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Dia: 259: O Peso Dos Julgamentos e da Imagem: Ser Em Vez de Parecer


Hoje depois do meu Periscope apercebi-me de uma limitação mental de julgamentos próprios com base na minha imagem: o aspeto do meu cabelo, a minha cara, os meus olhos, olheiras, os meus óculos e os meus dentes. Estes julgamentos-próprios aparentemente banais e comuns a muitas mulheres têm um impacto maior do que eu possa imaginar, porque ao prender-me a estas criticas que tenho de mim própria estou a petrificar a minha ação e a minha capacidade criativa. Se eu tivesse dado ouvidos à minha mente esta manhã eu não teria feito o Periscope e teria adiado uma vez mais a minha partilha incondicional com o Mundo.

Porque é que ainda permito que os julgamentos da mente controlem as minhas decisõe? E de onde é que vêm estas ideas de como eu devo ou não devo ser e agir?

O meu ponto de partida para fazer vlogs, videos no Periscope e até mesmo publicar fotos no Instagram é o de partilhar o meu processo de descoberta pessoal, de crescimento, e o de ajudar pessoas que passam por situações semellhantes e que também procuram mehorar as suas vidas. Ao ajudar-me a perceber as relações que eu criei comigo, com o meu corpo e com o mundo à minha volta estou a permitir-me mudar-me para desenvolver o meu potencial máximo enquanto ser humano.

Relativamente às imagens da mente, estou ciente que estas são influenciadas pelas imagens que vejo passar na TV, em filmes, séries, e também em fotos e vídeos de outros vloggers. Acabo por me limitar ao pensar que se eu for diferente dessas imagens então serei criticada e julgada pelas pessoas. Mas no entanto, eu vejo também que eu só penso nestes julgamentos porque eles existem primeiramente dentro de mim mesma! Se eu não julgásse o meu cabelo, então eu nem sequer projectaria este pensamento para a outras pessoas (aquilo que eu penso que outras pessoas pensam e dizem sobre mim). Se estes julgamentos existem dentro de mim mesma então não são os outros que me julgam porque sou eu que já estou a fazer isso em mim - e esta separação é inaceitável porque esta sou eu, este é o meu corpo, esta é a minha vida. Não tenho outra e não preciso de outra porque eu estou aqui agora e é nesta vida que eu crio o melhor de mim e o melhor para mim.

Por isso, tenho de primeiro perceber que estas ideias não vêm dos outros e que eu sou responsável por parar os julgamentos-próprios. No fim de contas, eu tenho o potencial de Ser (e não pareCer) a cada momento, cada expressão, cada estilo, e em cada palavra que eu expresso. Se houver outras palavras que eu quero viver para mim própria, por exemplo confiança, concentração, assertividade, então sou eu que tenho de me mudar e aplicar estas palavras naquilo que eu faço. Quando me distraio em pensamentos e julgamentos da mente é um indicador de uma ideia que ainda me defino e que me agarro para querer parecer algo ou alguém para ser aceite pelos outros - embora ao fazer isso estou a mentir-me a mim mesma (e aos outros)!

Em vez de me puxar para trás e evitar fazer vídeos ou fotografias, eu decido investigar o julgamento e re-estabelecer a relação que tenho comigo mesma e em vez de me rejeitar/julgar, eu abraço-me e eu perdoo-me.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido olhar para mim através da mente dos julgamentos próprios.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar o meu cabelo por estar diferente do cabelo de outras pessoas que eu vejo a fazer vlogs ou Periscopes.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido jugar-me como sendo menos interessante por estar com óculos.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido projectar os meus julgamentos para os outros e pensar que outras pessoas estão a ter estes pensamentos sobre mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar e acreditar que os julgamentos próprios são reais.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar os meus dentes como não sendo direitos e brancos o suficiente com base na ideia do que é uma boca perfeita.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido evitar mostrar a minha cara com base na ideia de que eu não estou arranjada para a câmara, com maquilhagem e lentes de contacto.
Eu perdoo-me por me estar a permitir e aceitar criticar a minha imagem com base em imagens de outras pessoas que eu uso como referência de beleza e de aceitação. Eu apercebo-me que esta aceitação e julgamentos dos outros tem a ver com os julgamentos que eu ainda me permito ter de mim própria e que são inaceitáveis.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido disTRAIR-me com os julgamentos próprios e com isso separar-me do meu corpo e das palavras que eu estou a dizer.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar estável ao ver a minha cara no vídeo, em vez de criticar a minha imagem e pensar que estas ideias sobre aquilo que eu devia parecer são reais.

