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DIA 255: Desconstruir a IDEIAlogia: a família não tem de ser o exemplo a seguir


Comecei a julgar-me pela minha apatia em relaçao às pessoas à minha volta, porque nāo intervi quando as vi reagir ou a serem desonestas com elas proprias. Vejo agora que pouco ou nada se pode fazer pelos outros para ajuda-los a nāo ser eu manter-me estável em mim e agir em mim, sem ser influenciada pelo que os outros dizem ou fazem. Até agora sempre houve uma tendência para me deixar afectar pelo que os outros dizem ou fazem e para querer "salva-los" das suas proprias mentes mas é impossivel salvar uma pessoa de si própria. Realmente, cada um de nós é o seu próprio inimigo.


Desde que estou em Portugal que me apercebo-me da tendência de culpar os outros pelo que quer que seja - ou sao os emigrantes que sao os culpados pela violencia no país, ou é a mulher que nāo levantou a mesa, ou é o filho que nao sabe onde pôs nāo-sei-o-quê; As pessoas gritam em vez de falarem e quem grita mais alto é rei; O apego mental aos bens materiais é possessivo e emocionalmente destrutivo; a falta de planeamento cria stress; A necessidade de se controlar o que os outros dizem ou fazem é desgastante; O vício da justificaçāo impede ver-se que é possível mudar e fazer as coisas de maneira diferente.


DIA 206: Ser dura comigo própria


Hoje enfrentei a minha própria rigidez. Ou melhor, tenho enfrentado este programa da mente mas só hoje é que o vi - e ao ver o quão dura eu sou comigo própria, chorei. E comecei a perdoar-me em voz alta. Chorei ainda mais. Cada palavra que dizia era como se furasse este padrão composto pelos meus auto-julgamentos - havia uma resistência em continuar as frases do meu perdão próprio porque nunca o tinha feito sobre este ponto desta maneira. Até agora tenho obedecido aos julgamentos da mente e nem me atrevia a ir para lá daquilo que a minha mente "deixava". Ou seja, podia ter ficado toda a minha vida presa a esta mente auto destruidora em que eu me tornei. Mesmo vendo este padrão, sei por experiência própria que não significa que esteja curada, porque a tendência será para voltar a dar ouvidos à conversa da minha mente, à insegurança e ao medo de errar. Por isso este processo é um processo: não se muda da noite para o dia, mas muda-se com muitas noites e muitos dias a recriar a minha auto-confiança, passo a passo, palavra a palavra, a tomar responsabilidade pela minha criação. O potencial de Vida em cada um de nós é como um filho que depende de nós nos primeiros anos de existência.
É chocante e assustador realizar que estes diálogos com auto-julgamentos estão sempre a acontecer mas que só agora os vi claramente. O processo de auto-recriação tem mesmo de envolver uma prática constante de escrita, de abertura comigo própria, de auto-realização, de auto-perdão, de aplicação no dia-a-dia. A auto-confiança começa por aceitar que este é o meu processo e que não tenho de copiar as vidas dos outros. Aliás, todas as comparações são mais uma distração da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na luta de julgamentos que corre pela minha mente, que é uma forma de separação dentro de mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido confiar na mente/julgamentos/medos separados de mim própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que eu sou estes julgamentos/pensamentos da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter resistência e vergonha de me perdoar em voz alta, que eu vejo ser uma resistência para me auto-ajudar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser dura comigo própria e pensar que não me mereço ajudar mesmo tendo as ferramentas para o fazer.

Quando e assim que eu me vejo a ter julgamentos na minha mente sobre aquilo que eu digo ou faço, eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a julgar o perdão próprio como imagino que os outros julgam o perdão próprio, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que sou eu quem estou a sabotar o meu processo e a sabotar esta oportunidade de me ajudar. Apercebo-me que ao pensar que os julgamentos são dos outros eu estou de facto a evitar tomar responsabilidade pelos meus próprios pensamentos e finalmente mudar/parar os julgamentos.
Quando e assim que eu me vejo a dialogar na minha mente como se houvesse algo/alguém separado de mim a decidir por mim, eu páro e respiro. Eu sou um e igual com todas as partes do meu corpo e a respiração assiste-me a estabilizar-me.
Quando e assim que eu me julgo (negativa ou positivamente) eu páro e respiro. Eu comprometo-me a parar de existir na polaridade e separação da mente que são manifestadas nos julgamentos. Eu realizo que estou a puxar-me para trás com medo e por isso é da minha responsabilidade dedicar-me a ultrapassar os julgamentos/perceber os medos e decidir por mim quem eu sou e quem eu me torno. Eu realizo que cada julgamento é prova que ainda sou dura comigo própria e que esta atitude é um acto violento contra mim e é uma limitação contra a minha expansão e expressão de/como Vida. Eu comprometo-me a confiar em mim como Vida no meu processo de renascer como Vida.



