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DIA 258: A Nossa Gaiola Dourada... e a Culpa no Prazer

Sempre que estou em Portugal ou com familiares apercebo-me de maneiras de pensar e de agir que eu julgo como sendo limitadoras, normalmente baseadas naquilo que os outros pensam, e nunca pondo o seu bem-estar em primeiro lugar (nem em segundo, nem em terceiro). Mesmo quando há oportunidade para se sair da toca, descontrair e usufruir de algo gratificante, há uma força invisível de medo que o momento acabe ou que não se repita, ou que não se mereça o melhor, ou sentir-se culpado porque outras pessoas não estão a experienciar o mesmo. Uma amiga minha chamou a este fenómeno a "culpa no prazer".  

Recentemente vi estes padrões auto-destrutivos e de pouco amor-próprio no filme de Ruben Alves "La cage dorée" (A gaiola dourada) que retrata as peripécias de emigrantes Portugueses em Paris,  e questionei-me sobre a nossa aceitação (pessoal e nacional) de vivermos para os outros, sem controlo sobre as nossas vidas, e em modo de vitimização.

Tanto lá fora como cá dentro, há na nossa cultura uma constante angústia intervalada por breves momentos de descontração no café da esquina ou em frente ao ecrã da bola, para depois se voltar a falar dos problemas (normalmente dos outros) e mais uma vez esquecer-se de si próprio. Por muito honestos que sejamos, aquilo que faz da nossa vida uma prisão é a falta de honestidade própria sobre quem somos e quem queremos ser.

Dei por mim a sentir-me claustrofóbica, assustada e a julgar as personalidades que via passar no ecrã por perceber que estes padrões existem de facto e que afectam a vida das pessoas brutalmente - mas mais do que as peripécias que acontecem ao casal Ribeiro, esta foi uma oportunidade para investigar como eu também crio a minha própria gaiola, consciente ou inconscientemente. Sugiro que faças o mesmo por ti.

Algumas das minhas reações foram: apatia e medo em dar direção à minha vida; o medo de desapontar alguem com a minha decisao; a culpa por fazer algo benéfica para mim; o aparente conforto na vitimização e no desconforto; e a energia da fofoquice.

Nos próximos artigos irei desconstruir cada um destes padrões e ver como é que eu posso mudar a minha relação com estes hábitos e automatismos culturais. Por agora convido-vos também a ver o vlog sobre a minha experiência enquanto via o filme. E já agora subscreve o meu canal :)



DIA 208: A justificação do "Tenho Tempo"


Apercebo que a resistência para escrever e a tendência para a procrastinação são redflags a indicar-me aquilo que eu estou a permitir repetir-se em mim. Por trás deste padrão, vejo o pensamento que "tenho tempo" para fazer isto ou aquilo, "tenho anos à minha frente", "vou ter a oportunidade mais tarde", sem sequer considerar a hipótese de criar essa oportunidade agora e começar a encaminhar-me nessa direção. 
Este padrão enquadra-se na Religião do meu Ser, baseada naquilo que me foi ensinado ao longo dos anos. Lembro-me claramente de ouvir dizer "Joana, vai com calma", "tens tempo", "ainda és muito nova", ... E agora já não é preciso ninguém dizer-me isto porque ficou registado e aparece automaticamente na maneira como encaro certas coisas, especialmente coisas novas, e a curiosidade fica suprimida, porque afinal, apesar de me interessar por isto ou aquilo, irei ter tempo e "se calhar" (que é a mesma coisa que dizer "Se Deus quiser") mais tarde irei estar numa posição mais vantajosa para finalmente viver a decisão! Até lá, acumulo uma série de "potenciais" de coisas que quero fazer, imagino o momento em que irei fazer essa coisa nova e admiro aqueles que não hesitaram em começar.
Obviamente, o processo de escrita requer prática e é preciso ir-se com calma, respiração em respiração, e estar-se fisicamente aqui. Mas desde que me tornei ciente desta tendência para adiar, fui mais eficaz em perceber se fazia ou não sentido esperar, ou se afinal a oportunidade de fazer determinada coisa estava/sempre esteve aqui. Finalmente comecei o meu novo blog http://diplomatjourneytolife.blogspot.com/ e tem sido fascinante desenvolver cada artigo e ver novos tópicos com base em informação da actualidade.
A expressão do bad timing poderá ser então a consequência de se ter esperado pelo "momento certo" sem realmente fazer-se nada por se criar esse momento. E não será então esta esperança pelo momento certo mais uma desonestidade que limita a nossa expansão?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido absorver as expressões que me foram/são ditas pelos outros como sendo a "minha verdade" sem me aperceber que eu estou de facto a limitar o meu processo de auto-criação.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido reagir quando oiço alguém dizer-me que "tenho tempo", em vez de perceber se estou ou não a participar nesse padrão, perceber onde é que este padrão se manifesta na minha vida, e como é que eu posso resolver/transcender/parar este padrão em mim.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido questionar-me sobre a minha hesitação em fazer coisas novas e em mudar hábitos, e a partir daqui empenhar-me em dar resposta a essa hesitação e praticar a minha confiança a fazer coisas novas e a praticar a minha eficácia em fazer igualmente todas as coisas que me são benéficas.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar-me a conseguir fazer todas as coisas ao mesmo tempo ou a imaginar-me a ter conseguido fazer um bocadinho tudo sem realmente planear as minhas actividades.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que algumas coisas têm de ser largadas para começar novas e que tal mudança não implica necessariamente ruptura.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar mudar os meus hábitos sem realmente e deliberadamente parar hábitos antigos e começar novos!