Vejo que esta ideia de corresponder a uma imagem é de facto uma forma de me esconder de mim própria e de suprimir ideias que eu ainda tenho contra mim em vez de me descobrir na minha totalidade e corrigir a relação que tenho comigo própria para que seja de apoio incondicional, de amor-próprio, de auto-ajuda e de realmente viver quem eu sou.

Eu apercebo-me que estas imagens são personalidades que eu não quero nem preciso para mim própria porque não são o melhor para mim.

Por isso, quando e assim que eu me vejo a querer vestir, arranjar, maquilhar ou agir para parecer alguém ou alguma personalidade, eu páro e respiro. Ao respirar e acalmar a mente eu vejo que esta pressão que eu coloco em cima de mim não é real e que quem eu sou no meu todo é quem eu quero ser com as outras pessoas - o verdadeiro Eu que me estou a recriar na minha honestidade própria.

Apercebo-me também que as personalidades são máscaras temporárias. Em vez disso, eu comprometo-me a viver as palavras da auto-confiança, estabilidade, independência, movimento e amor-próprio em cada coisa que eu faça, incluindo nos meus vídeos, fotos e blogues.

Quando e assim que eu me vejo a julgar como sendo inferior ou menos capaz quando estou com óculos, eu páro e respiro.
Eu apercebo-me que este julgamento não é real e que eu sou a mesma pessoa com óculos ou com lentes de contacto.

Quando e assim que eu me vejo a querer usar maquilhagem para querer ser respeitada ou vista como mais interessante, eu páro e respiro.

Em honestidade própria eu apercebo-me que este ponto de partida é uma forma de esconder-me de mim própria. Em vez disso, eu comprometo-me a parar de julgar as minhas olheiras, borbulhas ou a cor pálida sem bronze, e dedico-me a investigar a origem das olheiras e das borbulhas para mudar os meus hábitos que estejam a provocar esta reação na minha pele. Quanto ao bronze (ou à falta dele), eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que o bronze de verão é indicador de saúde e de vitalidade. Eu apercebo-me que a minha saúde e vitalidade não estão dependentes do sol e vejo também que o bronze tem a ver com a ideia de beleza e vitalidade que quero que outros tenham de mim.

Quando e assim que eu me vejo a participar na polaridade de querer ser vista como bonita/aceite pelos outros quando estou com maquilhagem e arranjada como uma modelo, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que ao participar na polaridade do positivo estou também a criar a polaridade do negativo quando não estou vestida, maquilhada ou arranjada de uma maneira que é promovida nas revistas e TV.

Vejo então que o que quer que eu decida fazer, ou como eu me decida arranjar, com óculos ou sem óculos, com maquilhagem ou sem maquilhagem, ou com uma determinada roupa tudo isto é uma decisão que eu tomo por mim e para mim, como uma expressão minha. Finalmente, eu comprometo-me a viver as palavras de auto-confiança, honestidade-própria, estabilidade, amor-próprio, autenticidade e auto-criação em tudo aquilo que eu faço e naquilo que eu digo, e é esta a imagem que eu projecto para o mundo como o meu exemplo para ajudar outros a fazerem o mesmo por si.


Eu comprometo-me a ser um e igual com o meu corpo, sem me julgar como superior ou inferior consoante o que eu visto, ou como tenho o cabelo, com ou sem maquilhagem, com ou sem óculos. Eu comprometo-me a ser um e igual com o meu corpo e por isso usar a relação com o meu corpo como uma referência da relação que tenho comigo própria. Ao estar ciente disto, eu comprometo-me então a parar a mente de ideias pre-feitas e a recriar a minha relação comigo própria tendo como ponto de partida o amor-próprio, o bem-estar físico e a minha estabilidade-própria.


