Mostrar mensagens com a etiqueta morte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta morte. Mostrar todas as mensagens

DIA 251: Problema-Solução: Não permitas que o medo se torne na tua profissão



Há uma resistência em mim para estar estável e parar de criar problemas na minha mente. Escrevi o texto que se segue no avião quando voava para Portugal. Apercebi-me que, apesar das dezenas de viagens que eu já fiz, sempre que ando de avião tenho um backchat associado ao medo da morte.

Os pensamentos sobre a minha morte surgem automaticamente porque eu tenho permitido que o medo tome conta de mim, em vez de eu me dar direção e manter-me estável como Vida - o que prova que eu ainda não Sou Vida em cada momento, palavra, acção.

O medo da minha decisão de comprar o bilhete de avião mostra-me que tenho resistência para confiar nas minhas decisōes, apesar de que tudo que faça seja sempre uma decisão minha (quer seja viajar em lazer, viajar em trabalho ou em ficar em casa). Percebo então a frase "A estabilidade própria é incondicional", porque eu, enquanto Vida/quem eu Sou em mim, não estou dependente do local nem daquilo que eu faço. Se eu aplicar a minha estabilidade própria a cada respiração, consigo dar direção aos meus pensamentos e corrigir aquilo que é desonesto comigo própria. O estado de instabilidade não é a norma, é a excepção.

No filme que estava a ver durante o voo, a personagem dizia: "Não permitas que o medo se torne na tua profissão." Vejo que ao ocupar-me dos medos estou a prender-me e a limitar a minha aplicação, porque o medo é como uma cegueira. Realizo também que o medo da morte é o medo de me perder e que o medo de me perder é uma forma de evitar encontrar-me.

Quanto ao ponto de ultrapassar os meus medos apercebo-me que vou enfrentar a minha mente até criar a minha estabilidade por mim. Eu tenho de me relembrar  /aplicar o meu Processo a cada momento porque este não é um sistema automático - é um Processo de auto-criação a cada momento e não é automático porque isso seria ainda a mente do "conhecido" e porque requer prática para mudar os hábitos da mente. No meu processo de mudança, é em mim que eu confio porque é esta a minha responsabilidade - confiar na minha decisão de andar este processo, perceber os problemss, testar a minha mudança e tornar-me na solução em tudo o que sou e faço.

Em alturas de turbulência apercebo-me da tendência de querer fugir do avião e ir para terra, onde eu penso estar estável. No entanto, mesmo em terra, os mesmos medos (padrōes) continuam a surgir, embora manifestados de outra maneira. Concluo então que eu não me posso permitir desistir de mim própria nem abandonar-me. Sou eu que movo cada célula do meu corpo a cada passo - eu sou cada célula e cada partícula da minha/desta existência, em unidade e igualdade. Desistir de mim é desistir desta existência, de tudo e de todos. Desistir de me tornar na solução é aceitar e permitir ser o problema. Por isso, tenho cada momento para me estabilizar, respirar, ver o problema e focar-me na solução. Cada pensamento que surge em mim é uma oportunidade para me dedicar a parar/direcionar o medo, o padrão, a emoção que eu criei em mim e me defini como tal. Finalmente, realizo que o padrão do medo é um círculo fechado que eu criei e que quanto mais eu me dedico a conhecer quem eu tenho existido até então (como mente/medo/energia/problema), mais eficaz sou no meu Processo de me recriar como Vida (estabilidade/senso comum/honestidade própria/solução).

