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DIA 201: Pergunto-me (PERGUNTA-TE): Quem é que eu me quero criar?


Este é o processo de auto-criação. Respiro de cada vez que me apercebo desta responsabilidade para comigo própria. E este pensamento surgiu quando dei por mim a adiar levantar-me da cama. Estava bem, relaxada e sabia que aquilo que eu me tinha proposto fazer era escrever este blog - daí a resistência, porque ao escrever sobre os meus pontos eu estou a desafiar a minha mente de secretismo, estou a descobrir camadas dentro de mim, estou a descrever-me, estou a ajudar-me a conhecer-me e a dar-me direção no sentido da honestidade-própria. Por isso pergunto-me (PERGUNTA-TE): - sabendo a responsabilidade de me criar a cada momento, quem é que eu me estou a permitir ser? Ao participar no padrão de adiar escrever no meu blog, que vicio estou a permitir criar dentro de mim? E ao criar o vício de deixar para depois, como é que eu posso confiar em mim de que irei realmente fazê-lo? Se eu decidi escrever o meu blog, porque é que eu estou a contrariar a minha própria decisão?


Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que no momento em que eu permito a minha mente tomar conta da minha decisão eu estou a desistir de mim própria, da minha decisão de me recriar como Vida, da minha oportunidade de mudar para uma melhor versão de mim própria.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ir para a cama ciente que estava a dar descanso a mim própria e que depois me iria dedicar à escrita - em vez disso, apercebi-me que fui para a cama como se fugisse de mim própria e me escondesse de mim! Como se quisesse fugir da pressão que eu criei para mim própria, em vez de ver que eu não preciso de criar pressão em mim própria para fazer algo, e que de facto esta pressão é apenas um indicador da resistência!! Apercebo-me que para viver a minha decisão eu páro a mente dos pensamentos que possam surgir, respiro e movimento-me fisicamente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido hesitar em levantar-me da cama com base na ideia que "lá fora" está frio e que estou menos confortável. Nisto, eu apercebo-me que basta-me tomar a decisão de me dar o calor (com roupas quentes) e de recriar o meu conforto fora da cama, por exemplo ao sentar-me numa posição confortável a escrever. Ao mesmo tempo, apercebo-me que o conforto que eu penso ter não é real.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar a desculpa de "já é tarde para escrever, tenho de me deitar porque amanhã acordo cedo" e assim continuar a culpar a "falta de tempo" para eu escrever o meu blog ou me dedicar ao meu processo (exercicios do processo). Nisto, eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido aplicar no meu dia-a-dia a praticalidade de planear o meu tempo para garantir que não crio expectativas em mim própria nem que crio decepções para mim própria. Nisto, eu comprometo-me a planear a minha noite de modo a dar-me tempo para escrever diariamente, sem estar exausta nem a "despachar".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido hesitar no meu processo de criação - eu estou ciente que tenho neste momento as ferramentas que me ajudam a ultrapassar a hesitação, as resistências, os medos, a sensação esmagadora de quando "sinto" que tenho muita coisa para fazer - as ferramentas são a escrita, o perdão-próprio, a respiração, o desacelerar da mente, e permitir-me estar aqui ciente do que se passa em mim e à minha volta, e viver fisicamente o meu compromisso comigo própria de me corrigir/mudar quem eu sou e aquilo que eu faço.

Quando e assim que eu me vejo a desejar ficar na cama mais um bocadinho sem de facto garantir que irei viver a minha decisão de me dar direção, eu páro o conforto da mente e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a participar no adiamento de viver a minha decisão, eu páro e respiro.
Vejo que esta resistência da mente é uma redflag que eu posso usar como uma referência para ver que estou a permitir participar na mente em vez de confiar em mim e viver a minha decisão de levantar / escrever / dedicar-me a alguma coisa nova.

