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DIA 217: A Ansia da Idade

Será que é possível que quanto mais velha sou mais paranoias tenho? Eis o efeito da acumulação da mente, a cada passo, em cada pensamento, em cada imagem da mente... Até tomar responsabilidade por quem eu sou, por aquilo que eu penso, pelo que eu digo.
Uma das ânsias da idade é a de se perder o que se tem: quer seja a perda do parceiro, a perda de dinheiro, a perda do emprego, a perda de cabelo, a perda de dentes, a perda de memória, a perda de atenção dos outros O medo da perda é tão cego que nem conseguia ver o que ando a perder Aqui Em Mim se eu não estiver ocupada em pensamentos. Vou então aplicar a técnica de trazer este problema para mim própria, ou seja, investigar onde é que eu participo exactamente neste padrão que é a ânsia de perder aquilo que eu tenho. A ansia de perder o João como parceiro, a ânsia de perder a saúde, a ânsia de perder a motivação, a ânsia de perder esta oportunidade de me mudar. Curiosamente, facilmente se substitui a palavra ansia pela palavra medo. Mas porque é que eu tenho medo de perder o João como meu parceiro se estamos juntos? Mas porque é que eu estou a participar no medo de perder a saúde se é exactamente esta ansiedade que me desequilibra o organismo? Porque é que tenho medo de perder a motivação que na realidade é uma energia baseada na polaridade positiva e que portanto nem sequer é real? Porque é que ainda me permito participar no medo de falhar no meu processo de Vida, quando é exactamente nesta vida aqui e agora que eu tenho a oportunidade de aplicar a mudança em mim?
Este texto veio no seguimento de uma realização brutal que é: quando eu culpo alguém sobre alguma coisa que eu pense ou sinta, esta culpa não mais nem menos do que um mecanismo para eu não ver a relação que eu estabeleci comigo própria e portanto não criar a oportunidade de me recriar/corrigir.

A continuar a escrever...

Ilustração: Love is the Light that Hypnotize, Blind to the Fear that Paralyze

www.desteni.org
www.equalmoney.org - the real Light of the World - that Lightens everyone's Load through removing Fear


DIA 203: De onde vem esta necessidade de me defender? (Ver com os olhos da mente...)


Hoje apercebi-me da sensação  de pânico em  mim quando o meu director me perguntou se tinha feito uma tarefa - Comecei a responder ao email imediatamente, como se a cada minuto crescesse a sensação de injustiça dentro de mim.
Ao mesmo tempo, apercebi-me que estava a participar na frustração por estar a haver uma falta de comunicação entre as pessoas da equipa e por isso acreditei ser a salvadora!
Mas agora pergunto-me: - De onde é que esta necessidade de me defender vem? Se eu fiz aquilo que era suposto fazer, para quê reagir a uma simples pergunta?
Um dos pontos por trás do pânico tem a ver com a ideia/medo que alguém desconfie do meu trabalho e por isso reajo para me afirmar . No entanto, vejo agora que esta reação é inútil porque o próprio medo daquilo que o outro possa pensar do meu trabalho é inútil, especialmente quando em honestidade-própria eu estou ciente que fiz aquilo que havia a fazer.
Esta atitude serve então de redflag para analisar esta necessidade de me afirmar/defender e a ideia que estou a ser acusada ou alvo de uma injustiça, e que mais uma vez este é um indicador que estou a ver a minha realidade pelos olhos da mente. Neste processo dou-me a oportunidade de conhecer aquilo que se passa na minha mente e assim ajudar-me a emendar estes pontos e a criar a minha própria estabilidade incondicional. Amanhã continuarei a analisar as emoções/pensamentos que surgiram daquele episódio e incluir o meu perdão-próprio e plano de correção.

DIA 184: Imagina-a-ação e a vida passa ao lado...

Neste blog continuo a analisar as dimensões por trás do caráter/personalidade dos julgamentos próprios aquando da minha última saída à noite.