DIA 246: Recomeço... Quem era o Bernard Poolman



Muita coisa aconteceu desde a última vez que publiquei um artigo no meu blog em Português e quero primeiramente pedir desculpa pela falta de informação da minha parte sobre a razão pela qual desde o dia 5 de Agosto não têm havido novas publicações. Deixei de escrever? Não. Parei o Processo? Nem pensar. Continuo a escrever o mais regularmente possível no meu caderninho. Tópicos para artigos novos surgem constantemente mas por três razões não consegui manter a minha consistência:

Primeiro: desde o princípio de Agosto que estou a passar pela fase mais atarefada do meu emprego que tem envolvido viagens, longas noites de trabalho e começos pela madrugada. Apesar de ter tentado preparar esta época o mais possível, têm havido mudanças de última hora, novos desafios, novos clientes e, consequentemente, menos tempo para me dedicar à escrita;

Segundo: Apesar dos meus 246 dias de Processo, apercebo-me que ainda me permito participar nos altos e baixos da mente (que é energia) e isso reflecte-se na minha falta de disciplina diária em manter-me a par do que se passa dentro de mim, no meu corpo e na minha mente. Sinto neste momento uma terrível sensação de estar a "passar-me ao lado" e que não consigo identificar todos os padrões que eu visito durante o dia e assim perco uma oportunidade de lidar com esse padrão de uma vez por todas. A consequência é que o meu Processo se prolonga, a mente ganha território e transporto comigo este peso de padrões não resolvidos e corrigidos em mim - sem dúvida este é um padrão a trabalhar em mim, com perdão-próprio, honestidade-própria e correção;

Terceiro: finalmente recomecei a escrever o meu blog em inglês http://joanaslifeprocess.blogspot.com/ algo que já estava para fazer há bastante tempo e pelos vistos foi preciso uma motivação fora de mim para me alinhar com a minha decisão. Esta "motivação" funcionou como um chuto no meu rabo para me mexer e parar de procrastinar as minhas decisões que eu sei serem o melhor para todos. De facto, escrever um blog em inglês permite que o meu processo seja acompanhado por muito mais pessoas e posso igualmente apoiar mais pessoas que estejam a passar por pontos semelhantes. Ao mesmo tempo, quis que a minha mensagem chegásse a mais pessoas e infelizmente o público Português ainda não acompanha esta caminhada activamente. Provavelmente são poucos os Portugueses que conheciam o Bernard Poolman mas foi precisamente a sua morte, no dia 11 de Agosto, que me deu este chuto e me
"acordou" para a Vida. O Bernard não precisa de definições nem apresentações: ele está presente em cada palavra que eu escrevo, em cada passo do meu processo, em cada realização e em cada correção. No espaço de cinco anos, desde que eu comecei a interagir no Desteni Forum, a presença do Bernard através dos seus blogs, livros e vídeos, passou a fazer parte da minha vida e em 2012 tive a oportunidade de o conhecer aquando da minha visita à quinta do Desteni na África do Sul. Também é graças ao Bernard que eu e o João ponderámos seriamente a decisão de nos casarmos porque o Bernard era assim: sem hesitações, sem merdas, sem agenda e, em tal liberdade, era capaz de ver o óbvio que poucos conseguem ver. No Forum ele tinha o nickname de CommonSense e era exactamente isso que ele transmitia: uma carga de senso comum que nunca havia sido partilhada comigo por ninguém da minha família, grupo de amigos ou namorados. O Bernard foi e é um exemplo de Vida para mim e para muitos outros que se aperceberam da sorte de o ouvir, de o conhecer, de ler os seus blogs, de participar nos chats, de ter conversas com ele e de andar este Processo de escrita, perdão-próprio e de auto-correção. 

Claro que não era sorte: nós só fomos capazes de ver a "sorte" de conhecermos o Bernard porque aplicámos as suas palavras no nosso dia-a-dia e reparámos que os Princípios que o Bernard vivia eram também o melhor para nós: Igualdade, Unidade, Compaixão, Dar aos outros aquilo que queremos que nos seja dado, Honestidade-Própria, Integridade, Perdão-Próprio, Mudança, Estabilidade, Igualdade Monetária, Auto-Responsabilidade.

