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DIA 254: Ficar na cama para evitar o frio lá fora

No artigo anterior apresentei a nova série "Desconstruir a minha IDEIAlogia" relacionada com as ideias que eu criei sobre mim própria e que constituem a minha ideologia de vida praticada até agora. Eu apercebo-me como uma ideia, quando justificada nas nossas próprias mentes com razões que nós próprios criámos, pode condicionar toda a ação ou qualquer tentativa de se mudar de atitude. O problema e a solução começa dentro de nós próprios. Por isso, eu apercebo-me que a desculpa de "estar frio" para não sair da cama é mais uma ideia que eu aceitei como válida na minha mente. Se para uns é o frio, para o outros é a desculpa da ressaca, outros é o conforto, ou ainda a resistência para se enfrentar o dia. Independentemente da justificação, estamos todos a condicionar o nosso dia a partir do momento em que acordamos e damos ouvidos à voz constante da mente, dos desejos, dos medos, das ideias e das emoções. Partilho agora o meu Perdão-Próprio específico para esta resistência para me levantar da cama quando está frio:

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar a sensação de frio e a minha reação ao frio que possa sentir quando saio da cama ou quando saio de casa.

Eu perdoo-me por me permitir e aceitar justificar a minha decisão de não sair da cama ou de não sair de casa com base na ideia de ir ter frio, sem ver que é a mim que eu estou a limitar a minha ação e expressão com um pensamento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ficar a imaginar o momento seguinte em vez de viver a decisão de me levantar e de sair da cama sem permitir que as ideias me congelem a ação.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar ir para uma cidade mais quente para evitar enfrentar a minha relação com o frio; no entanto, como eu já percebi, este é um padrão que existe em mim e que se manifesta noutras situações. Logo, eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir e limitar pelas ideias que eu criei sobre quem eu sou e por acreditar que esta ideologia é quem/como eu devo agir.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que não sou capaz de andar descalça ou de apanhar frio sem reagir com medo de ficar constipada ou com energia de choque, quando na realidade eu não preciso de participar nesta ideia que eu criei e alimentei para mim própria.

Eu comprometo-me a estabilizar o meu corpo através do perdão próprio em momentos em que eu vou lidar com o ponto do medo de sentir frio. Eu apercebo-me que o frio é uma sensação física que não requer o apego mental ao medo ou à ideia de que o frio vai ser penoso ou que irei ficar doente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido entreter a minha mente com a antecipação do frio e com a ideia de desconforto em vez de me focar na ação de me vestir rapidamente sem julgar o frio como mau, mas simplesmente sentir a temperatura e agasalhar-me até já não ter frio.

Vejo agora que a solução é clara quando se está fora do "estado mental" de resistência para FINALMENTE dar direção a mim própria:

Quando e assim que eu me vejo a imaginar o momento em que eu saio da cama e a ter frio, eu páro e respiro. O pensamento não é real e portanto não tenho de participar nele; posso e devo tomar a decisão de vestir uma roupa quente e começar o dia com plena força de vontade, sem estar presa a qualquer ideia.

Quando e assim que eu me vejo a pensar "só mais 2 minutos" em snooze, eu páro e respiro. Eu relembro-me que foi a minha decisão na noite anterior de acordar aquela hora e, por isso, eu comprometo-me a respeitar os horários que eu vejo serem o melhor para mim.

Quando e assim que eu me vejo a condicionar a minha expressão corporal por medo de ficar constipada, eu páro e respiro. Vejo pela primeira vez que mesmo antes de apanhar frio já estou a pensar na possibilidade de apanhar um resfriado, em vez de me focar em soluções práticas para me agasalhar, para criar o meu conforto incondicionalmente, fora e dentro da cama, e estar estável dentro de mim para prevenir qualquer fraqueza do meu sistema imunitário.

Eu comprometo-me a ajudar-me a parar os pensamentos/ideias que ditam aquilo que eu devo fazer, comprometo-me a estar presente nas minha ações e a fazer aquilo que é simples senso-comum: viver a decisão de me levantar (e vestir mais qualquer coisa caso esteja frio). Eu abraço a minha responsabilidade de criar a minha realidade e de ser/criar a solução para mim própria - neste caso, de garantir que me dou o conforto físico mas sem participar na paranóia nem limitações da mente.

