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DIA 245: A personalidade dupla começa em casa

Provavelmente sem nos apercebermos, começamos a mentir em casa com as pessoas mais próximas de nós: com os pais (na maioria dos casos). Cedo adquirimos juízos de valor sobre aquilo que se deve ou não fazer para se ser visto como uma boa pessoa e portanto a comunicação vai tentar ao máximo corresponder a esses juízos de valor para se estar no "lado bom" do julgamento do outro. A falta de uma comunicação aberta entre os pais e os filhos, condicionada também pela falta de tempo, vai fazer com que uma série de eventos do crescimento da uma criança sejam vividos pela criança sozinha, sem qualquer apoio, guia ou compreensão de um adulto, em que somente as coisas superficiais são vistas e corrigidas pelos pais. Como também na escola não se dá a devida atenção ao desenvolvimento psicológico da criança (também devido à falta de tempo e ao programa escolar estilo industrial), haverá uma série de palavras, memórias, eventos na vida de uma criança que irão ficar para sempre acumulados num baú da mente que não é partilhado com ninguém. Infelizmente, mesmo na idade adulta, nós não somos ensinamos a lidar com essas memórias ou com essas ideias, embora estas estejam constantemente a surgir nas nossas mentes com um fantasma guardião dos nossos segredos mais fundos.

Aquilo que eu vejo cada vez mais é que o "segredo" pode ser irrelevante - aliás, muitas das vezes só é segredo para a própria pessoa porque é a única que se habituou a ser guardiã de uma reputação que só existe na sua própria auto-definição, - no entanto, a resistência para nos conhecermos a nós mesmos é preocupante e é ainda mais preocupante que não haja uma cultura de honestidade-própria em cada um de nós.

Esta dupla personalidade que se começa a manifestar é então baseada em medo: o medo de não corresponder a uma imagem que os pais parecem desejar ver nos filhos, como se houvesse um holograma projetado no pequeno ser-humano! Enquanto que esse holograma esconde realmente quem o novo-ser é, a criança vai usá-lo como um escudo de proteção para continuar a viver nessa aparência de relação perfeita na presença dos pais, embora por dentro haja uma série de perguntas sem resposta nem entendimento. A partir de certa idade, é dito aos filhos que eles já têm idade para serem responsáveis... Como é que a idade determina um elemento que devia ter sido construído passo a passo? A responsabilidade própria é baseada na capacidade de se conhecer a si próprio, de compreender os seus próprios problemas e ser capaz de encontrar uma solução (mesmo que isso implique pedir a ajuda do outro). Para isso, a base da honestidade própria é essencial, de modo a não rotular as experiências como "boas" ou "más", mas perceber como é que a estabilidade tem de ser criada dentro de si mesmo, sem julgamentos de valor sobre a sua própria vida e aberto à possibilidade de mudar o comportamento em humildade. Esta é a honestidade própria que os pais devem viver como exemplo para que a geração seguinte não passe pela mesma confusão interior que provavelmente os pais passaram no tempo deles.


Como é que seria uma cultura de honestidade-própria entre pais e filhos? Primeiramente, a partir da responsabilidade dos pais em se auto-conhecerem, perceberem de onde é que as suas reações, paranóias e medos vêm antes de projectarem essa "bagagem" no novo ser. Isto é possível através de uma escrita diária para se compreender a mente e re-educar-se a si próprio. O perdão-próprio é extremamente eficaz para abrir várias camadas da nossa mente em honestidade própria e,  finalmente, segue-se o compromisso em mudar-se aquilo que não se vê ser benéfico para si nem para os outros. Ao limparem o seu próprio baú mental, não irá haver julgamento sobre o comportamento dos filhos, porque o julgamento é substituído pela compreensão e, finalmente, pela ajuda a superar qualquer ponto que a criança esteja a manifestar. Para que a comunicação seja eficaz entre pais e filhos, terá de haver uma disciplina em realmente viver-se como exemplo: quantas vezes os pais evitam explicar os problemas aos filhos com base na desculpa de que eles não irão compreender? Provavelmente eles não precisam de saber os detalhes mas no entanto as crianças não são tótós e, mais cedo ou mais tarde, irão questionar-se, por isso é mil vezes melhor que uma relação de comunicação incondicional seja estabelecida com os filhos de modo a que os padrões sejam clarificados e a criança esteja esclarecida em tudo aquilo que vê e ouve.