Ele era tudo menos preguiçoso porque o Bernard superou a mente e não andava distraído em pensamentos nem medos: ele vivia como Vida, presente, simples-mente ciente do físico, um e igual como toda a existência física universal, prático e incessante no seu apoio àqueles que andavam o Processo. A expressão dele era directa e desafiante, como se olhasse para dentro de mim e visse os meus medos, os meus problemas, as minhas preocupações, as minhas memórias, os meus julgamentos. Por isso, quando ouvi a notícia da sua morte, fiquei em choque e não queria acreditar, mas rapidamente aceitei esta nova fase do meu processo. Apercebo-me que grande parte da resistência em aceitar a sua morte era baseada em interesse-próprio e no medo de não voltar a ter esta pedra basilar ao longo do meu Processo de Vida. A estabilidade que o Bernard me transmitia tenho de ser eu a criá-la em mim; o senso comum que o Bernard manifestava terá de ser vivido em mim para ser real; a confiança que o Bernard me dava quando conversávamos sobre as minhas decisões tem de ser estabelecida por mim e em mim para que eu seja capaz de viver as minhas próprias decisões em plena confiança e auto-motivação. Ou seja, a morte do Bernard representa um recomeço em mim, naquilo que eu me permito e aceito ser no meu processo de me recriar como Vida.


Há novos pontos em mim que eu tenho estado a lidar e que vou partilhar neste blog passo a passo. Por agora, convido-vos a visitarem e a estarem também atentos aos artigos em Inglês que são um complemento aos meus artigos em Português.


Se quiserem saber mais sobre quem era o Bernard Poolman sugiro este site com muitos artigos escritos por pessoas de todo o mundo: http://forum.desteni.org/viewtopic.php?f=29&t=5694



DIA 117: Bipolaridade, Esquizofrenia e Obcessão PARTE 2

                         
Pergunto-me: Quem sou eu sem estas ideias da mente? Quem sou eu sem medo? Quem somos nós enquanto Humanidade sem a energia do conflito? Quem somos nós enquanto Humanidade sem Deus ou vozes da mente? Quem somos nós em total auto-responsabilidade para resolvermos a confusão das nossas mentes?

Ao realizar aquilo que tenho andado a permitir em mim própria, chega o momento de tomar a decisão de se recomeçar, desta vez com um ponto de partida que não é o da polaridade da mente. Escrevo então as frases de auto-correção, como um acordo que faço comigo própria para parar de continuar a recriar as mesmas situações descritas anteriormente.
Nota: se achares que estas frases são repetitivas, aconselho a que se páre esse julgamento e se continue a escrever/ler. Vejamos: as nossas memórias também são repetitivas, os nossos medos, as imagens, os padrões de pensamento - ou seja, o processo de se viver em auto-correção para o melhor de nós próprios vai levar a mesma dedicação e tempo que nos levou a criar estas ideias sobre nós próprios.

Quando e assim que eu me apercebo que estou a criar e a acreditar na ideia que se eu não fazer "qualquer coisa", alguma coisa de mal vai acontecer a mim ou a alguém da minha família, eu páro e respiro. Através desta ideia eu consigo o que é que eu de facto temo e, em vez de continuar a esconder os medos de mim, eu dedico-me a enfrentá-los,a parar o medo e a garantir que a minha ação não é controlada pelas ideias da mente.

Quando e assim que eu me vejo a acreditar que há alguém que me quer fazer mal, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que primeiramente sou eu que estou a auto-destruir-me ao criar ansiedade e medo dentro de mim.
Quando e assim que eu me vejo a auto-punir-me com base em julgamentos sobre o meu passado, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que os julgamentos da mente são sempre contra mim e contra os outros, logo não me posso permitir que os julgamentos decidam por mim. Eu vejo que a mente funciona como uma realidade paralela e através da qual eu me isolo dos outros, em vez de me aperceber que passamos todos por semelhantes situações porque todos temos uma mente para lidar. Logo, eu comprometo-me a estar um e igual com cada ser, e ao ajudar-me a mim própria a resolver os meus padrões da mente, estou a parar de participar no meu conflito (energia da mente) com os outros.