Quando e assim que eu me vejo a reagir quando oiço alguém dizer-me que sou "muito nova para pensar nisso" ou que "tenho tempo" ou outra coisa qualquer, eu páro a reação e respiro. Em honestidade própria eu permito-me perguntar porque é que eu estou a levar tais comentário pessoalmente, e permito-me ver em que aspectos é que eu estou de facto a participar nessas ideias. Eu apercebo-me que não sou responsável por aquilo que me é dito, mas que sou responsável por aquilo que eu faço perante aquilo que me é dito.
Quando e assim que eu me vejo a hesitar em começar coisas novas, eu páro e respiro. Apercebo-me que uma das justificações é baseada em "já tenho muitas coisas para fazer, não vou ter tempo agora", no entanto, em honestidade própria eu analiso o que é que eu posso "largar" e substituir pela nova actividade que, neste momento, me será mais benéfica. Se tal decisão implicar outras pessoas, eu comprometo-me a comunicar com os outros a minha decisão, ciente que tais escolhas têm de ser feitas por mim e que não posso ter esperança que alguém decida por mim aquilo que é o melhor para mim.
Quando e assim que eu me vejo a querer conciliar/coexistir em mim os hábitos antigos e os hábitos novos, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que muitas vezes eu estou a manter certos hábitos (especialmente na minha relação com os outros) para agradar os outros, em vez de me disciplinar em ser honesta comigo própria na presença dos outros, um e igual.
Comprometo-me a estar ciente de cada vez que o pensamento/justificação do "tenho tempo" se manifesta e páro esse dominó - em vez de participar na resistência, eu faço exactamente o contrário daquilo que a minha mente dita e dedico-me então a começar essa nova actividade. Para isso, eu adapto e ajusto o meu tempo, e abdico de outras coisas, de modo a conseguir fazer essa actividade que neste momento me será benéfica. Vejo então que uma mudança de hábitos/padrões implica sempre uma mudança prática ao nível das prioridades em honestidade própria, e uma mudança física em se realmente viver as decisões.

Ilustração: Comical Sense - 'Advice', By Andrew Gable

DIA 196: O stress da indecisão


Durante o fim-de-semana observei-me através de outra pessoa - o que eu quero dizer é que vi uma atitude noutra pessoa que eu própria já experienciei e foi frustrante observar esta personalidade da indecisão! Para quem "sofre" desta dificuldade em tomar decisões espontâneas, talvez seja interessante ver um episódio do TheVoice UK na qual a cantora demorou quase meia-hora (o que na TV é mesmo muito tempo) para decidir o o seu mentor musical. O mais interessante foi ver que nessa altura do programa ela já sabia que tinha passado à fase seguinte, e aquilo que seria aparentemente o mais fácil, ela tornou numa coisa complicada. - Onde é que eu já vi isto!

Pessoalmente, ao ver o episódio da indecisão, apercebi-me das consequências da participação na mente - compromete-se o nosso tempo, o tempo dos outros, alimentam-se os diálogos na mente sobre "é isto", "não, afinal já não é", "e se eu for por aqui", "se calhar faço melhor escolher o outro", "porque é que não posso ter tudo", "não sou boa a escolher", "da última vez escolhi mal", etc etc etc...

