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DIA 113: Ando a viver para quem? Telenovela da mente



Onde está a minha direção em honestidade própria?
Quem são os outros que eu vejo para além dos meus próprios pensamentos?
Para quem tenho eu vivido afinal, se para mim não tem sido?

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que estou a viver para alguém, como se tivesse a ser observada por um Deus ou pelos outros, quando na realidade cada um está entretido com a sua própria mente e, ao participar nesta separação de mim própria estou a perder a desperdiçar a oportunidade de realmente ESTAR e SER Aqui e de realmente conhecer os outros como eu.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver e realizar que o entretenimento da mente estilo telenovela é uma distração da minha responsabilidade e capacidade de mudar a minha participação aqui e na minha dedicação a tornar-me o melhor de mim. Apercebo-me que todas as ideias da mente são como uma força que puxa para trás e, ao participar nelas, eu estou a limitar a minha expansão.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar estar limitada pelos julgamentos  e pensamentos que foram criados por mim com base nas minhas experiências e assim limitar-me a estar constantemente a reviver o passado, como se fosse um destino superior a mim própria. Eu apercebo-me que esta sensação de estar fora de mim é um indicador de estar na mente - ao estar ciente disto, eu tomo a decisão de me abraçar, respirar fundo e estar fisicamente aqui - este é o meu ponto de partida para viver quem eu sou, em plena direção própria.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que estou a viver a vida dos outros, quando na realidade este pensamento é o que me mantém a evitar viver a minha vida. 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me de acordo com os outros, quando afinal me apercebo que os outros são a projeção de personalidades que eu acreditei serem "os outros" e por isso nunca saí da minha própria mente! Apercebo que as projeção de personalidades são um mecanismo da mente para me manter presa a estas definições, em vez de me permitir ver que tenho sido eu a criar estas definições e portanto posso também parar estas ideias. 


É incrível ver que a minha existência tem sido baseada em imagens do que deve ser/não deve ser, o que posso/não posso fazer, de acordo com as definições que eu alimentei para mim própria em relação aos outros; e os papéis/personalidades que eu defini para cada um de nós, sem realmente viVER a Vida que somos. Ou seja, o mundo à minha volta tem sido um reflexo daquilo que eu permito em mim - que são todos os padrões da mente que eu enfrento e resolvo em mim ao longo do meu processo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que qualquer projeção que eu tenha para o futuro, tem a ver com as minhas aceitações e permissões - Em senso comum eu vejo que sou a única responsável pelos pensamentos que crio em mim própria.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir-me culpada pelas experiências benéficas durante a minha vida, baseada na ideia que não mereço. Apercebo-me que o sentimento de culpa e a ideia que outros queriam ter as minhas experiências é de facto uma auto-sabotagem, porque não me estou a permitir viver/expressar/estar completa na minha experiência e tomar responsabilidade e dedicação em criar aquilo que é benéfico para mim, nem a permitir estar estável a criar-me como o meu próprio exemplo de senso comum e estabilidade.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ver que qualquer pensamento que eu tenho relativamente a outra pessoa, é vindo de mim e começou em mim! Apercebo-me que a projeção da minha vida nos outros e projectar a vida dos outros na minha vida é um jogo da mente, como se visse a minha vida de fora (tal e qual um filme). Apercebo-me que é impossível estar a ver o filme ao mesmo tempo que se está a fazer o filme e que qualquer separação que eu tenha em relação a mim própria, quer seja a imaginar outra pessoa a faze-lo ou a desejar fazer algo que outra pessoa está a fazer, é um ponto a parar porque eu não existo separada de mim. 

Por isso, quando e assim que eu vejo o padrão de sentir-me culpada por viver para mim, eu páro e respiro. Eu páro em mim esta luta da mente que eu permito ser puxada para trás  - através destes padrões eu procuro ver e parar a percepção que criei de mim própria, para finalmente tomar direção e tomar decisões  em honestidade própria.

