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DIA 256: Como Parar de Estar Acelerada na Mente e no meu Dia-a-dia




Esta noite sonhei que conduzia na estrada e, ao tentar virar uma curva, tinha saído do viaduto e voado às cambalhotas pelo campo ao lado da estrada, até o jipe parar. Nesse momento, com medo de ver as consequências dos ferimentos, desejei andar para trás no tempo e conduzir mais devagar e não fazer a curva daquela maneira para evitar o acidente.

Ao investigar este sonho, perguntei-me o que é que eu via para além da imagem do acidente. Vejo-me a mim, acelerada na minha mente, a querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo e a desprezar o tempo que as coisas realmente levam a fazer. Vejo também como desejo lidar com o tempo de maneira diferente: desejo ter tempo para não chegar atrasada e para dedicar mais tempo a outras coisas durante o meu dia. Finalmente, vejo o arrependimento de andar acelerada quando o meu corpo começa a dar sinais de stress e de cansaço por participar na energia da mente, dos pensamentos e imaginação.

Esta minha relação com o tempo é, portanto, uma relação de separação, como se o tempo fosse algo separado de mim que eu uso e abuso, embora afinal de contas não seja separado de mim porque o meu corpo está também dependente do tempo - ou seja, o tempo passa e reflecte-se na fome que o meu estômago começa a sentir, na necessidade de descansar, na ansiedade física quando corro para não chegar atrasada e no stress muscular quando passo demasiado tempo focada na minha mente de ideias, imagens e imaginação.

Estar acelerada dentro de mim é um estado mental que requer a minha correção, porque traz consequências para mim e para os outros. Ao andar acelerada na minha mente, a minha noção de tempo é manipulada para corresponder à velocidade quântica da mente, em que as imagens se ultrapassam umas às outras, sem qualquer referência ao tempo real e físico. Por isso, neste processo de correção, eu ajudo-me a alinhar-me ao tempo físico e real, de modo a estar sempre ciente do meu corpo e a garantir que as minha acções são geridas de acordo com o tempo real a cada respiração. Ajudo-me também a usar a mente como um guia para conhecer os meus medos, a minha maneira de funcionar e os meus padrões de pensamento e comportamento. Assim, ao ver o padrão de criar acidentes na minha imaginação eu ajudo-me a parar e a perceber que se estou na mente então não estou ciente do meu corpo/realidade física e por isso estou a colocar-me numa situação propícia a um acidente proveniente de uma distração.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o tempo quântico da mente é real.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar o tempo quântico da mente como uma referência para a realidade e por isso participar na frustração de que as coisas na realidade demoram demasiado tempo a serem feitas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar stress físico no meu corpo ao tentar fazer as coisas de acordo com a imagem do tempo quântico da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar o tempo real que as coisas levam e por isso não considerar cada passo e prevenir as consequências de andar acelerada.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido culpar o meu corpo/a mim própria por ser lenta e alimentar o julgamento próprio, quando na realidade eu estou entretida na minha mente de ideias e no tempo quântico em vez de estar totalmente dedicada a viver no tempo real e a fazer as coisas de acordo com a leis físicas, quer seja a conduzir, a andar, a fazer, a crescer, a perceber, a aprender e a mudar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar no arrependimento da mente e de desejar voltar atrás no tempo - o que não é possível e não é real. Apercebo-me que a única maneira de corrigir esta tendência é em mudar a minha relação com o tempo e ajudar-me a estar ciente de cada momento para que cada ação minha seja absoluta, em plena certeza e a ser/fazer o melhor que eu posso. Desta maneira, ao estar ciente de mim e ao estar ciente do tempo real e das leis físicas eu vou evitar criar consequências físicas e não irei participar no arrependimento e no desejo inútil de mudar o passado.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que as consequências físicas (acidentes) são uma punição de Deus e assim evitar ver como eu crio as consequências para mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o passar do tempo que vejo nos filmes (e na minha mente) é real e que é possível ser transposto para esta realidade física sem criar consequências. Eu apercebo-me que eu sou responsável por viver em tempo real e em prevenir consequências de stress e acidentes na minha realidade.