Aquilo que eu vejo e que também me tenho apercebido a lidar com o ponto da tomada de decisão é que a indecisão não tem as ver com as escolhas disponíveis, mas que tem a ver com a confusão que se passa dentro das nossas mentes. Ou seja, a indecisão é um reflexo de uma série de padrões com que a mente anda ocupada e que não conseguimos ver o senso comum daquilo que é o melhor para nós próprios, porque nos permitimos estar submersos na insegurança e no medo de "falhar".

No caso da cantora, ela estava a fazer aquilo que queria, tinha conseguido (en)cantar o júri e mesmo assim criou uma situação de insegurança na sua tomada de decisão final. Aquilo que aparentemente seria uma felicidade tornou-se num tormento... Onde é que eu também já vi (e ainda vejo) esta cena? Coisas do meu dia-a-dia que são simples mas que se tornam complicadas - por exemplo, às compras - a indecisão entre gastar dinheiro naqueles sapatos ou não... Ou em comprar o Fair trade, apesar de ser mais caro? Ou a indecisão sobre aquilo que eu vou comer quando há multiplos pratos na ementa... Coisas pequeninas que na minha mente se tornam gigantes, como se a preocupação tivesse uma lugar que tivesse de ser continuamente ocupado dentro de mim. Depois há as "grandes decisões" que têm a ver com a carreira por exemplo - "que curso é que vou seguir?" E depois da escolha ter sido tomada "- será que fiz a escolha certa?", "Será que vou gostar? "...

 Curiosamente, nesse mesmo dia saiu uma entrevista na Eqafe exactamente sobre o tópico de Evitar tomar decisões e que me trouxe uma nova perspectiva sobre o cenário que eu crio/nós criamos para nós próprios em relação às decisões.
Um dos conselhos dados na entrevista é: Não tomar decisões apenas com a mente. Isto porque a mente não considera a realidade física, as várias coisas envolvidas, o ambiente, o momento, o contexto,  e por isso não considera aquilo que é realmente o melhor para nós. A mente apenas as personalidades, o interesse-próprio, os medos, as experiências passadas, os traumas, os desejos...  Há então este conflito interno, como se houvesse esta voz divina dentro de nós a dizer "leva isto"... "era melhor ter levado o outro", quando afinal não temos necessariamente de criar tal instabilidade dentro de nós. Este diálogo interno pode tornar-se obsessivo e, nos momentos em que é demais, o melhor a fazer é escrever num papel as várias possibilidades que vemos, as razões, os medos associados, e perceber quais as condições que estamos a impor a nós próprios. Pela minha experiência, em momentos de decisão eu acabo por imaginar as várias saídas para cada possibilidade e tomo uma decisão com base numa imaginação que não é real (imaginação baseada na mente de medos, desejos e ideias),  em vez de procurar perceber o que é que realmente "está em jogo" e procurar a melhor escolha. Quando a decisão se torna num bicho-de-sete-cabeças é sinal de alarme pois estamos a ver a situação apenas pela mente (imagens baseadas em medos, experiências passadas, informação, desejos, interesse-próprio) em vez de considerarmos a situação realista à nossa frente, em senso comum e honestidade própria.

Uma coisa que é importante ter em conta é a nossa responsabilidade por cada decisão que tomamos e de facto abraçarmos as consequências das nossas decisões. Frequentemente a palavra Consequência é associada a coisas negativas, quando afinal a consequência é um acontecimento que segue ou é resultado de outro. Quando toca a decisões, qualquer decisão que tomamos é um movimento, é uma direção que estamos a dar a nós próprios e somos nós que estamos em controlo das nossas próprias vidas. Apercebo-me também que não existem decisões erradas ou certas, mas que é um processo de dedicação e de nos comprometermos a viver o nosso potencial/a melhor versão de nós próprios. Em responsabilidade própria somos capazes de nos dar direção/decisão a cada momento para nos aperfeiçoarmos e aperfeiçoarmos a nossa tomada de decisão e as nossas decisões, para garantirmos que construímos a nossa auto-confiança com a certeza que fazemos aquilo que é o melhor para nós, tendo em conta a realidade/os outros/as várias possibilidades.