Quando e assim que eu me vejo a pensar que aquilo que eu faço tem mais a ver com a pessoa X, eu páro e respiro. Neste momento apercebo-me que esta é uma projeção, ao pensar que pessoa X tem a ver com aquilo que eu faço, quando na realidade sou eu que estou a fazê-la e, portanto, sou eu e tem a ver comigo.

Em honestidade própria, eu dedico-me a estar ciente destas projeções da mente sobre os outros e das comparações relativamente aos outros, e assim a permitir-me viver plenamente cada decisão que eu tomo por mim, sem dúvida que estou a fazê-lo por mim. Apercebo-me que através dos outros eu estou a ver pontos em mim que até então eu havia ignorado, e tenho a oportunidade de resolver todas as minhas personalidade, desta vez em desonestidade própria.

Quando e assim que eu me vejo a "observar-me de fora" ou a imaginar que um Deus ou alguém me observa, eu páro e respiro. Nesse momento, eu foco-me nos julgamentos que surjam, páro e começo a perdoar cada um em detalhe e assim a desmistificar a mente e a viver a minha decisão de mudar a maneira como tenho existido comigo e na minha relação com os outros. Eu apercebo-me que estas personalidades não são o melhor para mim nem para os outros porque as relações da mente são baseadas na polaridade superior/inferior que não é quem nós realmente somos, em unidade e igualdade. 

Quando e assim que eu me vejo a acreditar estar limitada pelo meu passado, presa às personalidade que eu defini para mim e às pessoas à minha volta, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que a noção de passado é enganadora, porque os padrões manifestam-se em ciclos de tempo até eu parar de participar no padrão e assim mudar o meu presente/futuro.

Logo, eu comprometo-me a parar o stand by mode da minha vida e a recomeçar a cada momento a minha criação a recriar-me em estabilidade própria e auto-aperfeiçoamento. Se eu criei a personalidade, eu dedico-me a desconstruir a personalidade, a parar a reação, a permitir-me ver a origem, a perdoar o medo associado, a parar de culpar o outro e a viver a decisão de começar a existir a cada respiração como criadora da minha expressão de vida. Ao viver para mim em honestidade própria, eu estou a recriar as condições para conhecer so outros/o Mundo também em honestidade própria.


Ilustração Andrew Gable.

Dia 58: Viver as Palavras. Ser a Decisão.


De cada vez que eu escrevo, eu estou a redesenhar as minhas fundações. No entanto, apercebo-me que desenhar a fundação não é suficiente: há que andar pela estrutura, testá-la e assim viver quem eu decidi ser.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido satisfazer-me com a superficialidade dos pontos, sem de facto escavar mais fundo e garantir que estou satisfeita com o meu perdão próprio e com a aplicação da correção.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido andar o ponto à medida que me perdoo e aplicar-me a cada respiração.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido arranjar desculpas para justificar a falta de aplicação de honestidade própria - Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido culpar o tempo (ou a falta de tempo) sendo que quem eu sou existe a cada momento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido imaginar o processo de mudança, sendo que esta imagem é da mente, logo, nada realmente muda através da mente e estou de facto a sabotar a minha direção própria e o meu processo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar ciente de mim a cada respiração e assim aplicar a mudança que eu me comprometo viver para o melhor de mim e do mundo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido não ser específica no meu perdão e na correspondente solução que eu  me comprometo a viver.

Eu comprometo-me a viver as palavras escritas em honestidade própria e assim confiar em mim, nas palavras que eu me comprometo ser.
Eu comprometo-me a practicar a minha eficácia no processo de honestidade própria e passar de um robot orgânico a um ser-vivo em auto-aperfeiçoamento.
Eu comprometo-me a não desperdiçar a minha respiração que eu tenho nesta realidade física.
Eu comprometo-me a viver a cada respiração e a puxar por mim, pela minha dedicação a mim própria sem medo de enfrentar quem eu me tenho programado a vir a ser.
Eu comprometo-me a recriar a vida em mim, desta vez com o script da Vida, como aquilo que é o melhor para mim e para o mundo.
 Eu comprometo-me a abrandar a minha presença de forma a confiar em mim de que estou de facto ciente de cada movimento e que cada passo é dado a cada respiração. Assim, eu dedico-me a estar ciente das dores do meu corpo e, a cada respiração, perdoar os pontos que eu tenho repetido ao longo do tempo e que o meu corpo tem sofrido a consequência do timeloop. Quando e assim que eu me vejo participar num timeloop, eu páro o speed da mente, eu respiro e dou tempo a mim própria para escrever o ponto até que a dor deixe de se manifestar.
Eu comprometo-me a ser gentilmente bruta comigo própria na minha aplicação e assertividade no cumprimento  das palavras que eu me decido ViVer/SER.

