Mostrar mensagens com a etiqueta competição. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta competição. Mostrar todas as mensagens

DIA 241: A Paranóia da Comparação



Este é um daqueles padrões que se manifesta em vários momentos do meu dia-a-dia, sem contar com as vezes inconscientes em que ocorre já sem eu dar por isso. Por agora, vou escrever sobre aspectos dos quais eu estou ciente quando o mecanismo da comparação se manifesta nos meus pensamentos e, ao tirar estas camadas, muito provavelmente irei abrir novas realizações em mim.

Uma das memórias que eu associo ao padrão da comparação está relacionada com a escolha da carreira profissional - ouvia alguém falar de uma profissão e imediatamente havia um mecanismo de comparação entre mim e essa pessoa, de acordo com o valor que eu dava à suposta posição do outro. Na altura achava que era capaz de ser e fazer tudo - e porque não? No entanto, apercebo-me que essas comparações não foram baseadas numa decisão em honestidade própria, por mim, em senso comum e completa dedicação e muitas dessas potenciais decisões nunca foram vividas ou testadas para eu saber se de facto era isso que eu queria ser e fazer. Apercebo-me agora que as comparações funcionam com a imagem que o outro representa para mim (ser uma pessoa confiante, uma pessoa desinteressante, uma pessoa perspicaz, uma pessoa agressiva, ...) e associo esses traços pessoais à profissão e crio juízos de valor acerca da profissão. A partir destes juízos de valor, a minha mente entra no rodopio da comparação comigo própria, numa luta entre os meus próprios julgamentos e os julgamentos que eu criei dos outros. Afinal de contas, enquanto escrevo sobre este exemplo, apercebo-me que a "profissão" é apenas uma capa que sobre o padrão da comparação e, por sua vez, o padrão da comparação cobre os auto-julgamentos sobre aquilo que eu penso faltar em mim. Ao estar ciente deste conflito interno que eu criei em mim, posso então olhar para os seguintes pontos:
  • O que é que eu admiro no outro que julgo não estar a dar a mim própria?
  • Como é que eu posso verdadeiramente aprender com o outro, em humildade e honestidade própria, sem o ego que querer ser mais do que o outro?
  • Porque é que eu uso o padrão de comparação para deliberadamente julgar aquilo que eu faço e sou como sendo inferior ou superior à outra pessoa?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido viver o padrão da comparação em pensamentos, palavras e ações, sem nunca tirar esta capa da comparação para ver o que é que podia aprender com o outro e desenvolver em mim que de outra maneira não tinha tido acesso/conhecimento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido distrair-me com a ideia do "saber", a ideia de acumular informação sobre determinado tópico e o desejo de ficar uma "expert" em determinado campo, em vez de realmente aplicar o conhecimento e a informação que eu tenha ou possa vir a ter para coisas práticas que me ajudem a aperfeiçoar as minha ações e ultimamente ajudem este mundo a funcionar melhor.


Quando e assim que eu me vejo a participar no padrão das comparação em relação a algo que a outra pessoa tenha feito, eu páro e respiro. Eu questiono-me sobre o que é que realmente me "interessa"/fascina no outro e comprometo-me a investigar porque é que eu não estou a dar-me essa característica ou a desenvolver essa capacidade em mim. Ao mesmo tempo, eu comprometo-me a parar a comparação que cria separação e competição em relação ao outro /mim própria e, em vez disso, eu ajudo-me a aprender com o outro,  em total abertura e sem julgamentos de certo ou errado, de positivo ou negativo. Eu foco-me em aplicar as soluções e a mudança em mim própria e por isso é da minha responsabilidade reunir exemplos e tornar-me no meu exemplo que esteja alinhado com os Princípios de Vida que eu me comprometo viver.

A continuar...