Quanto à dimensão da imaginação, consigo ver que na altura em que eu estava naquele espaço físico, a minha mente vagueava "fora de mim"... imaginava quem eram aquelas pessoas e onde é que elas iam. Ao mesmo tempo, imaginava-me a libertar-me dos julgamentos e a simplesmente dançar, a falar com as pessoas sem vergonha e sem medo de ser observada. Em relação ao medo de ser observada, vejo que a outra polaridade também se manifestou, em que imaginava a observar-me de fora, como se me visse ao espelho. e apontasse o dedo...  Assim se vê que a imaginação é mais uma dimensão da mente e, em honestidade própria, consigo então descobrir pontos em honestidade própria:

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na imaginação da mente que funciona como uma telenovela de entretenimento mas em que as personagens que eu vejo nos outros são personalidades que eu projecto e que, portanto, existem em mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que os outros (personalidades) estão separados de mim quando, ao participar na imaginação da mente, é de mim que eu me estou a separar. Apercebo-me que este tipo de entretenimento funciona como um mecanismo de defesa para não  enfrentar estes pontos da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido limitar a minha expressão naquela altura ao participar nos episódios da mente e ao imaginar como é que as coisas/eu estaria diferente se tivesse ido a casa por exemplo, ou se tivesse com outra disposição, ou menos cansada, ou mais produzida. Nisto, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido condicionar a minha vivência aqui/agora com base na ideia de que faltam coisas para eu estar simplesmente presente! É óbvio que a única coisa que verdadeiramente determina eu estar ou não presente é a minha presença física!

Quando e assim que eu me vejo a cair nas teias da imaginação da mente em que me começo a entreter com a ideia de como as coisas seriam se tivessem corrido de maneira diferente, eu páro e respiro. Foco-me então em parar a imaginação e em ver, no momento presente, o que é que eu estou a impor a mim propria como uma condição para eu ESTAR AQUI, em vez de simplesmente estar e SER aqui; 
Comprometo-me também a ver qual é a atitude que eu acredito e imagino que eu devia estar a ter para supostamente aproveitar melhor aquele momento (por exemplo: a imagem de mim a dançar incondicionalmente e sem vergonha) - apercebo-me que funciona como uma imposição que, se não for cumprida, significa que não me estou a divertir/ que não estou "aqui a fazer nada".

Dedico-me então a ver e a parar o julgamento e a ideia de que estaria melhor a fazer outra coisa do que aquilo que eu estou a fazer naquele momento (mais não seja estar simplesmente sentada em silêncio, ou a observar, ou a conversar); dedico-me também a ver e a parar as ideias de "vida perfeita" que eu projecto nos outros , cuja comparação é desonesta comigo própria e eu me distrai de estar aqui presente a criar o melhor de/para mim onde quer que eu esteja.

Quando e assim que eu me vejo a distanciar-me de mim própria e, ao mesmo tempo, a participar no medo de ser observada, eu páro e respiro. Aproveito então para ver que julgamentos estou a mostrar a mim própria e dedico-me a viver a decisão de parar os julgamentos,a respirar, perdoar e mudar a minha atitude comigo própria.
Quando e assim que eu me vejo a imaginar a vida das outras pessoas, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estas imagens na minha mente são de facto um espelho (normalmente coisas que eu não estou a dar/fazer para mim própria) e por isso é uma oportunidade para ficar ciente destas ideias e ver pontos que eu posso corrigir/aplicar em mim. 


Ilustração: Diss-Order Of Multiple Personalities By Carrie Tooley 



DIA 177: Sobre o desejo de beber




Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que beber álcool não tem a ver com ser certo ou errado, mas tem a ver com o facto do efeito do álcool na mente e no corpo humano suprimir a essência da vida e limitar a minha expansão.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que beber é normal só porque a maioria das pessoas que eu conheço bebe - apercebo-me que esta é uma influência do ambiente/cultura em que eu nasci mas que fui eu quem me permitir ser influenciada por isso.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de fazer as coisas diferentes daquilo que é supostamente a norma no ambiente à minha volta, em vez de decidir por mim aquilo que é o melhor para mim e aquilo que não é o melhor para mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que ficar bezana me faz sentir mais do que quem eu sou sem o efeito de álcool.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a extroversão da minha mente sob o efeito de álcool é real.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido anular a minha direção sob o efeito de álcool no meu corpo em demasia, sem ver que quanto mais eu bebo mais eu amplifico a mente e suprimo o meu Ser.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e perceber os interesses que existem por trás da publicidade para se consumir álcool, porque isso desempodera as pessoas, separa-nos da nossa vontade própria e nos mantém entretidas nos altos e baixos da mente.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que o  álcool cria sistemas nos seres humanos e que estes sistemas não representam a Vida que realmente somos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que eu era honesta na minha conversa com os outros quando estava bezana, em vez de ver que não estava a ser honesta comigo própria (com a Vida que eu Sou).

