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DIA 205: Consegues Ver os automatismos da mente?


Escrever diariamente tornou-se no meu check-up diário.  A razão pela qual é essencial conhecer e perceber a nossa mente tem a ver com sermos os nossos próprios médicos da mente - ao diagnosticarmos e dar-mos um nome ao padrão (por exemplo, o padrão de culpar os outros, o padrão da inveja, o padrão da comparação, o padrão do medo, etc. ) tornar-se mais eficaz perceber qual é o ponto a corrigir dentro de nós - ao saber-se a doença o próximo passo é investigar a cura.
Ao perceber como é que eu funciono, ao procurar soluções e ao expandir o meu auto-conhecimento através da escrita, serei então capaz de ajudar outras pessoas que possam estar a enfrentar padrões semelhantes. Hoje curiosamente, ao aperceber-me que a outra pessoa estava a participar no padrão da acumulação de culpa e auto-vitimização, eu parei qualquer tentativa de defesa e simplesmente dei-me direção para coisas que realmente requeriam a minha atenção. Foi uma decisão tomada no momento - provavelmente há 1 ano atrás iria atrás da mente, e acabaria por alimentar mais o padrão em vez de dar-me direção e não despender o meu tempo a fazer babysitting da mente do outro.

Pergunto-me: - De onde é que vem esta necessidade de se ser vítima aos olhos dos outros? Porque é que ainda permito que sejam as conversas da mente a guiar-me, quando estas conversas da mente são a acumulação cega de pontos mal resolvidos em mim? Não será esta necessidade de culpar os outros uma forma de atirar areia para os meus olhos e continuar nesta cegueira de que o problema está nos outros?

Ainda dou por mim a escrever sobre as minhas relações com os outros e esqueço-me que isto é um guia para eu chegar à minha própria mente.
Onde é que em mim eu não estou estável comigo própria e ainda e acabo por participar na mente do outro só para evitar o conflito das mentes.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na ideia de eu sou uma vítima dos outros e que os outros são vítimas minhas. Em vez disso, eu realizo que a ideia/auto-julgamento de vítima não é real e que, em unidade e igualdade, somos iguais e ninguém se sacrifica por ninguém. Por isso, quando e assim que eu vejo a mente de sacrifício/vitima manifestar-se em mim ou nos outros, eu páro e respiro. Comprometo-me a parar esta sensação de sacrificio/vitima e em vez disso procuro participar/propor uma solução que seja o melhor para ambos/todos.


DIA 195: A mania de apreciar "os outros"


No seguimento do meu fim-de-semana mais silencioso do que é habitual, dei por mim a não participar nas conversas de cerimónia e para "manter a relação", embora não tivesse sido necessariamente por escolha própria, mas porque tinha de evitar esforçar a boca/gengiva. Agora que recupero, apercebo-me que não quero participar nesta mania de conversas para apreciar o outro - exemplo típico é pensar que se não falar com a outra pessoa esta vai pensar que eu estou chateada com ela! Obviamente, esta é uma projeção minha e é este o ponto que eu me vou focar e vou esta atenta ao meu ponto de partida quando comunico: será que estou a partilhar coisas práticas, ou estou desabafar um ponto que ainda nem eu própria olhei para ele, ou será que estou a falar para ter a aprovação do outro, porque me sinto inferior, ou porque penso precisar da atenção do outro, ou porque é "chato" haver silêncio?


Ultimamente tenho visto uma série chamada The Big Bang Theory na qual um dos jovens cientistas não corresponde às expectativas sociais de evitar ser-se direto ou mesmo ser-se simpático - em vez disso, ele comunica as coisas como elas funcionam fisicamente, sem emoções nem apegos. É uma comédia e leva a situação ao extremo, mas dá que pensar como as relações conseguem ser superficiais em nome de supostos papéis que cada um de nós representa - E não seremos realmente todos ensinados a sermos actores e a aceitarmos os papéis que melhor posição social nos dão naquele momento específico, com aquela audiência, naquele lugar...