DIA 216: À descoberta das Ansiedades: o Suicídio por Desistirmos da Vida que Somos

No seguimento da minha des-coberta das ansiedades e das preocupações, apercebo-me que a origem destes padrões não está nas minhas experiências ou nas influências do meu ambiente (aquilo que eu antes culpava por ser o stress do emprego, ou as pessoas). As ansiedades da mente têm origem na mente. Este é o senso comum que me tem faltado, ou talvez seja a awareness que não existia em mim tão claramente. Por não saber como a mente funciona, acabei por ter participado, acreditado e alimentado as ansiedades dentro de mim, e foi assim que eu me "criei" até agora. Não se poderá dizer que seja uma criação pois tem sido uma cópia da realidade à minha volta, à procura de respostas e de soluções fora de mim.

Não foi de estranhar ver como os meus pensamentos, preocupações e ansiedades surgem automaticamente - até a imaginação na minha mente vem gratuitamente!  É fascinante ver como as preocupações surgem mais rapidamente e mais facilmente do que as soluções práticas. Agora que estou ciente destes pensamentos, posso usá-los como indicadores da minha eficácia no processo de parar o controlo da minha mente para me dedicar a soluções práticas e em honestidade própria.

O timing destas realizações pessoais coincide com o artigo publicado no blog Heaven'sJourney to Life, que expande sobre como é que nós nos suicidamos ao desistirmos da Vida que somos, visto que passamos a dar mais valor à mente do que a nós próprios; trata-se de uma decisão de vida ou de morte, em que deliberadamente eu tenho escolhido seguir aquilo que a minha mente me mostra (e que acabou por ser uma realidade confusa, por dentro e por fora), em vez de me dedicar a uma criação de mim própria realmente baseada naquilo que é o melhor para mim, um e igual aos outros seres vivos, a aprender , a progredir, a aplicar soluções na minha vida e a aperfeiçoar-me. Assustadoramente, apesar das preocupações serem ultimamente sobre o medo da morte, é para lá que caminhamos como se fosse um castigo/uma aceitação da desistência, em que estupidamente os seres-vivos deixam de o ser.

Até agora ainda não tinha considerado a possibilidade de não dar azo a esta paranoia mental, mas enquanto estava a fazer o curso DIP comecei a escrever sobre pontos suprimidos em mim, sobre memórias que tinham estado de tal modo fechadas que eu nem sequer me tinha apercebido que é da minha responsabilidade (e que consigo!) resolver as ansiedades e os medos que existem dentro de mim. O próprio padrão de culpar os outros por qualquer coisa que eu sinta é um mecanismo de defesa/supressão da mente, porque por trás deste padrão está a minha mente secreta de medos e ansiedades, em que eu estou de facto a defender o ego e a sobrevivência de personalidades - mas nada disto é real.  É fascinante ver como a mente ainda grita mais alto e como facilmente ainda me distraio com pensamentos, mas aqui está a vantagem de se escrever - vejo o problema e a solução mesmo à minha frente e posso deliberadamente tomar a decisão de Parar o automatismo da mente para abraçar/recriar a Vida que sou.

What is also interesting regarding us Humans, is how we tend to believe MORE what OTHERS say about ourselves, than us standing by a decision/living statement of/as who we are and so, because of this, the individual that is being bullied, with replaying the memories over and over and over again, with the memories/moments having such energetic/emotional impact on themselves, starts considering that What OTHERS are saying about them must be true. This in itself is quite a shock to the Self, because in a way there exist the awareness of the fact that, Self is accepting/allowing others to define self, that Self is giving into THEM and giving up on SELF. 




DIA 174: Como Lidar com a Previsibilidade da Mente




Hoje comecei o dia com uma enorme resistência e falta de paciência para fazer as minhas tarefas diárias no escritório. Foi como se toda a motivação de fazer aquilo que eu devia estar a fazer tivesse evaporado e me tivesse esquecido do que é que eu estava ali a fazer. É nestes momentos que me apercebo da vantagem de estar ciente destas alterações da mente e vejo o caos que potencialmente era capaz de criar caso seguisse esta "falta de energia" da mente, a quantidade de reações que eu evitei ao simplesmente parar, respirar e mudar de atitude. Demorou algumas horas até me restabelecer. Já não me sentia assim há algum tempo, o que significa que este é um padrão que voltou a bater à porta e que tenho a oportunidade de lidar comigo e recriar-me.

