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DIA 216: À descoberta das Ansiedades: o Suicídio por Desistirmos da Vida que Somos

No seguimento da minha des-coberta das ansiedades e das preocupações, apercebo-me que a origem destes padrões não está nas minhas experiências ou nas influências do meu ambiente (aquilo que eu antes culpava por ser o stress do emprego, ou as pessoas). As ansiedades da mente têm origem na mente. Este é o senso comum que me tem faltado, ou talvez seja a awareness que não existia em mim tão claramente. Por não saber como a mente funciona, acabei por ter participado, acreditado e alimentado as ansiedades dentro de mim, e foi assim que eu me "criei" até agora. Não se poderá dizer que seja uma criação pois tem sido uma cópia da realidade à minha volta, à procura de respostas e de soluções fora de mim.

Não foi de estranhar ver como os meus pensamentos, preocupações e ansiedades surgem automaticamente - até a imaginação na minha mente vem gratuitamente!  É fascinante ver como as preocupações surgem mais rapidamente e mais facilmente do que as soluções práticas. Agora que estou ciente destes pensamentos, posso usá-los como indicadores da minha eficácia no processo de parar o controlo da minha mente para me dedicar a soluções práticas e em honestidade própria.

O timing destas realizações pessoais coincide com o artigo publicado no blog Heaven'sJourney to Life, que expande sobre como é que nós nos suicidamos ao desistirmos da Vida que somos, visto que passamos a dar mais valor à mente do que a nós próprios; trata-se de uma decisão de vida ou de morte, em que deliberadamente eu tenho escolhido seguir aquilo que a minha mente me mostra (e que acabou por ser uma realidade confusa, por dentro e por fora), em vez de me dedicar a uma criação de mim própria realmente baseada naquilo que é o melhor para mim, um e igual aos outros seres vivos, a aprender , a progredir, a aplicar soluções na minha vida e a aperfeiçoar-me. Assustadoramente, apesar das preocupações serem ultimamente sobre o medo da morte, é para lá que caminhamos como se fosse um castigo/uma aceitação da desistência, em que estupidamente os seres-vivos deixam de o ser.

Até agora ainda não tinha considerado a possibilidade de não dar azo a esta paranoia mental, mas enquanto estava a fazer o curso DIP comecei a escrever sobre pontos suprimidos em mim, sobre memórias que tinham estado de tal modo fechadas que eu nem sequer me tinha apercebido que é da minha responsabilidade (e que consigo!) resolver as ansiedades e os medos que existem dentro de mim. O próprio padrão de culpar os outros por qualquer coisa que eu sinta é um mecanismo de defesa/supressão da mente, porque por trás deste padrão está a minha mente secreta de medos e ansiedades, em que eu estou de facto a defender o ego e a sobrevivência de personalidades - mas nada disto é real.  É fascinante ver como a mente ainda grita mais alto e como facilmente ainda me distraio com pensamentos, mas aqui está a vantagem de se escrever - vejo o problema e a solução mesmo à minha frente e posso deliberadamente tomar a decisão de Parar o automatismo da mente para abraçar/recriar a Vida que sou.

What is also interesting regarding us Humans, is how we tend to believe MORE what OTHERS say about ourselves, than us standing by a decision/living statement of/as who we are and so, because of this, the individual that is being bullied, with replaying the memories over and over and over again, with the memories/moments having such energetic/emotional impact on themselves, starts considering that What OTHERS are saying about them must be true. This in itself is quite a shock to the Self, because in a way there exist the awareness of the fact that, Self is accepting/allowing others to define self, that Self is giving into THEM and giving up on SELF. 