DIA 239: Enfrentar o lado lunar - medo do lado "escuro" da mente e do mundo


Apercebo-me que desenvolvi em mim o medo do escuro e consigo ver como é que esta paranóia se manifesta quando dou azo à imaginação de luzes apagadas. Provavelmente não sou a única a ter desenvolvido este medo visto que este  é ensinado eficazmente através dos filmes, das imagens associadas ao escuro, da música escolhida para acompanhar a cena, da associação da cor preta à morte/luto, dos fantasmas que "surgem" à noite, dos vampiros e toda uma série de pensamentos que criamos na mente quando os olhos estão limitados pela escuridão. Vendo bem, é a mente que está limitada.

A guerra das mentes projetadas no mundo.
Conversei com uma amiga minha que viveu muitos anos nos Estados Unidos e foi interessante ouvir que uma grande parte da cultura americana é baseada no positivismo e na procura de finais felizes e há uma aversão a falar-se das coisas "menos positivas", do "lado escuro da sociedade" que é de facto a actual realidade. Aliás, notícias como aquelas que falam sobre a queda da economia ou a ilusão do crescimento económico são  rotuladas como "deprimentes". Nisto, apercebi-me de duas coisas:
Primeiro, aquilo que se julga por fora é aquilo que se julga por dentro, o que significa que aquilo que nós consideramos como deprimentes é algo que existe em nós mas que não queremos enfrentar;
Segundo, ao trazer este ponto para mim própria, vejo que também eu desenvolvi um mecanismo de proteção que evita enfrentar o escuro da mente. Porquê? Apenas porque me habituei a ser escrava na minha própria mente, acreditei que sou a mente, acreditei em tudo aquilo que eu vi na televisão e nos filmes e, essencialmente, aceitei a mente como sendo o meu destino.
Só agora me começo a aperceber que posso mudar a minha vida ao re-educar-me para ser a solução para mim própria em honestidade própria, em tudo aquilo que eu faço e que eu sou. Começo então por investigar porque é que há certos tópicos que eu tenho ainda aversão em pensar, conversar e escrever sobre isso, e este é um indicador da relevância desse ponto no meu processo e de como me será benéfico abrir esse ponto em mim. Isto mostra também que eu estou a resistir ver-me completa-mente, ver as honestidades e as desonestidades, e por isso ando na corda bamba, a tentar controlar as desonestidades em vez de me curar e tornar-me honesta comigo própria em tudo e sempre.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência para falar de determinados tópicos vistos como "deprimentes" ou vistos como "negativos" é real. Em vez de viver essa resistência, eu posso investigar a razão pela qual eu julgo algo como negativo ou deprimente e como é que o julgamento me impede de ver o senso comum para além da mente. Eu apercebo-me que é também da minha responsabilidade não participar no positivismo da mente, não participar nas conversas de chacha e não alimentar o facilitismo da mente, e que é da minha responsabilidade entender como é que estamos a criar a nossa própria realidade contra nós próprios porque queremos viver numa lalaland que só existe na mente como fuga aos problemas que afectam tudo e todos nesta realidade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na resistência da escrever sobre as conversas da mente que afectam a minha estabilidade própria e que afectam a minha relação com as outras pessoas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desprezar os medos e as imagens que a minha mente me mostra com se quisesse fugir de mim, em vez de aproveitar para investigar os padrões por trás dos pensamentos, medos e imagens de modo a limpar-me dos padrões e criar a minha confiança ao parar de criar uma realidade contra mim própria baseada dos medos e imagens da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido alimentar a mente num automatismo e rotina e distrair-me da minha responsabilidade de questionar a mente, compreender a minha mente e mudar a minha mente para que os meus pensamentos e acções sejam baseados em unidade e igualdade e que tanto os pensamentos e as ações sejam o melhor para mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar diálogos "negativos" ou "positivos" dentro de mim projectados naquilo que eu penso que outras pessoas vão dizer. Apercebo-me que estes diálogos bipolares são um espelho daquilo que eu penso de mim própria e vejo então que eu estou constantemente a reprimir/suprimir/criticar-me/julgar-me e que tal atitudes comigo própria não me ajudam a recriar a minha relação comigo própria de auto-correção, compreensão e amor-próprio. Apercebo-me que eu sou a minha melhor amiga no sentido de só eu me poder ajudar a ser honesta comigo própria e a motivar-me para viver os princípios de vida.

