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DIA 196: O stress da indecisão


Durante o fim-de-semana observei-me através de outra pessoa - o que eu quero dizer é que vi uma atitude noutra pessoa que eu própria já experienciei e foi frustrante observar esta personalidade da indecisão! Para quem "sofre" desta dificuldade em tomar decisões espontâneas, talvez seja interessante ver um episódio do TheVoice UK na qual a cantora demorou quase meia-hora (o que na TV é mesmo muito tempo) para decidir o o seu mentor musical. O mais interessante foi ver que nessa altura do programa ela já sabia que tinha passado à fase seguinte, e aquilo que seria aparentemente o mais fácil, ela tornou numa coisa complicada. - Onde é que eu já vi isto!

Pessoalmente, ao ver o episódio da indecisão, apercebi-me das consequências da participação na mente - compromete-se o nosso tempo, o tempo dos outros, alimentam-se os diálogos na mente sobre "é isto", "não, afinal já não é", "e se eu for por aqui", "se calhar faço melhor escolher o outro", "porque é que não posso ter tudo", "não sou boa a escolher", "da última vez escolhi mal", etc etc etc...

Aquilo que eu vejo e que também me tenho apercebido a lidar com o ponto da tomada de decisão é que a indecisão não tem as ver com as escolhas disponíveis, mas que tem a ver com a confusão que se passa dentro das nossas mentes. Ou seja, a indecisão é um reflexo de uma série de padrões com que a mente anda ocupada e que não conseguimos ver o senso comum daquilo que é o melhor para nós próprios, porque nos permitimos estar submersos na insegurança e no medo de "falhar".

No caso da cantora, ela estava a fazer aquilo que queria, tinha conseguido (en)cantar o júri e mesmo assim criou uma situação de insegurança na sua tomada de decisão final. Aquilo que aparentemente seria uma felicidade tornou-se num tormento... Onde é que eu também já vi (e ainda vejo) esta cena? Coisas do meu dia-a-dia que são simples mas que se tornam complicadas - por exemplo, às compras - a indecisão entre gastar dinheiro naqueles sapatos ou não... Ou em comprar o Fair trade, apesar de ser mais caro? Ou a indecisão sobre aquilo que eu vou comer quando há multiplos pratos na ementa... Coisas pequeninas que na minha mente se tornam gigantes, como se a preocupação tivesse uma lugar que tivesse de ser continuamente ocupado dentro de mim. Depois há as "grandes decisões" que têm a ver com a carreira por exemplo - "que curso é que vou seguir?" E depois da escolha ter sido tomada "- será que fiz a escolha certa?", "Será que vou gostar? "...

 Curiosamente, nesse mesmo dia saiu uma entrevista na Eqafe exactamente sobre o tópico de Evitar tomar decisões e que me trouxe uma nova perspectiva sobre o cenário que eu crio/nós criamos para nós próprios em relação às decisões.
Um dos conselhos dados na entrevista é: Não tomar decisões apenas com a mente. Isto porque a mente não considera a realidade física, as várias coisas envolvidas, o ambiente, o momento, o contexto,  e por isso não considera aquilo que é realmente o melhor para nós. A mente apenas as personalidades, o interesse-próprio, os medos, as experiências passadas, os traumas, os desejos...  Há então este conflito interno, como se houvesse esta voz divina dentro de nós a dizer "leva isto"... "era melhor ter levado o outro", quando afinal não temos necessariamente de criar tal instabilidade dentro de nós. Este diálogo interno pode tornar-se obsessivo e, nos momentos em que é demais, o melhor a fazer é escrever num papel as várias possibilidades que vemos, as razões, os medos associados, e perceber quais as condições que estamos a impor a nós próprios. Pela minha experiência, em momentos de decisão eu acabo por imaginar as várias saídas para cada possibilidade e tomo uma decisão com base numa imaginação que não é real (imaginação baseada na mente de medos, desejos e ideias),  em vez de procurar perceber o que é que realmente "está em jogo" e procurar a melhor escolha. Quando a decisão se torna num bicho-de-sete-cabeças é sinal de alarme pois estamos a ver a situação apenas pela mente (imagens baseadas em medos, experiências passadas, informação, desejos, interesse-próprio) em vez de considerarmos a situação realista à nossa frente, em senso comum e honestidade própria.