DIA 206: Ser dura comigo própria


Hoje enfrentei a minha própria rigidez. Ou melhor, tenho enfrentado este programa da mente mas só hoje é que o vi - e ao ver o quão dura eu sou comigo própria, chorei. E comecei a perdoar-me em voz alta. Chorei ainda mais. Cada palavra que dizia era como se furasse este padrão composto pelos meus auto-julgamentos - havia uma resistência em continuar as frases do meu perdão próprio porque nunca o tinha feito sobre este ponto desta maneira. Até agora tenho obedecido aos julgamentos da mente e nem me atrevia a ir para lá daquilo que a minha mente "deixava". Ou seja, podia ter ficado toda a minha vida presa a esta mente auto destruidora em que eu me tornei. Mesmo vendo este padrão, sei por experiência própria que não significa que esteja curada, porque a tendência será para voltar a dar ouvidos à conversa da minha mente, à insegurança e ao medo de errar. Por isso este processo é um processo: não se muda da noite para o dia, mas muda-se com muitas noites e muitos dias a recriar a minha auto-confiança, passo a passo, palavra a palavra, a tomar responsabilidade pela minha criação. O potencial de Vida em cada um de nós é como um filho que depende de nós nos primeiros anos de existência.
É chocante e assustador realizar que estes diálogos com auto-julgamentos estão sempre a acontecer mas que só agora os vi claramente. O processo de auto-recriação tem mesmo de envolver uma prática constante de escrita, de abertura comigo própria, de auto-realização, de auto-perdão, de aplicação no dia-a-dia. A auto-confiança começa por aceitar que este é o meu processo e que não tenho de copiar as vidas dos outros. Aliás, todas as comparações são mais uma distração da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na luta de julgamentos que corre pela minha mente, que é uma forma de separação dentro de mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido confiar na mente/julgamentos/medos separados de mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que eu sou estes julgamentos/pensamentos da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter resistência e vergonha de me perdoar em voz alta, que eu vejo ser uma resistência para me auto-ajudar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser dura comigo própria e pensar que não me mereço ajudar mesmo tendo as ferramentas para o fazer.

Quando e assim que eu me vejo a ter julgamentos na minha mente sobre aquilo que eu digo ou faço, eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a julgar o perdão próprio como imagino que os outros julgam o perdão próprio, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que sou eu quem estou a sabotar o meu processo e a sabotar esta oportunidade de me ajudar. Apercebo-me que ao pensar que os julgamentos são dos outros eu estou de facto a evitar tomar responsabilidade pelos meus próprios pensamentos e finalmente mudar/parar os julgamentos.
Quando e assim que eu me vejo a dialogar na minha mente como se houvesse algo/alguém separado de mim a decidir por mim, eu páro e respiro. Eu sou um e igual com todas as partes do meu corpo e a respiração assiste-me a estabilizar-me.
Quando e assim que eu me julgo (negativa ou positivamente) eu páro e respiro. Eu comprometo-me a parar de existir na polaridade e separação da mente que são manifestadas nos julgamentos. Eu realizo que estou a puxar-me para trás com medo e por isso é da minha responsabilidade dedicar-me a ultrapassar os julgamentos/perceber os medos e decidir por mim quem eu sou e quem eu me torno. Eu realizo que cada julgamento é prova que ainda sou dura comigo própria e que esta atitude é um acto violento contra mim e é uma limitação contra a minha expansão e expressão de/como Vida. Eu comprometo-me a confiar em mim como Vida no meu processo de renascer como Vida.



DIA 194: Conhecer-me em silêncio


Tento evitar falar para me ajudar na recuperação da boca após a cirurgia de extração de um dente. Quando fui ao supermercado, não cumprimentei o senhor da caixa e nesse momento julguei-me como sendo mal-educada. O facto de não lhe ter respondido serviu para eu imediatamente pensar que estava a ser julgada como antipática. Ao trazer o ponto para mim própria, apercebi-me que esta é a minha expectativa sobre mim própria que eu também imponho aos outros e que acabo por ser eu a julgar os outros como antipáticos quando não correspondem ao cumprimento...


Decidi escrever sobre as realizações provenientes do silêncio porque é a segunda vez que me dedico ao silêncio e vejo que há alguns pontos interessantes a investigar.

Por exemplo, começo a ver como eu me vejo e identifico como sendo faladora - já na escola primária lembro-me de ouvir a Professora a mandar calar as "galinhas" da classe... Mesmo na minha relação com o João, eu sou a mais faladora e comunicativa, como se esta fosse uma necessidade.
Ao escrever sobre este ponto apercebo-me do medo que eu de mal-entendidos, por isso uso a fala para garantir que "está tudo bem" e confesso que pode ser  bastante cansativo e stressante. Lembro-me por exemplo de ver situações nos filmes em que as crianças são mal entendidas e eu sinto um impulso para defendê-las e pergunto-me "mas porque é que ele não falou para se defender!". Vejo que esta necessidade de me defender, de provar algo, de garantir que está tudo bem e que não há mal-entendidos é baseada na falta de confiança no outro para perceber o que eu digo e na crença que eu tenho de salvar a situação... Vejo então que, em vez de estar um e igual às palavras que eu digo, estou de facto separada das palavras porque acredito que o outro precisa de ouvir aquilo que eu tenho a dizer. Provavelmente teria mais efeito se eu, em vez de me preocupar tanto em explicar os pontos, realmente vivesse as palavras e mostrasse os pontos ao servir de exemplo...