Umas das principais consequências que eu estou neste momento a enfrentar é a gestão do meu tempo, especialmente quando momentos de conversa rotineira passam à minha frente e eu ainda não consigo simplesmente explicar que não tenho tempo. Em vez disso, acabo por comprometer a minha vida ao pensar "São só mais 5 minutos" quando na realidade eu não estou a ser honesta comigo própria nem com a outra pessoa.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar que vou ser mal interpretada se eu não participar na conversa com a outra pessoa e simplesmente disser que não tenho tempo naquele momento.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que vou estragar aquele momento se eu for responsável por parar de alimentar o momento de boa disposição e partilha, em vez de ver que é uma tomada de direção simples e que não é nada pessoal em relação ao outro.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de ser vista como uma desmancha prazeres, quando em honestidade própria vejo que é a mim que eu estou a comprometer a minha disponibilidade e o meu tempo.

Quando e assim que eu me vejo a manter uma conversa somente por ter medo/vergonha/resistência para parar a conversa e dar-me direção, eu páro e respiro. Ao respirar, eu dou-me a oportunidade de voltar a mim, de me situar e de ver se estou a conversar por iniciativa própria ou porque sinto a pressão social de alimentar uma conversa com outra pessoa.
Quando e assim que eu me vejo a participar nesta ideia do "são só 5 minutos" eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estou de facto a ter resistência em ser direta com a outra pessoa e de realmente perguntar quanto tempo é que a conversa vai levar ou quanto tempo é que o outro tem disponivel, de modo a garantir que estamos ambos com a mesma disponibilidade. Eu apercebo-me que a comunicação verbal é de facto super potente e pode ser eficaz quando aplicada em senso comum, em auto -ajuda e a ajudar o outro na partilha de informação. No entanto, eu apercebo-me que comunicar com o outro não é nem pode ser uma forma de entretenimento para passar o tempo - em vez disso, eu comprometo-me a ver este padrão de agradar os outros como uma referência da minha honestidade própria e mudar a maneira como eu lido comigo/com o meu tempo e com os outros.
Quando nas situações me que eu vejo que a conversa está sem rumo, ou que estou "a falar só por falar", eu páro, respiro e dou-me direção - por exemplo, dedico-me a escrever sobre o ponto, para eu própria perceber de onde é que os meus pensamentos vêm, as várias dimensões e ajudar-me a ver o ponto em senso comum.


Quando e assim que eu me vejo a manter uma conversa com a desculpa de "é preciso manter a relação"como se fosse uma obrigação em nome do interesse-próprio, eu páro e respiro. Eu averiguo se tenho de facto a disponibilidade para estar totalmente presente a participar um e igual na conversa, ou se é sensato explicar que tenho outras coisas planeadas e sugerir outra altura para se falar se o tópico ainda for relevante. Eu apercebo-me que se aquilo que eu disser for levado a peito é uma projeção do outro - da mesma maneira que se eu levar a peito aquilo que me é dito é também um ponto de insegurança minha.

Quando e assim que eu me vejo a acreditar que ao manter a conversa eu estou a agradar o outro, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta é uma ideia e projecção de mim própria e de como eu defino as pessoas de acordo com aquilo que elas me fazem sentir (se me sinto ouvida, se me sinto ignorada, se me sinto com atenção) e que afinal sou eu que julgo o outro como sendo simpático ou antipático de acordo com aquilo que me faz sentir (e quão manipulador isto pode ser!).

Eu comprometo-me então a estar  focada na minha direção e não me permitir dis-trair com estes diálogos da mente que só criam separação comigo própria e na minha relação com os outros. Eu vejo então que ao ser honesta comigo própria, eu estou a ser honesta com os outros e sou capaz de confiar na minha gestão de tempo e confiar no meu ponto de partida para comunicar com o outro (um e igual) sem manias de inferioridade.

Ilustração: Andrew Gable



DIA 173: Quando é que passámos a fazer as coisas por obrigação?