Eu apercebo-me que quando participo na mente de medo e de hesitação física para escrever ou me dedicar a fazer uma coisa nova é a mim que me estou a trair, porque momentos antes havia decidido avançar. Nisto, eu comprometo-me a recriar a minha confiança a planear as coisas - para isso, em vez de pensar sobre aquilo que eu vou fazer, eu trago essa ação para mim própria e considero aquilo que eu faria se o momento da ação fosse agora. Apercebo-me que o meu processo de criação passa por criar soluções para mim própria e em ser/viver a minha solução a aplicar as soluções de forma disciplinada e ciente de mim própria. Apercebo-me finalmente que este processo de re-criação é um processo de me re-educar a viver comigo própria e com os outros, de me re-educar a tomar conta de mim, de me re-educar a ser honesta comigo própria, de me re-educar a escrever sobre todos os pontos que eu enfrento, de me re-educar a não ser dura comigo própria, de me re-educar a ser assertiva comigo própria, de me re-educar a tomar decisões que sejam o melhor para mim, de me re-educar a confiar em mim própria e garantir que realmente vivo o meu compromisso de Vida comigo própria.

Vídeo onde partilho como lidar com as resistências da mente:







DIA 160: "E no final do dia parece que não fiz nada..."


Ao passar tempo na mente,  eu estou a "viver" o tempo da mente e a desprezar o tempo físico. No final do dia parece que não fiz nada, porque todos os planos ficaram na mente e não vivi a decisão. Apercebo-me então que a decisão de parar a mente ainda não foi tomada, ainda não escrevi sobre o ponto e ainda não decidi viver as palavras. No entanto, a sensação de que não fiz nada é uma sabotagem e uma espécie de queixa pessoal, em vez de perceber que este é um padrão a analisar e a corrigir - and that's the fun bit of this process!
As seguintes frases de auto-correção vêm no seguimento do Perdão próprio em Dia 159: Estar na Lua? Ou tempo passado na mente?


Quando e assim que eu me vejo a fazer altos planos na minha mente, eu páro e respiro.
Quando eassim que eu me vejo a criar/seguir as imagens de mim a fazer coisas, eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a ter conversas na minha mente, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estas conversas mostram-me quem eu me tenho permitido ser até agora - personalidades, medos, ideias, crenças, esperanças - e que nada disto sou realmente Eu, aqui, um e igual ao meu corpo em unidade e igualdade com a realidade física. Nisto, eu comprometo-me a confiar na minha respiração e na minha capacidade de parar a mente, porque a mente não é quem eu realmente sou como VIDA. Nisto, eu tomo direção e FAÇO aquilo que tenho a fazer!

Eu comprometo-me a focar-me no físico e a viver a decisão de criar as ações no físico e não na mente. Eu literalmente levanto-me e tomo direção de viver a decisão que eu tomei em mim, ciente do meu corpo e dos passos que dou para completar a ação.

Quando e assim que eu me vejo a permitir e aceitar separar-me do meu corpo de cada vez que navego na mente, eu páro e respiro. De volta ao físico, eu dedico-me então a ver qual a melhor maneira de começar a agir.

Quando e assim que eu me vejo a participar na frustração do tempo porque o tempo físico que as coisas levam não corresponde ao tempo que eu imaginei na mente, eu páro e respiro. Eu realizo que o tempo da mente não é um indicador de tempo físico e que não tem em consideração todas as ações físicas que eu realmente tenho de fazer para completar a minha ação aqui. Por isso, em vez de me permitir sentir frustrada, eu páro esta sabotagem da mente e dedico-me às minhas ações no físico de modo a ser eficaz e a criar o melhor de mim com o tempo que eu tenho.

Eu comprometo-me a auto-ajudar-me com a respiração de modo a estar ciente de mim, a estar estável no meu corpo e a estar ciente de tudo o que se passa à minha volta. Ao parar a minha participação nas imagens/ideias da mente, eu apercebo-me que estou a fazer aquilo que é o melhor para mim porque me estou a permitir agir livre-da-mente, ver as coisas em senso comum e a agir um e igual com a vida que eu/todos somos.