Quando e assim que eu me vejo a projectar em algo ou alguém o meu medo, que ultimamente trata-se do medo da morte, eu páro e respiro. Eu dedico-me a parar de projectar nos outros os pontos que eu tenho de resolver em mim, pois em honestidade própria eu tenho visto que são ciclos e que os mesmos padrões se têm manifestado ao longo da minha "vida" com pessoas e em cenários diferentes.

Quando e assim que eu me vejo a punir-me com escolhas, ou seja a pensar que alguma coisa de errado vai acontecer se eu for por um caminho diferente, eu páro e respiro. Apercebo-me que esta necessidade de controlar tudo e todos não é real e que só existe como um conforto ilusório na minha mente. Eu apercebo-me que o conforto da mente é irrelevante. Eu comprometo-me a garantir que estou fisicamente PRESENTE, atenta a mim própria no momento em que eu estou, ciente da minha ação egarantir que a minha ação é baseada em senso comum daquilo que faz sentido fazer e não baseado em desejos/ideias/medo da mente.

Quando e assim que eu dou por mim a acreditar na força de Deus, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que eu permiti estes pensamentos durante tanto tempo que acabei por me tornar neles. Comprometo-me então a tomar responsabilidade por mim nesta vida, e assim a parar de participar na dependência da mente de acreditar que estou protegida por um Deus injusto que protege uns e ignora outros.

Quando e assim que eu me vejo estar a fazer mal a mim própria ao criar instabilidade e ansiedade em mim, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que só permito a ideia que os outros me possam fazer mal porque eu própria trato-me mal ao desrespeitar a vida que eu sou. Logo, eu comprometo-me a parar o julgamento que não sou digna de ser Vida ou a estar estável ou a ser capaz de mudar - é da minha responsabilidade parar qualquer polaridade em mim, quer seja a excitação VS depressão, estar bem comigo própria VS estar mal comigo própria, orgulho VS punição. Ao parar a mente, estou a mudar.

Quando e assim que eu me vejo a imaginar a empurrar alguém na rua ou a magoar alguém, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta curiosidade de ver acidentes é baseada em imagens e no tabu de que desde pequenina quando haviam acidentes criava ideias baseada nas descrições que ouvia. Eu apercebo-me que estas imagens foram criadas na minha mente e que eu sou responsável por limpar a minha mente e parar de projectá-las no mundo. Ao estar um e igual com a outra pessoa,eu comprometo-me a parar de criar acidentes à minha volta e comprometo-me a não fazer nada que vai contra a nossa igualdade enquanto vida aqui.

Ao re-alinhar-me com a Vida que sou em honestidade própria e ao parar de permitir o abuso psicológico e físico resultante da participação na mente, em senso comum eu estou ciente que não farei a mim própria aquilo que não quero que me façam e não farei aos outros aquilo que não faço a mim própria!



DIA 97: Da falta de confiança ao medo da morte


Apercebi-me que um dos stresses de andar de avião tem a ver com a falta de confiança no piloto. Quando dou por mim, estou cheia de ideias e questões, - e se ele se distrai? Será que está ciente que as nossas vidas dependem dele? Como é que os pilotos são educados/treinados a lidar com o medo da morte? Será que conhecem a eficácia e ajuda do perdão próprio?
Apercebo-me que estas respostas são respondidas com uma simples solução: confiança própria. Neste caso, esta conversa da mente é uma projecção da desconfiança em mim própria e a consequência física é o stress - como se quisesse controlar tudo à minha volta, mesmo aquilo que não está dependente de mim - a única coisa que naquele momento eu posso garantir é a minha respiração, a minha existência, a minha confiança incondicional no piloto, um e igual a mim.
Eu apercebo-me que a minha desconfiança nos outros é como se eu passasse um testemunho e ainda quisesse continuar a correr, por não confiar que o outro seja capaz de correr como eu, em vez de garantir que me torno no exemplo para mim própria de estabilidade e igualdade com os outros.

Depois de falar com um amigo, vejo que tínhamos em comum este stress de andar de avião. Provavelmente todos temos mas por ego ou até mesmo medo, não falamos sobre o assunto. A melhor maneira de criar a estabilidade própria é a desvendar a origem do medo, perdoar o medo que se permite e mudar na ação.