Desde quando é que desistimos de correr por gosto? Quando é que passámos a fazer as coisas por obrigação e porquê? Porque é que aceitamos que as coisas que fazemos são por obrigação? Não será isto falta de amor-próprio?
Uma sugestão para amanhã: sugiro que se páre de julgar aquilo que se faz como sendo uma obrigação - por exemplo: levanta-te, respira, e pára os julgamentos sobre acordar cedo para se ir trabalhar. Estás de pé, estás bem e tens emprego. Para quem não tem emprego, levanta-te à mesma! Ou será que te levantas por obrigação de um patrão?
Depois nos transportes públicos pára o julgamento contra as outras pessoas: elas estão aqui, tu está aqui e estão todos na mesma situação. Quando um julgamento ou crítica ou comparação surgir sobre a outra pessoa, pára e respira. A ideia deste jogo é parar os maus hábitos da mente por isso puxa por ti para não te permitires participar na mente. Quando durante o dia de trabalho surgir um pensamento de má vontade, pára, respira e pergunta-se a ti próprio porque é que está a fazer isto, como é que o fazes e por quem: será que estás a fazê-lo pelo dinheiro*, ou porque acreditas que não sabes fazer mais nada, ou porque os teus pais de obrigaram a ir para a universidade, etc. Vai respirando. Se for preciso, escreve num papel todas essas ideias que te correm na mente e vê as palavras que te tens permitido ser - de onde é que estes julgamentos surgiram? Porque é que ainda culpas os outros por aquilo que andas a fazer ou a estudar? Ao trazeres estes pensamentos para ti próprio que reações surgem em ti? Fúria? Raiva? Tristeza? Desilusão própria? E que tal dar-se uma gargalhada nesse momento, ou talvez chorar por todas estas ideias, limitações, desejos e julgamentos que só nós impusemos a nós próprios. E já que vemos a confusão que andámos a criar para nós próprios, porque não perdoarmo-nos por todas estas limitações e imposições que só nós aceitámos e permitimos na nossa vida? Perdoamo-nos pela guerra interior que criámos em nós próprios - e sem estas ideias de sacrifício e obrigação, vê realmente como te podes expandir no teu dia-a-dia, no teu emprego, nos teus estudos, nas tuas relações: será que a oportunidade de te dedicares por gosto não estava mesmo à tua frente? E se não estiver, o que te impede de passar a ter gosto naquilo que fazes? O que te impede de tomar a iniciativa de fazer melhor aquilo que já fazes?  O que te impede de aprender novas maneiras de fazer as coisas e assim adquirires boas práticas?

Pára, respira, perdoa-te... E abraça-te. A mente funciona como um espelho que nos mostra as nossas desonestidades próprias que temos para corrigir. Requer MUITA prática mudar os maus hábitos da mente e, já que estamos aqui, vale a pena começar a Viver.

  
 * Aproveito para partilhar o site do Sistemade Igualdade Monetária que é uma solução em estudo para a criação de um sistema que põe a Vida em primeiro lugar. Mas até lá, a solução é mudarmo-nos a nós próprios, criar soluções para nós próprios e depois sermos capazes de finalmente criar soluções para o mundo.



DIA 172: Quem corre por gosto não cansa... toca a praticar, praticar praticar!


Esta expressão surgiu depois de ter escrito o perdão próprio sobre a Carreira profissional: pressão, limitação ou EXPANSÃO? e apercebi-me que fazer as coisas com gosto é fazê-las com gosto próprio. Ou seja, dedicar-me incondicionalmente, aplicar novas soluções para me aperfeiçoar e tornar-me mais eficaz com o tempo que eu tenho. E, como também já foi referido anteriormente, tudo isto requer prática e isso aplica-se em tudo: na escola, nas actividades profissionais, nos tempos livres, no sexo, na comunicação com os outros, no desporto, na música, etc.
É interessante que há esta crença (ou pelo menos eu costumava pensar nisto) do talento de Deus em que não se precisava de fazer nada e, como por magia, seríamos sábios, ou excelentes pianistas, ou uns génios da matemática. Isto é um exemplo de como a mente funciona - salta de um pensamento para o outro sem realmente considerar todos os passos essenciais para que se vá de um objectivo à sua realização. Apesar da mente funcionar com hábitos, aparentemente não gostamos da repetição - chamamos-lhe "monotonia" ou "seca". No entanto, será monótono ganharmos sempre a lotaria? Será monótono termos comida na mesa todos os dias? Será monótono estarmos estáveis dentro de nós?