DIA 232: Mulheres com Confiança e Confiança nas Mulheres




Esta semana assisti a um documentário chamado Miss Representation, num evento organizado por mulheres profissionais que incluiu a partilha da experiência de uma CEO e uma sessão de perguntas e respostas colocadas pelas várias pessoas da audiência. Antes de mais, espero que este tipo de iniciativa inspire as mulheres Portugueses a organizarem tertúlias deste género que aproximam mulheres de diferentes carreiras e origens e promovem um diálogo saudável entre nós. 
O documentário mostra-nos as perspectivas de jovens e de pessoas na área do empoderamento das mulheres sobre a maneira como estas são reapresentadas na sociedade americana, muito em parte como consequência da forma como os meios de comunicação social compõe as notícias. Alguns dos pontos essenciais que eu assimilei deste documentário  foram o preconceito que existe na sociedade (americana e não só) em relação à presença de mulheres em posições de poder, tanto na área empresarial como na esfera política; a "des-educação" que é passada às novas gerações por parte de uma comunicação social podre; e finalmente, a emergência ardente de uma nova geração de mulheres que estão dispostas a cooperar umas com as outras. Sobre os dois primeiros pontos, aconselho vivamente que se veja o filme e se tire as suas próprias conclusões. Em relação à necessidade de cooperação entre as mulheres, a meu ver esta é possível quando cada uma de nós estiver plena em si mesma, quando não nos permitirmos distrair com comparações ou julgamentos em relação ao corpo ou até mesmo as roupas da outra, e quando estivermos dispostas a aprender umas com as outras.
A auto-confiança é uma capacidade que se desenvolve e, portanto, não é necessário definirmo-nos como inseguras porque afinal estamos no processo de desenvolver a confiança em quem nós somos e naquilo que fazemos. Numa sociedade ainda bastante patriarcal, é provável que sejam poucos os homens a congratular as mulheres, a reconhecer o seu esforço e até mesmo a motivá-las para continuarem uma carreira ou a mudar de estilo de vida. No entanto, quem é que precisa de uma motivação exterior quando se tem tudo dentro de si própria?

Relativamente ao processo de desenvolver a confiança, eu aconselho vivamente que se comece uma jornada única de auto-conhecimento através da escrita, do auto-reconhecimento, do perdão-própria e da correção para uma versão melhor de ti própria. Eu iniciei a minha há cerca de quatro anos com o apoio do grupo do Desteni e já não imagino o meu dia-a-dia sem a escrita diária, ou sem as realizações sobre pensamentos que tenho e eque estou ciente da origem e da solução para resolver os meus próprios problemas. Com base na minha experiência, eu recomendo os exercícios do Desteni Lite, uma plataforma online gratuita que oferece uma estrutura fundamental para darmos direção à nossa escrita e começarmos a lidar com a nossa mente passo a passo . É possível sermos livres de medos, de preocupações e de paranóias e só assim nos damos a oportunidade de ir para além das (baixas) expectativas sobre nós próprias.
Finalmente, e para quem nunca se interessou por política ou teve alguma resistência em imaginar uma mulher num cargo de enorme responsabilidade, sugiro que se atreva a ver a série televisiva Borgen (de origem dinamarquesa) que retrata a vida de uma mulher Primeiro-ministro com elevado senso comum, equilíbrio e tacto com a realidade, que para mim tem sido uma enorme inspiração e exemplo que infelizmente não vejo na política actual.

Obrigada a todas pelo vosso interesse em lerem o meu blog e enviarem comentários. Espero que possamos cada vez mais aprender umas com as outras, desenvolvermos a nossa confiança incondicional e o nosso potencial para nos tornarmos os nossos próprios exemplos e sermos de confiança para os outros.






DIA 209: A Religião do Ser: copiar e obedecer


Apercebo-me que esta religião é baseada naquilo que me foi dito e que eu acreditei ser a minha verdade.
A Religião do ser é também aquilo que eu permiti definir-me por ter levado a peito qualquer comentário vindo do outro. Curiosamente, a outra pessoa provavelmente nem se apercebia do impacto que eu estava a permitir que essas palavras tivessem em mim, mas foi também a minha decisão tomá-lo como pessoal.
Quem é que nos ensina esta religião? Será que os pais e os educadores fazem ideia de como é que a mente funciona e como é que nós, desde que nascemos absorvemos a informação à nossa volta?
Se no princípio obedecemos e copiamos a mente dos adultos, quando chegamos à idade adulta passamos a obedecer as nossas próprias mentes.