Quando e assim que eu me vejo a julgar-me por ter perdido o dia na mente, eu páro e respiro. Em honestidade própria eu permito-me ver se esta é uma sabotagem da mente ou se realmente passei o dia em planos da mente. Nesse caso, eu comprometo-me a direcionar-me e a recomeçar a cada momento, a cada respiração - eu não me permitido manipular o meu futuro com base no passado - eu crio o momento agora. Se, pelo contrário, esta é uma sabotagem da mente em que eu penso que o dia foi inútil quando na realidade houve pontos importantes que eu realizei, eu páro, respiro e ajudo-me a ver que a mudança não surge em pensamentos da mente - a Mudança é física e, portanto, tenho agora a responsabilidade de aplicar na prática os pontos que eu realizei/trabalhei em mim e aperfeiçoar-me.

Eu ajudo-me a parar a acumulação de planos na minha mente - para isso, dedico-me a tomar notas no papel, ou simplesmente dizer o perdão-próprio no momento, e parar a mente - Respiro e dou-me direção no momento seguinte de modo a parar o padrão de acumulação e da passividade.

Quando e assim que eu me vejo a participar na energia da ansiedade que surge ao ver  que tenho pouco tempo para tudo aquilo que eu planeei fazer, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a parar as ideias da mente sobre o tempo que as coisas levam e ajudo-me a ser realista e a estar ciente do tempo físico que eu realmente levo a fazer as coisas. Ao mesmo tempo, dou-me a oportunidade de me focar na minha ação e a parar de desperdiçar tempo entretida nas dúvidas/ilusões da mente. Dedico-me a estar um e igual com o meu corpo, logo, um e igual com o tempo físico que as minha ações físicas requerem e dedico-me a ser honesta comigo própria quando faço o plano das minhas ações diárias.



DIA 81: Escrever todos os dias é respirar todos os dias


Comemos todos os dias. Estamos aqui todos os dias. Respiramos a cada momento... Será mesmo? Quantas vezes por dia estamos cientes da nossa respiração? Será que se tornou normal ser-se um robot orgânico?
Escrever todos os dias - tal como com a respiração. Noto que há ainda uma resistência para me sentar e focar-me a escrever. É demasiada estabilidade para a mente e, quando dou por mim, estou já em pensamentos, imagens, planos para fazer a seguir... Até eu parar novamente e aperceber-me que a chave é estar ciente de mim, da minha respiração e das palavras que eu escrevo. Eu +e o meu processo de recriação, onde eu estou a rescrever o meu guião, sem improvisos, simplesmente aqui.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para escrever é real.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar activamente nos pulos da mente, em vez de dar a mim própria a estabilidade de me focar naquilo que eu estou a fazer, a cada respiração.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido justificar a procrastinação de deixar para amanhã, com base em sono, cansaço, outras prioridades quando em honestidade própria eu sei que é a mim quem eu me estou a tentar enganar.

Eu comprometo-me a ser/criar-me estável no ponto de escrever todos os dias acerca do meu processo.
Eu comprometo-me a parar as justificações e ideias da mente - eu foco-me em escrever para mim com o tempo que eu tenho, sem sabotar logo à partida ao imaginar-me no conforto da cama ou na imagem de mim a fazer outra coisa.
Eu apercebo-me que o factor da resistência é de facto um indicador porreiro para eu ver os pontos que eu tenho de dar direção para ultrapassar a resistência.

Quando e assim que eu me vejo a adiar a escrita para o fim da noite, eu páro, eu respiro e direciono-me fisicamente para me sentar numa cadeira em frente ao computador, toco no reclado e foco-me no que eu vou escrever. Eu dedico-me à minha própria respiração. Quando e assim que eu me vejo a fechar os olhos em frente ao ecrã, eu respiro e permito-me estar aqui fisicamente. Curiosamente, apercebo-me que o sono é mais intenso quando eu estou a escrever do que se eu estiver a fazer outras coisas.
Eu apercebo-me que escrever é a melhor maneira de abrandar a mente e ver tudo com mais claridade e perspectiva. Eu dedico-me a escrever por mim e comprometo-me a estar atenta à resitência a escrever- Quando e assim que eu me vejo a adiar a escrita, eu páro o pensamento, eu respiro, eu perdoo-o o pensamento que desencadeou o desejo de adiar a escrita, e eu dedico-me a escrever e a participar nesta realidade física com acções práticas que me possam ajudar no momento, e.g. sentar-me, tocar no teclado; abrir os olhos.