaginação de luzes apagadas. Provavelmente não sou a única a ter desenvolvido este medo visto que este  é ensinado eficazmente através dos filmes, das imagens associadas ao escuro, da música escolhida para acompanhar a cena, da associação da cor preta à morte/luto, dos fantasmas que "surgem" à noite, dos vampiros e toda uma série de pensamentos que criamos na mente quando os olhos estão limitados pela escuridão. Vendo bem, é a mente que está limitada.

A guerra das mentes projetadas no mundo.
Conversei com uma amiga minha que viveu muitos anos nos Estados Unidos e foi interessante ouvir que uma grande parte da cultura americana é baseada no positivismo e na procura de finais felizes e há uma aversão a falar-se das coisas "menos positivas", do "lado escuro da sociedade" que é de facto a actual realidade. Aliás, notícias como aquelas que falam sobre a queda da economia ou a ilusão do crescimento económico são  rotuladas como "deprimentes". Nisto, apercebi-me de duas coisas:
Primeiro, aquilo que se julga por fora é aquilo que se julga por dentro, o que significa que aquilo que nós consideramos como deprimentes é algo que existe em nós mas que não queremos enfrentar;
Segundo, ao trazer este ponto para mim própria, vejo que também eu desenvolvi um mecanismo de proteção que evita enfrentar o escuro da mente. Porquê? Apenas porque me habituei a ser escrava na minha própria mente, acreditei que sou a mente, acreditei em tudo aquilo que eu vi na televisão e nos filmes e, essencialmente, aceitei a mente como sendo o meu destino.
Só agora me começo a aperceber que posso mudar a minha vida ao re-educar-me para ser a solução para mim própria em honestidade própria, em tudo aquilo que eu faço e que eu sou. Começo então por investigar porque é que há certos tópicos que eu tenho ainda aversão em pensar, conversar e escrever sobre isso, e este é um indicador da relevância desse ponto no meu processo e de como me será benéfico abrir esse ponto em mim. Isto mostra também que eu estou a resistir ver-me completa-mente, ver as honestidades e as desonestidades, e por isso ando na corda bamba, a tentar controlar as desonestidades em vez de me curar e tornar-me honesta comigo própria em tudo e sempre.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para falar de determinados tópicos vistos como "deprimentes" ou vistos como "negativos" é real. Em vez de viver essa resistência, eu posso investigar a razão pela qual eu julgo algo como negativo ou deprimente e como é que o julgamento me impede de ver o senso comum para além da mente. Eu apercebo-me que é também da minha responsabilidade não participar no positivismo da mente, não participar nas conversas de chacha e não alimentar o facilitismo da mente, e que é da minha responsabilidade entender como é que estamos a criar a nossa própria realidade contra nós próprios porque queremos viver numa lalaland que só existe na mente como fuga aos problemas que afectam tudo e todos nesta realidade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na resistência da escrever sobre as conversas da mente que afectam a minha estabilidade própria e que afectam a minha relação com as outras pessoas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desprezar os medos e as imagens que a minha mente me mostra com se quisesse fugir de mim, em vez de aproveitar para investigar os padrões por trás dos pensamentos, medos e imagens de modo a limpar-me dos padrões e criar a minha confiança ao parar de criar uma realidade contra mim própria baseada dos medos e imagens da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar a mente num automatismo e rotina e distrair-me da minha responsabilidade de questionar a mente, compreender a minha mente e mudar a minha mente para que os meus pensamentos e acções sejam baseados em unidade e igualdade e que tanto os pensamentos e as ações sejam o melhor para mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar diálogos "negativos" ou "positivos" dentro de mim projectados naquilo que eu penso que outras pessoas vão dizer. Apercebo-me que estes diálogos bipolares são um espelho daquilo que eu penso de mim própria e vejo então que eu estou constantemente a reprimir/suprimir/criticar-me/julgar-me e que tal atitudes comigo própria não me ajudam a recriar a minha relação comigo própria de auto-correção, compreensão e amor-próprio. Apercebo-me que eu sou a minha melhor amiga no sentido de só eu me poder ajudar a ser honesta comigo própria e a motivar-me para viver os princípios de vida.