Quando e assim que eu me vejo a pensar num tópico e criar o diálogo na minha mente de "é um tópico demasiado grande para ser tratado", ou "eu não sei como resolver este problema na minha mente", ou "ainda não estou preparada para lidar com este padrão", eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a pensar que irei ter mais oportunidades no futuro para enfrentar este ponto em mim, eu páro e respiro. Eu vejo que ao procrastinar o meu processo, eu estou de facto a criar mais sofrimento em mim própria e estou a adiar a minha honestidade própria que é a minha libertação da mente.

Quando e assim que eu vejo que o meu ponto de partida para adiar falar de um tópico é baseado no backchat de que não estou preparada para lidar com o ponto porque este é enorme, eu páro e respiro. Eu compreendo que o ponto em si tem várias camadas e que eu terei de andar este processo passo a passo, camada a camada, e portanto qualquer ideia de querer resolver um padrão de um dia para o outro é simplesmente um mecanismo de proteção da mente para eu nem sequer começar a ver as camadas e começar o processo de correção em relação a esse ponto.

Quando e assim que eu me vejo a criar diálogos que são a julgar (positivamente ou negativamente) algo que eu tenha feito ou dito, eu páro e respiro. Em vez de me "massacrar" com as memórias da mente, eu  comprometo-me a ver em senso comum o que é que eu disse e, caso haja algo que eu veja que podia ter sido melhor, então eu tomo este exemplo como um passo no meu processo de auto-correção e comprometo-me a aplicar essa correção a partir desse momento. Eu apercebo-me que os mesmos padrões manifestam-se em vários aspectos da minha vida, portanto, ao lidar com esse padrão eu serei capaz de me ajudar e auto-corrigir em vários ambientes e situações do meu dia-a-dia.
No lugar de rejeitar aquilo que a minha mente me diz ou mostra, eu comprometo-me a abraçar a mente como sendo a chave da minha própria libertação porque ao ver o problema/julgamento eu serei capaz de começar a criar a solução dentro de mim. Se a mente me mostra as minhas desonestidades próprias, então eu posso começar a perdoar cada uma das desonestidades próprias. Através do perdão próprio, eu começo a fazer as pazes comigo e abro caminha para recriar o potencial de vida que há em mim.

Quando e assim que eu me vejo fascinada com as imagens coloridas nos media e com as palavras de motivação usadas para vender uma felicidade temporária, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que a vulnerabilidade aos media ou aquilo que me é dito (e à maneira como me é dito) é um indicador da influência que eu permito que estes meios de comunicação tenham sobre mim. Eu comprometo-me a permitir-me estar um e igual ao mundo à minha volta e por isso estar estável, permitir-me questionar-me sobre aquilo que eu vejo e oiço e manter a minha integridade nas minhas decisões e que estas sejam baseadas nos princípios da igualdade, da unidade, da respiração, do bem-estar físico, da honestidade própria e daquilo que é o melhor para todos.


Apercebo-me que qualquer decisão baseada em emoções negativas ou emoções positivas será continuar a alimentar a mente de polaridade, de comparações e de imagens, e isto não traz qualquer progresso no meu Processo de me Tornar Honesta Comigo Própria e Viver os Princípios de Vida. Eu apercebo-me também que não estou aqui para copiar as vidas que foram "vividas" pelos outros porque simplesmente isso anula qualquer possibilidade de mudar esta realidade para melhor do que aquilo que actualmente existe. Eu comprometo-me a viver a realização que esta realidade é deprimente, tem problemas e ainda não é um paraíso para todos e estes são os indicadores que comprovam que há muita coisa a mudar, a começar na minha própria mente.