DIA 189: "Quem foi ao ar perdeu o lugar"?... Educados a ser rivais e a competir


Isto de estar ciente das minha personalidades tem que se lhe diga! Tem sido cada vez mais fácil ver as personalidades surgirem no meu dia-a-dia, como se visualizasse o padrão e percebesse como ele funciona desde o momento em que me torno a personalidade e as consequências na minha realidade. Estar ciente destas personalidades é o primeiro passo para ver a origem, perceber as consequências que ando a criar para mim própria e finalmente mudar para o melhor de mim.

Hoje enfrentei a personalidade da rivalidade numa situação que talvez vos seja familiar: a famosa lenga-lenga do "quem foi ao ar perdeu o lugar". Fomos tão "bem educados" que continuamos a viver essa ideia na vida adulta. No meu exemplo, eu estava num lugar no ginásio durante a primeira parte da aula de dança e, quando saí para beber água no intervalo, uma pessoa tinha ocupado aquele lugar.  No espaço de segundos, perante aquela MUDANÇA eu senti a reação, depois a vergonha e a raiva: a reação de ver o meu lugar ocupado; vergonha ao pensar que as outras pessoas que assistiram à cena estavam a pensar que eu fui "ultrapassada" e portanto sou inferior; e raiva em relação à pessoa que eu pensei ter tido a lata de usar o intervalo para avançar para a linha da frente.
Ao escrever esta situação, vejo que este cenário se repete todos os dias na fila para entrar para o metro: há quase sempre uma fila e, quando o metro abre as portas, há pessoas que tentam avançar e ultrapassar a pessoa da frente. Perante este comportamento social eu manifesto uma sensação de inferioridade em relação à pessoa que avançou sem respeito. Pergunto-me: - Porquê julgar como superiores aqueles que não respeitam os outros? Por outro lado, porque é que eu me deixo afectar quando assisto (ou sou vítima) deste tipo de comportamento? Porque é que não me permito estar estável em mim, naquilo que eu faço, sem ir para o backchat da mente de julgar a outra pessoa como superior ou como imbecil?
Em relação à experiência desta manhã, eu apercebi-me o quão perturbante foi ficar permeável aos pensamentos da mente porque a partir deste episódio estive menos focada, distraída e mais descoordenada. Levei alguns momentos a estabilizar-me com a respiração e a fazer paz com a muDANÇA, ver que havia MAIS lugares e realizar que "ter perdido o lugar" era irrelevante para o meu propósito de DANÇAR, me divertir e de seguir os passos. Escrevo aqui o perdão próprio e as afirmações de auto-correção para prevenir esta reação dentro de mim e esta auto-sabotagem no futuro.

Perdão-Próprio:
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sabotar a minha decisão de dançar com o episódio inesperado de ter "perdido AQUELE lugar na sala".
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que AQUELE lugar é um lugar num espaço que é a sala e que serve apenas o propósito de ter pessoas, sem necessidade de criar uma relação com AQUELE lugar.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar incondicionalmente estável em vez de absorver as ações dos outros e tomá-las como pessoais. Nisto, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar a minha dança com a dança da pessoa que ocupou o meu lugar, o que mostra a competição da mente para manter esta luta dentro da mente contra a outra pessoa.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido levar a atitude da outra pessoa como uma ofensa e como uma "guerra aberta" ao ter ocupado o meu lugar. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar em guerras de competição dentro da minha mente e assim estar a criar separação física que na realidade não existe - eu vejo agora que estávamos ambas na mesma sala e que os lugares são criados onde quer que haja um espaço livre.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me pelo lugar onde eu estou em vez de viver a decisão de ser estável e ciente de mim em qualquer lugar e a qualquer momento.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na imaginação da mente de falar com a rapariga para sair do meu lugar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido reagir com um "grrrrr" e submissão à vontade da outra pessoa, em vez de decidir dar-me direção-própria, observar um lugar livre e em senso comum criar a minha estabilidade, sem ficar "agarrada" à atitude da outra pessoa. 
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar imediatamente que a outra pessoa foi ruim e que fez de propósito para aproveitar o intervalo para ser gananciosa. Ao trazer o ponto para mim própria, eu vejo que EU estava  a ser gananciosa sobre aquele lugar e a considerar a hipótese de "ter o lugar de volta" no próximo intervalo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido dançar no lugar novo contrariada e pensar que o outro lugar era melhor porque via o espelho. Nisto eu apercebo-me que as conversas da mente criam mais distração e "estragos" do que o facto de não ver o espelho!
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido calar a mente e o conflito da mente para me permitir viver a decisão de SIMPLESMENTE estar ali, sem relações com o lugar ou com as pessoas, mas SIMPLESMENTE presente, em mim, física, a dançar!
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que se a outra pessoa tivesse comunicado comigo com um "desculpa" ou ao perguntar se eu queria aquele lugar de volta, então eu não ficaria chateada. Eu apercebo-me que o ponto de não ficar chateada é independente da atitude da outra pessoa. Nisto eu apercebo-me que QUEM EU SOU não é dependente de quem OS OUTROS SÃO.