Uma coisa que é importante ter em conta é a nossa responsabilidade por cada decisão que tomamos e de facto abraçarmos as consequências das nossas decisões. Frequentemente a palavra Consequência é associada a coisas negativas, quando afinal a consequência é um acontecimento que segue ou é resultado de outro. Quando toca a decisões, qualquer decisão que tomamos é um movimento, é uma direção que estamos a dar a nós próprios e somos nós que estamos em controlo das nossas próprias vidas. Apercebo-me também que não existem decisões erradas ou certas, mas que é um processo de dedicação e de nos comprometermos a viver o nosso potencial/a melhor versão de nós próprios. Em responsabilidade própria somos capazes de nos dar direção/decisão a cada momento para nos aperfeiçoarmos e aperfeiçoarmos a nossa tomada de decisão e as nossas decisões, para garantirmos que construímos a nossa auto-confiança com a certeza que fazemos aquilo que é o melhor para nós, tendo em conta a realidade/os outros/as várias possibilidades.

Leiam também o Perdão-Próprio e as afirmações de auto-correção sobre a Tomada de Decisão em: http://joanajesus-renascendo.blogspot.com/2013/02/dia-175-medo-de-tomar-decisoes.html




DIA 195: A mania de apreciar "os outros"


No seguimento do meu fim-de-semana mais silencioso do que é habitual, dei por mim a não participar nas conversas de cerimónia e para "manter a relação", embora não tivesse sido necessariamente por escolha própria, mas porque tinha de evitar esforçar a boca/gengiva. Agora que recupero, apercebo-me que não quero participar nesta mania de conversas para apreciar o outro - exemplo típico é pensar que se não falar com a outra pessoa esta vai pensar que eu estou chateada com ela! Obviamente, esta é uma projeção minha e é este o ponto que eu me vou focar e vou esta atenta ao meu ponto de partida quando comunico: será que estou a partilhar coisas práticas, ou estou desabafar um ponto que ainda nem eu própria olhei para ele, ou será que estou a falar para ter a aprovação do outro, porque me sinto inferior, ou porque penso precisar da atenção do outro, ou porque é "chato" haver silêncio?


Ultimamente tenho visto uma série chamada The Big Bang Theory na qual um dos jovens cientistas não corresponde às expectativas sociais de evitar ser-se direto ou mesmo ser-se simpático - em vez disso, ele comunica as coisas como elas funcionam fisicamente, sem emoções nem apegos. É uma comédia e leva a situação ao extremo, mas dá que pensar como as relações conseguem ser superficiais em nome de supostos papéis que cada um de nós representa - E não seremos realmente todos ensinados a sermos actores e a aceitarmos os papéis que melhor posição social nos dão naquele momento específico, com aquela audiência, naquele lugar...

Umas das principais consequências que eu estou neste momento a enfrentar é a gestão do meu tempo, especialmente quando momentos de conversa rotineira passam à minha frente e eu ainda não consigo simplesmente explicar que não tenho tempo. Em vez disso, acabo por comprometer a minha vida ao pensar "São só mais 5 minutos" quando na realidade eu não estou a ser honesta comigo própria nem com a outra pessoa.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar que vou ser mal interpretada se eu não participar na conversa com a outra pessoa e simplesmente disser que não tenho tempo naquele momento.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que vou estragar aquele momento se eu for responsável por parar de alimentar o momento de boa disposição e partilha, em vez de ver que é uma tomada de direção simples e que não é nada pessoal em relação ao outro.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de ser vista como uma desmancha prazeres, quando em honestidade própria vejo que é a mim que eu estou a comprometer a minha disponibilidade e o meu tempo.