DIA 216: À descoberta das Ansiedades: o Suicídio por Desistirmos da Vida que Somos

No seguimento da minha des-coberta das ansiedades e das preocupações, apercebo-me que a origem destes padrões não está nas minhas experiências ou nas influências do meu ambiente (aquilo que eu antes culpava por ser o stress do emprego, ou as pessoas). As ansiedades da mente têm origem na mente. Este é o senso comum que me tem faltado, ou talvez seja a awareness que não existia em mim tão claramente. Por não saber como a mente funciona, acabei por ter participado, acreditado e alimentado as ansiedades dentro de mim, e foi assim que eu me "criei" até agora. Não se poderá dizer que seja uma criação pois tem sido uma cópia da realidade à minha volta, à procura de respostas e de soluções fora de mim.

Não foi de estranhar ver como os meus pensamentos, preocupações e ansiedades surgem automaticamente - até a imaginação na minha mente vem gratuitamente!  É fascinante ver como as preocupações surgem mais rapidamente e mais facilmente do que as soluções práticas. Agora que estou ciente destes pensamentos, posso usá-los como indicadores da minha eficácia no processo de parar o controlo da minha mente para me dedicar a soluções práticas e em honestidade própria.

O timing destas realizações pessoais coincide com o artigo publicado no blog Heaven'sJourney to Life, que expande sobre como é que nós nos suicidamos ao desistirmos da Vida que somos, visto que passamos a dar mais valor à mente do que a nós próprios; trata-se de uma decisão de vida ou de morte, em que deliberadamente eu tenho escolhido seguir aquilo que a minha mente me mostra (e que acabou por ser uma realidade confusa, por dentro e por fora), em vez de me dedicar a uma criação de mim própria realmente baseada naquilo que é o melhor para mim, um e igual aos outros seres vivos, a aprender , a progredir, a aplicar soluções na minha vida e a aperfeiçoar-me. Assustadoramente, apesar das preocupações serem ultimamente sobre o medo da morte, é para lá que caminhamos como se fosse um castigo/uma aceitação da desistência, em que estupidamente os seres-vivos deixam de o ser.

Até agora ainda não tinha considerado a possibilidade de não dar azo a esta paranoia mental, mas enquanto estava a fazer o curso DIP comecei a escrever sobre pontos suprimidos em mim, sobre memórias que tinham estado de tal modo fechadas que eu nem sequer me tinha apercebido que é da minha responsabilidade (e que consigo!) resolver as ansiedades e os medos que existem dentro de mim. O próprio padrão de culpar os outros por qualquer coisa que eu sinta é um mecanismo de defesa/supressão da mente, porque por trás deste padrão está a minha mente secreta de medos e ansiedades, em que eu estou de facto a defender o ego e a sobrevivência de personalidades - mas nada disto é real.  É fascinante ver como a mente ainda grita mais alto e como facilmente ainda me distraio com pensamentos, mas aqui está a vantagem de se escrever - vejo o problema e a solução mesmo à minha frente e posso deliberadamente tomar a decisão de Parar o automatismo da mente para abraçar/recriar a Vida que sou.

What is also interesting regarding us Humans, is how we tend to believe MORE what OTHERS say about ourselves, than us standing by a decision/living statement of/as who we are and so, because of this, the individual that is being bullied, with replaying the memories over and over and over again, with the memories/moments having such energetic/emotional impact on themselves, starts considering that What OTHERS are saying about them must be true. This in itself is quite a shock to the Self, because in a way there exist the awareness of the fact that, Self is accepting/allowing others to define self, that Self is giving into THEM and giving up on SELF. 