Por isso,

Quando e assim que eu me vejo a imaginar eventos na minha mente, eu páro e respiro. Eu ajudo-me a ver que o tempo quântico da mente não é real e que estou a criar uma realidade paralela e fictícia que me disTRAI desta realidade física no mundo. Por isso, eu comprometo-me a parar de criar e participar em realidades paralelas na minha mente e assim ajudar-me a estar sempre ciente de mim e das minhas ações nesta realidade física.
Quando e assim que eu me vejo a criar uma imagem de mim a fazer qualquer coisa, eu páro a imaginação e respiro. Eu comprometo-me a usar o tempo físico como referência e a fazer as coisas do meu dia-a-dia de forma prática e eficaz de modo a fazer o máximo que posso com o tempo que tenho. Apercebo-me também que ao estar totalmente ciente de mim e das minhas ações, serei capaz de criar soluções para mim própria e assim permito-me fazer mais e melhor do que quando me limito com as ideias e padrões da mente.
Quando e assim que eu me vejo a criar a ideia de acidentes na minha mente, eu páro e respiro. Em vez de ficar "presa" emocionalmente a esta imagem, eu ajudo-me a ver e a investigar o que eu estou a mostrar a mim própria e dedico-me a criar a correção e a mudança na minha relação comigo e com o mundo.
Eu apercebo-me que o constante estado de alerta e de stress é evitável se eu estiver ciente de como a minha mente funciona, ciente do meu corpo e desta realidade física. Por isso, quando e assim que eu me apercebo que estou num estado de ansiedade, eu páro e respiro. Eu uso esta manifestação como um indicador de que estou separada de mim/do meu corpo/da realidade física e ajudo-me a parar de participar na mente e, com a ajuda da respiração, eu volto para mim, para o meu corpo, para a Vida Aqui, ciente de cada respiração e da minha ação.

Fotografia de João Maria Alves

Sites que eu recomendo:
http://lite.desteniiprocess.com/ Curso gratuito de Auto-Conhecimento 
http://forum.desteni.org/ Forum de participação, perguntas e respostas





DIA 193: Medo da mudança e medo da perda... dentes, acidentes, imaginação e dinheiro


Após a extração do dente, comecei a sentir remorsos e medo de perder todos os dentes, medo de precisar do dente, medo de ficar sem dentes suficientes! Nisto, vejo um padrão de medo da mudança baseado na ideia de perda e este estado mental é cego porque não se consegue ver mais nada que não sejam os pensamentos de "não devia ter feito isto". É interessante que estes pensamentos não existiam antes tão claramente - foi como se ao ter o dente extraído (ou perder fisicamente alguma coisa) tivesse descoberto este padrão em mim que obviamente já existia, apenas não se tinha manifestado. Por isso, neste processo, cada vez mais me apercebo que a minha realidade física é um reflexo do que se passa em mim, ao estar ciente dos pensamentos que eu projecto à minha volta...
Se o medo da perda existe em mim, vou tomar responsabilidade e investigar como me estou a permitir limitar e, finalmente, aplicar-me em corrigir este hábito mental em mim.
O medo da perda (do dente) surgiu com base no medo de precisar do dente no futuro. No entanto, neste preciso momento este dente estava a incomodar-me e iria trazer-me problemas mais cedo ou mais tarde.
 Outro medo tem a ver com o medo de perder os dentes da frente - Quem é que não reage quando vê uma pessoa desdentada, por ter medo de ficar também desdentada? Este medo é o medo da minha imagem sem dentes e como eu me defini por ter os dentes no lugar, brancos e direitinhos. Há cerca de 5 anos tive um acidente de mota e lembro-me que quando acordei após a operação, senti uma placa de ferro na minha boca - fiquei super assustada e imaginei imediatamente que os meus dentes tinham ficado todos encavalitados e partidos. Esta era a minha segunda grande preocupação, depois de ter mexido as pernas para ter a certeza que não estava paralisada. Afinal aquilo que eu sentia era simplesmente uma placa a apoiar os meus dentes a fixarem-se no lugar.

De volta ao dente, este medo de perda não tem de existir - este dente não me iria ser removido se fosse realmente essencial. Além disso, há a possibilidade que o dente do siso venha substitui-lo. Curiosamente, comecei a sentir a boca mais leve e com mais espaço.
Durante a extração, eu estava agarrada ao dente e curiosamente este estava a dar luta! Apercebi-me que era altura de aprender a largar e de me "render". De certa maneira, o medo de deixar o dente ir tem também a ver com o hábito de ter aquele dente na minha boca e não me imaginei não tê-lo. Ou seja, o medo do futuro é muito em parte baseado na imagem do que já se conhece (mesmo que não seja perfeito) VS uma coisa nova (que não se conhece).

Reparo agora que os medos são como as bonecas russas, abre-se um medo e surge um outro, como se a minha mente tivesse um lugar para o medo que tem de estar sempre ocupado! Desta vez, o medo que surgiu depois da extração do dente foi o medo de complicações pós-cirurgia. Obviamente, que o estado de stress que eu permito (ou não) em mim vai ter impacto na recuperação. Por isso decido recuperar sem o medo. A recuperação é a parte da operação que eu posso controlar - ou seja, depende de mim, da atenção que dou a mim própria, do descanso, da toma do antibiótico e da estabilidade que crio em mim. Por isso escrevo sobre estas preocupações da mente, para esvaziar o medo de dentro de mim e deixar o medo ir, tal como deixei o dente ir e me dedico a tomar conta do meu corpo que está aqui.