Leiam também o Perdão-Próprio e as afirmações de auto-correção sobre a Tomada de Decisão em: http://joanajesus-renascendo.blogspot.com/2013/02/dia-175-medo-de-tomar-decisoes.html




DIA 11 - Acabar a relação que tenho comigo própria


Hoje permiti-me sentir medo ao ler a frase do João "vamos ter uma conversa séria".
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido associar a palavra a séria a qualquer coisa contra a minha vontade. Aliás, apercebo-me que estou presa à minha vontade e que não me estou a permitir ver aquilo que é o melhor para mim, logo, para os outros também.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido associar a conversa sobre "uma coisa séria" com a morte ou com o fim de alguma coisa, neste caso da nossa relação. Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido terminar a nossa relação em mim. Apercebo-me que a relação que tenho com os outros é uma projecção da relação que tenho comigo própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido limitar-me com a relação que criei comigo própria baseada nos pensamentos e crenças que me permiti acreditar como sendo reais e que não são o melhor para mim.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido limitar-me com a relação que criei com as pessoas, especialmente com os homens. Apercebo-me que tem sido uma relação de carência da minha parte, de dependência e de completa irresponsabilidade própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido colocar-me numa situação de não saber o que é o melhor para mim, em vez de me comprometer a restabelecer em completa estabilidade própria e a confiança própria. Apercebo-me que a minha estabilidade e a confiança não estão dependentes  nem limitadas por ninguém.
Eu perdoo-me por  não me permitir e aceitar estar sempre estável no meu ser quando converso com o outro.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de estar sozinha e acreditar que sou "menos" sozinha. Realizo que eu sou sozinha, mesmo quando estou com os outros. Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido tomar responsabilidade sobre o meu processo individual de Vida e dedicar-me a cem por cento à total recreação do meu ser.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me pelas relações que tenho e que tive, e estar presa à personalidade das relações baseadas em interesse próprio. Realizo que o interesse próprio é baseado nos desejos da mente e não em decisões que são o melhor para mim que perduram no tempo.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar manter a relação que tenho comigo própria, baseada em personalidades de desejos, punições, julgamentos próprios, comparações e de desconfiança própria.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar mudar para que o outro veja que eu mudei e que sou digna de confiança, em vez de realizar que só existe mudança quando eu mudo por mim e para mim e que esta mudança acontece de dentro para fora, e não de fora para dentro.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido conter-me na mudança, ao estar agarrada às relações de apego e hábitos da mente. 
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido puxar por mim e pelo meu processo de mudança.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar na ilusão e conforto da mente ao pensar que "vai ficar tudo bem" do ponto de vista daquilo que eu defini como sendo o bem (interesse próprio), quando sei que este estado da mente é uma distração. Estou de facto a sabotar a minha vida e a limitar todo o potencial que há em mim enquanto Vida.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desistir de mim própria e ceder na minha própria direcção.

Quando e assim que eu me vejo a reagir à palavra "séria" eu páro e respiro. Eu estou ciente das associações da mente e permito-me viver a redefinição da palavra: "séria" - qualquer coisa que implica a completa tomada de responsabilidade de todas as partes.
Quando e assim que eu penso que não sou capaz de tamanha responsabilidade, eu páro e respiro. Apercebo-me que não tenho escolha e que neste processo é tudo ou nada.
Comprometo-me a tomar completa responsabilidade pelo meu processo de recriação de mim igual a Vida.
Quando e assim que eu me vejo participar no desejo de mudança para agradar o outro ou para manter o outro comigo (numa relação da mente), eu páro e respiro. Realizo que a mudança separada de mim não é real, mas simplesmente uma cilada do tempo até eu ver o ponto nova-mente e me decidir mudar. Comprometo-me a parar as associações da mente baseadas nas minhas experiências do passado - permito-me a tomar responsabilidade agora pela minha mudança e dedico-me a tomar decisões que sejam o melhor para mim, logo para o outro.
Quando e assim que eu me vejo definir como estando dependente das decisões dos outros, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que sou eu quem não está a tomar igual responsabilidade na tomada de decisão e no estudo de novas soluções.
Comprometo-me a desenhar novas soluções para mim e a restabelecer-me como a solução para mim própria. Eu comprometo-me a estabelecer uma relação comigo que seja um e igual com a Vida.

Apercebo-me que só a viver num acordo de estabilidade comigo própria, sou capaz de parar as relações da mente e estar um e igual comigo e com o outro.