Dia 146: O massacre que vai dentro das nossas mentes




Como é que será a mente de uma pessoa que deliberadamente decide entrar a matar? Que mania é esta de brincarmos aos Deuses, mas que em vez de se viver o poder de criar vida, a única coisa que se pensa é tirar a vida? Que deuses falhados andamos nós a criar em nós próprios? 
Ouvi as notícias do massacre na escola primária do Conneticut e comecei a disparar em reações, como se isso fosse fazer alguma diferença na realidade daquelas pessoas, na minha e na do mundo. Em honestidade própria, apercebo-me que a reação surgiu em modo automático, primeiro porque estava acompanhada e porque é o que é "normal" comentar-se e marcar-se uma posição. No entanto, ao decidir sentar-me e escrever, vejo que a minha participação na reação foi meramente participar no problema e não é isto que eu quero para mim. Em inglês utiliza-se a expressão "ranting", que é o acto de reclamar que as coisas estão mal e ficar-se por aí, na impotência de que não há nada a fazer. Mas em senso comum, é óbvio que também eu sou responsável pelo evento que se passou do outro lado do atlântico. 
Por exemplo, quem é que permite que os jogos de armas sejam tão populares? Nós. 
Quem é que aceita que se promova a guerra e quem é que admira os generais fardados? Nós. 
Quem é que aceita que este sistema descuide a juventude que é deixada à mercê de uma TV em constante guerra (de imagens e guerra pelas audiências)? Nós todos. 
Quando digo nós, refiro-me a esta humanidade, mas vivemos tão isolados uns dos outros e desligados da nossa responsabilidade para com tudo o que acontece neste planeta, que ainda nos ofendemos quando alguém nos diz que somos responsáveis. A vida não é somente a "nossa" vidazinha rotineira e de políticas locais... Enquanto humanidade, é bem notável que podíamos estar a fazer mais e muito melhor para o melhor de todos. Mas este blog não tem a ver com moral - tem a ver com senso comum e serve de alerta para a nossa visão pequena das coisas, fruto de uma educação compartimentada a e isolada dos sistemas que governam o mundo. Aquilo que não conhecemos parece ser gigante porque corresponde ao tamanho do desconhecimento. No entanto, quanto mais nos apercebemos de como as coisas funcionam, mais nos tornamos um e iguais ao próprio sistema e facilmente nos apercebemos que é possível mudar aquilo que não bate certo. 
Definitivamente, ataques a escolas não bate certo; matar o futuro da humanidade não bate certo; matarmo-nos a nós próprios e auto destruir a nossa espécie não bate certo. Pensar "Oh, eu não aceito isto, mas que posso eu fazer?" é uma forma de ranting, porque implica um sentimento de culpa coberto de aparente impotência e que, em honestidade própria, é uma forma de justificar a ignorância e a falta de vontade para investigar o que se passa nas nossas mentes e neste mundo. Aquilo que sem dúvida podemos fazer é pararmos o julgamento destas notícias, pararmos de tomar estes eventos/a mente como adquiridos e fazermos um esforço para perceber a origem dos problemas que afectam cada um de nós e por consequência toda gente. 

A começar por nós próprios - por exemplo, podemos levar este caso à escala do nosso dia-a-dia e vermos onde e quando é que nos permitimos ter reações contra os outros; como é que na nossas mentes nos permitimos pensar em destruir o outro; quando é que nas nossas mentes permitimos que a reação tome conta do nosso corpo e fazemos coisas contra nós próprios e contra os outros. 
Quem é que já não ameaçou acabar com a sua própria vida em busca de atenção? Quando é que já não considerámos a morte como um escape àquilo que pensamos ser demasiado grande para nós? Consegues ver o padrão? 

Porque é que nos permitimos cegar com o fumo, em vez de desbravarmos a nuvem e vermos a origem do problema dentro de nós mesmos (normalmente um chama(da) de atenção)? 


Em vez de me querer separar do serial killer, eu vejo que somos iguais enquanto seres, mas por diversas razões eu consigo estar estável enquanto que ele acabou por projectar a raiva dele e disPará-la na vida dos outros. O meu perdão próprio é baseado na minha experiência das reações que, apesar de serem a uma escala diferente daquela que aconteceu na escola primária, qualquer reação não deixa de ser uma forma de abuso próprio e de abuso para com os outros à minha volta: 