A resistência da mente manifesta-se na resistência a mudar-se de hábitos e, para se mudar de hábitos, é preciso praticar-se soluções até nos tornarmos essas soluções e seja algo natural na nossa expressão, na nossa comunicação, na nossa relação com os outros e na nossa relação com nós próprios. E tudo isto se pratica: A escrita pratica-se, a comunicação pratica-se, a descoberta de nós mesmos pratica-se, o perdão próprio pratica-se, a honestidade própria pratica-se, a segurança pratica-se, a auto confiança pratica-se...

Talvez seja por isso que eu sempre adorei estar com crianças e aprendo com elas, porque normalmente as crianças não desistem daquilo que estão a fazer - as crianças crescem a praticar as coisas novas e nós assistimos ao seu desenvolvimento e progresso. Elas praticam a linguagem, praticam a expressão corporal, praticam a escrita, praticam a curiosidade, praticam a memória, praticam as brincadeiras, etc... A partir do momento em que nos definimos como personalidades e julgamentos próprios começamos a perder a vontade e agilidade de mudar - porquê? Porque paramos de praticar as coisas novas, focamo-nos na mente de ideias, julgamentos e definições e deixa de haver tempo e espaço para expandirmos quem somos fora destas ideias, julgamentos e definições. Para além disso, passamos a acreditar que as pessoas à nossa volta esperam que nós nos comportemos de determinada maneira e acreditamos que essa relação com o outro é real.
E não será isto também uma monotonia? Não serão os adultos uma "seca"; não será por isso que a política actualmente é vista como uma "seca"? Onde é que existe liberdade de escolha quando afinal nem a nós mesmos nos conseguimos libertar de ideias acumuladas ao longos dos anos que afinal já não se aplicam a esta realidade?
Quando é que nós aceitámos e permitimos que a ideia de que as "coisas são sempre assim" nos limitasse enquanto sociedade? Quando é que nós nos permitimos e aceitámos ser sacrificados? - A religião? Garanto-vos que Jesus não era nenhum sacrificado!

O medo inicial de romper estas ideias é forte - vejamos, há o medo da perda de relações, o medo de largar a âncora dos sacrifícios, o medo de se voltar à "estaca zero" que representa o medo de se perder as personalidades, o orgulho, a riqueza, a imagem que se criou de si próprio. E se eu vos disser que todas estas ideias, personalidades, relações, sacrifícios, riqueza e imagem não são reais? E se afinal isto não seja realmente Viver quem nós somos? Faremos ideia daquilo que andamos a perder?