Depois de ter escrito o seguinte perdão-próprio e as afirmações de auto-correção, apercebi-me que a minha desconfiança tem também a ver com o medo de ser levada a gastar/investir cada vez mais dinheiro em tratamentos dentários. Lembro-me que tinha pensado que este dente tinha de ser tratado mas que o doutor não estava a dar prioridade a esta situação, visto que havia outros tratamentos supostamente mais rentáveis a serem feitos noutros dentes. No final de contas, acabou por ser este dente a ser tratado primeiro e, em vez de me permitir relaxar, continuei a  participar no medo e desconfiança da mente.


Quanto à questão do dinheiro, eu apercebo-me que o medo ou a resistência em perder/investir dinheiro em tratamentos dentários é um facto inerente ao actual sistema económico. Vejo também que, mais uma vez, estes medos e preocupações seriam colmatados caso vivêssemos num sistema monetário que fosse igualitário e que garantisse que os doutores seguissem a carreira da saúde por realmente quererem o melhor para os seres-humanos e não pelo lucro. Da mesma maneira, nenhum de nós iria ter medo de ter problemas dentários porque saberia que estes seriam resolvidos incondicionalmente. Apercebo-me então que não é só a dor física dos tratamentos mas também o peso na carteira que nos faz ter resistência a ir ao dentista...
Independentemente disto, é crucial resolver estes medos e preocupações da minha mente.

Eu perdoo-me por me estar a permitir e aceitar alimentar os medos que surgem na minha mente após a cirurgia, como se os medos fossem reais.
Eu perdoo-me por não me estar a permitir e aceitar olhar para a situação médica em senso comum e assim não permitir que o medo contamine tudo e todos.
Eu perdoo-me por me estar a permitir e aceitar desconfiar do meu médico e pensar que ele quer tirar os meus dentes para depois fazer mais dinheiro comigo caso eu precise de mais tratamentos para substituir o dente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na desconfiança da mente em vez de estar aberta à explicação do doutor e sobre a situação física e real dos meus dentes.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que tenho de ser desconfiada para ser respeitada (e não ser enganada).
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que se eu permitir tirar um dente estou de facto a andar em direção à perda total dos meus dentes, o que eu vejo ser a mente a levar-me para a outra polaridade!
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar-me sem dentes ou com os dentes encavalitados e por me ter permitido deixar assustar por esta imagem da mente.
Eu perdoo-me por me estar a permitir agarrar-me à ideia que não devia ter aceite este tratamento com base na ideia que o meu médico em Portugal saberia melhor o que fazer, com base em experiências do passado que não se aplicam necessariamente ao caso actual.
Eu perdoo-me por não me estar a permitir focar-me na recuperação e na minha estabilidade que é aquilo que eu realmente posso controlar neste momento.

Quando e assim que eu me vejo a participar na desconfiança da mente em relação à extração do meu dente, eu páro e respiro.
Ao respirar, eu permito-me descomplicar a situação física e apercebo-me que são os meus pensamentos que estão a complicar. Nisto eu apercebo-me que estou agarrada à ideia que podia ter havido outro tipo de tratamento alternativo em vez de ouvir os conselhos do doutor e ver aquilo que está realmente aqui. Eu apercebo-me que a minha dúvida é baseada em informação relativamente a outros casos, por isso, eu permito-me focar-me no MEU caso, abraçar esta situação como tendo sido o melhor para mim e aperceber que não precisava de chegar ao ponto de ter dor absoluta para me "convencer" que este dente deveria ser tratado/extraído urgentemente.

Eu dedico-me a focar-me apenas na minha recuperação e, quando e assim que eu vejo um pensamento da mente a justificar o arrependimento, eu páro, respiro e escrevo sobre isso para me permitir ver a complicação da minha mente e ajudar-me a ver as soluções para mim própria.
Quando e assim que eu me vejo a imaginar a perder os meus dentes da frente ou a ficar assustada com a ideia de vir a perder todos os meus dentes quando envelhecer, eu páro o medo e respiro. Eu apercebo-me que esta aterrorização da mente não é real e que é apenas uma forma de manipular quem eu Sou e a minha criação. Eu dedico-me a respirar e a confiar em mim no meu processo de remover os meus medos, não os meus dentes ou outra parte do meu corpo físico!

Quando e assim que eu me vejo a desejar voltar atrás e sugerir outro tipo de tratamento, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estou a criar stress desnecessariamente para mim própria e que tenho mesmo de confiar naquilo que o especialista sugere.
Eu dedico-me a andar passo a passo, respiração em respiração, em estabilidade própria, em vez de saltar para o passado ou para um futuro e pensar naquilo que eu devia ter feito ou naquilo que eu devo fazer. Apercebo-me que a solução para os meus problemas exteriores passa por eu criar soluções de dentro para fora e por isso dedico-me a resolver os padrões da minha mente que me impedem de ver soluções práticas para mim (e para o mundo).

Quando e assim que eu me vejo a desconfiar que a mudança não me vai ser benéfica, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que sou eu quem me estou a puxar para trás, em vez de abraçar a mudança e me permitir relaxar com a certeza que aquele dente não me vai incomodar mais!