Antes de seguir para o perdão próprio, vou expandir sobre a previsibilidade da mente:
  • Porque é que quando eu tomo a decisão em mim de fazer algo por mim (por exemplo dedicar-me ao máximo no meu emprego), começo deliberadamente a sabotar a minha decisão e a duvidar de mim?
  • Porque é que quando planeio coisas para mim e chega a altura de as fazer, tenho a resistência de realmente fazê-las e acabo por criar desculpas para fazer outra coisa?
  • Porque é que quando vejo que estou sem paciência e que estou a reagir não vejo imediatamente que esta personalidade não sou eu e deliberadamente tomo a decisão de me estabilizar?

O padrão estava mesmo ali, aqui em mim, e eu comecei a procurar justificações para a minha falta de paciência (o período, falta de descanso, má alimentação, problemas na relação) em vez de ver que eu sou o ponto comum em todas essas situações. Logo, se eu resolver o que se passa comigo, vou resolver tudo aquilo em que eu estou envolvida.

Passadas algumas horas foi como se nada daquela confusão matinal estivesse acontecido - como se diz "estava pronta para outra"! E este padrão de desistência e de dúvida e de falta de confiança vai realmente voltar - esta parte da mente é prevísivel. Aquilo que eu posso decidir aqui é garantir que também a minha iniciativa e tomada de direção para parar a mente seja também previsível. Ou seja, que eu recrio em mim esta confiança incondicional e garanto que quando surgem os padrões da mente, eu  sou a solução para mim própria a cada momento e crio esta estabilidade em mim deliberadamente, em qualquer situação.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido deixar-me dominar pela mente de imaginação e de assumpções sobre situações futuras.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido deixar-me dominar pela desconfiança dos outros (que é uma desconfiança de mim própria).
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido parar a mente e realmente parar de participar nos pensamentos da mente, um a um.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que eu TENHO de acreditar nos pensamentos da minha mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido levar os pensamentos a peito como se fossem ofensas pessoais, quando afinal eu própria estou a criar essas ofensas para mim própria.
Eu perdoo-me por me permitir e aceitar acreditar nos pensamentos da mente como uma religião em vez de questionar De onde é que este pensamento vem, Porquê agora, Desde quando é que eu penso isto.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser influenciada pela minha mente e desistir de mim como Vida, em vez de me permitir ver a mente e dar direção para não seguir a mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que a minha estabilidade é um part-time quando afinal o meu corpo está sempre a funcionar para mim e por mim.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar um e igual com a estabilidade do meu corpo e permitir-me Ser de dentro (estabilidade corporal física) para fora (estabilidade da minha ação na minha direção e vontade próprias).

Eu apercebo-me que a cada momento em que tenho uma invasão da mente é uma oportunidade para praticar a minha estabilidade e realmente PUXAR por mim, para permanecer aqui e sair da mente. Ao sair da mente, eu permito-me ver o pensamento, ver as ideias, ver a imaginação e trabalhar nisso ao escrever, ao perdoar-me sobre cada um destes pontos e reescrever a minha história sobre quem eu Sou aqui.

Quando e assim que eu me vejo a permitir entrar no padrão de passividade da mente e de desleixo físico, eu páro e respiro. Eu sou o meu corpo físico, eu sou cada respiração, eu sou cada movimento meu, eu sou esta oportunidade de me mudar como tenho existido em mim até agora. Apercebo-me que esta instabilidade e falta de confiança não são o melhor de mim  e que tenho existido como pensamentos que não são de todo o ponto de partida para uma criação honesta com a Vida.

Eu comprometo-me a estar ciente deste "timeloop" da mente de cada vez que eu começo a desprezar e a desvalorizar aquilo que eu estou a fazer; Eu comprometo-me a parar imediata-mente a desvalorização da mente sobre a minha vida; a partir da realização de que "Isto é a mente, isto é aquilo que eu vejo que tenho permitido fazer e existir em mim", eu apercebo-me que agora é a altura de me aplicar a mudar imediatamente e deliberadamente nesse momento. Ou seja, quando e assim que eu me vejo a ter falta de paciência para aquilo que eu estou a fazer, em vez de desejar ter energia ou motivação, eu RESPIRO fundo, estabilizo-me no meu corpo e realizo que sou a ação que eu me permito fazer. Eu dedico-me então a fazer aquilo que tenho resistência para fazer tal como começar um projecto que eu julgo como complicado; eu dedico-me a escrever sobre aquilo que tenho resistência; eu dedico-me a falar ciente de cada palavras, sem me permitir esconder de mim própria.