Quando e assim que eu me vejo a pensar num tópico e criar o diálogo na minha mente de "é um tópico demasiado grande para ser tratado", ou "eu não sei como resolver este problema na minha mente", ou "ainda não estou preparada para lidar com este padrão", eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a pensar que irei ter mais oportunidades no futuro para enfrentar este ponto em mim, eu páro e respiro. Eu vejo que ao procrastinar o meu processo, eu estou de facto a criar mais sofrimento em mim própria e estou a adiar a minha honestidade própria que é a minha libertação da mente.

Quando e assim que eu vejo que o meu ponto de partida para adiar falar de um tópico é baseado no backchat de que não estou preparada para lidar com o ponto porque este é enorme, eu páro e respiro. Eu compreendo que o ponto em si tem várias camadas e que eu terei de andar este processo passo a passo, camada a camada, e portanto qualquer ideia de querer resolver um padrão de um dia para o outro é simplesmente um mecanismo de proteção da mente para eu nem sequer começar a ver as camadas e começar o processo de correção em relação a esse ponto.

Quando e assim que eu me vejo a criar diálogos que são a julgar (positivamente ou negativamente) algo que eu tenha feito ou dito, eu páro e respiro. Em vez de me "massacrar" com as memórias da mente, eu  comprometo-me a ver em senso comum o que é que eu disse e, caso haja algo que eu veja que podia ter sido melhor, então eu tomo este exemplo como um passo no meu processo de auto-correção e comprometo-me a aplicar essa correção a partir desse momento. Eu apercebo-me que os mesmos padrões manifestam-se em vários aspectos da minha vida, portanto, ao lidar com esse padrão eu serei capaz de me ajudar e auto-corrigir em vários ambientes e situações do meu dia-a-dia.
No lugar de rejeitar aquilo que a minha mente me diz ou mostra, eu comprometo-me a abraçar a mente como sendo a chave da minha própria libertação porque ao ver o problema/julgamento eu serei capaz de começar a criar a solução dentro de mim. Se a mente me mostra as minhas desonestidades próprias, então eu posso começar a perdoar cada uma das desonestidades próprias. Através do perdão próprio, eu começo a fazer as pazes comigo e abro caminha para recriar o potencial de vida que há em mim.

Quando e assim que eu me vejo fascinada com as imagens coloridas nos media e com as palavras de motivação usadas para vender uma felicidade temporária, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que a vulnerabilidade aos media ou aquilo que me é dito (e à maneira como me é dito) é um indicador da influência que eu permito que estes meios de comunicação tenham sobre mim. Eu comprometo-me a permitir-me estar um e igual ao mundo à minha volta e por isso estar estável, permitir-me questionar-me sobre aquilo que eu vejo e oiço e manter a minha integridade nas minhas decisões e que estas sejam baseadas nos princípios da igualdade, da unidade, da respiração, do bem-estar físico, da honestidade própria e daquilo que é o melhor para todos.


Apercebo-me que qualquer decisão baseada em emoções negativas ou emoções positivas será continuar a alimentar a mente de polaridade, de comparações e de imagens, e isto não traz qualquer progresso no meu Processo de me Tornar Honesta Comigo Própria e Viver os Princípios de Vida. Eu apercebo-me também que não estou aqui para copiar as vidas que foram "vividas" pelos outros porque simplesmente isso anula qualquer possibilidade de mudar esta realidade para melhor do que aquilo que actualmente existe. Eu comprometo-me a viver a realização que esta realidade é deprimente, tem problemas e ainda não é um paraíso para todos e estes são os indicadores que comprovam que há muita coisa a mudar, a começar na minha própria mente.




DIA 236: Proibido falar de sexo?