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar tirar as preocupações de cima de mim com a ajuda de álcool e acreditar que magicamente isso fosse resolver as minhas preocupações.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido manipular as minhas memórias de modo a pensar que tudo era tranquilo nos momentos de embriaguez, quando afinal estas memórias escondem momentos de agonia, de confusão, de má disposição matinal e de impotência motora.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar e até desejar que o álcool me trouxesse "a luz" para os meus problemas, sem ver que com isto eu estava a suprimir-me ainda mais e a não me permitir ver e ser a solução real e a longo prazo para os meus problemas.

Eu apercebo-me que a instabilidade que o excesso de álcool ou qualquer traço de álcool me dá não é o melhor para mim. Visto que aquilo que eu quero é empenhar-me em auto-ajudar-me a resolver os meus problemas da minha mente, o efeito supressivo e superficial do álcool não me ajuda de todo no meu processo, antes pelo contrário, o álcool alimenta os padrões da mente.
Quando e assim que eu me vejo a lembrar os momentos de diversão e festa em que eu estava sob o efeito de álcool, eu páro as imagens e respiro. Estou ciente que qualquer ideia, imagem ou associação que surgem da mente são feitas de energia que manipula a minha presença no momento presente. Por isso, comprometo-me a respirar, a permitir-me estar estável no presente e a desvendar os padrões que existem em mim e que a mente me está a mostrar.
Comprometo-me então a escrever sobre os padrões de comportamento e pensamento que visualizo na mente e dedico-me a fazer as pazes comigo própria através do perdão próprio e a restabelecer a minha relação comigo própria.

Eu comprometo-me a restabelecer a minha confiança na decisão de não adoptar influências nem personalidades que não são o melhor para mim. Quando e assim que eu me vejo a pensar que eu ou os outros somos superiores sob o efeito de álcool, eu páro a mente e respiro. Apercebo-me que qualquer julgamento da mente não é real e que é uma distração para não ver a igualdade e unidade entre todos nós.

Ao mesmo tempo, comprometo-me a viver a decisão definitiva de não usar o álcool com o intuito de ficar bêbeda. Em vez disso, quando e assim que eu me vejo a pensar na possibilidade de beber, eu páro, respiro e ajudo-me a ver o que está por trás deste desejo e ajudo-me a ver como é que eu posso mudar o meu dia-a-dia para não criar desejos separados de mim.

Por exemplo no emprego, eu comprometo-me a ter calma comigo própria e a não criar pressão no meu dia-a-dia. Para isso, ajudo-me a planear as várias tarefas realisticamente e a ser honesta com o tempo que as coisas levam a fazer. Em vez de querer parecer aos olhos dos outros mais organizada do que aquilo que eu estou a ser, eu dedico-me a ver a pressão que EU estou a criar para mim própria. Nisto, quando vejo que a mente está a ir demasiado depressa, eu ajudo-me manter o plano e a ser consistente na minha organização e a comunicar aos outros quando não irei conseguir cumprir o plano.

Eu comprometo-me a investigar as supressões sexuais que se manifestaram da última vez que bebi, em vez de levar a peito quaisquer desses desejos e imagens da mente. Por exemplo na minha relação com os homens, eu dedico-me a investigar os desejos de uma imagem de perfeição física ou os desejos de afecto. 
Apercebo-me que passei a ver o afecto/conforto como algo que me é dado por alguém (um homem) em vez de me dar afecto e criar o meu conforto e confiança em mim incondicionalmente, sozinha ou acompanhada. Por isso, eu comprometo-me a ver as situações eu não me estou a dar afecto e, nos momentos em que surge o desejo de ter alguém a dar-me esse afecto, eu páro esta separação e respiro. Dedico-me então a cooperar comigo própria, a ter paciência comigo  e a dedicar tempo para as minhas coisas que requerem a minha atenção/afecto e dedico-me a cuidar do meu corpo.