DIA 10 - A Decisão sou Eu


Hoje tomei a decisão de abraçar as minhas decisões.
O mundo à minha volta é um reflexo do que eu permito e aceito em mim própria. Agora eu comprometo-me a parar a guerra interior...

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar as minhas acções e decisões depois de as fazer, sendo que antes eu queria faze-las. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que destruo tudo aquilo que eu toco, em vez de parar as ideias que permiti alimentar de mim própria e tornar-me a solução para mim e para as coisas à minha volta.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que eu sou os pensamentos da mente e por isso não confiar "em mim". Realizo que estou no processo de recriar o que tenho aceite e permitido até então. Permito-me então confiar no mEu processo de mudança.
Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido confiar a cem por cento nas minhas decisões, que são eu. Ao tomar total responsabilidade de mim aqui, tomo também total responsabilidade das minhas acções e garanto que estas são o melhor que eu sou capaz neste momento.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tornar-me desconfiada de mim mesma e permitir projectar a desconfiança nas minhas acções e decisões. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido subestimar a minha capacidade de mudança - eu permito-me entregar-me a mim própria e confiar e mim como Vida que eu realmente sou.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido participar no arrependimento da mente, em vez de me abraçar a cada momento e auto-corrigir-me se necessário, sem julgamentos nem punições.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido recear tomar decisões erradas. Apercebo-me que eu sou a própria a criar a noção de decisão errada, com base nos meus próprios julgamentos acumulados ao longo do tempo. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tornar-me nos julgamentos que aceitei em mim. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar as decisões como sendo complicadas, em vez de me focar naquilo que é o melhor para mim, em honestidade própria. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que o melhor para mim é mau para os outros, em vez de aperceber que o melhor para mim, em honestidade própria, é o melhor para mim enquanto Vida, um igual com os outros e com o mundo.

Quando e assim que eu começo a julgar a minha acção, eu páro e respiro. Apercebo-me que a ideia de perfeição da mente não é real - dedico-me à minha acção em completa presença aqui, no que é real. A perfeição existe na acção e decisão em honestidade própria, naquilo que é o melhor para mim e para os outros iguais a mim.
Quando e assim que eu me vejo participar no arrependimento e no desejo de "voltar atrás no tempo", eu páro e respiro. Não me permito consumir com ideias da mente que não são reais e mantenho-me aqui, estável e aberta à auto-correcção.
Quando e assim que eu penso que tomei a decisão errada, eu páro e respiro. Ao ver os pensamentos da mente, apercebo-me dos padrões e perdoo-me. Permito-me abraçar e abraçar a minha decisão. Páro a guerra interior entre o certo/errado e comprometo-me a dar-me/dar ao mundo o melhor de mim.
Quando e assim que eu me vejo participar em pensamentos de auto-punição ou da punição de um deus, eu páro e respiro.  Eu apercebo-me que eu me tenho limitado com base nas ideias de pecado e em medo de ser punida, pelos outros e pelo deus da mente mas que nada disso é real e que só existe na mente. Estou ciente que a punição é irrelevante - em vez disso, ao realizar-me do que se passa em mim, eu perdoo-me e mudo.

Ao estar ciente de mim aqui, permito-me tomar decisões e acções em honestidade própria, baseadas em senso comum. Permito-me confiar em mim e respeitar-me enquanto Vida.

Artwork: Andrew Gable, Self-Forgiveness on Soul - http://www.andrewgable.com/blog/category/destonian/