Afirmações para auto-correção:
Eu comprometo-me a parar a sabotagem da mente quando vejo que estou a ser perturbada por um evento que não estava "agendado". Em vez de reagir, eu ajudo-me a procurar uma solução perante a nova situação e a garantir que me ajudo a estabilizar, em vez de agravar a situação dentro de mim!
Quando e assim que eu me vejo a lutar na mente contra uma pessoa que tenha ocupado o meu lugar, eu páro a mente e respiro. Eu apercebo-me que a luta da mente é uma luta comigo própria e que não é isto que eu quero para mim.
Quando e assim que eu me vejo a julgar-me como fraca porque eu não reajo com a outra pessoa, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a ver as coisas e agir em senso comum - se vir que é relevante falar com a outra pessoa eu falo, se não eu permito-me viver a decisão de não falar e de parar qualquer conversa na mente.
Quando e assim que eu me vejo a julgar a outra pessoa como "má", "ruim", "estúpida", "gananciosa", superior" (curiosamente associamos a ganância à ideia de superioridade), eu páro e respiro. Eu apercebo-me que na minha Vida sou eu quem decido quem eu quero ser a cada momento. Nisto, eu comprometo-me a não ser influenciada pela maneira como as pessoas à minha volta são - porque eu só somente responsável por quem eu sou e, portanto, não me permitirei fazer aos outros aquilo que não quero que seja feito a mim.
Eu comprometo-me a ser SEMPRE o exemplo para mim própria e portanto não me permitir estar instável ou reagir mesmo quando esteja perante uma situação de competição. Aliás, eu apercebo-me que só existe uma situação de competição se eu permitir viver em competição. Realizo que a competição começa em mim e que existe primeiro em mim e que, ao permitir existir competição em mim, vou acabar por projectá-la na minha realidade/nos outros.
Comprometo-me a estar ciente dos pensamentos de competição na minha mente e a parar esta PERSONALIDADE competitiva e de rivalidade que eu crio e participo na minha mente sem qualquer benefício para mim nem para a realidade à minha volta.
Comprometo-me a parar de ver as outras pessoas como minha rivais como se esta vida fosse um jogo de soma nula - eu apercebo-me que há lugar para todos se todos criarmos lugar para todos. Eu apercebo-me que ao criar a minha estabilidade e ao adaptar-me a dançar no meu novo lugar, eu fui o exemplo para mim própria. Comprometo-me então a ver sempre o senso comum da situação e em viver uma solução prática para mim e que seja também o melhor para nós todos em cada momento.
Quando e assim que eu me vejo a ser inflexível comigo própria (que é uma forma de amuo!) ao estar a julgar o novo lugar como prior que o anterior, eu páro este julgamento da mente e respiro... E continuo a dançar no/com o meu corpo físico.
Quando e assim que eu me vejo a culpar a outra pessoa pela minha instabilidade, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que culpar a outra pessoa é a "easy way" e que desejar que a outra pessoa resolva o assunto é uma ilusão da mente. Vejo que a única maneira de garantir que resolvo a minha instabilidade é ao tomar responsabilidade por mim e criar soluções para mim nesta realidade física 

Quando e assim que eu me vejo a desejar que a outra pessoa seja simpática comigo para eu ser simpática com ela, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta ideia de ser simpática é a ideia de agradar a outra pessoa, em vez de perceber que eu sou simpática com a outra pessoa no sentido de respeitar a outra pessoa e de comunicar sem reações.
Eu apercebo-me que a instabilidade da mente é uma mentira porque QUEM EU SOU ESTÁVEL COMO VIDA é incondicional e portanto a minha estabilidade como Vida não está dependente do "desculpa" da outra pessoa, ou de um sorriso. Eu comprometo-me a não me permitir estar à mercê nem da minha mente nem da mente/atitude dos outros.