Quando e assim que eu me vejo a manter uma conversa somente por ter medo/vergonha/resistência para parar a conversa e dar-me direção, eu páro e respiro. Ao respirar, eu dou-me a oportunidade de voltar a mim, de me situar e de ver se estou a conversar por iniciativa própria ou porque sinto a pressão social de alimentar uma conversa com outra pessoa.
Quando e assim que eu me vejo a participar nesta ideia do "são só 5 minutos" eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estou de facto a ter resistência em ser direta com a outra pessoa e de realmente perguntar quanto tempo é que a conversa vai levar ou quanto tempo é que o outro tem disponivel, de modo a garantir que estamos ambos com a mesma disponibilidade. Eu apercebo-me que a comunicação verbal é de facto super potente e pode ser eficaz quando aplicada em senso comum, em auto -ajuda e a ajudar o outro na partilha de informação. No entanto, eu apercebo-me que comunicar com o outro não é nem pode ser uma forma de entretenimento para passar o tempo - em vez disso, eu comprometo-me a ver este padrão de agradar os outros como uma referência da minha honestidade própria e mudar a maneira como eu lido comigo/com o meu tempo e com os outros.
Quando nas situações me que eu vejo que a conversa está sem rumo, ou que estou "a falar só por falar", eu páro, respiro e dou-me direção - por exemplo, dedico-me a escrever sobre o ponto, para eu própria perceber de onde é que os meus pensamentos vêm, as várias dimensões e ajudar-me a ver o ponto em senso comum.


Quando e assim que eu me vejo a manter uma conversa com a desculpa de "é preciso manter a relação"como se fosse uma obrigação em nome do interesse-próprio, eu páro e respiro. Eu averiguo se tenho de facto a disponibilidade para estar totalmente presente a participar um e igual na conversa, ou se é sensato explicar que tenho outras coisas planeadas e sugerir outra altura para se falar se o tópico ainda for relevante. Eu apercebo-me que se aquilo que eu disser for levado a peito é uma projeção do outro - da mesma maneira que se eu levar a peito aquilo que me é dito é também um ponto de insegurança minha.

Quando e assim que eu me vejo a acreditar que ao manter a conversa eu estou a agradar o outro, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta é uma ideia e projecção de mim própria e de como eu defino as pessoas de acordo com aquilo que elas me fazem sentir (se me sinto ouvida, se me sinto ignorada, se me sinto com atenção) e que afinal sou eu que julgo o outro como sendo simpático ou antipático de acordo com aquilo que me faz sentir (e quão manipulador isto pode ser!).

Eu comprometo-me então a estar  focada na minha direção e não me permitir dis-trair com estes diálogos da mente que só criam separação comigo própria e na minha relação com os outros. Eu vejo então que ao ser honesta comigo própria, eu estou a ser honesta com os outros e sou capaz de confiar na minha gestão de tempo e confiar no meu ponto de partida para comunicar com o outro (um e igual) sem manias de inferioridade.

Ilustração: Andrew Gable



DIA 183: E depois dos julgamentos, vejo o padrão da comparação - dimensão do pensamento


Sugiro que se leia a introdução desta secção em que eu estou a auto-investigar as várias dimensões associadas à experiência dos julgamentos:

Dimensão do pensamento:

Estou num bar trendy em Londres e penso que "há raparigas giras. Eu não sou tao gira como elas mas sou casada". Ou seja, acabo por justificar a comparação sem ver o padrão de polaridade  em que eu me estou a permitir participar (ser menos VS ter mais).

Porque não simplesmente observar e estar um e igual com as pessoas à minha volta? Para quê comparar-me? Para quê julgar? Para quê julgar-me? Para quê entreter a mente e PERDER a expressão da Vida aqui?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido cobrir os julgamentos de inferioridade com a ideia de "pelo menos tenho isto", quase como se fosse um -'toma, toma' a deitar a língua de fora, que é decepção, separação e uma maneira de ignorar o padrão de comparação e inveja.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter resistência a escrever sobre o padrão da inveja por ter vergonha dos meus próprios padrões, sem ver que ao esconder estes padrões de mim própria eu estou a aceitar limitar-me com estes padrões! Ao ver aquilo que se passa na minha mente, vou-me permitir estar a tenta ao padrão e AGIR pro activamente em viver a decisão de mudar a relação comigo própria para começar a viver em plena transparência comigo própria e confiança no meu processo de mudança.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido olhar à minha volta sem qualquer julgamento sobre aquilo que eu vejo e sem qualquer polaridade. Apercebo-me que a primeira polaridade começa por pensar que as outras pessoas são uma coisa e que eu sou o oposto disso, sem me permitir ver aquilo que somos/temos  em COMUM, como por exemplo o facto de estarmos TODOS, AQUI, AGORA.