Comprometo-me também a não generalizar esta situação e pensar que ao ter permitido a extração de um dente então vou abrir um precedente e terei  de extrair mais dentes - eu apercebo-me que a extração de dentes só é feita quando é realmente o melhor para a pessoa e que não é o fim do mundo. Isto é senso comum.

 Quando e assim que eu me vejo a projectar a minha desconfiança noutras pessoas e a acreditar que estou a ser enganada por outra pessoa, eu páro e respiro. Realizo que este é um indicador da mente que me mostra aquilo que eu tenho de urgentemente resolver em mim e por isso eu comprometo-me a parar a desconfiança em mim. Apercebo-me que a desconfiança da minha mente é auto-destrutiva e que sou responsável por parar este padrão em mim. Eu comprometo-me a abraçar aquilo que me é dado pelos outros, estando ciente que a minha estabilidade não está dependente disso e, ao mesmo tempo, dou-me a oportunidade de confiar em mim por me permitir confiar nos outros.

Ilustrações: 
Andrew Gable - The Decision – An Artists Journey To Life: Day 172 | An Artists Journey To Life http://bit.ly/SVmmxo
Andrew Gable - Where Do Your Thoughts Come From. Find Out how your mind really works - http://lite.desteniiprocess.com/
Marlen Vargas Del Razo - Money as Life?




Dia 146: O massacre que vai dentro das nossas mentes




Como é que será a mente de uma pessoa que deliberadamente decide entrar a matar? Que mania é esta de brincarmos aos Deuses, mas que em vez de se viver o poder de criar vida, a única coisa que se pensa é tirar a vida? Que deuses falhados andamos nós a criar em nós próprios? 
Ouvi as notícias do massacre na escola primária do Conneticut e comecei a disparar em reações, como se isso fosse fazer alguma diferença na realidade daquelas pessoas, na minha e na do mundo. Em honestidade própria, apercebo-me que a reação surgiu em modo automático, primeiro porque estava acompanhada e porque é o que é "normal" comentar-se e marcar-se uma posição. No entanto, ao decidir sentar-me e escrever, vejo que a minha participação na reação foi meramente participar no problema e não é isto que eu quero para mim. Em inglês utiliza-se a expressão "ranting", que é o acto de reclamar que as coisas estão mal e ficar-se por aí, na impotência de que não há nada a fazer. Mas em senso comum, é óbvio que também eu sou responsável pelo evento que se passou do outro lado do atlântico. 
Por exemplo, quem é que permite que os jogos de armas sejam tão populares? Nós. 
Quem é que aceita que se promova a guerra e quem é que admira os generais fardados? Nós. 
Quem é que aceita que este sistema descuide a juventude que é deixada à mercê de uma TV em constante guerra (de imagens e guerra pelas audiências)? Nós todos. 
Quando digo nós, refiro-me a esta humanidade, mas vivemos tão isolados uns dos outros e desligados da nossa responsabilidade para com tudo o que acontece neste planeta, que ainda nos ofendemos quando alguém nos diz que somos responsáveis. A vida não é somente a "nossa" vidazinha rotineira e de políticas locais... Enquanto humanidade, é bem notável que podíamos estar a fazer mais e muito melhor para o melhor de todos. Mas este blog não tem a ver com moral - tem a ver com senso comum e serve de alerta para a nossa visão pequena das coisas, fruto de uma educação compartimentada a e isolada dos sistemas que governam o mundo. Aquilo que não conhecemos parece ser gigante porque corresponde ao tamanho do desconhecimento. No entanto, quanto mais nos apercebemos de como as coisas funcionam, mais nos tornamos um e iguais ao próprio sistema e facilmente nos apercebemos que é possível mudar aquilo que não bate certo. 
Definitivamente, ataques a escolas não bate certo; matar o futuro da humanidade não bate certo; matarmo-nos a nós próprios e auto destruir a nossa espécie não bate certo. Pensar "Oh, eu não aceito isto, mas que posso eu fazer?" é uma forma de ranting, porque implica um sentimento de culpa coberto de aparente impotência e que, em honestidade própria, é uma forma de justificar a ignorância e a falta de vontade para investigar o que se passa nas nossas mentes e neste mundo. Aquilo que sem dúvida podemos fazer é pararmos o julgamento destas notícias, pararmos de tomar estes eventos/a mente como adquiridos e fazermos um esforço para perceber a origem dos problemas que afectam cada um de nós e por consequência toda gente. 

A começar por nós próprios - por exemplo, podemos levar este caso à escala do nosso dia-a-dia e vermos onde e quando é que nos permitimos ter reações contra os outros; como é que na nossas mentes nos permitimos pensar em destruir o outro; quando é que nas nossas mentes permitimos que a reação tome conta do nosso corpo e fazemos coisas contra nós próprios e contra os outros. 
Quem é que já não ameaçou acabar com a sua própria vida em busca de atenção? Quando é que já não considerámos a morte como um escape àquilo que pensamos ser demasiado grande para nós? Consegues ver o padrão? 