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na energia da reação que, em honestidade própria, eu vejo que sou responsável por parar e ver que me cabe a mim não permitir ser contagiada pelo mundo de conflito à minha volta. 
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e perceber que as reações só existem porque eu crio a reação em mim própria e acredito que vai ajudar-me a ter aquilo que eu quero - tal e qual um bebé chorão em pleno interesse próprio. 
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar reagir para me impor aos outros, quando na realidade não tenho de me impor a ninguém porque todos são iguais em mim, sem haver seres inferiores nem seres superiores. 
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a reação é uma forma de espalhar o fogo e me distrair da origem do MEU problema e que funciona com um entretenimento da mente, quando afinal o problema está e esteve sempre aqui para eu o apagar e fazer as pazes comigo própria e MUDAR. 
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido distrair-me com a energia/o fumo da superficialidade da reação, que aparentemente é a maneira fácil de se ser ouvida mas que afinal de contas é a mim mesma que estou a ignorar. 
Apercebo-me que a reação é a explusão da acumulação de conversas, julgamentos, ideias, auto-definições, crenças, medos e projeções da minha mente, mas que nada disto é a expressão da vida que sou/somos. 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido habituar-me a reagir com as pessoas à minha volta, sem ver que a reação é uma auto-limitação da mente para eu me manter nesta ideia que tenho razão e que sou uma vítima separada dos outros. Em vez disso, eu comprometo-me a estar ciente de mim própria e a estar ciente da minha capacidade de dar direção em momentos de reação. 
Ao parar a personalidade da reação, eu estou a recriar-me fora do padrão da reação e portanto sou capaz de ser, falar e existir em senso comum e ver/fazer aquilo que é o melhor para todos. 
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a reação às coisas deste mundo é a reação que eu tenho dentro de mim, e que portanto tenho visto o mundo sempre pelos olhos da reação e a tomar estas personalidades/eventos como garantidos, em vez de pôr em prática a realização que eu sou responsável por mudar a maneira como tenho existido e que é possível mudar os eventos que afectam o nosso mundo. 

Quando e assim que eu me vejo a culpar o outro pela reação que eu própria sinto dentro de mim, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que a reação não tem a ver com as pessoas mas sim com aquilo que me é dito ou com padrões que vejo nelas e que julgo em mim própria. Assim, eu comprometo-me a investigar em mim própria a razão pela qual eu reajo a determinadas palavras, julgamentos, ideias e comprometo-me a tomar responsabilidade pela reação dentro de mim própria e a parar esta energia dentro de mim.

Quando e assim que eu me vejo a reclamar e a reagir porque há algo que vai contra o senso comum, em páro a reação e respiro. Apercebo-me que se quero partilhar o senso comum, a única maneira é passar a existir em senso comum, a dar direção a mim própria, a falar em senso comum, a dar-me aos outros em senso comum. Apercebo-me que a reação é um ponto de separação comigo própria e com os outros, por isso nunca é a solução. 
Quando e assim que eu me vejo a ter a "necessidade" de deitar tudo cá para fora, eu páro e respiro. Eu deito ar para fora, e respiro fundo outra vez até eu parar a mente e me permitir estar estável no meu corpo.
Eu apercebo-me que o meu corpo, um e igual ao corpo dos outros, é o nosso ponto de estabilidade. Eu comprometo-me a ajudar-me a mim própria a criar a minha estabilidade a cada respiração, a cada bater do meu coração e a cada passo. A partir daqui, dou-me direção e começo por escrever a reação ou a partilhar com o outro em auto-ajuda. 

Quando e assim que eu me vejo a entrar no rodopio e labirinto da mente em que o fumo é demasiado grande e me cega daquilo que é o óbvio (a vida humana aqui), eu páro e respiro. Eu não me permito participar na curiosidade das imagens da mente e decido pará-las. Eu páro a ideia que o mundo é demasiado complicado e que não há nada a fazer para nos melhorar.
Apercebo-me que se quero começar a criar estabilidade no mundo, tenho de começar por mim e a parar de complicar nem sabotar a minha própria vida. Apercebo-me que os eventos do mundo são um espelho do massacre que vai nas nossas mentes em que perdemos o respeito pela vida que somos. 

Apercebo-me que teria sido possível que aquelas 27 crianças ainda estivessem vivas se nós adultos começássemos a respeitar-nos enquanto vida, limpássemos o fumo das nossas mentes e resolvêssemos os nossos próprios desequilíbrios. Está nas nossas mãos criar vida ou deitar tudo a perder em reações.

Eu dedico-me a parar cada uma das minhas reações e a respeitar a vida que sou, a vida que os outros são e a ser criadora de vida, e assim participar na vida à minha volta e a recriar-me enquanto vida como aquilo que é o melhor para todos. 
Quando cada um de nós conseguir parar a raiva/reação dentro de nós, será possível confiarmos em nós próprios e uns nos outros; em senso comum vemos que somos todos capazes de apagar o fogo (energia) das nossas mentes que só nos tem separado e destruído o nosso mundo.