Foto: Image courtesy of photostock / FreeDigitalPhotos.net


DIA 185: As projeções que vão e voltam...



Vejamos: crio uma imagem de mim numa certa situação - noutras palavras, crio um julgamento sobre a minha atitude naquele momento e penso que a pessoa com quem eu estou a falar está a ter esse julgamento sobre mim. Ontem apercebi-me então que esta projeção é como um boomerang: o julgamento sai de mim em direção ao outro, instala-se a ideia que é o outro a julgar-me e este julgamento volta para mim, por exemplo em forma de vergonha ou arrependimento (e o pensamento de que devia ter agido de outra maneira).  Vejo que ao investigar este ponto comecei claramente a trazer os pontos para mim própria e a ver aquilo que eu permito passar-se em mim (ideias de mim própria acumuladas ao longo do tempo).

Aquilo que até agora me estava a escapar era esta estrutura de como os julgamentos/projeções funcionam - e tive uma resistência para realmente ver isto. 
Em relação aos próximos passos, primeiro tiro a outra pessoa desta equação - os julgamentos de mim própria não têm nada a ver com o outro e afinal a pessoa com quem eu falava apenas me ajudou a ver isto. Cada um de nós está cercado pela nossa mente de preocupações, agendas, medos, resistência e crenças por isso não vale a pena procurar desculpas para cobrir aquilo que só eu posso entender e resolver por mim: a minha mente, aquilo que eu aceito e permito em mim e naquilo que eu aceito participar na minha realidade.

Por isso, participar no boomerang da mente é uma escolha que até agora tenho visto como uma obrigação do "tenho de seguir este pensamento" ou "este julgamento é real", em vez de olhar para o espelho das projeções, ver-Me e perceber onde é que eu estou a complicar a minha vida e realmente a prejudicar a minha estabilidade.  O passo que se segue é a ser brutalmente honesta comigo própria e enfrentar os julgamentos/pensamentos com especificidade e começar a parar de cair nestes vicíos/energia da mente, que tal como um boomerang, vão e vêm até serem parados para não mais serem lançados. 

Ilustração: Sem dúvida, este boomerang nas nossas mentes não é um salva-vidas.



DIA 172: Quem corre por gosto não cansa... toca a praticar, praticar praticar!


Esta expressão surgiu depois de ter escrito o perdão próprio sobre a Carreira profissional: pressão, limitação ou EXPANSÃO? e apercebi-me que fazer as coisas com gosto é fazê-las com gosto próprio. Ou seja, dedicar-me incondicionalmente, aplicar novas soluções para me aperfeiçoar e tornar-me mais eficaz com o tempo que eu tenho. E, como também já foi referido anteriormente, tudo isto requer prática e isso aplica-se em tudo: na escola, nas actividades profissionais, nos tempos livres, no sexo, na comunicação com os outros, no desporto, na música, etc.
É interessante que há esta crença (ou pelo menos eu costumava pensar nisto) do talento de Deus em que não se precisava de fazer nada e, como por magia, seríamos sábios, ou excelentes pianistas, ou uns génios da matemática. Isto é um exemplo de como a mente funciona - salta de um pensamento para o outro sem realmente considerar todos os passos essenciais para que se vá de um objectivo à sua realização. Apesar da mente funcionar com hábitos, aparentemente não gostamos da repetição - chamamos-lhe "monotonia" ou "seca". No entanto, será monótono ganharmos sempre a lotaria? Será monótono termos comida na mesa todos os dias? Será monótono estarmos estáveis dentro de nós?

A resistência da mente manifesta-se na resistência a mudar-se de hábitos e, para se mudar de hábitos, é preciso praticar-se soluções até nos tornarmos essas soluções e seja algo natural na nossa expressão, na nossa comunicação, na nossa relação com os outros e na nossa relação com nós próprios. E tudo isto se pratica: A escrita pratica-se, a comunicação pratica-se, a descoberta de nós mesmos pratica-se, o perdão próprio pratica-se, a honestidade própria pratica-se, a segurança pratica-se, a auto confiança pratica-se...