Porque é que nos permitimos cegar com o fumo, em vez de desbravarmos a nuvem e vermos a origem do problema dentro de nós mesmos (normalmente um chama(da) de atenção)? 


Em vez de me querer separar do serial killer, eu vejo que somos iguais enquanto seres, mas por diversas razões eu consigo estar estável enquanto que ele acabou por projectar a raiva dele e disPará-la na vida dos outros. O meu perdão próprio é baseado na minha experiência das reações que, apesar de serem a uma escala diferente daquela que aconteceu na escola primária, qualquer reação não deixa de ser uma forma de abuso próprio e de abuso para com os outros à minha volta: 


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na energia da reação que, em honestidade própria, eu vejo que sou responsável por parar e ver que me cabe a mim não permitir ser contagiada pelo mundo de conflito à minha volta. 
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e perceber que as reações só existem porque eu crio a reação em mim própria e acredito que vai ajudar-me a ter aquilo que eu quero - tal e qual um bebé chorão em pleno interesse próprio. 
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar reagir para me impor aos outros, quando na realidade não tenho de me impor a ninguém porque todos são iguais em mim, sem haver seres inferiores nem seres superiores. 
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a reação é uma forma de espalhar o fogo e me distrair da origem do MEU problema e que funciona com um entretenimento da mente, quando afinal o problema está e esteve sempre aqui para eu o apagar e fazer as pazes comigo própria e MUDAR. 
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido distrair-me com a energia/o fumo da superficialidade da reação, que aparentemente é a maneira fácil de se ser ouvida mas que afinal de contas é a mim mesma que estou a ignorar. 
Apercebo-me que a reação é a explusão da acumulação de conversas, julgamentos, ideias, auto-definições, crenças, medos e projeções da minha mente, mas que nada disto é a expressão da vida que sou/somos. 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido habituar-me a reagir com as pessoas à minha volta, sem ver que a reação é uma auto-limitação da mente para eu me manter nesta ideia que tenho razão e que sou uma vítima separada dos outros. Em vez disso, eu comprometo-me a estar ciente de mim própria e a estar ciente da minha capacidade de dar direção em momentos de reação. 
Ao parar a personalidade da reação, eu estou a recriar-me fora do padrão da reação e portanto sou capaz de ser, falar e existir em senso comum e ver/fazer aquilo que é o melhor para todos. 
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a reação às coisas deste mundo é a reação que eu tenho dentro de mim, e que portanto tenho visto o mundo sempre pelos olhos da reação e a tomar estas personalidades/eventos como garantidos, em vez de pôr em prática a realização que eu sou responsável por mudar a maneira como tenho existido e que é possível mudar os eventos que afectam o nosso mundo. 

Quando e assim que eu me vejo a culpar o outro pela reação que eu própria sinto dentro de mim, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que a reação não tem a ver com as pessoas mas sim com aquilo que me é dito ou com padrões que vejo nelas e que julgo em mim própria. Assim, eu comprometo-me a investigar em mim própria a razão pela qual eu reajo a determinadas palavras, julgamentos, ideias e comprometo-me a tomar responsabilidade pela reação dentro de mim própria e a parar esta energia dentro de mim.

Quando e assim que eu me vejo a reclamar e a reagir porque há algo que vai contra o senso comum, em páro a reação e respiro. Apercebo-me que se quero partilhar o senso comum, a única maneira é passar a existir em senso comum, a dar direção a mim própria, a falar em senso comum, a dar-me aos outros em senso comum. Apercebo-me que a reação é um ponto de separação comigo própria e com os outros, por isso nunca é a solução. 
Quando e assim que eu me vejo a ter a "necessidade" de deitar tudo cá para fora, eu páro e respiro. Eu deito ar para fora, e respiro fundo outra vez até eu parar a mente e me permitir estar estável no meu corpo.
Eu apercebo-me que o meu corpo, um e igual ao corpo dos outros, é o nosso ponto de estabilidade. Eu comprometo-me a ajudar-me a mim própria a criar a minha estabilidade a cada respiração, a cada bater do meu coração e a cada passo. A partir daqui, dou-me direção e começo por escrever a reação ou a partilhar com o outro em auto-ajuda. 

Quando e assim que eu me vejo a entrar no rodopio e labirinto da mente em que o fumo é demasiado grande e me cega daquilo que é o óbvio (a vida humana aqui), eu páro e respiro. Eu não me permito participar na curiosidade das imagens da mente e decido pará-las. Eu páro a ideia que o mundo é demasiado complicado e que não há nada a fazer para nos melhorar.
Apercebo-me que se quero começar a criar estabilidade no mundo, tenho de começar por mim e a parar de complicar nem sabotar a minha própria vida. Apercebo-me que os eventos do mundo são um espelho do massacre que vai nas nossas mentes em que perdemos o respeito pela vida que somos. 