DIA 7 - Indecisão às compras


Por muito superficial que este título possa sugerir, o que é facto é que lidamos com a nossa mente a cada momento, tanto às compras como a fazer sexo, etc. Frequentemente, quanto mais resistência tenho para trabalhar num ponto, mais relevante esse ponto é visto que eu verifico o mesmo padrão repetido em vários momentos da minha vida. Portanto, neste processo de sete anos de auto-recriação, cada padrão da mente irá ser considerado e perdoado.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tomar a decisão de comprar um produto com base em energia/vontade de querer provar a mim própria que sou capaz de tomar uma decisão sozinha. Apercebo-me que qualquer decisão baseada em energia ("positivo") cria/manifesta a outra polaridade "negativa" - o arrependimento.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tomar decisões na mente sem primeiro testar a decisão na realidade. Apercebo-me que na mente as decisões são demasiado rápidas e nem todos os aspectos são considerados.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que tomei uma nova decisão sem de facto mudar o meu ponto de partida e parar o padrão de emoção/energia/impulso.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ver a decisão separada de mim, quando de facto eu sou cada movimento e cada acção.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido estar obcecada com a ideia de comprar um produto. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar-me a comprar esse produto, sem de facto estar fisicamente na loja!
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ficar desorientada por não encontrar o produto na loja.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir-me culpada ao comprar coisas para mim. Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido associar compras com momentos especiais, quando afinal isso só demonstra a ilusão que eu alimentei acerca do sistema económico - porque na realidade todas as decisões neste mundo envolvem dinheiro.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido estar focada na pergunta "será que fiz uma boa compra" com base em comparação  e na ideia que fiz a escolha errada. Realizo que este padrão de pensamento é simplesmente inaceitável porque estou a sabotar a minha acção com base na ideia que outro produto seria melhor para mim. Apercebo-me que o padrão repetir-se-ia no novo produto.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me como insegura e indecisa às compras.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido "viver" a definição de ser insegura, sem estar ciente que depende de mim tomar responsabilidade por mudar a natureza humana em que tenho existido.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ficar zangada comigo própria ao perceber que errei no produto que comprei, em vez de ver a praticabilidade do produto, o dinheiro, a necessidade que tenho do produto e a possibilidade de o trocar.
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de ser julgada como indecidida quando trocar o produto na loja. Apercebo-me que o julgamento está em mim e que se tornou Eu.
Eu perdoo-me por não me permitir e aceitar estar estável ao tomar decisões que envolvem dinheiro, baseado no medo da perda, em vez de realizar que qualquer decisão que tomo é um acto de criação - eu estou a criar a minha realidade.

Comprometo-me a mudar a minha atitude em relação a mim própria e a parar o padrão da indecisão por medo de fazer as escolhas "erradas".
Comprometo-me a parar o julgamento de ser indecisa com base em memórias e dedico-me a mudar a partir de Agora.
Quando e assim que eu me vejo tomar uma decisão como um impulso, eu páro e respiro. Comprometo-me a dar tempo a mim mesma para ver as coisas em senso comum.
Quando e assim que eu me vejo participar em energia/motivação/impulso para comprar qualquer coisa, eu páro e respiro. Permito-me ver de onde é que a energia vem, quais as imagens que estou a alimentar de mim com o produto, páro e perdoo-o cada imagem. Estas imagens não são reais. A ideia de superioridade não é real.
Quando e assim que eu participo na ideia que com o produto serei "mais/melhor", eu páro e respiro. Apercebo-me que estou a ser desonesta comigo própria por aceitar ser incompleta. Eu Sou igualmente estável com ou sem o produto.
Quando e assim que eu me vejo frustrada a fazer contas ao dinheiro, eu páro e respiro. Comprometo-me a estar estável na relação que eu tenho com o dinheiro. Ao tomar uma decisão, permito-me ver todos os pontos da equação para que a decisão seja o melhor para mim.
Quando e assim que eu me vejo participar na comparação e na ideia que outro produto seria melhor, eu páro e respiro. Apercebo-me que se trata de um padrão de desconfiança própria e que não se trata do produto. Realizo que ao mudar o meu ponto de partida de medo de tomar uma decisão, serei capaz de decidir no momento e sem hesitações. Permito-me também ver os produtos em senso comum e perceber que são todos semelhantes e que a escolha é muitas vezes irrelevante. Eu confio em mim própria e tomo responsabilidade pela minha criação.
Quando e assim que eu me vejo a ter medo que as pessoas me julguem como indecisa, eu páro e respiro. Eu própria me defino como tal. Assim, é da minha responsabilidade dedicar-me a parar as auto-definições e utilizar estes momentos para me aperceber dos padrões. Apercebo-me que estou a projectar os meus julgamentos nos outros e, ao ver o padrão, perdoo-me e permito-me mudar de direcção. Aprendo comigo própria e mudo na nova acção.
Quando e assim que eu me vejo estar irritada comigo própria por ter sido impulsiva na minha decisão, eu páro e respiro. Permiti-me estabilizar com a minha respiração e ver a situação em senso comum. Confio em mim própria e aprendo a parar o padrão para não voltar a participar no impulso da decisão.
Comprometo-me a tomar responsabilidade em não participar nas conversas da mente. A mente é limitada e os meus pensamentos são limitados. Eu, enquanto Vida, não.