Eu perdoo-me por nao me ter aceite e permitido ver/reconhecer que os julgamentos que eu tenho dos outros têm sempre a ver comigo e coisas que eu não me estou a permitir ver/criar em mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido associar o bar de Londres a um local de beleza feminina e "trendy" e assim estar a criar separação com o local e acreditar que estes lugares não são para mim depois de um dia de cansaço e de trabalho.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me pelas roupas que eu tenho vestida e julgar as roupas como não sendo adequadas para o bar trendy!

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na vulnerabilidade em relação à mente e participar em cada julgamento, ideia e desejo da mente, que em honestidade própria eu realizo que este é um mecanismo da mente/um escape para não me enfrentar e viver a decisão de parar a insegurança da mente e criar a minha estabilidade de dentro para fora, independentemente de onde eu estou, com quem eu estou, daquilo que tenho vestido ou daquilo que eu faço.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar as mulheres como bonitas ou feias baseadas no estilo que aparentam e assim participar na imagem da mente que não me permite conhecer as pessoas (eu!) realmente e estar um e igual com elas (comigo).

Curiosamente, à medida que fui escrevendo o perdão próprio vê-se que comecei por perdoar os julgamentos em relação aos outros e gradualmente comecei a focar-me em mim (por exemplo toquei no ponto do conflito em relação às roupas que eu tenho vestida). Isto mostra que cada ponto tem várias camadas e que, ao tirar as de cima, começo a ver o que eu tenho acumulado em mim e que tenho literalmente escondido de mim própria. Através da escrita é possível trazer estes pontos em tempo-real e andar cada pensamento desonesto, cada ponto de separação, cada definição e ver com os nossos próprios olhos a maldade que fazemos a nós próprios nas nossas próprias mentes.

Quando e assim que eu me vejo a pensar que a outra pessoa é mais do que eu (quer seja o "mais bonita", "mais artística", "mais inteligente", "mais interessante") eu páro as comparações da mente e respiro. Eu dou espaço a mim própria para me estabelecer "fora do filtro da mente" e permito-me olhar à minha volta sem julgamentos da mente. Eu comprometo-me a auto-investigar a admiração que eu tenho pela personalidade que a(s) outra(s) pessoa(s) representam. Comprometo-me também a ver o que é que eu me estou a ver separada de determinadas qualidade, de forma a começar a fazer aquilo que até agora só associava a ser feito pelos outros!

Quando e assim que eu me vejo a limitar a minha expressão com base nas associações que eu dou sobre "como é que este sítio é" (exemplo: bar trendy)  e "como é que as pessoas se devem comportar" (fashion e extravagantes), eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estes pensamentos são a minha própria limitação e que posso então usar estas ideias para ver a prisão que eu tenho criado em mim e à minha volta. Comprometo-me então a estar um e igual com o sítio e com as pessoas, a estar estável dentro de mim incondicionalmente do local ou com quem eu estou, em plena auto-confiança, direção própria, sem querer parecer mais nem menos, sem querer agradar os outros nem definir os outros.

Eu comprometo-me a parar o pensamento/cadeia de pensamento que vejo surgir no momento em relação ao ambiente/pessoas à minha volta e RESPIRO. Eu procuro ver qual foi o pensamento que despoletou uma determinada personalidade, ou que desejos existem em mim e que eu me estou a dis-trair de mim. Eu apercebo-me que as definições da mente funcionam como uma limitação porque não me deixam ver para além daquilo que é superficial e por isso eu não me estou a permitir auto-investigar, descobrir e resolver em mim estas personalidades. Dedico-me então a estar atenta à dimensão do pensamento e a não tomá-los como pessoais - é um espelho de padrões que me mostra aquilo que eu posso corrigir em mim.