Apercebo-me que teria sido possível que aquelas 27 crianças ainda estivessem vivas se nós adultos começássemos a respeitar-nos enquanto vida, limpássemos o fumo das nossas mentes e resolvêssemos os nossos próprios desequilíbrios. Está nas nossas mãos criar vida ou deitar tudo a perder em reações.

Eu dedico-me a parar cada uma das minhas reações e a respeitar a vida que sou, a vida que os outros são e a ser criadora de vida, e assim participar na vida à minha volta e a recriar-me enquanto vida como aquilo que é o melhor para todos. 
Quando cada um de nós conseguir parar a raiva/reação dentro de nós, será possível confiarmos em nós próprios e uns nos outros; em senso comum vemos que somos todos capazes de apagar o fogo (energia) das nossas mentes que só nos tem separado e destruído o nosso mundo.



DIA 139: Uma força invisível que nos puxa para trás?


Será que é isto que não vemos nas crianças? As crianças expressam-se incondicionalmente. Riem quando riem, choram quando choram, mas não vão propositadamente estragar aquele momento de diversão.
Um momento de estabilidade que rapidamente é invadido por esta força invisível  como um peso que se abate sobre nós. Com o passar do tempo, apercebo-me que me habituei a interromper a minha expressividade - algo de errado vai acontecer... não vale a pena... Já sei o que vai acontecer... Isto acontece sempre comigo... Dou por mim a criar uma vida contra mim própria - não será isto um indicador que não estou realmente a viver aqui ainda?
É a mente. Aquilo que tem acontecido com o passar dos anos é a aceitação da mente como o deus dos seres que tudo controla e limita. E é exactamente isso que acontece: eu própria me tenho permitido e aceite auto-limitar a minha expressão e controlar a minha existência; eu própria crio este peso sobre os meus próprios ombros; eu própria criei esta zona de conforto como se vivesse em sacrifício constante, sem ver que esta é uma desculpa da mente para eu manter esta prisão física; eu criei para mim própria a ideia que não posso expandir para além desta proteção da mente que tem o nome de medo; e não será este o padrão ensinado nos primeiros aninhos da catequese sobre a árvore do fruto proibido? Será que nunca vimos que é a árvore que nos dá oxigénio para respirarmos e existirmos primeiramente? Porque é que só vemos aquilo que nos dizem para vermos, sem nos educarem a vermos o senso comum e a expandir a partir dAqui, como novos? Estamos tão bem programados para passarmos ao lado da vida...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido condicionar o meu presente ao dar azo aos pensamentos que são uma manipulação de imagens do passado e memórias.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido parar de me auto-controlar pela mente de pensamentos e memórias para ver o cúmulo que estou a criar para mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido punir-me pelo que eu faço pelo que eu não faço, como se nada do que eu fizesse fosse perfeito, sem nunca me ter apercebido que esta ideia de perfeição é uma manipulação da mente de forma a desprezar aquilo que está aqui neste mundo físico e de forma a sabotar qualquer tentativa de criar algo fora dos padrões da minha mente.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido sair do conforto da mente de medo, para estar aqui no corpo físico e começar a confiar em mim, na minha decisão de estar Aqui, um e igual com os outros e com aquilo que eu estou a fazer.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade e vontade de parar a mente e mudar quem eu tenho sido até agora (a mente baseada em memórias, ideias sobre mim própria, ideias sobre os outros e ideias de como as coisas vão ser.)
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar e aceitar que o meu futuro/a minha existência na Terra iria ser parada ou limitada por um acidente ou por alguém, sem me ter apercebido que eu tenho sido a única responsável pela minha estagnação e limitação no meu processo de renascer como Vida.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e realizar que é a mim e só a mim que eu estou a fazer mal ao prender-me neste ponto e na supressão da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido antecipar a ideia do que é viver e acreditar que a vida é só isto (a mente) sem sequer me dar a oportunidade de viver cada momento incondicionalmente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar controlar o futuro com base nas supostas aprendizagens do passado, sendo que em honestidade própria nunca houve um presente perfeito.

Eu comprometo-me a tomar responsabilidade por parar de participar na mente, que é como um vício que eu criei em mim.
Quando e assim que eu me vejo a prender-me na mente, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que só eu me estou a prender a mim própria; eu apercebo-me que fui eu que criei estes pensamentos para mim própria e tenho sido eu a permitir controlar a minha expressão.
Quando e assim que eu me vejo a justificar o meu medo do futuro com qualquer ideia que só existe na minha mente, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que qualquer justificação da mente para a limitação da minha expressão será sempre uma sabotagem contra mim própria. Por isso eu comprometo-me a parar de participar nas justificações da mente e vivo a decisão de parar a influencia da minha mente (e da mente dos outros) em mim.
Quando e assim que eu me vejo a pensar que não me posso expressar incondicionalmente, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que a sensação de ter algo a bloquear-me tornou-se um hábito porque repeti e aceitei esta limitação desde sempre.
Quando e assim que eu vejo esta limitação e justificação a sabotar o momento de potencial expressão, eu páro e respiro.
Eu comprometo-me a praticar a minha própria libertação ao parar a mente e ao respirar.
Quando e assim que eu me vejo a pensar que algo vai correr mal quando as coisas em mim estão estáveis, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que esta estabilidade da mente não é real e que não haverá estabilidade enquanto eu continuar a participar na mente. Por isso, eu dedico-me a andar este processo passo a passo, respiração em respiração, a dar-me direção constante e a recriar a relação que tenho comigo própria e a criar uma estabilidade incondicional.