Quando e assim que eu me vejo a querer distrair-me com os outros à minha volta porque aparentemente os problemas deles parecem mais fáceis de resolver do que os meus, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que só sou capaz de resolver os meus problemas porque fui eu que os criei. Logo, eu comprometo-me a tomar responsabilidade por resolver cada um dos padrões da minha mente sem medo de mim própria! Eu dedico-me a abrir comigo própria, a escrever sobre aquilo que até agora tenho tido vergonha de ser e fazer, dedico-me a ser a minha melhor amiga e realmente me ajudar a parar de participar nos vícios da mente. Apercebo-me que parar a mente, compreender a mente e corrigir-me na minha mudança física é um trabalho a tempo inteiro tal e qual a respiração e todo o funcionamento do meu corpo. Assim, eu dedico-me a estar um e igual com a estabilidade do meu corpo e a aplicar-me de forma consistente no meu processo de me recriar como Vida a tempo inteiro!





DIA 160: "E no final do dia parece que não fiz nada..."


Ao passar tempo na mente,  eu estou a "viver" o tempo da mente e a desprezar o tempo físico. No final do dia parece que não fiz nada, porque todos os planos ficaram na mente e não vivi a decisão. Apercebo-me então que a decisão de parar a mente ainda não foi tomada, ainda não escrevi sobre o ponto e ainda não decidi viver as palavras. No entanto, a sensação de que não fiz nada é uma sabotagem e uma espécie de queixa pessoal, em vez de perceber que este é um padrão a analisar e a corrigir - and that's the fun bit of this process!
As seguintes frases de auto-correção vêm no seguimento do Perdão próprio em Dia 159: Estar na Lua? Ou tempo passado na mente?


Quando e assim que eu me vejo a fazer altos planos na minha mente, eu páro e respiro.
Quando eassim que eu me vejo a criar/seguir as imagens de mim a fazer coisas, eu páro e respiro.
Quando e assim que eu me vejo a ter conversas na minha mente, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que estas conversas mostram-me quem eu me tenho permitido ser até agora - personalidades, medos, ideias, crenças, esperanças - e que nada disto sou realmente Eu, aqui, um e igual ao meu corpo em unidade e igualdade com a realidade física. Nisto, eu comprometo-me a confiar na minha respiração e na minha capacidade de parar a mente, porque a mente não é quem eu realmente sou como VIDA. Nisto, eu tomo direção e FAÇO aquilo que tenho a fazer!

Eu comprometo-me a focar-me no físico e a viver a decisão de criar as ações no físico e não na mente. Eu literalmente levanto-me e tomo direção de viver a decisão que eu tomei em mim, ciente do meu corpo e dos passos que dou para completar a ação.

Quando e assim que eu me vejo a permitir e aceitar separar-me do meu corpo de cada vez que navego na mente, eu páro e respiro. De volta ao físico, eu dedico-me então a ver qual a melhor maneira de começar a agir.

Quando e assim que eu me vejo a participar na frustração do tempo porque o tempo físico que as coisas levam não corresponde ao tempo que eu imaginei na mente, eu páro e respiro. Eu realizo que o tempo da mente não é um indicador de tempo físico e que não tem em consideração todas as ações físicas que eu realmente tenho de fazer para completar a minha ação aqui. Por isso, em vez de me permitir sentir frustrada, eu páro esta sabotagem da mente e dedico-me às minhas ações no físico de modo a ser eficaz e a criar o melhor de mim com o tempo que eu tenho.

Eu comprometo-me a auto-ajudar-me com a respiração de modo a estar ciente de mim, a estar estável no meu corpo e a estar ciente de tudo o que se passa à minha volta. Ao parar a minha participação nas imagens/ideias da mente, eu apercebo-me que estou a fazer aquilo que é o melhor para mim porque me estou a permitir agir livre-da-mente, ver as coisas em senso comum e a agir um e igual com a vida que eu/todos somos.

Quando e assim que eu me vejo a julgar-me por ter perdido o dia na mente, eu páro e respiro. Em honestidade própria eu permito-me ver se esta é uma sabotagem da mente ou se realmente passei o dia em planos da mente. Nesse caso, eu comprometo-me a direcionar-me e a recomeçar a cada momento, a cada respiração - eu não me permitido manipular o meu futuro com base no passado - eu crio o momento agora. Se, pelo contrário, esta é uma sabotagem da mente em que eu penso que o dia foi inútil quando na realidade houve pontos importantes que eu realizei, eu páro, respiro e ajudo-me a ver que a mudança não surge em pensamentos da mente - a Mudança é física e, portanto, tenho agora a responsabilidade de aplicar na prática os pontos que eu realizei/trabalhei em mim e aperfeiçoar-me.