DIA 138: Deixar uma coisa meia feita e outra por fazer



Revisitei este padrão e ainda estou a aprofundar o que é que se passou. Sei que podia ter completado uma tarefa diária ao simplesmente focar-me em tudo aquilo que estava a fazer - no entanto, quando me apercebi que tinha 15 min à espera que a comida ficasse pronta, decidi fazer milhares de coisas - coisas que eu sei perfeitamente não demorariam 15 minutos porque, para além de nunca demorarem 15 minutos, estaria sempre a considerar parar para voltara dar atenção à minha tarefa inicial. Ou seja, ficou uma coisa meia feita e outra por fazer, quando podia ter simplesmente tomado direção e, em vez de ir fazer qualquer coisa completamente diferente daquela que eu estava a fazer inicialmente, porque não olhar à minha volta e ver o que é que eu posso fazer durante este tempo para que, quando a comida sair do forno, esteja tudo pronto?
Parece um exemplo óbvio do dia-a-dia mas a verdade é que há um padrão por trás disto que eu ainda não  esclareci e corrigi em mim: refiro-me a esta necessidade de fazer tudo ao mesmo tempo, sem uma direção específica nem fio condutor. Qual é esta tendência a deixar coisas por fazer? Será que é um reflexo de eu me permitir ficar pela metade de mim, em vez de investigar incondicionalmente e de plena vontade tudo aquilo que se passa em mim?Porque é que eu estou a participar deliberadamente num padrão e na culpa de participar no padrão?  Como já temos visto, é desta energia/fricção vivida no físico que a mente se mantém activa, tal e qual um posto de vigia que consome a vida do corpo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter esperança que o tempo seja elástico e esperar que miraculosamente consiga terminar a minha tarefa sem primeiro ter a certeza que, com base no tempo disponível, saber com o que é que eu podia contar fazer ou não fazer.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido dispersar de uma tarefa para a outra, sem me permitir focar-me na tarefa inicial, dar o meu melhor, garantir que está tudo feito (perfeito) para que eu complete esta tarefa em mim em plenitude, sem dar azo a pressas, ou esperanças ou frustrações contra o tempo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar um e igual com aquilo que eu estou a fazer, e , portanto, não participar na necessidade de pensar naquilo que eu vou fazer a seguir, como se o tempo estivesse contra mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido estar contra mim própria ao estar contra o tempo, em vez de me permitir estar aqui presente a cada respiração e ser este o meu guião para cada passo. Respiração em respiração, ciente de mim e do mundo à minha volta e daquilo que em sentido comum eu posso/devo fazer.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na emoção e excitação de "tenho tempo livre", sem ver que esta ideia positiva da mente é de facto uma resposta à polaridade negativa de pensar que "nunca tenho tempo livre" - apercebo-me que nenhuma destas polaridades da mente é real porque é uma ideia que eu criei sobre mim e sobre a minha relação com o tempo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser dura comigo própria ao querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo e estar portanto deliberadamente a separar-me da minha estabilidade neste espaço/tempo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que "isto é demais para mim"sem ver que eu estou deliberadamente a colocar-me numa posição de inferioridade em relação às coisas que eu estou a fazer. Em senso comum vejo que a solução está em mim e nas minhas permissões e aceitações. Por isso, eu vou estar atenta a este padrão e, quando eu me vir a saltar de uma ação para a outra como se tivesse uma mola (chamada "motivação" da mente) nos pés, eu páro e respiro. Nesse momento, eu permito-me ver aquilo que estou a fazer, estar um e igual com o que eu estou a fazer e dou-me tempo para ver o que ainda é preciso ser feito que a minha ação seja perfeita e concluída.

Eu comprometo-me a praticar a minha direção própria, ao fazer horários claros para mim própria e realista comigo própria.

Quando e assim que eu me vejo a imaginar fazer uma coisa em 2 minutos, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta ideia pré-feita de que tudo demora 2 minutos não é real.  Eu apercebo-me que é a mim que eu me estou a enganar e a criar esta frustração que não tem de existir.

Quando e assim que eu me vejo a imaginar fazer uma coisa bem e rápido, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que fazer as coisas bem e rápido na mente é irrelevante. Dedico-me a focar nesta realidade física e a ver o que é que eu posso fazer na prática para me ajudar a ser assertiva comigo própria e restabelecer a minha confiança no tempo que eu demoro a fazer as coisas, sem ilusões nem rigidez (auto-julgamentos).

Quando e assim que eu me vejo a participar na mente de imagens, pensamentos, ideias sobre aquilo que eu vou fazer a segui, em modo automático, baseado em memórias e experiências de situações semelhantes, eu páro e respiro. Eu realizo que tenho a cada momento a oportunidade de me corrigir, de me entregar em honestidade própria, de ultrapassar a resistência a completar ações, de ver o padrão de entretenimento e de "deixar para depois aquilo que pode ser feito aqui e agora". Eu dedico-me a estabelecer um plano de correção com horários realistas, com ações completas nas quais eu me permita estar totalmente ciente de mim, no qual eu me ajude a estar/ser estável (sem emoções positivas ou negativas) em cada ação e finalmente direcionar-me em senso comum e ser eficaz e assertiva comigo própria, passo a passo, respiração em respiração.