Eu apercebo-me que esta ideia que eu criei sobre a Vida é uma ideia (a minha religião), na qual as coisas nunca acabam bem porque a mente é baseada em medo e na perda.

Quando e assim que eu me vejo a assombrar o meu presente como se me relembrasse que não me posso expressar à vontade, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta censura da mente só existe porque eu permiti criá-la e alimentá-la ao longo do tempo.

Quando e assim que eu vejo o medo de me expressar a surgir em mim na minha mente, eu páro, eu respiro e permito-me ficar no presente. Eu responsabilizo-me por parar a minha participação na mente e parar o hábito de seguir a mente.

Eu comprometo-me a dar uma gargalhada de cada vez que a mente me assombra e permito-me deliberadamente manter-me no presente, sem me permitir afundar na mente de memórias e percepções sobre o passado. Em vez disso, eu foco-me em ver aquilo que é senso comum no presente e mudar-me a partir dAqui, ciente que é da minha responsabilidade começar por mim, um e igual com toda a humanidade.




DIA 132: Porque ainda choro a ver filmes e a ver esta realidade...


A raiva do filme não era real, a emoção do filme não era real, a tristeza do filme não era real e mesmo assim eu deixei-me contagiar pela mistura emocional "infalível" - porque inconscientemente estava a projetar esses eventos e medos na minha vida - o potencial de uma família que quando pensava estar segura foi invadida pela morte e pela revolta. A relação de suposta perfeição que estava a ser projetada nas personagens desvaneceu-se. Porque é que esta história me está a afectar desta maneira? Porque é que eu chorei?  Para mim, foi a revolta perante a estupidez humana e o desperdício do nosso potencial enquanto estamos vivos. 
Eu própria desejei crescer para mudar e acabei por criar o meu próprio labirinto de ilusões, medos e desonestidades próprias. Chorava porque queria que a história da série fosse diferente -queria que houvesse o dito final feliz para me convencer que está tudo bem embora saiba que nem tudo está bem. Aliás, o mundo é o reflexo do estado do ser humano por isso este mundo está a gritar e a chamar pela nossa atenção. Perante tal envolvimento emocional perguntei-me: What the fuck? O que é que eu posso e tenho de mudar na minha vida para fazer com a MINHA história seja diferente? Em vez de estar neste modo de impotência e vontade de mudar o filme, porque não aplicar esta energia toda a realmente conhecer-me e a ser assertiva com a minha decisão de mudar? Eu sei que não posso mudar o guião do filme, mas posso e devo reescrever o Meu guião - e criar-me a partir de um novo ponto de estabilidade.
De dentro para fora - o mundo somos nós.
A História do mundo tem também de ser reescrita a partir de novos princípios - não deixar que os padrões da TV e da mente humana invadam o potencial da vida em Coexistência entre os humanos e os animais; não se permitir ficar cego de ilusões e esquecer que nós somos a solução para nós próprios; não deixar que a impotência perante uma série me faça pensar que há alguém a escrever o guião da minha vida por mim; não se permitir tomar partidos que sejam contra a Vida em igualdade. Porque não aproveitar esta oportunidade  e canalizar a minha atenção para mudar esta realidade que os meus olhos vêm: conflitos, ciúmes, crime, violações, morte, pobreza, injustiça, comodismo, medo, passividade, aceitação, ódio, ilusões, esperanças, arrependimentos, remorsos, hesitações, complicações, mentiras, percepções e projeções. Ao parar estes padrões em mim eu estou a viver o processo de mudar de dentro para fora e a não permitir que a realidade que eu crio seja baseada em tal instabilidade.
Uma reação semelhante ainda ocorre em mim quando vejo documentários sobre situações de pura ganância e injustiça. Começo por questionar a origem da revolta em mim, a origem da tristeza em mim, a origem das emoções em mim quando vejo estas cenas nas séries e filmes; e perceber que é esta realidade que eu posso mudar - posso mudar aquilo que eu tenho aceite até agora como normal - a violência (em mim própria) não é aceitável, o conflito (em mim própria) não aceitável, o ódio (em mim própria) não é aceitável, as reações (em mim própria) não são aceitáveis, a (auto) destruição não é aceitável. A partir desta realização, eu apercebo-me que é da minha responsabilidade não me permitir criar uma realidade baseada nestes padrões que são contra a Vida em mim, contra os outros e contra o potencial de um mundo melhor para todos.