DIA 224: Bloqueio para Estudar ou Trabalhar? Aprende a identificar os teus medos

Se é por mim que eu ando este processo, também é por mim que eu me desleixo no meu processo. Ou seja, de cada vez que eu me desrespeito em pensamentos, palavras ou ações, é a mim que eu me estou a prejudicar e que estou a atrasar/adiar a minha Vida.
Nestes últimos dias tornei-me ciente de um ponto enraizado em mim há demasiado tempo e, por nunca me ter decido parar o padrão, acabo por participar nele automaticamente - refiro-me à procrastinação baseada no medo de falhar/ego/ideia que eu quero passar aos outros/desejo de ser perfeita sem realmente FAZER por isso na prática.
Reparo então que ultimamente tenho tido como ponto de partida o medo de não conseguir acabar um trabalho - mas em vez de enfrentar o medo e pará-lo, acabei por vivê-lo. Como? Ao adiar o momento em que começo o trabalho, ao imaginar o momento em que finalizo o trabalho e supostamente "está tudo bem".
A minha pergunta de hoje é: Porque é que eu participo nesta preocupação e crio este papão na minha mente?  Quanto mais resisto fazer este trabalho, maior me parece, porque existem camadas de medo, camadas de expectativas, camadas de ideias, camadas de comparações - tudo isto são camadas de energia mental que me prende na realidade. Por isso há também uma petrificação física em que me "sinto" bloqueada e não consigo fazer mais nada do que pensar no trabalho.
Curiosamente, quando me dedico de facto a ler e a escrever para o trabalho, dou por mim a pensar "Afinal não é assim tão difícil". No entanto, aquilo que eu também não estava a ver é que esta é também uma ideia, desta vez baseada na outra polaridade --- positiva. Ou seja, ao pensar que "afinal aquilo que eu criei como um papão não é assim tão grande" estou a fazê-lo sem qualquer indicação real porque o trabalho ainda não está feito. Apercebo-me que era um a ideia mental e que é importante estar ciente do exagero mental, no entanto, qualquer emoção positiva ou até mesmo motivação que possa surgir (como por exemplo imaginar o momento em que acabei o trabalho e há satisfação e alívio) também não é real. Pode depois haver tendência para criar desapontamento pessoal quando a imagem de facilitismo na mente não acontece, porque afinal a imagem de fast-success também não é real!
 A sensação de não ser "tão difícil" é somente baseada na realização que os meus pensamentos de derrota inicias eram escusados, mas não implica que esteja a haver uma mudança prática.  A mudança prática ocorre quando eu realizo que nem os pensamentos negativos nem os positivos são reais, e ponho em prática a realização que o trabalho é feito e escrito aqui, não na mente.  Da mesma maneira que temer um certo evento (por exemplo um exame da faculdade ou uma reunião no emprego) não faz sentido porque a única coisa que tememos é o cenário que criámos na nossa própria mente e que acreditamos que é isso que vai acontecer.
E por isso a única solução é criar o meu trabalho aqui e agora, fazer o melhor de mim e estar disposta e aberta a aperfeiçoar-me.

Para sumarizar, os pontos que eu realizei nesta altura da minha vida são:


  • A resistência que eu tenho para fazer alguma coisa baseia-se no medo de falhar
  • Na minha mente eu facilmente salto da ideia inicial para a imagem do resultado final, sem ver que estou a desprezar por completo o empenho físico real e o tempo real que irá levar a completar a minha ação
  • A imagem do trabalho completo não é real e é um desgaste mental estar a tentar corresponder à imagem da mente
  • A preocupação inicial de não conseguir acabar o trabalho é uma distração e uma crença, porque na realidade ainda nem sequer comecei
  • Quando eu começo e dou por mim a pensar que afinal não é assim tão fácil, eu estou a criar a outra polaridade na minha mente com base na esperança de conseguir terminar o trabalho, e portanto esta motivação também não real
  • Quando estou a fazer o trabalho, não é necessário fazer "cross referencing" com a mente: basta confiar naquilo que está feito aqui no físico e continuar a progredir e a auto-aperfeiçoar aquilo que estou a fazer
  • A ideia que eu criei de mim própria é baseada em falta de confiança-própria e é uma espécie de suicídio mental, porque tenho tendência para desistir de mim e portanto resistir ao processo de mudar quem eu sou e como eu ajo comigo própria
  • Apercebo-me que a única maneira de ultrapassar a resistência é ao não participar na resistência na prática e a começar a fazer o trabalho na prática, passo a passo, em auto-criatividade, auto-descobrimento e expansão pessoal.