DIA 105: A mania que somos uns sacrificados e vítimas


Estas são duas permissões e aceitações provenientes das "lições" da História que até agora tem sido educada com base em medo: o medo de se mudar para pior visto que "antes é que era bom". Mas será que houve alguma época realmente boa, ou estaremos a falar da ideia de "bom para alguns" tal e qual o cenário social actual?
Como é que a auto-definição de ser-se um sacrificado e vítima limita a nossa expressão pessoal e consequentemente participação na sociedade?

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e perceber que a crença de se ser uma sacrificada ou vítima (normalmente de algo ou de alguém) é uma limitação com base na ideia como eu tenho de agir, sem ver e perceber que é a mim que me estou a limitar nas minhas decisões. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar ser "normal" sentir-me como uma sacrificada, sem com isso ver que é a mim, enquanto expressão de vida, que estou a sacrificar. O sacrifício pelos outros não existe - tem sempre a ver com aquilo que eu permito para mim própria.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que sou responsável pelas ideias que eu criei sobre mim própria e que sou igualmente responsável por PARAR de culpar os outros/a sociedade ou de desejar que os outros/a sociedade mudem para eu mudar. Eu realizo que as minhas permissões e aceitações da mente não são dependentes dos outros/da sociedade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido justificar a lei-do-menor-esforço e a falta de responsabilidade própria com o sacrifício e vitimização, quando em honestidade própria me apercebo que o sacrifício deixaria de existir se eu der o meu melhor naquilo que eu faço e tomar responsabilidade própria por me criar a cada momento em honestidade própria -  Eu apercebo-me que a ideia de sacrifício surge como algo contra a minha vontade, sem primeiro investigar porque é que eu tomo certas ações e por quem as faço. Em relação à vitimização, eu apercebo-me que é uma projecção da responsabilidade que não tomei por mim e portanto projecto nos outros, em vez de realizar que sou a única responsável pelas minhas permissões e aceitações das ideias que criei de mim e dos outros.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na lavagem cerebral tanto religiosa como política, como dos meus antepassado sobre os sacrifícios de se um ser-humano, quando na realidade, o ser-humano tem o potencial de viver BEM e estável se houver um sistema económico e político que o proporcione e se eu me permitir desenvolver para o melhor de mim, parando as ideias que me limitam e que têm limitado os meus antepassados/humanidade até então.

Quando e assim que eu me vejo a participar na personalidade de vítima e de queixas, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta personalidade é um indicador de impotência que eu permiti e aceitei creditar ser real, quando na verdade a impotência de mudar surge do hábito de se pensar que não se pode mudar porque há um sacrifício a defender.

Quando e assim que eu me vejo pensar que se os outros/a sociedade mudem eu também vou mudar, eu páro e respiro. Eu realizo que esta é uma justificação que adia a minha decisão de mudar as aceitações e permissões sobre aquilo que eu tenho sido até agora. Eu comprometo-me a parar a personalidade do "deixa andar" como se por milagre eu e as coisas à minha volta mudassem. Eu sou responsável a cada momento pela minha participação no mundo, e eu tenho vindo a aperceber que existir como sacrifício e vítima é uma forma fácil de não questionar esta realidade, este sistema económico e as relações entre as pessoas. Assim, eu comprometo-me a questionar as situações em que eu acredito estar a sacrificar-me ou a ser uma vítima, para tomar conhecimento do que se passa à minha volta e em senso comum realizar que se não me definir como uma sacrificada ou vítima poderei dar direção à situação, ciente que cada um de nós é igualmente responsável por mudar as coisas para melhor.

Eu comprometo-me a estar ciente das minhas permissões e aceitações e a rever as minhas permissões e aceitações, questionando-me se estas são de facto o melhor para mim e para os outros.

Ilustração de Andrew Gable