DIA 117: Bipolaridade, Esquizofrenia e Obcessão PARTE 2

                         
Pergunto-me: Quem sou eu sem estas ideias da mente? Quem sou eu sem medo? Quem somos nós enquanto Humanidade sem a energia do conflito? Quem somos nós enquanto Humanidade sem Deus ou vozes da mente? Quem somos nós em total auto-responsabilidade para resolvermos a confusão das nossas mentes?

Ao realizar aquilo que tenho andado a permitir em mim própria, chega o momento de tomar a decisão de se recomeçar, desta vez com um ponto de partida que não é o da polaridade da mente. Escrevo então as frases de auto-correção, como um acordo que faço comigo própria para parar de continuar a recriar as mesmas situações descritas anteriormente.
Nota: se achares que estas frases são repetitivas, aconselho a que se páre esse julgamento e se continue a escrever/ler. Vejamos: as nossas memórias também são repetitivas, os nossos medos, as imagens, os padrões de pensamento - ou seja, o processo de se viver em auto-correção para o melhor de nós próprios vai levar a mesma dedicação e tempo que nos levou a criar estas ideias sobre nós próprios.

Quando e assim que eu me apercebo que estou a criar e a acreditar na ideia que se eu não fazer "qualquer coisa", alguma coisa de mal vai acontecer a mim ou a alguém da minha família, eu páro e respiro. Através desta ideia eu consigo o que é que eu de facto temo e, em vez de continuar a esconder os medos de mim, eu dedico-me a enfrentá-los,a parar o medo e a garantir que a minha ação não é controlada pelas ideias da mente.

Quando e assim que eu me vejo a acreditar que há alguém que me quer fazer mal, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que primeiramente sou eu que estou a auto-destruir-me ao criar ansiedade e medo dentro de mim.
Quando e assim que eu me vejo a auto-punir-me com base em julgamentos sobre o meu passado, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que os julgamentos da mente são sempre contra mim e contra os outros, logo não me posso permitir que os julgamentos decidam por mim. Eu vejo que a mente funciona como uma realidade paralela e através da qual eu me isolo dos outros, em vez de me aperceber que passamos todos por semelhantes situações porque todos temos uma mente para lidar. Logo, eu comprometo-me a estar um e igual com cada ser, e ao ajudar-me a mim própria a resolver os meus padrões da mente, estou a parar de participar no meu conflito (energia da mente) com os outros.

Quando e assim que eu me vejo a projectar em algo ou alguém o meu medo, que ultimamente trata-se do medo da morte, eu páro e respiro. Eu dedico-me a parar de projectar nos outros os pontos que eu tenho de resolver em mim, pois em honestidade própria eu tenho visto que são ciclos e que os mesmos padrões se têm manifestado ao longo da minha "vida" com pessoas e em cenários diferentes.

Quando e assim que eu me vejo a punir-me com escolhas, ou seja a pensar que alguma coisa de errado vai acontecer se eu for por um caminho diferente, eu páro e respiro. Apercebo-me que esta necessidade de controlar tudo e todos não é real e que só existe como um conforto ilusório na minha mente. Eu apercebo-me que o conforto da mente é irrelevante. Eu comprometo-me a garantir que estou fisicamente PRESENTE, atenta a mim própria no momento em que eu estou, ciente da minha ação egarantir que a minha ação é baseada em senso comum daquilo que faz sentido fazer e não baseado em desejos/ideias/medo da mente.

Quando e assim que eu dou por mim a acreditar na força de Deus, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que eu permiti estes pensamentos durante tanto tempo que acabei por me tornar neles. Comprometo-me então a tomar responsabilidade por mim nesta vida, e assim a parar de participar na dependência da mente de acreditar que estou protegida por um Deus injusto que protege uns e ignora outros.

Quando e assim que eu me vejo estar a fazer mal a mim própria ao criar instabilidade e ansiedade em mim, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que só permito a ideia que os outros me possam fazer mal porque eu própria trato-me mal ao desrespeitar a vida que eu sou. Logo, eu comprometo-me a parar o julgamento que não sou digna de ser Vida ou a estar estável ou a ser capaz de mudar - é da minha responsabilidade parar qualquer polaridade em mim, quer seja a excitação VS depressão, estar bem comigo própria VS estar mal comigo própria, orgulho VS punição. Ao parar a mente, estou a mudar.