O medo é uma venda nos olhos para não se permitir realmente VER o que está por trás do medo. Por isso, vou desvendar cada camada e descobrir o que se passa em mim...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar a energia de medo que sinto quando penso em imagens ou associo imagens de acidentes e as projecto na minha realidade.
Eu perdoo-me por ter aceite e permitido participar na energia da mente que é um modo automático de medo em vez de recriar a minha realidade com base no que se passa aqui, sem projectar imagens nem ideias do passado/memória.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido existir em stress internamente e externamente sem me aperceber que não tem de ser assim: eu páro o stress em mim ao respirar e devolver-me a mim própria, ao parar de existir num futuro de imagens de acidentes que é da mente e da associação de palavras/imagens que eu estou a criar para mim própria. Eu apercebo-me que o medo não tem de existir se eu existir aqui. Ou é o medo ou sou Eu. Logo, eu decido existir como Vida, não como medo.
Eu realizo que as ideias de acidentes são uma forma de castigo da mente quando na realidade o propósito de aqui estar é criar vida e existir como Vida.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que mereço ser castigada e por isso justificar as imagens de acidentes.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido "viver" em constante luta de ser boa pessoa VS ser má pessoa quando na verdade estas são ideias ensinadas de acordo com o sistema de sobrevivência - eu dedico-me a usar o tempo que tenho para me recriar como Vida, a ser e a fazer auilo que é melhor para mim e para todos. Por experiência própria, os acidentes não são o melhor para mim nem para os outros.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar pensamentos auto-destrutivos. Eu foco-me em criar Vida em mim e à minha volta, em parar as relações de medo para criar relações de igualdade. Eu sou um e igual com o avião e com as pessoas à minha volta - eu foco-me na minha estabilidade que é a única coisa que eu posso garantir e dedico-me a estar estável na minha relação com os outros.

Eu comprometo-me a dar o melhor de mim e assim existir como um exemplo e realizar que é possível que cada um de nós exista como o melhor de si naquilo que se é e naquilo que se faz.
Quando e assim que eu me vejo a desconfiar da capacidade do piloto, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este padrão de pensamento é uma projecção da minha falta de confiança naauilo que eu faço e que esta insegurança não é real. Eu sou a minha ação e eu sou responsável pela minha ação. Eu responsabilizo-me por mim e pela minha ação ao parar o stress e ao parar que o medo me possua. Em senso comum eu realizo que não me permitirei fazer nada que possa prejudicar a minha Vida e a Vida dos outros.
Quando e assim que eu me vejo a permitir sentir a minha vida em risco, eu páro, respiro e devolvo-me a Vida a cada respiração. Todos os medos são da mente e não são reais. Quando e assim que eu me vejo a acreditar na mente com as associações da mente que aparentemente fazem sentido, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que o medo não é um sentido: os sentidos humanos são físicos enquanto que o medo é um padrão da mente. Eu dedico-me a empoderar-me a recriar a minha realidade sem medo da morte, que é o limite da auto-destruição da mente.
Quando e assim que eu me vejo a castigar com imagens de acidente e com medo de acidentes, eu páro e respiro. Ao parar a sabotagem da mente eu estou a permitir mudar a minha participação em mim e finalmente a dar direção a mim com Vida, sem existir no conflito da mente e sem projectar o conflito da mente na minha relação com os outros/na minha realidade.
Eu apercebo-me que ao ajudar-me a mim a parar a mente, estou a ajudar os outros a parar a mente porque páro de participar em conflito.
A Vida na Terra em plenitude só é possível quando cada um se decidir a parar a mente e realmente Viver aqui e recriar-se com Vida, em unidade, igualdade e senso comum como tudo o que existe.