Quando e assim que eu me vejo a querer agir para querer controlar o pensamento que a outra pessoa possa ter sobre mim, eu páro e respiro. Apercebo-me agora da prisão que eu estou a criar para mim própria porque fui eu quem criei o pensamento em mim e que depois acreditei ser real porque projectei-o numa pessoa. Realizo então que as personalidades não são reais e que estas são criadas/alimentadas na minha mente se eu assim o permitir/aceitar.

Apercebo-me agora também que todas as personalidades que eu vejo e julgo à minha volta são pontos que eu posso verificar dentro de mim e ajudar-me a parar estas personalidades para me criar como o exemplo para mim própria.



DIA 171: Carreira profissional: pressão, limitação ou EXPANSÃO?


Novos pontos relacionados com o apego a uma ideia de carreira profissional ficaram mais claros depois de ter feito este vlog e me ter aberto comigo própria.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar e acreditar que tenho de "voltar às origens" em relação à carreira profissional que um dia idealizei para mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que "estava no bom caminho" quando comecei a usar fato de executiva.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido abraçar áreas profissionais que eu excluí à partida porque não correspondiam à imagem de sucesso que eu idealizei para mim e para os outros.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que eu julgo as pessoas pela carreira profissional que têm em vez de conhecê-las por quem elas realmente são.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar esconder-me de mim por trás de uma carreira profissional, em vez de criar a minha carreira à medida que eu caminho a minha carreira.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar uma pressão dentro de mim mesma com a ideia daquilo que eu tenho/devo fazer no futuro, em vez de tomar decisões aqui por mim e vivê-las de facto.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido limitar a minha expansão ao procurar corresponder com uma imagem que só eu criei para mim própria mas que só tem em conta o meu interesse-próprio porque não é baseada nos princípios de igualdade e de fazer parte da mudança que eu quero ver neste mundo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que alguém separado de mim sabe melhor aquilo que é o melhor para mim em termos profissionais do que eu para mim própria - apercebo-me que esta tem sido uma projeção da separação que eu tenho permitido em mim.

Eu comprometo-me a dedicar-me a tudo o que eu faço sem participar nos julgamentos da mente baseados na imagem e ideia de sucesso profissional, quando afinal são apenas imagens que servem de distração e de auto-sabotagem. Apercebo-me que a minha expansão pessoal não é limitada pela minha actividade profissional - afinal, eu apercebo-me que me posso dar e criar a oportunidade de me expandir com a minha actividade profissional!
Quando e assim que eu me vejo a projectar nos outros manifestações de interesse próprio e medo associados à necessidade de uma carreira profissional no sistema, eu páro e respiro.Eu apercebo-me que o sistema de interesse-próprio só existe à minha volta porque eu também participo nele. Comprometo-me então a ver como é que eu posso direcionar aquilo que eu faço para aplicar em algo que seja o melhor para todos e que posso contribuir para uma mudança de hábitos. Realizo também que ao fazer algo novo que inicialmente havia bloqueado essa hipótese estou a criar-me fora do programa da mente e que é essencial estar ciente de mim a cada momento e a cada respiração para garantir que cuido bem de mim.
Quando e assim que eu me vejo a entrar no padrão de desvalorizar aquilo que eu faço somente porque não corresponde à valorização de carreira x e y na sociedade, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que sou eu quem está a permitir participar nesta auto-desvalorização sem ver que o senso comum do nosso valor real é a Vida aqui e que todos temos em comum nesta realidade física. Dedico-me então a parar a sabotagem da mente sobre a minha vida e, passo a passo, dedico-me criar-me como a solução para mim própria em tempo-real e consistência e aperfeiçoar como ser-humano através de todas as minhas actividades do sistema profissional.
Quando e assim que eu me vejo a valorizar-me a mim e aos outros com base no salário que este sistema económico dita, eu páro, eu respiro e dou-me a possibilidade de parar de julgar-me a mim e aos outros como inferiores ou superiores conforme o seu valor monetário e a imagem que essa carreira tem sido promovida.
Foco-me então naquilo que eu estou a fazer aqui e agora, a dar e ser o meu melhor sem me limitar com as ideias/medos/insegurança/esperança nem comparações da mente. Eu sou um e igual à carreira profissional / actividade profissional no sistema, logo, eu aproveito para trabalhar estes pontos de separação que eu tenho permitido existir em mim mesma, para começar a abraçar aquilo que eu faço em plena estabilidade própria e dar-me direção para que a minha expressão/expansão de capacidades sejam aplicadas em senso comum e com resultados que sejam o melhor para todos.