Na ilustração, eu vejo também uma pessoa cuja mente está aparentemente iluminada de ideias, mas parada, em modo de observação e a ver a vida a passar ao lado...






DIA 209: A Religião do Ser: copiar e obedecer


Apercebo-me que esta religião é baseada naquilo que me foi dito e que eu acreditei ser a minha verdade.
A Religião do ser é também aquilo que eu permiti definir-me por ter levado a peito qualquer comentário vindo do outro. Curiosamente, a outra pessoa provavelmente nem se apercebia do impacto que eu estava a permitir que essas palavras tivessem em mim, mas foi também a minha decisão tomá-lo como pessoal.
Quem é que nos ensina esta religião? Será que os pais e os educadores fazem ideia de como é que a mente funciona e como é que nós, desde que nascemos absorvemos a informação à nossa volta?
Se no princípio obedecemos e copiamos a mente dos adultos, quando chegamos à idade adulta passamos a obedecer as nossas próprias mentes.

Esta religião é fascinante: baseia-se naquilo que eu penso de mim e como eu acredito ser, ao mesmo tempo que eu própria me limito com base nesses  julgamentos e pensamentos. Mas como "fui sempre assim", nem sequer vejo que me estou a limitar na minha própria mente.
Vi um vídeo no Youtube recentemente em que uma bébé copiava as expressões dos pais e é brutal ver como ela observava/ouvia os pais e fazia igual, enquanto que assimilava as relações que os pais tinham com a realidade e como julgavam certa coisa como sendo nojenta, e outra como sendo divertida. É assustador e revelador perceber que este processo de desenvolvimento aconteceu com a maioria de nós e que pouco provavelmente nos lembramos ou entendemos de onde vem o nosso julgamento em relação a determinadas coisas, pessoas e palavras.

Tenho-me apercebido então como esta Religião é um abuso-próprio: o facto de não me questionar sobre os pensamentos e os medos que eu permito e aceito passarem-me pela cabeça é sinal de que aceitei tal limitação e sinal de como defeni as palavras de acordo com estas permissões e aceitações. Vejo também como esta religião se manifesta no meu apega a certas coisas, a  sensações, a desejos, a sonhos, a memórias, a julgamentos, a auto-definições. Até mesmo as imagens da mente (a imaginação) não tem qualquer culpa da maneira como eu interpreto essas imagens - tanto aquilo que a mente me mostra como os julgamentos que eu absorvo vindo das outras pessoas são auto-projeções da minha religião. 
Amanhã partilho o perdão-próprio sobre estes pontos para começar a largar estes sistemas da mente.


DIA 191: Saber largar (ideias fixas)




Ainda na onda das discussões, um ponto que surgiu e que estou neste momento a lidar/ultrapassar/aprender é a saber largar ideias fixas. No meu caso, isto tem a ver com uma ideia que eu criei da outra pessoa no momento da discussão e, a partir daí, alimentei uma personalidade que justifiquei com base na memória da discussão. No entanto, ao olhar para o padrão das ideias fixas na minha mente, vejo também que o meu ponto de partida da discussão era baseado numa ideia fixa - mais especificamente, era baseado na imagem de um futuro projectado visualmente na minha mente e, ao ver esta imagem a ser bloqueada por uma força contra a minha vontade, eu própria participei na discussão, como se por dentro gritasse pela imagem que se desvanecia... De certa maneira, tratou-se de um bloqueio mental que eu criei para mim própria e acabei por me permitir amuar. Ainda não tinha tratado deste ponto antes e agora, ao escrever, vejo como podia ter agido de maneira diferente, em vez de dificultar ainda mais a situação. Depois da reação do amuo veio também a vontade de fazer exactamente a outra polaridade, ou seja, deitar tudo ao ar e desistir, ao pensar para mim própria que não valia a pena fazer planos porque era uma perda de tempo... Em senso comum, faço-me ver agora que fazer planos não é o problema: aquilo para o qual eu tenho de estar atenta é o meu ponto de partida para fazer/realizar o plano. Neste exemplo, a razão pela qual eu reagi quando ouvi um "Não" da outra parte foi porque toda a minha construção mental daquele futuro projectado era baseado num "Sim" que não houve...  Pergunto-me: Porque é que não me permitir estar igualmente estável com o "Não? Porque é que eu permiti que o sucesso do meu plano fosse dependente da resposta do outro? Para quê criar um plano desfasado da realidade e assim entreter a mente? Porque é que eu permiti que a minha estabilidade própria estivesse dependente da resposta do outro que eu não posso controlar, em vez de garantir que a minha estabilidade própria é incondicional (e por isso não estar dependente da imagem da mente para me sentir realizada). Apercebo-me também que foi mais fácil culpar do outro do que trazer estes pontos para mim própria, perdoar e finalmente largar...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido agarrar-me aos pensamentos/ideias fixas da mente como se estas fossem mais reais do que o que realmente se passa aqui. Apercebo-me que a facilidade de se imaginar e projectar um futuro  funciona como um escape para propositadamente ignorar a situação que é mesmo real.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter resistência em aceitar que a situação real não é a situação projectada na minha mente e que é a situação real que eu tenho de considerar de modo a ver todos os pontos que estão aqui.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido parar a reação da mente quando me apercebi da energia de medo quando ouvi o "Não" do outro, associado ao medo de perda.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que este medo da perda não é real porque a projeção/imagem também não era real em primeiro lugar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido culpar o outro como um mecanismo da mente para não ver como eu me permiti/criei esta instabilidade para mim própria ao criar esta condição e chantagem emocional em mim própria, estando supostamente dependente da resposta do outro (para satisfazer, ou não, a imagem da mente)
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido largar o desejo de forçar o outro a cumprir o plano da minha mente.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que ter ideias fixas é "bom" sinal e sinal de força de vontade, quando  na realidade e em honestidade própria, a força de vontade é incondicional e pode ser aplicada a casa respiração em tudo aquilo que eu faça.