DIA 57: Pena dos outros é o medo de morrer também...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar no sentimento de pena dos que morreram a acreditar em Deus. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido projectar o arrependimento que eu permiti acumular em mim por ter acreditado em Deus e na religiao durante tanto tempo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido usar o meu passado como uma desculpa e justificação para não mudar e assim justificar o meu presente caracterizado por procrastinação.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na emoção de pena do desaparecimento das pessoas que eu conheço. Eu apercebo-me que esta sensação é baseada em medo que eu me distraia toda a vida como tem acontecido com todos os seres humanos até agora.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a morte é igual para todos e que mostra como estamos todos na mesma situação nesta realidade física. 
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de viver no físico e por isso refugiar-me na mente/na religião. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na relação estabelecida com os mais velhos baseada na ideia que eles sabem aquilo que é melhor para mim e, assim, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desprezar a minha direção na esperança que alguém com mais experiencia de vida/da mente decida por mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar no conforto do lar como sendo real, quando este mundo ainda não é um lar para todos.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido prender-me à pena da morte de pessoas mais velhas que não trabalharam na sua honestidade própria durante esta oportunidade física na terra.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido tomar a decisão e viver a decisão de não seguir o examplo dos meus antepassados e, assim, estar confiante a andar o processo de honestidade própria e garantir que a minha vida é vivida para o melhor de todos.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de morrer sem andar o meu processo no meu potencial máximo. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o processo seria uma coisa leve, em vez de a cada momento me dedicar a mim/ao processo por mim como Vida que eu sou.
Eu comprometo-me a respirar até a emoção parar caso sinta qualquer emoção quando falo da morte da minha avó.

Eu dedico-me a confiar em mim e na minha decisão de andar este processo e em auto-aperfeiçoamento. Eu comprometo-me a não aceitar menos do que quem ou Sou.
Eu comprometo-me a parar o medo de falhar o meu processo que é baseado no medo de morrer sem me auto-realizar.
Eu comprometo-me a parar de julgar as pessoas religiosas como sendo inferiores ou superiores. Eu comprometo-me a tomar a direção da vida tornando-me e criando-me um e igual à vida como sendo aquilo que é o melhor para mim/todos. Eu comprometo-me a parar qualquer sentimento de pena que é na verdade adiar a vida que eu sou aqui. Assim, eu comprometo-me a viver a decisão de realizar a vida que eu sou aqui e não deixar para depois ou para futuras gerações o processo que eu comecei.
Eu comprometo-me a parar a ideia que me atrasei no meu processo durante os anos em que eu fui crente em Deus. EU apercebo-me que eu sou a unica pessoa a prender-me a esta ideia e ao sentimento de culpa por ter-me distraido de mim/do meu corpo físico durante alguns anos.
Eu dedico.me a estar ciente de cada momento da minha respiração aqui e a confiar em mim no meu processo de recriar Vida em mim, no mundo.
Quando e assim que eu me vejo a participar no sentimento de culpa por não estar a mudar, eu páro e respiro. Eu não me permito acumular julgamentos sobre mim mesma nem acumular justificações que são apenas energias da mente às quais eu me tenho prendido/limitado.
Quando e assim que eu me vejo a projectar o sentimento de culpa nas pessoas mais velhas, eu páro, eu respiro e eu investigo onde é que eu estou permitir pena de mim mesma. Eu dedico-me a parar o auto-julgamento de vítima. Eu apercebo-me que este "vicio de julgar os outros/julgar-me" não é feito por um deus mas por mim na minha mente.
Assim, eu dedico-me a perdoar cada um dos julgamentos que a minha mente me mostra e que têm sido acumulados ao longo de toda a humanidade antes de mim.
Eu comprometo-me a parar de participar nos padrões de culpa, victimização e pena em mim ou nos outros. Eu apercebo-me que ao parar a pena em mim páro também o sentimento de pena em relação aos outros. Quando e assim que eu me vejo a culpar os meus antepassados pelos padrões da mente que eu tenho em mim, eu páro e respiro. Eu tomo responsabilidade pelos padrões que têm sido aceites e permitidos pelos meus antepassados/por mim/todos nós e comprometo-me a resolver estes pontos até não haver mais limitaçãoà vida que eu sou/somos. Eu apercebo-me que pena e culpa são uma sabotagem da mente e uma limitação à auto-correcção no momento!
Quando e assim que eu me vejo a culpar as gerações anteriores por me terem incutido as ideias de submissão a um deus superior, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que tenho agora as ferramentas e EU AQUI para me recriar a cada momento como Vida que eu sou Aqui, um e Igual como toda a Existência, como aquilo que é o melhor para todos.