Outra descoberta durante este fim-de-semana silencioso foi como eu associo o silencio a que alguma coisa esteja mal - por exemplo, nos relacionamentos há por vezes este silêncio de gelo quando não se quer falar com o outro porque há uma resistência em ultrapassar um ponto (quer seja raiva, orgulho, amuo ou vitima). As conversas banais servem como a outra polaridade, em que se fala apenas para se manter a "boa relação" e o status quo da relação. Em ambos os casos, apercebo-me que estou separada de mim própria e portanto a comunicação parece também estar separada de mim. Ou seja, em ambos os casos tenho pontos para trabalhar/perdoar em mim ao identificar de onde vem a resistência ou, no lado oposto, a necessidade em falar com o outro.

Uma coisa que eu também me tenho aprendido em momentos de silêncio é a confiar em mim e naquilo que eu estou a fazer, sem a necessidade de me justificar ao outro, ou de me defender, ou de explicar, ou de desejar ter o apoio do outro. E sabe bem praticar a auto-confiança ao estar bem comigo própria em silêncio. Oiço a respiração mais facilmente e estou focada na minha ação. Apercebo-me que ao trabalhar os meus pontos eu vou estar bem com os outros à minha volta e que não preciso necessariamente e pôr cá para fora tudo o que se passa na minha mente, porque isso não é quem eu realmente sou! A mente de ideias, medos, preocupações, desejos e crenças é aquilo que eu tenho conhecido de mim até agora e partilhado com os outros, quando na realidade quem eu sou está para além desta mentIRA - é então uma questão de tomar responsabilidade por tudo aquilo que eu comunico aos outros e pelas conversas que eu tenho dentro de mim. Em vez de passar os meus problemas aos outros (que também não os vai ajudar), porque não investigar primeiro em mim a origem do problema, perdoar-me pela poluição mental dentro de mim, e dedicar-me a criar as soluções, testá-las e depois partilhar este processo?

Tenho então visto a relevância da comunicação quando esta é aplicada em senso comum - e é fascinante como uma conversa com a outra pessoa pode ser tão reveladora para eu me aperceber de novos pontos que eu ainda não tinha considerado! E como pedir ajuda pode ser igualmente benéfico quando estou tão fechada na minha mente que não consigo ver uma solução para o meu problema.
Dedico-me então a averiguar os momentos em que eu falo só por falar e comprometo-me a respirar e a parar este sistema que funciona como uma distração da minha mente e que também não beneficia a outra pessoa. Comprometo-me então a confiar em mim para primeiro ver os pontos por mim, a escrever sobre os medos, sobre as preocupações, escrever o perdão próprio e escrever o meu plano de auto-correção. Quando comunicar com os outros, eu comprometo-me a ser específica com base na minha prévia auto-investigação, em vez de falar na ânsia/desejo que o outro saiba a solução para o meu problema - como já vi, eu sou a única que me posso ajudar, mesmo que isso implique pôr em prática os conselhos dos outros.

Ilustração: Mallin http://malingunilla.blogspot.com/



DIA 185: As projeções que vão e voltam...



Vejamos: crio uma imagem de mim numa certa situação - noutras palavras, crio um julgamento sobre a minha atitude naquele momento e penso que a pessoa com quem eu estou a falar está a ter esse julgamento sobre mim. Ontem apercebi-me então que esta projeção é como um boomerang: o julgamento sai de mim em direção ao outro, instala-se a ideia que é o outro a julgar-me e este julgamento volta para mim, por exemplo em forma de vergonha ou arrependimento (e o pensamento de que devia ter agido de outra maneira).  Vejo que ao investigar este ponto comecei claramente a trazer os pontos para mim própria e a ver aquilo que eu permito passar-se em mim (ideias de mim própria acumuladas ao longo do tempo).

Aquilo que até agora me estava a escapar era esta estrutura de como os julgamentos/projeções funcionam - e tive uma resistência para realmente ver isto. 
Em relação aos próximos passos, primeiro tiro a outra pessoa desta equação - os julgamentos de mim própria não têm nada a ver com o outro e afinal a pessoa com quem eu falava apenas me ajudou a ver isto. Cada um de nós está cercado pela nossa mente de preocupações, agendas, medos, resistência e crenças por isso não vale a pena procurar desculpas para cobrir aquilo que só eu posso entender e resolver por mim: a minha mente, aquilo que eu aceito e permito em mim e naquilo que eu aceito participar na minha realidade.