Apercebo-me que se trata de aplicar o princípio de auto-compaixão: Dar-me a mim própria o relaxamento que desejo que os outros (ou o álcool) me dêem. 



Dia 167: Escrever sem emoções ou sem "inspiração" da mente


Para quem me conhece há algum tempo, provavelmente já tinha notado no meu deslumbramentos com as coisas- uma mistura de ingenuidade e de desejo de fazer as coisas parecerem mais do que aquilo que elas são. Alimentei tanto a mente ao longo dos anos que ainda dou por mim a acreditar em tudo o que se passa na minha mente como sendo real/honesto. A única inspiração que funciona é a inalação de ar. Tudo o resto que é baseado nos altos e baixos da energia das emoções é falso - se fosse real mantinha-se estável. A respiração é estável, embora a maior parte do tempo nem estejamos cientes disso.

Hoje estava no metro e decidi escrever - não fazia ideia sobre o quê. No momento em que estava a começar a escrever apercebi-me da sabotagem da mente "o que é que as pessoas vão pensar de mim", "e se elas lêem o que eu escrevo?", "tenho vergonha". Em vez de ouvir a mente ou esperar por uma inspiração não sei de onde, dei eu própria uma inspiração de ar e comecei. Comecei por escrever o perdão próprio sobre um ponto que tinha reparado na noite anterior e, a partir dali, a escrita fluiu. Escrevi também sobre a resistência que eu estava a ter a estar simplesmente ESTÁVEL no metro a escrever, ou a fazer qualquer outra coisa. Realizei que este desconforto mental é baseado na aparente separação para com os outros. Porque é que eu tenho medo de olhar nos olhos das pessoas à minha volta?
O que é que eu estou a evitar ver em mim? Estou a evitar tomar responsabilidade pela minha presença e pelas minhas ações. Segundo a mente, é mais fácil fingir que se está distraído e fingir que se está "noutra" do que estar-se ciente daquilo que fazemos e por isso garantir-se que se considera o mundo à nossa volta. Apercebo-me que esta separação em relação às outras pessoas tem a ver com o medo de conflito - medo que as pessoas reajam, ou projectem a sua raiva com violência de palavras ou física-mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a separação com as pessoas à minha volta é real somente porque não as conheço.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido assumir e acreditar que aquilo que eu não conheço é diferente de mim (ou melhor ou pior).
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na imaginação da mente de ver violência acontecer à minha volta.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que se eu evitar olhar para os olhos das pessoas eu estou a evitar entrar em conflito, quando afinal de contas fui eu quem criou a ideia de conflito em primeiro lugar na minha mente. Nisto, eu apercebo-me que todas as ideias de conflito começam em mim e que sou responsável por parar estas imagens de violência/gritos/conflito da minha mente e parar de projectá-las na realidade à minha volta.

Eu comprometo-me a olhar para as pessoas nos olhos e a estar clara e firme na minha atitude de parar a separação da mente.
Eu comprometo-me a estar estável em mim e nas minhas ações onde quer que eu esteja, que esteja na rua ou em casa ou no trabalho - é igual, sou sempre eu. Apercebo-me que a zona de conforto é um refúgio da mente baseado na separação/ideia de limitação.

Quando e assim que eu me vejo a procurar motivação ou alguma coisa que me dê conforto, eu páro e respiro. Eu crio a minha estabilidade em mim através da minha respiração e bem-estar pessoal, de dentro para fora.
Eu comprometo-me a parar o interesse próprio da mente, para realmente me permitir viver em honestidade própria e a ser/fazer aquilo que é o melhor para mim (tal como escrever) e em senso comum.