DIA 97: Da falta de confiança ao medo da morte


Apercebi-me que um dos stresses de andar de avião tem a ver com a falta de confiança no piloto. Quando dou por mim, estou cheia de ideias e questões, - e se ele se distrai? Será que está ciente que as nossas vidas dependem dele? Como é que os pilotos são educados/treinados a lidar com o medo da morte? Será que conhecem a eficácia e ajuda do perdão próprio?
Apercebo-me que estas respostas são respondidas com uma simples solução: confiança própria. Neste caso, esta conversa da mente é uma projecção da desconfiança em mim própria e a consequência física é o stress - como se quisesse controlar tudo à minha volta, mesmo aquilo que não está dependente de mim - a única coisa que naquele momento eu posso garantir é a minha respiração, a minha existência, a minha confiança incondicional no piloto, um e igual a mim.
Eu apercebo-me que a minha desconfiança nos outros é como se eu passasse um testemunho e ainda quisesse continuar a correr, por não confiar que o outro seja capaz de correr como eu, em vez de garantir que me torno no exemplo para mim própria de estabilidade e igualdade com os outros.

Depois de falar com um amigo, vejo que tínhamos em comum este stress de andar de avião. Provavelmente todos temos mas por ego ou até mesmo medo, não falamos sobre o assunto. A melhor maneira de criar a estabilidade própria é a desvendar a origem do medo, perdoar o medo que se permite e mudar na ação.

O medo é uma venda nos olhos para não se permitir realmente VER o que está por trás do medo. Por isso, vou desvendar cada camada e descobrir o que se passa em mim...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar a energia de medo que sinto quando penso em imagens ou associo imagens de acidentes e as projecto na minha realidade.
Eu perdoo-me por ter aceite e permitido participar na energia da mente que é um modo automático de medo em vez de recriar a minha realidade com base no que se passa aqui, sem projectar imagens nem ideias do passado/memória.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido existir em stress internamente e externamente sem me aperceber que não tem de ser assim: eu páro o stress em mim ao respirar e devolver-me a mim própria, ao parar de existir num futuro de imagens de acidentes que é da mente e da associação de palavras/imagens que eu estou a criar para mim própria. Eu apercebo-me que o medo não tem de existir se eu existir aqui. Ou é o medo ou sou Eu. Logo, eu decido existir como Vida, não como medo.
Eu realizo que as ideias de acidentes são uma forma de castigo da mente quando na realidade o propósito de aqui estar é criar vida e existir como Vida.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que mereço ser castigada e por isso justificar as imagens de acidentes.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido "viver" em constante luta de ser boa pessoa VS ser má pessoa quando na verdade estas são ideias ensinadas de acordo com o sistema de sobrevivência - eu dedico-me a usar o tempo que tenho para me recriar como Vida, a ser e a fazer auilo que é melhor para mim e para todos. Por experiência própria, os acidentes não são o melhor para mim nem para os outros.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar pensamentos auto-destrutivos. Eu foco-me em criar Vida em mim e à minha volta, em parar as relações de medo para criar relações de igualdade. Eu sou um e igual com o avião e com as pessoas à minha volta - eu foco-me na minha estabilidade que é a única coisa que eu posso garantir e dedico-me a estar estável na minha relação com os outros.

Eu comprometo-me a dar o melhor de mim e assim existir como um exemplo e realizar que é possível que cada um de nós exista como o melhor de si naquilo que se é e naquilo que se faz.
Quando e assim que eu me vejo a desconfiar da capacidade do piloto, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este padrão de pensamento é uma projecção da minha falta de confiança naauilo que eu faço e que esta insegurança não é real. Eu sou a minha ação e eu sou responsável pela minha ação. Eu responsabilizo-me por mim e pela minha ação ao parar o stress e ao parar que o medo me possua. Em senso comum eu realizo que não me permitirei fazer nada que possa prejudicar a minha Vida e a Vida dos outros.
Quando e assim que eu me vejo a permitir sentir a minha vida em risco, eu páro, respiro e devolvo-me a Vida a cada respiração. Todos os medos são da mente e não são reais. Quando e assim que eu me vejo a acreditar na mente com as associações da mente que aparentemente fazem sentido, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que o medo não é um sentido: os sentidos humanos são físicos enquanto que o medo é um padrão da mente. Eu dedico-me a empoderar-me a recriar a minha realidade sem medo da morte, que é o limite da auto-destruição da mente.
Quando e assim que eu me vejo a castigar com imagens de acidente e com medo de acidentes, eu páro e respiro. Ao parar a sabotagem da mente eu estou a permitir mudar a minha participação em mim e finalmente a dar direção a mim com Vida, sem existir no conflito da mente e sem projectar o conflito da mente na minha relação com os outros/na minha realidade.
Eu apercebo-me que ao ajudar-me a mim a parar a mente, estou a ajudar os outros a parar a mente porque páro de participar em conflito.
A Vida na Terra em plenitude só é possível quando cada um se decidir a parar a mente e realmente Viver aqui e recriar-se com Vida, em unidade, igualdade e senso comum como tudo o que existe.