Eu ajudo-me a parar a acumulação de planos na minha mente - para isso, dedico-me a tomar notas no papel, ou simplesmente dizer o perdão-próprio no momento, e parar a mente - Respiro e dou-me direção no momento seguinte de modo a parar o padrão de acumulação e da passividade.

Quando e assim que eu me vejo a participar na energia da ansiedade que surge ao ver  que tenho pouco tempo para tudo aquilo que eu planeei fazer, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a parar as ideias da mente sobre o tempo que as coisas levam e ajudo-me a ser realista e a estar ciente do tempo físico que eu realmente levo a fazer as coisas. Ao mesmo tempo, dou-me a oportunidade de me focar na minha ação e a parar de desperdiçar tempo entretida nas dúvidas/ilusões da mente. Dedico-me a estar um e igual com o meu corpo, logo, um e igual com o tempo físico que as minha ações físicas requerem e dedico-me a ser honesta comigo própria quando faço o plano das minhas ações diárias.



DIA 150: O padrão da desistência - Vida e morte


Este processo é um work in progress e este é um daqueles padrões que requer mais do que um artigo. Cada vez mais me apercebo do impacto e da força do hábito levados a cabo pela conversa da mente sobre planos alternativos que invalidam qualquer tentativa de ser assertiva comigo própria. Quantas vezes terei já desistido de mim e do meu poder aqui.
Curiosamente, bastou-me sentar a escrever sobre o ponto da desistência que fui rapidamente invadida pelo sono e pensei em milhares de coisas para fazer EM VEZ de estar aqui sentada a escrever sobre este ponto!
Vou começar por ver a dimensão da desistência associada à falta da pontualidade - um tópico que me é familiar e assim permito-me "descascar" as várias camadas/personalidades que eu me tenho coberto. Apercebi-me que a ideia de desistir do plano inicial é impulsionada por um plano B que inconscientemente ou conscientemente eu estou a criar na minha mente - a partir deste pensamento, dou luz verde à desistência e até justifico este padrão com uma série de des-Culpas, sem ver que estou a deixar passar ao lado este ponto fundamental que é o de desistir de mim própria, da minha palavra, da minha vivência das minhas palavras e, ultimamente, da minha vida. Parece ser dramático e exagerado? Trata-se de um padrão que tanto se manifesta mais insignificante no caso da pontualidade como na consequência desastrosa de se desistir de se viver.

Foi depois de começar a olhar para este padrão que comecei a vê-lo noutros outros pontos da minha vida, desde a ideia de desistir do meu emprego (no qual a desistência tem como ponto de partida o medo de errar e portanto fazer os possíveis por evitar essa situação mesmo que isso implique que estou a comprometer o meu processo de auto-correção), desistir do casamento (uma snap decision que surge em forma de amúo), desistir de escrever todas as noites, desistir  de me auto-ajudar e mudar, etc.
E não será a nossa sociedade o resultado da desistência diária, onde embora todos lutemos por algo, muito já desistiram de mudar os sistemas e de mudar o mundo. Aquilo que nos falta agora é desistir da mente e renascer em honestidade própria. As crianças ensinam-nos aquilo que permitimos desistir pelo caminho - a não desistir daquela tarefa nova, da paz, da mudança, do prazer, bem-estar, da comunicação e, finalmente, a não desistir de nós próprios enquanto Vida.