DIA 16 - Acordar para a Morte


Hoje faleceu uma pessoa muito chegada a mim. Há algum tempo que não me confrontava com o ponto da morte e nunca escrevi sobre isso. Aqui vai.

Eu perdoo-me por só me ter aceite e permitido pensar na vida e no tempo de vida que tenho quando a morte acontece perto de mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido existir sob a ameaça da morte - em vez de existir incondicionalmente ciente que o estado de existir existe por si só. O estado de existir sob a ameaça da morte chama-se "sobreviver" e é um estado que limita o corpo e limita o potencial de Vida que existe no corpo humano.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ignorar deliberadamente a existência da morte nesta realidade e colori-la com histórias do céu e de estrelinhas, que me distanciam de procurar respostas para as perguntas que eu nunca (me) questionei. Eu realizo que a morte mostra-nos o ponto de partida de ilusão e consequência em que nos temos permitido existir, feitos de altos e baixos, de vida e morte, SEM NUNCA REALMENTE VIVER.

Eu perdoo-me por só me aperceber da essência da respiração quando penso no chamado "último respirar". Apercebo-me que durante a maior parte do tempo não vivemos, mas somos robots orgânicos que nem máquinas completa-mente separados do corpo.

Eu apercebo-me que até agora só conheço a morte, pois todos nós morremos e poucos têm realmente vivido. Eu apercebo-me que me tenho esquecido da vida ao viver com medo da morte. Eu perdoo-me por me ter aceite permitido acreditar que a morte é um castigo externo, sem nunca realizar que cada um está no seu processo individual de vida e que a morte é a confirmação do poder da mente permitido em cada um de nós e que assim ditamos a auto-destruição do nosso próprio corpo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a morte é decidida por um deus separado dos humanos, quando na realidade e em senso comum é óbvio que cada um de nós cria a sua própria realidade e desgasta-se ao longo do tempo ao participar na mente e com isso auto-destruir o corpo físico.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir-me ansiosa e participar na ansiedade quando uma notícia sobre a morte de alguém anunciada, como se fosse uma coisa nova. Eu apercebo-me que esta reacção é de facto uma distração e uma protecção da mente para se entreter com historias sem nunca me permitir ver o que se passa nesta Vida/Morte. A morte não é uma coisa nova e eu sei disso - há milhares de pessoas a morrer por dia e nenhuma delas me emociona, logo isso demonstra que o apego a uma só pessoa não é real, mas simplesmente um hábito familiar da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir-me uma vítima da morte da outra pessoa e querer usar isso para ter a atenção das pessoas à minha volta.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir revoltada com as pessoas que morrem porque é como se tivessem falhado a "missão" de garantir que este mundo se torne no melhor mundo possível, quando na verdade as pessoas existem e morrem em medo, desilusão e esperança. Eu apercebo-me que esta revolta é irrelevante e que eu sou uma continuação das gerações anteriores - somos todos UM, e é a minha responsabilidade de me manter estável para garantir que faço o melhor que posso com o tempo que tenho.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido culpar as gerações anteriores por nos terem passado as ideias dos pecados e fomentarem o medo de deus - que na realidade é o medo da minha própria criação e das minhas consequências. Agora apercebo-me que haverá sempre consequências da minha acção e que depende de mim garantir que as minhas acções suportam a vida em vez de criar destruição/separação/morte.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir pena da pessoa ter morrido, tendo como ponto de partida a subestimação da pessoa como não sendo capaz de perceber o seu processo. Apercebo-me que esta foi a personalidade e relação que eu criei com as pessoas e que não é quem as pessoas = Vida realmente são.  Realizo que estamos todos igualmente a participar no processo de Vida na Terra e em toda a existência e que nós somos todos mais cientes do que aquilo que nos permitimos ser quando estamos pre-ocupados na mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pre-ocupar com a minha mente em vez de me permitir estar ciente de mim própria e desta realidade a cada momento.