Esta religião é fascinante: baseia-se naquilo que eu penso de mim e como eu acredito ser, ao mesmo tempo que eu própria me limito com base nesses  julgamentos e pensamentos. Mas como "fui sempre assim", nem sequer vejo que me estou a limitar na minha própria mente.
Vi um vídeo no Youtube recentemente em que uma bébé copiava as expressões dos pais e é brutal ver como ela observava/ouvia os pais e fazia igual, enquanto que assimilava as relações que os pais tinham com a realidade e como julgavam certa coisa como sendo nojenta, e outra como sendo divertida. É assustador e revelador perceber que este processo de desenvolvimento aconteceu com a maioria de nós e que pouco provavelmente nos lembramos ou entendemos de onde vem o nosso julgamento em relação a determinadas coisas, pessoas e palavras.

Tenho-me apercebido então como esta Religião é um abuso-próprio: o facto de não me questionar sobre os pensamentos e os medos que eu permito e aceito passarem-me pela cabeça é sinal de que aceitei tal limitação e sinal de como defeni as palavras de acordo com estas permissões e aceitações. Vejo também como esta religião se manifesta no meu apega a certas coisas, a  sensações, a desejos, a sonhos, a memórias, a julgamentos, a auto-definições. Até mesmo as imagens da mente (a imaginação) não tem qualquer culpa da maneira como eu interpreto essas imagens - tanto aquilo que a mente me mostra como os julgamentos que eu absorvo vindo das outras pessoas são auto-projeções da minha religião. 
Amanhã partilho o perdão-próprio sobre estes pontos para começar a largar estes sistemas da mente.


DIA 204: Mecanismo de defesa da mente


Continuo a analisar esta "necessidade de defesa" e curiosamente hoje vi a mesma reação noutra pessoa: reparei como o tom de voz se alterou quando o mecanismo de defesa começou a actuar e a voz tomou aquele ar defensivo, como se suplicasse para ser compreendido!
No meu caso de ontem, como eu expliquei no meu artigo De onde vem esta necessidade de medefender? apercebi-me desta vontade/energia para responder imediatamente, sem sequer me dar tempo para analisar os vários pontos envolvidos. Vejo então que o mecanismo de defesa da mente é uma forma de instinto de sobrevivência do ego, no qual manifesto o medo daquilo que o outro possa vir a pensar de mim e portanto tenho esta necessidade de agir o mais depressa possível. No entanto, ao escrever sobre isto, vejo que eu não posso controlar o que quer que seja que o outro possa vir a pensar de mim, porque nenhum desses pensamentos tem de ser tomado como pessoal. Da mesma maneira que qual quer que seja o julgamento que eu possa vir a pensar que o outro tenha de mim tem apenas a ver com o meu próprio julgamento. Nisto, vou então aplicar o perdão próprio sobre a reação de defesa pessoal quando permito sentir-me atacada pelo outro:

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido reagir quando recebi o email do meu colega e por ter levado a pergunta do outro como um ataque ao meu trabalho.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido estar vulnerável à interpretação da mente sobre aquilo que me é dito, em vez de verificar em honestidade-própria se fiz realmente tudo aquilo que eu era suposto fazer naquela tarefa específica.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido entrar no jogo de defesa da mente ao responder com base na ideia de estar a ser atacada, em vez de responder em senso comum e estar aberta ao comentário do outro sem uma personal agenda.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ficar ansiosa perante a questão, em vez de perceber que as outras pessoas podem não estar inteiramente dentro do assunto e é da minha responsabilidade passar essa informação e esclarecer o que é que foi feito. Assim, eu apercebo-me que a questão do outro não tem de ser considerada como um ataque ao meu trabalho, mas simplesmente um pedido de clarificação.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que a minha reação não teve a ver com o outro mas que me mostra a insegurança que eu ainda tenho de corrigir em mim em relação ao meu trabalho.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido tomar completa responsabilidade pelas tarefas que eu faço e garantir que sou sempre capaz de responder a qualquer clarificação que me seja pedida, em plena estabilidade, ciente que fiz o melhor que podia e tudo aquilo que estava ao meu alcance. Desta forma, apercebo-me que crio a minha estabilidade à priori e que estou estável nas minhas decisões sobre aquilo que eu faço no meu trabalho.