DIA 120: Esquecer-se dos outros é puro interesse próprio



Já alguma vez te aconteceu planeares uma coisa com um amigo e durante o dia pensares nisso, dares todos os passos para fazer o evento acontecer e, de repente, começas a pensar noutras coisas e a fazer outras coisas até que te apercebes que te esqueces-te do teu plano inicial?

Às vezes ajuda pôr nomes às coisas e hoje dei a este fenómeno o nome de interesse-próprio. Ao estar distraída com a minha vida, acabei por ignorar a vida dos outros e desprezar a realidade dos outros, sem fazer um esforço por viver o compromisso de estar ciente de mim e das minhas ações. Esta foi a prova viva que viver na mente é ignorar a Vida; estar focada na minha mente é puro interesse-próprio.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na obcessão da mente e acreditar que neste momento só os problemas da minha mente interessam.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido tomar a decisão de ver as preocupações da minha mente, escrever, percebera origem e permitir-me parar de pensar nisso.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar atenta à minha presença neste espaço temporal e assim ter noção do tempo a cada respiração.
EU perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que tenho de falar sobre o meu problema e assim exigir a atenção dos outros como uma necessidade, quando na realidade eu tenho de resolver o problema em mim, através do perdão-próprio e do meu empenho em avançar no meu processo de honestidade própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido deliberadamente distraído do tempo com base na ideia que  sou uma vítima e que mereço um "desconto".

Eu comprometo-me a ser constante no meu compromisso de viver as palavras e auto-correção que me apercebo durante o meu processo de escrita e de introspeção.

Quando e assim que eu me vejo a pensar muito numa coisa como se esta fosse a única coisa a tratar neste mundo,eu páro e respiro. Eu apercebo-me que "este mundo" que eu acredito ser real é de facto a mente e que aquilo que eu interpreto à minha volta é um reflexo da mente que eu tenho de limpar em mim.

Quando e assim que eu me vejo a querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo em vez de me focar naquilo que combinei com a outra pessoa, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estas distrações têm que ver com pontos que eu tenho mesmo de ver em mim e resolver que até agora eu tenho evitado ver. Vejo que a minha "vontade" de fazer as coisas varia ao longo do dia e que esta é uma forma de auto-sabotagem porque significa que não estou estável incondicionalmente comigo e com os outros. Eu comprometo-me a trabalhar a minha assertividade comigo e com os outros de modo a parar o interesse-próprio e a conseguir ver para além daquilo que a mente vê.

Quando e assim que eu me vejo a começar a interromper aquilo que eu havia pensado fazer à hora do meu encontro, eu páro e respiro. Eu permito-me parar a mente de pensamentos para me dedicar à minha direção e decisão de completar a minha tarefa e de trabalhar estas resistências a ser constante comigo própria e nas minhas ações.

DIA 43: O interesse-próprio das relações humanas


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que acabar a relação/Agreement com o João vai mudar quem eu sou - eu apercebo-me que qualquer mudança física é o resultado da mudança de quem eu sou, das minhas permissões e aceitações.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar a mudança à minha volta como um "sinal" para eu mudar quem sou, em vez de eu tomar direção e parar de viver na ideias/conversas da mente. Eu apercebo-me que eu crio a mudança, eu não sofro da mudança.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar acabar o agreement com o Joao para mostrar a mim própria que eu estou a mudar as minhas permissões e aceitações.