Dia 106: Vontade de desistir como se isso fosse mais fácil


Este perdão-próprio vem no seguimento do vlog que fiz hoje sobre uma experiência vivida no emprego esta tarde. Tratou-se do padrão da desistência, como se aquilo que eu tinha à minha frente para fazer fosse maior do que eu própria. Por uns breves instantes, tive a sensação de estar perdida e, com o medo de falhar, tive vontade de ser eu a desistir, antes que alguém fizesse isso por mim. Esta antecipação é típica da mente, num conflito que só eu vejo porque só existe dentro de mim. No momento em que me apercebi que estava deliberadamente a sabotar a minha existência em Londres e a minha dedicação no meu trabalho, eu parei e questionei-me sobre o que eu estava aqui a fazer e porquê... Apercebi-me que o desejo de me sentir confortável na nova tarefa que eu estava a desempenhar era baseado na ideia do que eu gostaria de estar a fazer. Ou seja, estava em completa separação, a desejar estar onde que não estava e a fazer algo que só existe na mente como uma imagem de aparente felicidade. De tudo isto, apercebi-me que o mais real era a minha respiração naquele momento e a minha presença física. Levantei-me, respirei, afastei os olhos do ecrã e nesse momento questionei-me sobre o que eu queria da minha ação em relação à tarefa que tinha em mãos. Foi simples a resposta: dar o melhor de mim aos outros e garantir que faço tudo aquilo que é possível para aperfeiçoar o meu trabalho.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar o pior cenário que podia acontecer naquele momento em que me sentia frustrada com o meu trabalho, em vez de parar de participar na mente para garantir que não criaria esse cenário na minha vida, deliberadamento a sabotar a minha realidade com base nas imagens da mente.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a energia associada com a vontade de estar noutro lugar e a fazer algo diferente do que estou a fazer, quando na realidade esta "necessidade de escapar" é um hábito da mente de se distrair com a percepção que aquilo que está longe é mais fácil de resolver, em vez de me dar a oportunidade de transcender esta limitação que estava mesmo ali em mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a sensação de conforto é real porque está associada a uma rotina do passado ou a ideia que antes estava mais estável, em vez de ver que este padrão não sou Eu como Vida e que é de facto uma RESISTÊNCIA a ser/estar aqui estável como Vida, como Direção-própria e como/para o Melhor para mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido  participar no desejo e imagem de desistir e assim de largar tudo num instante, tal e qual uma reação, em vez de parar e respirar e me alinhar com o meu corpo, com a minha ação e tomar responsabilidade pela minha decisão. Apercebo-me que esta vontade de largar tudo é um ultimato que faço a mim própria sem qualquer decisão e sem de facto tomar uma decisão consistente e me dedicar a viver essa decisão.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido culpar as pessoas à minha volta pela frustração que eu estava a criar para mim própria ao alimentar as ideias da mente que limitam a minha expressão e criatividade.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na ideia que desistir como sendo um acto de ruptura, em vez de parar, ajudar-me a ver este ponto e assim simplesmente ajudar-me a re-nascer aqui.

Quando e assim que eu me vejo a imaginar a possibilidade de desistir da minha ação e projectar a minha frustração na forma de uma reação com os outros, eu páro e respiro. Eu comprometo-me a tomar responsabilidade por me corrigir a cada momento naquilo que eu faço durante o dia e a parar de me distrair com as aparentes vontades da mente que são baseadas em insatisfações passadas ou comparadas com o passado.

Quando e assim que eu me vejo a desejar estar noutro lugar e a fazer algo diferente daquilo e de onde que me encontro neste momento, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que a minha mente me está a mostrar a separação que eu permito e aceito em mim própria.

Eu comprometo-me a auto-estabilizar-me com a minha respiração e a tomar a minha direção em senso comum e criatividade para sair da mente e estar aqui a agir no físico, a dar o meu melhor e a ultrapassar medos ou ideias que eu acumulei e que acreditei serem eu. Eu apercebo-me que o acto de desistir é apenas uma farsa para não ver as origens dos padrões e finalmente me questionar como é que eu estou a participar neles.

Quando e assim que eu me vejo a comparar aquilo que eu faço agora com memórias de coisas que eu fiz e que na minha memória aparentemente eu estava mais satisfeita, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que as memórias são usadas como auto-manipulação, baseadas na polaridade melhor VS pior em comparação ao presente. Eu dedico-me a parar de acreditar nas imagens manipuladas na mente e começar a recriar-me a cada momento, sem participar nos vícios da mente até estar clara em mim.

Logo, eu comprometo-me a dar direção a mim própria quando me vejo a estar "perdida" e "absorvida" na mente e assim me aplicar na minha auto-correção, em garantir que estou ciente de mim e dos padrões que mais cedo ou mais tarde tenho de resolver em mim. Eu comprometo-me a parar de participar nas imagens da mente do passado e a sensação de falta - as chamadas saudades - pois com isso é a mim que me estou a perder porque estou a ignorar a minha presença aqui. 

Eu respiro, eu torno-me ciente da minha presença Aqui, neste momento e vivo a cada momento a decisão de me auto-aperfeiçoar de dentro para fora e que as minhas ações sejam o reflexo da minha estabilidade e auto-aperfeiçoamento.


Ilustração de Andrew Gable