Por isso, participar no boomerang da mente é uma escolha que até agora tenho visto como uma obrigação do "tenho de seguir este pensamento" ou "este julgamento é real", em vez de olhar para o espelho das projeções, ver-Me e perceber onde é que eu estou a complicar a minha vida e realmente a prejudicar a minha estabilidade.  O passo que se segue é a ser brutalmente honesta comigo própria e enfrentar os julgamentos/pensamentos com especificidade e começar a parar de cair nestes vicíos/energia da mente, que tal como um boomerang, vão e vêm até serem parados para não mais serem lançados. 

Ilustração: Sem dúvida, este boomerang nas nossas mentes não é um salva-vidas.



DIA 172: Quem corre por gosto não cansa... toca a praticar, praticar praticar!


Esta expressão surgiu depois de ter escrito o perdão próprio sobre a Carreira profissional: pressão, limitação ou EXPANSÃO? e apercebi-me que fazer as coisas com gosto é fazê-las com gosto próprio. Ou seja, dedicar-me incondicionalmente, aplicar novas soluções para me aperfeiçoar e tornar-me mais eficaz com o tempo que eu tenho. E, como também já foi referido anteriormente, tudo isto requer prática e isso aplica-se em tudo: na escola, nas actividades profissionais, nos tempos livres, no sexo, na comunicação com os outros, no desporto, na música, etc.
É interessante que há esta crença (ou pelo menos eu costumava pensar nisto) do talento de Deus em que não se precisava de fazer nada e, como por magia, seríamos sábios, ou excelentes pianistas, ou uns génios da matemática. Isto é um exemplo de como a mente funciona - salta de um pensamento para o outro sem realmente considerar todos os passos essenciais para que se vá de um objectivo à sua realização. Apesar da mente funcionar com hábitos, aparentemente não gostamos da repetição - chamamos-lhe "monotonia" ou "seca". No entanto, será monótono ganharmos sempre a lotaria? Será monótono termos comida na mesa todos os dias? Será monótono estarmos estáveis dentro de nós?

A resistência da mente manifesta-se na resistência a mudar-se de hábitos e, para se mudar de hábitos, é preciso praticar-se soluções até nos tornarmos essas soluções e seja algo natural na nossa expressão, na nossa comunicação, na nossa relação com os outros e na nossa relação com nós próprios. E tudo isto se pratica: A escrita pratica-se, a comunicação pratica-se, a descoberta de nós mesmos pratica-se, o perdão próprio pratica-se, a honestidade própria pratica-se, a segurança pratica-se, a auto confiança pratica-se...

Talvez seja por isso que eu sempre adorei estar com crianças e aprendo com elas, porque normalmente as crianças não desistem daquilo que estão a fazer - as crianças crescem a praticar as coisas novas e nós assistimos ao seu desenvolvimento e progresso. Elas praticam a linguagem, praticam a expressão corporal, praticam a escrita, praticam a curiosidade, praticam a memória, praticam as brincadeiras, etc... A partir do momento em que nos definimos como personalidades e julgamentos próprios começamos a perder a vontade e agilidade de mudar - porquê? Porque paramos de praticar as coisas novas, focamo-nos na mente de ideias, julgamentos e definições e deixa de haver tempo e espaço para expandirmos quem somos fora destas ideias, julgamentos e definições. Para além disso, passamos a acreditar que as pessoas à nossa volta esperam que nós nos comportemos de determinada maneira e acreditamos que essa relação com o outro é real.
E não será isto também uma monotonia? Não serão os adultos uma "seca"; não será por isso que a política actualmente é vista como uma "seca"? Onde é que existe liberdade de escolha quando afinal nem a nós mesmos nos conseguimos libertar de ideias acumuladas ao longos dos anos que afinal já não se aplicam a esta realidade?
Quando é que nós aceitámos e permitimos que a ideia de que as "coisas são sempre assim" nos limitasse enquanto sociedade? Quando é que nós nos permitimos e aceitámos ser sacrificados? - A religião? Garanto-vos que Jesus não era nenhum sacrificado!

O medo inicial de romper estas ideias é forte - vejamos, há o medo da perda de relações, o medo de largar a âncora dos sacrifícios, o medo de se voltar à "estaca zero" que representa o medo de se perder as personalidades, o orgulho, a riqueza, a imagem que se criou de si próprio. E se eu vos disser que todas estas ideias, personalidades, relações, sacrifícios, riqueza e imagem não são reais? E se afinal isto não seja realmente Viver quem nós somos? Faremos ideia daquilo que andamos a perder?