Quando e assim que eu me vejo a julgar um comentário/pergunta como um ataque pessoal, eu páro e respiro. Em vez de participar no programa automático da mente de defesa, eu comprometo-me a dar direção àquele momento, e permito-me então parar o ataque pessoal em mim e permito-me ver o senso comum da questão. Dou-me também a oportunidade de investigar em mim qual é que o ataque que eu estou a interpretar e ajudo-me a perceber de onde é que o auto-julgamento vem. Neste caso, eu comprometo-me a responder em senso comum àquilo que me é pedido, sem ter qualquer segundas intenções de me defender ou de marcar pontos. Se for preciso, faço perdão-próprio no momento em que sinto a reação e ansiedade em mim, e comprometo-me a parar a ideia de que o outro desconfia das minhas capacidades.Eu apercebo-me que é nestas situações que eu demonstro maturidade a lidar com os problemas e me mantenho como um elemento estável na equipa, como um exemplo para mim própria e para os outros.

Quando e assim que eu me vejo a participar na competição do ego de "querer ganhar a discussão", eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta competição com "o outro" é de facto uma competição comigo própria e que este conflito do ego é uma fonte de instabilidade dentro de mim. Vejo então que a minha relação com os outros é um espelho da relação que tenho comigo própria, e que posso usar a minha relação com os outros como um indicador daquilo que eu sou responsável por mudar em mim, para o meu próprio bem.

Eu apercebo-me que qualquer julgamento que eu possa pensar que o outro tenha de mim é um julgamento que eu tenho sobre mim própria e cabe-me a mim trabalhar esse ponto em mim e verificar onde e como é que eu posso corrigir/aperfeiçoar a minha ação. Ao mesmo tempo, eu apercebo-me que o comentário que vem da outra pessoa é também uma projeção da mente dessa pessoa e que depende de mim aceitar isso como um ataque pessoal ou não.
Em honestidade própria, eu permito-me dar estabilidade numa situação em que sou chamada à responsabilidade, ao estar ciente que tomei as ações necessárias para levar a cabo a minha tarefa. Eu apercebo-me que ao não permitir que a reação se imponha na minha relação com os outros, eu sou capaz de ver a situação em senso comum e estar um e igual com o resto da equipa, sem procurar tomar posições defensivas ou de ataque, mas procuro cumprir a minha responsabilidade individual para com a equipa e para com o resultado final do projecto.


DIA 189: "Quem foi ao ar perdeu o lugar"?... Educados a ser rivais e a competir


Isto de estar ciente das minha personalidades tem que se lhe diga! Tem sido cada vez mais fácil ver as personalidades surgirem no meu dia-a-dia, como se visualizasse o padrão e percebesse como ele funciona desde o momento em que me torno a personalidade e as consequências na minha realidade. Estar ciente destas personalidades é o primeiro passo para ver a origem, perceber as consequências que ando a criar para mim própria e finalmente mudar para o melhor de mim.