DIA 16 - Acordar para a Morte


Hoje faleceu uma pessoa muito chegada a mim. Há algum tempo que não me confrontava com o ponto da morte e nunca escrevi sobre isso. Aqui vai.

Eu perdoo-me por só me ter aceite e permitido pensar na vida e no tempo de vida que tenho quando a morte acontece perto de mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido existir sob a ameaça da morte - em vez de existir incondicionalmente ciente que o estado de existir existe por si só. O estado de existir sob a ameaça da morte chama-se "sobreviver" e é um estado que limita o corpo e limita o potencial de Vida que existe no corpo humano.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ignorar deliberadamente a existência da morte nesta realidade e colori-la com histórias do céu e de estrelinhas, que me distanciam de procurar respostas para as perguntas que eu nunca (me) questionei. Eu realizo que a morte mostra-nos o ponto de partida de ilusão e consequência em que nos temos permitido existir, feitos de altos e baixos, de vida e morte, SEM NUNCA REALMENTE VIVER.

Eu perdoo-me por só me aperceber da essência da respiração quando penso no chamado "último respirar". Apercebo-me que durante a maior parte do tempo não vivemos, mas somos robots orgânicos que nem máquinas completa-mente separados do corpo.

Eu apercebo-me que até agora só conheço a morte, pois todos nós morremos e poucos têm realmente vivido. Eu apercebo-me que me tenho esquecido da vida ao viver com medo da morte. Eu perdoo-me por me ter aceite permitido acreditar que a morte é um castigo externo, sem nunca realizar que cada um está no seu processo individual de vida e que a morte é a confirmação do poder da mente permitido em cada um de nós e que assim ditamos a auto-destruição do nosso próprio corpo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a morte é decidida por um deus separado dos humanos, quando na realidade e em senso comum é óbvio que cada um de nós cria a sua própria realidade e desgasta-se ao longo do tempo ao participar na mente e com isso auto-destruir o corpo físico.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir-me ansiosa e participar na ansiedade quando uma notícia sobre a morte de alguém anunciada, como se fosse uma coisa nova. Eu apercebo-me que esta reacção é de facto uma distração e uma protecção da mente para se entreter com historias sem nunca me permitir ver o que se passa nesta Vida/Morte. A morte não é uma coisa nova e eu sei disso - há milhares de pessoas a morrer por dia e nenhuma delas me emociona, logo isso demonstra que o apego a uma só pessoa não é real, mas simplesmente um hábito familiar da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir-me uma vítima da morte da outra pessoa e querer usar isso para ter a atenção das pessoas à minha volta.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir revoltada com as pessoas que morrem porque é como se tivessem falhado a "missão" de garantir que este mundo se torne no melhor mundo possível, quando na verdade as pessoas existem e morrem em medo, desilusão e esperança. Eu apercebo-me que esta revolta é irrelevante e que eu sou uma continuação das gerações anteriores - somos todos UM, e é a minha responsabilidade de me manter estável para garantir que faço o melhor que posso com o tempo que tenho.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido culpar as gerações anteriores por nos terem passado as ideias dos pecados e fomentarem o medo de deus - que na realidade é o medo da minha própria criação e das minhas consequências. Agora apercebo-me que haverá sempre consequências da minha acção e que depende de mim garantir que as minhas acções suportam a vida em vez de criar destruição/separação/morte.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir pena da pessoa ter morrido, tendo como ponto de partida a subestimação da pessoa como não sendo capaz de perceber o seu processo. Apercebo-me que esta foi a personalidade e relação que eu criei com as pessoas e que não é quem as pessoas = Vida realmente são.  Realizo que estamos todos igualmente a participar no processo de Vida na Terra e em toda a existência e que nós somos todos mais cientes do que aquilo que nos permitimos ser quando estamos pre-ocupados na mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pre-ocupar com a minha mente em vez de me permitir estar ciente de mim própria e desta realidade a cada momento.