Quando e assim que eu me vejo a ter resistência a ouvir o que a outra pessoa me está a dizer porque aparentemente vai contra a minha ideia inicial, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este conflito com o outro é um espelho do conflito da mente entre a ideia fixa e os argumentos que impedem esta ideia, e apercebo-me também que ambas polaridade existem no medo da perda e que, com esta fixação, eu acabo por ignorar aquilo que está aqui realmente.
Quando e assim que eu me vejo a ter dificuldade em mudar uma ideia na minha mente quando os factos apontam para uma coisa diferente, eu páro e respiro. Eu ajudo-me a ver que se trata de uma ideia fixa na minha mente e que estou de facto a bloquear o senso comum e os factos práticos - Eu dedico-me a olhar para a situação de conflito de interesses em completo senso comum e naquilo que é o melhor para todos neste determinado momento. Eu apercebo-me que a resistência a parar o conflito é alimentada pela energia da mente de pôr a culpa em alguém e que afinal isto só cria mais separação dentro de mim (em honestidade própria) e na relação com os outros.
Eu comprometo-me a investigar sempre o meu ponto de partida na minha tomada de decisão e a garantir a mim própria que não comprometo a minha estabilidade - eu apercebo-me que sou sempre eu a única responsável pela minha estabilidade e que, ao acreditar que a resposta do outro pode limitar ou expandir a minha vida, eu estou deliberadamente a delegar a minha responsabilidade própria. Por isso, eu dedico-me a puxar pela resistência de largar uma ideia fixa e dou-me a possibilidade de recriar a minha realidade considerando aquilo que é o melhor para mim e para os outros, em unidade e igualdade.

Ilustração: Humanity's Journey to Life: Day 107: Blame Character – Commitment Statements http://bit.ly/VYJRrx by Kelly Posey