Quando e assim que eu me vejo com resistência a escrever por ter medo que alguém leia aquilo que eu escrevo, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta ideia/medo/julgamento que eu acredito que alguém possa ter de mim é de facto um espelho a mostrar-me aquilo que eu estou a permitir pensar de mim/definir-me.
Comprometo-me então a usar a mente para ver os julgamentos e ideia que eu tenho aceito em mim e PARAR esses julgamentos e ideias sobre mim própria. Eu vejo como estes pensamentos limitam a minha expressão e como tenho sido somente eu a limitar a minha expansão como Vida aqui.
Quando e assim que eu me vejo a pensar nos outros como estando separados de mim/contra mim, eu páro e respiro. Se eu estou no meio das pessoas, eu estou um e igual com as pessoas e sou um e igual com as pessoas. Qualquer separação ou medo ou julgamento meu e dos outros é uma projeção da MENTE QUE NÃO TEM DE SER SEGUIDA. A mente existe neste mundo para cada um de nós lidar com aquilo que temos criado para nós próprios e que temos de ser capazes de resolver por nós próprios. Não temos de seguir as conversas da mente; não temos de acreditar na violência da mente; não temos de copiar as imagens da mente!

Decido então viver pelos princípios de Unidade e Igualdade inerentes a esta realidade física (tudo o que está aqui e agora) e dedico-me a escrever sobre os padrões de separação da minha mente, a abrir-me comigo incondicionalmente e a recriar-me com base em soluções práticas respeitadoras da integridade física.

Percebo então aquilo que a Sunette quer dizer quando diz: "Sê neste mundo mas não deste mundo".

  Ilustração: CAPTIV(E)ated by Own IMAG(E)ination (Part Two): DAY 280
http://heavensjourneytolife.blogspot.com/2013/01/captiveated-by-own-imageination-part.html#

DIA 78: Deixo para amanhã...


A noite passada lembro-me de dizer exactamente o mesmo. Cheguei ao ponto de imaginar levantar-me mais cedo e escrever de manhã, tomar o pequeno almoço com calma e ainda ver um episódio da série pela manhã. Para quem tem o mesmo padrão, já deve ter percebido o que é que realmente aconteceu: adormeci e acordei depois da hora a que eu me tenha proposto levantar.
Entao de onde é que a minha imaginação veio, se tal imagem nunca aconteceu? Como é que eu confio numa imagem sobre a qual não há qualquer traço de realidade?
Apercebo-me que tem sempre dependido de mim - deixar algo para ser feito depois é fazer promessas no vazio. Pensar que alguém vai faze-lo por mim é uma ilusão. Nenhum destes confortos é real.
Porque é que eu não faço aquilo que é preciso fazer neste momento em que eu sei é possível?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido querer acreditar numa promessa da mente baseada em imagens que nunca aconteceram e que existem por mera ilusão.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido entreter-me até agora com as ilusões da mente, em vez de me direcionar sobre aquilo que eu sou responsável por (como por exemplo o meu blog/processo de escrita diária.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido deixar que o pensamento de procrastinação e justificações da mente se desenrrolem na mente.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido parar a procrastinação no momento em que a hipótese de "fazer no dia seguinte" surge.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na resistência e a preguiça para tomar direção por mim . Eu apercebo-me que se trata de auto-sabotagem e que, ao parar e respirar, eu sou capaz de decidir por mim e ver que escrever diáriamente é um suprte fundamental.
Em responsabilidade própria eu verifico que esta dedicação é estabelecida todos os dias, logo, não há excepção à escrita diária;

Quando e assim que eu me vejo a abrir alternativas àquilo que eu estou a fazer agora, eu páro e respiro. Em honestidade própria eu vejo que estas ideias são baseadas em resistência a escrever e em parar a mente.
Quando e assim que eu me vejo a justificar a minha procrastinação e a projectar aquilo que eu quero fazer  agora num futuro que só existe na mente, eu páro a imaginação e respiro. Eu realizo que é nesta realidade que eu tenho o poder de dar direção a mim própria e estabelecer a minha mudança pessoal na minha participação aqui.
Eu apercebo-me que imaginar as coisas NÃO é sinónimo de fazer as coisas. Eu comprometo-me a recriar a minha confiança própria passo a passo, a cada exemplo que crio/sou para mim mesma; eu dedico-me a parar de imaginar hipóteses que não estão aqui e dedico-me a fazer aquilo que eu posso fazer aqui, tal como escrever este blog esta noite.