Hoje enfrentei a personalidade da rivalidade numa situação que talvez vos seja familiar: a famosa lenga-lenga do "quem foi ao ar perdeu o lugar". Fomos tão "bem educados" que continuamos a viver essa ideia na vida adulta. No meu exemplo, eu estava num lugar no ginásio durante a primeira parte da aula de dança e, quando saí para beber água no intervalo, uma pessoa tinha ocupado aquele lugar.  No espaço de segundos, perante aquela MUDANÇA eu senti a reação, depois a vergonha e a raiva: a reação de ver o meu lugar ocupado; vergonha ao pensar que as outras pessoas que assistiram à cena estavam a pensar que eu fui "ultrapassada" e portanto sou inferior; e raiva em relação à pessoa que eu pensei ter tido a lata de usar o intervalo para avançar para a linha da frente.
Ao escrever esta situação, vejo que este cenário se repete todos os dias na fila para entrar para o metro: há quase sempre uma fila e, quando o metro abre as portas, há pessoas que tentam avançar e ultrapassar a pessoa da frente. Perante este comportamento social eu manifesto uma sensação de inferioridade em relação à pessoa que avançou sem respeito. Pergunto-me: - Porquê julgar como superiores aqueles que não respeitam os outros? Por outro lado, porque é que eu me deixo afectar quando assisto (ou sou vítima) deste tipo de comportamento? Porque é que não me permito estar estável em mim, naquilo que eu faço, sem ir para o backchat da mente de julgar a outra pessoa como superior ou como imbecil?
Em relação à experiência desta manhã, eu apercebi-me o quão perturbante foi ficar permeável aos pensamentos da mente porque a partir deste episódio estive menos focada, distraída e mais descoordenada. Levei alguns momentos a estabilizar-me com a respiração e a fazer paz com a muDANÇA, ver que havia MAIS lugares e realizar que "ter perdido o lugar" era irrelevante para o meu propósito de DANÇAR, me divertir e de seguir os passos. Escrevo aqui o perdão próprio e as afirmações de auto-correção para prevenir esta reação dentro de mim e esta auto-sabotagem no futuro.

Perdão-Próprio:
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sabotar a minha decisão de dançar com o episódio inesperado de ter "perdido AQUELE lugar na sala".
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que AQUELE lugar é um lugar num espaço que é a sala e que serve apenas o propósito de ter pessoas, sem necessidade de criar uma relação com AQUELE lugar.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar incondicionalmente estável em vez de absorver as ações dos outros e tomá-las como pessoais. Nisto, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar a minha dança com a dança da pessoa que ocupou o meu lugar, o que mostra a competição da mente para manter esta luta dentro da mente contra a outra pessoa.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido levar a atitude da outra pessoa como uma ofensa e como uma "guerra aberta" ao ter ocupado o meu lugar. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar em guerras de competição dentro da minha mente e assim estar a criar separação física que na realidade não existe - eu vejo agora que estávamos ambas na mesma sala e que os lugares são criados onde quer que haja um espaço livre.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me pelo lugar onde eu estou em vez de viver a decisão de ser estável e ciente de mim em qualquer lugar e a qualquer momento.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na imaginação da mente de falar com a rapariga para sair do meu lugar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido reagir com um "grrrrr" e submissão à vontade da outra pessoa, em vez de decidir dar-me direção-própria, observar um lugar livre e em senso comum criar a minha estabilidade, sem ficar "agarrada" à atitude da outra pessoa. 
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar imediatamente que a outra pessoa foi ruim e que fez de propósito para aproveitar o intervalo para ser gananciosa. Ao trazer o ponto para mim própria, eu vejo que EU estava  a ser gananciosa sobre aquele lugar e a considerar a hipótese de "ter o lugar de volta" no próximo intervalo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido dançar no lugar novo contrariada e pensar que o outro lugar era melhor porque via o espelho. Nisto eu apercebo-me que as conversas da mente criam mais distração e "estragos" do que o facto de não ver o espelho!
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido calar a mente e o conflito da mente para me permitir viver a decisão de SIMPLESMENTE estar ali, sem relações com o lugar ou com as pessoas, mas SIMPLESMENTE presente, em mim, física, a dançar!
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que se a outra pessoa tivesse comunicado comigo com um "desculpa" ou ao perguntar se eu queria aquele lugar de volta, então eu não ficaria chateada. Eu apercebo-me que o ponto de não ficar chateada é independente da atitude da outra pessoa. Nisto eu apercebo-me que QUEM EU SOU não é dependente de quem OS OUTROS SÃO.