DIA 165: Desejo pela perfeição que não passa de uma imagem


Até agora tenho andado numa corrida constante comigo mesma e que só recentemente me apercebi que podia ser vencida - não por participar nela, mas por mudar a minha atitude para comigo mesma. Ou seja, até recentemente acreditava que as imagens da mente serviam um objectivo a seguir, como se fosse um guião que realmente me ditava aquilo que eu podia ou não fazer, aquilo que era certo e errado, o resultado das minhas ações e a noção de tempo que as coisas levavam. Foi através deste último elemento - o tempo - que me comecei a aperceber da luta que se passava em mim que a ninguém beneficia. Não é por acaso que as imagens da mente são frequentemente desfasadas da realidade, ou que sentimos a frustração de não conseguirmos realizar as coisas que foram idealizadas na mente. Mas este desejo de ser-se visionário e de se trazer para esta realidade aquilo que vai nas mentes humanas é perigoso e doentio - o tempo da mente NÃO é o tempo físico, a força da mente não é a força física, a velocidade da mente não corresponde àquilo que é sustentável aos corpos físicos. Ao seguirmos a velocidade da mente estamos a massacrar o nosso corpo - sinais de stress no meu corpo e uma sensação repentina quando o coração começa a bater demasiado depressa, ou quando atropelo as palavras por querer falar tão rápido como as palavras que voam na mente. Todos estes são indicadores de desfasamento com a realidade física e com o MEU corpo físico! Quantas vezes não estamos aqui e a nossa mente noutro lugar qualquer? E se não estamos atentos ao nosso corpo, como é que garantimos que tomamos conta de nós próprios? A resposta é simples e ao mesmo tempo desafiante - conseguir estar ciente da respiração a cada momento que passa.
As imagens de aparente perfeição da mente não são reais - Tomemos como exemplo a simples ação de cozinhar - penso em fazer o jantar em 20 minutos e, na minha mente, os tais 20 minutos dão perfeitaMENTE para fazer tudo. O que acontece é óbvio: passados 20 minutos, olho para o relógio e reajo comigo própria porque não fui rápida o suficiente. Começo a pensar que não sou suficientemente boa na cozinha, que cozinhar é uma perda de tempo e que alguém vai estar à minha espera porque eu tinha dito que só demorava 20 minutos. De um momento para o outro, a esperança de conseguir fazer tudo em 20 minutos passa a ser uma corrida contra o tempo e contra mim própria. Estou a contar os minutos enquanto corto com uma faca (err, não é boa ideia), reajo com aquele que me relembra que já passaram 20 minutos e começo a pensar que para a próxima encomendo uma pizza. Nãaaaaao! Aquilo que supostamente era uma imagem de perfeição - preparar os legumes e fazer uma sopa do princípio ao fim em apenas 20 minutos tornou-se num pesadelo de stress e de obrigação. A certa altura já não estava presente, já não me estava a divertir, já não me estava a dedicar. Comecei a sabotar a minha expressão a participar no arrependimento de ter começado sequer a cozinhar  e a culpar tudo à minha volta por me estar a atrasar, mas fui só eu quem permitiu criar tal limitação em mim própria.

E como estes há muitos exemplos de como seguir-se a ditadura da mente não beneficia ninguém. Os altos e baixos de esperança VS frustração e stress são auto-destrutivos. E tenho visto que até agora a minha vida tem sido composta de altos e baixos baseada nesta corrida atrás das imagens da mente que eu tenho acreditado ser o máximo que eu posso e devo fazer.

Quem eu sou fora da mente? Como é que eu agiria se estivesse ciente do tempo que eu realmente levo a fazer as coisas fisicamente? Quão rápida sou se estiver plenamente focada na minha ação física e não nas conversas da mente? Tenho dado a resposta a mim própria ao estar focada na minha respiração. Nisto, tenho-me apercebido que quanto mais física eu estou (ciente do mundo à minha volta, ciente da minha respiração, ciente das minhas ações), mais me dedico à minha ação e por isso mais gozo tenho ao fazê-la, como se a minha ação fosse uma continuação de mim própria em estabilidade.

Estas realizações e a aplicação da respiração no meu dia-a-dia têm sido essenciais no meu emprego que requer a gestão de vários projectos ao mesmo tempo e uma total dedicação na preparação de todos os detalhes para que seja tudo tomado em consideração. It is a work in progress / in process...

Reparo também que a minha comunicação está a ser mais clara porque já não ponho cá para fora os pensamentos soltos da mente - em vez disso, eu primeiro procuro compreender aquilo que se passa e, depois, sou capaz de comunicar e explicar com clareza.
O mesmo acontece com a velocidade da fala - lembro-me de ouvir o João dizer  que às vezes não percebe aquilo que eu digo porque eu engulo as frases ou porque faço com um comentário "vindo do nada". Quando isto agora se passa, em vez de reagir ofendida, eu comprometo-me a tomar esse alerta como um apoio para que eu me foque na minha respiração e que não tente seguir desalmadamente a mente - em vez disso, eu dou-me direção a cada respiração, dedico-me a dizer cada palavra com clareza, a realmente estar ciente das palavras que eu estou a dizer/viver e a falar um e igual à velocidade dos meus lábios e língua.