Eu comprometo-me a fazer todos os possíveis para estar ciente da minha respiração a cada momento. Ao estar ciente da minha respiração, eu estou ciente da minha existência e sou capaz de me direcionar um e igual com a existência, ou seja, permito-me estar Aqui como a Vida que sou e que tudo é.

Eu comprometo-me a estar ciente desta realidade a cada momento da minha respiração e dedico-me a fazer o melhor que posso com o tempo que tenho.

Eu comprometo-me a estar um e igual com todos os outros seres humanos, independentemente da idade que nos "separa" , e realizar que cada um está no seu processo individual de se realizar como vida e que portanto a única coisa que posso fazer é partilhar o meu processo para quem esteja disposto a começar a parar a ilusão desta "Vida".

Quando e assim que eu me vejo participar na emoção baseada no medo da perda do conforto associado a reuniões de familia, eu páro e respiro. Apercebo-me que de facto todos estes desejos e medo de perda são baseados em interesse próprio e no medo de perder a minha noção de segurança. Realizo que  o ponto da morte é uma realidade que eu evitada ver, distraída em crenças e entretenimento.

Quando e assim que eu me vejo questionar a morte, eu páro e respiro. Apercebo-me que este desejo por conhecimento é uma distração e desejo de informação para não ver que a resposta para a morte é a vida física Aqui e que nós todos temos ignorado. Unidade e Igualdade = todos vida ou todos morte, sendo que não temos escolha do que Ser Vida, porque JÁ AQUI ESTAMOS!

Quando e assim que eu me vejo estar a participar na mente e nos pensamentos da morte, eu páro e respiro. Eu comprometo-me também a tocar no corpo ou num objecto desta realidade para me permitir estar aqui nesta realidade física.

Quando e assim que eu me vejo ignorar e adiar os pontos que eu tenho de investigar em mim, eu páro e respiro. Assim, eu dedico-me a ser específica no meu perdão e nos pontos que eu levanto. Eu dedico o máximo possivel do meu tempo ao processo de perdão proprio, escrita e auto-correção.

Eu sou responsável por parar o hábito de medo/sobrevivência que me foi impingido pelas gerações passadas.

Quando e assim que eu me vejo "existir" em memórias e na ideia que no passado as coisas eram melhores, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este é um jogo de passar a batata quente sem nunca de facto tomar a iniciativa de criar a mudança, em mim e à minha volta.

Quando e assim que eu penso que devia estar triste e emocionada, eu páro e respiro. Apercebo-me que todos os conceitos e rituais em torno da morte é uma distração para não se ver que nós todos somos uma continuação de nós próprios e que não há nada a perder. Realizo também que a maioria das emoções associadas à morte estão relacionadas ao medo da perda da companhia e do dinheiro associado à pessoa, o que não são pontos válidos porque são baseados em desonestidade própria e sobrevivência.

Eu dedico-me a promover a Vida em igualdade e Unidade (todos somos feitos de vida e estamos aqui) e a parar de participar na morte que começa na mente e apodrece o corpo.
Eu dedico-me a parar de alimentar os medos/desejos/esperanças passados pelas gerações anteriores a mim de maneira a  garantir que mudo na prática neste realidade física, na Vida que é real.
Eu comprometo-me a estar preparada para a minha morte, sem medos, emoções, dependências nem a deixar coisas por fazer/dizer que têm de ser feitas/ditas.
Eu comprometo-me a parar as resistência  e a largar os padrões  e conhecimentos da mente para me aventurar no processo de me tornar Vida, até que eu me realize como Vida.