O blog de ontem foi uma introdução à jornada que me proponho fazer de desconstruir as ideias geradas à volta do sexo, que têm mantido este tema separado de nós próprios. Quantos de nós têm conversas maduras sobre sexo? Conversas que realmente procuram alargar o nosso entendimento sobre aquilo que é o sexo, sobre quem nós somos no sexo, sobre aquilo que é realmente importante para cada um durante o sexo, sobre os medos atrelados ao sexo, sobre as dúvidas, sobre as paranóias... E falar de tudo isto sem medo de se ser julgado, criticado ou gozado?
Mesmo que quiséssemos falar sobre sexo, como podemos falar sobre algo que ainda não está plenamente estável no nosso ser? Como é que vamos progredir no nosso discurso sobre educação sexual se não há um diálogo construtivo, sem julgamentos, sem agendas, sem desejos, sem interesse próprio, sem ego, sem religião, sem medo e sem ideias pré-feitas? Como é que podemos ensinar aquilo que não sabemos nem vivemos para nós próprios?
É exactamente sobre esta resistência em se estar um e igual com a conversa do sexo que eu vou escrever o perdão-próprio de hoje. Alguns destes pontos foram enfrentados há alguns anos, no entanto, vou partilhá-los agora e viver o compromisso de me estabilizar nesta conversa.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar a palavra sexo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter vergonha de falar sobre sexo com amigos, colegas e familiares por pensar que eles não me compreendem ou por pensar que é errado conversar-se sobre sexo. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que é errado falar de sexo só porque este não foi um tópico falado no ambiente e sociedade em que eu cresci - eu apercebo-me que não tenho de copiar aquilo que eu vejo à minha volta, muito menos de participar no silêncio quando vejo que a falta de educação sexual e a falta de honestidade própria criam tantos conflitos  e paranóias pessoais que, por sua vez, trazem consequências e desequilíbrios graves para a sociedade em que vivemos.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que só se pode ler coisas sobre sexo ou falar sobre sexo às escondidas uns dos outros, como se o sexo fosse uma conversa suja.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e realizar que os meus pensamentos e medos sobre aquilo que as outras pessoas possam pensar sobre o sexo é de facto um espelho/reflexo daquilo que eu permito pensar e acreditar sobre aquilo que o sexo é. Eu apercebo-me que se o pensamento sobre aquilo que o outro pensa existe na minha mente então sou eu que estou a permitir esse pensamento em mim e a projectá-lo no outro, em vez de tomar responsabilidade própria sobre os pensamentos que eu aceito viver. Eu apercebo-me que evitar falar de sexo é estar a limitar o meu auto-conhecimento, estar a limitar o meu próprio esclarecimento e expansão e estar a ignorar um dos elementos que mais influencia a nossa vida mental e física.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido associar o sexo a pornografia e a notícias de violações, somente porque essas são as formas mais comuns de se ouvir falar de sexo nos meios de comunicação social.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que o sexo é uma coisa separada de mim, separada do meu dia-a-dia, separada das outras pessoas.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e realizar que quanto mais eu suprimo/nós suprimimos as nossas dúvidas sobre o sexo, mais ideias, crenças e medos alimentamos nas nossas mentes e assim mais distantes estamos da simplicidade sexual e da expressão sexuais.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a resistência em falar de sexo é prova de como o sexo foi manipulado e subvertido na nossa sociedade para controlar as mentes das pessoas através do medo da nossa própria existência e da nossa própria criação (ou será que não somos todos frutos do sexo?)

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter resistência para partilhar os pontos da minha religião do Ser, inclusive as crenças e medos associados ao sexo,  mesmo com as pessoas mais próximas de mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter vergonha de falar e escrever abertamente sobre a expressão sexual e o sexo em geral, ao pensar que vou ser julgada, criticada e gozada pelas pessoas que me conhecem. Eu apercebo-me que estes pensamentos que a minha mente me mostra são os pensamentos que eu tenho acumulado em mim e que se tornaram a minha referência e a minha limitação. Eu realizo então que só eu me posso ajudar a caminhar estas resistências, a libertar-me do peso do medo e a parar de impor julgamentos da mente sobre mim, o que é contra a minha expressão própria.



DIA 235: Onde anda a expressão sexual?


Quando ponderei começar a escrever uma série de artigos sobre sexo, pensei que seria desta que chegaria às 200 visitas diárias! E porquê? A meu ver, há de facto uma falta de claridade sobre aquilo que a expressão sexual é ou pode vir a ser nas nossas vidas e reparo na falta de literatura que olha para o sexo em honestidade-própria. Para além das entrevistas da EQAFE, há muito pouco conteúdo sobre sexo que valha realmente a pena ler-se ou ouvir-se.