A mente serve então de indicador do meu estado pessoal para que eu veja os medos que ainda permito em mim, veja as noções e ideias que criei para mim própria e veja os padrões em que eu tenho participado - Ao realizar que a mente não é o melhor de mim e não me traz a estabilidade e perfeição na minha vida, eu comprometo-me a usar estes indicadores em auto-ajuda para finalmente ver onde é que posso/tenho de mudar para o meu próprio bem/para a minha criAção em estabilidade e real perfeição física.



DIA 13 - Confortável no mEU corpo


Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar confortável na minha expressão corporal e por isso ser confortável um e igual com o meu corpo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que o meu corpo é vida feita da matéria do qual todo o universo é composto e por isso o meu corpo é um e igual com tudo o que existe.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar uma relação com o meu corpo de vergonha, querendo esconder-me de mim e dos outros.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estabelecer uma relação de total intimidade comigo própria, sem julgamentos, sem medo nem arrependimento. Apercebo-me que ao não estar confortável com/sendo o meu corpo, então estarei dependente da atenção dos outros e quando essa atenção não existe, sinto-me descartada - apercebo-me que fui em quem me ignorei primeiro.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido abafar a minha expressão corporal e suprimir a curiosidade pelo meu corpo - estar um e igual com o meu corpo é a melhor ajuda que posso dar a mim própria. Realizo que quanto mais os anos passam, mais eu existo na mente/em pensamentos e menos no físico -- quando é o físico que é real!

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver o meu corpo como algo separado de mim - eu sou/existo como e no meu corpo. O meu corpo é Vida e eu tenho-me ignorado e esquecido de mim como vida que sou!

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido abusar do meu corpo com os desejos e com os medos da mente, que são as duas faces da mesma moeda. Apercebo-me que tenho de dar tempo e a oportunidade a mim mesma para restabelecer uma relação com o corpo que seja o melhor para mim, baseada em honestidade própria, em apoio incondicional e expressão igual a Vida.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sabotar a minha acção e expressão própria ao estar focada no pensamento ou em imagens da mente, em vez de ser incondicional aqui e criar a minha acção a partir do nada - um nada que vem da estabilidade e da confiança que tudo o que eu faço é o melhor para mim e para os outros.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido tomar responsabilidade pela comida que eu ingiro - apercebo-me que ao comer eu estou a criar o meu corpo e por isso vou dar a mim próprio a comida que suporta o meu corpo, nem mais nem menos.

Quando e assim que eu me vejo a suprimir a minha acção com base na imagem "de fora" que eu tenho de mim própria, eu páro e respiro. Se for preciso eu toco no meu corpo para perceber que esta matéria é real e que eu estou Aqui. Eu sou o movimento, não a imagem que tenho de mim na mente - O mEU corpo não existe na mente.

Eu comprometo-me a estar confortável no meu corpo e a estabelecer uma nova intimidade comigo própria, sem julgamentos, vergonha nem medo.

Quando e assim que eu me vejo obcecada com pensamentos da mente, eu páro e respiro. Apercebo-me que o respirar do meu corpo é a melhor ajuda/ferramenta que eu tenho aqui para me estabilizar aqui- Ao estar ciente de mim e dos meus movimentos, sou capaz de tomar direcção própria em plenitude com o meu corpo, ciente que qualquer decisão que eu tome não irá trazer consequências para o meu corpo/vida.

Quando e assim que eu me vejo participar em pensamentos e imagens que são um abuso de mim própria e um total desrespeito por mim enquanto vida, eu páro e respiro.Eu comprometo-me a respeitar-me enquanto vida que sou e agir de acordo com esta decisão.

Quando e assim que eu me vejo estar tensa na minha expressão, eu páro e respiro. Dou a mim própria o tempo para verificar qual o ponto que está aqui para eu ultrapassar para restabelecer a minha expressão incondicional.

Quando e assim que eu me vejo desejar que outros decidam a comida por mim, eu páro e respiro. Apercebo-me que me tornei preguiçosa e que nunca até agora me dediquei a cuidar do meu corpo de forma estável. Eu dedico-me a tomar responsabilidade e a garantir que tudo o que eu ingiro é um suporte para o meu corpo. Dedico-me também a confiar em mim própria um e igual com o meu corpo e páro de participar como o polícia/deus da mente.