Afirmações para auto-correção:
Eu comprometo-me a parar a sabotagem da mente quando vejo que estou a ser perturbada por um evento que não estava "agendado". Em vez de reagir, eu ajudo-me a procurar uma solução perante a nova situação e a garantir que me ajudo a estabilizar, em vez de agravar a situação dentro de mim!
Quando e assim que eu me vejo a lutar na mente contra uma pessoa que tenha ocupado o meu lugar, eu páro a mente e respiro. Eu apercebo-me que a luta da mente é uma luta comigo própria e que não é isto que eu quero para mim.
Quando e assim que eu me vejo a julgar-me como fraca porque eu não reajo com a outra pessoa, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a ver as coisas e agir em senso comum - se vir que é relevante falar com a outra pessoa eu falo, se não eu permito-me viver a decisão de não falar e de parar qualquer conversa na mente.
Quando e assim que eu me vejo a julgar a outra pessoa como "má", "ruim", "estúpida", "gananciosa", superior" (curiosamente associamos a ganância à ideia de superioridade), eu páro e respiro. Eu apercebo-me que na minha Vida sou eu quem decido quem eu quero ser a cada momento. Nisto, eu comprometo-me a não ser influenciada pela maneira como as pessoas à minha volta são - porque eu só somente responsável por quem eu sou e, portanto, não me permitirei fazer aos outros aquilo que não quero que seja feito a mim.
Eu comprometo-me a ser SEMPRE o exemplo para mim própria e portanto não me permitir estar instável ou reagir mesmo quando esteja perante uma situação de competição. Aliás, eu apercebo-me que só existe uma situação de competição se eu permitir viver em competição. Realizo que a competição começa em mim e que existe primeiro em mim e que, ao permitir existir competição em mim, vou acabar por projectá-la na minha realidade/nos outros.
Comprometo-me a estar ciente dos pensamentos de competição na minha mente e a parar esta PERSONALIDADE competitiva e de rivalidade que eu crio e participo na minha mente sem qualquer benefício para mim nem para a realidade à minha volta.
Comprometo-me a parar de ver as outras pessoas como minha rivais como se esta vida fosse um jogo de soma nula - eu apercebo-me que há lugar para todos se todos criarmos lugar para todos. Eu apercebo-me que ao criar a minha estabilidade e ao adaptar-me a dançar no meu novo lugar, eu fui o exemplo para mim própria. Comprometo-me então a ver sempre o senso comum da situação e em viver uma solução prática para mim e que seja também o melhor para nós todos em cada momento.
Quando e assim que eu me vejo a ser inflexível comigo própria (que é uma forma de amuo!) ao estar a julgar o novo lugar como prior que o anterior, eu páro este julgamento da mente e respiro... E continuo a dançar no/com o meu corpo físico.
Quando e assim que eu me vejo a culpar a outra pessoa pela minha instabilidade, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que culpar a outra pessoa é a "easy way" e que desejar que a outra pessoa resolva o assunto é uma ilusão da mente. Vejo que a única maneira de garantir que resolvo a minha instabilidade é ao tomar responsabilidade por mim e criar soluções para mim nesta realidade física 

Quando e assim que eu me vejo a desejar que a outra pessoa seja simpática comigo para eu ser simpática com ela, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que esta ideia de ser simpática é a ideia de agradar a outra pessoa, em vez de perceber que eu sou simpática com a outra pessoa no sentido de respeitar a outra pessoa e de comunicar sem reações.
Eu apercebo-me que a instabilidade da mente é uma mentira porque QUEM EU SOU ESTÁVEL COMO VIDA é incondicional e portanto a minha estabilidade como Vida não está dependente do "desculpa" da outra pessoa, ou de um sorriso. Eu comprometo-me a não me permitir estar à mercê nem da minha mente nem da mente/atitude dos outros.