Quando e assim que eu me vejo a imaginar a empurrar alguém na rua ou a magoar alguém, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta curiosidade de ver acidentes é baseada em imagens e no tabu de que desde pequenina quando haviam acidentes criava ideias baseada nas descrições que ouvia. Eu apercebo-me que estas imagens foram criadas na minha mente e que eu sou responsável por limpar a minha mente e parar de projectá-las no mundo. Ao estar um e igual com a outra pessoa,eu comprometo-me a parar de criar acidentes à minha volta e comprometo-me a não fazer nada que vai contra a nossa igualdade enquanto vida aqui.

Ao re-alinhar-me com a Vida que sou em honestidade própria e ao parar de permitir o abuso psicológico e físico resultante da participação na mente, em senso comum eu estou ciente que não farei a mim própria aquilo que não quero que me façam e não farei aos outros aquilo que não faço a mim própria!



DIA 116: Bipolaridade, Esquizofrenia e Obcessão - Parte 1


Quantos de nós já andaram pelas pedras da calçada de modo a evitar as pedras pretas? 
Ouvi uma série de entrevistas (projecto the multimédia 4 goes Mad) de pessoas que partilhavam a sua experiência de vida, cada uma com sintomas de um destes tres distúrbios mentais: Bipolaridade,Esquizofrenia e Distúrbio Obsessivo-Compulsivo. Ao ouvir as histórias, apercebi-me que eu ja tinha tido pensamentos semelhantes e reaçoes que se enquadravam nos sintomas e tinha passado por situações de extrema alegria e extrema tristeza, 
Apercebo-me que estes comportamentos são a consequência da nossa participação na mente e que, se não for dada direção, todos nós temos o potencial de desenvolver estes transtornos psíquicos.
Consegues desvendar a origem do teu medo? Como é que a associação de palavras nos faz julgar as coisas como positivas ou negativas, quando na realidade a associação da mente não tem qualquer valor a nao ser o valor que nos permitimos dar? Porque é que nos permitimos ser ditados pela mente,em vez de nos movimentarmos como expressão de vida?

Vou começar por abordar pontos que são aparentemente simples mas que fazem toda a diferença na nossa relação com a nossa mente...            

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que as vozes da mente são reais ou que são um Deus e que estas vozes têm controlo sobre mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de ser punida se não seguir as vozes da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar ae acreditar que alguma coisa de mal vai acontecer a mim ou a alguém da minha família se eu andar pelas pedras pretas da calçada.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que eu posso parar as vozes da mente porque fui eu que as criei e portanto sou responsável por devolver-me a "sanidade", que passa a ser a minha expressão de vida, através da qual eu movimento-me nas pedras da calçada livre-mente, um e igual com as pedras brancss e com as pedras pretas.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sabotar a minha estabilidade ao seguir as ordens da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na ideia que se eu seguir as vozes da mente então vai correr tudo bem, sem reparar que esta segurança é uma armadilha da mente que eu própria alimento contra mim, pois estou assim a justificar a outra polaridade que é a ideia que alguma coisa negativa aconteça.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que se não tocar 3 vezes nas coisas, os meus segredos serão descobertos.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar a imagem e participar na imaginaçõa de empurrar alguém para a linha do metro ou magoar alguém. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar imagens de acidentes em mim e nos outros como uma punição, em vez de realizar que a única punidora aqui sou eu ao permitir que a mente controle quem eu realmente sou como expressão de vida.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que é da minha responsabilidade parar o tornado da mente que são as imagens, os auto-julgamentos, as ideias de superioridade/inferioridade, a polaridade excitação/depressão e a desigualdade na minha relação com os outros e no mundo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que através da mente eu tenho a possibilidade de ver aquilo que me preocupa. Ao ver os medos, dedico-em então a desconstruir as preocupações e os medos, e a ajudar-me a não permitir que a preocupação e o medo controlem a minha Vida/quem eu sou.

Continuação...