Talvez seja por isso que eu sempre adorei estar com crianças e aprendo com elas, porque normalmente as crianças não desistem daquilo que estão a fazer - as crianças crescem a praticar as coisas novas e nós assistimos ao seu desenvolvimento e progresso. Elas praticam a linguagem, praticam a expressão corporal, praticam a escrita, praticam a curiosidade, praticam a memória, praticam as brincadeiras, etc... A partir do momento em que nos definimos como personalidades e julgamentos próprios começamos a perder a vontade e agilidade de mudar - porquê? Porque paramos de praticar as coisas novas, focamo-nos na mente de ideias, julgamentos e definições e deixa de haver tempo e espaço para expandirmos quem somos fora destas ideias, julgamentos e definições. Para além disso, passamos a acreditar que as pessoas à nossa volta esperam que nós nos comportemos de determinada maneira e acreditamos que essa relação com o outro é real.
E não será isto também uma monotonia? Não serão os adultos uma "seca"; não será por isso que a política actualmente é vista como uma "seca"? Onde é que existe liberdade de escolha quando afinal nem a nós mesmos nos conseguimos libertar de ideias acumuladas ao longos dos anos que afinal já não se aplicam a esta realidade?
Quando é que nós aceitámos e permitimos que a ideia de que as "coisas são sempre assim" nos limitasse enquanto sociedade? Quando é que nós nos permitimos e aceitámos ser sacrificados? - A religião? Garanto-vos que Jesus não era nenhum sacrificado!

O medo inicial de romper estas ideias é forte - vejamos, há o medo da perda de relações, o medo de largar a âncora dos sacrifícios, o medo de se voltar à "estaca zero" que representa o medo de se perder as personalidades, o orgulho, a riqueza, a imagem que se criou de si próprio. E se eu vos disser que todas estas ideias, personalidades, relações, sacrifícios, riqueza e imagem não são reais? E se afinal isto não seja realmente Viver quem nós somos? Faremos ideia daquilo que andamos a perder?


Dia 168: Não dar ouvidos à mente


Como é que posso confiar na mente se esta cria o caos? Como é que eu posso aceitar a ira da mente se isto não cria um mundo melhor para mim e para todos? Para quê perder a vida a seguir a mente humana se a história da humanidade prova que não tem resultado?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido continuar e alimentar a conversa que se passa na minha mente e que normalmente surge quando alguma coisa corre diferente daquilo que foi planeado.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que estes diálogos mentais são Eu e que são aceitáveis.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que eu sou responsável pelas conversas que eu tenho na minha mente.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido PARAR estas ideias pre-definidas e pre-programadas na minha mente.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar um e igual com a situação que se está a passar à minha volta e agir em senso comum em vez de procurar justificações e desabafos da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que é normal desabafar as coisas que se passam na minha mente, em vez de primeiro perceber quais são os padrões da mente que eu estou a enfrentar e puxar por mim para perceber como é que eu posso mudar a minha atitude comigo própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desabafar a merd* de conversas da mente na esperança que a outra pessoa me ajude a ver as coisas de outra maneira.

Apercebo-me que é uma questão de prática e que eu tenho de praticar PARAR a mente, PARAR as imagens e escrever sobre os pontos, desabafar no papel para ver a origem dos padrões e permitir-me ver as coisas em senso comum,
Quando e assim que eu me vejo a criar conversas na minha mente sobre o meu trabalho ou sobre o meu cansaço ao fim do dia, eu páro, eu respiro. Nesse momento, em vez de agravar a situação, eu páro o ciclone mental e tomo a decisão de procurar uma solução para me expandir no trabalho ou para descansar.

Quando e assim que eu me vejo a criar conversas da mente sobre os problemas que eu vejo à minha volta, eu páro os pensamentos e respiro - eu comprometo-me a estabilizar por dentro e, a partir daqui, ajudar-me a ver como é que posso criar soluções para mim e talvez criar soluções para o ambiente à minha volta, quer seja em casa ou no trabalho.

Eu apercebo-me que sou capaz e que tenho a responsabilidade de criar soluções para mim própria e ser o exemplo para mim própria. Quanto mais estou ciente das conversas da mente e das personalidade da mente, mais rapidamente realizo que a mente não é aquilo que é o melhor para mim e que não beneficia o mundo à minha volta. Saber lidar comigo própria e criar soluções para mim própria tem sido um processo fascinante, ao mesmo tempo que desafiante e cativante!

Quando e assim que eu me vejo a julgar o processo de perdão próprio e de auto-correção como sendo lamechas, ou punidor ou inútil, eu páro esta sabotagem da mente e respiro. Dou-me então a oportunidade nesta Vida de mudar o meu destino que até agora tem sido ditado pela mente consciente e dedico-me a aplicar as realizações e as soluções práticas baseadas em honestidade própria e na estabilidade física (através da respiração).

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