O que é que é o melhor para mim e para o João?
Viver a decisão de ser aquilo que é o melhor para todos. Viver a decisão de auto-corrigir-me e parar de viver na mente de medo e desconfiança própria.

Eu comprometo-me a dedicar-me à minha auto-correção e a viver as realizações que eu sou através do perdão-próprio.
Eu comprometo-me a viver este processo com paciência, respiração em respiração, por mim e pelos outros.

Eu comprometo-me a VIVER O MEU PROCESSO e ser o exemplo para mim própria.
Eu comprometo-me a não ser influenciada pelas desonestidades-próprias dos outros.

Quando e assim que eu me vejo a alimentar a reação da mente em relação ao João, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta reação só a mim me está a criar instabilidade. Por isso, eu páro e devolvo-me a estabilidade. Em estabilidade própria eu confio em mim para ser e fazer aquilo que é o melhor para todos.

Quando e assim que eu me vejo a alimentar o desejo de ruptura para ver mudança à minha volta, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta é uma resistência parar eu mudar quem eu sou e parar a minha personalidade de telenovela - eu apercebo-me que o João não vai mudar por mim, tal como eu não mudo pelo João.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar mudar para ser aceite pelos outros e por isso ter a expectativa que os outros têm de fazer o mesmo para me agradar.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar ser severa com o João por acreditar que ele "tem de aprender a lição".

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que as coisas à minha volta vão mudar quando eu viver a mudança de ser honesta comigo própria a cada momento e viver a decisão de ser aquilo que é o melhor para todos.

Eu comprometo-me a ser paciente comigo própria e a criar a minha estabilidade incondicionalmente de onde eu estou e de com quem eu estou.

Eu comprometo-me a comunicar em senso comum com o João e parar qualquer reação quando falo com ele.
Eu comprometo-me a parar a preocupação e o medo que ele não mude. Eu apercebo-me que este medo é baseado em interesse próprio, pelo facto de ter medo que ele não seja capaz de tomar conta de mim, de me defender ou ajudar se eu precisar.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar ter um parceiro que prove ser capaz de ter dinheiro para se eu algum dia precisar. Eu apercebo-me que este ponto de partida é desonesto e baseado em medo de não ser capaz de tomar conta de mim própria e de auto-financiar.
Quando e assim que eu me vejo projectar o medo de não ter dinheiro suficiente para mim e por isso precisar que o João me ajude, eu páro e respiro. Eu não me permito ser o medo do futuro e o medo de não ter dinheiro. Eu comprometo-me neste processo a ser o melhor para mim e por isso fazer o melhor para mim. Eu comprometo-me a criar-me como Vida física que sou, ciente daquilo que eu preciso para viver aqui e assim poder dar-me enquanto Vida aos outros. Eu não me permito projectar os meus medos no agreement que tenho com o João - eu comprometo-me a viver o agreement que eu estabeleço comigo própria de Viver em Honestidade Própria a cada respiração e a ser o meu auto-suporte incondicional.

Eu comprometo-me a parar o interesse-próprio típico das relações humanas baseadas em sobrevivência e competição.
Eu apercebo-me que só posso exigir do João nada mais nada menos do que aquilo que eu exijo de mim. Eu apercebo-me que só dou ao João aquilo que eu dou a mim própria.

Eu comprometo-me a trabalhar os pontos que eu enfrento em completo detalhe e atenção.
Eu comprometo-me a trabalhar os meus pontos em auto-dedicação e por isso parar de substimar os eventos como insignificantes - este mundo é um reflecto de quem eu tenho aceite e permitido Ser até agora. Por isso, eu permito-me olhar para cada ponto, realizar quem eu me tornei enquanto desonestidade própria e realizar quem eu sou em hostidade própria através do perdão próprio. Eu comprometo-me a aplicar a auto-correção e assim criar-me/viver em completa responsabilidade como Vida que eu sou e tudo é.

Eu comprometo-me a ter paciência no meu processo de parar a mente e a não requerer ir mais rápido do que a minha aplicação baseada no perdão próprio que eu escrevo e realizo - ir mais rápida do que a minha respiração é continuar na mente.