Foto: Image courtesy of photostock / FreeDigitalPhotos.net


DIA 184: Imagina-a-ação e a vida passa ao lado...

Neste blog continuo a analisar as dimensões por trás do caráter/personalidade dos julgamentos próprios aquando da minha última saída à noite.

Quanto à dimensão da imaginação, consigo ver que na altura em que eu estava naquele espaço físico, a minha mente vagueava "fora de mim"... imaginava quem eram aquelas pessoas e onde é que elas iam. Ao mesmo tempo, imaginava-me a libertar-me dos julgamentos e a simplesmente dançar, a falar com as pessoas sem vergonha e sem medo de ser observada. Em relação ao medo de ser observada, vejo que a outra polaridade também se manifestou, em que imaginava a observar-me de fora, como se me visse ao espelho. e apontasse o dedo...  Assim se vê que a imaginação é mais uma dimensão da mente e, em honestidade própria, consigo então descobrir pontos em honestidade própria:

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar na imaginação da mente que funciona como uma telenovela de entretenimento mas em que as personagens que eu vejo nos outros são personalidades que eu projecto e que, portanto, existem em mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que os outros (personalidades) estão separados de mim quando, ao participar na imaginação da mente, é de mim que eu me estou a separar. Apercebo-me que este tipo de entretenimento funciona como um mecanismo de defesa para não  enfrentar estes pontos da mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido limitar a minha expressão naquela altura ao participar nos episódios da mente e ao imaginar como é que as coisas/eu estaria diferente se tivesse ido a casa por exemplo, ou se tivesse com outra disposição, ou menos cansada, ou mais produzida. Nisto, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido condicionar a minha vivência aqui/agora com base na ideia de que faltam coisas para eu estar simplesmente presente! É óbvio que a única coisa que verdadeiramente determina eu estar ou não presente é a minha presença física!

Quando e assim que eu me vejo a cair nas teias da imaginação da mente em que me começo a entreter com a ideia de como as coisas seriam se tivessem corrido de maneira diferente, eu páro e respiro. Foco-me então em parar a imaginação e em ver, no momento presente, o que é que eu estou a impor a mim propria como uma condição para eu ESTAR AQUI, em vez de simplesmente estar e SER aqui; 
Comprometo-me também a ver qual é a atitude que eu acredito e imagino que eu devia estar a ter para supostamente aproveitar melhor aquele momento (por exemplo: a imagem de mim a dançar incondicionalmente e sem vergonha) - apercebo-me que funciona como uma imposição que, se não for cumprida, significa que não me estou a divertir/ que não estou "aqui a fazer nada".

Dedico-me então a ver e a parar o julgamento e a ideia de que estaria melhor a fazer outra coisa do que aquilo que eu estou a fazer naquele momento (mais não seja estar simplesmente sentada em silêncio, ou a observar, ou a conversar); dedico-me também a ver e a parar as ideias de "vida perfeita" que eu projecto nos outros , cuja comparação é desonesta comigo própria e eu me distrai de estar aqui presente a criar o melhor de/para mim onde quer que eu esteja.

Quando e assim que eu me vejo a distanciar-me de mim própria e, ao mesmo tempo, a participar no medo de ser observada, eu páro e respiro. Aproveito então para ver que julgamentos estou a mostrar a mim própria e dedico-me a viver a decisão de parar os julgamentos,a respirar, perdoar e mudar a minha atitude comigo própria.
Quando e assim que eu me vejo a imaginar a vida das outras pessoas, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estas imagens na minha mente são de facto um espelho (normalmente coisas que eu não estou a dar/fazer para mim própria) e por isso é uma oportunidade para ficar ciente destas ideias e ver pontos que eu posso corrigir/aplicar em mim. 


Ilustração: Diss-Order Of Multiple Personalities By Carrie Tooley