Eu comprometo-me a fazer todos os possíveis para estar ciente da minha respiração a cada momento. Ao estar ciente da minha respiração, eu estou ciente da minha existência e sou capaz de me direcionar um e igual com a existência, ou seja, permito-me estar Aqui como a Vida que sou e que tudo é.

Eu comprometo-me a estar ciente desta realidade a cada momento da minha respiração e dedico-me a fazer o melhor que posso com o tempo que tenho.

Eu comprometo-me a estar um e igual com todos os outros seres humanos, independentemente da idade que nos "separa" , e realizar que cada um está no seu processo individual de se realizar como vida e que portanto a única coisa que posso fazer é partilhar o meu processo para quem esteja disposto a começar a parar a ilusão desta "Vida".

Quando e assim que eu me vejo participar na emoção baseada no medo da perda do conforto associado a reuniões de familia, eu páro e respiro. Apercebo-me que de facto todos estes desejos e medo de perda são baseados em interesse próprio e no medo de perder a minha noção de segurança. Realizo que  o ponto da morte é uma realidade que eu evitada ver, distraída em crenças e entretenimento.

Quando e assim que eu me vejo questionar a morte, eu páro e respiro. Apercebo-me que este desejo por conhecimento é uma distração e desejo de informação para não ver que a resposta para a morte é a vida física Aqui e que nós todos temos ignorado. Unidade e Igualdade = todos vida ou todos morte, sendo que não temos escolha do que Ser Vida, porque JÁ AQUI ESTAMOS!

Quando e assim que eu me vejo estar a participar na mente e nos pensamentos da morte, eu páro e respiro. Eu comprometo-me também a tocar no corpo ou num objecto desta realidade para me permitir estar aqui nesta realidade física.

Quando e assim que eu me vejo ignorar e adiar os pontos que eu tenho de investigar em mim, eu páro e respiro. Assim, eu dedico-me a ser específica no meu perdão e nos pontos que eu levanto. Eu dedico o máximo possivel do meu tempo ao processo de perdão proprio, escrita e auto-correção.

Eu sou responsável por parar o hábito de medo/sobrevivência que me foi impingido pelas gerações passadas.

Quando e assim que eu me vejo "existir" em memórias e na ideia que no passado as coisas eram melhores, eu páro e respiro. Eu apercebo-me que este é um jogo de passar a batata quente sem nunca de facto tomar a iniciativa de criar a mudança, em mim e à minha volta.

Quando e assim que eu penso que devia estar triste e emocionada, eu páro e respiro. Apercebo-me que todos os conceitos e rituais em torno da morte é uma distração para não se ver que nós todos somos uma continuação de nós próprios e que não há nada a perder. Realizo também que a maioria das emoções associadas à morte estão relacionadas ao medo da perda da companhia e do dinheiro associado à pessoa, o que não são pontos válidos porque são baseados em desonestidade própria e sobrevivência.

Eu dedico-me a promover a Vida em igualdade e Unidade (todos somos feitos de vida e estamos aqui) e a parar de participar na morte que começa na mente e apodrece o corpo.
Eu dedico-me a parar de alimentar os medos/desejos/esperanças passados pelas gerações anteriores a mim de maneira a  garantir que mudo na prática neste realidade física, na Vida que é real.
Eu comprometo-me a estar preparada para a minha morte, sem medos, emoções, dependências nem a deixar coisas por fazer/dizer que têm de ser feitas/ditas.
Eu comprometo-me a parar as resistência  e a largar os padrões  e conhecimentos da mente para me aventurar no processo de me tornar Vida, até que eu me realize como Vida.