DIA 162: A mudança é uma atitude física, hurrey!


Hoje tive um daqueles momentos em que tomei e vivi a decisão física de mudar um padrão for real. Ao mesmo tempo, o facto de estar a escrever este blog hoje é um sinal de direção própria e de viver o compromisso de recomeçar a cada momento aqui - parar, dar tempo a mim própria e escrever, mesmo quando tenho a casa cheia!
Em relação ao primeiro ponto, não lhe posso chamar um momento de "sucesso" porque este é um processo no qual a eficácia se baseia na minha consistência, no entanto, foi um indicador que vale a pena investigar um ponto em mim e dar-me a oportunidade de "tirar o hábito". Comecei o dia a escrever - primeiro sobre a camada mais superficial de pensamentos e, ao "escavar" mais fundo, fui parar a uma série de realizações - a escrita tornou-se fluente e o perdão próprio foi óbvio. Nesse momento apercebi-me que o meu processo é incondicional ao lugar onde eu estou, àquilo que eu faço ou com quem eu estou. O mais curioso é que ao escrever sobre os pontos que me estavam a ocupar a mente esta manhã, outros pontos vieram ao de cima, como se os tivesse desbloqueado e me permitido tomar responsabilidade pela minha mudança.

A mudança de atitude foi óbvia e apercebi-me do meu poder de criar/mudar a minha realidade. Não vou referir aqui qual foi a ação específica porque trata-se de um padrão - o padrão da zona de conforto. Aquilo que eu vejo ter sido essencial para ver a solução foi o facto de ter desacelerado a mente e ter-me dado o benefício da dúvida de agir de maneira diferente daquela que tenho agido até agora. Não houve um desejo energético, mas foi antes o meu movimento físico (caminhar passo a passo) a criar as condições para que a ação se realizasse, em vez de pensar sobre o assunto!

Apercebo-me que é neste estado de cientização que me quero permitir estar e ser - ciente da mente, mas fora da mente. Um e igual com o meu processo, um e igual com o mundo e pessoas à minha volta, um e igual com o meu corpo e movimento físico, em plena direção própria.
Partilho neste blog partes da minha escrita matinal que foram extremamente reveladores e que serviram de plataforma para passar à ação física.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na resistência que surge enquanto eu escrevo, baseada na ideia de "isto não é relevante", quando afinal eu estou a escrever para mim e só eu sei o que se passa na minha mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido evitar questionar-me sobre aquilo que eu penso, sobre aquilo que eu digo, sobre a maneira como eu falo, sobre a minha tonalidade, sobre o Porquê de reagir a certas coisas ou a certas pessoas.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar o papel de apreciar "os outros" sem ver que sou eu quem está a alimentar estes papéis em total interesse-próprio porque estou a usar a ideia que "tenho de agradar os outros" como uma capa e justificação que me mantém presa ao ao medo de mudar. Por trás do medo de mudar, vejo que está o medo de sair da zona de conforto/defesa porque isso implica sair da personalidade de medo.

Apercebo-me que a minha honestidade própria é ser honesta com os outros, e que a minha desonestidade própria é ser desonesta com os outros. Nisto, eu apercebo-me que tudo aquilo que se passa à minha volta é um indicador daquilo que eu Eu permito e aceito ser cúmplice, quer sejam as relações, reações, frustações, sistemas da sociedade, etc. e que a mudança da realidade à minha volta depende da mudança da minha relação comigo e com as coisas à minha volta.

Quando e assim que eu me vejo a entrar nas imagens e pensamentos de antecipação da minha mente, eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a acreditar nas emoções que eu sinto, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que depende sempre de mim criar a minha estabilidade e para isso Parar o programa automático da mente. Eu apercebo-me que em direção própria eu sou muito mais do que a minha mente - eu apercebo-me de coisas que não eram visíveis antes e que sou capaz de transcender a sensação de vitima e impotência.

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência para aplicar aquilo que eu realizo, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estou a sabotar a minha própria vida porque a informação está aqui e eu estou a evitar aplicá-la na minha Vida! Não é este um padrão familiar no nosso mundo, em que sabemos aquilo que tem de ser feito mas continuamos a brincar às personagens e a viver papéis para encaixar na sociedade?