Mas porque é que o tema sexual no nosso mundo é composto por esta polaridade abominável: ou se trata deste tópico na sua vulgarização máxima com piadas de calibre abaixo do respeitável, ou não se fala dele apesar de estar constantemente a palpitar nas mentes humanas, sem qualquer orientação, tornando-se num tabu sem se saber como se falar dele?
Na continuação da minha escrita e investigação da minha Religião do Ser, começo a ver a minha relação com o aquilo que me foi ensinado como sendo errado, ou doloroso, complicado, vergonhoso e perigoso: o melhor exemplo que eu encontro é a religião criada à volta da expressão física dos corpos chamada de sexo. É incrível como a falta de educação é substituída por uma religião de secretismo à porta fechada, mesmo quando tal cegueira traz tantas consequências para cada um de nós e, consequentemente, para a nossa sociedade.  Na minha mente, este tópico foi também mantido como um secretismo baseado nas histórias que ouvia falar dos outros e da representação daquilo que supostamente o sexo é na indústria cinematográfica.

É uma pena que os adultos não sejam educados a educar as crianças sobre o que a vida sexual é ou pode ser, sem se ter como referência a imprensa oculta de revistas Marias e afins, ou pior, a referência pornográfica que é a completa adulteração daquilo que a expressão sexual humana realmente é. A meu ver, o silêncio do sexo tem sido substituído pela comédia, em que a maioria das piadas vão dar eventualmente a fantasias sexuais que ficaram suprimidas algures nas mentes humanas e que nem sequer nos questionamos sobre a banalidade dos comentários. Vê-se então a paranóia do sexo espalhada por todo o lado associada à nudez das campanhas publicitárias, a objectivação do corpo feminino, a ignorância sobre a origem dos desejos da mente e, finalmente, a consequência global do abuso manifestada em notícias de violações sexuais, de relações desequilibradas, de violência sexual que pode condicionar a vida de um ser-humano para sempre caso não haja um acompanhamento adequado. E no final de contas, somos nós enquanto humanidade que estamos a criar este inferno para as nossas vidas e para as vidas dos outros e portanto cada um de nós é responsável por ajudar-se a si próprio a compreender o que se passa nas nossas mentes e, obviamente, corrigir aquilo que manifesta abuso sobre si próprio e sobre os outros que são afectados directa e indirectamente.

Se tirarmos por momentos todas estas ideias associadas ao sexo, o que é que temos? Corpos que respiram, igualdade, movimento, expressão, descoberta corporal, expansão pessoal, alinhamento com o físico, presença, respeito por si próprio e pelo outro, novidade, carinho, INTIMIDADE COM O SEU PRÓPRIO CORPO, prazer, entrega, vulnerabilidade, estabilidade, sensibilidade, CONFIANÇA EM SI PRÓPRIO, CONFIANÇA NO OUTRO, simplicidade, humildade, partilha e transcendência dos limites que impusemos a nós próprios.

Infelizmente, a extensão do abuso sexual na nossa sociedade comprova que há uma deficiência na maneira como este tema é educado e que consequentemente é deixado à mercê das mentes de cada um e também manipulado pelo sistema de poder e dinheiro.
Todos sabemos que a prevenção é o melhor remédio, e para que haja prevenção tem de haver entendimento sobre o que o sexo realmente é, como é que este tem sido usado e abusado para manter as mentes suprimidas e sob controlo do medo, em vez de cada um de nós ser realmente educado sobre o seu próprio corpo, em estabelecer uma relação de confiança e a saber aquilo que é o melhor para si próprio em unidade e igualdade com os outros.

Abro então um novo capítulo no meu processo em que vou explorar os várias camadas de pensamentos e ideias associados com o sexo como até agora tem sido mal-tratado, e vou abrir caminho a uma nova perspectiva sobre a expressão sexual como sendo o potencial máximo de expressão física, respeito mútuo e auto-conhecimento. Vou andar este processo em tempo-real, re-educando-me de acordo com pontos que eu vou enfrentando e lidando com eles. Sugiro que se oiça também as entrevistas da EQAFE que proporcionam um entendimento da relação que cada um de nós criou com o sexo.